De acordo com Ulrike Muench,
professor da Universidade da Califórnia de San Francisco e autor do
estudo, a discrepância é menor do que em outras profissões, mas ainda
assim pode chegar a contabilizar uma perda de mais de US$ 150 mil ao
longo da carreira das enfermeiras. "Ficamos surpresos ao ver que a
diferença se manteve tão persistente ao longo dos anos, considerando que
a enfermagem é uma área dominada por mulheres. É o campo onde
imaginávamos que os salários delas já teriam alcançado os dos homens",
diz o pesquisador.
O estudo não investigou a fundo as razões para a
diferença, mas Muench lista entre possíveis fatores a discriminação de
gênero, a interrupção da carreira de mulheres para ter filhos e uma
capacidade maior entre profissionais homens de negociar salários, que já
foi sugerida por estudos sobre outras profissões.
Os
pesquisadores encontraram discrepância salarial entre profissionais de
mesma especialidade, posição hierárquica e local de atuação. A
cardiologia foi a área com maior diferença, de US$ 6.034, enquanto entre
especialistas em doenças crônicas foi achada a menor, de US$ 3.792. A
única especialidade em que não foi encontrada diferença salarial foi a
ortopedia. Entre profissionais que atuam em ambulatórios, homens
ganhavam em média US$ 7.678 a mais anualmente do que mulheres, já em
ambientes hospitalares, a diferença é menor, de US$ 3.873. A maior
diferença na mesma posição foi a de anestesista, que ultrapassou os US$
17 mil.
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