quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Conferência Mundial sobre Saúde reúne chefes de Estado de mais de 80 países

De 19 a 21 de outubro, o Brasil é sede da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, que reunirá chefes de Estado e representantes de mais de 80 países no Rio de Janeiro, para debater implicações das desigualdades sociais na saúde.
Promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o encontro reúne autoridades políticas, pesquisadores e representantes de movimentos sociais de mais de 80 países para traçar estratégias e definir metas visando à redução das iniquidades em saúde em escala local e global.
Participam da abertura o ministro da Saúde Alexandre Padilha e as ministras da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes,  de Desenvolvimento Social do Brasil, Tereza Campello,  além do coordenador do Centro de Relações Internacionais da Fiocruz, Paulo Buss, entre outras referências internacionais do setor.
A conferência vai discutir a ação intersetorial e internacional sobre os DSS, o papel do setor saúde na promoção da equidade, a medição e monitoramento das iniquidades em saúde e análise do impacto das intervenções sobre os DSS e a participação social nas políticas relacionadas ao DSS.

ESTRATÉGIA – A diretora geral da OMS, Margaret Chan, destaca a importância de promover uma estratégia global para a ação sobre os determinantes sociais da saúde e o enfrentamento das iniquidades a eles associadas.
“As doenças crônicas não transmissíveis, que hoje constituem um desafio global à saúde, estão diretamente relacionadas aos determinantes sociais da saúde; à forma como as pessoas vivem; a seus hábitos e comportamentos. Este é um desafio que não diz respeito somente a Ministros da Saúde; é uma responsabilidade que recai sobre todos os governos, em seus níveis mais altos, e sobre toda a sociedade”, convoca a diretora geral da OMS.

COMPROMISSOS – Ao final da conferência, a Declaração do Rio oficializará o compromisso político dos países signatários na redução das desigualdades no acesso a serviços de saúde e na promoção de melhores condições de vida, para toda a população e em especial para grupos em situação de vulnerabilidade. 
Na prática, os países se comprometerão a intervir sobre as desigualdades sociais que limitam o acesso de populações a condições essenciais à vida, como habitação, alimentação e água. 
 
 
Fonte: SPM

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