quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Redução da mortalidade materna passa pela melhoria da educação e promoção da saúde

Luanda - O Representante da Organização Mundial da Saúde em Angola (OMS),  afirmou hoje, em Luanda, que a redução da mortalidade materna e infantil passa pelo melhoramento da educação e promoção da saúde, principalmente na vida sexual reprodutiva.
 Durante uma palestra sobre saúde e vida reprodutiva da mulher africana, Rui Vaz referiu que uma das propostas da OMS é o país ter técnicos de saúde qualificados, sendo também um dos aspectos de sucesso na melhoria de acesso aos hospitais de referência para as emergências obstétricas.
 Adiantou ser necessário continuar a investir nos determinantes de sanidade da mulher para melhorar o estado de saúde na região africana, criando um ambiente em todos os níveis essenciais para se alcançar maior horizontalidade possível na saúde.
 "Os principais determinantes e riscos da mulher em África é a sua própria vulnerabilidade, acesso limitado à educação, emprego, água e saneamento, bem como a elevada dependência económica e daí a falta de coragem em tomar decisões da sua própria vida”, salientou.
 Para si, o débil estado da saúde da mulher é resultado de ausências de políticas, estratégias e planos multisectoriais e acima de tudo apoio financeiro para fazer face a este programa.
 Advogou a importância em assegurar os anticonceptivos por formas a impedir barreiras à população, fazendo-as perder a confiança dos serviços de saúde, adiantando que, para isso, deve-se continuar a criar micro-créditos para apoiar as mulheres a serem economicamente autónomas.
 " Não poderemos continuar a ter uma saúde estável da mulher se ela não for capaz de tomar decisão na sua própria vida”, sublinhou.
 Frisou ainda ser predominante reforçar os conhecimentos da mulher e da família sobre a saúde materna.
 Segundo o responsável, o problema da mortalidade da saúde da mulher não deve ser apenas uma inquietação do Ministério da Saúde, mas também de toda sociedade.
 Por fim, disse que investir na saúde da mulher e da criança é acima de tudo um investimento de justiça social.   

Fonte: ANGOP

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