quinta-feira, 31 de maio de 2012

Secretária geral do MIREX fala das conquistas e desafios da mulher africana


Secretária Geral do Mirex  Luanda - A secretária geral do ministério das Relações Exteriores, Cuandina de Carvalho afirmou quarta-feira, em Luanda, que apesar das conquistas e avanços registados pela mulher africana nos mais variados domínios, as suas preocupações quotidianas ainda são tidas como de segunda prioridade para o desenvolvimento.
 Dissertando o tema “Conquistas e Desafios da Mulher Africana”, uma iniciativa da Organização da Mulher Angolana, no quadro das celebrações do 49º aniversário do continente africano assinalado a “25 de Maio”, Cuandina de Carvalho referiu que as mulheres africanas com base em constatações feitas, continuam discriminadas, excluídas de certas acções, marginalizadas e na maioria dos casos não desfrutam da distribuição dos benéficos da produção dos seus países.
 Sem destacar as regiões mais críticas a nível do continente, a palestrante acrescentou que as mulheres continuam fora da esfera da tomada de decisão, além de se verem marginalizadas dos benefícios do crescimento e desenvolvimento económico.
 “As mulheres em seus múltiplos papéis como trabalhadoras, como cuidadoras, como mães, são essenciais para fazer uma transição com sucesso”, frisou Cuandina de Carvalho.
 Destacou o empenho da União Africana e dos seus Estados membros no concernente à igualdade de género, à redução do índíce de analfabetismo, criação de condições sanitárias, cargos de emprego e outras iniciativas que ainda precisam de ser reforçadas para que esta franja da sociedade progrida e ultrapasse a situação que se vive actualmente.
 Particularizando Angola, recordou que as mulheres estão representadas em 38,6 porcento dos 220 deputados na Assembleia Nacional, enquanto que no Executivo estão na ordem dos 23,5 porcento factor que coloca o país no 10º lugar mundial com mais mulheres nos órgãos de decisão politica.
 Neste âmbito, defendeu a necessidade de se promover maior acções de capacitação, educação das meninas e mulheres para que possam alcançar o talento e liderança plena na economia global, política e social.

Fonte / texto e foto: ANGOP

Rio+20: Mulheres discutem ‘Plataforma 20’ , nesta 5ª feira, em encontro no Rio de Janeiro


Encontro terá a participação da ministra Eleonora Menicucci, da SPM, e tem como objetivo elaborar a “Plataforma 20”, composta por propostas de ações da Rede de Mulheres Brasileiras pela Sustentabilidade para a Conferência Rio+20

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável – Rio +20, a Rede Brasileira de Mulheres Líderes pela Sustentabilidade se reúne, nesta quinta-feira (31/05), das 9h às 14h, no Rio de Janeiro. O grupo vai intensificar a mobilização para inserir a temática do empoderamento das mulheres nos debates sobre desenvolvimento sustentável na Rio+20, a ser configurada no documento “Plataforma 20” Propostas de Ações da Rede Brasileira de Mulheres Líderes pela Sustentabilidade – Contribuições para a Conferência Rio +20.
O encontro terá a presença da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), e da ministra Izabella Teixeira, do Ministério do Meio Ambiente. À frente da temática mulheres e sustentabilidade, as ministras farão pronunciamento, a fim de levar os grandes temas que vêm sendo discutidos por diferentes grupos de mulheres em torno da Rio+20.
São aguardadas 250 pessoas, entre mulheres brasileiras líderes que estejam ocupando cargos em empresas públicas ou privadas, em organizações não governamentais, universidades e que se interessem pelas questões relativas à promoção de sociedades mais sustentáveis. Grandes empresas como Unilever, Pepsico, Coca-cola, Walmart e Grupo Abril farão parte do debate.
 Rede de Mulheres e Rio +20 - Após os discursos das ministras, acontecerá o painel “Importância do Trabalho das Redes de Mulheres e a Rio +20”, das 9h40 às 10h20. O assunto será abordado pela corregedora Nacional de Justiça e ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon; da representante da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, Rebecca Tavares; da representante da Fundação Ford no Brasil, Nilcéa Freire; e da empresária e conselheira do Instituto Ethos, Celina Carpi. A moderação estará sob a responsabilidade da jornalista Rosana Jatobá.
 
O segundo painel tem como enfoque “Mulheres e Consumo no Brasil”. Está dividido em duas etapas, sendo a primeira parte dedicada à apresentação de pesquisa inédita, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e parceiros. Os resultados serão expostos pela secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Samyra Crespo. Na segunda rodada, estão previstos comentários e sugestões à pesquisa a serem feitos pela diretora de Núcleo das Revistas Boa Forma, Saúde e Vida Simples, e Bons Fluídos da Editora Abril, Márcia Neder; pela presidenta da Divisão de Bebidas da Pepsico Brasil, Andréa Alvarez; pela diretora de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da UNILEVER, Juliana Nunes; pelo presidente do Instituto Akatu para o Consumo Consciente, Hélio Mattar; e pela pesquisadora titular da Universidade de Santa Catarina, Júlia Guivant. A segunda parte do painel terá moderação da diretora do programa de Pós-Graduação em Consumo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Fátima Portilho.

Propostas e Ações - “Plataforma 20 – Propostas de Ações da Rede Brasileira de Mulheres Líderes pela Sustentabilidade – Contribuições para a Conferência Rio + 20” é o tema do último painel, a ser realizado das 12h às 13h, que tem como objetivo elaborar um documento propositivo à conferência. Participarão da mesa, a diretora de Relacionamentos da empresa KPMG, Ieda Novaes; a presidenta da Masisa no Brasil, Marise Barroso; a diretora de Negócios Sustentáveis da Coca-Cola do Brasil, Cláudia Lorenzo; e a diretora de Sustentabilidade da Rede Walmart no Brasil, Camila Valverde. A moderação ficará com a consultora do World Research Institute – WRI, Raquel Bidderman.   
Mulheres pela sustentabilidade - Criada em novembro de 2011, a Rede Brasileira de Mulheres pela Sustentabilidade quer atrair e mobilizar mulheres líderes que atuam em empresas públicas e privadas, bem como em organizações  governamentais ou multilaterais interessadas nas questões de gênero e da sustentabilidade. 

O objetivo da Rede é formular no âmbito de uma iniciativa do Brasil, na conferência Rio + 20, um conjunto de ações ou programas que possam fazer diferença em três diferentes agendas:
 1) “O papel das mulheres nos conselhos de administração das empresas”, levando a dimensão da sustentabilidade ao coração dos negócios e das empresas;
2) incentivo ao empreendedorismo verde e aos negócios sustentáveis com a liderança de mulheres; 
3) promover mudanças necessárias nos padrões de consumo e produção atuais.

Visite o hotsite da Rede de Mulheres Líderes pela Sustentabilidade:  
 
 
Encontro da Rede Brasileira de Mulheres Líderes pela Sustentabilidade
Data: hojé -  31 de maio de 2012 (quinta-feira)
Horário: das 9h às 14h
Local: Espaço Tom Jobim (Jardim Botânico) – Rio de Janeiro/RJ
 
 
 

África e América Latina debatem expansão da cooperação em políticas sociais


Encontro de três dias em Brasília reúne líderes dos dois continentes; pela primeira vez, o Fórum é realizado no Brasil



PNUD/Daniel de CastroCerca de 40 ministros de desenvolvimento social e representantes de governos de mais de 15 países latinoamericanos e 13 países africanos deram início a  um encontro de três dias para a troca de experiências e para a promoção da cooperação sul-sul nas políticas e iniciativas de combate à pobreza.

O V Fórum Ministerial para Desenvolvimento, realizado em Brasília entre 29 e 31 de maio, reúne representantes dos dois continentes para discutir avanços significativos na redução da desigualdade e na expansão do desenvolvimento sustentável. Um dos principais temas é o papel de políticas fiscais responsáveis na manutenção de programas sociais.
O Fórum é organizado anualmente pelo Escritório Regional para a América Latina e o Caribe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com o apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). Esta é a primeira vez que a reunião é sediada fora da sede das Nações Unidas em New York – e a primeira vez que os ministros africanos são convidados às discussões de políticas sociais. O encontro deste ano é fruto de uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
“Há muita experiência a ser compartilhada entre a América Latina e a África na questão da erradicação da pobreza e da fome, especialmente no que tange os sistemas de proteção social”, afirmou a Administradora do PNUD, Helen Clark, que veio ao Brasil para participar do Fórum e para ter encontros com autoridades locais e parceiros. “As discussões dessa semana encorajam uma maior cooperação entre as nações dos dois continentes. Estas trocas, bem como a cooperação sul-sul, destacam as soluções de desenvolvimento que, adaptadas aos contextos locais, ajudam as nações a atingir seus objetivos”.
A reunião acontece mês antes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20. Lá, os líderes mundiais, junto a milhares de outros participantes de governos, do setor privado e de organizações de sociedade civil, irão discutir como construir um futuro sustentável – um desafio crucial tanto para países em desenvolvimento como para países desenvolvidos.
“Só vamos conseguir superar a pobreza com vontade política e investimentos sociais”, disse a Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. “Não tenho dúvidas de que será um excelente fórum pela alta representatividade internacional dos interlocutores. Sentimos um grande engajamento de todos”, afirmou.
"Os investimentos a favor dos pobres, como educação, saúde, agricultura e água agora ocupam quase 70% da despesa total do governo", disse Ahmed Shide, Ministro das Finanças e Desenvolvimento Econômico da Etiópia. "Isso indica o nosso alto compromisso com ações práticas para reduzir a pobreza e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio até 2015."
A América Latina se destaca mundialmente na área de programas sociais que oferecem auxílio financeiro a pessoas vivendo na pobreza, desde que mantenham as crianças na escola e em dia com suas vacinas e consultas médicas. Estes programas ligados a condicionalidades estão entre os principais meios de redução da pobreza em 18 países da região.
Na América Latina, há mais de 25 milhões de famílias, totalizando 113 milhões de pessoas ou 19% da população, que se beneficiam destes programas sociais. Apesar de seu amplo alcance, os gastos nestes programas costumam representar apenas 0,4% do PIB dos países da região, de acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).
Programas mundialmente famosos como o Bolsa Família do Brasil, o Chile Solidario e o Oportunidades, do México, incluem iniciativas que vão da concessão de auxílio financeiro direito e microcrédito às populações de baixa renda até o apoio à agricultura familiar de subsistência e à construção de cisternas em regiões semiáridas. O Fórum reforça a visão comum de seus participantes quanto à relevância central destas iniciativas para o desenvolvimento sustentável na África.


Fonte: PNUD

Posição da Seppir sobre Rio dos Macacos

 Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), dentro das suas competências, permanece mobilizada para garantir os direitos da comunidade de Rio dos Macacos, em Simões Filho, Bahia.

 Nesta sexta-feira, dia 1º. de junho, participa, através de sua Secretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais, da diligência que será realizada na referida comunidade pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.

Até que tudo se resolva, a Seppir continuará atuante na articulação institucional que trata desta situação, sob a coordenação, no Governo Federal, da Secretaria Geral da Presidência da República.

Fonte: SEPPIR

Poema


Cortar o tempo

Carlos Drummond de Andrade


Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Comissão de Reformulação do Ensino Médio define plano de trabalho


A comissão especial da Câmara, criada para debater e propor a reformulação do Ensino Médio brasileiro se reúne na próxima quarta-feira (30), às 14h30, para definir o plano de trabalho do colegiado. Instalada semana passada, a comissão tem como presidente o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Ele já anunciou que a comissão irá trabalhar sem prazo determinado, ouvindo todas as partes envolvidas, buscando experiências educacionais de outros países.
 
“E, com certeza, no fim do trabalho teremos condições de propor um novo modelo educacional para o Ensino Médio brasileiro mais sintonizado com o novo momento que o País vive, de pleno emprego”, afirmou.
 
Na avaliação do deputado Reginaldo Lopes, autor da proposta da comissão especial, a estrutura do Ensino Médio oferecido pelo poder público, atualmente, não vem produzindo resultados que possam sustentar o crescimento social e econômico do País. “Com os governos Lula e Dilma, o Brasil voltou a se desenvolver, a gerar emprego e renda, o que exige alunos/profissionais qualificados para o mercado de trabalho. Infelizmente, o nosso Ensino Médio não prepara os alunos profissionalmente. É apenas uma mera passagem para o ensino superior ou inserção, às vezes, na vida econômico-produtiva”, lamentou.
 
Ao falar da qualidade do ensino técnico-profissionalizante, garantido no governo Lula e ampliado no governo Dilma, o petista apontou uma nova realidade observada entre os estudantes brasileiros. Segundo o deputado, existem “os estudantes de primeira classe, que saem das escolas técnicas federais e que ingressam logo no mercado; e os de segunda classe, que saem do Ensino Médio das escolas públicas estaduais e municipais”. Reginaldo Lopes avalia que essa segunda categoria tem dificuldades tanto para ter acesso à universidade como ao trabalho.
 
O desafio da comissão, segundo Reginaldo Lopes, será o de encontrar alternativas que torne o ensino médio atraente. “Um ensino que prepare o jovem para o futuro, seja no mundo acadêmico e científico, seja no mercado de trabalho”, afirmou.
 
O deputado Wilson Filho (PMDB-PB), relator da comissão, afirmou que os trabalhos da relatoria serão guiados em conjunto por todos os deputados do grupo e que considera importante o Congresso reafirmar que a educação é prioridade, a começar pela reforma do Ensino Médio.

FAN

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Reaberta para visitação no Centro Histórico do Pelourinho, em Salvador, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos


A Igreja construída no século XVIII por escravos com o objetivo de receber os próprios escravos no seio da Igreja Católica, é também conhecida por sua arquitetura barroca – estilo de construção que defende o estado psicológico de liberdade e de atitude criativa liberta de preconceitos intelectuais e formais. Em seu interior podem ser encontradas as imagens de alguns santos negros como São Elesbão e Santo Antônio do Catejeró. Após dois anos de reforma, os altares, as tribunas folheadas a ouro e os painéis de azulejaria portuguesa foram todos recuperados. Segundo a restauradora Rosândila Nunes, o trabalho de restauração dos traços originais se tornou bastante difícil pelo estado avançado de destruição em que as peças foram encontradas. “As pinturas estavam cobertas de fungos que formaram placas que impediam a visão das obras”, ressalta. As missas celebradas no apostolado apresentam cânticos em ritmos africanos acompanhados por atabaques, tamborins e repiques, sendo uma das maiores expressões do sincretismo baiano. Para Alexandro Reis, diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro (DPA/FCP) a reabertura da igreja significa a preservação de um espaço importante para a história e cultura do Brasil. “Assegurar à população afrodescendente a proteção de seus hábitos e costumes religiosos garante a conservação e o respeito do patrimônio cultural material e imaterial das ordens religiosas com referências africanas”, afirma. A Basílica começou a ser erguida em 1704 pela Irmandade Nossa Senhora do Rosário dos Pretos formada por negros escravizados e outros que já tinham alcançado a liberdade. A construção foi marcada pelo esforço dos escravos que doavam o pouco dinheiro que conseguiam juntar com isso a igreja demorou cem anos para ficar totalmente pronta. Após 308 anos de história, o local é espaço de reunião e reorganização dos membros da irmandade e de fortalecimento da história do Brasil com a mãe África. 
Serviço: Contato: (71) 3241-5781

Inscrições abertas - II Fórum da Internet no Brasil

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Mais informações: http://forumdainternet.cgi.br/



MP que cria cadastro de grávida perde validade e governo estuda alternativas


Polêmica entre feministas e no Conselho Nacional de Saúde, medida provisória publicada em dezembro não foi à votação e caduca amanhã; Ministério da Saúde quer manter programa que dá auxílio de R$ 50 para deslocamento da gestante ao pré-natal.
Depois de irritar feministas, causar desconforto dentro do próprio governo e ser modificada para tentar reduzir a polêmica, a medida provisória que cria o cadastro de acompanhamento de gestantes perderá validade amanhã. O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), avisou que o texto não será colocado em votação. Com o desfecho, o governo tenta agora encontrar alternativas para manter um programa contido na MP - e defendido pelo Ministério da Saúde - o auxílio de R$ 50 para deslocamento da gestante às consultas de pré-natal.
O assunto vem sendo discutido na Casa Civil, com representantes da Saúde e da Secretaria de Políticas para Mulheres. Uma das alternativas seria incluir o benefício no texto de projetos que já estão em discussão no Congresso. Outra saída seria revogar a MP antes de ela caducar. Isso permitiria que o governo apresentasse uma nova MP prevendo o mesmo benefício - sem o risco do ressurgimento da polêmica do cadastro das gestantes.
O auxílio deslocamento já vem sendo concedido a 1.291 gestantes cadastradas. Para essas mulheres, as parcelas do recurso estão garantidas. Mas governo quer que o benefício seja estendido, uma medida que, avaliam, ajudaria a garantir a adesão das gestantes ao pré-natal.
Publicada pela primeira vez no dia 28 de dezembro, a MP causou turbulência entre feministas por dois motivos. O cadastro de gestantes poderia colocar em risco mulheres que, depois das primeiras consultas do pré-natal, decidissem pela interrupção da gravidez. O texto ainda falava do direito dos nascituros, esquecendo-se da garantia do direito ao aborto nos casos de risco de vida para a mãe ou quando a gravidez é resultado de estupro.

Críticas. A medida causou mal-estar no próprio governo. "Pode parecer paranoia, mas não é", afirmou no início do ano Elizabete Saar, então gerente da Secretaria Especial das Mulheres. Em audiência do Conselho Nacional de Saúde (CNS), ela observou que, diante do conservadorismo do Congresso, o texto pode levar a uma discussão desnecessária.
"Era levantar uma lebre. Abrir uma brecha para que a ala conservadora, que estava relativamente quieta, novamente se manifestasse", diz Lurdinha Rodrigues, da Liga Brasileira de Lésbicas.
Diante da polêmica, o governo revogou a primeira versão em janeiro e, em um segundo texto, retirou o direito dos nascituros. Nas palavras do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a alteração colocava um fim em um mal-entendido sobre o assunto.
O descontentamento persistiu e movimentos feministas continuaram lutando contra a MP. Um grupo destacado pelo conselho para avaliar a MP também manteve posição contrária à medida - batizada de "famigerada" por Maria do Espírito Santo Tavares dos Santos, do CNS.
"Essa medida nunca deveria ter existido", afirmou Jurema Verneck, do CNS. "Ela falhou no processo, porque não foi discutida, e no conteúdo, porque as propostas não respondem ao enfrentamento da morte materna."
O auxílio transporte, para feministas, também é pouco eficaz. Algumas cidades já oferecem o recurso. Além disso, completam, a mortalidade se combate com assistência de qualidade.
A resistência foi tanta que, no Congresso, houve dificuldade para a MP ser debatida. Somente semana passada um relatório parcial da medida foi entregue.

Brasil é sede do Fórum Ministerial de Desenvolvimento


De hoje  terça (29) a quinta-feira (31), o Brasil será sede do Fórum Ministerial de Desenvolvimento. É a primeira vez que o país sediará o evento. Em sua quinta edição, o fórum reunirá representantes de 30 nações dos continentes americano e africano, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Brasília, para debater temas sociais e econômicos.
O fórum será aberto às 15h, com as boas-vindas de Tegegnework Gettu e Heraldo Muñoz, subsecretários-gerais da Organização das Nações Unidas (ONU) e diretores regionais do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para África e América Latina e Caribe, respectivamente.
Logo após, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, a secretária-geral adjunta da ONU e Administradora do PNUD, Helen Clark, e o secretário-geral de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento do Ministério das Relações Exteriores e Cooperação da Espanha, Gonzalo Robles, fazem a abertura do fórum.
No primeiro dia, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), fará palestra sobre “A economia mundial e os desafios dos países em desenvolvimento”. Em seguida, a ex-ministra de Planejamento do Chile Clarisa Hardy abordará o tema “Tributação para políticas sociais de superação da pobreza e das desigualdades”.
Depois, a ministra Tereza Campello falará sobre a experiência brasileira na luta contra a pobreza, sendo seguida por Ato Ahmed Shide, ministro das Finanças e Desenvolvimento Econômico da Etiópia, que tratará da experiência africana sobre este mesmo tema.

Contexto da visita
Durante os três dias, os ministros encarregados das políticas sociais de diversos países discutirão soluções sustentáveis para enfrentar desafios como a pobreza, exclusão social, déficit de educação e saúde e desemprego.
Nas quatro edições anteriores, o fórum foi realizado em Nova Iorque (EUA). O Brasil foi escolhido para sediar a quinta edição do evento em razão do êxito de políticas públicas como o Bolsa Família, a estratégia Fome Zero (reconhecida mundialmente como eficaz no combate à pobreza) e mais recentemente o plano de superação da extrema pobreza Brasil Sem Miséria.
O V Fórum Ministerial de Desenvolvimento é uma realização conjunta do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento com apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID).

Fonte : PNUD

FESTIVAL DE ARTE NEGRA

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Rio busca valorizar e difundir cultura afro - SEMANA DA ÁFRICA


Valorizar e difundir as culturas afro-brasileira e africana, por meio de apresentações culturais e atividades literárias. Esse é um dos objetivos do projeto África Diversa, cuja segunda edição, ocorre no Rio de Janeiro, de 20 a 25 de maio.
 

O evento é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura do Rio e oferecerá, durante cinco dias, no Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian (coração da Praça XI – conhecida como Pequena África; reduto por excelência dos negros brasileiros), seminário educativo com oficinas, cursos, palestras e debates com escritores, pesquisadores e artistas que trabalham com os  temas apresentados. 
a programa regrada de atividades conta com apresentações artísticas diárias e lançamento de livros t.
O evento tem como objetivo a formação de educadores e artistas que desejam se aprofundar no conhecimento de temas sobre cultura afro-brasileira e africana. Todos e todas  têm entrada gratuita.
Milton Teixeira, Luiz Carlos Prestes Filho, Reginaldo Prandi, Joel Rufino dos Santos, Hassane Kouyaté, Tânia Andrade Lima e Ondjaki. Esses são alguns dos artistas e escritores que realizam um trabalho de excelência com cultura africana e afro-brasileira e que ministrarão palestras, minicursos e oficinas no seminário. 
Outras atividades também somam a programação :-  minicursos sobre griôs, danças populares maranhenses, maracatu, contos afro-cubanos e orixás, além de contação de histórias.

“O projeto pretende atender educadores e artistas que desejam se aprofundar na formação sobre a  cultura afro-brasileira e africana. 
Os palestrantes, que possuem larga experiência nos temas, terão o desafio de trazer novos  olhares e reflexões sobre a formação de identidade, a diversidade cultural, a relação entre tradição e contemporaneidade, o diálogo África-Brasil e, sobretudo, a importância da transmissão oral nestas sociedades”, explicou  a curadora do África Diversa, Daniele Ramalho.
A programação teve  início domingo (20), com a apresentação do grupo folclórico do Maranhão ‘Boi Brilho de Lucas’. 
No dia  (21), no Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian, ocorreu a abertura oficial  que deu início ao seminário e às atividades artísticas, como mostra de filmes, shows (Baile Black com DJ Marcello B Groove e show de BNegão), contação de histórias e teatro adulto. 


Durante este período de atividades serão apresentados espetáculos “The Island”, da Cia do griô Hassane Kouyaté, Deux Temps Trois Mouvements (Dois Tempos Três Movimentos), hoje´dia 24, às 18h, e “Besouro Cordão de Ouro”, no dia 25, às 20h, com a direção de João das Neves. 






Entrada franca

 FonTe: SMC/RJ BUREAL POLCOMUNE

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Relatório Territórios Quilombolas 2012




O Incra produziu um relatório com o objetivo de informar os movimentos sociais quilombolas, órgãos de governo federal, estaduais e municipais, bem como à sociedade em geral, sobre o andamento da regularização de comunidades quilombolas no Brasil. Este é o primeiro volume de uma série que tem o propósito de reunir dados oficiais e de apresentar, de forma sucinta, aspectos da regularização fundiária de Territórios Quilombolas no Brasil, que é uma das missões institucionais do Incra.




http://www.incra.gov.br/index.php/servicos/publicacoes/livros-revistas-e-cartilhas/file/1195-relatorio-regularizacao-quilombolas-2012-incra







UnB reúne estudantes e pesquisadores africanos


Divulgação O Centro de Convivência Negra da Universidade de Brasília esta promovendo até o dia 26 de maio, o 1º Encontro dos Estudantes Africanos, que acontece no Auditório do Instituto de Química (IQ/UnB). O evento pretende reunir estudantes, pesquisadores africanos além de  pessoas interessadas às questões africanas, para discutir diversas problemáticas do continente.   
O coordenador geral do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC/FCP), Carlos Moura em sua participação na abertura do evento ressaltou que iniciativas como esta reforçam a difusão de uma imagem mais plural e diversificada do negro, assim como sua importância como elemento para construção de uma identidade e cultura dentro e fora do Brasil. “O evento tornará os países africanos mais conhecidos no meio acadêmico e na sociedade brasileira”, afirma. E destacou o trabalho e o comprometimento da Fundação Palmares em ações de valorização da cultura negra como o Projeto Rota dos Escravos realizado em parceria com a Unesco. 
O encontro conta com a participação das representações diplomáticas de Angola, Cabo Verde, Colômbia, Costa do Marfim, Congo, Guiné-Bissau; Nigéria e São Tomé e Príncipe. Além da contribuição da Fundação Cultural Palmares, Assessoria de Diversidade e Apoio aos Cotistas (ADAC), Núcleo de Promoção da Igualdade Racial (NEPIR), Secretaria da Promoção da Igualdade Racial (Sepir DF) e Governo do Distrito Federal. 
Programação – Durante seis dias, algumas das principais questões socioculturais do continente africano serão abordadas por meio de debates, apresentações culturais, exibições de filmes, prática de esportes, workshops de tranças e danças tradicionais, feira e desfile de roupas africanas.  Os Líderes Africanos; Cooperação Brasil- África, A Literatura africana Contemporânea; Arte Africana; A mulher na Sociedade Africana; África, Ciência e Tecnologia: Percurso e Contribuições à Civilização Mundial; Estudantes africanos na Diáspora: Antes e Depois (País de Origem e Brasil) são alguns dos temas que serão discutidos no evento. 
SERVIÇO:O que: 1º Encontro dos Estudantes Africanos
Quando: De 21 a 26 de maio
Onde: Centro de Convivência Negra – Campus Universitário Darcy Ribeiro Universidade de Brasília 
Informações: (61) 31073425 / 31073426 – Fax: (61) 33073971

ONU Mulheres seleciona, até 31/05, Assistente de Programas para a área de Eliminação da Violência contra a Mulher


A oportunidade é para graduados em Ciências Sociais ou áreas afins, com fluência em português e inglês e conhecimentos de espanhol.
 
O profissional selecionado apoiará na formulação e implementação do programa e do planejamento anual da área de Eliminação da Violência contra a Mulher, além de monitorar e avaliar projetos desta área temática, entre outras atribuições.
 
O local de trabalho é na sede da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, em Brasília.
 
Para mais informações, consulte o Termo de Referência.


Empresas assinam, nesta 3ª feira, compromiss​o contra discrimina​ção de gênero e raça


Com seis anos de atuação, Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça alcança mais de mais de 80 empresas e instituições públicas e privadas e 830 mil 
Mulheres e homens  trabalhadores

Discriminações de gênero e raça que criam obstáculos para a contratação e ascensão de profissionais nas empresas receberam no dia (22/5), uma resposta assertiva de empresas públicas e privadas. Sob a liderança da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), 85 corporações vão assinar, em Brasília, o termo de compromisso da 4ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça.

Essa etapa marca o início de um conjunto de ações, que pretendem transformar de maneira positiva a cultura das organizações. Entre elas, destacam-se: elaboração de plano de ação com metas para combater as discriminações de gênero e raça baseadas na realidade da empresa, monitoramento das mudanças previstas por comitê independente ligado a universidades, avaliação do cumprimento das metas e certificação. 

A novidade da 4ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça é a incorporação da dimensão racial. Pela primeira vez, o recorte racial se insere entre as estratégias para promover igualdade de oportunidades e de tratamento entre mulheres e homens nas organizações públicas e privadas por meio do desenvolvimento de novas concepções.

Participação de 830 mil pessoas em seis anos -  A assinatura do termo de compromisso entre a SPM e as empresas teve a presença de presidentes de empresas de grande porte e influência no mercado nacional e internacional, a exemplo da presidenta da Petrobras, Graça Foster, e do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek. Também estarão presentes o diretor-presidente do Serpro, Marcos Vinícius Ferreira Mazoni; o advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams; a reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Maria José de Sena; o presidente da Hemobrás, Romulo Maciel Filho; o diretor-presidente da CPRM - Serviço Geológico do Brasil, Manoel Barreto; o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná- CREA/PR ; Joel Kruger, entre outras autoridades.

A cada edição, o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça conquista mais adesões junto ao setor empresarial público e privado. A primeira edição, ocorrida em 2006,  teve a participação de 15 empresas. Em 2007-2008, foram 23 corporações participantes e, nos anos 2009-2010, 58 empresas.

Além da ministra Eleonora Menicucci e de presidentes de empresas e instituições públicas e privadas, a cerimônia terá a presença da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros; do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão; da representante da OIT (Organização Internacional do Trabalho) no Brasil, Laís Abramo; e da representante da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, Rebecca Tavares. 

Novas práticas e certificação - Desde a sua criação em 2006, o programa Pró-Equidade de Gênero e Raça reúne boas práticas que contribuíram para ambientes de trabalho mais igualitário. Entre as experiências, destacam-se: instalação de salas de aleitamento, ampliação das licenças maternidade e paternidade, adoção de linguagem inclusiva nos crachás e contra-cheques, adaptação de uniformes e equipamentos de proteção individual, estímulo nos contratos de trabalho da empresa inclusive com terceirizados à equidade de gênero, raça e etnia,  inclusão nos editais de concursos públicos dos temas equidade de gênero e diversidade entre os conteúdos programáticos, concessão aos pais do direito de trabalhar 30 horas semanais em caso de filhas ou filhos com deficiência física ou mental.

De lá para cá, mais de 80 empresas estiveram envolvidas e mobilizaram 830.000 homens e mulheres para combater as desigualdades de gênero no mundo do trabalho.

As instituições, empresas e organizações que aderem ao programa Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça apresentam um plano de ações para a promoção da igualdade. Para receberem o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça, é preciso que coloquem em prática ao menos 70% das ações previstas no plano. O selo representa o reconhecimento do trabalho feito pelas organizações no enfrentamento da desigualdade entre homens e mulheres no mundo do trabalho e evidencia publicamente o compromisso com a equidade de gênero e étnicorracial, com a promoção da cidadania e a difusão de práticas exemplares no mundo do trabalho para a efetivação da igualdade.



Assessoria de Comunicação Social