domingo, 14 de agosto de 2011

A Infância Silenciada: Um Panorama Histórico e Jurídico da Questão Social da Infância no Brasil

“Durante o século XX, educadores e psicólogos, pedagogos e outros pensadores procuraram entender como, quando e onde se formava a personalidade das crianças e dos jovens, o que moldava seu caráter. Seriam os pais? A escola? Os livros, o cinema, a televisão, a internet? As hipóteses que não remetiam a características geneticamente herdadas tinham, em geral, uma coisa em comum: elas sempre enfatizavam a importância dos adultos.
         E então, lá pela recente virada do milênio, alguns observadores começaram a chegar a conclusões diferentes. Talvez, sugeriram eles, as crianças se formem, se conformem, ou se deformem menos sob a influência de pais e mestres, de escritores e atores, do que de seus próprios pares, isto é, dos outros meninos e meninas, rapazes e moças com os quais convivem. Redescobriu-se, assim, a roda”. (ASCHER, Nelson. Uma questão de honra. Posfácio – MOLNÁR, Ferenc. Os meninos da rua Paulo. Paulo Rónai (trad.). São Paulo: Cosac Naify, 2005, p. 251). 

“(...) o mestre da criança é a própria criança”. (FERNANDES, Florestan. O Folclore de uma cidade em mudança. In: IANNI, Octavio (Org.). Florestan Fernandes. 1ª ed. São Paulo: Ed. Ática, 2008, p. 207).
        
            É no espírito dessas lúcidas e desafiantes passagens de Nelson Ascher e Florestan Fernandes, que propusemos o curso “Infância Silenciada: Um Panorama Histórico e Jurídico da Questão Social da Infância no Brasil”.
            Como sabemos, é inequívoco que a história social da infância no Brasil, principalmente das classes sociais menos favorecidas, se apresenta como uma lamentável e violenta realidade a ser superada. Não são poucos os estudos, fontes documentais e pesquisas empíricas que nos indicam a permanência, ao longo de nossa história – como ainda nos dias de hoje –, de uma noção da criança ligada à idéia de ausência de fala, portadora de atributos de desvalor que lhe caracterizaria como um ser imaturo e, portanto, passível de submissão, controle social e tutela.
Desse modo, portanto, a propositura do curso não somente buscará problematizar historicamente essas noções, mas visará, sobretudo, fomentar a reflexão – prática e teórica – com vistas à produção e consolidação de um conhecimento, de uma práxis, que contribua para a construção de uma nova perspectiva no tratamento da questão da infância no Brasil, perpectiva que busque a “poesia do futuro, não do passado”.
Como o curso pertence à categoria Extensão, não se exige o término da graduação, todavia, no ato da matrícula, os alunos graduados deverão apresentar o diploma de graduação e os graduandos, deverão apresentar o histórico escolar. Para maiores informações, tais como Apresentação do Curso, Organização Curricular, Data de Início, Período de Duração, Matrícula, etc., clique no link http://cogeae.pucsp.br/cogeae/curso/4348 

Encaminhamos também em anexo a ementa do curso.  
Um grande abraço a todos... Vale!!!
Danielle Franco da Rocha & Eribelto Peres Castilho
 
 
 
Fonte : Tamara Amoroso Gonçalves/ mulheremidea

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