quarta-feira, 1 de agosto de 2018

31 de julho dia da Mulher Africana – Homenageada Winnie Mandela


Dala - O exemplo de combatividade de sacrifício, determinação e de luta que deixou as páginas indeléveis na história de África e do mundo, foi nesta terça-feira, enaltecido no município do Dala (Lunda Sul) pela Vice-presidente da Organização Pan Africana das Mulheres, Carolina Serqueira.

Caroline Cerqueira (arquivo)
A responsável da OPM que falava no ato central do Dia da Mulher Africana fez saber que Winnier Mandela foi uma das figuras femininas mais simbólicas da luta anti-apartheid e contra a separação racial da África do Sul.

Segundo Carolina Cerqueira, Winnie Mandela, deve ser considerada como um símbolo de mulher combatente e ativista política, pelo fato do seu gesto servir de exemplo para muitas mulheres e gerações do mundo.

“Mesmo tendo sido presa várias vezes por se ter manifestado contra a morte de crianças pela polícia racista, Winnie Mandela sempre esteve engajada no ativismo político, cívico e social, colocando a causa da maioria negra e da mulher”, enalteceu.
Carolina Serqueira disse que a figura elegeu a luta política, para combater a igualdade do sexo, a afirmação efetiva e a paridade das mulheres, contra o racismo e a favor de uma visão de luta ínter-geracional, envolvendo jovens e mais velhos, que juntos lutaram contra o apartheid.

Winnie Madikizela
Hoje, prosseguiu, perante os desafios do futuro, a OPM através dos seus governos definiu estratégias inovadoras contidas na agenda “Africa 2063”, onde as mulheres possam estar mais envolvidas ativamente, na cidadania, igualdade de gênero e como integrante regional, para o desenvolvimento socioeconômico de África.

Winnie Madikizela-Mandela foi uma enfermeira, política e ativista sul-africana. Nascida Nomzamo Winifred Zanyiwe Madikizela, ficou mundialmente conhecida como esposa de Nelson Mandela durante o período da prisão do líder sul-africano, nasceu aos 26 de Setembro de 1936, Bizana, Easteen Cape, África do Sul e faleceu  a 2 de abril de 2018, Mipak Hospital, em Joanesburg.

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A criação da Organização Pana Africana das Mulheres, em 1962, em Dar Es Salam, Tanzânia, contribuiu significativamente para a promoção da mulher em África e para o aumento do nível de participação da mulher nos órgãos de tomada de decisão. 
A Organização teve como plataforma a partilha de experiências e conjugação de esforços para a emancipação feminina, tendo em vista a integração e o futuro do continente africano.
Tem desempenhado papel relevante nas lutas de libertação nacional dos países, assim como na defesa de uma maior unidade e coesão, educação e na sensibilização da mulher. 

 Fonte: Angop
Fotos: Internet 
Edição Mônica Aguiar

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