domingo, 27 de novembro de 2011

Balanço da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180

Dados da Central de Atendimento à Mulher -  Ligue 180 revelam que, de abril de 2006 a outubro de 2011, foram registrados  mais de dois milhões de atendimentos (2.188.836). A partir de janeiro de 2007, quando o sistema foi adaptado para receber informações sobre a Lei Maria da Penha a busca por este serviço contabilizou 438.587 registros.

INFORMAÇÕES DE 2011
- De janeiro a outubro desse ano, houve 530.542 ligações. No período, foram registrados 58.512 relatos de violência. Desse total, 35.891 foram de violência física; 14.015 de violência psicológica; 6.369 de violência moral; 959 de violência patrimonial; 1.014 de violência sexual; 264 de cárcere privado; e 31 de tráfico de mulheres.
Um dado relevante e que chama atenção é que as violências moral e psicológica atingem juntas, o percentual de 34,9% dessas ligações. Para a ministra Iriny Lopes, este tipo de violência é aquela silenciosa que não aparece e não deixa marca, mas colabora  muito para  aumentar a baixa estima da mulher e faz com que elas não procurem ajuda. “A  partir  da tipificação desses dois conceitos pela  Lei Maria da Penha, as mulheres  começaram a perceber que os xingamentos e pressões de ordem moral mexem com sua ‘psique’ e as tornam vulneráveis às  doenças de origem emocional” explica a ministra.
PERFIL
- A maior parte das mulheres que entrou em contato com o Ligue 180 e que também é vítima da violência tem de 20 a 40 anos (26.676),  possui ensino fundamental completo ou incompleto (16.000), convive  com o agressor por 10 anos ou mais,  40% e  82% das denúncias são feitas pela própria vítima.

O percentual de mulheres que declaram não depender financeiramente do agressor é 44%. E 74% dos crimes são cometidos por homens com quem as vítimas possuem vínculos afetivos/sexuais (companheiro, cônjuge ou namorado). Os números mostram que  66% dos filhos presenciam a violência e 20% sofrem violência junto com a mãe.
Os dados apontam  que 38% das mulheres sofrem  violência desde o início da relação e 60%  delas relataram  que  as ocorrências de violência são diárias.

DADOS POR ESTADO
-  Em números absolutos, o estado de São Paulo é o líder do ranking nacional com um terço dos atendimentos (77.189), que é seguido pelo Bahia, com  (53.850). Em terceiro lugar está o Rio de Janeiro (44.345).


 
Estados
Posição Por Valor AbsolutoTotal de Ligações
Estados
Posição Por Valor Absoluto
Total de Ligações
SP
01
77.189
SE
15
7.977
BA
02
53.850
AL
16
7.773
RJ
03
44.365
RN
17
7.748
MG
04
40.983
PB
18
6.961
PA
05
28.848
SC
19
5.165
PR
06
21.165
MS
20
4.808
MA
0719.507
MT
213.900
PE
0818.307
TO
222.858
RS
09
14.797
AM
23
2.595
GO
10
12.873
RO
24
2.384
CE
11
11.429
AC
25
1.142
PI
12
10.032
AP
26
1.210
DF
13
10.632
RR
27
609
ES
14
9.327
-
-


Quando considerada a quantidade de atendimentos, relativa à população feminina  por estado a cada 100 mil mulheres, o Distrito Federal voltou a ocupar o primeiro lugar no ranking, 792,675 atendimentos.
Em segundo lugar está Pará com 767,394  e em terceiro, Bahia, com 754,345.

EstadoPosição por Pop. FemininaTotalEstadoPosição por Pop. FemininaTotal
DF
01
792,675
PR
15
398,326
PA
02
767,394
MS
16
391,181
BA
03
754,345
SP
17
364,368
SE
04
750,440
AP
18
361,851
PI
05
630,968
PB
19
358,417
MA
06
588,753
AC
20
312,675
RJ
07530,412
RO
21310,719
ES
08522,891
MT
22262,527
AL
09
483,171
RS
23
269,581
RN
10
478,525
CE
24
263,809
GO
11
425,953
RR
25
221,620
TO
12
419,664
SC
26
164,068
MG
13
411,663
AM
27
149,930
PE
14
400,922

 
CENTRAL Criada em 2005,  a  Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 -, é um serviço de utilidade pública de emergência, gratuito e confidencial, que funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados, a partir de qualquer aparelho telefônico.
Seu objetivo é que a população brasileira, principalmente as mulheres, possa se manifestar sobre a violência de gênero e obter informações sobre a Lei Maria da Penha. O serviço presta seu atendimento com foco no acolhimento, orientação e encaminhamento ao diversos serviços da Rede de Atendimento à Mulher em todo o Brasil.

Fonte: SPM/ Gêneroraçaetnia

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