segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

TRABALHO, RENDA E ESCOLARIDADE

 por Monica Aguiar


Com a implementações dos programas e  políticas sociais hoje agregados ao reconhecimento das especificidades, o Brasil tem em várias regiões principalmente nas mais pobres  conseguido a tão sonhada redução da miséria, da pobreza e do desemprego.
De acordo com o Ipea e do IBGE (Estado, 12/10) entre agosto de 2004 e agosto último a taxa de desemprego dos 20% mais pobres da população (renda per capita domiciliar abaixo de R$ 203,3 mensais) aumentou de 20,7% para 26,27%. No mesmo período, a desocupação dos 20% de renda maior (acima de R$ 812,3 mensais) caiu de 4,04% para 1,4% - ou seja, caiu 67,9%. E as causas são claras, segundo Márcio Pochmann, do Ipea: dificuldades relacionadas com baixa escolaridade, num momento em que "a competição é por trabalhadores qualificados".

Porém o quadro de relação trabalho e escola é alarmante e continua longe da promoção das chamadas reparações . Dos 41,8%  desempregados mais pobres, frequentaram  11 anos ou mais de escola, enquanto 86,1% dos ricos têm esse nível mais alto de escolaridade.

A situação se torna mais grave quando analisamos os grupos etnicos raciais, dos 76,7% dos desempregados, os  mais pobres são negros.

Tudo faz parte do mesmo quadro: nos últimos seis anos o número total de desempregados nas regiões metropolitanas caiu de 2,42 milhões para 1,6 milhão, mas o número de desempregados de baixa renda aumentou de 652,1 mil para 667,7 mil. Os 20% mais pobres são 41,72% dos desempregados nas seis regiões, enquanto os 20% mais ricos somam apenas 5,19%.

E o quadro fica bem preocupante quando observam se as faixas de idade. A taxa de crescimento de empregos formais no País foi de 4,5% no ano passado; mas entre jovens de 18 a 24 anos foi de apenas 2,6%; e na faixa de 16 a 17 anos, somente 1,5% (Folha de S.Paulo, 6/8). Tudo isso agrava o quadro que mostra (Estado, 12/8) uma taxa de desemprego de 17% entre jovens, embora haja outras fontes que cheguem a indicar mais de 50% na faixa dos 15 aos 24 anos.

Com relação as mulheres ouve um avanço significativo no mercado de trabalho, mais não é a realidade das mulheres negras. Em percentual menor no mercado de trabalho com qualificação técnica ou acadêmica,  ainda chegam a ocupar cargos de pequenas relevâncias. A ampla maioria das mulheres negras,  que não possui qualifcação e tem  baixa escolaridade ocupam função servil.   Depedendo da acupação exercida chegam a ganhar até 50% menos que demais grupos etnicos.

É inevitável a lembrança das estatísticas do IBGE sobre a violência no País, apontando que jovens de 15 a 24 anos respondem por um quarto das mortes anuais no Brasil (27 mil de 106 mil) por "causas eternas" (homicídios, suicídios, acidentes do trabalho). E os homicídios respondem por 67,5% desse total. São muitos os especialistas que têm relacionado o desemprego nessa faixa com a violência. Se o jovem for negro - seu risco de morte violenta é 130% mais alto. Em 2009, 32,8% dos jovens entre 18 e 24 anos abandonaram os estudos antes de completada a terceira série do ensino médio. O Desempenho não é homogêneo entre as raças.

Os jovens negros em todos os  anos da série e para todos os segmentos, níveis de desempenho inferiores aos jovens brancos.

A falta de qualificação, falta de investimento do poder público estadual em escola pública com qualidade e com profissionais capacitados, eleva consideravelmente o desemprego nos setores de menor renda.

Mas o quadro permanece difícil mesmo quando as crianças da classe baixa , conseguem chegar à escola. As taxas de evasão são muito altas, até na universidade, pois é bem grande o número de jovens que são arrimo de famílias. E o número de mulheres negras que são chefes de familia com a percapita muito baixa é alto.

As diferenças de anos de estudos existente entre a população negra e a branca, reflete hoje na falta de profissionais qualificados para a demanda do mercado de trabalho técnico.

As reparações dos danos causados pela escravidão  não é ultopia de um grupo político ou das organizações sociais, é sim a política mais urgente para um pais que caminha para o crescimento com interferência na econômia mundial.

Parteiras tradicionais do Ambriz concluem formação


Quarenta parteiras tradicionais do município do Ambriz, província do Bengo, concluíram hoje, sexta-feira, com êxito na sede municipal uma formação técnico profissional, iniciada no dia 15 de Fevereiro deste ano.
 Durante a acção formativa, as parteiras tradicionais receberam conhecimentos sobre saúde pública, higiene, saneamento básico e actualizaram conhecimentos sobre a assistência materno-infantil, de forma a realizarem partos normais nas zonas rurais.
 Para melhorar o seu desempenho, as parteiras tradicionais receberam kits de trabalho e fogões a petróleo.
 Na sua mensagem, as parteiras agradeceram pela formação que lhes foi proporcionada, augurando que a mesma se reflicta na redução da taxa de mortalidade materno-infantil daquela circunscrição.
 Em declarações à Angop, a directora provincial da Família e Promoção da Mulher, Joana Pinto, disse que a formação das parteiras tradicionais é tão relevante porquanto lhes permite cooperar com o Governo no melhoramento da assistência materno-infantil aos habitantes da região, sobretudo lá onde não existem os referidos serviços.
 
De acordo com a responsável, pretende-se realizar na primeira quinzena de Março uma segunda acção formativa que abrangerá as parteiras do interior do município do Ambriz.
 
O curso de superação para parteiras tradicionais foi promovido pela Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher.
 
 
 

SP- SEMINÁRIO MULHERES NOS ESPAÇOS DE PODER


Programação do mês da Mulher e o 7ªCurso de PLP de SBCampo.
É um Seminário sobre As Mulheres nos Espaços de Poder e será na terça, 01/março
as 18 hs no CRI Av. Redenção 271.
Durante todo o mês de março inúmeras atividades iniciando com esta
série de 4 Seminários(dias 01,15,22 e 29) . O objetivo de subsidiar a realização da 3ª
Conferência de Políticas para Mulheres.

No dia 08 de março, as 14:00 hs haverá uma caminhada das mulheres, com a concentração
na Praça da Igreja Santa Filomena, na Rua MArechal Deodoro, indo em direçaõ ao Parque da Juventude.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Nneka - Heartbeat (Live In Philly) HD

V Seminário Internacional MULHER E LITERATURA

O GT “Mulher e Literatura”, da Associação Nacional em Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL) e a Universidade de Brasília, realizarão, com o apoio dos professores e dos alunos do Instituto de Letra – UnB, do Departamento de Teoria Literária e Literaturas e do programa de Pós Graduação em Literatura, em suas respectivas linhas e grupos de pesquisa, o XIV Seminário Nacional/V Seminário Internacional Mulher e Literatura. O principal objetivo do evento é propiciar à comunidade acadêmica, aos profissionais e aos estudantes de Letras e áreas afins a oportunidade de discutir, de forma abrangente e crítica, questões atuais concernentes aos estudos feministas e de gênero e suas articulações com os estudos literários.





Ou

INFORME-SE - Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

O Brasil é um país repleto de desigualdades decorrentes de questões regionais, étnico-raciais, etárias, de gênero e territoriais. O racismo é uma das expressões mais fortes dessas desigualdades, atingindo em torno de 47% da população brasileira. Na saúde, essas desigualdades se refletem nos dados epidemiológicos que evidenciam diminuição da qualidade e da expectativa de vida da população negra, tanto pelas altas taxas de morte materna e infantil como pela violência vivenciada de forma mais intensa por esse grupo populacional.

O propósito dessa Política é de garantir maior grau de eqüidade no que tange à efetivação do direito humano à saúde, em seus aspectos de promoção, prevenção, atenção, tratamento e recuperação de doenças e agravos transmissíveis e não-transmissíveis, incluindo aqueles de maior prevalência nesse segmento populacional.

A construção da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra está fundamentada nas evidências das imensas desigualdades em saúde dessa população e expressa o compromisso de governo com a diminuição das desigualdades. Reafirma também as responsabilidades de cada esfera de gestão do SUS na implementação de suas ações e na articulação com outros setores de governo e da sociedade civil, em especial com os movimentos sociais que representam a população negra.




fonte : Portal Saúde -MS

V Curso de Atualização: “A Teoria e as Questões Políticas da Diáspora Africana nas Américas”

Criola, através do Programa MultiVersidade Criola , um espaço de formação feminista e anti-racista para mulheres negras, o Programa de Estudos e Debates dos Povos Africanos e Afro-americanos (PROAFRO) do Centro de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade do Texas em Austin, através do Centro de Estudos Africanos e Afro-americanos (CAAAS), do Departamento de Estudos da África e da Diáspora Africana, e do Instituto de Estudos Latino Americanos Teresa Lozano Long (LILLAS), torna público a abertura de inscrições para selecionar alunas e alunos para o Curso de Atualização em Estudos da Diáspora Africana, nas datas e sob as condições especificadas no presente edital.

Objetivo do Curso
Oferecer formação acadêmica e intelectual de alto nível a ativistas, estudantes e
intelectuais de todo o país interessados na área de Estudos da Diáspora Africana, a partir das análises críticas produzidas pelo feminismo negro no Brasil em outras comunidades da Diáspora Africana, e em especial nos Estados Unidos. Este Curso de atualização tem como base o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Diáspora Africana da Universidade do Texas em Austin, um dos mais respeitados nos Estados Unidos, e oferecido pelo Centro de Estudos Africanos e Afro-americanos (CAAAS) e pelo Departamento de Antropologia, ambos filiados à Universidade.

 Condição do curso
O Curso é gratuito e as despesas de alimentação, transporte, hospedagem e do material didático- pedagógico são de responsabilidade exclusiva do(a) candidato(a). 
Participação
Poderão se inscrever para a seleção ativistas dos movimentos sociais, negro e de
mulheres negras, bem como estudantes universitárias/os em nível de graduação e pósgraduação.
Condições para a participaçãoa) Domínio da língua inglesa (leitura e compreensão), pois as aulas serão ministradas parcialmente em inglês e a maior parte da bibliografia é em inglês;
b) Disponibilidade de tempo para participação e leitura da bibliografia.

Inscrição e seleção
A ficha de inscrição está disponível on-line no site
As inscrições finalizam no início de março de 2011.

Ministério Público promove curso de promotoras legais populares

O Núcleo de Gênero do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) promove, a partir de 12 de março, a 7ª turma do curso de Promotoras Legais Populares. A iniciativa é uma parceria entre o MPDFT e a Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB).
O objetivo do curso é capacitar mulheres em noções de direito e cidadania, a partir do enfoque nos direitos humanos e na violência contra a mulher. As aulas são gratuitas e acontecem semanalmente, aos sábados, das 9h às 12h15, durante oito meses.
 Os instrutores são representantes da sociedade civil, militantes do movimento de mulheres, estudantes e professores da UnB, além de operadores do direito, entre os quais promotores de Justiça do MPDFT comprometidos com a temática.

As inscrições serão realizadas nos dias 26 e 27 de fevereiro, às 9 horas, no Núcleo de Prática Jurídica da UnB, em Ceilândia (CNN 1, Bloco E, sobreloja).

Reaberta seleção de consultor (a) para mobilização de recursos

Brasília (Brasil) - A ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres seleciona, até 8 de março, consultor (a) especializado (a) em mobilização de recursos para o no escritório sub-regional em Brasília. O (A) profissional selecionado (a) vai acompanhar as atividades relacionadas ao plano estratégico de mobilização de recursos da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul. 

A vaga exige mestrado em Marketing, Comunicação, Relações Públicas, Gerenciamento de Negócios, Ciência Sociais, Administração Pública, Relações Internacionais ou áreas afins. Mínimo sete anos de experiência e responsabilidade progressiva em mobilização de recursos, relações externas de captação de recursos ou marketing nos níveis nacional e internacional e três anos em cargos de gerencia. A oportunidade também requer inglês e português fluentes e boa compreensão de espanhol. Para mais informações, consulte o Termo de Referência.

Os (as) candidatos (as) interessados (as) deverão enviar , até 8 de março de 2011 às 12:59hs, o formulário P11 -  Personal History Form e proposta financeira para unwomenbra.hr@unwomen.org e
unwomenbrazil.hr@unwomen.org, indicando no título da mensagem: "(nome do candidato) - Mobilização de Recursos Officer.

País continua a notificar aumento da susceptibilidade da infecção malárica


Angop
Médica Fernanda Dias, especialista em medicina interna
Médica Fernanda Dias, especialista em medicina interna

Luanda - A médica Fernanda Dias afirmou nesta quinta-feira, em Luanda, que, apesar das medidas sanitárias de controlo da endemia, da vigilância epidemiológica e da melhoria dos indicadores de cobertura sanitária, o país continua a assistir ainda ao aumento da susceptibilidade e gravidade da infecção malárica.
 Fernanda Dias teceu estas considerações quando dissertava sobre as doenças tropicais, que estão a ser abordadas nas jornadas científicas abertas hoje, na Faculdade de Medicina, na capital do país.
 Segundo a especialista em medicina interna, a compreensão das causas de variabilidade individual na resposta à infecção continua a ser um dos maiores desafios ao tratamento e controlo da doença.
 De acordo com ela, actualmente os factores genéricos ligados quer ao hospedeiro, quer ao parasita contribuem significativamente para a variabilidade da resposta individual à infecção da malária.
 “A variante de HBS parece diminuir o risco de infecção pelo parasita da malária, provavelmente porque evita a invasão e crescimento dos parasitas no eritrócito, embora estes mecanismos de protecção não estejam suficientemente claros”, disse.
 Referiu que se deve, em primeiro lugar, identificar as populações parasitárias, analisar as espécies de plasmodium e  fazer estudos exploratórios nas 18 províncias do país.
 Explicou ainda que  apesar das infecções mistas serem muitas vezes subestimadas e poucos estudos terem focado o tema, existem algumas evidências de que eventuais interacções entre diferentes espécies presentes simultaneamente no mesmo hospedeiro, poderão afectar a gravidade da doença.

fonte : Angola Press

Moda angolana carece de indústria para desenvolver-se


Luanda - O promotor da Agência Step Model, Kayaya Júnior, realçou hoje, em Luanda, que a internacionalização da moda angolana passa pela criação de pressupostos de desenvolvimento e de industrialização do sector.
   Em declarações à Angop, a propósito da internacionalização da moda nacional, disse ser necessário reactivar a indústria de confecções do país e formar um conjunto de profissionais ligados à moda por forma a fomentar, sobremaneira a área.
 Segundo o responsável, apesar de se realizarem vários eventos sobre a moda, tais como exposições de roupas a nível internacional, ainda não se atingiu os moldes ambicionados.
 "O trabalho feito por alguns modelos e as apresentações de colecções nacionais além fronteira, não quer dizer que já internacionalizamos, pelo que falta a componente industrial", frisou.
 Argumentou que o Ministério da Indústria, como um dos principais actores neste processo, deve "analisar o trabalho feito pelos agentes individuais", visando uma resposta positiva aos feitos até hoje alcançados.

No Brasil, preconceito sutil é mais forte e perpetua racismo

O preconceito sutil se utiliza de brincadeiras, piadas, e apelidos que parecem “inocentes”
Diferente do preconceito flagrante, a discriminação com brincadeiras e apelidos é difícil de ser denunciada

As manifestações sutis de discriminação racial estão cada vez mais presentes no dia-a-dia da sociedade brasileira. Segundo a psicóloga Sylvia Nunes, que pesquisou sobre o preconceito sutil no Instituto de Psicologia da USP, as pessoas ainda precisam pensar e discutir o tema de forma mais eficaz, a fim de reconhecer o racismo. Como aponta o estudo, a discriminação, da maneira como vem sendo perpetuada, está cada vez mais “escondida”, porém, ainda existente e resistente, tornando a luta contra o preconceito racial mais difícil.
De acordo com o trabalho de Sylvia, já houve épocas em que a forma mais comum de racismo era a explícita, chamada pela autora de “preconceito flagrante”, uma maneira de discriminação que geralmente envolve violência, xingamentos, agressão física e verbal, e é de “fácil percepção” e até de “denúncia”. Enquanto isso, como aponta a psicóloga, o preconceito sutil é corriqueiro, e se utiliza, por exemplo, de brincadeiras, piadas, omissões, ausências e apelidos que parecem “inocentes”.
Buscando entender e detectar esse tipo de manifestação de racismo, Sylvia aplicou um questionário a 235 alunos universitários, no Brasil, e a 71 estudantes, na Espanha. Lá, as perguntas eram relacionadas à discriminação dos ciganos, chamados gitanos, enquanto no caso brasileiro, eram relacionadas a discriminação contra negros e mestiços.
“No questionário existiam frases ou perguntas como ‘“Eu não gostaria que um negro suficientemente qualificado fosse escolhido para meu chefe”, ou então “com que frequencia você sente simpatia pelos negros?”, respectivamente relacionadas ao preconceito flagrante ou sutil. Em algumas questões, por exemplo, as opções de respostas eram “níveis de concordância ou discordância”, como em “discordo muito, discordo em parte, discordo um pouco, concordo um pouco, concordo em parte, concordo muito”. Para chegar às conclusões quantitativas do estudo, foram utilizadas provas estatísticas, baseadas em escalas de preconceito sutil e flagrante, dos teóricos Pettigrew e Meertens, aplicadas às respostas do questionário.
Segundo os resultados dessas provas, há maior facilidade dos espanhóis em declarar o racismo que os brasileiros. A partir das respostas, também foi possível constatar que há maior expressão de preconceito sutil do que flagrante, nos dois países. Outro dado interessante é que os homens se mostraram mais preconceituosos que as mulheres, tanto no Brasil quanto na Espanha.
Entrevistas
Após essa fase da pesquisa, a psicóloga sorteou 19 pessoas dentre as que haviam respondido ao questionário, sendo 15, brasileiras e 4, espanholas. Na opinião da autora, “de todas as etapas, a das entrevistas no Brasil foi a mais enriquecedora. Ao prestar atenção nos discursos, era evidente a sutileza do preconceito, e o quanto as pessoas quase sempre dizem que o racista não é ela própria, e sim o outro”, afirma a autora do trabalho.
Depois de feitas as entrevistas, Sylvia formulou “categorias de análise” para estudar o aspecto qualitativo do estudo. Ao todo, a psicóloga apontou seis categorias, que sistematizam o que foi encontrado e detectado nos discursos, como evidência do preconceito sutil. Por exemplo, na categoria “Brincadeiras racistas”, o estudo revela o quanto a sutileza racista conquista lugar no universo do lúdico, das brincadeiras e apelidos, onde tudo parece não ser tão real ou sério, apesar de serem, quando o tema é preconceito.
Já a categoria “O dedo apontado para o negro” é composta pelas falas daqueles que recorrem ao discurso de que, na verdade, quem é preconceituoso e não aceita a si próprio é o negro, ou seja, fala por meio da qual há a culpabilização da vítima. Segundo Sylvia, há também os discursos que se encaixam na categoria “Pseudoneutralidade”. “Esses são aqueles que se protegem, que se incomodam sim com o tema, mas não encaram, e tentam se dizer neutros, imparciais, como se as situações cotidianas que envolvem preconceito sutil fossem indiferentes”, explica a pesquisadora.
Além disso, a autora afirma o seguinte: “nas entrevistas, também levantei a questão das cotas e de outras ações afirmativas. Agrupei as falas relacionadas ao assunto categorizando-as como ‘Raça e classe’. Neste agrupamento de falas, todos os entrevistados se posicionaram contra as cotas sem mesmo saber realmente o que são e o que representam, como se essas medidas afirmativas fossem os racistas da história”, exemplifica a autora.
O último grupo formulado pela psicóloga chama-se “Admissão do próprio racismo”. Nele, estão contidas as únicas 2 falas nas quais foi assumida a existência do racismo. Segundo Sylvia, é nessa admissão que está a melhor maneira de lutar contra o preconceito sutil. “Quando admitimos e reconhecemos o quanto somos sim racistas, temos mais elementos para decidir, e para refletir sobre nós mesmos. Falar do assunto, mexer com o assunto, expor o tema e perceber o racismo é bom, e nos faz militantes de nós mesmos quando nos deparamos com qualquer situação de descriminação”, conclui a autora.

Reportagem Glenda Almeida, da Agência USP de Notícias, publicada por EcoDebate, 23/02/2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A lista de Lélia Abramo

por Fátima de Oliveira

Lélia Abramo (1910-2004), jornalista de formação, virou atriz profissional tardiamente, aos 47 anos (1958), ao fazer parte do elenco da primeira montagem de “Eles Não Usam Black-tie”, de Gianfrancesco Guarnieri, o que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante. Interpretou Romana, personagem que residia num morro no Rio de Janeiro. Na estreia, foi aplaudida de pé no Teatro de Arena. Lélia Abramo fez 28 peças, 14 filmes (estreou em “Vereda da Salvação”, de Anselmo Duarte, em 1964); e 29 novelas nas TVs Excelsior, Tupi, Record, Globo e Manchete.
Filha dos imigrantes italianos Afra Yole Scarmagnan e Vicenzo Abramo, fazia política como pouca gente ousou fazer: jamais transigia em questões de princípios, postura que prejudicou sua carreira na TV, mas não impediu que deixasse a marca da competência e da beleza no cinema, no teatro e na própria TV. É fundadora do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980.
Perseguição política nunca faltou na vida de Lélia. E desde cedo. “Aos 21 anos, do primeiro emprego, no escritório de uma fábrica, foi demitida por motivos ideológicos. Trabalhando no Sindicato dos Comerciários, foi expulsa (1937) por críticas à política trabalhista do presidente Vargas. No ano seguinte, doente, foi para a Itália, onde foi vítima de erro médico: numa cirurgia para extração do ovário esquerdo, teve extirpado o direito, que era sadio, tornando-a estéril; e um vaso não devidamente suturado causou um choque hemorrágico pós-operatório… Lá ficou 12 anos (1938-1950), período da Segunda Guerra Mundial. De volta ao Brasil, foi jornalista da agência de notícias Ansa”.
No centenário de Lélia Abramo (8.2.2011), referendando o dramaturgo Chico de Assis, digo que “ela tinha o sentimento do mundo” e registro que tive a honra de conhecê-la. Integrante destacada, porém discreta e silenciosa, do governo de Luiza Erundina (1989-1992), tinha o dom de articular apoios no mundo artístico, tanto para a presença em eventos como para declarações nos momentos mais cruéis vividos pela prefeita, que foram muitos e sem tréguas.
Em uma gaveta na Coordenadoria da Mulher da Prefeitura de São Paulo, eu guardava uma lista datilografada com telefones e endereços de atores e atrizes do mundo “global” que poderiam ser acionados a qualquer hora. Duas recomendações eram seguidas à risca: só usar quando absolutamente necessário e que “a lista de Lélia” não poderia ser digitada e nem fotocopiada! Quando telefonávamos para qualquer daqueles nomes, a senha era: “Em nome de Lélia Abramo”… Jamais ouvimos um não! A primeira vez que falei com Toni Ramos, lia uma nota quando, na metade, ele interrompeu: “Está muito boa! Assino. Diga à prefeita que continuo às ordens. Abraços em Lélia!”. A lista foi devolvida à atriz ao fim do governo Luiza Erundina.
Tenho duas recordações nítidas da Lélia atriz: como Bibiana Cambará, na minissérie “O Tempo e o Vento” (1985), epopeia gaúcha, narrativa das sagas das famílias Terra e Cambará, baseada em três livros – “O Continente”, “O Retrato” e “O Arquipélago” – de Érico Veríssimo. Na Rede Globo desde 1964, sua personagem na novela “Pai Herói” (Janete Clair, 1979), Januária Limeira Brandão, avó da bailarina Carina (Elizabeth Savalla), foi morta prematuramente, por perseguição política da “Vênus Platinada”, que a colocou no “olho da rua”. Lélia presidia o Sindicato dos Artistas de São Paulo, cujas lutas – por melhores condições de trabalho e regulamentação da profissão, lei que foi aprovada – foram vigorosas.

Fonte : AFRICAS

Museu afro recebe exposição sobre a feminilidade

  
Museu Afro Brasil inaugura no próximo dia 26 de fevereiro a exposição Antífona de Gal Oppido. São 27 registros de rostos e corpos de intensa feminilidade produzidos como forma de retomar a discussão sobre o papel da mulher da atualidade

Cada uma das fotos apresenta mulheres com personalidades e características diferentes, traduzindo a visão do artista sobre o feminino liberto. “ A mulher que recentemente tem sua sexualidade afirmada igualitariamente perante uma sociedade até então de acento masculino, abrindo um horizonte para a compreensão dos inúmeros vínculos afetivos possíveis entre os humanos”, explica Gal.

Para conceituar este novo trabalho, e o sentido de liberdade que ele impõe, o fotógrafo mergulhou na obra do poeta Cruz e Souza, de onde emprestou o título da exposição. “Ele (Cruz e Souza) de vasta erudição dirige sua crítica para esta sociedade serpenteada pelo racismo, preconceito e discriminação, sem abandonar o seu fazer poético, donde escolhi o poema Antífona, para animar as imagens resultantes deste ensaio”, conclui.

Fotógrafo ensaísta, Marcos Aurélio Oppido é nome marcante quando o assunto é a fotografia aplicada às áreas de artes cênicas, expressão corporal e arquitetura. Expondo desde 1981, seus trabalhos integram acervos do MASP, MAM e MIS.
Formado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP), em 1975, Gal inicia sua carreia aliando a fotografia ao desenho, fortalecendo-se anos depois como fotógrafo independente. Conhecido por seu trabalho extremamente autoral, explora o corpo, a efemeridade do tempo, a simbologia de objetos abandonados e a relação do homem com a matéria.
Abertura: 26 de fevereiro - Hora: 12h
Duração: 26 de fevereiro a 17 de abril

Estacionamento: Portão 3 – Zona Azul /  Entrada: Grátis, Classificação: Livre
Para maiores informações: faleconosco@museuafrobrasil.org.br
Para agendar visitas: agendamento@museuafrobrasil.org.br ou Fone: 55 11 3320-8921
Funcionamento: de terça a domingo, das 10 às 17 horas (permanência até às 18h)

fonte : PRETA - À - PORTER

Anúncio sobre aborto em mulheres negras provoca críticas nos EUA

 

ABSURDOS

 

Entidades consideraram publicidade em Nova York preconceituosa.  Grupo pró-vida afirmou que só queria provocar debate sobre o tema.

Cartaz de grupo antiaborto no SoHo, em Nova York, diz: 'o lugar mais perigoso para um afro-americano é o ventre'. O anúncio, do grupo antiaborto 'Life Always', provocou indignação em grupos pró-minorias, que o consideraram preconceituoso. A entidade afirmou que teve o objetivo de provocar um debate sobre a questão do aborto entre as minorias americanas. O anúncio deve ficar ali durante três semanas. (Foto: James Ambler/Barcroft USA/Getty Images)
Cartaz de grupo antiaborto no SoHo, em Nova York, diz: 'o lugar mais perigoso para um afro-americano é o ventre'. O anúncio, do grupo antiaborto 'Life Always', provocou indignação em grupos pró-minorias, que o consideraram preconceituoso. A entidade afirmou que teve o objetivo de provocar um debate sobre a questão do aborto entre as minorias americanas. O anúncio deve ficar ali durante três semanas.
(Foto: James Ambler/Barcroft USA/Getty Images)

II Seminário sobre Intolerância Relgiosa

Minha fotoO Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso convida para participar do
II Seminário sobre Intolerância Religosa, dia 27 de fevereiro de 2011 (domingo).

  • Nieta Costa, Vice-Presidente do IMUNE MT irá ministrar uma palestra sobre "Diáspora Africana".



Programação

08h - Café da manhã0
9h - Início dos diálogos e palestras
12h - Almoço
14h - Continuação dos diálogos e palestras
17h - Encerramento
Local: Casa de Baba Georg de Ode - CPA III Setor 4 Quadra 13 Casa 01Fone: 9974-7712
Axé!

 

Uma em 4 mulheres relata maus-tratos durante parto

Pesquisa Mulheres brasileiras nos espaços público e privado 2010 Fundação Perseu Abramo - FPA


Agressões vão de exames dolorosos a xingamentos e gritos; secretário diz que situação é intolerável
Uma em cada quatro mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados relatou algum tipo de agressão no parto, perpretada por profissionais de saúde que deveriam acolhê-la e zelar por seu bem-estar.

Pesquisa pioneiraÉ a primeira vez uma pesquisa quantifica em escala nacional a incidência dos maus-tratos contra parturientes, a partir de entrevistas em 25 unidades da Federação e em 176 municípios. Os dados integram o estudo "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado", realizado em agosto de 2010 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc e divulgado agora.

Agressões vão de exames dolorosos a xingamentos e gritos
Recusa em oferecer algum alívio para a dor, xingamentos, realização de exames dolorosos e contraindicados até ironias, gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório quanto a classe social ou cor da pele. Estes são exemplos de tipos de maus-tratos sofridos por mulheres que dão a luz nos hospitais públicos e privados.

Viés discriminatório
O estudo constatou uma situação que Janaina Marques de Aguiar, doutora pela Faculdade de Medicina da USP, já tinha captado em estudos qualitativos. "Quanto mais jovem, mais escura, mais pobre, maior a violência no parto."

Humanização do parto e direito a acompanhante, ainda como desafiosDesde 2004, o Ministério da Saúde tem entre suas prioridades a humanização do parto. Mesmo assim, até hoje não conseguiu nem sequer universalizar o direito das parturientes a um acompanhante de sua confiança, conforme lei de 2005.


VEJA MINUTA DA PESQUISA


  • DISSERAM TER SOFRIDO VIOLÊNCIA NO PARTO

Na rede pública : 27%
Privada : 17%

  • FRASES OUVIDAS DURANTE O PARTO
23% - afirmaram ter ouvido alguma frase humilhante

15% - não chora não que ano que vem você estará aqui de novo

14% - na hora de fazer não chorou . Não chamou a mamãe, por que esta chorando agora ?

6%  - se gritar eu paro o que estou fazendo e não vou te atender 

5% - se gritar vai fazer mal para seu nenem . Seu nenem vai nascer surdo 


     "Aqui em Minas Gerais eu ouço de uma ampla maioria de mulheres negras  entre 40 e 45 anos com filhos entre 06 é 20 anos , relatos que já passaram por vários tipos de violência dentro da unidades de saúde pública. Mulheres que hoje por causa deste tipo de violência se quer procuram os serviços preventivos por medo de sofre novamente ."
Mônica Aguiar

"No Brasil, em cada três assassinatos, dois são de negros"

Em 2008, morreram 103% mais negros que brancos. Dez anos antes, essa diferença já existia, mas era de 20%. Esses números estão no Mapa da Violência 2011, um estudo nacional do pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz."
"Enquanto os assassinatos de brancos vêm caindo, os de negros continuam a subir. De 2005 para 2008, houve uma queda de 22,7% nos homicídios de pessoas brancas; entre os negros, as taxas subiram 12,1%."
"O cenário é ainda pior entre os jovens (15 a 24 anos). Entre os brancos, o número de homicídios caiu de 6.592 para 4.582 entre 2002 e 2008, uma diferença de 30%. Enquanto isso, os assassinatos entre os jovens negros passaram de 11.308 para 12.749 - aumento de 13%."
"Apenas no Paraná morrem mais brancos do que negros, com uma diferença de 34,7%. Na população jovem, o campeão é Alagoas. Em 2008, morreram 1.304 % mais negros que brancos. Na Bahia, onde se concentra a maior população preta e parda do País, a diferença foi de 798,5%.".

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Moda Luanda 2011 junta 45 manequins angolanos


Luanda - Quarenta e cinco manequins, entre os quais 15 homens, participam, neste sábado, em Luanda, na edição 2011 do concurso Moda Luanda, levando à passerelle o melhor da moda nacional.
 Na presente edição, que acontecerá no espaço do Ine Marista, numa tenda de 2 mil metros quadrados, estará em evidência as colecções dos mais conceituados criadores de moda angolana como Tina Souvenir, Avelino Nascimento, Indical Barbosa e Elisabeth Santos, entre outros, ao lado de promessas da moda angolana que vão despontando no panorama nacional, num conjunto de 16 desfiles do melhor da moda made in Angola.
 Sob o tema “Os Oceanos”, os troféus Moda Luanda farão como é já habitual parte deste evento e verão prestigiados os profissionais da televisão, moda e música que mais se destacaram durante o ano de 2010.
 
 O evento, que acontece anualmente, é uma produção da agência Step Models.


Fonte : ANGOP

4ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

Já está disponível para consulta e/ou impressão o Manual Orientador da 4ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O documento contém informações, sugestões e orientações para as diversas etapas que compõem o processo da IV Conferência, incluindo conferências municipais e estaduais, com propostas de atividades e sugestões para a elaboração dos documentos finais.
O Manual mostra também uma linha do tempo sobre a segurança alimentar no Brasil, apresenta o marco legal do Sistema Nacional e aborda os diversos aspectos da 4ª Conferência, como lema, data, local, objetivos, eixos temáticos, prazos e outras informações básicas.
"A IV Conferência está sendo convocada num momento particularmente relevante na já longa mobilização social pelo direito humano à alimentação adequada e saudável e pela soberania e segurança alimentar e nutricional no Brasil", avalia o presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Renato S. Maluf.
"Além dos avanços já obtidos em razão de firme decisão política e intensa participação social, temos o direito à alimentação inscrito na Constituição Federal e um Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional em fase de elaboração", afirma ele, na apresentação do documento.
Para Renato S. Maluf, "é muito importante que esse processo promova a mobilização social, a construção de conhecimento e a proposição de prioridades para a agenda nacional". Para isso, afirma, "é decisivo o envolvimento dos conselhos estaduais e municipais, bem como das três esferas de governo".
O Manual Orientador está disponível na página do Consea na Internet. Para obter a íntegra, clique aqui.

Fonte: Assessoria de Comunicação do CONSEA 


 

Mulher e Participação Política

O curso é dirigido à formação de lideranças femininas para a participação político partidária, contribuindo assim, para corrigir a sub-representação das mulheres no Parlamento e no Poder Executivo brasileiros.
Na área de cursos da Universidade Livre Feminista, que fica em http://www.nota10.org.br , você tem agora mais um curso:

MuPP - Mulher e Participação Política

Este curso é uma iniciativa do Fórum de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos com o apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - Pnud.
O curso é dirigido à formação de lideranças femininas para a participação político partidária, contribuindo assim, para corrigir a sub-representação das mulheres no Parlamento e no Poder Executivo brasileiros.
Você pode participar do curso individualmente, pode também usar seus conteúdos para debates em sua entidade ou movimento, pode organizar pequenos grupos para fazer o curso de forma mais participativa …. enfim, há várias formar de desenvolver o curso.
Seu partido político recebeu o curso para poder usá-lo em programas de formação partidária, mas se ainda não foi possível fazê-lo, então você e suas companheiras de partido podem usar o curso aqui na Universidade Livre Feminista.
ATENÇÃO: o conteúdo e a metodologia deste curso são de responsabilidade da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a Universidade Livre Feminista está somente hospedando e divulgando este curso em sua plataforma de educação e debates, para apoiar a iniciativa e dar acesso a outras mulheres. Não é de responsabilidade da Universidade Livre Feminista a certificação e a tutoria.
Fonte : Obser. Mulher 


OBS: Os cartazes aqui demonstrados, não são objeto de divulgação do curso , mas uma lembrança da pauta já construída por nós . ( Mônica Aguiar )

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Concurso de foto destacará mulheres e ODM

Um concurso de fotografias da ONU vai destacar mulheres que se engajaram nos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio). As melhores imagens sobre figuras femininas que inspiraram mudanças positivas em suas cidades ou comunidades serão destacadas em campanhas de divulgação das metas das Nações Unidas.
ReproduçãoA iniciativa faz parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, também data-limite para envio das fotos. A ideia é chamar a atenção para o terceiro Objetivo do Milênio (Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres), frisar que as mulheres são maioria entre os pobres e, sobretudo, destacar que elas podem fazer a diferença.
A foto pode ser feita em qualquer lugar do mundo. Só é necessário que o retratado seja uma mulher cujas atitudes e ações tenham inspirado progressos em qualquer área dos Objetivos do Milênio. A imagem, com tamanho máximo de 500 kb, deve ser enviada ao e-mail mailto:info@endpoverty2015.org?subject=Photo Competition, junto de uma mensagem com até 500 palavras contando como a mulher fotografada está ajudando a fazer diferença. É necessário, ainda, identificar-se e identificar a pessoa retratada.
Todas as fotos serão publicadas no site da campanha End Poverty 2015 e na página da iniciativa no Facebook.
  A organização do concurso vai selecionar as cinco imagens e histórias mais “motivadoras e inspiradoras”, e destacá-las no site e no Facebook. O material também será usado, com os devidos créditos, em campanhas sobre os Objetivos do Milênio.

 Fonte : PNDU  

Brasil terá sua 1ª usina com palha de cana

Unidade deverá ser inaugurada neste ano, como parte de projeto para disseminar a produção de energia renovável a partir desse material



O Brasil deverá ter, neste ano, sua primeira usina que gera eletricidade regularmente a partir da queima da palha da cana-de-açúcar — material geralmente abandonado na lavoura. A iniciativa faz parte de um programa de US$ 68,5 milhões, que pretende implantar pelo menos mais duas unidades desse tipo até 2015 e disseminar informações para fortalecer o setor.
O objetivo do projeto, que tem apoio do PNUD, é viabilizar o uso da palha da cana como alternativa de geração de energia elétrica em usinas de cana. Estima-se que pelo menos metade das 80 milhões de toneladas do resíduo produzidas atualmente no Brasil pode ser direcionada à eletricidade — volume suficiente para abastecer 13 milhões de residências, segundo o responsável pelo projeto, Suleiman José Hassuani, coordenador de pesquisas no CTC (Centro de Tecnologia Canavieira).
Na colheita da cana, os colmos (caule) é que são processados para produção de açúcar e álcool, e suas sobras viram bagaço. As folhas (verdes ou secas) e o "ponteiro" (a ponta da planta), que formam a palha, ficam no campo. Boa parte do material é eliminada com fogo, o que gera monóxido de carbono e fuligem. Mas as queimadas têm sido proibidas – no estado de São Paulo, por exemplo, o prazo para banir o procedimento varia entre 2014 (nas áreas onde se pode fazer colheita com máquina) e 2017 (onde se faz colheita manual). Por isso, a tendência é aumentar a quantidade de palha no solo.
O resíduo traz alguns benefícios agrícolas — ajuda a evitar erosão, provê nutrientes para o solo e preserva sua umidade —, mas tende a favorecer o desenvolvimento de pragas e o apodrecimento da raiz. Um estudo feito pelo PNUD com o Ministério da Ciência e Tecnologia e o GEF (Fundo para o Meio Ambiente Mundial), divulgado em 2005, concluiu que pelo menos metade do material poderia ser destinado a geração de energia, sem comprometer os benefícios da ação da palha na terra. Com isso, o Brasil elevaria sua produção de energia renovável.
O novo projeto, que também envolve o GEF, o ministério e o CTC, vai agir em duas frentes. Uma, a implantação do sistema em usinas. “O objetivo é que sejam três — uma em 2011, outra em 2013 e a terceira em 2015. E vamos elaborar um modelo de negócios e um estudo técnico para outras sete”, diz Hassuani.
O programa vai desenvolver equipamentos para possibilitar o processamento da palha e adaptará os dispositivos que hoje são usados para gerar energia por meio do bagaço de cana. “O processo não elimina nem substitui o bagaço. É complementar”, destaca Hassuani. A primeira a receber o sistema, ainda neste ano, será a usina Alta Mogiana, em São Joaquim da Barra, na região de Ribeirão Preto (SP).
A outra frente do trabalho, que está recebendo aporte de US$ 7,8 milhões do GEF, consiste na disseminação de conhecimento e tecnologia sobre o assunto. Serão feitos estudos sobre aspectos técnicos, comerciais, regulatórios (necessidade de alterar a legislação para incentivar o aproveitamento da palha, por exemplo) e ambientais (cálculo mais preciso sobre o impacto na redução dos gases de efeito estufa). “Vamos estudar o modelo de negócios, a gestão ambiental e definir os marcos para fazer usinas desse tipo”, diz o coordenador do projeto.

Fonte : PNUD

XIV FÁBRICA DE IDEIAS 2011 - Inscrições Abertas



            CURSO AVANÇADO EM ESTUDOS
                      ÉTNICOS E RACIAIS



TEMA: A QUESTÃO SOCIAL EM PORTUGAL E NOS PAÍSES DE COLONIZAÇÃO PORTUGUESA: PERSPECTIVAS COMPARATIVAS.


Considerando a realização do 11º Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais (XI CONLAB) durante o período compreendido entre 7-11 de agosto de 2011, em Salvador, Bahia/Brasil, o Curso Internacional Fábrica de Ideias será realizado excepcionalmente nesta XIV edição, no decurso de uma semana, entre os dias 1º a 5 de agosto. Em sintonia com o CONLAB, o curso terá como tema: A questão social em Portugal e nos países de colonização portuguesa: perspectivas comparativas
Os interessados em participar deverão preencher o formulário on line disponível no sitehttp://www.fabricadeideias.ufba.br/, no período compreendido entre 22 de fevereiro a 30 de março de 2011. 

O formulário poderá ser preenchido em português, espanhol ou na versão em inglês. Fábrica de Ideias - Curso Internacional Avançado em Estudos Étnicos e Raciais. Inocêncio Galvão,42 - Largo. 2 de Julho - Centro - Salvador - Bahia - Brasil - CEP.: 40060 055
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Fonte : Wilson Lima Aswad
Fojune-Ba
Set.de combate ao Racismo PT/BA
Mov.Negro Palmares
Rede Minka Sul/Ba
PT/UBAITABA

I SEMINÁRIO: NO VENTRE, A CAPOEIRA

A Proposta do Projeto “NO VENTRE, A CAPOEIRA” tem como finalidade potencializar a participação feminina no universo da Capoeira Angola, refletir sobre suaprática e filosofia.
O evento teve seu início em 19 de fevereiro de 2011, estendendo-se no mês de março focalizando a participação da mulher. Seguindo em abril com essas mulheres e demais participantes do AJPP –CECA e toda acomunidade, homenageando Mestre Pastinha.
Encerrando com chave de ouro no dia 09 de abril de 2011.
Os encontros acontecerão sempre das 14:00 às 18:30. Totalizando sete encontros aos sábados, incorporando à proposta, a tradicional homenagem ao Mestre Pastinha no dia 05 de abril (terça feira), aberto ao público em geral.
Encerramento  do Seminário: “NO VENTRE, A CAPOEIRA”, apenas para as participantes das oficinas e convidadas, acontecerá no dia 09 de abril a partir das 14:00.
Contará com apreseça de mulheres de grande relevância no contexto político -sócio cultural da Bahia.
Terão o papel de intervenções nas rodas de prosas, oficinas e performances artísticas.
 
CONTATOS PARA MAIS IMFORMAÇÕES: 
Contatos:
(Nildes )71-  99255830 / 71 -83125830
(Nani) 71- 96355433 / 71-88331469

Sociedade Angolana de Medicina Tropical será proclamada quinta-feira


Luanda - A Sociedade Angolana de Medicina Tropical será proclamada quinta-feira na Faculdade de Medicina, em Luanda, com o objectivo de contribuir na redução das grandes endemias como a malária, o VIH/Sida, a tuberculose, a doença do sono e outras doenças emergentes e re-emergentes as alterações climáticas e ambientais.
 Segundo o membro da associação Josenando Théophile, a SAMTROP será uma instituição com fins exclusivamente científicos com o intuito de promover e incentivar estudos e pesquisas relacionadas com a medicina tropical nos aspectos epidemiológicos, etiológicos, clínicos, físiopatológicos, terapêuticos e preventivos, tendo em conta as condicionantes físicas, ambientais, biológicas e sócio-económicas.
 A associação fomentará medidas de controlo, reuniões, congressos, cursos e simpósios de âmbito nacional e internacional, bem como manter intercâmbio cultural com instituições científicas, nacionais ou estrangeiras.
 É igualmente objectivo da SAMTROP promover viagens de estudos e de aperfeiçoamento para os seus associados, colaborar tecnicamente com os órgãos fiscalizadores da medicina e de farmácia, divulgar conhecimentos técnico-científicos relacionados com a medicina tropical, entre outros interesses.
 A mesma será constituída por quatro categorias de associados: fundadores, efectivos, honorários e beneméritos. Só serão considerados associados fundadores os efectivos presentes à reunião de fundação da SAMTROP e que tiverem assinado a acta da reunião de fundação.
 A comissão instaladora será constituída, de acordo com a fonte, por um coordenador, secretário-geral e cinco vogais.