domingo, 29 de abril de 2012

O Rio vai reunir a mídia livre, por uma outra comunicação

O II Fórum Mundial de Mídia Livre se organizará através de painéis, desconferências (debates livres), oficinas e plenárias previstos para o Rio de Janeiro. Os formatos estão abertos.



O Rio vai reunir a mídia livre, por uma outra comunicação. Participe! Centenas de representantes das mídias livres estão se preparando para ir ao Rio de Janeiro, em junho de 2012, para ajudar a fazer a Cúpula dos Povos da Rio+20, evento paralelo à Conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável. Trabalharão para difundir a voz dos povos reunidos na Cúpula, que em vez de falar em manejo do meio ambiente pelo poder econômico, falarão em caminhos para a justiça ambiental e social. Essas mídias terão uma agenda própria dentro da Cúpula, onde se encontrarão para realizar o II Fórum Mundial de Mídia Livre, além de cobrir as atividades e os temas da Rio +20.

O que são as mídias livres?
Comprometidas com a luta pelo conhecimento livre e por alternativas aos modelos de comunicação monopolizados ou controlados pelo poder econômico, as mídias livres são aquelas que servem às comunidades, às lutas sociais, à cultura e à diversidade. Praticam licenças favoráveis ao uso coletivo e não são negócios de corporações. Compartilham e defendem o bem comum e a liberdade de expressão para todo mundo e não apenas para as empresas que dominam o setor. Entendem a comunicação como um direito humano e, por isso, querem mudar a comunicação no mundo.

Quem é a mídia livre?
São sites ativistas e publicações populares, rádios e tvs comunitárias, pontos de cultura (no Brasil) e muitos coletivos atuantes nas redes sociais. Também são as agências, revistas e emissoras alternativas, sem finalidade de lucro, especializadas ou voltadas a trabalhar com as pautas propostas pelos movimentos sociais, sindicais, acadêmicos ou culturais. Dentro ou fora desses espaços, também são mídia livre as pessoas – jornalistas, comunicadoras(es) e educomunicadoras(es), blogueiras(os), fazedoras(es) de vídeo, oficineiras(os) e desenvolvedores(as) de tecnologias livres que hoje constituem um movimento crescente pelo direito à comunicação .

O II Fórum Mundial de Mídia Livre
Depois de três fóruns no Brasil (Rio de Janeiro 2008, Vitória 2009 e Porto Alegre 2012), dois encontros preparatórios no Norte da África (Marrakesh 2011 e Tunis 2012), uma edição mundial (Belém 2009) e uma Assembléia de Convergência no Fórum Social Mundial (Dacar,2011), a mídia livre vai aos poucos construindo suas agendas, regionais e global, que terão um avanço importante no Rio de Janeiro, com a segunda edição mundial. O II Fórum Mundial de Mídia Livre se organizará através de painéis, desconferências (debates livres), oficinas e plenárias previstos para o Rio de Janeiro. Os formatos estão abertos. As atividades serão inscritas e organizadas pelos próprios coletivos e organizações interessadas em promovê-las, dentro de um programa construído coletivamente e orientado por eixos que apontam para a relação entres as mídias livres e o direito à comunicação, as políticas públicas, a apropriação tecnológica e os movimentos sociais.

Uma agenda global em construção - O direito à comunicação
O direito à comunicação precisa ser garantido e respeitado como um direito humano, mas é constantemente ameaçado ou mesmo negado em muitos lugares do mundo, com emprego de extrema violência. Um dos aspectos desse direito é a liberdade de expressão, hoje assegurada somente para as empresas que controlam grandes cadeias de comunicação e entretenimento, que não querem a sociedade participando da gestão do sistema, e para governos que ainda temem a comunicação livre como ameaça à segurança do país ou à sustentação do poder. O direito a comunicação deve ser conquistado em um sentido integral, para além do acesso à informação manipulada pelo mercado ou grandes poderes, englobando acesso e uso dos meios, democratização da infra-estrutura e produção de conteúdos, e expressão da diversidade artística e cultural e pleno acesso ao conhecimento. O Fórum Mundial de Mídia Livre terá pautas e debates sobre o direito à comunicação em diferentes contextos, como a África e o México, por exemplo, onde a violência contra jornalistas e comunicadores(as) tem sido pauta prioritária dos movimentos de comunicação.

Políticas Públicas
A Lei de Medios da Argentina repercutiu com força em processos regionais e preparatórios do FMML, como em Porto Alegre e em Marrakesh, com testemunhos de ativistas e pesquisadores de comunicação daquele país, e deve novamente ser um dos assuntos do II FMML, seja por ter oferecido um modelo de legislação mais democrática que pode inspirar outros países, seja pela forte reação contrária que provocou nas grandes corporaçães do setor da comunicação. Mas não será o único caso de regulação e políticas públicas de interesse das mídias livres. Ao ser realizado no Brasil, o II FMML deve jogar peso das agendas das mídias livres para a comunicação no país, o que significa que o governo precisa encaminhar as propostas da sociedade civil brasileira para um novo marco regulatório das comunicações, democratizando o setor; que as rádios comunitárias devem ter atendidas sua pauta de reivindicações, com anistia aos radialistas presos e condenados, e que o Congresso precisa votar e aprovar o Marco Civil da Internet, que pode ser modelo para assegurar a neutralidade da rede. A mídia livre deve jogar peso também na retomada das políticas da área cultural que tinham os pontos de cultura, as tecnologias livres as filosofias “commons”como carro chefe e hoje estão em claro retrocesso. Leis, regulações e o papel do Estado na promoção do direito à comunicação já são parte dos debates das mídias livres em diferentes países e devem movimentar a agenda do II FMML
Apropriação Tecnológica. Se antes eram os meios alternativos que buscavam formas colaborativas e compartilhadas de produzir comunicação, hoje são as grandes corporações que dominam o setor e atraem milhões de pessoas para as suas redes sociais. No entanto, o ciclo de expansão dessas redes também tem sido uma fase de coleta, armazenamento e transformação de dados pessoais em subsídios para estratégias de mercado e comportamento, além da padronização do uso da rede em formatos pré-ordenados e possibilidade de supressão de páginas ou ferramentas de acordo com os interesses corporativos. Soma-se a este controle a movimentação da indústria do direito autoral e das empresas de telecomunicação para aprovar leis que permitam associar vigilância à punição arbitrária de usuários, em favor dos negócios baseados na exploração e uso da rede. As liberdades e a diversidade da internet dependem da liberdade de acesso, proteção de dados pessoais, abertura de códigos, apropriação de conhecimentos e construção de conexões alternativas, de autogestão das próprias redes. Estes serão debates marcantes do II FMML, mobilizando desenvolvedores e ativistas do software livre, defensores da neutralidade da rede, educomunicadores e oficineiros e movimentos interessados em democratizar o acesso à tecnologia, universalizar a banda larga, e assegurar a apropriação dos recursos de comunicação, sejam ferramentas de edição de vídeos, transmissão de dados pela rede, seja a própria radiodifusão comunitária. Desenvolvedores, coletivos e comunidades adeptas das redes livres, abertas e geridas fora dos interesses do mercado, se encontrarão neste eixo para debater um PROTOCOLO para as redes livres, capaz de facilitar sua interconexão sem destruir sua diversidade.

Movimentos Sociais
As mídias livres e o exercício da comunicação em rede tem sido fundamentais para facilitar a articulação e dar a devida visibilidade às mobilizações de rua desde a primavera árabe, enfrentando regimes ao Norte da Africa, a ditadura das finanças na Europa, e o próprio sistema capitalista nos Estados e nas ocupações que também ocorrem no Brasil e países da América Latina.
Além dos chamados ativismos globais, os movimentos sociais tem assumido que a comunicação é estratégica para fortalecer suas lutas, impondo a crítica cotidiana da grande mídia e o uso de meios alternativos para falar à sociedade e defender-se da criminalização. Cada vez mais fica claro que o direito de expressar essas vozes contestadoras da população exige o engajamento dos movimentos sociais no movimento por uma outra comunicação.
Este debate, no II FMML, concretiza o fato de que as mídias livres são, de um lado, a comunicação que se ocupa das lutas sociais e, de outro, os movimentos sociais que lutam também pela comunicação .

O II FMML, o FSM e a Cúpula dos Povos
O Fórum de Mídia Livre, em seus processos regionais ou internacionais, se insere no processo do Fórum Social Mundial, adotando sua Carta de Princípios e contribuindo com subsídios e práticas para a construção de suas políticas de comunicação.
Na Cúpula dos Povos, as mídias livres utilizarão o conceito de Comunicação Compartilhada, construído no percurso histórico do Fórum Social Mundial, e fundado na idéia de que recursos, espaços e atividades podem ser compartilhados para ações midiáticas comuns de interesse das lutas sociais.
Na Cúpula dos Povos, as mídias livres contribuirão com propostas e debates para fortalecer a agenda dos Bens Comuns, onde comunicação e cultura são grandes bens da humanidade, indissociáveis da Justiça Ambiental e Social, e para inserir o direito e a defesa da comunicação nos documentos, agendas e propostas dos povos representados por seus movimentos sociais no Rio de Janeiro.

Serviço
II Fórum Mundial de Mídia Livre
Quando – 16 e 17 de Junho de 2012
Onde: Rio de Janeiro, RJ - Brasil, no contexto: Cúpula dos Povos para a Rio + 20
Locais das atividades:
16 a 17 de Junho
Universidade Federal do Rio de Janeiro (Programação Central, com debates, oficinas e plenária)
Período da Cúpula dos Povos: (15-23 de Junho)
Aterro do Flamengo - (Coberturas Compartilhadas, Fóruns de Radio e TV, oficinas)
Aterro do Flamengo - (Assembléia de Convergência sobre Mercantilização da Vida e Bens Comuns)

XI Ígbà,em Alagoas,acontece de15 a 17 de maio.


Por Arisia Bairros 

Com certificação de 30 horas o XI Ígbà, em Alagoas, acontece de 15 a 17 de maio.

Acontece de 15 a 17 de maio, em Maceió, AL, o XI Ígbà- Seminário Afro-Alagoano: “O Estatuto da Igualdade Racial e as Possibilidades para o Exercício Legal das Políticas de Promoção para a Igualdade Racial, no Brasil”. 

Como política de formação continuada, o XI Ígbà- Seminário Afro-Alagoano celebra o 13 de maio, Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo, e tem como objetivo socializar ,discutir, como dever do Estado, a aplicabilidade das bases jurídicas do Estatuto da Igualdade Racial, regulamentando a Constituição Federal ,com relação à proteção e promoção dos direitos constitucionais da população negra, potencializada em mais de 51, 2 % da população brasileira.
Uma realização do Projeto Raízes de Áfricas com apoio do Ministério de Educação (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Ministério da Cultura (Fundação Cultural Palmares), Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Superintendência do Porto de Maceió, Secretaria de Estado da Mulher da Cidadania e dos Direitos Humanos, Secretaria de Estado da Saúde e Secretaria de Estado da Educação, o XI Igbà traz a Alagoas representantes de diversos ministérios, movimento negro, juventude negra, dentre outros.

MC Soffia faz apresentação no XI Ígbà.
A menina Soffia Gomes da Rocha Gregório Correia tem 8 anos, nasceu em São Paulo,berço do hip hop brasileiro,estuda no Projeto Ancora e tem inúmeros hobbies :andar de skate,fazer circo , cantar , dançar e capoeira.Soffia é conhecida como MC Soffia, uma menina considerada por muitos como o futuro do hip hop. Recentemente apresentou-se no Programa da Eliana, no SBT, como também no Top Five Programa CQC, na TV Bandeirantes.
Foi a partir de uma oficina de Mcs no evento de Hip Hop para crianças chamado “O Futuro do Hip Hop”, projeto idealizado pela DJ Vivian Marques que a menina Soffia percebeu seu potencial de artista e a importância da música para transmitir mensagens de reflexão e reivindicação.
Aos 8 anos, MC Soffia tem 1 ano de carreira e já realizou vários shows em São Paulo. A pequena tem consciência da história negra e, é convidada especialíssima do Projeto Raízes de Áfricas para o XI Igbà- Seminário Afro-Alagoano: “O Estatuto da Igualdade Racial e as Possibilidades para o Exercício Legal das Políticas de Promoção para a Igualdade Racial, no Brasil”, que acontece de 15 a 17 de maio, em Maceió, Alagoas.
Além de cantar Mc Soffia participará de uma mesa de discussão denominada Hip-hop minha cultura de ser criança.

Locais:
Dia 15/17- Teatro Abelardo Lopes/SESI- Galeria Arte Center. Av. Antonio Gouveia, 1113- Pajuçara/Maceió, AL.
Dia 16- Auditório térreo da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.Bairro do Farol/Maceió,AL
Inscrição para participação: Gratuita
Taxa de inscrição com certificação de 30 horas: R$:10.00 (dez reais)
Informações:(82)8827-3656/3231-4201
E-mail: raizesdeafricas@gmail.com
Inscrição:
Arleide Lima- Centro Universitário CESMAC- 8815-9637
Andressa Medeiros- Faculdade Integrada Tiradentes- 8878-0999/9625-8067
Isadora Aguiar- Centro Universitário CESMAC-8826-1559
Laura Antunes- Universidade Federal de Alagoas- 8828-1736
Walber Silva- Faculdade Estácio de Sá- 8897-1736-9606-0797

Angola assume vice-presidência africana da COMEDAF


Abuja - Angola foi eleita quinta-feira, em Abuja, (Nigéria) membro do comité diretor da Conferência dos Ministros de Educação de África (COMEDAF), ocupando a cadeira de segundo vice-presidente da agremiação, representando a região Austral do continente, a SADC.
 A eleição de Angola para esse cargo a nível da agremiação continental aconteceu no decurso dos trabalhos da V Conferência dos Ministros de Educação de África que vinha decorrendo, desde segunda-feira, 23, em Abuja, e que encerraram no final da tarde de sexta-feira, 27.
 Deste modo, por inerência de funções, Angola passa a ter assento na Associação de Desenvolvimento da Educação em África (ADEA), órgão executivo da COMEDAF, até 2014.
 O vice-ministro da Educação para o Ensino Técnico-Profissional, Narciso dos Santos Benedito, que participou dos trabalhos, em representação do titular da pasta, Mpinda Simão, mostrou-se satisfeito com a eleição e sublinhou ser um cargo que vai dar grande visibilidade ao executivo angolano.
 De acordo com suas palavras, um dos aspectos que concorreu para a eleição de Angola teve a ver com o fato de os membros da SADC registarem com agrado as melhorias no crescimento das infra-estruturas educacionais, nos últimos três anos, apenas superada pelas Ilhas Maurícias, o que lhe valeu a segunda vice-presidência.
Instado a justificar as vantagens do cargo alcançado, o vice-ministro da Educação para o ensino Técnico-Profissional disse que do ponto de vista político, é uma vitória da diplomacia angolana.
 Segundo o governante, a eleição de Angola para a vice-presidência da COMEDAF é uma demonstração dos esforços do executivo na melhoria da qualidade do ensino, bem como da qualidade dos seus professores.
Para ele, a partir de agora, as responsabilidades de todos os actores do sistema de educação e ensino no país, bem como do executivo angolano aumentam, na medida em que, passará a ter maior visibilidade a nível do continente africano.
A Nigéria assume a presidência da agremiação, os Camarões ocupam a primeira vice-presidência, enquanto a Argélia está com a terceira vice-presidência. O Quénia é o relator.
Cada um dos países eleitos para o comité director da COMEDAF vai responder pela respectiva região geográfica em que está inserido, a nível da Associação de Desenvolvimento de Educação de África (ADEA).
Além do vice-ministro da Educação, Narciso dos Santos Benedito, a delegação angolana integrou especialistas dos ministérios da Educação e do Ensino Superior, Ciência e Tecnologias.
Desde segunda-feira, altura que se iniciaram os trabalhos, os participantes discutiram e a aprovaram o relatório sobre a implementação do plano de acção da década da educação,  as técnicas da educação e formação vocacional.
Foi de igual forma aprovada a implementação da Universidade Pan-africana, com unidades nos Camarões, Quénia, Nigéria, Argélia e na África do Sul, a mobilidade docente, os relatórios das comunidades econômicas, entre outros.
 A nível da Universidade Pan-Africana, os Camarões, com a Universidade de Yaondé, que atende a região da África Central, acolhem os cursos de Ciências Sociais, Letras e Governação.
 A Nigéria, Universidade de Ibadan, ficou com os cursos de Ciências da Terra e da Vida (geo-ciências), a África do Sul, cuja universidade ainda não está definida e que vai atender a região da SADC, deve albergar o curso de Ciências Espaciais.
 A Universidade da Argélia, pela África do Norte, vai administrar os cursos de Ciências Hídricas e Energética, enquanto a Universidade Jomo Kenyatta, do Quénia, pela África Oriental, ficou com a responsabilidade pelos cursos de Agricultura, Ciências básicas, Tecnologias e Inovação.
Para o arranque da Universidade Pan-Africana, as candidaturas dos estudantes iniciam-se a 30 de Junho, devendo encerrar a 30 de Julho, com o arranque efectivo das aulas previstas para 30 de Setembro do corrente ano.
A reunião decorreu sob a égide da Conferência dos Ministros da Educação da União Africana (COMEDAF) com a participação dos parceiros de desenvolvimento, das agências de ajuda, dos órgãos especializados da Comissão da União Africana e de outros actores interessados na problemática do sector.
 A COMEDAF é um fórum bienal durante o qual os ministros da Educação dos 54 países membros da União Africana discutem o desenvolvimento continental e sub-regional e debruçam-se acerca dos meios para a sua melhoria através da educação.


Fonte: ANGOP

Jurista Afirma Nescessidade de Maior Divulgação da Lei Contra Violência Doméstica


Ondjiva O jurista angolano Adélio Chocolate advogou hoje, sábado, a necessidade de maior divulgação da Lei contra a Violência Doméstica, com vista a despertar as vítimas e toda a sociedade deste mal sobre as garantias da defesa e protecção, bem como de incentiva-las a denunciar ao órgãos competentes.
 O jurista, que falava durante uma palestra subordinada ao tema “Lei contra a Violência Doméstica, sua aplicação e consequências na vida pratica”, disse que a aprovação deste instrumento visa punir os excessos que se têm registado no seio de muitas famílias.
 Segundo Adélio Chocolate, a Lei contra a Violência Doméstica visa prevenir e disciplinar alguns comportamentos violentos à sociedade, tal que a sua aplicação vai depender das denúncias por parte das vítimas.
 O palestrante disse que os casos de violência doméstica têm destruído milhares de famílias no país, acrescentado que “este documento poderá propiciar a paz e a estabilização das famílias enquanto espaço de realização integral de qualquer indivíduo”.
 A Lei contra a Violência Doméstica foi aprovada por unanimidade pelo Parlamento angolano. É constituída por um preâmbulo, com seis parágrafos e um dispositivo com 35 artigos inseridos em sete capítulos.
 A palestra, promovida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), no quadro da Semana Nacional da Legalidade, que decorreu de 23 a 27 do corrente no país, foi assistida por membros do Governo, efectivos da Polícia Nacional, das Forças Armadas Angolanas (FAA), académicos, entre outros convidados.



Fonte : ANGOP

Ligue 180 registra 53% de risco de morte em relatos de violência contra as mulheres

De janeiro a março, o Ligue 180 efetuou 201.569 atendimentos. Dentre os 24.775 relatos de violência, a física (de lesão corporal leve ao assassinato) é a mais frequente, com 14.296 atendimentos (58%); 7.000 (53%) se referem a riscos de morte dos 13.296 relatados .



No primeiro trimestre deste ano, a violência de gênero representou 53% de risco de morte para as mulheres. Essa é a principal revelação dos 201.569 registros da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), nos meses de janeiro a março de 2012. 
O relatório trimestral do Ligue 180 foi apresentado pela ministra Eleonora Menicucci, da SPM, na quinta-feira (26/4), em reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher no Brasil, no Senado Federal. “Os dados do Ligue 180 nos trazem a dimensão da urgência com que a violência contra as mulheres deve ser enfrentada. É preciso garantir que as vidas das mulheres sejam salvas. Para isso, o fim da impunidade é uma tarefa a ser incorporada no dia a dia pelo poder público e pela sociedade brasileira”, afirma a ministra Eleonora Menicucci.
Dos cinco tipos de violência enquadrados na Lei Maria da Penha (física, sexual, psicológica, moral e patrimonial), a física é a mais frequente. Nela estão classificadas agressões que vão desde a lesão corporal leve ao assassinato. Ao longo do primeiro trimestre de 2012, foram efetuados 14.296 atendimentos, correspondentes a 58% dos registros. Sete mil (53%) se referem a riscos de morte das mulheres, seguido de espancamentos em 6.025 (45%) dos casos. Dentre as demais violências punidas pela Lei Maria da Penha, os atendimentos apontam: psicológica em 3.305 (13%) dos registros, moral em 2.973 (12%), sexual em 460 (2%) e patrimonial em 425 (2%).
O agressor continua sendo companheiro e cônjuge da vítima, conforme percebido em 12.970 (69,7%) dos registros, seguido por ex-maridos com 2.451 (13,2%). Dentre os 24.775 relatos de violência - excluindo-se 11.245 casos não informados -, em 8.915 (65,9%) dos casos, filhas e filhos presenciaram as agressões cometidas contra suas mães. Em 2.580 (24,5%) dos registros, elas e eles sofreram violência junto com suas mães.
SERVIÇOS PÚBLICOS 


 Dos 101.413 encaminhamentos feitos pelo Ligue 180 para os serviços públicos – nos três primeiros meses deste ano -, 52.788 foram para a segurança pública: 60% direcionados para o serviço 190, da Polícia Militar, e 23% para as delegacias especializadas de atendimento à mulher (DEAM). Num universo de 374 DEAMs no país, somente o Ligue 180 encaminhou 12.078 casos nos três primeiros meses de 2012.
Outro destaque dos dados do Ligue 180 é o tempo de relação da mulher em situação de violência com o agressor. Dos registros informados neste primeiro trimestre, em 7.761 (42,6%) dos casos, o agressor tinha dez anos ou mais de relacionamento com a vítima, em 3.422 (18,8%) entre cinco e dez anos de relação afetiva e em 1.875 (10,3%) entre um e dois anos de relacionamento.

DADOS CONSOLIDADOS



2006 a 2012 – Desde a sua criação em 2005, o Ligue 180 já soma 2.527.493 atendimentos. De 2006 a 2012, foram registrados 603.906 relatos de violência tipificados de acordo com a Lei Maria da Penha: física 182.857 (30%), psicológica 76.620 (12,8%), moral 32.168 (5,4%), sexual 5.899 (1%) e patrimonial 4.920 (0,8%). Nesses cinco anos e meio de vigência da Lei Maria da Penha, o risco de morte foi verificado em 92.684 (52%) dos atendimentos informados, e de espaçamentos em 77.954 (44%). Entre os 248.843 registros feitos pelo Ligue 180, o agressor era cônjuge ou companheiro da vítima em 153.078 (61,5%) dos casos; ex-marido, em 18.805 (7,5%); ou namorado em 5.621 (2,2%).
Das 131.047 informações coletadas acerca do tempo de relacionamento entre a vítima e o agressor, a relação estava estabelecida entre dez anos ou mais em 48.894 (37,3%) dos casos; entre cinco e dez anos em 27.483 (21%); entre um e dois anos em 15.732 (12%); e entre dois e três anos em 12.470 (9,5%) das situações. Em relações de até seis meses, a violência foi estabelecida em 5.530 (4,2%) dos casos. A frequência da violência foi registrada em 228.180 atendimentos, sendo diária em 141.585 (62%) dos relatos e semanal em 44.987 (19,7%) das situações que chegaram ao Ligue 180. Nos últimos 27 meses – janeiro de 2010 a março de 2012 -, o Ligue 180 tem registrado a relação de filhas e filhos com a agressão. Verificou-se que nos 106.889 relatos de violência, 71.130 (66,5%) foram presenciadas por filhas e filhos.

 E em 19.418 (18,2%) das situações, elas e eles foram agredidos junto com suas mães.
Em novembro de 2011, o Ligue 180 expandiu sua cobertura para Espanha, Itália e Portugal.

 Nesses quatro meses, o serviço registrou 70 ligações de brasileiras no exterior, tendo efetuado 18 atendimentos.
LIGUE 180 


Criada em 2005 pela SPM e parceiros, a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 é um serviço de utilidade pública que presta informações e orientações sobre onde às mulheres podem recorrer caso sofram algum tipo de violência. O atendimento funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados.








Veja aqui o relatório : 


http://www.sepm.gov.br/noticias/documentos-1/relatorio-trimestral-ligue-180-2012






Fonte: Comunicação Social SPM