quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dez anos da lei de Cotas Raciais no Brasil

Uma avaliação realizada por senadores, especialistas e militantes do movimento negro sobre os 10 anos do sistema de cotas afirma que a ação afirmativa mostrou ser bem sucedida ao promover significativa e relevante inclusão da população negra brasileira nas universidades públicas.
Segundo eles, as cotas são um instrumento legítimo para a busca da “igualdade material” preconizada pela Constituição de 1988. O grupo também argumentou a favor de programas como o Prouni e o Fies que, em sua opinião, proporcionam o acesso ao ensino superior a parcelas populacionais que historicamente ficaram de fora das universidades.
A primeira lei, a 3.708/01, foi implantada no Rio de Janeiro, e assegurou 40% das vagas aos estudantes afrodescendentes em escolas de ensino superior do Estado. Hoje, são cerca de 110 mil cotistas negros em 32 universidades estaduais e 38 universidades federais de todo o país. Para ser beneficiado com o sistema de cotas, o aluno deve se declarar como negro ou pardo e provar com fotos anexadas à matrícula.
Resultado ainda longe do ideal – Luís Fernando Olegar, coordenador do departamento de educação do Movimento da Consciência Negra do Vale do Itapocu (Moconevi) considera o preconceito contra afrodescendentes e o sistema de cotas resultado da falta de informação. “As pessoas não têm acesso à educação de forma igualitária”, explica o diretor, que já trabalhou em duas instituições em bairros de classes sociais bem diferentes.
“Enquanto as crianças de uma escola tinham em casa acesso à internet, TV a cabo, viajavam para outras cidades e conheciam lugares dos quais tinham aprendido na sala de aula, as outras só tinham como o passeio do ano uma ida ao shopping, quando a escola as levava”, conta.
Para o professor, as cotas raciais são um “reparo necessário, um caminho inverso ao mal feito aos negros ao longo da história do Brasil”. O educador entende o argumento de alguns grupos, inclusive da própria comunidade afrodescendente, sobre a importância de cotas para os menos favorecidos economicamente e não somente para os de cor escura. Porém, ele acha imprescindível o benefício para os negros devido ao racismo. “Os negros sofrem preconceito não pela classe social ou pelo currículo. Na hora de uma entrevista para emprego, o fenótipo é o que conta. As pessoas são escolhidas pelo que mostram, pela cor e pelos traços”, defende.
Segundo o educador, quanto maior o nível de formação acadêmica do negro, mais ele sofre racismo. “O peso é maior. Há mais cobrança para os que não tinham vez, principalmente os cotistas”, afirma. “As cotas permitem a ascensão social de um grupo étnico cuja maioria não tem oportunidade de crescer na vida”.
Falta de representatividade – Além do desenvolvimento social dos afrodescendentes, o coordenador considera a visibilidade um fator importante na luta contra o racismo. “Se a criança não vê professores, médicos, empresários, enfim, pessoas bem sucedidas da mesma cor, ela aprende que aquilo é normal e cresce inconscientemente com um sentimento de inferioridade” explica. “Você não se enxerga, não se sente representado”.
Apesar de toda a mobilização dos movimentos que lutam pelos direitos de igualdade dos afrodescendentes, a disseminação de sua cultura e a formação de lideranças, para Luís Fernando, a mudança social foi pequena após uma década de cotas raciais. O professor dá um exemplo da discriminação em exercícios feitos em sala de aula com os alunos: “há dez anos, pedia para as crianças procurarem em revistas pessoas negras. Encontravam poucas. Hoje, fico assustado aos constatar que isso não mudou”, conta. “Mesmo os pretos e pardos serem praticamente metade da população brasileira, a representatividade na mídia ainda é muito pequena”.
Luís Fernando espera que um dia as cotas raciais, e qualquer tipo de cota, não sejam mais necessárias. “O ideal é que deixem de existir e todos vivam em condição de igualdade”, conclui.


Fonte: Correio do Povo

Mulheres negras na luta contra a desigualdade racial e de gênero

Durante uma reunião de alto nível realizada no âmbito da 66º Assembléia Geral da ONU, em 22 de setembro, os líderes mundiais adotaram uma declaração reafirmando seu compromisso com a implementação efetiva da Declaração e do Programa de Ação de Durban, como uma plataforma completa e sólida para combater o racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância.
No continente americano existem cerca de 200 milhões de pessoas que se reconhecem como afrodescendentes. Outros milhões vivem nas demais partes do mundo, fora da África. A Declaração de Durban, que celebra seu décimo aniversário em 2011, reconhece a população negra como vítima da discriminação racial, cuja origen se remete ao comércio de escravos. Estes dez anos de vigência proporcionam uma boa oportunidade para renovar o compromisso das Nações Unidas e da sociedade em geral na luta contra o racismo e a discriminação racial. A Declaração que reafirma o compromisso, assinada na 66º Assembléia Geral da ONU, é um evento que encerra o Ano Internacional dos Afrodescendentes e serve para lembrar das vítimas que foram identificadas na Declaração, além de dar um novo impulso à luta e a prevenção da discriminação racial em todas as suas manifestações.

Mudanças na sociedade global

O Brasil é o segundo país no mundo com a maior população negra – 95 milhões de afrodescendentes – o que não impede a existencia de sinais alarmantes de racismo e sexismo. Assim como em outros locais, as mulheres negras continuam a enfrentar obstáculos para alcançar representatividade em órgãos públicos e privados. Por exemplo, a presença de mulheres negras em cargos de direção nas empresas é muito pequena: apenas 0,5% estão no executivo, 2% na gerência, 5% na supervisão e 9% nas áreas funcionais, de acordo com o estudo do Instituto Ethos 2010.
Ao longo destes 10 anos, a ONU Mulheres apoiaou a organização política das mulheres negras. Um exemplo é o Grupo de Mulheres Negras Brasileiras, formado após a Conferência de Durban em 2001. Lúcia Xavier, uma das ativistas brasileiras participantes da Conferência, chama a atenção para a relação perversa que liga o racismo ao sexismo: "Nosso desafio como movimento de mulheres negras pode ser considerado pequeno em relação à luta que enfrentamos diariamente contra o racismo, o sexismo e a exclusão social. Temos direito a uma vida plena, desfrutar de uma democracia inclusiva e direitos sociais. A sociedade tem que mudar".

Empoderamento das mulheres negras
A ONU Mulheres vem investindo desde 2006 no empoderamento de mulheres negras através de um programa para incorporar as dimensões de gênero, raça e etnia em programas de combate à pobreza na Bolívia, Brasil, Guatemala e Paraguai, financiado pela AECID (Agência Espanhola de Cooperação Internacional e Desenvolvimento). A iniciativa visa incluir as perspectivas de gênero, raça e etnia nas ações governamentais e não governamentais para a redução da pobreza e da discriminação, da produção de dados desagregados sobre gênero e raça e incidência política das mulheres.
De acordo com Dorotea Wilson, coordenadora geral da Rede de Mulheres Afro-Latinoamericanas, Afro-Caribenhas e da Diáspora, “através dos fóruns de preparação para a Conferência de Durban, fomos capazes de nos unirmos com outras redes mulheres no continente e articular esforços conjuntos”. Na estratégia para combater o racismo, a Rede destaca as parcerias com outros movimentos sociais, a implementação do Programa de Ação de Durban e o aumento da participação da juventude no movimento de mulheres negras. “Estamos conduzindo o processo de articulação para a implementação do Plano de Durban, a inclusão da variável étnicorracial nos censos e a construção da Convenção Interamericana contra a Discriminação Racial e Todas as Formas de Intolerância, na Organização dos Estados Americanos", conclui Dorotea Wilson.


Assista os vídeos relacionados :
Cono Sur: Derechos Económicos para las Mujeres (Parte 1



Brasil - Serie "Trabajo Domestico, Trabajo Decente



Afrocensos Uruguay 







Fonte: UNIFEM

Trabalhadoras domésticas definem estratégias para ratificação da Convenção sobre Trabalho Doméstico da OIT

Entre os dias, 15 e 18 de setembro, 120 trabalhadoras domésticas de todo o Brasil se reuniram no “10º Congresso Nacional das Trabalhadoras Domésticas”, realizado em Recife. De acordo com a presidenta da Fenatrad, Creuza Maria de Oliveira, durante o evento foi possível definir os próximos passos para estimular o governo brasileiro a ratificar a Convenção e Recomendação Internacional sobre Trabalho Doméstico Decente da OIT (Organização Internacional do Trabalho). “Foi possível identificar quais parceiros iremos buscar para cobrar do governo a ratificação e como vamos trazer o movimento de mulheres, as centrais sindicais e os parlamentares para nossa luta”, disse Creuza de Oliveira.
 Creuza considerou que o evento foi mais uma conquista das trabalhadoras domésticas do Brasil e relembrou os avanços da categoria desde a quinta edição do encontro, realizada há 26 anos, também em Pernambuco. “Em 1985, estivemos em Recife e a luta era construir uma proposta sobre os direitos das trabalhadoras para levar aos deputados da Constituinte. Agora voltamos a Recife para discutir a Convenção Internacional sobre o Trabalho Doméstico da OIT, um reconhecimento histórico que saiu recentemente. Avançamos bastante”, comemora Creuza Oliveira.
Nesta décima edição, o evento contou com a participação de líderes das organizações de trabalhadoras domésticas do México, Paraguai, Uruguai e Costa Rica. Entre elas Marcelina Bautista, secretária-geral da Confederação Latino-Americana e do Caribe de Trabalhadoras do Lar. Para Marcelina, os países da região têm um histórico de luta pelos direitos das trabalhadoras, o que foi reforçado com a articulação para aprovação da Convenção da OIT. “A OIT reconhece esta atividade como um trabalho que contribui para a economia dos países. Para nós, é ideal que pelo menos dois países ratifiquem a convenção para que todas as trabalhadoras possam buscar a aplicação dos seus direitos”, destaca Marcelina Bautista.
 Segundo Ana Carolina Querino, coordenadora da área de Direitos Econômicos da ONU Mulheres, a realização seguida da aprovação da Convenção da OIT mostra o crescimento das organizações de trabalhadoras domésticas. “A Fenatrad já tem reconhecimento internacional que é comprovado por relatórios da OIT e também da ONU Mulheres. O Congresso vem para fortalecer a Federação para discussões sobre a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do trabalho doméstico e ratificação da Convenção”, aponta Ana Carolina Querino.
 
Trabalho doméstico no BrasilDe acordo com estimativas recentes da OIT com base em estudos ou pesquisas nacionais de 117 países, o número de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no mundo é de pelo menos 53 milhões de pessoas. Mas especialistas acreditam que, como esse trabalho é feito de forma oculta e sem registros, o total pode chegar a 100 milhões de pessoas. Nos países em desenvolvimento, representam entre 4% e 12% do trabalho assalariado. Cerca de 83% são mulheres e meninas, e muitas delas são migrantes.
 No Brasil, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que 17% da população feminina economicamente ativa atua no trabalho doméstico. São 7,2 milhões de trabalhadores. A profissão é composta majoritariamente por mulheres negras, 61,6% deste total. Os poucos direitos reconhecidos em lei ainda são desrespeitados pela maioria dos empregadores, a exemplo do registro em  carteira assinada e do recolhimento da contribuição previdenciária. Entre suas bandeiras, a categoria busca a equiparação de direitos com as demais profissões, por meio da exclusão do artigo 8º da Constituição Federal que restringe os direitos aos trabalhadores domésticos, e o reconhecimento social do trabalho doméstico.
 O “10º Congresso Nacional das Trabalhadoras Domésticas” teve o  apoio da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres), Secretaria da Mulher do Estado de Pernambuco, AMNB (Articulação das Mulheres Negras Brasileiras), Ministério Público de Pernambuco, CFEMEA (Centro Feminista de Estudos e Assessoria), CUT (Central Única dos Trabalhadores), FASE  - Solidariedade e Educação, SOS Corpo, Observatório Negro, CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço), Faculdade Frassinetti do Recife e Marcondes Sávio Advocacia.

Fonte:UNIFEM

Saúde integral das mulheres negras em discussão no XI Encontro Nacional da Rede que elegerá a nova secretaria executiva

A implementação da política nacional de atenção integral à saúde das mulheres, com ênfase na saúde das mulheres negras, e a retomada da agenda dos direitos sexuais e reprodutivos para que se constituam debate contínuo e de ampla relevância no país, pautam o Seminário Nacional que será realizado pela Rede Feminista de Saúde nos dias 29 e 30 de setembro em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
 O evento integra a programação do XI Encontro Nacional da Rede e conta com a parceria de Maria Mulher - Organização de Mulheres Negras e o apoio do Ministério da Saúde e do Fundo de População das Nações Unidas - Unfpa. As duas atividades compõem as ações comemorativas aos 20 anos de fundação da Rede Feminista de Saúde ocorrida em Itapecerica da Serra, São Paulo, por ocasião do Seminário Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos.
 Estão sendo aguardadas cerca de 100 participantes oriundas de diferentes regiões do país. A Rede Feminista trará a Porto Alegre nomes expressivos do movimento de mulheres e feminista e das áreas governamentais da saúde da mulher e direitos humanos do Brasil.
 Durante o XI Encontro Nacional será realizada, com a presença de filiadas, no dia 1 de outubro, a Assembléia Geral Ordinária quando serão deliberadas as diretrizes e prioridades políticas da RFS e eleitas suas instâncias diretivas. Esta assembléia elegerá e empossará o novo Colegiado da Rede Feminista, composto pelo Conselho Diretor e Secretaria Executiva. Além disso, será renovado o Conselho Fiscal.
 O seminário nacional sobre a saúde das mulheres negras vai levar em conta a diversidade, o recorte de gênero e as necessidades específicas dessa população feminina, considerando os dados socioeconômicos que indicam que a maioria das negras encontra-se abaixo da linha da pobreza e o difícil acesso aos serviços de saúde. O debate deverá aprofundar a discussão sobre o racismo e suas conseqüências perversas sobre a vida e a saúde da mulher negra.
 Um outro aspecto a ser observado será a demanda da subnotificação da variável cor -quesito cor - na maioria dos sistemas de informação da área de saúde, que segundo as filiadas da RFS, é um dos fatores que tem dificultado uma análise mais consistente sobre a saúde da mulher negra no Brasil
Fonte:UNIFEM

SPM realiza a 1ª Oficina do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça

“A construção coletiva por meio do estabelecimento de parecerias, como a que acontece no Programa Pró-Equidade, nos mostra que é possível elaborar políticas públicas exequíveis para diminuir as desigualdades de gênero e raça no mundo do trabalho”, disse a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes, durante a 1ª Oficina Técnico-Pedagógica da 4ª Edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, nesta segunda-feira 26, no Hotel Brasília Imperial, Brasília/DF.
Estiveram presentes a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, e Júnia Puglia, representante da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul. 
O evento que reúniu cerca de 95 pessoas, das organizações participantes da 4ª edição do programa, tem por objetivo socializar e promover a troca de informações, conhecimentos, ideias e  práticas já em execução. A Oficina teve início no dia 26 e se  encerrou dia 27 de setembro.

MUDANÇAS – Na ocasião, a ministra da SPM informou que a mudança mais importante nesta 4ª edição é a incorporação definitiva das questões de raça nas ações do programa.
“As diferenças de salário e a ascensão funcional entre mulheres homens já são grandes, mas apresentam enorme disparidade entre as mulheres brancas e negras. Precisamos implementar a igualdade de gênero e raça no mundo do trabalho entre todas e todos”, afirmou.
Segundo Iriny Lopes, o Pró-Equidade tem hoje um valor simbólico muito grande dentro do governo. “As mulheres que tem espaço no mundo do trabalho em igualdade de condições se sentem empoderadas  para enfrentar a disputa de crescimento em outras  áreas, como a política, a ciência e o enfrentamento a violência doméstica e familiar”, analisou.

MUDANÇAS – De acordo com a ministra Iriny, nenhuma mudança é feita do dia para a noite e os desafios a serem enfrentados ainda são grandes. Das 95 organizações que participam da 4ª edição, 88 são instituições públicas e apenas sete são empresas privadas.
“Os desafios precisam ser admitidos, enfrentados e superados. Temos que expandir o Pró-Equidade para a iniciativa privada, porque é aí onde ocorrem as maiores desigualdades”, ressaltou. A ministra antecipou que a meta é aumentar para 400 o número de instituições participantes do programa nos próximos quatro anos.

MOMENTO ESPECIAL – A representante da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia, destacou o momento especial vivido no mundo sobre a reflexão do tema “mulher, gênero, desigualdade e raça”.
Ela citou que na semana passada o Banco Mundial assumiu uma clara posição pública e emitiu um alerta à comunidade internacional sobre a relevância do investimento nas mulheres para o bem do futuro da humanidade.
Segundo Júnia, o entendimento do Banco Mundial é “se não houver uma inclusão definitiva das mulheres como agentes do desenvolvimento, não haverá desenvolvimento, e também não haverá a superação da situação da crise que ronda o mundo nos últimos tempos”.

IGUALDADE – Em sua fala, a ministra da Seppir, Luiza Bairos, afirmou que a igualdade é valor essencial para o fortalecimento da  democracia. Para a Seppir é muito importante a 4ª Edição do Pró-Equidade assumir a dimensão racial como fundamental para qualquer iniciativa de se promover a igualdade entre homens e mulheres. 
Segundo Luiza, o racismo e o sexismo são as duas ideologias dominantes que produzem as maiores desigualdades na sociedade brasileira. “Pequenas decisões tomadas cotidianamente têm a capacidade de impactar e mudar a de vida de milhões de pessoas. Estamos imbuídos de que temos a história em nossas mãos e vamos juntos e juntas fazer dela algo de muito bom e positivo para as cidadãs e os cidadãos brasileiros”, finalizou.

PRÓ-EQUIDADE – Lançado em 2005, o programa é uma iniciativa do governo federal em parceria com a ONU Mulheres Brasil e Cone Sul e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Seu principal objetivo promover a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres nas organizações e empresas públicas e privadas, por meio do desenvolvimento de novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional.
 
Comunicação Social SPM

Iriny Lopes participa da abertura GT Pró-Equidade de Gênero do Confea/Crea

  De 27 a 30 de setembro, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Santa Catarina (Crea-SC) realizam, no CentroSul, em Florianópolis, a 68ª Semana Oficial da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia (Soeaa). Na tarde desta quinta-feira, 29, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes, participa da abertura do Grupo de Trabalho do Pró-Equidade de Gênero, juntamente, com o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, o presidente do Crea-SC, Raul Zucatto, e a coordenadora do GT Pró-Equidade de Gênero, Maria Luiza Poci.
Nesse evento, haverá destaque para o Grupo de Trabalho do Pró-Equidade de Gênero do Sistema Confea/Crea que promove ações que visam o reconhecimento do trabalho feito no sistema para o desenvolvimento cotidiano de novas percepções de gestão de pessoas e cultura organizacional até alcançarem a equidade entre homens e mulheres no mundo do trabalho, eliminando todas as formas de discriminação.
A palestra “Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça – Oportunidades Iguais, Respeito às diferenças” será proferida pela coordenadora da Área do Trabalho da SPM, Eunice Lea.

PROGRAMA –  O programa está em sua 4ª edição (2011/2012). Atualmente, o programa tem a adesão de 95 empresas do setor público e privado.
Até 2015 (período do PPA 2012/2015), a meta é chegar a 250 entidades que é uma iniciativa do governo federal que, por meio da SPM e do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, reafirma os compromissos de promoção da igualdade entre mulheres e homens inscrita na Constituição Federal de 1988, conta com o apoio da Entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e da Organização Internacional do Trabalho – (OIT - Escritório Brasil). 
 


Comunicação Social SPM

STJ edita reportagem especial sobre racismo

Matéria do Superior Tribunal de Justiça mostra o racismo como crime contra a dignidade
Baixos salários, dificuldade de acesso à educação de qualidade e marginalização. Esses são apenas alguns dos problemas enfrentados por mais da metade da população brasileira, declarada negra, de acordo com dados do IBGE. Mesmo com a redução das desigualdades, o abismo entre brancos e negros continua imenso e, embora considerado crime, o racismo ainda é uma dura realidade.
Sobre este tema, a Coordenadoria de Rádio preparou a reportagem especial , que traz a opinião do presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, além de mostrar depoimentos e o entendimento do Tribunal sobre o racismo.
ftp://ftp.stj.gov.br/radio/arquivos_anteriores/SETEMBRO2011/11-09-23-RF-%20CHICO%20ABREU%20%20-%20RACISMO.mp3

Fonte:SEPPIR

Roda de Conversa Literária





Renascença Clube
Rua Barão de São Francisco, 54, Andaraí


através do Departamento Cultural e Artístico

convida para uma

Roda de Conversa Literária
29 setembro, 5ª feira - 18 horas

sobre o tema

Oralidade agora Se Escreve

com os/as escritores/as:

Cidinha Silva
Conceição Evaristo
Ele Semog
Helena Theodoro
Iris Amâncio (Editora Anadyala)
Lia Vieira
Lúcia Mattos
Sérgio Gramático
Veralinda Menezes



Contamos com sua honrosa presença.

Ediléa Sylvério- diretora artística
edilea_sylverio@yahoo.com.br
Tel: 21-9233-8494

Oito concertos internacionais de Cesária Évora anulados após o fim de sua carreira

Paris - Oito concertos da grande estrela da música cabo-verdiana Cesária Évora, programados em cinco países europeus,  foram anulados depois da sua decisão de pôr fim à sua carreira, soube hoje (segunda-feira) a PANA em Paris junto da sua casa editora.
 Segundo Lusáfrica, três concertos programados na Roménia em Outubro, dois outros previstos para Outubro e Novembro próximos em França e um outro programado em Novembro próximo na Suíça foram anulados.
 A casa de edição de Cesaria Évora indicou, por outro lado, que um concerto previsto em Novembro no Reino Unido e um outro programado em Setembro corrente na Arménia foram definitivamente anulados.
 Cesária Évora, celebrou este ano, o seu 70º aniversário, a 27 de Agosto de 2011, chegou muito doente, há alguns dias, a Paris (capital francesa) depois de ter sofrido, em Maio 2010, uma operação no coração, na mesma cidade.
 Enfraquecida pelos seus problemas de saúde, ela decidiu pôr fim à sua carreira musical.

Fonte:ANGOP

Peso desproporcional de VIH/Sida obstaculiza participação na resolução de conflitos

- O peso desproporcional de VIH/Sida sobre as mulheres, localizadas em vários países, sobretudo africanos,  tem criado um obstáculo sério à sua participação nos esforços da resolução de conflitos, bem como da reconstrução dos seus países.
Angop
Coordenadora do programa de VIH/Sida da SADC, Brigadeira-General Lulu Siwisa
Luanda
 De acordo com a coordenadora do programa de VIH/Sida da SADC, Brigadeira-General Lulu Siwisa, que interveio terça-feira no II  Workshop do Sub -Comité Técnico Militar para o VIH/Sida, em Luanda, as mulheres e crianças continuam a ser as mais vulneráveis no contexto desta doença, particularmente em situações de conflitos e pós conflitos.
 “Elas são frequentemente colocadas em situações de combatentes   e vitimas de exploração sexual”, lamentou a oficial das Forças Armadas da Republica de Africa do Sul.
 A pandemia afecta o potencial das mulheres, em particular na prevenção de conflitos e assentamento populacional.
 O conjunto de resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o papel das mulheres na construção da paz, conhecida como “UNCR 1325”, prevê a participação desta camada da sociedade em todos os níveis de decisão.
 Estes criaram de igual modo uma fundação sólida para as mulheres, nesta vertente.
 Lulu Siwisa augura com esta resolução um maior motivo de todas as partes relacionadas ao reforço dos sistemas nacionais de saúde, assim como das redes sociais que apoiam as mulheres infectadas nas situações de conflitos e pós conflitos.
 Realçando o potencial das mulheres na produção de alimentos e outros trabalhos de relevância a nível internacional, frisou que estas devem ser protegidas, de forma especial, para que cada vez mais trabalhem em prol das nações.


Fonte:ANGOP

POEMA

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

                           Luís de Camões