terça-feira, 2 de outubro de 2012

Projeto Sarau – África brasileira


Legado deixado no Brasil pelos africanos é celebrado no Projeto Sarau
Música, dança folclórica, documentário, comidas típicas e moda são as atrações do África brasileira, evento que celebra a diversidade cultural, o colorido e a alegria deixados em nosso país pelos africanos, que acontece no Museu Nacional da República, na noite de 5 de outubro (sexta-feira), sob a coordenação de Antonio Carlos Maranhão.
Realizado pela Casa da Cultura da América Latina e Decanato de Extensão da UnB, em parceria com o Museu Nacional, o Projeto Sarau tem o objetivo de promover a integração das artes dando prioridade aos trabalhos produzidos pelos artistas do Distrito Federal. O evento, que possui temáticas diversificadas, já levou aos dois auditórios do museu uma média de 1.000 espectadores, desde seu lançamento em abril de 2011.
Desta vez, o público vai contar, na área externa, com a barraquinha de acarajé de Ana Akini e exposição de doces, vinhos, quadros e artesanato produzidos pela comunidade do Quilombo Mesquita, povoado localizado a 8km de Cidade Ocidental, onde 300 famílias remanescentes dos quilombolas cultivam marmelo, goiaba, laranja, cana de açúcar e mandioca; mantêm uma pequena indústria artesanal de marmelada e goiabada e produzem caixinhas, biscoitos e tapetes, que são comercializados em feiras da região.
Outra atração que vem do Mesquita é o grupo de Catira (ou cateretê) dança do folclore brasileiro cujo ritmo musical é marcado pela batida dos pés e mãos dos dançarinos. Com influências indígenas, africanas e européias, tem coreografia executada na maioria das vezes por homens e pode ser formada por seis a dez componentes e mais uma dupla de violeiros, que tocam e cantam a moda. Típica do interior do Brasil, é executada, principalmente, no norte do Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Integrantes da União dos Estudantes Africanos de Brasília vão apresentar duas danças tradicionais: a puíta, de São Tomé e Príncipe e a Funana, de Cabo Verde. O coreógrafo e bailarino, Júlio César Pereira, da Companhia Experimental de Dança Negra Contemporânea Mário Gusmão, exibirá um recorte do espetáculo Bata-Kotô, que fala do massacre de quatro estudantes no bairro de Soweto, na África do Sul, em 16 de junho de 1976.

No auditório será exibido o vídeo-instalação Liga da língua (2003, 19 minutos), de Renato Barbieri e Fabiano Maciel, que mostra o poder da linguagem como forma de preservar a identidade cultural de uma nação. O trabalho apresenta oito países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé/Príncipe e Timor Lleste) localizados em quatro continentes falando, cantando e refletindo o que têm em comum: a língua portuguesa.

A cantora brasiliense, Cris Pereira, ex-integrante do grupo Batucada de Bamba, fecha a noite com sua voz temperada de suavidade e um repertório musical com raízes fincadas no samba. Um desfile de Capulanas, espécie de saia usada pelas mulheres em países africanos de origem portuguesa, mas, que pode ser utilizada para cobrir o tronco e a cabeça, produzido por Santinha Moda Afro, com apoio das Embaixadas de Angola e Moçambique, completa o evento.

Serviço
Projeto Sarau – África brasileira
Dia 5 de outubro de 2012 (sexta-feira)
Local: Auditório 1, do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios)
Hora: 19h30
Telefones: (61) 3321-5811 / (61) 3324-0774 / (61) 3324-7118

ENTRADA FRANCA

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