quinta-feira, 11 de junho de 2026

Revelando você ! O novo modelo de sociedade.

 Por Mônica  Aguiar 

Na sociedade contemporânea, as mulheres enfrentam uma série de desafios que demandam uma combinação única de habilidades para não apenas sobreviver, mas também prosperar.

A mulher para sobreviver e conquistar as coisas nesta sociedade estão sendo astutas, políticas, bravas, exigentes, dinâmicas e legalistas.

Tais mudanças de comportamento e pensamentos impulsionam refletir e criar novas estratégias para romper com os novos desafios impostos as mulheres.

Ao enfrentar os novos desafios com as cabeças erguidas, mesmo convivendo com pessoas que lutam para manter nas estruturas da sociedade as desigualdades histórica e de gênero, tem realizado transformações significativas para garantia de seus direitos.  

São com essas qualidades que as mulheres estão cada vez mais conquistando espaço e voz em diversos setores da sociedade, desafiando estereótipos e abrindo caminho para as futuras gerações.

Nada será igual em um breve espaço de tempo. Estamos testemunhando um momento de transformação significativo na sociedade, onde cada vez mais mulheres reivindicam à liberdade e autonomia.

As mulheres tem novo perfil e concepção de família. Ter filhos e constituir uma família tradicional não mais uma única opção. Muito pelo contrário a sociedade tem se moldado à medida que as cabeças destas jovens mulheres têm realizado mudanças significativas até nas relações de trabalho.

  •   Astuta: Capacidade de antecipar cenários e agir estrategicamente frente aos obstáculos.
  •   Política: Habilidade para construir alianças, negociar e transitar por espaços de decisão.
  •    Brava: Firmeza necessária para estabelecer limites claros e não aceitar submissão.
  •   Exigente: Busca por excelência e recusa em aceitar menos do que o devido.
  •   Dinâmica: Agilidade para se adaptar a múltiplas jornadas e mudanças rápidas.
  •   Legalista: Uso das leis e regras formais como escudo e garantia de direitos.

As mulheres tem desempenhado um papel crucial na quebra de estereótipos e preconceitos, moldando novos padrões de vida mais igualitários e justos. O novo arranjo familiar e de relações humanas tem promovido o apagamento de padrões eurocentristas.

As mulheres estão desafiam com naturalidade os antigos conceitos de perfeição e beleza que por muito tempo as restringiram.

 A diversidade de arranjos familiares hoje é expressiva, incluindo famílias monoparentais, casais sem filhos por opção, e famílias formadas por casais do mesmo sexo, entre outros.

 As mulheres estão desafiando normas tradicionais e lutando por igualdade de oportunidades em campos como o trabalho, a política e principalmente na vida pessoal.

Essa exigência por liberdade e autonomia sobre a vida não é apenas um desejo individual, se tornou um esforço coletivo.

É um caminho que, embora ainda enfrente vários desafios, fica repleto de conquistas e inspirações diárias que nos aproximam de uma sociedade respeitosa intolerante as práticas racistas , homofóbicas, preconceituosas e discriminatórias.

É preciso descobrir a nova sociedade. Perceber o que de fato estar acontecendo. Fazer uma leitura diferenciada e com respeito a transformação que as mulheres tem promovido. Perceber e entender como rejeitem os papéis tradicionais e estereótipos que foram atribuídos a suas mães e antepassadas.

Ao desafiar essas expectativas, as mulheres estão se libertando das amarras da subserviência e afirmar seu próprio poder e dignidade. A visão bela, recada e do lar. Anjos, querubins ou princesas, só servem para limitar sua autonomia e liberdade.

Essa mudança de atitude estão sendo cruciais para promover , digamos, a igualdade de gênero, permitindo que todas as mulheres vivam de acordo com suas próprias escolhas e não as que lhes são impostas por uma sociedade desigual.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

O mito da mulher empoderada

 Pôr Mônica Aguiar 

Para utilizar o termo mulher empoderada no Brasil é preciso analisar várias questões que influenciam diretamente a vida das mulheres pobres:- fatores políticos, sociais, de classes e eurocentristas que permeiam a nossa sociedade.  Vai muito além da simples ideia de força feminina.

Eu tenho a sensação que hoje o termo mulheres empoderadas cria formas de romantização dos problemas que surgem por desgastes sérios que prejudicam a saúde mental e física das mulheres. Além de ignorar a mulher em sua totalidade como ser humano.

A utilização do termo como está sendo utilizado hoje, rejeita todas as vulnerabilidades sócio raciais e traça um perfil de mulher autossuficiente, uma máquina não programada que tem plena condições de exerce várias funções.

Esta usurpação do termo da mulher empoderadas também tem se associado ao ato de parir, se tornar mãe. Se da conta de ter um filho, da conta de muitas coisas. Se tem vários filhos demonstra ser fortaleza capaz de enfrentar sozinha quaisquer obstáculos independentes de quais são.

O novo conceito do empoderamento traça uma ideia de perfeição e autossuficiência, capaz de suportar as sobrecargas de múltiplas jornadas sem precisar de apoio estrutural e reparação.

Os problemas que surgem das relações familiares passam ser diretamente das mulheres e não dos homens. Retira a responsabilidade dos determinantes sociais que a mulher está diretamente exposta, moldando com superficialidade o grau das vulnerabilidades.

Nas relações humanas o falso altruísmo passa ser determinante para todas as mulheres, pois constroem no imaginário da sociedade a sensação de autonomia sobre o próprio corpo e de decisões:- planejamento familiar, acesso a métodos contraceptivos, direito à maternidade, liberdade de escolha educacional, profissional e até salarial.

Em 2026, afirmam que as mulheres são empoderadas, ao mesmo tempo atribui a elas a responsabilidade pelas consequências negativas nas esferas política, social e econômica. Isto deve ser visto como uma simplificação problemática da verdadeira realidade que as mulheres estão subjugadas.

O termo "empoderamento" tem ganhado destaque e está sendo frequentemente utilizado em contextos corporativos e midiáticos, se tornando cada dia mais popularizado até dentro de religiões conservadoras e organizações da extrema direita que não aceitam políticas de gênero e a existência do feminismo. O termo tornou-se um clichê corporativo e midiático, favorável ao sistema patriarcal e racista.

O esvaziamento do seu significado original e o fato de usá-lo superficialmente, perpetuam estruturas patriarcais e racistas, ao invés de desafiá-las.

Afirmar em pleno 2026 que as mulheres são empoderadas é repassar a responsabilidade pelas sequelas das relações política, social, econômica e racial de forma simplificada para quem ocupam praticamente as bases da pirâmide social. Com isto, ignoram com naturalidade a complexidade de várias questões existentes da sociedade atual. Exemplo a nova dinâmica de composição familiar.

A utilização do termo empoderamento feminino hoje é uma estratégia de um grupo político para garantir a manipulação ordenada de quem não tem condições econômicas social e educacional.

 

 


MAIS LIDAS