A briga pela posse da terra entre índios da etnia Guarani Kaiowá e fazendeiros de Mato Grosso do Sul resultou em mais um episódio de violência na manhã do dia (10). De acordo com informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), cerca de 400 indígenas ocuparam duas fazendas na área do conflito judicial no município de Paranhos, próximo à fronteira com o Paraguai.
De acordo com o coordenador regional do Cimi em Mato Grosso do Sul, Flávio Machado, houve tiros no momento do conflito com os seguranças dos fazendeiros, no entanto, não há notícias de feridos ou mortos.
O confronto ocorreu durante a manhã. À tarde, três carros com homens da Força Nacional foram até o local, fizeram buscas, no entanto, não encontraram o indígena desaparecido. Com a chegada da polícia, muitos indígenas que haviam se dispersado retornaram e se concentraram dentro de uma das propriedade, a Fazenda Eliane, onde pretendem passar a noite.
As lideranças do Cimi querem que o governo federal garanta policiamento constante na área para evitar novos confrontos. "Pela manhã, os indígenas entraram nas fazendas Eliane e Campina. Atualmente, eles estão na Fazenda Eliane e nosso medo é que aconteça um novo conflito, já que os seguranças são muitos e contratados pelo conjunto de fazendeiros da área”, disse Machado.
No ano passado, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu parcialmente os efeitos da homologação ao deferir um mandado de segurança impetrado pelo dono da Fazenda Iporã, uma das 15 fazendas que estão na área homologada de 7.175 hectares.
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