sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Iº Festival de Música Autoral "Capivara TeleCaster"

Pôr Mônica Aguiar 

“Capivara TeleCaster , encontro de resistência” . São as palavras cantor e compositor  Vicente Paulo Vieira, 49 anos, 30 anos de profissão, da banda Imagem Pública, um dos organizadores do 1º Festival de Música Autoral " Capivara TeleCaster", acontece amanhã 19, em Belo Horizonte, no Centro de Referência da Juventude.

O projeto reúne nove bandas independentes do cenário do rock n’ roll: Imagem Pública, Eletrolise, Aknus, Sociedade Primata, Áspro, Auto Regimento, Reis & Trapos, Macruxa e O Plano.

Ainda de acordo com Vicente, o Festival tem como objetivo divulgar os trabalhos das bandas autorais. "Queremos que o público que não conhece, tenha a oportunidade de conhecer o nosso trabalho, contando sempre com as pessoas que nos acompanha. Existe muita música autoral de qualidade em Belo Horizonte. Estamos unindo para mostrar o novo”.

Músico Vicente Paulo Vieira
O nome escolhido para o Festival Capivara é uma homenagem ao animal capivara, símbolo de resistência em Belo Horizonte.  O projeto também perpassa por críticas sociais e pelas pessoas que fazem parte desta resistência, com o intuito de provocar a reflexão sobre a sociedade buscando a liberdade e vai acontecer de forma independente. Completa Vicente.  

As dificuldades de acessar a Lei de Incentivo a Cultura também é uma reflexão no Iº Festival. A Lei foi criada para estimular a produção cultural no país, sobretudo de artistas e grupos independentes, e os novos valores culturais encontram grandes dificuldades diante tão poucos recursos e tantas diversidades na competição e nas regras de apresentação dos projetos que podem ser periódicos.  

A LEI
Criada em 1991, a Lei de Incentivo à Cultura, mais conhecida como a Lei Rouanet, é conhecida por sua política de incentivos fiscais para projetos e ações culturais: por meio dela, cidadãos (pessoa física) e empresas (pessoa jurídica) podem aplicar nestes fins parte de seu Imposto de Renda devido. 

Serviço
·        19 de agosto 
·        12 horas às 17 horas
·        Centro de Referência da Juventude - CRJ (Rua Guaicurus, 50 - Belo Horizonte/Centro) Ao lado da Praça da Estação.
·        ENTRADA FRANCA

·        Contato 997181256 Vicente Paulo 

h Fotos: https://www.facebook.com/events/1870668549928094/permalink/1870670023261280/


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Reforma política não contempla a inclusão de mulheres

Ocupando apenas 10% das cadeiras do Parlamento, exclusão pode aumentar com o chamado Distritão.

O relatório final da reforma política,  não traz uma linha, sequer, sobre a necessidade de aumentar a representação das mulheres no Parlamento. Deputadas apontam que o modelo eleitoral chamado distritão, aprovado em destaque na semana passada, deve contribuir para a manutenção da exclusão. 
"As mulheres são maioria da população. Somos apenas 10% da representação, aqui. Então, está claro que esse modelo exclui as mulheres do parlamento", diz a deputada federal Luiza Ferreira (PPS-MG), sobre o atual modelo em vigor. Em entrevista ao repórter Uélson Kalinovski, para o Seu Jornal, da TVT, ela diz que ela diz que, com o distritão, a exclusão das mulheres deve ser ainda maior, bem como das demais minorias. "Vai concentrar o voto naquelas grandes personalidades, em quem tem recursos para fazer campanha nos estados inteiros."
A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) defende que, no momento em que o texto da reforma for levado ao plenário da Câmara, seja colocada em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 134/15 que reserva percentual mínimo de representação para mulheres.
Segundo a proposta, seriam garantidos a elas 10% das cadeiras na primeira legislatura, 12% na segunda e 16% na terceira. Além disso, ao menos as bancadas de cada estado deveriam ter pelo menos uma mulher. "Hoje, nós temos cinco estados que não tem nenhuma mulher", destacou a deputada.
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=1724716

Mulheres Negras Estão Mais Expostas a Compostos Danosos em Cosméticos

Mulheres negras, latinas e asiáticas têm níveis maiores de compostos químicos relacionados a produtos cosméticos em seus organismos do que mulheres brancas, o que as deixa mais sujeitas a diversos problemas de saúde. O alerta vem de artigo de comentário publicado nesta quarta-feira no periódico científico “American Journal of Obstetrics and Gynecology”. Segundo os autores, os profissionais de saúde, em especial os que se dedicam à saúde reprodutiva, devem estar preparados para aconselhar as mulheres sobre a exposição a estes compostos por vezes tóxicos, além de lutar pelo estabelecimento de políticas que as protejam, e em especial as pertencentes a minorias étnicas, de substâncias químicas prejudiciais nos cosméticos e outros produtos de higiene.

- A pressão para atender a padrões de beleza ocidentais significa que as mulheres negras, latinas e asiáticas dos EUA estão usando mais produtos de beleza e, desta forma, estão expostas a níveis mais altos de compostos químicos que se sabem serem prejudiciais à saúde – resume Ami Zota, professora de saúde ambiental e ocupacional na Universidade George Washington, EUA, e uma das coautoras do artigo. - O uso de produtos de beleza é uma fonte crítica porém subvalorizada de danos à saúde reprodutiva e injustiça ambiental.

Zota e sua coautora, Bhavna Shamasunder, da Faculdade Ocidental de Los Angeles, destacam que a indústria de produtos de beleza tem uma receita global de mais de US$ 400 bilhões anuais e que estudos anteriores mostraram que as mulheres negras, latinas e asiáticas dos EUA gastam mais dinheiro com cosméticos do que a média nacional, principalmente porque seu marketing enfatiza um padrão europeu de beleza. Assim, elas acabam comprando produtos como cremes para clarear a pele do rosto que frequentemente contêm ingredientes como esteroides tópicos ou mercúrio, um metal tóxico, afirma Zota.

As autoras também lembram que as mulheres negras frequentemente sofrem maior ansiedade sobre  as criticas sofridas dos  cabelos, o que faz com que tenham o dobro de chances de enfrentarem pressões sociais para alisá-lo. E alisantes ou relaxantes capilares são mais passíveis de conter o hormônio feminino estrogêneo, o que pode provocar um desenvolvimento reprodutivo precoce nas meninas negras e o surgimento de tumores uterinos.

Outros estudos também já alertaram que produtos cosméticos e de higiene podem conter múltiplos compostos químicos “escondidos” que já foram ligados a problemas endócrinos, reprodutivos ou no desenvolvimento. Estas substâncias podem ser especialmente perigosas para mulheres na faixa dos 18 aos 34 anos, justamente as que mais compram produtos de beleza, numa média de mais de dez por ano. Tais mulheres e seus filhos podem então estar mais vulneráveis a estes compostos, ainda mais se a exposição ocorrer em épocas sensíveis, como durante a gestação.

A propaganda também tem encorajado as mulheres negras a usarem mais produtos de banho com mensagens que falam de sujeira e odores. Um estudo feito por Zota e colegas em 2016 revelou que, numa amostragem nacional de mulheres em idade reprodutiva, aquelas que tomavam banho com mais frequência tinham uma exposição 150% maior a uma substância danosa conhecida como DEP. Este composto químico, frequentemente encontrado em cosméticos perfumados, podem causar defeitos congênitos nos bebês e também foram ligados a problemas de saúde em mulheres, diz Zota.

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Ao mesmo tempo, pesquisas indicam que mulheres negras de baixa renda são mais passíveis de viverem em ambientes com altos níveis de poluentes contaminando o ar, o solo e a água. Assim, estas mulheres não apenas usam mais produtos de beleza como podem também estarem mais expostas a compostos químicos tóxicos simplesmente por morarem em lares e vizinhanças mais poluídas.

- Para mulheres que já vivem em vizinhanças poluídas, os compostos nos produtos de beleza podem se somar a um fardo geral maior de exposição a substâncias tóxicas – diz Bhavna Shamasunder, professora do Departamento de Políticas Urbanas e Ambientais da Faculdade Ocidental. - Certos grupos étnico-raciais podem estar sistemática e desproporcionalmente expostos a compostos em cosméticos porque fatores como o racismo institucionalizado podem influenciar no uso destes produtos.

No artigo, as autoras alertam que exposições múltiplas a substâncias nos cosméticos e no ambiente se acumulam e podem interferir na saúde reprodutiva e no desenvolvimento das mulheres. Elas defendem que os profissionais de saúde ajudem a lutar por “justiça ambiental e social” se preparando para o aconselhamento sobre os riscos das exposições a estes compostos “escondidos” nos cosméticos. Elas também querem que os profissionais de saúde e pesquisadores lutem por políticas de proteção, como melhores testagens e mais transparência sobre a composição dos produtos de beleza.

Fonte e texto : O Globo


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Carla Rebelo, fotógrafa santomense vence concurso de fotografia “Water4Islands”


Carla Rebelo foi a vencedora da edição de 2017 do Concurso de Fotografia #Water4Islands, com a fotografia que demonstra uma menina de 3 anos ajudando a sua avó a buscar água todas as tardes. 

A descrição ainda acrescenta que “ ter acesso à água limpa e potável na sua própria casa daria-lhe uma hipótese melhor de aproveitar a sua infância.”

O estudo lançado no quadro do Dia Mundial da Água, contém o alerta do Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, estima que 660 milhões de crianças vão viver em regiões com escassez de água até 2040.

O evento, este ano subordinado ao tema “Porquê águas residuais?”, desafiou os fotógrafos a ilustrarem a importância da água e das águas residuais para a sua comunidade, para a natureza ou para a economia das suas ilhas. Carla Rebelo é assim convidada para estar presente na Semana Mundial da Água de Estocolmo, que terá lugar na Suécia em setembro de 2017.

A fotógrafa participou este ano no Catchupa Factory, um programa de criação artística em fotografia em Cabo Verde, em regime de residência, que contou com o curador John Fleetwood, um dos mais influentes educadores de fotografia em África. Podemos acompanhar o trabalho da Carla Rebelo no seu website e seguir a página do Instagram.

Fonte:C.Luso
Imagem: reprodução de Carla Rebelo

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Lei Maria da Penha Completa 11 Anos e Relógios da Violência' é Lançado Registrando Casos de Violência

Instituto Maria da Penha lançou campanha que faz contagem, minuto a minuto, das mulheres que sofrem violências no Brasil.


Lei Maria do Penha,  marco no combate à violência doméstica no Brasil, completa 11 anos de existência este mês de agosto e , para celebrar o aniversário da Lei ao mesmo tempo, alertar para a importância da prevenção e do combate à violência contra a mulher, várias ações estão sendo organizadas ao longo do mês, por diversas entidades feminista e institutos.

Instituto Maria da Penha  fez segunda, dia(7), lançamento da campanha de alerta sobre os números de casos de violência contra a mulher no Brasil  .

O instituto criou um site "Relógios da violência" , que faz uma contagem dos números de mulheres que sofrem qualquer tipo de violência, física ou moral , de minuto a minuto.

Além de mostrar casos de mulheres que já foram agredidas física ou verbalmente a plataforma faz também contagem das mulheres que foram insultadas, humilhadas ou xingadas; que sofreram ameaças de violência; que foram amedrontadas ou perseguidas; que foram assediadas e que até que foram vítimas de tiros.

A LEI

A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, leva o nome da farmacêutica cearense Maria da Penha. Segundo a Organização das Nações Unidas, a Lei é a terceira melhor e mais avançada no mundo em relação ao enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres.
Nesta primeira década, a legislação tornou-se conhecida. Pesquisas indicam que 98% da população brasileira já ouviu falar na Lei Maria da Penha e 70% consideram que a mulher sofre mais violência dentro de casa do que em espaços públicos.
Segundo o Conselho Nacional de Justiça, mais de 212 mil novos processos registrando casos de violência doméstica e familiar foram abertos em 2016. E mais de 280 mil medidas protetivas foram proferidas para proteger as mulheres em situação de violência.
A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER PASSOU A SER CONSIDERADA CRIME A PARTIR DA APROVAÇÃO DA LEI N. 11.340, EM 7 DE AGOSTO DE 2006, QUE FICOU CONHECIDA COMO  LEI MARIA DA PENHA
ESSA LEI CRIA MECANISMOS PARA COIBIR E PREVENIR A AGRESSÃO AMBIENTADA NA CONVIVÊNCIA FAMILIAR,  E SE TORNOU UM INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL AO LONGO DOS SEUS onze anos  DE EXISTÊNCIA.

http://www.relogiosdaviolencia.com.br/

Fontes:relogiodaviolencia/O Globo/ EBC/portalbrasil




segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Mulheres enfrentam obstáculos na manutenção de um negócio

Quando se trata de negócios já estabelecidos, as mulheres mostram presença menor que a do sexo masculino. 

As informações estão na pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2016, coordenada no Brasil pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ).
A taxa de empreendedores estabelecidos, ou seja, que tocam um negócio há mais de três anos e meio, ficou em 19,6% entre os homens e 14,3% entre as mulheres.
Segundo o estudo, em 2016 a taxa de empreendedorismo entre os que têm um negócio com até três anos e meio de existência ficou em 15,4% entre as mulheres e em 12,6% entre os homens. 
A pesquisa revelou também que as mulheres empreendem por necessidade mais frequentemente do que os homens. No grupo feminino, 48% delas afirmaram ter buscado o empreendedorismo porque precisaram. No masculino, esse percentual cai para 37%.

O presidente do Sebrae, afirma que em tempos de crise o empreendedorismo é uma alternativa para vários brasileiros que perderam o emprego ou buscam uma renda extra. No caso das mulheres, ele destaca que a solução pode ser mais viável que um emprego com horário rígido, já que muitas delas têm de fazer a chamada jornada dupla.

Mais suporte

Apesar das  dificuldades encontradas existem técnicos dos empreendedorismo que vê como positiva a maior presença feminina nos negócios novos.  Ressaltam  que isso é resultado do empoderamento das mulheres e avalia que, com o tempo, crescerá também o número das que estão à frente de negócios estabelecidos há mais tempo.

No estudo do Sebrae e do IBPQ, técnicos também enumeram obstáculos apontados por mulheres empreendedoras e recomendam maior suporte. “[As mulheres] conseguem criar novos negócios, porém enfrentam dificuldades para fazer seus empreendimentos prosperarem. Tal fenômeno pode estar associado às condições relatadas, como preconceito de gênero, menor credibilidade pelo fato de o mundo dos negócios ser mais tradicionalmente associado a homens, maior dificuldade de financiamento e dificuldade para conciliar demandas da família e do empreendimento. Essa situação aponta para a necessidade de maiores investimentos para dar suporte”, ressalta a pesquisa.

Ajuda da família
Em março do ano passado, a turismóloga Mariana Alves Carvalho David, 32 anos, decidiu arriscar-se no mundo dos negócios. Desempregada, ela juntou a necessidade ao desejo antigo de ter o próprio negócio e abriu o restaurante Piccolo Emporium, na Asa Sul, zona central de Brasília.

“Na verdade, foram duas coisas. Meu pai vem desse ramo [de restaurantes] há muitos anos e eu tinha vontade de abrir alguma coisa. Aí, fiquei desempregada. Eu tinha um dinheiro e meu pai entrou comigo”, explica. Casada e mãe de dois filhos, ela tem a sorte de poder contar com a ajuda da família para conciliar a vida doméstica com a rotina de empresária.

“Eu não tive tanta dificuldade, pois meu marido já sabia como ia funcionar. Nós tínhamos conversado antes. E o fato de o meu pai estar junto comigo e a gente conseguir dividir [as tarefas do restaurante] facilitou muito. Se não fosse isso, realmente seria um pouco mais difícil”, diz.

Áreas de atuação
Além de enfrentar mais obstáculos para manter o negócio funcionando, as mulheres que decidem empreender atuam em menos áreas que os homens. Segundo a pesquisa do Sebrae e do IBPQ, em 2016, enquanto 49% das empreendedoras iniciais concentravam-se em quatro atividades, 50% dos homens começando a empreender estavam em nove segmentos.
Elas distribuíam-se nos setores de serviços domésticos (13,5 %) , cabeleireiros ou tratamento de beleza (12,6 %) , comércio varejista de vestuário e acessórios (12,3 %) e catering e bufê (10,3%).

Por sua vez, os homens estavam em todas as áreas ocupadas pelas mulheres, com exceção do serviço doméstico, e ainda na construção (14,8 %), restaurantes (7,7 %), manutenção de veículos (7,4 %), comércio varejista de hortifrutigranjeiros (3,2 %), atividades de serviços pessoais (2,8 %) e comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal (2,4 %) .
As  barreiras do mundo corporativo e a própria formação cultural podem explicar a concentração das mulheres empreendedoras em áreas associadas ao universo feminino.
 “Ela pode se concentrar no espaço onde há mais facilidade para ela. Há uma carga cultural também, referente a como o homem é criado e a como a mulher é criada. Tem que começar um trabalho de base, desde que as meninas estão lá na escola até chegar à idade de empreender”, defende Marcelo Minutti, professor de empreendedorismo e inovação da Faculdade de Economia e Finanças Ibmec.

Fontes:EBC/jusnoticias/duradorosnews/trbn
Foto: reprodução

sábado, 5 de agosto de 2017

Ministério Público denuncia diretora por intolerância religiosa em escola de Ananindeua



O Ministério Público do Estado do Pará protocolou, na 3ª Vara Criminal de Ananindeua, a denúncia contra a diretora do Centro de Educação Trindade, Ana Trindade, que está envolvida em um caso de intolerância religiosa, ocorrido no ano passado, no bairro de Águas Brancas. O procedimento foi instaurado , após a solicitação encaminhada pela Comissão de Direito e Defesa da Liberdade Religiosa da OAB-PA, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (2) .


O presidente da Comissão de Direito e Defesa da Liberdade Religiosa da OAB-PA, Emerson Lima, explica que o fato foi conhecido através dos relatos publicados na internet e a repercussão na mídia, em novembro de 2016.

De acordo com o depoimento dos alunos Nubia Albuquerque e Pedro Ferreira, a diretora da escola agiu de forma preconceituosa e discriminatória ao proibir que eles apresentassem o trabalho sobre uma entidade que pertence à religião de matriz africana. A educadora ainda afirmou que não aceitaria "macumba" dentro do ambiente escolar.

O representante da OAB-PA também relembra que na época a comissão atuou de forma incisiva após o conhecimento do caso e entrou imediatamente com uma representação criminal para que o Ministério Público apurasse os fatos mediante processo investigatório e propusesse uma ação penal contra a diretora, que cometeu o crime de intolerância religiosa, além da proposição da ação civil pública contra a instituição de ensino.

"A denúncia contra a diretora não é só uma vitória da comissão, mas da democracia e da pluralidade de expressões religiosas. Além disso, também demonstrou que o Estado é Laico, e essa qualidade deve ser respeitada em todas as esferas sociais, principalmente no ambiente escolar. É importante destacar ainda que a denúncia traz visibilidade para outras situações de intolerância, onde as vítimas sequer sabem como agir", ressalta o presidente da Comissão de Direito e Defesa da Liberdade Religiosa da OAB-PA.

Ele também afirmou que a seccional paraense continuará acompanhando o prosseguimento do processo e aguardará a punição da acusada.

(Com informações da OAB-PA)

I COLÓQUIO -"REFLETINDO SOBRE O IMPACTO DO RACISMO NA SAÚDE MENTAL"

Este colóquio tem como propósito discutir as dimensões que envolvem a permanência estudantil de negros, indígenas e demais minorias nas universidades públicas no Brasil, a saber: os aspectos legais e econômicos e os aspectos oriundos da socialização para as relações raciais, de gênero entre outras que numa sociedade estratificada como a brasileira se pauta transversalizados pelos racismos e sexismos.

Trataremos a centralidade da humilhação como elemento fundante do processo de expulsão de indivíduos e grupos das agências de ensino, bem como do adoecimento psíquico.
Assim, a permanência não pode ser entendida e atendida com a distribuição de recursos econômicos.

A permanência deverá se qualificar com o reconhecimento das identidades e atenção aos direitos coletivos das diversas minorias políticas e econômicas. Assim, as ações afirmativas, as cotas e a Política de Nacional de Assistência Estudantil são os frutos, sobretudo, da grande luta dos movimentos negros que institui uma mudança significativa na forma de se pensar a educação brasileira incluindo as identidades marcadas por raça/cor, gênero e sexualidades.

Buscamos reunir neste colóquio, interessados e especialistas na área de saúde e racismo, para repensarmos e buscarmos soluções para o enfrentamento das manifestações discriminatórias e segregacionistas no contexto da universidade, instituição que carrega especificidades que podem facilitar e/ou dificultar os processos de superação das desigualdades.

Este evento se estrutura a partir das várias tentativas de superação das desigualdades raciais, de gênero e sexuais realizadas e em andamento na UNIFESP, neste sentido, consolida o curso Reflexões Sobre o Racismo e Saúde Mental enquanto um momento de capacitação e socialização dos projetos de intervenção propostos nos oito pólos junto a essa temática.

Programação Única – 01 de setembro de 2017


8h00 – ACOLHIMENTO
8h30 - MESA DE ABERTURA
9h00 - MESA REDONDA - PERMANÊNCIA ESTUDANTIL NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS:
 ENTRE OS ESPAÇOS DA LEGALIDADE E NORMAS DA SOCIABILIDADE 
11h00/12h00 - CONFERÊNCIA - ENTRE O SEXISMO, RACISMO E HOMOFOBIA: A  HUMILHAÇÃO E O SOFRIMENTO ÉTICO-POLÍTICO
13h30 – MESA REDONDA - A PERSPECTIVA ÉTNICO-RACIAL NA GESTÃO DA SAÚDE 
MENTAL NA ESFERA PUBLICA
15h00 – PAINEL - SUPERANDO O RACISMO NA UNIVERSIDADE: APRESENTAÇÃO DOS PROJETOS DESENVOLVIDOS A PARTIR DO CURSO REFLEXÕES SOBRE O RACISMO E SAÚDE MENTAL
17H00 - LANÇAMENTO DO LIVRO: O RACISMO E O NEGRO NO BRASIL: QUESTÕES PARA PSICANÁLISE - ORGANIZADO POR NOEMI MORITZ KON, MARIA LÚCIA SILVIA E CRISTIANE CURY ABUD (a confirmar)


INSCRIÇÕES: de 02 de agosto a 28 de agosto de 2017

  • LOCAL: Teatro Marcos Lindenberg
  • ENDEREÇO: Rua Botucatu, 862 – Vila Clementino São Paulo



Rio de Janeiro terá delegacia especializada em crimes raciais e intolerância

O Rio de Janeiro vai ganhar uma delegacia especializada em crimes raciais e de intolerância. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (05) pelo Governador, durante reunião com o secretário de estado de Direitos Humanos.
A DECRADI, delegacia de crimes raciais e delitos de intolerância, vai atender casos de intolerância religiosa, racial e de xenofobia, como o caso do refugiado Sírio Mohamed Ali, vendedor ambulante em Copacabana que foi agredido verbalmente e ameaçado enquanto trabalhava nessa quinta-feira.
Átila Nunes destacou a gravidade desses tipos de crimes no estado do Rio de Janeiro e a importância de ter um espaço mais preparado para atender as vítimas.
O secretário disse que a nova delegacia não deve demandar novos recursos financeiros. Agentes da Polícia Civil devem ser deslocados para a unidade, que ainda não tem local definido.
Na próxima semana, o secretário informou que vai se reunir com o chefe da Polícia Civil, Carlos Leba, e o secretário de Segurança do estado, Roberto Sá, para discutir a implementação da delegacia. A previsão é que dentro de um a dois meses a especializada esteja funcionando.

Por Fabiana Sampaio/EBC

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Toma Posse a Primeira Diretora Negra na Faculdade de Direito da UFG

Foi nesta terça-feira (1), que a professora Bartira Macedo de Miranda Santos tomou posse como nova diretora da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (FD/UFG), pelos próximos quatro anos. 
Em discurso emocionado e contundente, a professora enfatizou ser a primeira mulher negra e nordestina a assumir o cargo na universidade.
 “Sou a primeira mulher a dirigir esta casa, mas esse não é o único significado social e político. Sou também a primeira mulher negra, nordestina e comunista a dirigir esta casa”, disse. 
Bartira também fez uma menção especial ao corpo docente, incluindo os professores aposentados, aos servidores e aos estudantes da unidade – estes últimos, segundo a professora, os grandes motivadores de sua candidatura à direção. A nova diretora lembrou das conquistas mais recentes, como a reserva de vagas nos cursos de graduação, e dos desafios a serem enfrentados diante de um momento político conturbado e um cenário de cortes orçamentários.
Em seu discurso, Bartira cobrou dos estudantes uma postura de enfrentamento às desigualdades e às injustiças de uma sociedade patriarcal e capitalista:
“Esse Direito já não nos serve mais. Espero que os alunos, especialmente os cotistas, que serão os juristas do século XXI, não se contentem com esse ponto de vista como se fosse o único e o correto. Precisamos construir um outro Direito, que leve em consideração as contradições e conflitos de classe, que esteja comprometido com os ideais democráticos e republicanos, com os direitos humanos e orientado para a implementação daqueles objetivos que a Constituição Federal nos fala”.
Aos professores, a nova diretora da FD falou da necessidade de se aproximar da sociedade, aprendendo a se comunicar com o povo. 
“Não podemos ser juristas encastelados em uma torre de marfim ou em nossas torres teóricas. Temos que aprender a dialogar com a sociedade. Nessa tarefa, nosso embate muitas vezes não será com o conhecimento, mas com a própria ignorância que a cada dia ganha mais espaço na mídia e nas redes sociais”, ponderou.
Fonte: ASCOM/UFG

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

'Encontro das Pretas' valoriza o empoderamento da mulher negra no ES

Evento reúne este ano mais de 30 expositores, além de palestrantes de outros estados. O encontro começa a partir das 14h de domingo (6)

                                          
Com o propósito de resgatar a identidade da mulher negra no Espírito Santo e incentivar o empreendedorismo, o Clube de Pesca, em Vitória, recebe neste domingo (6) a 4ª edição do 'Encontro das Pretas'.

O evento reúne este ano mais de 30 expositores, além de palestrantes de outros estados. O encontro começa a partir das 14h e a entrada é de graça.

O evento é realizado pelo Instituto das Pretas e vai ter atividades voltadas à reflexão e debate sobre temas que remetem à cultura negra, como ancestralidade e combate ao racismo. Veja as atividades:
  • Workshop sobre tranças e turbantes
  • Bate papo sobre cabelos e cosmética natural
  • Apresentações de dança
  • Contação de histórias
A expectativa desta edição é de reunir aproximadamente 2 mil pessoas

A paulista Eliane Dias é uma das maiores representantes do interesse feminino e negro na atualidade.
Eliane é advogada e produtora do maior grupo de rap do Brasil: o Racionais MC's.
Eliane atua como CEO na produtora Boogie Naipe, colunista na Cult Digital e é Coordenadora do SOS Racismo na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Serviço
Encontro das Pretas
  • Onde: Clube de Pesca Mar e Terra, Av. Dário Lourenço de Souza, 1345 - Santo Antônio, Vitória - ES
  • Data: domingo, dia 08, das 14h às 22h
  • Entrada gratuita
Fonte: G1/Foto  (Foto: Laysa Santiago/ Divulgação)

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Mulheres Negras Conquistam Fórum Permanente de Diálogo na Casa Legislativa do Rio

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), pelo Projeto de Resolução 369/2016, que possui co-autoria do dep. Waldeck Carneiro (PT), aprovou a criação do Fórum Permanente de Diálogo com as Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro na Casa Legislativa. 

O objetivo é estabelecer um canal permanente de diálogo entre a Alerj e os movimentos sociais organizados que representam as demandas, reivindicações e pautas desta parcela da sociedade. 

O Fórum será lançado no Plenário da Assembleia nesta quinta-feira (3), às 9h. "O objetivo é dialogar com o setor para elencar proposições ao Estado do Rio de Janeiro. 

De acordo com Rute Sales, uma das lideranças do movimento negro no Estado do Rio de Janeiro, o empoderamento da mulher negra na sociedade vem sendo engrandecido por meio do fórum. 

“É um forte espaço de debates para a justa luta desta causa”, disse Sales. 

O Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro (FEMN/RJ) foi criado no final dos anos 1980 do século passado como decorrência do processo de mobilização na realização do I Encontro Nacional de Mulheres Negras, realizado em Valença (RJ) em dezembro de 1988.

O FEMN/RJ nasceu com o objetivo de constituir-se em um espaço democrático de discussão e articulação política, para contribuir para o fortalecimento institucional das mulheres negras organizadas em diversos segmentos da sociedade civil. Desde então, o FEMN/RJ tem tido o compromisso de dar visibilidade às conquistas coletivas das mulheres negras e, também, às intervenções de enfrentamento às situações de discriminação racial e racismo que fazem parte, delituosamente, do cotidiano das mulheres negras pelo país.

Fonte:JB

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Marcha das Mulheres Negras reúne centenas de pessoas em Copacabana - Rio

Por Mônica Aguiar
Centenas de pessoas, de 
diversas partes do Brasil,
 acompanharam neste 
domingo (30), a Marcha
 das Mulheres Negras

Com objetivo chamar a atenção para o racismo, as desigualdades, discriminações, em prol do dia 25 de julho - Dia de luta das Mulheres Negras, a orla de Copacabana, foi palco da III Caminhada das mulheres negras que atuam em diversos seguimentos. 
Defendendo igualdade de acesso na educação com qualidade, saúde, trabalho, cobrando a falta de implementação das políticas públicas para as mulheres negras do Rio e no Brasil, bem como a perda das políticas e ações afirmativas desenvolvidas pelas SEPPIR - Ministério de Promoção da Igualdade Racial, extinto no atual governo Temer. 

A data 25 de julho, como  Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, se tornou oficial no calendário do Estado  por um esforço e luta das mulheres negras,  e  os dez anos de instituição da Lei 5071/2007, deixa  visível que esta conquista não se refletiu em políticas públicas.

A mesma situação ocorre no País, com a Lei nº 12.987/2014, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Nestes três (3) anos de existência da Lei, com a troca de governos, agravou muito a situação socioeconômica das mulheres negras, pela falta de investimento político e humano, o fim das ações de combate ao racismo que eram referências mundiais, a situação econômica, política e administrativa que se encontra o país que produz 14 milhões de desempregados onde a maioria são mulheres negras.

Esta agenda tornou também palco de protestos contra as reformas aprovadas pelo congresso do atual governo brasileiro. 

O evento foi convocado pelo Fórum de Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro. A concentração teve início às 10h, na altura do Posto 4, e terminou ás  17h na praia do Leme, com a realização de uma feira de mulheres negras empreendedoras  e roda de samba do grupo O Samba Brilha. 

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano passado, entre 2005 e 2015, o porcentual de negros e negras universitários, saltou de 5,5% para 12,8%. No entanto, esse o crescimento positivo não é igual quando a análise é a ocupação de vagas no mercado formal de trabalho. Mesmo mais graduados, os negros continuam com baixa representatividade nas empresas.

Nas organizações, a desigualdade entre brancos e negros aparece de forma gritante. Segundo dados de uma pesquisa do Instituto Ethos, realizada no último ano, pessoas negras ocupam apenas 6,3% de cargos na gerência e 4,7% no quadro executivo, embora representem mais da metade da população brasileira.

Neste contexto, a presença de mulheres negras, em comparação aos homens, é ainda mais desfavorável: elas preenchem apenas 1,6% das posições na gerência e 0,4% no quadro executivo. A situação só se inverte nas vagas de início de carreira ou com baixa exigência de profissional, como em nível de aprendizes (57,5%) e trainees (58,2%).

Outro desafio das mulheres negras é a disparidade salarial. Com os dados atualizados em outubro de 2016 pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pesquisados pelo Instituto Locomotiva em todo o país, revela que a renda média para um homem branco com curso superior alcança R$ 6.590, caindo para R$ 3.915 para a mulher branca na mesma condição. Já um homem negro com ensino superior ganha, em média, R$ 4.730, contra R$ 2.870 de uma mulher negra também com escolaridade superior.  Isso representaria uma injeção de R$ 461 bilhões na economia brasileira. Essa equiparação envolveria a ampliação dos salários das mulheres, sem que os dos homens fossem diminuídos, revela presidente do Instituto na entrevista de março de 2017 para Agência Brasil.

 “A gente está aqui para fazer, pela terceira vez, denúncia contra o racismo e o sexíssimo, que colocam as mulheres negras na base da pirâmide do mercado de trabalho. A gente está aqui para mexer com esta pirâmide. A gente está aqui para dizer ao capitalismo e ao machismo que, as mulheres negras têm lugar nessa sociedade, historicamente, desde que o primeiro navio negreiro aportou aqui”, disse a presidente do Centro de Tradições Afro-Brasileiras (Cetrab), Dolores Lima.

"Queremos mais respeito, mais dignidade. Nossa luta é pela igualdade, pelo respeito às mulheres negras. A cada 24 horas, 13 mulheres negras são assassinadas neste País", disse Eliana Custódio.

Exigimos medidas concretas para garantir melhorias sustentáveis e promover nossa qualidade de vida. Essas mudanças são fundamentais para o futuro das mulheres negras e toda a sociedade brasileira - disse Clátia Vieira. 





terça-feira, 25 de julho de 2017

Nós. Mulheres Negras - 25 de julho. Dia de Luta

por Mônica Aguiar 
As mulheres negras são mais de 49% da população brasileira, e de maneira geral hoje sentem mais livres e a vontade para redefinir padrões de beleza e escolher com quem e como querem estabelecer suas relações conjugais, demonstrando mudanças de comportamento significativa na afirmação pessoal como ser humano dotado de direitos e não apenas deveres.

Na realidade, as mulheres partem da esfera doméstica às diferentes funções na sociedade. Mas as conquistas sociais têm sido alcançadas e assimiladas de formas diferentes e variam de acordo com a classe social, o grau de escolaridade e principalmente a cor. 
As mulheres negras em sua ampla maioria, ainda não conseguem acessar os avanços obtidos pelas conquistas das próprias mulheres no que diz respeito aos direitos reprodutivos, proteção contra a violência, igualdade de direitos, oportunidades e igualdade salariais, acessar as linhas de créditos, habitação, saúde, entre outros pontos importantes e que contribuem para autonomia de uma mulher.

Mas as mulheres negras mesmo com todas as dificuldades impostas de não conseguir acessar minimamente os avanços obtidos, não querem mais conviver com os valores patriarcais e eurocêntricos mantidos por setores anacrônicos dos homens, que ocupam cargos de poder,  prestígios pre-estabelecidos  e tem historicamente criado impedimento nos acessos aos direitos fundamentais e sociais.

 Este sistema econômico e político  mantém erguendo as chibatas da reafirmação  que homens sempre ocupam os espaços públicos e a mulher o privado. 

A mulher negra tem percebido que este modelo imposto que utiliza tantas estruturas publicas, serve para segregar e causam prejuízos na vida cotidiana, impedindo inclusive de ter perspectiva econômica no futuro.

As mulheres que ocupam espaço de poder político e de gestão pública estão sendo todos os dias agredidas, de forma naturalizada  nos principais meios de comunicação que também produzem cotidianamente imagem pejorativa na vida da mulher negra. 

As mulheres negras tem percebido e distinguido a violência sofrida, desde as agressões recheadas de estereótipos negativos, ao julgamento existente de achar uma afronta o desejo de ansiar a recomposição dos espaços de predominância masculina e branca, formatando um diálogo com denúncias para sociedade sobre a segregação social sofrida por todas as mulheres independente da cor. Esta movimentação é visível. 

Mas qualquer reação positiva das mulheres negras agitam as estruturas imaginárias dos que afiançam o espaçoso, rico e grande poderio no Brasil.

A prática naturalizada do racismo velado e institucionalizado, mantida por este setor anacrônico, contraria o exercício da democracia e da cidadania, vitimando cotidianamente as mulheres negras .
Quem detém o poder nesta atual conjuntura econômica, além de promover violações de tratados e acordos assinados e ratificados, não implementam politicas  públicas que asseguram a igualdade, equidade, a transversalidade e oportunidades. 
Estão retirando e impedindo o acesso de direitos conquistados e estabelecidos por leis.

A mulher negra é forte, guerreira, ao longo dos anos vem desenvolvendo estratégias para lidar com os problemas estruturais e ideológicos da jornada de trabalho, no lar e fora dele. 
O empenho, o sofrimento exacerbado que as mulheres negras têm passado em prol da sociedade ao longo de décadas, emerge características individuais que desejam e lutam por  um novo papel, outras possibilidades, produzindo uma nova forma de conviver com os homens, ao mesmo tempo rompendo com valores e com mazelas que as oprimem e segregam.
Estas mudanças de comportamentos, responsabilidades e conceitos, dialogam com a pauta das mulheres negras que se  organizam nos movimentos sociais e movimentos feministas. 

A mulher negra sempre foi paciente, sempre sonhou e lutou por caminhos novos, sempre enfrentou os desafios impostos, sempre manifestou com consciência sobre seu papel e a sua contribuição dada  na construção sócio econômica do Brasil.

 A mulher negra almeja a manutenção apenas de resultados positivos. Sempre estão reeditando as páginas da história a favor de todas e todos sem discriminação.

Eu acredito que estes grupos conservadores que detém concentrada em suas mãos a comunicação, a politica, a gestão pública e a economia, deverão em breve perceber este arranjo social que vem ocorrendo com as mulheres negras e façam leitura política dos fatores e criem estratégias de forma acompanhar tais mudanças em benefício da manutenção deles. 

Para nós mulheres negras, manteremos como sempre a paciência para lidar com os arranjos cotidianos dos racistas, mantendo a percepção que não se pode mais retroceder, prejudicando e exterminando as nossas futuras gerações.