segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Senado realiza curso sobre equidade de gênero e raça


Iniciou-se nesta segunda-feira (13) no Senado um curso de formação para os integrantes do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça, uma iniciativa do governo federal à qual o Legislativo aderiu no propósito de ampliar a igualdade de oportunidades entre os que trabalham no poder público.
Voltado para o desenvolvimento de novas concepções na gestão de pessoas e numa nova cultura organizacional, o curso começou com uma exposição da cientista política Ana Claudia Pereira. As aulas serão ministradas até outubro, às segundas e sextas-feiras, sempre às 9h, no auditório do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB).
Ana Claudia Pereira falou do forte papel desempenhado pelos homens em nossa sociedade e das vantagens da promoção da igualdade entre gêneros. Ela sublinhou os resultados desse processo na redução da violência e na construção de um mundo mais justo.
A cientista política recomendou a condução de ações afirmativas que desmistifiquem conceitos consolidados através de gerações.
– Hoje você ter um marido ou um namorado é ser valorizada. Ser solteira e independente não é tão bem visto – afirmou a professora.
Além do curso, o Senado pretende concluir, até novembro deste ano, o mapeamento cadastral do seu corpo funcional levando em conta a cor e a raça e realizar cursos à distância sobre gênero e raça. Estão também previstas iniciativas como um levantamento epidemiológico e outro relativo a de doenças ocupacionais.
De fevereiro a julho deste ano, já foram realizadas várias atividades no propósito de aperfeiçoar a igualdade de oportunidades no âmbito do Legislativo, entre as quais campanha para a obtenção de dados funcionais precisos relativos a cor e raça; oficina de enfrentamento contra o racismo; seminários; e disseminação do programa de equidade junto às assembleias legislativas.
Idealizadora da adesão do Senado ao programa do governo federal, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) observa que o mundo todo hoje se preocupa com a equidade entre homens e mulheres, mas que é preciso conhecer o contexto no qual o programa vai ser desenvolvido. "Não adianta ter preocupação se você não conhece a situação”.

Fonte e texto : SENADO

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