domingo, 31 de julho de 2011

Secretária-geral da Organização das Mulheres de São Tomé felicita OMA

Luanda –  A secretária-geral da Organização das Mulheres de São Tomé e Príncipe, Maria das Neves de Sousa, felicitou hoje, em Luanda, a sua congénere angolana pela actividade promovida em prol dos idosos do Lar da Terceira Idade do  Beiral, no município do Rangel.
 Em declarações à imprensa, durante o encontro de confraternização promovido pela Organização da Mulher Angolana (OMA), Maria das Neves de Sousa sublinhou que conviver com os idosos no âmbito do Dia da Mulher Africana, a celebrar-se no domingo (31), foi lembrar o papel que os mais velhos já desempenharam na sociedade, pelo que actualmente constituem uma biblioteca  viva.
 "Neste momento em que os idosos se encontram nesta fase, fazer esta confraternização com eles testemunha o amor e carinho que se tem pelas pessoas da terceira idade ", realçou.
 Disse que em São Tomé e Príncipe se têm feito também algumas actividades com os idosos, tendo referido que não são inseridas nas efemérides, mas da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia, que ajuda muito os mais velhos no seu país.
 ”É necessário que se veja que são pessoas que já deram o melhor de si para o desenvolvimento do país. Hoje são eles amanha seremos nós. Por isso, é necessário que toda a atenção seja dada", concluiu.

Fonte:ANGOP

sábado, 30 de julho de 2011

Mulheres Africanas

Locks Are Beautiful

Mulheres africanas comemoram domingo o seu dia


Hoje, as mulheres assumem, cada vez mais,
o seu papel, incluindo na governação

Hoje, as mulheres assumem, cada vez mais, o seu papel, incluindo na governaçãoLuanda - Assinala-se domingo, 31 de Julho, o Dia da Mulher Africana, consagrado a  reflexão do papel da

 classe feminina de África na sociedade.
 A data foi instituída a 31 de Julho de 1962, em Dar-Es-Salaam, Tanzânia, por 14 países e oito movimentos de libertação nacional, na Conferência das Mulheres Africanas.
 Atualmente, a data continua a ser lembrada, pois, no continente africano, o panorama da mulher continua trágico, apesar de pouco a pouco começarem a aceder a uma independência
económica  e a cargos de decisão e de poder.
 As mulheres africanas, em muitos países, encontram-se, muitas vezes, em situações de dependência psicológica dos seus maridos ou companheiros, devido à estereótipos ancestrais que só serão passíveis de serem debelados com o passar de mais algumas gerações.
 Nas camadas mais desfavorecidas, as mulheres são duplamente sacrificadas, porque, para além das suas profissões, tem que prover, quase sempre sós, ao cuidado da casa e dos filhos, quando não enfrentam, acrescidamente, muitas vezes em silêncio, a violência doméstica.
 Durante séculos, o papel da mulher africana incidiu sobretudo na sua função de mãe, esposa e dona de casa. Ao homem estava destinado um trabalho remunerado no exterior do núcleo familiar.
 Com a descolonização de África, na segunda metade do século XX, muitas mulheres passaram a exercer atividade laboral, embora auferindo uma remuneração inferior a do homem. Reagindo contra essa discriminação, as mulheres encetaram diversas formas de luta.
 Hoje, as mulheres estão integradas em todos os ramos profissionais, mesmo naqueles que, ainda há bem pouco tempo, apenas eram atribuídos aos homens, nomeadamente a intervenção em operações militares de alto risco.
 É preciso que o homem esqueça os preconceitos, encare a mulher de igual para igual em todas as circunstâncias, quer no interior do seu lar, quer no seu local de trabalho.
 Quando todos assim procedermos, não haverá mais necessidade de um dia dedicado à mulher africana.
 Em Angola, as mulheres são, cada vez mais, chamadas a assumirem o seu papel na sociedade, incluindo na governação ou no seio familiar.

Fonte e foto:  ANGOP

sexta-feira, 29 de julho de 2011

ENCONTRO NACIONAL DOS QUILOMBOLAS



Oficinas de Indicadores Sociais: Ênfase em Relações Raciais (Adaptada à Lei 10.639/03).

O Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais do Instituto de Economia/Universidade Federal do Rio de Janeiro (LAESER; IE/UFRJ) dará seguimento, em 2011, ao curso Oficinas de Indicadores Sociais: Ênfase em Relações Raciais (adaptadas à Lei 10.639/03), tendo como parceiros, em sua execução, o Sindicato dos Professores do Estado do Rio de Janeiro (SINPRO-RJ) e a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC-RJ), com apoio financeiro da UFRJ.As oficinas têm por objetivo a formação inicial e continuada de professores da rede básica de ensino do Estado do Rio de Janeiro e de estudantes de graduação e pós-graduação, para leitura, interpretação, entendimento, análise e aplicação didático-pedagógica de Indicadores Sociais desagregados pela variável cor ou raça. Assim, espera-se contribuir para a construção de ferramentas pedagógicas no espaço escolar que permitam o uso, em sala de aula e demais planos, das informações obtidas. Além das atividades presenciais, as oficinas contam com um sistema de acompanhamento dos participantes através de uma plataforma no portal do LAESER, bem como com a realização de TCC de conclusão de curso, sob a orientação da equipe do LAESER.  

Categoria acadêmica:   Aperfeiçoamento e Extensão
 Obs.1: Objetivando ampliar a oportunidade de acesso e atender às diversas demandas do público-alvo, será oferecida a possibilidade de o/a estudante escolher entre realizar o curso completo, com quatro blocos, perfazendo um total de 183 horas e fazendo jus ao certificado de Aperfeiçoamento; ou frequentar um ou dois blocos, com carga horária de 72 horas e/ou 76 horas, fazendo jus ao certificado de Extensão.
Maiores informações na seção Download (atividades pedagógicas pertinentes ao curso de Aperfeiçoamento e suas subdivisões, nos cursos de extensão).
Local:  Sinpro-Rio  - Rua Pedro Lessa, 35 - 2º andar - Centro - RJ.
Público Alvo Alvo:  Professores da rede pública e privada do Estado do Rio de Janeiro e estudantes de graduação e pós-graduação.

Metodologia:
Proposta pedagógica que busca articular conhecimentos teóricos e práticos em Ciências Humanas e Sociais e Estatística Aplicada.
  • Aulas expositivas e presenciais.
  • Sistema de acompanhamento do aprendizado dos/das  alunos/alunas através da plataforma de um Chat/Forum de debates.
Conteúdo:
  1. Apresentação do curso e Aula Magna
  2. Panorama dos Principais Marcos Teóricos do Estudo das Desigualdades Sociais no Mundo e no Brasil
  3. Introdução Crítica ao Pensamento Social Brasileiro e Estudo das Relações Raciais – Parte I, Tradição Culturalista
  4. Introdução Crítica ao Pensamento Social Brasileiro e Estudo das Relações Raciais – Parte II, Tradição Estruturalista
  5. Ações Afirmativas: Experiências Internacional e Brasileira
  6. Multiculturalismo e as Leis 10.639/03 e 11.645/08
  7. Historia da África e a Lei 10.639/03
  8. Geografia e a Lei 10.639/03 – Oficina Pedagógica
  9. Matemática e a Lei 10.639/03 – Oficina Pedagógica
  10. Literaturas e a Lei 10.639/03 – Oficina Pedagógica
  11. Artes e a Lei 10.639/03 – Oficina Pedagógica
  12. Indicadores Sociais e Econômicos: Conceitos, Aplicações e Limites. Estatísticas Sociais Aplicadas aos Indicadores Educacionais
  13. Matemática e Estatística Aplicada às Ciências Sociais
  14. Fichário das Desigualdades Raciais
  15. Indicadores Sociais e as Desigualdades de Gênero e Cor/Raça no Brasil
  16. Indicadores Sociais em Sala de Aula: Abordagem Interdisciplinar
  17. Orientação TCC
  18. Seminário
  19. Passeio Pedagógico
  20. Seminário de Apresentação dos Trabalhos Finais
  21. Fórum – Discussões
Carga horária: 
Aperfeiçoamento: 183 horas Extensão: 72 e/ou 76 horas
Coordenação:
  • Coordenação Geral: Marcelo Jorge de Paula Paixão
  • Coordenação Pedagógica: Azoilda Loretto
  • Coordenação Executiva: Sandra Regina Ribeiro
Corpo docente:
  • Amauri Mendes: doutorado em Ciências Sociais
  • Ana Lucia Jordão Maurity Sabóia: IBGE/Diretoria de Pesquisa
  • Azoilda Loretto: doutorado em Comunicação e Cultura
  • Bárbara Castilho: mestranda em Estudos Populacionais
  • Carlos Humberto da Silva Filho: graduação em Geografia
  • Fernanda Felisberto: doutorando em Literatura
  • Giovana Xavier: doutoranda em História Social
  • Juarez da Silveira Figueiredo: mestrado em Estudos Populacionais
  • Marcelo Paixão: doutorado em Sociologia
  • Marcio André de Oliveira dos Santos: doutorado em Ciência Política
  • Mônica Valéria Silva: mestrado em História
  • Renato Êmerson: doutorado em Geografia Humana
  • Sandra Ribeiro: graduação em História
  • Ynaê Lopes: doutoranda em História Social

Período de inscrição: 17 de fevereiro a 20 de março de 2011.


Seleção:
A seleção dos/das  alunos/alunas será feita a partir dos seguintes critérios:
  1. Ser professor da rede público e/ou privada .
  2. Ser estudante de graduação e pós-graduação.
  3. Ordem de inscrição.
Valor:  Curso gratuito

 Apoio Financeiro:

 
 
 Apoio:  SEEDUC - RJ 
seeduc-rj
  

 sinpro-rio
 
  Certificado: Será expedido pela UFRJ

Critérios de avaliação:
  • Avaliação no final de cada módulo (em grupo e em sala de aula).
  • Participação no Fórum de debates com produção coletiva (em grupo e em sala de aula).
  • Trabalho: TCC.
Obs: O/a aluno/a deverá ter presença de no mínimo 75% das aulas e participação em  fórum de discussão.


Informações:  extensao.laeser@ie.ufrj.br

INSCRIÇÃO:  http://www.carvano.com.br/laeser/cadastro/index.php 
Obs.1: Para que o/a estudante possa participar do curso categoria      Aperfeiçoamento, é necessário que tenha concluído a educação superior e apresentar cópia do diploma.
Obs.2: Para que o/a estudante possa participar do curso categoria Extensão, é necessário que tenha concluído o ensino médio e esteja na universidade. 
 
 
Dias/horário:  Segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras, das 18h30min até as 21h00min.
 
Período de Aulas:  Março a Julho de 2011.

03 de Agosto Lançamento do livro sobre o Jornal O Movimento por Carlos Azevedo

O escritor Carlos Azevedo lança no próximo dia 3, às 19h, no Sebinho da 406 Norte, em Brasília, o livro Jornal Movimento. De acordo com o autor, a obra é uma reportagem que relata um dos episódios mais empolgantes da luta democrática contra a ditadura militar: a trajetória do semanário que circulou de 1975 a 1981 e foi uma das mais importantes publicações da resistência ao regime totalitário do Brasil.
 Nascido de uma grande mobilização política e sustentado por cerca de 500 acionistas, o jornal reuniu em seu Conselho Editorial nomes como os de Alencar Furtado, Audálio Dantas, Chico Buarque de Holanda, Edgar da Mata Machado, Fernando Henrique Cardoso, Hermilo Borba Filho e Orlando Villas Boas. Foram membros do seu Conselho de Redação personalidades como Perseu Abramo, Tonico Ferreira, Aguinaldo Silva, Eduardo Suplicy, Elifas Andreatto, Fernando Peixoto, Jean Claude Bernadet, Mauricio Azedo, Francisco Pinto e Raimundo Rodrigues Pereira. Entre as centenas de pessoas que fizeram o jornal, estão Carlos Nelson Coutinho, Caco Barcelos, Chico Caruso, Duarte Pereira, Guido Mantega, Laerte, Maria Moraes, Maria Rita Kehl, Paulo Cesar Pinheiro, Paul Singer, Ricardo Maranhão, Carlos Azevedo e Rubem Grilo.
 Jornal político, Movimento desde o início teve um programa definido, de clara oposição à ditadura militar e de defesa das liberdades democráticas, dos interesses nacionais e da melhoria das condições de vida dos trabalhadores.
Mesmo mutilado pela censura durante três anos, o jornal descreveu a vida e a luta dos trabalhadores, denunciou a exploração, os crimes contra os direitos humanos e as ameaças à soberania nacional.
Movimento lançou e divulgou campanhas vitoriosas, como a da defesa da anistia e a da Assembleia Nacional Constituinte.
 Jornal Movimento, uma reportagem conta esta história em 362 páginas, com dezenas de ilustrações. Acompanha o livro um DVD contendo na íntegra, digitalizadas, as 334 edições do jornal.

Fonte:igualdadeidentidaderacial

A ACBANTU participa da Missão Brasil-África em Gana

por Raimundo Konmannanjy
Presidente da ACBANTU        


Devido ao Acordo de Cooperação Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e a Comissão da União Africana para a Implementação de Projetos de Agricultura e Pecuária assinado em 1º de Julho de 2009 vem ocorrendo diversas atividades com vistas a dar seguimento ao compromisso do Governo Brasileiro em apoiar o desenvolvimento agrário e o aumento da produção da agricultura familiar em países africanos.
 Nesse sentido está ocorrendo à missão Brasil África em Ghana, da qual a ACBANTU participou através do Taata Raimundo Konmannanjy.
 O convite para a nossa entidade compor este Grupo de Trabalho veio através do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
 No dia 10/07/2011 em Ghana, o Taata Raimundo Konmannanjy expressou sua grande alegria por estar no continente africano levando a experiência da ACBANTU junto aos agricultores familiares dos Terreiros que produzem alimentos e comercializam para o PAA MDS/CONAB ao mesmo tempo em que compartilha com a Delegação Brasileira e dos demais países Africanos sobre esta cooperação técnica que trouxe muitos benefícios a todos nós.
 Saímos de São Paulo no dia 09/07, às 01h30, chegamos em Johnnesburg às 14h00 do mesmo dia e pegamos o  vôo para Acrra capital de Ghana as 19h00. Na chegada os participantes da missão foram recepcionados no aeroporto de Ghana pelo embaixador brasileiro o Dr. Luiz Fernando de Andrade Serra.
 Foi oferecido um coquetel na casa do embaixador para os integrantes da missão juntamente com autoridades do governo de Ghana. De fato,  foi uma grande recepção para nós brasileiros.
 Tivemos varias reuniões no ministério da Agricultura, na sede da FAO em Ghana, com seus representantes legais, fomos conhecer os colégios, e no campo onde tinham as plantações de diversas culturas. É que o Brasil está tentado ajudar o país de Ghana na Alimentação Escolar e no desenvolvimento da  agricultura.
 Durante a penúltima reunião em Accra relatei o trabalho da ACBANTU no Brasil e sua atuação prioritária com os Povos de Terreiro (conhecido lá por Povos Tradicionais) e Quilombos, falei que somos parceiros do Fome Zero, que recebemos uma medalha do presidente da FAO  por trabalhos realizados com a população negra em situação de risco alimentar no Brasil e da  nossa experiência com o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, Agricultura Familiar Urbana e Periurbana, entrega de Cestas de Alimentos e da solicitação de aumento do per capita da Alimentação Escolar para as Comunidades Quilombolas igualando-a ao índice da Alimentação Escolar dos Povos Indígenas, pleito este aceito pelo  Fundo Nacional de Alimentação Escolar – FNDE e as importantes parcerias como a do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome – MDS e a Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB.
 Citei com grande emoção, a importância de estar em terra africana, demonstrando o trabalho da nossa Instituição com as nossas comunidades e alegria que o momento me proporcionava de eu estar junto com a Missão do meu país ajudando a minha Mãe África, que era um sonho de minhas gerações passadas, pisarem na terra dos seus antepassados e no momento eu estava representando os meus antepassados, que todos nós não esquecemos a nossa Mãe, a África.  
 Quando olhei para os lados muitas pessoas se emocionaram, outros vinham e davam-me abraços longos, e dizendo que sempre estariam conosco, foi um momento que emocionou até os integrantes da missão.
 No ultimo dia 20/07, no Ministério da Agricultura chegou-se a uma decisão em criar um comitê ente os dois países para colocar em pratica o que se foi combinado, com a presença do Ministro e do vice- Ministro, outras autoridades do ministério, o embaixador brasileiro em Ghana e a nossa equipe.
 Tivemos no Castelo São Jorge El Mina, onde os negros ficavam alojados para ser embarcados nos navios negreiros, um lugar triste até o seu ar lá dentro era diferente, muito ruim dava uma tristeza e muitos se emocionavam da maneira que os antepassados eram tratados e de que maneira eles eram embarcados e muitos jamais voltariam para sua terra natal.
 Visitamos o Centro Cultural Brasil House que é conhecido como Tabom, onde poucos escravizados retornaram com a compra da sua alforria ou com a “liberdade” dada pela Lei Áurea. Lá se encontra vários quadros de pessoas e cartas de brasileiros que tinham parentes em Ghana e de pessoas ganeses que tinham parentes no Brasil que foram produzidas pelo Projeto Cartas da África. É possível se aprender a língua portuguesa lá.
 Ghana é um país muito parecido com o Brasil e com a Bahia. O seu povo tem alguns hábitos parecidos com os nossos: são muitos religiosos, gostam muito de uma pimenta, gostam de comer de mão, comem bastante azeite de dendê – feijão fradinho – quiabo – pirão de farinha, etc. Em vários  momentos eu tomava muitos sustos de ver pessoas  parecidas com o nosso povo. Conheci o líder do povo Achante em um dos territórios ricos do país. Quando falei que eu era membro de um povo tradicional o mesmo ficou alegre e veio me cumprimentar e tiramos várias fotos juntos.    
 Foi uma grande experiência estar participando de uma missão em que o nosso país vai ajudar um território Ancestral, uma parte da nossa Mãe a nossa querida Mãe África, foi mais do que um sonho.
 Saímos de Accra na quinta-feira dia 21/07 e chegamos em São Paulo 22/07 e em Salvador as 23h00 do mês dia.
 Agradeço muito a Nzaambi, os nossos Ancestrais e ao governo brasileiro por me conceder está honra de pisar em solo africano e de estar em uma missão, que foi fazer uma cooperação técnica para ajudar a nossa querida África.
 Participaram desta missão o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome – MDS, Ministério de Desenvolvimento Agrário – MDA, Agencia Brasileira de Comunicação – ABC, Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB, Fundo Nacional de Alimentação Escola – FNDE, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO e Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu – ACBANTU.

Toondele Nzaambi ye Bakulu!


Fonte:Correionagô

Ações afirmativas para comunidades quilombolas debatem em audiência pública 1º de agosto em Salvador

Quilombolas, Governo e  Fundação Cultural Palmares,   estarão reunidos no dia 1º de agosto, em audiência pública “Identidade Quilombola e o Acesso às Políticas Públicas”.

O evento acontecerá  no Centro Cultural da Câmara dos Vereadores de Salvador, a partir das 18h30,  seu  objetivo é debater a importância da afirmação da identidade no processo de defesa dos direitos constitucionais e políticas públicas.
Na programação está prevista a exibição do documentário “Ser Quilombola”, que expõe a realidade vivida por comunidades da região do Recôncavo Baiano.
Depoimentos dos próprios quilombolas ilustram as dificuldades e anseios encontrados no dia a dia por estes povos.
O  Decreto 4887/2003 que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos.

Verônica Nairobi, representante da FCP em Salvador, afirma  que o encontro será uma oportunidade de promover a valorização e exigir a efetividade das ações afirmativas propostas por agentes sociais e lideranças quilombolas. “É necessário estimular a criação e a promoção de políticas públicas que assegurem melhorias na qualidade de vida dessas comunidades”, afirma.

Participarão do evento, os secretários estaduais Elias Sampaio (Secretaria de Promoção da Igualdade), Carlos Brasileiro (Secretaria de Desenvolvimento Social), Eduardo Jorge Gomes (Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional), Ailton Ferreira (Secretaria Municipal da Reparação), Silvany Euclênio (Seppir), José Vivaldo Mendonça (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional), Deputado Estadual Bira Côroa, Valmir dos Santos (Conselho Estadual dos Quilombolas da Bahia) e da jornalista Jaqueline Barreto.

Fonte: Fundaão Palmares

Videoconferência SEPPIR: "Participação da Mulher Negra nas Conferências Nacionais"



Importância do Dia da Mulher Africana esclarecida em palestra

Benguela - Mulheres de vários estratos sociais do município de Benguela foram hoje esclarecidas sobre a importância do dia 31 de Julho, consagrado às mulheres africanas, numa palestra promovida pela administração municipal.
 A chefe de repartição municipal da Família e Promoção da Mulher, Josefina Marques, que presidiu a palestra, explicou aos presentes que foi em 31 de Julho de 1962 em que um grupo de mulheres se reuniram na Tanzânia, numa conferência que criou um órgão de mulheres para incentivar a participação feminina na luta pela independência dos seus países.
 Segundo a palestrante, o fórum inicialmente chamou-se conferência das mulheres africanas e reuniu-se em 1974 com a denominação de OPM (organização pan-africana das mulheres), onde fizeram parte deste evento algumas mulheres representadas pelos países como Angola, Moçambique, Senegal e Camarões.
 “Em Angola, a OMA foi a fundadora que tomou parte da constituição da OPM, com uma delegação da mulher angolana, sendo até hoje membro activo desta organização”, frisou.
 Disse ainda que o objectivo que norteou a criação deste órgão foi de formar uma parceria forte na perspectiva de manter uma visão comum baseada no desenvolvimento económico de África e atingir uma taxa de crescimento de mais de sete porcento ao longo dos próximos 15 anos.
 A boa governação política, a prevenção de conflitos, estabilidade política, a erradicação da pobreza e o combate do HIV/Sida, a erradicação do analfabetismo e a estabilidade da paz foram outros objectivos apontados pela chefe de repartição.
 Por sua vez, o administrador municipal de Benguela, José Manuel Lucombo, considerou o continente africano onde existe mais disparidades sociais, pobreza e discriminações de todo tipo, aliados ao desenvolvimento socioeconómico retardado.
 Acrescentou que essas perspectivas apontam de certa maneira para um desequilíbrio que tende a desfavorecer o povo africano.
 Enfatizou que durante a reunião extraordinária da região da África Austral realizada recentemente em Moçambique foi subscrita uma carta denominada declaração de Maputo que reconhece o lugar das mulheres africanas, seu papel na implementação de medidas a tomar e no concernente ao desenvolvimento sócio-cultural económico do continente africano.
 Manifestou ainda a sua satisfação pelos cinco porcento de mulheres pertencentes a comissão da União Africana e a eleição de uma considerável presença feminina como candidata à presidência do parlamento pan-africano.
 As comemorações alusivas ao dia 31 de Julho decorrem sob o lema “A consolidação da paz, reconciliação nacional, harmonia social e solidariedade entre mulheres africanas”.

Fonte:ANGOP
Foto: google

Iacam promove actividade cultural no dia da Mulher Africana



Luanda - O Instituto Angolano de Cinema, Audiovisual e Multimédia (Iacam) em parceria com a Escola de Hotelaria e Restauração, promoverá no domingo, uma actividade cultural com momentos de poesia a degustação de pratos africanos, no âmbito do dia da mulher africana (31 de Julho).
 Segundo uma nota da instituição, enviada hoje, quarta-feira, à Angop, inserida na Jornada da Mulher Africana, os participantes poderão degustar pratos de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe.
 Ainda no quadro da programação será exibido o filme “Lado a lado” com a actriz americana Julia Roberts, que retrata o facto de às vezes a vida lançar-nos desafios impossíveis de alcançar, sendo um filme para toda a mulher reflectir sobre a questão do amor e da cedência.
 Na tarde dedicada à mulher africana, os participantes poderão saborear doces e salgados confeccionados pelo corpo docente da Escola, num convívio que interliga várias manifestações artísticas para saudar o Dia da Mulher Africana.


Fonte: ANGOP

Nota Pública: Homicídios no Espírito Santo

O Fórum Estadual de Juventude Negra do Espírito Santo –FEJUNES- vem mais uma vez manifestar sua preocupação com os altos índices de homicídios ocorridos no estado. Números revelam que já chegamos à marca de mil assassinatos este ano, sendo que mais uma vez às vítimas preferenciais são jovens e negros.
Reafirmamos à necessidade do Governo Estadual adotar políticas especificas para esses segmentos historicamente excluídos. Não dá mais para negar o abandono do Estado na implementação de políticas sociais que sejam capazes de reverter este quadro.
Sendo assim, o governo precisa perceber que apenas o investimento nos aparatos policiais não será suficiente para mudar essa situação. Precisamos criar e potencializar instrumentos que possibilitem o surgimento de uma cultura de paz, pautada na prevalência dos direitos humanos, sobretudo dos mais necessitados.
Por isso, reivindicamos, mas uma vez, a implementação das Leis Estaduais 7.723/04 e 8.594/07 que, respectivamente, institui as políticas de promoção da igualdade racial e as políticas públicas de juventude. Elas serão passos importantes para garantirmos direitos a esses segmentos e consequentemente combatermos esse estado de violência.

Chega de violência e extermínio de jovens!
Vitória/ES, 28 de julho de 2011.
Fórum Estadual de Juventude Negra do Espírito Santo – FEJUNES

Fonte : ADITAL

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Abertas inscrições para o 16º Concurso de Inovação na Gestão Pública Federal

Por Maíra Valério

Estão abertas, até o dia 5 de agosto, as inscrições para o 16º Concurso de Inovação na Gestão Pública Federal, ação promovida há 15 anos pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) em parceria com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Sob o tema “A sua pequena mudança pode ser uma grande inovação”, o Concurso procura identificar, premiar e disseminar iniciativas inovadoras de gestão pública, além de valorizar o esforço de servidores públicos que transformam ideias em atitudes que beneficiem a população. A premiação busca alternativas que ajudem o Estado brasileiro a melhorar a eficiência dos serviços ofertados aos cidadãos.
Dos projetos enviados, dez serão escolhidos pelo Comitê Julgador. Os prêmios distribuídos entre os classificados serão: visitas técnicas internacionais oferecidas por instituições apoiadoras do concurso – Embaixada da França, Agência de Cooperação Técnica Alemã, Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e Embaixada Real da Noruega – e cursos da ENAP, como o de Especialização em Gestão Pública.
O texto que descreve a iniciativa é fundamental para os avaliadores. Há casos, por exemplo, em que a iniciativa é boa, mas o relato não consegue transmitir seus resultados práticos. Por isso, os relatos devem seguir o mesmo modelo, com base no roteiro do item V do Manual de Orientação


PROJETOS – Na 15ª edição do concurso, foram inscritos 117 projetos. A iniciativa que ganhou o 1º lugar foi “A Estratégia de Saúde da Família”, que funciona a partir da implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Essas equipes acompanham um número definido de famílias, e atuam na manutenção da saúde dessa comunidade.
De acordo com a ENAP, a implementação do projeto tem demonstrado significativa melhoria nos indicadores de saúde do Brasil, em especial, na ampliação do acesso à saúde da população.
Para mais informações sobre o concurso, acesse inovacao.enap.gov.br ou escreva para concurso.inovacao@enap.gov.br



Fonte : Fundação Palmares

Na Costa Rica, mulheres negras latino-americanas pedem mais participação política na região

Encontro reúne cerca de 100 mulheres negras líderes latino-americanas, entre elas, parlamentares, membros do Executivo, representantes da sociedade civil e de agências do Sistema das Nações Unidas
Traçar estratégias para promover a participação das mulheres negras nos espaços públicos de tomada de decisão. Este é o objetivo do “Encontro e Conferência Regional de Mulheres Afrodescendentes: Poder e Participação Política das Mulheres Negras”, que acontece nesta terça e quarta-feira, 26 e 27 de julho, na Costa Rica. O encontro é realizado pela Organização Negra Centro America (ONECA) em parceria com o Centro de Mulheres Afrocostaricences.
O evento foi organizado no contexto do Ano Internacional das e dos Afrodescendentes e em celebração ao Dia da Mulher Afro-latinoamericana e caribenha, comemorado no último dia 25 de julho. O encontro reúne cerca de 100 mulheres negras líderes latino-americanas, entre elas, parlamentares, membros do Executivo, representantes da sociedade civil e de agências do Sistema das Nações Unidas. Na pauta dos debates, a representação política das mulheres afrodescendentes da região e a importância da construção de políticas de promoção dos direitos econômicos.
Na manhã de hoje (26/7), a mesa de abertura do encontro contou com as presenças de Epsy Campbell e Walter Robinson, vice-presidentes da Comissão Nacional Afrocostarricense, do presidente da ONECA, Sidney Francis, e de Mirtha Colon, secretária da Mulher da organização. Também participam da cerimônia a presidenta executiva do Instituto Nacional de Mulheres da Costa Rica (INAMU), Maureen Clarke, os parlamentares Luiz Alberto dos Santos (Brasil) e Juan Carlos Mendoza (Costa Rica) e a coordenadora da área de Direitos Econômicos da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, Ana Carolina Querino.
Na primeira mesa do dia (26/7), Beatriz Ramírez, diretora do Instituto das Mulheres do Uruguai (INMujeres), a ex-deputada costarricense, Marcell Taylor, Maureen Clarke e Epsy Campbell Barr participam dos debates sobre “Realidade, obstáculos e desafios da participação política das mulheres afrodescendentes”.
 Em seguida, as apresentações sobre “Democracia, cidadania e participação política” reúnem representantes da Costa Rica Thelma Curling, ex-deputada, Zakiya Johnson, membro do Departamento de Estado, e a governadora da Província de Limón, Martha Johnson. Também participam da mesa a deputada da Nicarágua, Brigette Budier e a presidenta da Associação Diásporas Espanha, Consuelo Cruz.
A partir das 14h30, o painel “Dos diretos políticos aos diretos econômicos sociais e culturais das mulheres afrodescendentes no âmbito local” conta com a participação de Maria Inês Barbosa, da OPAS (Organização Pan-americana de Saúde), de Yelgy Verley, Alcaldesa de Siquirre, da candidata a deputada federal da Guatemala, Olivia Núñez, assim como de Laura Wilson, membro do Conselho Municipal de San José.
Sob o tema “Financiamento e participação política das Mulheres Afrodescendentes”, participam dos debates Cecilia Moreno, ex-candidata a deputada do Panamá, a brasileira Matilde Ribeiro, ex-ministra da SEPPIR (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) e a vice-prefeita de Limón/Costa Rica, Cinthya Small.
 Na quarta-feira (27/7), o dia será dedicado para apresentação de pesquisas sobre a participação política das mulheres negras e formação de grupos de trabalho para construção de uma agenda política sobre poder e participação política.

“Encontro e Conferência Regional de Mulheres Afrodescendentes: Poder e Participação Política das Mulheres Negras”

Data:  26 e 27 de julho de 2011
Local: Hotel Balmoral - San José, Costa Rica
Mais informações:
conferenciayencuentromujafro@gmail.com, mujerdp@gmail.com.
ONU Mulheres

Curso de Especialização Histórias e Culturas Africanas e Afro-Brasileiras


Museu da Escravatura promove ciclo de debates em Agosto

O Museu Nacional da Escravatura vai apresentar um mapa memorial sobre os lugares de tráfico de escravos e do esclavagismo, em todo o território nacional, durante 500 anos.


Luanda – O Museu da Escravatura vai promover em Agosto , em Luanda, uma jornada de debates sobre o Ano Internacional dos Povos Afro-descendentes, informou o seu director, João Lourenço.
O encontro será promovido em parceria com a Faculdade de Ciências Sociais e a Fundação Eduardo dos Santos. A iniciativa, que contará com a participação de especialistas angolanos e de uma professora brasileira, visa promover o respeito à diversidade e heranças culturais.
O Museu Nacional da Escravatura vai apresentar um mapa memorial sobre os lugares de tráfico de escravos e do esclavagismo, em todo o território nacional, durante 500 anos.
"As pessoas vão poder olhar e dizer que aqui existiu a Feira de Kassange, onde se vendiam escravos, ou falar que este é o Porto de Ambriz, local de embarcação dos cativos", disse João Lourenço.

Fonte: ANGOP

Grupo sul-africano estuda aquisição de indústrias no Brasil

A AECI, fabricante de produtos químicos industriais e explosivos, está buscando aquisição de uma ou duas empresas no Brasil, de 250 milhões a 500 milhões de rands cada, disse Edwards.


Joanesburgo - A sul-africana AECI está avaliando investir até 1 bilhão de rands (148 milhões de dólares) em aquisições de companhias químicas no Brasil, afirmou o presidente-executivo da empresa em declarações à agência Reuters.
A AECI, fabricante de produtos químicos industriais e explosivos, está buscando aquisição de uma ou duas empresas no Brasil, de 250 milhões a 500 milhões de rands cada, disse Edwards.
"Se você olhar para 250 milhões a 500 milhões, isso seria uma boa escolha, e se conseguirmos uma ou duas dessas será bom para nós", disse o executivo.
Graham Edwards também informou que greves em curso na indústria de mineração na África do Sul vão ter um impacto negativo sobre o resultado da empresa no segundo semestre.

Fonte: Portalafrica

Cabo Verde e Brasil com novos projectos de cooperação técnica

Os acordos serão formalizados durante a visita do ministro Marco Farani, que estará em Cabo Verde nos dias 1 e 2 de Agosto, para inaugurar o banco de leite do Hospital Agostinho Neto.


Praia - Uma missão multidisciplinar da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) está em Cabo Verde para discutir projectos de cooperação técnica bilateral em diversas áreas.
Os acordos serão formalizados durante a visita do ministro Marco Farani, que estará em Cabo Verde nos dias 1 e 2 de Agosto, para inaugurar o banco de leite do Hospital Agostinho Neto.
São 23 os integrantes da missão que representam a Caixa Econômica Federal (CEF), a Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o ministério do Meio Ambiente, o Instituto Chico Mendes, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os institutos Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Associação de Esporte e Cultura para Deficientes Visuais.
Do lado de Cabo Verde, participarão representantes dos ministérios do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território e da Educação e Desporto, do Instituto da Investigação e do Patrimônio Cultural, da Agência de Regulação e Supervisão dos Produtos Farmacêuticos e Alimentares (ARFA), Agência de Aviação Civil (AAC), Agência Nacional de Telecomunicações (ANT), Comitê Paraolímpico, Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (Inida), e Instituto Nacional de Estatística.
No término dos encontros, deverão ser assinados vários acordos de cooperação técnica entre o Brasil e Cabo Verde, que serão formalizados por ocasião da visita do ministro Marco Farani, que estará em Cabo Verde nos dias 1 e 2 de Agosto para inaugurar o Banco de Leite do Hospital Agostinho Neto, doação brasileira ao estabelecimento hospitalar da Praia.

Fonte : Portal Africa

Angola advoga melhor tratamento das questões da juventude


Nova Iorque – O Governo angolano defendeu, em Nova Iorque, uma maior acutilância das Nações Unidas no tratamento de matérias relacionadas com a juventude, com vista garantir o emprego, a erradicação da pobreza e o desenvolvimento sustentável juvenil.
 Esta posição foi defendida pelo vice-ministro da Juventude, Yaba Pedro Alberto, quando intervinha na Reunião de Alto Nível sobre Juventude, iniciada segunda-feira e encerrada terça-feira, tendo o governante angolano advogado a necessidade da criação de uma Agência Especializada na ONU para atender as questões da Juventude e a constituição de um órgão juvenil nesta organização mundial, para coordenar assuntos da juventude na Assembleia Geral.
 A revisão e adequação do Programa Mundial de Ação para a Juventude, sobretudo nos mecanismos de implementação, monitorização e avaliação, o fortalecimento da cooperação das Nações Unidas com as estruturas nacionais, sub-regionais e continentais em matéria de juventude foram igualmente propostos por Yaba Alberto.
 Adiantou que Angola corrobora com a necessidade de se privilegiar o fortalecimento da cooperação internacional em prol da juventude, a intensificação do diálogo, a compreensão mútua e a participação activa da juventude em acções que concorram para a conjugação de esforços conducentes à integração social, ao pleno emprego e à erradicação da pobreza, através da oferta de oportunidades de emprego tendo em vista o desenvolvimento integral da juventude.
 “Nesta perspectiva, o Governo adoptou, em 2005, um Plano Executivo de Apoio à Juventude que visa resolver as mais nobres aspirações da juventude no domínio da habitação social, formação técnicoprofissional, emprego, crédito social e bonificado, promoção do empreendedorismo juvenil, participação e integração social de que se destaca o caso das jovens mulheres, prevenção contra as grandes endemias, cultura e lazer, (...) numa parceria estratégica entre instituições governamentais, sector empresarial público e privado e sociedade civil” - frisou.
 Salientou que depois da avaliação dos resultados dos primeiros cinco anos de aplicação deste plano e de uma ampla discussão dos resultados com os interessados, foi elaborada a Proposta de Política do Estado para a Juventude, após auscultação da sociedade civil juvenil, encontrando-se a mesma em fase de aprovação pelos órgãos competentes do Estado angolano. 
 O vice-ministro assegurou que as linhas mestras dessa política estão em conformidade com a Carta Africana da Juventude e com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, no âmbito das principais resoluções das Nações Unidas sobre juventude, enfatizando que Angola tem trabalhado com a União Africana, no que diz respeito à adopção, divulgação e implementação da Carta. 
 Sublinhou a necessidade de se compreender e salvaguardar a importância que a juventude encerra, enquanto força motriz das transformações sociais e potencial alavanca no contexto de pacificação dos países, no combate à pobreza, na promoção da igualdade de oportunidades, sobretudo entre os próprios jovens, visando o desenvolvimento que almejado à escala mundial.
 A reunião contou com duas mesas redondas realizadas no primeiro dia de trabalhos sob o tema “o reforço da cooperação internacional em matéria da juventude e a intensificação do diálogo, da compreensão mútua e da participação activa da juventude como elementos indispensáveis para alcançar a integração social, o pleno emprego e a erradicação da pobreza” e “os desafios para o desenvolvimento da juventude e oportunidades para a erradicação da pobreza, emprego e desenvolvimento sustentável”.

Fonte : ANGOP
FOTO:POR.AFRica

Ministra está preocupada com abandono de identidade

 Lubango - preocupado com o elevado número de Bilhetes de Identidade (BI) abandonados por cidadãos nos serviços
Ministra da Justiça, Guilhermina PrataAngop

                                Ministra da Justiça,
 Guilhermina Prata
de identificação civil, após cadastramento e que manifestam pouco interesse em apossá-los.
 A preocupação foi manifestada hoje, pela titular da pasta, Guilhermina Prata, no Lubango, onde se encontra em visita de trabalho de dois dias, iniciada na segunda-feira, onde avalia o funcionamento dos serviços afectos ao ministério que dirige.
 Segundo a ministra, os sectores de identificação civil e criminal registam desde o início do processo, a 30 de Outubro de 2010, amontoados bilhetes de identidade de cidadãos que efectuam o seu cadastramento e não aparecem para o levantamento.
 Sem indicar números, a governante considerou que esta situação é ridícula, pois trata-se de um documento fundamental para identificação pessoal, numa altura em que o Estado angolano investiu seriamente na sua modernização, com vista atribuir identidade a todos angolanos.
 Uma outra preocupação manifestada pela ministra é a má conservação deste documento por parte de alguns cidadãos, o que reduz o tempo de utilidade do mesmo, tendo apelado que as pessoas tenham mais cuidado na sua conservação, para que obedeça o tempo limite de caducidade definido pelo Ministério da Justiça.
 Guilhermina Prata termina hoje, terça-feira a visita de trabalho à Huíla, onde lidera os debates sobre a revisão do Código Penal.

Fonte: ANGOP


terça-feira, 26 de julho de 2011

A Presidenta Dilma visa retirar 9,6 milhoes de nordestidos da extrema pobreza

 


















A presidenta Dilma Rousseff lançou, em Arapiraca (AL), o plano Brasil sem Miséria – Nordeste, com diversas medidas que visam a retirar 9,6 milhões de nordestinos da extrema pobreza. Os nove governadores da região firmaram um pacto com o governo federal para erradicar a miséria em seus estados.
Também foi lançado o programa Água para Todos, para atender as famílias extremamente pobres que vivem em áreas rurais no semiárido. Com investimentos de R$ 756 milhões, o governo federal inicia neste ano a construção de 367 mil cisternas, das quais 140 mil já estão contratadas.
Dilma Rousseff homenageou o ex-presidente Lula na figura de sua mãe, dona Lindu, retirante nordestina, e lembrou do projeto iniciado no governo anterior, responsável por retirar da pobreza e incluir na classe média 39,5 milhões de pessoas. “Tenho a honra de continuar esse projeto”, disse.
Numa outra frente do plano Brasil sem Miséria, o governo federal aposta na educação e profissionalização, disse a presidenta. Na opinião dela, o Brasil só será uma grande potência se todos os 190 milhões de brasileiros tiverem acesso a direitos como a casa própria, saneamento básico, água, mas, sobretudo, acesso à educação de qualidade.
“Nesse imenso caminho que se abre no Brasil, precisamos de muita educação para todos os filhos dos brasileiros e brasileiras. Porque só construiremos um país mais igual se todas as crianças e jovens tiverem direito a uma profissão, capacitação técnica, trabalho decente, e se conseguirem desenvolver a renda em suas comunidades.”

Fonte : SITE DA DILMA - Partido dos Trabalhadores  

segunda-feira, 25 de julho de 2011


TERRA NEGRA
Neuza Pereira
África-mulher, princípio-ninho.
Mátria-África, matriz transformadora.
Telúricas poeiras e montanhas se fundem.
Criadoras e Criaturas se confundem.
Terra, planeta de seios fartos, que  a  todos alimenta.
Terra, trilha chã, que produz, trilha fêmea, sã que conduz.
Terra-chão, terreiro, segurança e firmeza...
meu caminhar primeiro.
Terra ora, cultura gera, ora cultiva hera.
Mulher, terra, existência que se perpetua.
Tás, oyás euás, negras terras, mulheres negras...
Resistência que se cultua!

25 de julho - O Dia da Mulher Negra Latina-americana e Caribenha

por Mônica  Aguiar

Falar da mulher negra no Brasil é falar de uma história de exclusão onde as variáveis sexismo, racismo e pobreza permanecem  estruturantes.
É sobre a mulher negra que recai todo o peso da herança colonial, onde o sistema patriarcal apóia-se solidamente no racismo.
Ao analisarmos a situação da mulher negra no Brasil temos que partir da desigualdade histórica entre a mulher branca e a negra, abordando os avanços mas principalmente os  obstáculos de gênero, a partir do referencial de raça.
No  Censo Demográfico de 2000, éramos  169,5 milhões de brasileiros, dos quais 50,79% do sexo feminino. Os negros já perfaziam 45,3% do total da população. As mulheres negras atingiu nesta época a 49% da população negra, correspondendo a 37.602.461 habitantes.
E esses índices populacionais já revelavam que ao tratar da população afro-descendente não se podia mais denominar-las minorias, tendo como referencia o percentual populacional.
 As mulheres negras contribuíram de forma inquestionável para a construção socioeconômica e cultural de nosso país.
Fomos decisivas para várias conquistas de direitos de todas as brasileiras independente da etnia. Mesmo assim estamos sub-representadas no parlamento, e instância de poder deliberativos independente da esfera.
Atualmente mais da metade da população brasileira (63,7%) acredita que cor da pele ou raça exerce efeitos nas relações cotidianas. Constatação da pesquisa divulgada dia 22/07/11,  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre  todas as conseqüências desta situação social e econômica  provoca-se  também  o nosso aniquilamento físico e político,  que com certeza atingirá profundamente, as novas gerações.
Esta situação de máxima exclusão pode ser percebida quando analisamos a inserção da população feminina negra em diferentes campos já citados,  mas  também com relação as relações de trabalho, relação família, relações as organizações sociais, posturas políticas  e principalmente relações humanas cotidiana  .

A luta contra o racismo e o desmascaramento do mito da democracia racial conquistou o envolvimento e o comprometimento de outros setores da sociedade civil organizada. Isto ninguém pode negar.
Agora,  assumir que é graças o grito de liberdade realizado pela mulher negra em seu cotidiano, são poucos e poucas que assumem e oportunizam este saber, este pensar este olhar.
Nós negras ainda estamos exposta à miséria, à pobreza, à violência, ao analfabetismo, à precariedade de atendimento nos serviços assistenciais, educacionais e de saúde.
Trata-se de uma maioria sem acesso aos bens e serviços existentes em nossa sociedade e, em muito, exposta à violência de gênero e racial.
Devemos lembrar que não somos objetos para que nossas especificidades sejam feitas recortes.

HISTÓRIA DE LUTAS
O 25 de julho  Dia da Mulher Negra Latina-americana vem com o propósito de construir um alerta visível para dizer ao mundo que nós, as negras da América Latina e do Caribe, existimos e vivemos em condições de opressão de gênero e racial/étnica singulares, o que implica em demandas próprias.
O Dia da Mulher Negra Latina-americana e Caribenha demarca que rompemos, para sempre, com os mitos "da mulher universal".
É necessário consolidar esta data para simbolizar quem somos  e  como vivemos enquanto mulheres negras.
A democracia pressupõe o efetivo exercício do ir e vir. Ter acessos, oportunidades, igualdade de direitos, isto ainda não é uma realidade das  afrodescendente brasileiras.

Mudar este quadro  se faz necessário. È   REPARAÇÃO !








sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mais da metade dos brasileiros acredita que a cor ou raça influencia o trabalho

Getty ImagesMais da metade da população brasileira (63,7%) acredita que cor da pele ou raça exercem efeitos nas relações cotidianas. A constatação é da pesquisa divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para sete de cada dez entrevistados, o trabalho é o que mais sofre maior esse tipo de influência.
A pesquisa também revelou que 68,3% acham que cor e raça influenciam nas relações com a polícia ou Justiça. Para 65%, também existe essa relação nas relações interpessoais.
Quando perguntadas qual a sua cor ou raça, 29,5% dos entrevistados se autoclassificaram como “morena” (21,7%, com variações “morena clara” e “morena escura” e “negra” (7,8%)), termos que não constam nas categorias do IBGE. Os outros resultados, incluindo apenas classificações do instituto, apontaram os seguintes resultados: branca (49,0%), preta (1,4%), parda (13,6%), amarela (1,5%) e indígena (0,4%).
O levantamento – intitulada como “Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça” - foi feito em 15 mil domicílios de cinco estados (Amazonas, Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso) e no Distrito Federal, em 2008.

Por Redação Yahoo! Brasil

Informe sobre a III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial

 
 
Informe sobre a III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial Diante das muitas solicitações de informações sobre a realização da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III Conapir), informamos que a mesma deverá ocorrer conforme o ciclo que vem sendo observado desde a instalação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).
 Considerando que a primeira e segunda Conferências de Igualdade Racial foram realizadas em 2005 e 2009, a terceira edição da Conapir deverá acontecer em 2013, mantendo a periodicidade quadrianual conferida às anteriores. Desta forma, respeita-se o caráter e a finalidade para a qual são feitas estas consultas à sociedade, garantindo a indicação de propostas que subsidiem a formulação e implementação de políticas públicas que cobrem a gestão atual e a subsequente.
 
 
Coordenação de Comunicação - SEPPIR
www.seppir.gov.br

VERA - PRESENTE !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 
Vera Mende a Vera do Agara Dudu 14/06/45----22/07/2011

Agbara Dudu é raça é devoção,
é o soco final na escravidão.
É  o negro livre pra viver
É o culto afro de um passado
É  o orgulho de uma cor,
que sofre e mostra seu valor.
É a quebras das correntes.
É o fruto e a semente
que o viver e o tempo cultivou.
É a emancipação de uma época,
que não quer lutar de novo contra a civilização.
Queremos simplesmente desfrutar o que o negro plantou,
Quer colher. Oh! Ê
O maldito preconceito Zambi amaldiçoou,
mas a lei é ignorada pela sociedade.
Ser negro não é defeito é qualidade.
O braço do negro edificou o mundo inteiro.
Seu canto rebentou a chibata do cativeiro.
Colher, o que o negro plantou quer colher.
Agbara Dudu é raça é devoção.
É o soco final na escravidão.
É o negro lvre para viver.
Quer colher. Oh! Ê

Fonte : mamaafrica