terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Frente em Defesa das Baianas de Acarajé é instalada

Símbolo cultural da Bahia, quituteiras propõem critérios para ordenamento na orla de Salvador

A entrega de uma carta ao prefeito com critérios para o reordenamento das baianas de acarajé na orla marítima de Salvador marcou a solenidade de instalação da Frente Parlamentar da Câmara Municipal em Defesa das Baianas de Acarajé, na manhã desta segunda-feira (13), no Centro Cultural da Casa. A vereadora Fabíola Mansur (PSB) presidirá o colegiado suprapartidário.
Antonio QueirósA solenidade de instalação foi transformada em audiência pública e debateu o reordenamento das baianas na orla marítima da cidade. Também destacou a decisão do juiz federal Carlos D’Ávila proibindo a ocupação da faixa de areia das praias e apontou para a importância da baiana de acarajé e a sua condição de ícone da cultura do estado, sobretudo de Salvador.
“A frente suprapartidária surge para fiscalizar e salvaguardar as tradições deste ofício, cuidando e preservando este importante ícone cultural da cidade que é a baiana de acarajé”, destacou a vereadora Fabíola Mansur. Sobre o licenciamento e permanência das baianas na orla marítima da cidade, defendeu critérios inclusivos com diálogo e participação efetiva da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (Abam).
Força política
No entendimento da vereadora Aladilce Souza (PCdoB), “a Frente em Defesa das Baianas de Acarajé se configura como mais uma força política e com ações para assegurar os espaços de atuação destas profissionais”. Ela defendeu a reciclagem profissional, a qualificação da mão de obra e a preservação das tradições.
O vereador Silvio Humberto (PSB) apontou para a contradição de a Bahia ser associada à baiana de acarajé e a necessidade de se criar uma frente parlamentar em defesa de quem é símbolo de sua cultura. “Em torno da baiana existe uma cadeia econômica, um patrimônio cultural”, destacou o vereador. Ele vê a baiana de acarajé como “símbolo máximo da cultura negra”.
A luta destas quituteiras para assegurar a atuação profissional em vários pontos da cidade foi relatada pelo vereador Arnando Lessa (PT), que pediu clareza nos critérios de reorganização das baianas. O vereador Hilton Coelho (PSOL) criticou a decisão do juiz Carlos D’Ávila e lembrou que “as nações africanas não existiriam sem a contribuição das baianas de acarajé”.
Fontes: Câmara Municipal de Salvador / SEPPIR

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