quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Professor Negro, Sofre Preconceito em Minas Gerais e Goiás por ter Cabelo Rastafári

Por Matheus Monteiro
Segundo Pedro Barbosa, clínica se recusou a utilizar seu cabelo em exame toxicológico para renovação da CNH de categoria profissional
O professor de Ciências Sociais na Universidade Federal de Goiás (UFG) Pedro Barbosa, militante do movimento negro,   denunciou ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) que sofreu preconceito ao tentar realizar exame toxicológico em um laboratório de Goiânia.
Como sua carteira nacional de habilitação (CNH) é da categoria D, ele tem que realizar exame toxicológico, que alerta para o uso de drogas. 
Em entrevista ao Jornal Opção, Pedro disse que sua habilitação é de Minas Gerais, onde ele realizou a primeira tentativa para o exame.
“Estava de férias em Uberlândia e, ao fazer o teste, avisei que meu cabelo é natural. No dia de entrega do resultado, me ligaram para avisar que eu teria que repetir o exame por ter cabelo sintético, o que não é verdade”, disse o professor.
Já em Goiânia, onde reside e trabalha, Pedro foi orientado a procurar a mesma rede de laboratórios onde tinha realizado o primeiro teste para repetir a coleta. “Fui na última segunda-feira (21/8) e logo me disseram que a coleta não podia ser feita”, afirmou.
“Procurei então pela médica do laboratório que afirmou que não tinha autorização para fazer coleta em cabelo rastafári”, acrescentou. Segundo ele, a profissional não deu justificativa para o impedimento.
Incomodado, então, Pedro prestou queixa ao Ministério Público alegando preconceito. Segundo ele, uma investigação foi aberta, solicitando justificativa do laboratório, que tem sede em São Paulo, mas até o momento nenhuma resposta foi dada.
Jornal Opção tentou contato com o laboratório acusado, mas, por conta do horário de funcionamento, não obtivemos resposta.
Após publicação da matéria, a empresa Psychemedics, que pega o material coletado pelos laboratórios credenciados, explicou que “no caso do doador apresentar “dreads”, apliques e ou extensões tais como “mega hair” não há como realizar a análise do mesmo, uma vez que além dele não ser desembaraçado, muitas vezes está trançado junto com outros materiais tais como cabelos artificiais ou de terceiros, colas, etc.”
Veja a nota na íntegra:
Para a análise toxicológica por amostra de cabelo, é necessário que o doador possua cabelo ainda preso ao couro cabeludo livre de quaisquer substâncias e desembaraçado, que possua o comprimento mínimo de 3,0 a 3,9 cm de comprimento.
No caso do doador apresentar “dreads”, apliques e ou extensões tais como “mega hair” não há como realizar a análise do mesmo, uma vez que além dele não ser desembaraçado, muitas vezes está trançado junto com outros materiais tais como cabelos artificiais ou de terceiros, colas, etc.
Dessa forma, não há como efetuar a análise de cabelo cuja origem não se pode atestar (pode ter cabelos artificiais ou de terceiros dentro da trança, aplique, “mega hair”).
Contudo, não há qualquer impedimento para que o doador se submeta a análise de pelo corpóreo, desde que o mesmo tenha um comprimento mínimo de 2 cm e obtenha um laudo de exame toxicológico que também atenderá as exigências do Denatran.



Fonte:Opção
 Foto: Face Pedro Barbosa

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Professores protestam após boneca negra ser retirada por pastor em escola de Vitória

Caso foi registrado no início do mês, quando pastor afirmou que bonecas negras de projeto da escola eram "símbolo de macumba"

Professores, estudantes e representantes de movimentos sociais e culturais fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira (24), em Vitória, contra o racismo, e especificamente contra o pastor que ordenou a retirada de um painel com bonecas negras feitas por alunos de Centro Municipal de Ensino Infantil (Cmei) Professora Cida Barreto. A passeata aconteceu pelas ruas de Jardim da Penha.

O caso aconteceu no início do mês de agosto, quando o pastor João Brito, da Igreja Evangélica Batista de Vitória, pediu que um painel com bonecas negras feitas por crianças fosse retirado da creche. Segundo o religioso, a boneca era “símbolo de macumba por se originar de uma religião africana”.

O painel havia sido confeccionado por uma professora que dá aulas sobre a cultura do povo africano e também sobre a cultura afro-brasileira. O projeto chama Abayomi e faz parte do programa institucional da escola “Diversidade”, que trata da questão étnica-racial.

"O protesto é questão de solidariedade à professora que sofreu uma questão racista, preconceituosa dentro de uma escola da prefeitura que é locada dentro de uma igreja", ressaltou Dimitri Barreto, diretor do Sindicato dos Trabalhores em Educação Pública do Espírito Santo.

A secretária de Educação do município, Adriana Sperandio, disse que, como a prefeitura paga para utilizar o espaço, não pode haver interferência nas atividades escolares. Adriana afirmou que se reunir com o pastor para tratar do assunto.

"Estamos aqui para afirmar e garantir que o trabalho pedagógico será desenvolvido na íntegra naquela unidade de ensino e em todas as outras do município de Vitória", concluiu

Fonte: G1 ES


'Referências de grandes mulheres negras só crescem', diz Miss Brasil

Com 18 anos, a piauiense Monalysa Alcântara há quase uma semana está envolvida em uma rotina corrida de eventos e entrevistas. Desde que foi escolhida Miss Brasil 2017, Monalysa tem recebido muito carinho e também demonstrado força diante de comentários racistas em redes sociais. Em entrevista por e-mail ao G1 a miss falou dos obstáculos e também do seu desejo de representar bem o país na disputa do Miss Universo. 
Negra e defensora do empoderamento feminino, Monalysa Alcântara lembra que sempre teve de enfrentar desafios. “Eu sempre acreditei no meu potencial, mesmo muitas vezes o mundo dizendo o contrário”, disse Monalysa. Para a miss é possível superar todos as dificuldades quando há autoconhecimento.
“Quando nós sabemos quem somos de verdade, os obstáculos são mais fáceis de serem superados”, disse a jovem que teve de lidar com comentários racistas desde que foi escolhida Miss Brasil.
Em participação no programa Encontro com Fátima Bernardes na última quarta-feira (23), a Miss Brasil disse que já esperava por ataques após ser escolhida. “Imaginava que ia acontecer. Sou preparada para isso, já passei por diversas vezes. As pessoas sempre duvidavam de mim, já estava acostumada”, disse a miss acrescentando que os ataques às vezes machucam.
A respeito de como o empoderamento feminino será parte do discurso enquanto for Miss Brasil e de sua participação no Miss Universo, Monalysa Alcântara garante que o tema vai estar sempre presente em sua atuação. “Eu vou lutar, vou me preparar e vou representar muito bem meu país, estou disposta e determinada e irei transmitir essa energia como fiz no Miss Brasil”, declarou ao G1.
Monalysa Alcântara enfatizou ainda que pretende destacar as belezas do Nordeste e em especial do Piauí nas ações e projetos que participar como Miss Brasil. “O Nordeste é um lugar lindo! O Piauí, em especial, é um lugar com uma história linda! Temos a Serra da Capivara, que é um grande patrimônio, além de diversas cidades com importância muito grande para a história do Brasil”, disse a miss que quer aproveitar o reinado para ressaltar toda a beleza do Piauí.
"As referências de grandes mulheres negras só crescem"
Para a miss de 1,77 m, 57 kg, cintura 69 cm, quadril 95 cm e busto 87 cm há um momento de crescimento das referências de mulheres negras. Mona, como é conhecida, afirmou que carrega consigo a referência da avó, Maria de José Cardoso, 86 anos.
“Minha maior inspiração sempre foi a minha avó. Uma negra linda, empoderada e de um coração gigante. As referências de grandes mulheres negras só crescem e eu me sinto orgulhosa por, hoje, também contribuir e ser inspiração para muitas meninas”, ressaltou Monalysa. A Miss Brasil lembrou que com a maturidade veio o reconhecimento como mulher negra, impulsionado principalmente pela força da família em enfrentar as dificuldades.
Monalysa Alcântara comentou que a avó é o orgulho dela, pela capacidade de sempre resolver todos os problemas. “Minha família é minha base e é também muito importante para mim. Enquanto minha mãe trabalhava fora, fomos cuidados pela minha avó e minha tia, elas foram extremamente importantes na minha educação também”, afirmou a Miss Brasil lembrando da mãe, Elda, e do pai, Rogério, falecido quando tinha apenas cinco anos de idade. A miss tem um irmão e uma irmã.
Para ela, a família é o seu grande patrimônio. Destacando a luta da avó, Maria de José Cardoso, Monalysa Alcântara, reforçou que pretende levar a lembrança dos familiares para todos os lugares em que passar. “Através de muita luta ela conseguiu criar seus filhos e netos. Família é tudo e a gente sempre corre para ela, que é nosso grande patrimônio e orgulho! Onde eu vou for, vou levá-los sempre comigo!”, finalizou a miss.
Fonte e texto:correiodoestado

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Curso Tecnólogo Superior de Educador Social. O Primeiro no Brasil, Será Lançado em Novembro

Por Mônica Aguiar 

O primeiro curso Tecnólogo Superior de Educação Social, esta sendo idealizado desde 2014, pelo Fórum de Educadores Sociais e Populares do Paraná, fundado em 02 de outubro de 2016, dia Mundial do Educador (a) Social e será realizado pelo grupo UNINTER em nível nacional.
O Fórum é estadual, está composto por educadoras e educadores sociais, educadores populares, socioeducadores, e comunidades e está sob a coordenação do professor José Pucci Neto, funcionário público municipal, educador social em  Curitiba e idealizador do Curso Tecnológico de Educação Social.

De acordo com Vera Paixão, Coordenadora Cultural do Fórum Curso Tecnólogo de Educador (a) Social,
“O curso é necessário para garantir a qualificação técnica e humana do próprio profissional Educador (a) Social, para que possa atuar profissionalmente com os diferentes grupos sociais e étnicos do Brasil, considerando todas as carências e riscos socioculturais entre os jovens, as comunidades urbanas, quilombolas, ribeirinhas, mulheres negras, discriminação racial e intolerância religiosa, o preconceito e equidade social do Afrodescendente”.

O curso Educador Social possibilitará ao participante, atuação em todo território nacional de maneira qualificada, desenvolvendo e potencializando intervenção nos diferentes contextos socioeconômicos e cultural de cada região do Brasil, a fim que estes exerçam com técnica suas funções.

Também de acordo com Vera Paixão “É importante o aprimoramento científico dos conhecimentos, que vão desde a escuta qualificada, processo de interferências pessoais e grupos, até mediação de conflitos. Uma formação básica indispensável para uma qualificada atenção desse profissional que é o Educador Social”.
Por isso, esse profissional precisa não de uma simples capacitação como acontece hoje no Brasil, esse profissional Educador (a) Social precisa de formação de nível superior reconhecida pelo MEC. Diz  Vera

A mão de obra como profissional é muito grande, mas é muito desvalorizada.  A procura no Brasil por uma formação acadêmica de Educador Social é grande, pois oficialmente não existem Cursos Tecnólogos de Educadores Sociais no Brasil.

As mulheres representam 40% da categoria em todo o Brasil. Entre o sistema público, ONGs, Fundações e Iniciativa privada são cerca de 80.000 educadores e educadoras sociais no mercado de trabalho, mas sem a menor a possibilidade dessa formação. O Fórum possibilitará pioneiramente a formação a estes trabalhadores do Brasil.

A abrangência do Curso será nacional, em todos os Polos do Grupo UNINTER.

Por causa da demanda de todos os Estados Brasileiros terem os Educadores Sociais e ainda não existir essa formação tão importante para nós profissionais e para própria sociedade para qual trabalhamos. Finaliza Vera Paixão.


Sobre o Curso

Para participar do curso não existe faixa etária. O ingresso é livre, para todos os grupos e seguimentos da sociedade .
As informações gerais e inscrições estão previstas para começar em novembro. O vestibular e matrícula em Dezembro e as aulas em Fevereiro de 2018, em todo Brasil.

 O Curso Tecnólogo Superior de Educador (a) Social terá duração de dois anos, Modalidade EAD, Local - Polos do Grupo Universitário UNINTER, Preço ainda em estudos.

A equipe técnica é composta pelo Prof.Me.Dorival da Costa ,Coordenador do Curso de Serviço Social da UNINTER e Construtor do Projeto do Curso Superior Tecnólogo de Educador (a) Social pelo Grupo UNINTER ; Dra. Jandicleide Evangelista Lopes atual Coordenadora do Curso Superior Tecnólogo de Educador (a) Social da UNINTER, Vera Paixão e  Pucci Neto, Educador Social e Coordenador Geral do Fórum de Educadores Sociais e Populares do Paraná.

Todos Juntos na Luta pela Valorização, Reconhecimento Profissional e Respeito aos Educadores e Educadoras Sociais e Populares do Brasil.

Regulamentação da Profissão 

A Regulamentação da Profissão que Detemos no FESP - PR e o Projeto de Lei do Senado Federal PLS nº 328/2015, de Autoria do Senador Telmario Mota, de Roraima, que já esta na CAS, Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal cujo relator é o Senador Paulo Paim, do Rio Grande do Sul. 

Em conversa hoje com João Rios, assessor do Senador Telmario Mota, disse que o projeto esta em tramitação e foi para pauta hoje 23/08/17, mas devido a falta de coro na Comissão , o  projeto não foi aprovado.

Essa Lei Regulamenta exclusivamente em nível superior a profissão do Educador Social no Brasil, admite todos de nível médio e possibilita a atuação do Educador (a) Social em âmbito escolar, o que hoje já acontece no Brasil.
A profissão do Educador (a) Social já é mundialmente reconhecida em nível superior em países como: Argentina, Alaska, Uruguai, Portugal, Espanha, Alemanha, França.


Vera de Paula Paixão ou Vera Paixão: nascida em Mandaguari, mãe de Keny Adubi, Laremi e Moyemi. Técnica em Enfermagem, Cuidadora de Idosos, Acadêmica de Serviço Social, Militante do Movimento Social Negro há 30 anos. Fundadora e Coordenadora do Grupo Afro Cultural Ka-Naombo, que com a Dança Afro, teatro e poesia. Criadora do Concurso Beleza de Palmares. Realizadora do Show Tina Music. Atriz participou da Campanha da Semana de Consciência Negra e dias das Mães da RPC, do Filme Cafundó e do Documentário “Mirian quer Brigar”. Membro de Banca Examinadora de Cotas Raciais no Paraná, Rio de Janeiro e Sergipe. Membro do FESP - PR, Fórum de Educadores (as) Sociais e Populares do Paraná.  Participação no Projeto de Criação pelo Grupo UNINTER do 1* Curso Tecnólogo de Educador (a) Social do Brasil, Poetisa e Autora do Livro AYO, Membro do Grupo Mariana. Mulher Preta! Que incansavelmente busca uma sociedade mais justa, onde a população negra seja respeitada com seus traços, cultura e valores.



SERVIÇOs

Reunião do Fórum dos Educadores Sociais do Paraná

Data : 30 de Agosto, 
Horário: 19h00min horas.
Local - Rua XV de Novembro nº 362- CJ 802- Centro- Curitiba - Paraná.
IFIL- Instituto de Filosofia da Libertação.
Contatos- Tel- 41-99737-9388 - watsapp- 41 99972-5825
email-edusocialfespr@gmail.com

Pauta: Projetos de Leis que Regulamentam no Brasil as profissões: Pedagogo PL nº 6847/2017, Cuidador de Idosos PL nº 4.702/2011, Gerontólogo PLS nº 334/2013, ACS - Agente Comunitário de Saúde e ACE - Agente de Endemias PL nº 6437/2016 e ASSE- Agente de Segurança Socioeducativa na sua inter-relação com a Profissão do Educador Social Brasileiro PLS nº278/2014 e o PL 6.274/2016- Dia do ASSE do Agente de Segurança Socioeducativo.




Nail art íntima: unhas decoradas com clitóris e vagina são a moda da vez

Por Mônica Aguiar
O mundo do design de unhas inova mais uma vez.  A nova obra propõem empoderar as mulheres com o uso de desenhos de vagina nas unhas. Embora considerado  inapropriada para algumas pessoas  é  completamente incrível. 
Podemos notar uma movimentação de conceitos, a começar nas ações que ajudam desnudar e romper com as barreiras e tabus para o alto conhecimento do universo feminino. 
 Em  coluna " A vagina como ela é", publicada em 2016 pelo  Geledez, foi apresentada uma pesquisa feita no Reino Unido, onde  metade das entrevistadas não souberam  apontar a localização da vagina em um diagrama simples. Alem da  maioria também preferir recorrer a apelidos quando precisa se referir a vagina, e muitas não se sentiam confortáveis nem para conversar com os próprios médicos.
Na coluna de Paula Cosme, em julho deste ano, ela conta  sobre o trabalho da sexóloga norte-americana Layla Martin : tirar fotografias das vaginas de diferentes mulheres e fazê-las depois olhar para essa parte o seu corpo.  ....Vulneráveis, envergonhadas, culpadas, inseguras, desiludidas, nervosas: as reações são distintas, mas refletem bastante bem uma realidade que é comum a muitas das mulheres do planeta. Se falar sobre ela é difícil, olhar para ela, explorá-la e conhecê-la como qualquer outra parte do corpo não é algo que seja feito com tanta facilidade quanto isso....
Mas o que tudo indica, que trabalhos como estes, e em diversas áreas e setores, tem ajudado a promover o rompimento de vários  preconceitos existentes. As mudanças   comportamento ocorrida com as mulheres ( mulher&sociedade) de desejar o mais, rompendo com barreiras do preconceito, com esteriótipos e conceitos de beleza,   tem contribuído com olhares e atitudes diferentes sobre o corpo e a sexualidade .
Mulheres do mundo todo,  estão decorando suas unhas com belíssimos lábios vaginais e postando nas redes sociais com a maravilhosa hashtag #vaginanails. Vagina rocks. 
 nova moda no universo da nail art está dominando o que há de mais sagrado no feminino, tabu preconceituoso e machista criado na cabeça das mulheres  .
O clitóris também ganha destaque especial nessa decoração íntima, com pequenas pedras de strass simbolizando o órgão do prazer feminino.
O trabalho de uma manicure em particular salta aos olhos pelo realismo.
A artista que fez este trabalho é Asa Bree, que mora em Portland, nos Estados Unidos. No Instagram, ela publicou a legenda: ✨ PUSSY✨POWER✨ (vagina ✨ poder).


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Baixa presença de negros em funções estratégicas no marketing e na publicidade

Por Karina julio

Baixa presença de negros em funções estratégicas no marketing e na publicidade gera debates em comitês de diversidade, ações inclusivas de recrutamento e até política de cotas


A temática da diversidade já é unanimidade na indústria da comunicação. Alguns subtemas já ganharam atenção em massa, como a diversidade de gênero. Agora anunciantes e agências começam a olhar, ainda que timidamente, para a inclusão étnico-racial no mercado publicitário – seja através da conscientização dos líderes, conversas com novos interlocutores e mudanças nas políticas de recrutamento e seleção.

Segundo o IBGE, negros e pardos são 54% da população brasileira, mas quase não têm representação nos quadros estratégicos dos departamentos de marketing. Uma pesquisa do Instituto Ethos divulgada em 2016 mostrou que somente 4,7% dos cargos executivos das 500 maiores empresas brasileiras são ocupados por negros. Nas agências, a ínfima atuação de profissionais negros foi confirmada pela pesquisa “A presença dos negros nas agências de publicidade”, conduzida em 2015 pela pesquisadora Danila Dourado. Na ocasião, a cada mil funcionários, apenas 35 eram negros. O estudo contou apenas três negros entre 404 executivos de alta direção em agências — ou seja, menos de 1% do total.

A invisibilidade dos profissionais negros no setor corporativo, e por conseguinte no mercado publicitário, por vezes esbarra no argumento de que é difícil encontrar candidatos em início de carreira ou já alocados, em um mercado geralmente permeado pelos mesmos círculos e onde os talentos são buscados nas melhores (e mais caras) escolas. 

“Se há um grupo com voz única na contratação, ela irá ocorrer através de seus membros, já que o QI (quem indica) é o maior fator de contratação, mais do que currículo ou empresas headhunters. As indicações acabam girando em torno de um único perfil”, ressalta Raphaella Martins, gerente de contas da J. Walter Thompson. 

Ela explica que a diferença entre um jovem criativo negro de uma comunidade e um estudante branco da Miami Ad School está na oportunidade — para este último, além do currículo mais prestigiado, é muito mais fácil adentrar os círculos sociais publicitários. Como revelado por Meio & Mensagem no mês passado, a J. Walter Thompson iniciou o projeto 20/20 que pretende alcançar 20% de presença de funcionários negros em cargos estratégicos nos próximos quatro anos.  Atualmente, todas as vagas abertas pela agência passam pela EmpregueAfro, consultoria de recursos humanos focada na identificação e indicação de candidatos negros ao mercado de trabalho.

Múltiplos Olhares 

Além das agências, alguns anunciantes já começam a despertar para as disparidades dentro de suas estruturas. Marcas como Unilever, Bradesco, Carrefour e Avon são signatárias da Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial, elaborada pela ONG Afrobras, que lista dez pontos que as companhias se comprometem a internalizar, cumprir e fiscalizar.

“Acreditamos que desenvolver um ambiente inclusivo é fundamental para o crescimento no longo prazo, na medida em que enriquece a dinâmica de trabalho e oferece múltiplos olhares sobre nosso negócio”, afirma Luciana Paganato, vice-presidente de recursos humanos da Unilever, que busca trabalhar o assunto junto a suas agências, recrutadores e fornecedores.

Patrícia Santos, dona da EmpregueAfro, conta que, assim como em outros ambientes corporativos majoritariamente brancos, a ausência de negros nas agências é vista como algo “normal” e geralmente não desperta a atenção em não-negros. “Em geral, o branco brasileiro vive em uma bolha, tem pouca convivência com negros durante a vida toda e acha que é natural não conviver com pessoas diferentes”, avalia. “A tendência das pessoas é contratar funcionários com quem tenham mais afinidade, mas esse argumento cai por terra quando se quer diversidade. Além disso, a pauta dos negros é interseccional, pois ao incluí-los você quase automaticamente inclui mulheres, LGBTs e pessoas de comunidades”, diz ela.

A diversidade étnico-racial pode fazer com que empresas performem até 35% melhor, de acordo com um estudo da McKinsey realizado com base em resultados e análise do board de 366 companhias globais
Ian Black, fundador da agência New Vegas, acredita que a contratação de talentos envolve uma via de mão dupla: é preciso orientar os profissionais negros do ponto de vista de networking e também minar a “preguiça social” das agências, que sempre procuram profissionais nos mesmos círculos. “Até entendo quando agências falam que abrem vagas e não aparecem pretos, mas a partir do momento em que sabem onde encontrá-los e não fazem nada, é apenas preguiça. Uma coisa é uma empresa muito pequena querer fazer uma pesquisa e não conseguir bancar a consultoria, ou ter só uma vaga para uma função importante e não poder se dar ao luxo de escolher se o profissional será branco ou negro, mas todas as grandes empresas têm dinheiro e poderiam fazer ações inclusivas”, opina. 
Hoje, é possível encontrar profissionais negros em bancos de talentos como o da Afrobras (banco de talentos afro-brasileiros), AfroProf (rede social nos moldes do LinkedIn e até páginas nas redes sociais, como Rede de Profissionais Negros e Afrotrampos.
Outra agência que está tentando promover maior diversidade é a Publicis, através do projeto Publicis Plural. “Hoje, no que se refere às questões de gênero, consideramos que estamos em um patamar satisfatório. Na questão racial, porém, embora o número venha aumentando desde que lançamos o programa, ainda há muito a evoluir para alcançar um percentual equivalente à representatividade da população negra no País”, reconhece o CEO Hugo Rodrigues. A capacitação é outro fator vital para que jovens tenham currículos competitivos e possam progredir na carreira. O Google, por exemplo, tem desde 2014 o núcleo AfroGooglers, formado por profissionais de diversas áreas da empresa. Internamente, eles promovem discussões com convidados como Carlinhos Brown e a pesquisadora Sueli Carneiro. Já para a comunidade externa, a companhia oferece coaching, bolsas de cursos de inglês — requisito básico para qualquer multinacional — e mentoria a jovens estudantes e potenciais profissionais, com encontros para para analisar currículos e treinar entrevistas para os processos seletivos. Campanha x Prática A composição do corpo de funcionários afeta diretamente a dinâmica da criação publicitária e a perspectiva diante do público afrodescendente — que movimenta R$ 800 bilhões anualmente. A febre de campanhas aparentemente inclusivas tem levado à mídia castings mais diversos à la Emicida e Karol Conka, mas a intensificação dos debates sobre a questão racial torna essencial que essa representatividade esteja também nos bastidores de criação e produção das peças.
“A população negra está se encontrando na internet e consegue se articular, e isso tem impacto no consumo. Hoje existe o movimento do consumo consciente e do ‘black money,’ de pessoas comprarem de pessoas e empresas que têm negros por trás e produzem produtos que respeitam suas características. Há uma indústria secular que foi pensada para não- negros, e agora é preciso correr atrás do prejuízo”, diz Fernando Montenegro, sócio da consultoria de mercado Etnus– que identificou que 7 a cada 10 negros não se sentem representados esteticamente nas propagandas das marcas que consomem.
“Muitas colocam a diversidade na sua ‘missão’, mas isso não sai da parede: seja porque a empresa tem uma resistência terrível em discutir qualquer coisa que fuja da sua concepção de meritocracia; seja por não acreditar na hipótese de discriminação e do racismo como elementos que têm peso sobre uma decisão e sobre o acesso desse público ao ambiente corporativo; e outras por- que simplesmente têm uma posição discriminatória muito clara, apesar de não publicizá-la”, diz José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares.
Para Ian Black, a inclusão de negros de nada adianta se a marca ou agência não estiver, de alguma forma, “fazendo negros ganharem dinheiro”. “Enquanto a gente não dividir a grana, não vai funcionar. O fato de você colocar a Karol Conka em um palco de um evento ou campanha não vai fazer com que amanhã tenha mais pretos na empresa”, provoca.

Fonte: meioemensagem 
FOTO: Divulgação

Tribunal Constitucional dá luz verde a aborto terapêutico no Chile

Depois de mais dois anos de difícil tramitação e polêmica, o Chile deixa a lista dos 18 países no mundo que proíbem qualquer tipo de aborto

O Tribunal Constitucional do Chile deu aval nesta segunda-feira,21,  ao aborto terapêutico, após rejeitar duas impugnações apresentadas por partidos conservadores de direita contra esta lei que poderá ser promulgada pela presidente Michelle Bachelet, sua principal impulsionadora.

O Tribunal (TC) rejeitou "ambos os requerimentos por seis votos contra quatro em relação às três causas de interrupção da gravidez": risco de vida para a mãe, inviabilidade do feto e estupro, declarou Rodrigo Pica, secretário-geral, na entrevista coletiva após a decisão.
Depois de mais dois anos de difícil tramitação e polêmica, o Chile deixa a lista dos 18 países no mundo que proíbem qualquer tipo de aborto, entre eles El Salvador, Honduras e Nicarágua.

Bachelet, que fez uma constante e férrea defesa do projeto que lançou em 2015, comemorou a decisão. "Nós, mulheres do Chile, reconquistamos um direito básico que é poder decidir por nós mesmas em casos extremos, particularmente casos que podem ser muito dolorosos".
Hoje ganharam as mulheres, acho que hoje mais uma vez ganhou a democracia, hoje ganhou o Chile", concluiu a socialista da sede do governo, La Moneda.

A Anistia Internacional foi outra das organizações que manifestou seu apoio em frente ao TC.
A decisão favorável à interrupção da gravidez nesses três casos levou dezenas de ativistas à porta do TC com gritos de agradecimento a Bachelet por tornar realidade uma lei reivindicada durante anos .

O fim de um longo caminho Impulsionada pela presidente, a socialista Michelle Bachelet, a lei tinha sido aprovada no início de agosto pelo Congresso e conta com 70% de apoio popular, segundo as pesquisas.

A impugnação de grupos de direita levou ao máximo tribunal, considerado por seu poder como uma terceira Câmara, a última batalha por uma lei que pôs em pé de guerra grupos cristãos e conservadores do país ao considerar que fragiliza o direito à vida daquele que está por nascer, consagrado na Carta Magna.

A fase final do trâmite no Tribunal Constitucional foi marcada pelo desfile de 135 organizações e personalidades que quiseram expor argumentos favoráveis e contrários à lei. 
Diante do tribunal, grupos a favor e contrários ao aborto participaram de longas audiências e deliberações da alta corte, que na sexta-feira adiou a aguardada decisão para prosseguir deliberando nesta segunda-feira. 

Os contrários ao aborto roubaram a cena com apresentações de teatro e dança em que havia sempre um boneco. Pelo alto-falante, reproduziam os batimentos cardíacos de um feto.
Em frente, a Miles, apoiada por dezenas de manifestantes que carregavam fotos de fetos com deformidades.
Berços vazios esbarravam em bandeiras a favor da iniciativa.Marca reformista A lei de aborto faz parte de um pacote de reformas sociais promovido por Bachelet em seu segundo mandato. Há dois anos a socialista e médica conseguiu que o Congresso - de maioria governista, mas com setores conservadores dentro de seu partido - aprovasse a união de casais homossexuais.

Em alguns dias será introduzido um projeto para legalizar o casamento homossexual, outro grande passo no país marcado pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), que entre outras leis conservadoras conseguiu criminalizar o aborto terapêutico, permitido durante décadas no Chile.

Fontes: Agencia-France-Presse /Correios Braziliense

Multiplicam-se doações a grupos antirracismo após atos em Charlottesville

As doações para a Anti-Defamation League (Liga Antidifamação, em tradução livre, ADL), uma das mais antigas organizações de luta contra o racismo e o antissemitismo, se multiplicaram após os episódios de violência em Charlottesville, indicou o grupo nesta segunda-feira.
De acordo com Betsaida Alcantara, porta-voz da ADL, doações como a de James Murdoch, chefe da matriz da emissora conservadora Fox News, que há dias anunciou uma doação de um milhão de dólares, e de empresas como Apple, Uber e MGM Resorts contribuíram para aumentar em "1.000%" as somas recebidas na semana passada em relação à média semanal desde o início do ano.
A ADL, cuja sede fica em Nova York, não afirmou o montante do aumento.
O grande banco J.P. Morgan se somou nesta segunda-feira aos doadores, ao anunciar que doará um milhão de dólares que serão divididos entre ADL e o Southern Poverty Law Center, um centro de estudos sobre movimentos extremistas, segundo meios de comunicação americanos.
"Os acontecimentos de Charlottesville aumentaram a urgência de enfrentar o ódio, a intolerância e a discriminação onde quer que existam", declarou a CNN Peter Scher, encarregado na instituição de responsabilidade empresarial.
Os doadores pretendem apoiar a organização após os atos de violência durante uma marcha neonazista nesta cidade universitária do estado da Virgínia. Uma mulher morreu e outras 19 pessoas ficaram feridas por supremacistas brancos, e o presidente Donald Trump foi fortemente criticado por não condenar explicitamente a extrema direita.
O Centro Simon Wiesenthal de Los Angeles, organização de luta contra o racismo e o antissemitismo, também recebeu importantes doações, como a do ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger.
Este último disse que doou 100.000 dólares em uma mensagem muito compartilhada nas redes sociais, na qual denunciou a ideologia nazista. Também prometeu uma camiseta em benefício da associação, na qual aparece o protagonista de "O Exterminador do Futuro" convocando todos a "acabar com o ódio"



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Candidata do Piauí vence Miss Brasil e se torna a terceira negra a obter título

A nova Miss Brasil é negra, representa o estado do Piaui . 
Na noite deste sábado (19), Monalysa Alcântara foi coroada no maior concurso de beleza nacional, entre 26 competidoras, agora representará o país no Miss Universo.
Monalysa é a terceira mulher negra a receber o título na historia do concurso brasileiro.   
Em uma das frases, as pretendentes ao posto precisam responder algumas perguntas, foi aí que a representante do Piauí mostrou a que veio.
 “Minha super estratégia será ser eu mesma: uma mulher nordestina, que passou por diversas coisas, muitas dores que fizeram ser quem eu sou hoje. Vou ser eu mesma. Não tem segredo”, afirmou, quando questionada sobre como representará a beleza brasileira internacionalmente. 
Mas a atenção maior foi dada quando afirmou que é preciso combater preconceitos e o machismo .
Monalysa ainda falou sobre as dificuldades das mulheres negras enfrentam na sociedade, e se colocou pronta a ajudar a romper as barreiras existentes. 
 “Através da minha história, vou ajudar as mulheres negras a se acharem mais bonitas e mostrar que elas são capazes de seguirem seus próprios sonhos, assim como eu segui o meu”, disse
Em 2016, a vencedora foi a candidata do estado do Paraná, Raissa Santana, segunda negra a ganhar a competição.
A nova Miss Brasil tem 18 anos e é estudante de administração,  tem 1,77 m, 57 kg, cintura 69 cm, quadril 95 cm e busto 87 cm.
 Segundo a organização do concurso, Monalysa gosta de estar entre amigos e com a família, viajar para lugares com beleza natural como cachoeiras e praias. Uma curiosidade sobre Monalysa é que ela sonhava em ser cantora.
Fonte:Agorams/Folha/Globo

Machismo é questão de saúde pública, dizem mulheres reunidas em Brasília

A 2ª Conferência Nacional de Saúde Pública das Mulheres termina em Brasília com propostas para melhorar o atendimento para a população feminina do país

A 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres (CNSM) terminou neste domingo (20/8), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, com uma mensagem clara: machismo mata e adoece, e, por isso, deve ser visto como uma questão de saúde pública. Outro recado dado em alto e bom som pelas 1,8 mil delegadas presentes foi a disposição de cobrar do governo ações concretas que enfrentem o problema e melhorem o atendimento na rede pública para a população feminina. 

“Este governo vai ter muita dificuldade com as mulheres”, avisou a responsável pela Comissão de Relatoria da 2ª CNSM, Francisca Valda da Silva, referindo-se ao conjunto de propostas debatidas desde a quinta-feira, quando o ministro da Saúde, Ricardo Barros, abriu o evento sob vaias.

Quase 320 propostas devem integrar o relatório final da conferência, reunindo demandas apresentadas desde o começo do ano em conferências municipais, estaduais e, agora, referendadas em Brasília. Em 22 de setembro, a Comissão Nacional Organizadora se reunirá para produzir o relatório final, que será apresentado em outubro ao Conselho Nacional de Saúde (CNS).
  
“As mulheres têm que lutar por um atendimento melhor. O que fizemos aqui, durante a conferência, foi só mostrar como tem que ser esse atendimento”, comentou a coordenadora-geral do evento, a catarinense Carmem Lucia Luiz, que representa no CNS a União Brasileira de Mulheres (UBM) e é enfermeira sanitarista com 33 anos de experiência. “Acredito que, no mínimo, tem de ser um atendimento que considere o segmento ao qual cada uma pertence, um atendimento mais integral, que veja a mulher como um todo, que considere e respeite a diversidade da nossa realidade.”

Machismo 


Para os presentes, está claro que a questão de gênero está intimamente ligada à saúde. As relações desiguais, com a desvalorização da mulher, favorecem violências física ou psicológica, que causam depressão, condições de subsistência inadequadas, lesões corporais e morte. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) presentes no Mapa da Violência 2015 - Homicídios de Mulheres no Brasil, para cada grupo de 100 mil mulheres brasileiras, eram 4,8 assassinatos, número que é o quinto pior entre os dados de 83 países. Em 33% desses feminicídios, ou 1.583 casos, parceiros ou ex-parceiros foram os autores — são quatro dessas mortes por dia no país.
  
“Machismo mata, causa doença, vira depressão, ou seja, é problema de saúde, sim”, diz o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Arantes. “Por isso é importante uma política pública para o enfrentamento do conjunto das iniquidades”, argumenta o responsável pelo órgão do Ministério da Saúde (MS) que dá diretrizes para o Sistema Único de Saúde (SUS). Essas três instit uições estão à frente da organização da conferência, que terminará amanhã (domingo), com a apresentação de um relatório com propostas para atualização da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher.

A 2ª Conferência Nacional de Saúde da Mulher foi iniciativa conjunta do CNS, do Ministério da Saúde (MS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira CNSM foi em 1986. Naquele ano, o MS fazia pela oitava vez a Conferência Nacional de Saúde, que se repete a cada quatro anos e já chegou à 15ª edição. Também a Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e a Conferência Nacional de Saúde Indígena são quadrienais e, respectivamente, já se repetiram cinco e seis vezes. “Isso, o número de edições, é revelador do quanto o problema do machismo institucional não é visto, não está sendo olhado”, aponta Arantes. “Se entende como automático que, daqui a quatro anos, terá outra conferência para mulheres.”

Fonte e foto :Correio Brasiliense

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Iº Festival de Música Autoral "Capivara TeleCaster"

Pôr Mônica Aguiar 

“Capivara TeleCaster , encontro de resistência” . São as palavras cantor e compositor  Vicente Paulo Vieira, 49 anos, 30 anos de profissão, da banda Imagem Pública, um dos organizadores do 1º Festival de Música Autoral " Capivara TeleCaster", acontece amanhã 19, em Belo Horizonte, no Centro de Referência da Juventude.

O projeto reúne nove bandas independentes do cenário do rock n’ roll: Imagem Pública, Eletrolise, Aknus, Sociedade Primata, Áspro, Auto Regimento, Reis & Trapos, Macruxa e O Plano.

Ainda de acordo com Vicente, o Festival tem como objetivo divulgar os trabalhos das bandas autorais. "Queremos que o público que não conhece, tenha a oportunidade de conhecer o nosso trabalho, contando sempre com as pessoas que nos acompanha. Existe muita música autoral de qualidade em Belo Horizonte. Estamos unindo para mostrar o novo”.

Músico Vicente Paulo Vieira
O nome escolhido para o Festival Capivara é uma homenagem ao animal capivara, símbolo de resistência em Belo Horizonte.  O projeto também perpassa por críticas sociais e pelas pessoas que fazem parte desta resistência, com o intuito de provocar a reflexão sobre a sociedade buscando a liberdade e vai acontecer de forma independente. Completa Vicente.  

As dificuldades de acessar a Lei de Incentivo a Cultura também é uma reflexão no Iº Festival. A Lei foi criada para estimular a produção cultural no país, sobretudo de artistas e grupos independentes, e os novos valores culturais encontram grandes dificuldades diante tão poucos recursos e tantas diversidades na competição e nas regras de apresentação dos projetos que podem ser periódicos.  

A LEI
Criada em 1991, a Lei de Incentivo à Cultura, mais conhecida como a Lei Rouanet, é conhecida por sua política de incentivos fiscais para projetos e ações culturais: por meio dela, cidadãos (pessoa física) e empresas (pessoa jurídica) podem aplicar nestes fins parte de seu Imposto de Renda devido. 

Serviço
·        19 de agosto 
·        12 horas às 17 horas
·        Centro de Referência da Juventude - CRJ (Rua Guaicurus, 50 - Belo Horizonte/Centro) Ao lado da Praça da Estação.
·        ENTRADA FRANCA

·        Contato 997181256 Vicente Paulo 

h Fotos: https://www.facebook.com/events/1870668549928094/permalink/1870670023261280/


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Reforma política não contempla a inclusão de mulheres

Ocupando apenas 10% das cadeiras do Parlamento, exclusão pode aumentar com o chamado Distritão.

O relatório final da reforma política,  não traz uma linha, sequer, sobre a necessidade de aumentar a representação das mulheres no Parlamento. Deputadas apontam que o modelo eleitoral chamado distritão, aprovado em destaque na semana passada, deve contribuir para a manutenção da exclusão. 
"As mulheres são maioria da população. Somos apenas 10% da representação, aqui. Então, está claro que esse modelo exclui as mulheres do parlamento", diz a deputada federal Luiza Ferreira (PPS-MG), sobre o atual modelo em vigor. Em entrevista ao repórter Uélson Kalinovski, para o Seu Jornal, da TVT, ela diz que ela diz que, com o distritão, a exclusão das mulheres deve ser ainda maior, bem como das demais minorias. "Vai concentrar o voto naquelas grandes personalidades, em quem tem recursos para fazer campanha nos estados inteiros."
A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) defende que, no momento em que o texto da reforma for levado ao plenário da Câmara, seja colocada em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 134/15 que reserva percentual mínimo de representação para mulheres.
Segundo a proposta, seriam garantidos a elas 10% das cadeiras na primeira legislatura, 12% na segunda e 16% na terceira. Além disso, ao menos as bancadas de cada estado deveriam ter pelo menos uma mulher. "Hoje, nós temos cinco estados que não tem nenhuma mulher", destacou a deputada.
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=1724716