segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

24 de fevereiro – Dia da conquista do voto feminino no Brasil


Por Mônica Aguiar 

Hoje as mulheres exercem plenamente o Direito de votar e serem votadas, ou seja, o direito ao acesso à cidadania. Mas esse direito só foi alcançado no ano de 1934, ocasião da publicação do Código Eleitoral Provisório (Decreto 21076), de 24 de fevereiro de 1932, estendido   a obrigatoriedade do voto em 1946
O voto feminino no Brasil foi assegurado, após intensas lutas e campanhas nacionais pelos direitos das mulheres ao voto. Aprovado parcialmente, por permitir somente às mulheres casadas, viúvas e solteiras que tivessem renda própria, foi o primeiro passo para o exercício de um direito básico para o pleno exercício da cidadania politica 
Foram muitas as mulheres que lutaram pela conquista do direito ao voto feminino: Julia Barbosa, Bertha Lutz, Leolinda Daltro, Celina Vianna, Nathércia da Cunha Silveira, Antonietta de Barros, Almerinda Gama, Jerônima Mesquita, Maria Luisa Bittencourt, Alzira Teixeira Soriano, Carlota Pereira de Queiroz, Josefina Álvares de Azevedo, Carmen Portinho, Elvira Komel, Amélia Bevilacqua, Isabel de Sousa Matos e diversas outras mulheres que participaram de tão importante conquista. 
Sendo, várias décadas se passaram com o direito garantido às mulheres de votar e serem votadas. A força da mulher ganhou espaço no Legislativo e Executivo, nas direções de partidos, nas organizações de classe e social, nas empresas e instituições. Conquistou 30% de representações nas chapas para disputa eleitoral. Elegeu a primeira mulher Presidenta da Republica Dilma Rousseff e com isto,  várias mulheres tomaram posse em vários  ministérios estratégicos. Alcançou uma representação na totalidade nacional significativa nas ultimas eleições,  mesmo diante os quadros de disputa política existente em  cada município. 
Mas falta muito para alcançarmos o espaço que necessitamos, pois se todas as mulheres sem distinção  sofrem  com as desigualdades, as mulheres negras em sua maioria ainda sofrem com as mazelas da escravidão, e são vitimas do racismo,  do preconceito e da discriminação, mesmo tendo o mesmo direito ao voto sua representação política e nos espaços de todos poderes  é invisível se comparado :  percentual de representação na população brasileira . 
Em muitos  Estados nos  municípios ,  faltam creches, serviços de atenção à saúde é muito precária,  educação ainda não é qualificada,  não tem nenhum investimentos na habitação ou de qualificação profissional, não tem serviços de atendimento as mulheres vítimas de violência , não existe uma  Secretaria ou Coordenadoria da Mulher e  apenas uma ou outra ocupa cargos de relevância  no executivo . 
A presença da mulher  nos espaços de decisões é fundamental, para  defender e  dialogar com  o conjunto da sociedade sobre as especificidades existentes, que não são poucas, além de garantir direitos iguais  nas politicas públicas e conquistas sociais, impulsionar a leitura de  uma sociedade  justa e igualitária para além dos recortes que se que se apresentam nos papeis, sempre em  defenda da vida e garantia que os direito são para todas e todos, seja qual for o gênero, raça e condição social.


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