terça-feira, 6 de outubro de 2026

NOVOS CONCEITOS . NOVO PERFIL DE MUHERES ELEITAS

 por Monica Aguiar 

Boa camada da sociedade  mulher, para sobreviver e conquistar as coisas, principalmente o poder  estão sendo astutas, políticas, bravas, exigentes, dinâmicas, moralistas  e legalistas.

Tais mudanças de comportamento e pensamentos impulsionam refletir sobre esta nova dinâmica que estar sendo demonstrada com os resultados da última eleição.

Ao enfrentar os novos desafios com as cabeças erguidas, mesmo convivendo com pessoas que lutam para manter nas estruturas da sociedade as desigualdades histórica e de gênero, tem realizado transformações significativas para garantia de seus “direitos” e novos desejos.  

São com essas qualidades que as mulheres estão cada vez mais conquistando espaço e voz na política. até demonstram que desafiam estereótipos e abrem caminho para as futuras gerações que na mesma ONDA não acredita mais nos conceitos históricos e pautas feministas.

Nada será igual em um breve espaço de tempo. Estamos testemunhando um momento de transformação significativo na sociedade, onde cada vez mais mulheres reivindicam à liberdade E autonomia receados de valores sexistas, machistas e negacionistas.

Mas, existem boas contradições . As mulheres tem novo perfil e concepção de família. Ter filhos e constituir uma família tradicional não mais uma única opção. Muito pelo contrário a sociedade tem se moldado à medida que as cabeças destas jovens mulheres têm realizado mudanças significativas até nas relações com seus homens e família. .

As mulheres tem desempenhado um novo papel, moldando novos padrões de vida mais longe dos discursos de igualdade. O novo arranjo de relações humanas tem promovido o surgimento de novos valores e padrões eurocentristas.

Essa nova dinâmica tem contribuído para um rearranjo nas relações humanas, onde as mulheres não apenas buscam igualdade, mas também redefinem o que significa viver em uma sociedade mais justa e inclusiva. No entanto, é importante observar que, enquanto esses novos papéis são moldados, há uma tendência de surgimento de valores e padrões eurocentristas, que podem não refletir a diversidade cultural e social global. Tenho observado que a busca por um equilíbrio entre a valorização das identidades locais e a influência de padrões eurocentristas passa ser essencial para garantir que o progresso seja verdadeiramente inclusivo e representativo de todas as vozes. Assim, o desafio atual envolve não apenas a conquista de direitos iguais, mas também a criação de um espaço onde diferentes culturas e valores possam coexistir de maneira “harmônica” e enriquecedora para certos grupos e principalmente indivíduos.

A individualidade na política representa uma ruptura com as normas tradicionais, especialmente para mulheres que não se identificam com os valores tradicionais de defesa dos direitos humanos e feministas. Essas jovens mulheres muitas vezes buscam uma abordagem mais personalizada e única, focando em políticas que ressoam com suas próprias experiências e crenças, em vez de se alinharem automaticamente com ideologias preestabelecidas. A sua atuação política pode se concentrar em questões como igualdade de oportunidades, diversidade e inclusão, mas de uma perspectiva que desafia a narrativa convencional. Essa abordagem permite que essas mulheres tragam novas ideias e soluções inovadoras, contribuindo para uma política mais rica e diversificada. Dessa forma, a individualidade não é apenas uma característica distinta, mas também uma força motriz que tem promovido mudanças significativas na sociedade.

É um caminho perigoso que, embora ainda enfrente vários desafios, fica repleto de conquistas e inspirações diárias vazias e muito individuais, distanciando cada dia de uma sociedade respeitosa e do senso coletivo. Criam novos mecanismo de tolerância as práticas racistas, homofóbicas, preconceituosas e discriminatórias.

A chamada nova tolerância ao machismo, sexismo e racismo é uma questão profundamente problemática e deve ser vigorosamente questionada e combatida. Estas formas de discriminação naturalmente aceitas. perpetuam desigualdades e injustiças, prejudicando indivíduos e comunidades inteiras.

Porém, devo acrescentar que  a crescente presença de jovens mu
lheres em espaços políticos tem sido um fenômeno notável e necessário na sociedade contemporânea. Essa participação ativa desafia as estruturas tradicionais de poder, muitas vezes dominadas por práticas machistas e patriarcais. As mulheres trazem novas perspectivas, experiências e soluções para o debate político, enriquecendo as discussões com diversidade e inovação. No entanto, essa mudança não acontece sem resistência. Aqueles que se apegam a normas patriarcais frequentemente veem essa transformação como uma ameaça à sua posição de poder. Apesar dos desafios, a determinação das mulheres em ocupar e transformar esses espaços continua a inspirar e a promover uma mudança positiva rumo a uma sociedade mais equitativa e inclusiva.


quinta-feira, 11 de junho de 2026

Revelando você ! O novo modelo de sociedade.

 Por Mônica  Aguiar 

Na sociedade contemporânea, as mulheres enfrentam uma série de desafios que demandam uma combinação única de habilidades para não apenas sobreviver, mas também prosperar.

A mulher para sobreviver e conquistar as coisas nesta sociedade estão sendo astutas, políticas, bravas, exigentes, dinâmicas e legalistas.

Tais mudanças de comportamento e pensamentos impulsionam refletir e criar novas estratégias para romper com os novos desafios impostos as mulheres.

Ao enfrentar os novos desafios com as cabeças erguidas, mesmo convivendo com pessoas que lutam para manter nas estruturas da sociedade as desigualdades histórica e de gênero, tem realizado transformações significativas para garantia de seus direitos.  

São com essas qualidades que as mulheres estão cada vez mais conquistando espaço e voz em diversos setores da sociedade, desafiando estereótipos e abrindo caminho para as futuras gerações.

Nada será igual em um breve espaço de tempo. Estamos testemunhando um momento de transformação significativo na sociedade, onde cada vez mais mulheres reivindicam à liberdade e autonomia.

As mulheres tem novo perfil e concepção de família. Ter filhos e constituir uma família tradicional não mais uma única opção. Muito pelo contrário a sociedade tem se moldado à medida que as cabeças destas jovens mulheres têm realizado mudanças significativas até nas relações de trabalho.

  •   Astuta: Capacidade de antecipar cenários e agir estrategicamente frente aos obstáculos.
  •   Política: Habilidade para construir alianças, negociar e transitar por espaços de decisão.
  •    Brava: Firmeza necessária para estabelecer limites claros e não aceitar submissão.
  •   Exigente: Busca por excelência e recusa em aceitar menos do que o devido.
  •   Dinâmica: Agilidade para se adaptar a múltiplas jornadas e mudanças rápidas.
  •   Legalista: Uso das leis e regras formais como escudo e garantia de direitos.

As mulheres tem desempenhado um papel crucial na quebra de estereótipos e preconceitos, moldando novos padrões de vida mais igualitários e justos. O novo arranjo familiar e de relações humanas tem promovido o apagamento de padrões eurocentristas.

As mulheres estão desafiam com naturalidade os antigos conceitos de perfeição e beleza que por muito tempo as restringiram.

 A diversidade de arranjos familiares hoje é expressiva, incluindo famílias monoparentais, casais sem filhos por opção, e famílias formadas por casais do mesmo sexo, entre outros.

 As mulheres estão desafiando normas tradicionais e lutando por igualdade de oportunidades em campos como o trabalho, a política e principalmente na vida pessoal.

Essa exigência por liberdade e autonomia sobre a vida não é apenas um desejo individual, se tornou um esforço coletivo.

É um caminho que, embora ainda enfrente vários desafios, fica repleto de conquistas e inspirações diárias que nos aproximam de uma sociedade respeitosa intolerante as práticas racistas , homofóbicas, preconceituosas e discriminatórias.

É preciso descobrir a nova sociedade. Perceber o que de fato estar acontecendo. Fazer uma leitura diferenciada e com respeito a transformação que as mulheres tem promovido. Perceber e entender como rejeitem os papéis tradicionais e estereótipos que foram atribuídos a suas mães e antepassadas.

Ao desafiar essas expectativas, as mulheres estão se libertando das amarras da subserviência e afirmar seu próprio poder e dignidade. A visão bela, recada e do lar. Anjos, querubins ou princesas, só servem para limitar sua autonomia e liberdade.

Essa mudança de atitude estão sendo cruciais para promover , digamos, a igualdade de gênero, permitindo que todas as mulheres vivam de acordo com suas próprias escolhas e não as que lhes são impostas por uma sociedade desigual.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

O mito da mulher empoderada

 Pôr Mônica Aguiar 

Para utilizar o termo mulher empoderada no Brasil é preciso analisar várias questões que influenciam diretamente a vida das mulheres pobres:- fatores políticos, sociais, de classes e eurocentristas que permeiam a nossa sociedade.  Vai muito além da simples ideia de força feminina.

Eu tenho a sensação que hoje o termo mulheres empoderadas cria formas de romantização dos problemas que surgem por desgastes sérios que prejudicam a saúde mental e física das mulheres. Além de ignorar a mulher em sua totalidade como ser humano.

A utilização do termo como está sendo utilizado hoje, rejeita todas as vulnerabilidades sócio raciais e traça um perfil de mulher autossuficiente, uma máquina não programada que tem plena condições de exerce várias funções.

Esta usurpação do termo da mulher empoderadas também tem se associado ao ato de parir, se tornar mãe. Se da conta de ter um filho, da conta de muitas coisas. Se tem vários filhos demonstra ser fortaleza capaz de enfrentar sozinha quaisquer obstáculos independentes de quais são.

O novo conceito do empoderamento traça uma ideia de perfeição e autossuficiência, capaz de suportar as sobrecargas de múltiplas jornadas sem precisar de apoio estrutural e reparação.

Os problemas que surgem das relações familiares passam ser diretamente das mulheres e não dos homens. Retira a responsabilidade dos determinantes sociais que a mulher está diretamente exposta, moldando com superficialidade o grau das vulnerabilidades.

Nas relações humanas o falso altruísmo passa ser determinante para todas as mulheres, pois constroem no imaginário da sociedade a sensação de autonomia sobre o próprio corpo e de decisões:- planejamento familiar, acesso a métodos contraceptivos, direito à maternidade, liberdade de escolha educacional, profissional e até salarial.

Em 2026, afirmam que as mulheres são empoderadas, ao mesmo tempo atribui a elas a responsabilidade pelas consequências negativas nas esferas política, social e econômica. Isto deve ser visto como uma simplificação problemática da verdadeira realidade que as mulheres estão subjugadas.

O termo "empoderamento" tem ganhado destaque e está sendo frequentemente utilizado em contextos corporativos e midiáticos, se tornando cada dia mais popularizado até dentro de religiões conservadoras e organizações da extrema direita que não aceitam políticas de gênero e a existência do feminismo. O termo tornou-se um clichê corporativo e midiático, favorável ao sistema patriarcal e racista.

O esvaziamento do seu significado original e o fato de usá-lo superficialmente, perpetuam estruturas patriarcais e racistas, ao invés de desafiá-las.

Afirmar em pleno 2026 que as mulheres são empoderadas é repassar a responsabilidade pelas sequelas das relações política, social, econômica e racial de forma simplificada para quem ocupam praticamente as bases da pirâmide social. Com isto, ignoram com naturalidade a complexidade de várias questões existentes da sociedade atual. Exemplo a nova dinâmica de composição familiar.

A utilização do termo empoderamento feminino hoje é uma estratégia de um grupo político para garantir a manipulação ordenada de quem não tem condições econômicas social e educacional.

 

 


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Quantos problemas nas agendas do 28 de maio. Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna


 Por Mônica Aguiar 

Um único dia que marca a defesa das mulheres na saúde, parece que vai virar uma colcha de retalhos de uma única cor.  

Eu fico muito preocupada com a diluição do foco central durante datas importantes como o Dia Internacional da Luta pela Saúde da Mulher e diminuição de mortes maternas. Este dia é essencial para destacar e promover a conscientização sobre os desafios únicos enfrentados pelas mulheres na área da saúde, além de celebrar o pouco de conquistas nesse campo.

Se as pautas/agendas estivessem acontecendo de forma distintas, até compreenderia. Porém, o que eu tenho observado é o aumento da invisibilidade nas questões que são fundamentais como assimetrias raciais, determinantes sociais e racismo na saúde.

A promoção da equidade, justiça social, assimetrias raciais, racismo na saúde, violência obstétrica, morte previsíveis, evitáveis e os determinantes sociais estão sendo deixadas de lado em detrimento as discussões políticas e sociais amplas e universalistas.

As assimetrias raciais, por exemplo, resultam em desigualdades de acesso a serviços de saúde, educação e oportunidades de emprego, perpetuando ciclos de pobreza e exclusão. Além disso, os determinantes sociais da saúde, que incluem fatores como condições econômicas, educação, ambiente físico e apoio social, têm um impacto significativo na saúde e bem-estar das populações. Mais, frequentemente não recebem a devida atenção nas políticas públicas.

A redução do debate sobre o papel nos Planos de Saúde e a fragmentação das discussões podem ser prejudiciais, especialmente quando se trata de questões que afetam diretamente as mulheres de baixa renda. Não considerar a importância destas discussões as necessidades específicas e as realidades vividas por todas as mulheres, poderá resultar em fortalecimento de políticas e práticas governamentais que definitivamente não cheguem adequadamente as mulheres negras.

É essencial que o debate sobre saúde seja inclusivo e abrangente, garantindo que as vozes das mulheres pobres sejam ouvidas e que suas preocupações sejam levadas em consideração. Garantindo espaços que as mulheres negras tenham acesso e condições de estar.

O dia 28 de maio é marcado como o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Esta data é de extrema importância para chamar a atenção sobre a necessidade de diminuir as mortes previsíveis entre as mulheres, principalmente em contextos relacionados à gravidez e parto. A mortalidade materna é um grave problema de saúde pública que afeta, em sua maioria, mulheres em países em desenvolvimento, onde o acesso a cuidados de saúde de qualidade é restrito.

O tema dignidade menstrual está tomando conta dos espaços onde é preciso apontar a existência da heteronormatividade branca nas práticas racista da saúde.

A criação de agendas com temas diversos e fragmentados é uma prática observada em muitos movimentos sociais, onde mulheres, entre outros grupos, buscam expressar suas vozes e promover mudanças. Essas agendas frequentemente levantam questões importantes sobre igualdade, direitos e representatividade. No entanto, há críticas de que alguns debates se tornam esvaziados quando não estão fundamentados em evidências científicas robustas, o que pode enfraquecer a causa e a percepção pública sobre a legitimidade das reivindicações.

É preciso que governos e sociedade organizada enfrente racismo “patriarcal-cis-hétero-normativo”. https://www.instagram.com/p/DYvHjEXEai4/?igsh=MThrMndjN3pyc2U2ZA== 

Eu nem vou lembrar que a data de 28 de maio, foi reconhecida como Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher após várias denúncias realizadas ao Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos, no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde que ocorreu em 1984, na Holanda.

Em fim ....  A melhoria da assistência obstétrica é essencial para reduzir a mortalidade materna e alcançar as metas estabelecidas pelo Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da ONU.

Em 2025 as doenças cardiovasculares, incluindo o infarto, são a principal causa de morte entre as mulheres no Brasil. Embora os homens sofram mais ataques cardíacos em geral, as mulheres apresentam maior taxa de mortalidade e menor tempo de socorro ideal, frequentemente agravado por sintomas atípicos.

No acumulado de 2025, o Brasil registrou 177.810 mortes por infarto (somando ambos os sexos). As doenças cardiovasculares como um todo (incluindo infarto, AVC e insuficiência cardíaca) foram responsáveis por cerca de 30% do total de óbitos femininos.

No meu estado Minas Gerais foi registrado mais de 30 mil óbitos por problemas cardiovasculares no mesmo período.  A mortalidade feminina por problemas do coração é cerca de oito vezes maior do que o número de mortes causadas pelo câncer de mama.

O impacto de várias doenças nas mulheres é agravado por fatores de risco subdiagnosticados e diferenças cruciais na forma como o corpo reage aos problemas cotidianos.

O prolapso vaginal (ou genital) é outro problema sério que é preciso ser visto por ser uma condição comum na terceira idade. Embora o SUS realize mais de 150 mil internações e cirurgias pela doença, a alta demanda resulta em longas filas de espera. Existem grandes dificuldades no acesso e demora nas consultas com ginecologistas e fisioterapeutas no SUS nas  UBS (Unidade Básica de Saúde). Com tanta demora existente o agravamento do quadro passa ser inevitável.  Com o passar do tempo, a musculatura e os ligamentos pélvicos tendem a ficar mais fracos, permitindo que a descida dos órgãos (bexiga, útero ou intestino) evolua de um estágio leve para um grau mais avançado.

Mas o que importa. É isto que dá ter tantos filhos.  Deveria ter feito Cesária.  Vai gostar de trepar viu. É isto que mulheres negras ouvem de vários profissionais quando buscam ajuda para o prolapso. Frases como essas não apenas demonstram uma falta de empatia, mas também refletem preconceitos raciais e de gênero que não têm lugar na prática médica.

Mas, este assunto é pauta em algum lugar . Quem vai falar sobre este assunto

Querida, participa para você reivindicar  

A culpabilização injusta contra uma mulher, especialmente contra as mulheres negras, em contextos profissionais e políticos é um problema persistente de repasse de responsabilizadas e decisões que estão além de seu controle ou influência direta.

O dia 28 de maio tem que continuar sendo o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e pela Redução da Mortalidade Materna. Esta data é de extrema importância, pois destaca a luta das mulheres pelo direito a uma saúde integral, de qualidade e pelo bem viver.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Um tempo para muitos tempos

 Pôr Mônica Aguiar

A reflexão sobre o distanciamento das pessoas de 60 anos em relação ao que era considerado essencial para o crescimento humano levanta questões importantes sobre como os valores e as perspectivas evoluem ao longo do tempo.

Passa a ser natural analisar que, ao longo das décadas, as prioridades e os paradigmas sociais mudem, e muitas vezes, isso pode criar uma sensação de desconexão entre gerações.

Certamente, as mudanças das prioridades e paradigmas sociais ao longo das décadas é inevitável e faz parte do desenvolvimento humano e cultural.

Cada geração cresce em um contexto diferente, moldado por eventos históricos, avanços tecnológicos, oportunidades, acesso aos bens fundamentais e transformações culturais.

As diferentes prioridades e experiências de vida entre gerações refletem as mudanças sociais, econômicas e ambientais que ocorrem ao longo do tempo. Uma geração que cresceu em um período de estabilidade econômica pode valorizar a segurança financeira e a manutenção do status quo, enquanto outra, que enfrenta os desafios das mudanças climáticas e das desigualdades sociais, pode priorizar a sustentabilidade e a justiça social. Além disso, há aqueles que, devido a circunstâncias adversas, concentram-se principalmente na sobrevivência diária, enfrentando barreiras significativas para alcançar um padrão mínimo de vida.

 Tudo isso pode levar a uma sensação de desconexão, pois o que uma geração valoriza e considera importante pode ser visto de maneira diferente pela próxima.

As divergências de valores podem causar conflitos, mas também oferece uma oportunidade para o diálogo intergeracional, onde cada pessoa, se caso queira pode aprender e ganhar perspectivas valiosas dos outros.

No entanto, essa diferença não deve ser vista como algo negativo, mas sim como uma oportunidade para aprender e crescer com as experiências e sabedorias distintas de cada geração.

A convivência com os novos valores e pensamentos diversos origina reflexões sobre a compreensão do mundo que nos desafia e de certa forma obriga os sessentões a adaptar e expandir as próprias visões.

O tempo por sua vez esconde da humanidade a exatidão do que ocorreram mudanças significativas entre as relações humanas.  

No entanto, enquanto o tempo avança e traz consigo novas formas de interação, ele também desafia a preservação de tradições e valores que moldaram as sociedades.

Assim, caminha o tempo, escondendo as m
udanças, convidando a refletir sobre a essência das nossas relações e como elas evoluem em resposta às transformações do mundo ao nosso redor.

Portanto, é essencial buscar um equilíbrio entre respeitar o legado do passado e abraçar as inovações do presente, mantendo sempre um diálogo aberto e respeitoso entre as gerações.

Aceitar o legado do passado e entender as inovações do presente é um desafio contínuo que para muitas pessoas exige muita sensibilidade e compreensão.

As tradições carregam sabedoria acumulada ao longo do tempo, fornecendo uma base sólida sobre a qual podemos construir. No entanto, as mudanças de valores passam ser cruciais para enfrentar os desafios contemporâneos e melhorar a qualidade de vida sem distinções raciais e de gênero. Assim, ao invés de se opor aos novos valores, o ideal é promover um progresso harmonioso e igualitário que respeita e considera as histórias enquanto abraça o futuro.

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