quarta-feira, 21 de março de 2012

" O meu cansaço é quando  chego no final do dia , olho para os lados percendo que a vida continua e a luta no combate ao racismo e pelas   mulheres negras  se torna cada dia mais árdua, perversa e desumana ."  
Mônica Aguiar

quarta-feira, 14 de março de 2012

A MULHER EM MOÇAMBIQUE

ESPECIAL – AFRICA/BRASIL – BRASIL /AFRICA
MARÇO – MÊS INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES

"A maior conquista feminina nos últimos anos foi a participação em órgãos onde decisões são tomadas, em todos os níveis. Antes, os homens conseguiam evitar que denunciássemos o que estava acontecendo de errado, mas hoje as mulheres têm mais voz para dizer o que pensam e propor soluções para a melhoria de suas condições de vida", afirma.
Se, por um lado, a presença feminina em cargos de liderança do governo em Moçambique é uma das maiores do mundo, por outro, as mulheres ainda sofrem com uma estrutura social repressiva, na qual a liberdade de escolha e o direito à educação são garantidos prioritariamente aos rapazes." Lídia Sitoe


Presença política

Enquanto no Brasil a presença de mulheres no parlamento não passa de 10%, a Assembleia da República Moçambicana possui um total de 40% de representatividade feminina. Pela primeira vez, inclusive, o órgão é presidido por uma mulher, Verônica Macamo, respeitada entre os colegas e símbolo da luta pela emancipação feminina no país. Nos ministérios, cerca de um terço entre ministros e vice-ministros são dirigidos por mulheres.
A presença da mulher na política moçambicana tem origem distante, juntamente ao nascimento de Moçambique como uma nação independente de Portugal. Os movimentos de libertação que chegaram ao auge nos anos 1970, culminando na oficialização da independência do país e criação da República de Moçambique, possuíam o apoio geral da população e a trazia para perto da luta.
Inspirados pela linha de pensamento socialista, os líderes inconfidentes pregavam a igualdade entre todos, sem discriminação quanto à idade, cor, tribo, religião e sexo. Nesse contexto, por exemplo, as mulheres possuíam sua própria facção dentro da Frelimo (Frente de Libertação Moçambicana) – partido atualmente no poder –, a chamada OMM (Organização das Mulheres Moçambicanas).

Desigualdade de gênero

O grande paradoxo da intensa participação política feminina em Moçambique é a situação desprivilegiada em que se encontram grande parte das mulheres comuns no país em suas vidas cotidianas.
As maiores desigualdades de gênero são observadas nas zonas rurais mais afastadas da capital do país, Maputo. Entre as 7,5 milhões de mulheres morando nessas áreas, mais de seis milhões são analfabetas. Além disso, cerca de 90% dos trabalhadores agrícolas são mulheres, mas 85% das explorações agro-pecuárias são controladas por homens.
O analfabetismo, que assola 52% da população de 22 milhões de moçambicanos, se faz muito maior entre as mulheres também, atingindo uma taxa de 67% entre elas, enquanto entre os homens a porcentagem é de 36%. Como consequência da falta de base educacional, 70% dos 11 milhões vivendo em extrema pobreza no país são do gênero feminino.

As Mulheres em Cabo Verde: Experiências e Perspectivas

ESPECIAL – AFRICA/BRASIL – BRASIL /AFRICA
MARÇO – MÊS INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES

HISTÓRIA - Em 2010, assinalam-se oficialmente 550 anos do achamento das primeiras ilhas do arquipélago, 35 anos da Independência Nacional e comemora-se o centenário da Revolta de Ribeirão Manuel, uma revolta protagonizada por mulheres contra as relações laborais e as condições de sobrevivência da época colonial. Neste contexto, torna‑se central colocar na agenda de debate, não só o passado de escravatura e colonização, mas também o papel e a situação das mulheres cabo‑verdianas enquanto sujeitos históricos desta nação transnacionalizada.
Assim, o Centro de Investigação e Formação em Género e Família (CIGEF) da Universidade de Cabo Verde – com a parceria do CODESRIA e do CES-UC – ORGANIZOU um encontro internacional sobre o percurso histórico do país e das mulheres cabo‑verdianas, subordinado ao tema “As Mulheres em Cabo Verde: Experiências e Perspectivas”. Esta conferência teve  lugar na cidade da Praia, nos dias 9 e 10 de Novembro de 2010, com o objectivo de desenvolver um programa de actividades transversal a diferentes áreas de interesse académico, contribuindo assim para a construção de novos e amplos conhecimentos no que se refere à problemática do género, no país e na sua diáspora. Esta conferência incide sobre os seguintes temas:
         História das Mulheres de Cabo Verde
         Mulheres, Escravatura e Pós-colonialismo
         Mulheres, Revoltas Sociais e Reformas Institucionais
         Educação, Ciência e Cidadania
         Migrações, Diáspora e Política Externa
         Mulheres e Violências: Passado e Presente
         Turismo, Ambiente e Desenvolvimento Rural
         Música, Cultura e Representações do Feminino





       

Mulheres envolvidas desde cedo na luta de libertação de Angola


“ESPECIAL - AFRICA/BRASIL - BRASIL/AFRICA”  
MARÇO - MES INTERNACIONAL
DE LUTA DAS MULHERES

Luanda - A mulher angolana não só lutou pelos seus direitos mas também participou ativamente na luta de libertação de Angola, a julgar pela participação de uma delegação feminina num encontro internacional, na ex-RDA, onde denunciou as invasões militares estrangeiras que o país sofria com vista a sufocar o direito à independência nacional e lançou um apelo de solidariedade.  
 A explanação é de Carolina Cerqueira, integrante  do Comité nacional da OMA, sua declaração foi dada quando falava sobre a posição da organização no contexto internacional, em um ato que reuniu mulheres estrangeiras, embaixatrizes, deputadas, entre outras, à luz dos 50 anos da fundação da instituição feminina.
 Carolina acrescentou que outras mulheers fizeram parte da delegação, Maria Rute Neto, Albina Assis, Maria Allen, Luísa Inglês, ambas já falecidas, e Irene Weba.
 Ainda sobre o percurso da OMA na arena internacional, Carolina Cerqueira, sublinhou que, um ano mais tarde, uma delegação da organização representou a mulher angolana na Conferência Internacional do México, onde as Nações Unidas proclamaram o ano Internacional da Mulher.
 Para ela, foi um importante marco do movimento feminino internacional e um compromisso dos estados membros na defesa da igualdade, do desenvolvimento e da paz, como condições basilares para a promoção e a dignificação das mulheres e suporte às conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres de todo o mundo.
 "Foi esta a primeira vez que uma delegação feminina de Angola independente fez-se representar numa Conferência Internacional, dando voz aos anseios e ao esforço de milhões de mulheres angolanas perante o mundo", disse.
 Assim deu-se início ao grande engajamento das Nações Unidas a favor da luta das mulheres de todo o mundo, com destaque as conferências do México, 1975, Nairobi, 1985, Beijing, 1995, e Nova Iorque, 2000, que tornaram esta organização mundial uma indubitável vanguarda da garantia e promoção dos direitos da Mulher.
 Em todas as conferências foram planejadas  ações a serem executadas para o reforço do poder feminino, sendo um dos principais objetivos envolver os homens na vida familiar e, concomitantemente, as mulheres na vida pública.
 Daí, o lema Igualdade, Desenvolvimento e Paz passou a generalizar-se como Plataforma de luta e de engajamento dos Estadas e das sociedades civis do mundo inteiro, comprometidos com a causa das mulheres.


Fonte : ANGOP

Mulheres apelam OMA a enriquecer mais o seu historial

ESPECIAL - AFRICA/BRASIL - BRASIL/AFRICA
MARÇO - MES INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES
 
Luanda - Mulheres de vários estratos sociais apelaram hoje, terça-feira, a direcção da Organização da
Angop
Estrangeiras palestram com a OMA
Estrangeiras palestram com a OMA
Mulher Angolana (OMA), a ouvir "mais vozes" e colher opiniões sobre a participação desta franja desde a luta de clandestinidade até à presente data, para enriquecer o historial desta instituição feminina.
 O apelo foi lançado durante a palestra sobre "OMA no contexto Internacional", realizada no âmbito dos 50º anos desta organização.
 Algumas presentes foram unânimes em afirmar que muito antes da fundação da OMA, as mulheres angolanas já se faziam presentes na luta de clandestinidade e, por isso, deve-se rebuscar o passado para enriquecer a sua história.
 Outras sublinharam a importância de se contar com clareza o percurso da OMA, ou seja, de muitas mulheres angolanas que deram o seu saber e até mesmo a vida para a independência e desenvolvimento do país, para que os mais jovens conheçam o papel que elas desempenharam ao longo dos anos.    
 
 A palestra, que contou com a presença de embaixatrizes, mulheres estrangeiras, deputadas, entre outras, teve como prelectora Carolina Cerqueira, membro do Comité nacional da OMA e do Bureau político do Comité Central do MPLA.
 A prelectora disse que, a actividade da OMA a nível nacional é hoje reconhecida por todos os segmentos da sociedade angolana, o que a posiciona como a mais prestigiada e dinâmica organização feminina nacional, reunindo no seu seio mais de dois milhões de membros de todas as idades, estratos sociais e credos religiosos, com representações no exterior, agrupando mulheres que na diáspora cumprem missões de serviço, estudam ou simplesmente fixaram residência.
 Paralelamente ao prestígio granjeado no interior do país, disse, que a OMA é fiel aos exemplos das suas percussoras que na década de 60 fundaram a organização e romperam barreiras levando a voz e os feitos das mulheres angolanas em todo o mundo, pelo que ocupa hoje um lugar de grande responsabilidade e de reconhecido valor a nível regional e internacional na advocacia dos direitos e promoção da Mulher.
 Ao pronunciar-se sobre a actividade de OMA no período pós independência, Carolina Cerqueira ressaltou que durante a luta de libertação nacional muitas foram as iniciativas promovidas pela organização, com vista a dar visibilidade à luta libertadora do povo angolano, através de acções de solidariedade e participação em fóruns internacionais.


Fonte e foto ANGOP 

Embaixada de Angola promove celebrações do Dia Internacional da Mulher no Centro Cultural Casa de Angola, na Bahia

ESPECIAL AFRICA/BRASIL - BRASIL/ÁFRICA

MARÇO : MES INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES


O ponto alto das celebrações foi a palestra sobre “O percurso histórico da Mulher Angolana, uma Mulher Africana na construção de Angola”, proferida por Neogilda Cosme, esposa do embaixador de Angola no Brasil




As ações em prol da promoção da mulher, adoptadas pelo Executivo Angolano, dirigido pelo Presidente José Eduardo dos Santos, foram destacadas, em Salvador, capital do Estado da Bahia, pelo embaixador de Angola no Brasil, Nelson Cosme.
 Nelson Cosme falava quando abriu naquela cidade a jornada comemorativa ao oito de Março, Dia Internacional da Mulher.
 Numa cerimónia que contou com a presença da escritora Maria Eugénia Neto, viúva do Primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, o embaixador Nelson Cosme afirmou que as acções do executivo traduzidas na aprovação de importantes diplomas legais têm contribuído para o empoderamento da mulher e da família angolana.
 O embaixador de Angola no Brasil realçou que estão protegidos os direitos das mulheres, promovendo-se a equidade do género a nível económico, político e social.
 As celebrações do Dia Internacional da Mulher, promovidas pela , decorreram no Centro Cultural Casa de Angola, na Bahia, onde foi inaugurada uma exposição de livros escritos por mulheres angolanas e brasileiras.
 O ponto alto das celebrações foi a palestra sobre “O percurso histórico da Mulher Angolana, uma Mulher Africana na construção de Angola”, proferida por Neogilda Cosme, esposa do embaixador de Angola no Brasil.
 Depois de fazer uma resenha história da participação da mulher na luta de resistência ao colonialismo português, destacando os feitos de Rainha NJinga Mbande, a embaixatriz falou da participação da mulher angolana na luta armada de libertação nacional e depois no processo de reconstrução nacional.
 A palestrante apresentou um quadro detalhado da participação da mulher nos órgãos públicos de decisão, tais como o Governo e o Parlamento e na magistratura judicial e do Ministério Público.
 Aproveitou para destacar as conquistas da mulher angolana em prol da sua afirmação na sociedade e realçou o empenho do Executivo na criação das bases para que os direitos da mulher sejam protegidos.
 Defendeu que a verdadeira emancipação da mulher passa pela sua independência económica e disse que as suas conquistas devem ser alcançadas tendo sempre o homem como seu aliado.


Foto: Rainha NJinga Mbande

terça-feira, 13 de março de 2012

Aceite seus excessos e faltas

É possível deixar de lado a autocrítica e se perceber na totalidade

por : Simone Kobayashi

Almejamos a perfeição, queremos ser à prova de falhas, desejamos estar certos, optar corretamente e ter as reações mais corretas 100% do tempo. Não aceitamos ser menos que "perfeitos". Seja por autocrítica, ou para mostrar aos outros, ou mesmo, porque é o que nos foi incutido culturalmente desde pequenos.
Agora, quem é perfeito? Quem não falha? Quem está sempre certo? Eu respondo: ninguém!
Não seria mais humanamente possível o conceito de totalidade, no qual nossas características com seus excessos e faltas são aceitas como partes de nós mesmos? Por exemplo, a raiva como sinalizador dos nossos limites, a preocupação como projeção dos nossos desejos e todas essas características e sentimentos que nos mostram onde e quando temos que melhorar.
Por totalidade entende-se que temos o branco e o preto, além de todas as outras cores; o certo e o errado, além de todas as nuances do mais ou menos, dependendo do ponto de vista e da situação.
A palavra chave é aceitar que temos todas essas nuances. Aceitar é acolher sem julgamentos ou crítica. Aceitar não é gostar, e sim acolher a totalidade de nós mesmos."Aceitar não é gostar, e sim acolher a totalidade de nós mesmos."
É difícil, eu sei. É um trabalho para a vida toda, mas garanto que é recompensador.

Aprendendo a aceitar

Precisamos aceitar que temos características que podem se exceder ou faltar em determinadas situações, aceitar que oscilamos. Aceitar que essas características são parte de nós, que o excesso ou falta só mostra onde temos que aprender, melhorar e evoluir. É com essas oscilações que aprendemos a lidar com nós mesmos. Aceitar que sentimos raiva, preocupação, mágoa, tristeza. E isso faz de nós seres únicos e especiais, com toda a diversidade e humanidade que a experiência da vida nos traz.
Entenda: aceitar não é deixar de sentir ou tentar controlar esses sentimentos que chamamos negativos, eles são sentimentos válidos, pois servem para nos guiar, para sinalizar onde estão nossos limites, nossas feridas, nossas fraquezas. Onde exatamente não estamos plenos e satisfeitos ainda. Em qual área da vida não nos sentimos felizes.
Reflita, e se possível, liste os sentimentos e situações que lhe fazem sofrer de alguma forma.
  • Quais são esses sentimentos e situações que você pode melhorar ou lidar para que se tornem menos nocivos?
  • Quais são os sentimentos e situações que você não tem como modificar? Esses temos que aceitar.
Sugiro praticar a Oração da Serenidade: "...dai-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu possa, e sabedoria para que eu saiba a diferença".
Não somos perfeitos, mas podemos aceitar nossa complexa totalidade. Oscilando às vezes, mas melhorando sempre.



Terapeuta Holística . Ministra cursos sobre Geoterapia, Cristalopuntura, Auriculoterapia e Reiki. Autora do livro "Pedras e Cristais - Em Busca do Equilíbrio", faz atendimentos em consultórios em Vila Madalena,Parque Continental e Jardim Bonfiglioli, todos em São Paulo. Mestra Reiki, se dedica aos estudos de cristais, florais e holopuntura. Seus atendimentos englobam Acupuntura, Cristalopuntura, Massagem Terapêutica com Pedras e Cristais, Harmonização e Equilíbrio dos Chakras, Reikristal, Auriculoterapia e Florais de Bach e de Minas.

Fonte : Revista Personare

segunda-feira, 12 de março de 2012

Encontrado Cemitério dos Pretos Novos no Rio de Janeiro

As obras de reforma em uma casa a cerca de 500 metros do local onde foi encontrado o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, foram a chave para a descoberta do espaço conhecido como Cemitério dos Pretos Novos. Nele, os negros que não resistiam ao deslocamento entre a África e o Brasil, no período colonial, eram enterrados em covas coletivas. Ainda é impossível determinar o número de pessoas enterradas no local.
Os ossos estão sendo analisados pela Universidade de Brasília (UnB) que identificará de que estes africanos se alimentavam, em que condições e onde viviam. No cemitério, também foram encontrados búzios, miçangas e anéis que serviam de amuletos de proteção. Para Tânia Andrade de Lima, arqueóloga responsável pelas escavações, as peças representam a última esperança daqueles negros que, além trazidos para uma terra estranha, eram violentados de todas as maneiras.
Segundo Tânia, diante desse cenário era preciso buscar formas de representar a resistência necessária para superar as agressões. As peças traduzem enorme diversidade de práticas mágico-religiosas além de crenças muito distintas. “Elas constituem a herança deles para seus descendentes e para a posteridade. Eles falam através desses objetos”, afirma a especialista.

Novas descobertas – Nas escavações do Cais do Valongo, os arqueólogos encontraram dois canhões, do início do século XVII, que podem ser os mais antigos do Brasil. Tânia e sua equipe esclarecem que a existência de uma bateria de canhões na orla, próxima ao Morro da Conceição, era desconhecida pela história. A descoberta surpreendeu aos historiadores militares que também buscam vestígios do comércio escravagista do século XIX na região.
Os canhões estão sob responsabilidade do Museu Nacional para estudos. Outros objetos do século XIX passarão por limpeza e processamento na instituição. Toda a equipe envolvida já reuniu material suficiente para remontar parte da história dos negros escravizados trazidos da África que eram vendidos no Cais do Valongo, por onde passaram mais de um milhão de escravos.

Cronologia – O Cais do Valongo de 1811, foi encontrado há um ano quando funcionários da prefeitura carioca trabalhavam na revitalização da Zona Portuária para a Copa de 2014. Durante as escavações, foi encontrado além dele o Cais da Imperatriz, construído para receber Teresa Cristina, que se casaria com Dom Pedro II. Os tesouros arqueológicos estavam escondidos sob a Avenida Barão de Tefé há pelo menos um século.
O Cais da Imperatriz teria sido construído sobre o Cais do Valongo logo após a primeira lei contra o tráfico negreiro em 1831, com o objetivo de apagar a realidade de mercado escravagista do local considerado o maior porto de chegada de escravos do mundo. “Houve então o embelezamento do Cais para pôr fim aquela etapa da história”, explica Tânia. “O que passou a ser visto como uma vergonha foi desativado para que a princesa pudesse desembarcar em uma terra onde não existia o comércio de gente”, conclui.

Fonte : FCP

Mais de 30 mil escolas vão ter aula em tempo integral este ano, diz presidenta

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil


 A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (12) que mais de 30 mil escolas em todo o país vão ter aula em tempo integral ainda em 2012. Segundo ela, o Programa Mais Educação, que oferece atividades em tempo integral aos estudantes do 1º ao 9º ano, deve beneficiar 5 milhões de estudantes em todo o país – inclusive em escolas rurais.
“O Programa Mais Educação é responsável por uma grande transformação que já estamos fazendo em 15 mil escolas do ensino fundamental de todo o país. Hoje, 2,8 milhões de estudantes do 1º ao 9º ano já ficam na escola o dia todo. Eles participam de atividades orientadas, que vão desde o acompanhamento das tarefas escolares até a prática de esportes, aulas de arte e informática”, explicou.
No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma ressaltou que a meta de 30 mil escolas com ensino fundamental em tempo integral era esperada para 2014 e que o novo número definido para o último ano de governo passou a ser de 60 mil escolas integradas ao Mais Educação.
“Elas [as crianças] ficam na escola, no mínimo, sete horas por dia. Lá, recebem um lanche pela manhã, almoçam e depois, à tarde, fazem novo lanche. E o que é importante: têm reforço em matemática, português, ciências, praticam esportes, têm aula de arte e ainda fazem informática”, explicou.
O Ministério da Educação está com inscrições abertas até o próximo dia 30 para novas adesões das prefeituras ao Mais Educação. Ao todo, o governo deve investir R$ 1,4 bilhão este ano no programa. Têm prioridade escolas onde estudam beneficiários do Bolsa Família e também as que tiveram baixa avaliação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
“As atividades complementares podem contribuir muito para melhorar a qualidade da educação das nossas crianças”, disse a presidenta. “É uma forma de superar desigualdades, permitir que todas as crianças tenham uma boa educação e acesso a atividades que serão muito importantes para o seu futuro”, concluiu.

I Seminário de Ater Quilombola, 12 e 14 de março Brasilia

   A Seppir é parceira da atividade, que tem como objetivo discutir o documento base da 1° Conferência Nacional sobre Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária
Cerca de 50 lideranças quilombolas nacionais, além de técnicos das empresas estaduais de assistência técnica rural, participarão do 1° Seminário Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para Quilombolas, que será promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) entre os dias 12 e 14 de março. O evento acontecerá no Centro de Convenções Israel Pinheiro e integra a agenda de mobilização para a 1ª Conferência Nacional sobre Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (1ª CNATER).
De acordo com o diretor para Povos e Comunidades Tradicionais do MDA, Edmilton Cerqueira, o seminário tem como objetivo central discutir o documento base da 1° CNATER, que foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), vinculado ao MDA. “Será feito um debate a partir dos eixos que estão colocados neste documento para formular e propor diretrizes nacionais para as políticas públicas de assistência técnica e extensão rural”, afirmou.
Cerqueira explica que, diferentemente das conferências regionais de Ater, o encontro temático não elegerá delegado ou representante para a CNATER, mas é uma atividade preparatória que busca ampliar a participação e aprofundar o processo de discussão da Política Nacional de Ater (PNATER) para os quilombolas, considerando suas especificidades étnicas, culturais e territoriais. “A Ater para as comunidades quilombolas tem um papel importante e de destaque na medida em que há uma integração entre os agentes que prestam esse serviço e as famílias e comunidades que estão sendo contempladas”, destacou o diretor.
Edmilton Cerqueira explica que a 1ª CNATER terá como base os seguintes eixos temáticos: Ater para o Desenvolvimento Rural Sustentável; Ater para a Diversidade da Agricultura Familiar e a Redução das Desigualdades; Ater e Políticas Públicas; Gestão, Financiamento, Demanda e Oferta de Serviços de Ater, e Metodologia de Ater – Abordagens de Extensão Rural. “Esses cinco eixos serão debatidos no 1° Seminário Nacional de Ater Quilombola e em todos os eventos que antecedem a conferência”, destacou.
A construção participativa, com enfoque na cidadania e na democratização das políticas públicas, também é salientada pelo diretor. “As atividades preparatórias para a CNATER incentivam a contribuição das comunidades quilombolas nos processos decisórios, reforçando a identidade territorial”, observa.
Cerqueira reforçou ainda a Chamada Pública nº 003/2011 – Projeto Quilombola, do Plano Brasil Sem Miséria, por meio da qual foram contratadas cinco entidades para atender a 4,8 mil famílias de 39 comunidades quilombolas nos municípios de Francisco Sá (MG), Pai Pedro (MG), Jaíba (MG), Porteirinha (MG), Catuti (MG), Janaúba (MG), Monte Azul (MG), Conceição da Barra (ES), São Mateus (ES), Santarém (PA), Bom Conselho (PE), Campo Formoso (BA) e Alcântara (MA).
Integrante do Plano Brasil Sem Miséria, esta chamada de Ater firma o compromisso de levar cidadania a comunidades quilombolas em situação de vulnerabilidade social. “É preciso manter o respeito à autonomia e à história das comunidades, pois existe um processo de oralidade muito profundo e intenso em sua construção. Estas comunidades são fruto de um processo de luta do povo negro no Brasil, que foi escravizado por séculos, e não se pode desvirtuá-las”, completou Edmilton.
Além do MDA, a realização do seminário tem a parceria dos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e da Saúde (MS), da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Fundação Cultural Palmares (FCP), do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), do e da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq).
“A Seppir é um parceiro importante em todo esse processo, já que foi o órgão articulador para a constituição dessa chamada de Ater 003/2011 para Quilombolas, na discussão de quais estados e municípios, e ainda no estabelecimento de metodologias e estratégias de trabalho com relação a esse público”, declara a gerente de Projetos da Secretaria da Comunidades Tradicionais (Secomt), da Seppir.
1ª CNATERA 1ª Conferência Nacional sobre Assistência Técnica e Extensão na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (1ª CNATER) acontece de 23 a 26 de abril de 2012, em Brasília, e vai abordar os eixos: Ater para o Desenvolvimento Rural Sustentável; Ater para a Diversidade da Agricultura Familiar e a Redução das Desigualdades; Ater e as Políticas Públicas; Gestão, Financiamento, Demanda e Oferta dos Serviços de Ater e Metodologia de Ater.
A partir da conferência, serão propostas diretrizes, prioridades e estratégias para o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pronater), tendo como referência a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER) e em atendimento à Lei nº. 12.188 de 11 de janeiro de 2010, a Lei de Ater.
A realização da 1ª CNATER está sendo precedida por conferências estaduais, podendo ser realizadas conferências municipais, territoriais e eventos temáticos. Nas conferências estaduais serão elaborados relatórios que devem destacar as contribuições ao documento base estadual, que é entregue à Comissão Executiva Nacional.
“As conferências permitem ao governo federal, por meio do MDA, ouvir os diversos atores do processo e, a partir daí, construir instrumentos que vão qualificar esse serviço tão importante para que as famílias acessem as políticas públicas, para que ocorra a inovação tecnológica no campo, propiciando que essas famílias tenham mais renda e vivam melhor”, enfatiza o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF/MDA), Argileu Martins.
Participarão do evento nacional delegados, convidados e observadores, entre eles representantes da sociedade civil (75% representação de agricultores familiares e assentados da reforma agrária e 25% representações de entidades não governamentais executoras de serviços de Ater); além de representantes do governo, de entidades governamentais executoras de serviços de Ater e de órgãos públicos dos poderes executivo, legislativo e judiciário das esferas estadual e municipal.


Fonte : Assessoria de Comunicação do MDA

Concurso para escolha da Logomarca do Fórum de Mulheres do DF e entorno

Divulgamos o concurso para a escolha da Logomarca do Fórum de Mulheres do DF e Entorno:
Podem participar mulheres residentes no Distrito Federal ou entorno.
O envio das propostas pode ser feito até o dia 25 de março e o nome da vencedora será divulgado na festa de comemoração dos 25 anos do FMDF, no dia 30 de março.
A premiação é uma passagem aérea (ida e volta) para qualquer capital do país com duas diárias em hotel turístico.

Clique  para acessar o regulamento do concurso


Clique  para acessar a ficha de inscrição


Mas Informações : forumdemulheresdodf@hotmail.com
ou : (61) 3224 1791 com Leila


Roda de Conversa sobre a Situação da Mulher no DF

 13.03.2012
 Brasília/DF

Mulheres representam quase metade da população rural brasileira

Da Rádio Nacional da Amazônia

 Mais de 14 milhões de brasileiras vivem fora dos centros urbanos, segundo dados do último censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse número representa quase metade da população rural brasileira, ou seja, 47%. Só na Região Norte, quase 2 milhões de mulheres vivem no campo e na floresta.
Segundo a coordenadora da Direção Nacional do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Rosângela Cordeiro, a reivindicação mais concreta das mulheres rurais está ligada ao modelo de agricultura que prevalece no Brasil. “A nossa pauta é essa discussão sobre a ocupação dos territórios e também da forma como é conduzido o modelo de agricultura no Brasil”, disse Rosângela.
Esse modelo de agronegócio, para a coordenadora, contribui para o surgimento de outros problemas, como o aumento dos casos de mulheres vítimas de violência por disputas de terras e o grande número de doenças ligadas aos agrotóxicos utilizados nas plantações.
Além do modelo de agronegócio, Rosângela reforçou as dificuldades de acesso ao crédito que as mulheres das áreas rurais enfrentam.
Em entrevista à Rádio ONU na última semana, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, disse que as mulheres rurais ainda enfrentam muitos desafios e, apesar de o trabalho no campo gerar riqueza e ser essencial para a segurança alimentar, a maioria delas trabalha para o próprio consumo, sem receber salário.
A coordenadora da Secretaria Nacional da Mulher Extrativista do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), Célia Regina das Neves, considera os desafios das mulheres extrativistas ainda maiores. Segundo Célia, essas mulheres precisam da garantia do território em condições suficientes para desenvolver a sua organização produtiva, mas não têm políticas que permitam o desenvolvimento das atividades, como transporte e capacitação.
A ministra Eleonora Menicucci lembrou, durante entrevista concedida à Rádio ONU, que essas mulheres são as principais responsáveis pela preservação da natureza e dos conhecimentos tradicionais, mas ainda têm o menor acesso à terra, a serviços rurais e ao poder de decisão. Segundo ela, as políticas para as mulheres rurais fazem parte da agenda de integração regional do Mercosul.
 
 

Guia alerta para as várias convenções internacionais que garantem o direito das mulheres de participar da vida política, no interior dos partidos políticos

         Publicação dirige-se, principalmente, aos líderes de partidos políticos, organizações da sociedade civil e ativistas que atuam na causa da igualdade de gênero.

Guia sugere ações para promover a participação política das mulheresUm guia produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo National Democratic Institute (Instituto Nacional Democrático) aponta aos partidos políticos caminhos para que a pouca representatividade das mulheres nos altos escalões políticos e no processo de tomada de decisão seja corrigida. O caminho a seguir, segundo o guia, é apoiar a participação das mulheres no processo eleitoral.
Com o título ‘Empoderando as Mulheres para Partidos Políticos mais Fortes’, a publicação busca promover a participação política das mulheres. O guia identifica casos de sucesso que mostram como os partidos políticos podem promover a participação das mulheres nas tomadas de decisões em todos os níveis. A publicação dirige-se, principalmente, aos líderes de partidos políticos, organizações da sociedade civil e ativistas que atuam na causa da igualdade de gênero.
“Com menos de 20% dos assentos parlamentares do mundo ocupados por mulheres, é claro que os partidos políticos precisam fazer mais – e devem ser incentivados nesses esforços – para apoiar a capacitação política das mulheres”, disse Helen Clark, Administradora do PNUD, durante a 56ª Comissão sobre o Estatuto das Mulheres, realizada na última semana de fevereiro em Nova Iorque.
O Brasil foi cobrado pelos peritos que fazem parte do Comitê das Nações Unidas para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) pela baixa proporção de mulheres ocupando cadeiras no Congresso Nacional. Apesar de o país ter hoje mulheres em pontos chaves da administração federal, a atual bancada feminina na Câmara dos Deputados representa apenas 8,77% do total da Casa (45 deputadas). No Senado, apenas 12 das 81 cadeiras são ocupadas por mulheres.
O guia alerta que embora várias convenções internacionais garantam o direito das mulheres de participar da vida política, no interior dos partidos políticos elas tendem a ser sub-representadas em posições de poder ou acabam atuando em papéis coadjuvantes. Outra constatação é a de que a falta de acesso a redes estabelecidas de influência e a limitação de recursos são alguns fatores que ajudam a entender porque a proporção de mulheres nos altos escalões dos partidos políticos têm se mantido bem abaixo da participação dos homens em todo o mundo.
O guia cita vinte exemplos de países que tomaram medidas positivas para alterar esse cenário, aumentar a participação política das mulheres e a inclusão no processo eleitoral.
Para ler o guia em espanhol, clique



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Fonte : SPM

SPM e Governo da Paraíba reforçam, nesta segunda-feira (12/3), compromisso para enfrentamento da violência contra as mulheres

Já está em fase de repasse o montante de R$ 1.304.111,34 dos recursos do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM-PR para o governo estadual
A Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Eleonora Menicucci, participa nesta segunda-feira (12/3), às 10h, em João Pessoa, de ato solene com o governador do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho. Na ocasião, será assinado termo de cooperação para a Consolidação e o Fortalecimento da Política de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. O evento acontecerá no Palácio da Redenção.
Com o termo de cooperação, a Paraíba reforçará o compromisso com a Política de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da SPM, para a qual serão repassados R$ 1.304.111,34 dos recursos do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres - ação conjunta entre Governo Federal, Estados e Municípios. O montante agregará as ações do Governo Estadual da Paraíba, por meio da Secretaria de Segurança e da Defesa Social, para fortalecer, reaparelhar ou reestruturar serviço. Além disso, os recursos serão utilizados para a capacitação de profissionais para a rede especializada de enfrentamento à violência contra as mulheres.
Em outubro de 2011, a SPM e o Governo do Estado da Paraíba renovaram a parceria por meio do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. De 2007 a 2010 houve um repasse de R$ 1.841,090,50 ao Estado, sendo 1.322.448,50 só em 2010. Desses recursos, R$ 90.000,00 foram para a Defensoria Pública; R$ 306.359,50 para as prefeituras; e R$ 380.260,00 para o Governo Estadual.

REDE DE ATENDIMENTO
- Atualmente, a Paraíba conta com uma série de serviços da rede especializada de enfrentamento violência contra as mulheres: 2 Promotorias Especializadas/Núcleos de Gênero do MP (João Pessoa e Campina Grande); 1 Núcleos/Defensorias Especializados de Atendimento à Mulher (João Pessoa); 3 Centros de Referência de Atendimento à Mulher (João Pessoa, Cajazeiras e Santa Luzia); 2 Juizados de Violência Doméstica e Familiar (João Pessoa e Campina Grande); 2 Casa Abrigo (João Pessoa e Campina Grande); 9 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) - João Pessoa, Patos, Campina Grande, Cajazeiras, Santa Rita, Souza, Bayeux, Guarabira e Cabedelo.Além disso, há uma Rede Estadual de Atendimento às Mulheres, Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência, 82 Centros de Referência Especializada na Assistência Social, distribuídos em 45 municípios, sete Varas de Atendimento Especializado e 28 Casas da Família, em 27 municípios paraibanos.
RETRATO DA VIOLÊNCIA -
No ano de 2012, de 1º de janeiro até 8 de março, foram registrados 28 homicídios contra mulheres na Paraíba. Com 8.436 ligações realizadas, a Paraíba ocupa a 18ª colocação em números absolutos e 19ª lugar por taxa da população feminina. Destas, 546 relatam algum tipo de violência conforme tabela a seguir:


DADOS DO ATENDIMENTO – LIGUE 180TOTAL

Ligações da Paraíba

8436
Violência relatada:  -
Física  351
Psicológica123
Moral    60
Sexual   4
Patrimonial   8

Assinatura de Termo de Cooperação para a Consolidação e o Fortalecimento da Política de Enfrentamento à Violência contra a Mulher entre a SPM/PR e o Governo da Paraíba
Data: 12 de março de 2012 (segunda-feira)
Horário: 10h
Local: Palácio da Redenção (Av. João da Mata, s/n - Bloco II) – João Pessoa/PB


Destacada contribuição da mulher angolana no desenvolvimento económico e social do país do país

Uíge - O segundo secretário do comité provincial do Uíge do MPLA, Janota Ginga, destacou hoje, na cidade do Uíge, a contribuição da mulher angolana no desenvolvimento económico e social do país.
 Janota Ginga fez o reconhecimento quando se pronunciava no encerramento da actividade promovida pela OMA, que serviu para abordar os ganhos da mulher durante os 50 anos de existência da organização feminina do MPLA.
 O político disse que a mulher no país está a dar o seu contributo em todos os sectores da vida política, económica e social do país, visando o bem-estar de todos os angolanos.
 “A comemoração dos dias 2 e 8 de Março no país é fruto do empenho e dedicação da mulher em Angola, assim como os seus esforços para ocupar lugar em que se encontra hoje", referiu.
 Acrescentou ainda que o MPLA quer que no próximo mandato haja mais mulheres a dirigir, que tenha mais mulheres ministras, governadoras, vice-governadores, administradoras municipais, assim como comandantes provinciais da polícia, juízas e procuradoras provinciais.
 Segundo ele, as mulheres têm dado bom exemplo, demonstrado e exercendo com responsabilidade, brio, zelo e competência as funções que lhes são atribuídas.
 “Pelas capacidades que têm vindo a demonstrar, as mulheres devem continuar a trabalhar ao lado do seu companheiro para o desenvolvimento do nosso país”, referiu.
 O segundo secretário do comité provincial do Uíge do MPLA, exortou as presentes, assim como os militantes do MPLA, JMPLA e população em geral, a não deixarem-se guiar pela propaganda enganosa que pretende dividir e destruir tudo aquilo que foi conseguido com muito esforço e sacrifício dos filhos da pátria.
 Participaram do acto, deputados a Assembleia Nacional do círculo eleitoral do Uíge, membros do Comité Central do MPLA residentes, do Comité Nacional, provincial e municipal da OMA, assim como militantes do MPLA e da JMPLA.



Fonte : ANGOP

quarta-feira, 7 de março de 2012

08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DE LUTA DE TODAS AS MULHERES

Por Monica Aguiar

No Dia 8 de março de 1857, várias operárias trabalhadoras de uma fábrica de tecidos, fizeram uma grande greve.  Ocuparam a fábrica e reivindicaram melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. Além de ter sido trancadas  dentro da fábrica foi ateado fogo aproximadamente em 130 tecelãs que morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano e brutal.

HISTORICO

Somente no ano de 1910 foi decidido que o 8 de março passaria a ser a “Dia Internacional da Mulher”, uma homenagem às mulheres que morreram na fábrica em 1857.
Em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).   Ao  ser criada esta data, não se pretendia que a data fosse comemorativa  como esta sendo feito por muitos hoje. Quando esta pauta histórica sofre mudança como vem acontecendo a exemplo das pecas publicitárias que vemos nas telenovelas, jornais e propaganda, contribui muito e de  forma significativa com a mudança  do  olhar e atenção  de  parcela da sociedade com relação as lutas e bandeiras bem como as plataformas  historicamente construídas .
 Mas esta data deve ser robustecida como uma data de protesto, onde as pautas das desigualdades, da  violência com suas variáveis voltem para sociedade, chamando atenção sobre os impactos de tais violências e das desigualdades  sociais e política sofrida diretamente pelas mulheres, e o impacto regressivo que traz para o conjunto da sociedade,  onde inclui também os homens. Cobrando do poder publico  a implementação das políticas publicas para as mulheres. 
Na maioria dos países, no dia 08 de marco realizam conferências, debates, reuniões, encontros seminários e atos públicos, cujo objetivo é debater e apontar o papel da mulher na sociedade atual. No esforço de tentar diminuir com o preconceito a discriminação e a desvalorização da mulher.
Mas é  importante avaliar os dados que ainda alarmam nossas vidas    
·         As mulheres negras ainda sofrem muito nos locais de trabalho, com salários baixos onde  chegam  a ganhar até 50% menos, sofrem com a violência masculina, assédios, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Além de sofrer com a prática do racismo pouquíssimo caracterizado e ainda tipificado.
·         70% dos mais pobres no mundo são mulheres e mais de 50% são mulheres negras.
O racismo vitima continuamente, mas há possibilidade real para superar as desigualdades socioraciais entre homens e mulheres que ainda existem e persistem na sociedade atual, tanto na família, como nas mais diferentes esferas entre a mulher negra que representa a base da pirâmide social.  
Com tantas desigualdades ainda existentes ao longo das últimas décadas do século XX, as conquistas sociais femininas no mercado de trabalho foram muitas, as mulheres já estão mais à vontade e escolhem de forma mais livre com quem e como querem estabelecer suas relações conjugais.
Mesmo com todo este processo de desconstrução que setores conservadores vêm promovendo na tentativa de descaracterizar os avanços obtidos podemos fazer a seguinte análise:
A mulher está cada vez mais conquistando seu espaço no ambiente profissional e participando das mudanças ocorridas nas instâncias de poder.  Aos poucos as habilidades e características femininas começam a ser  valorizadas, deixando a mulher, de ser uma mera coadjuvante em determinados segmentos sociais e profissionais, possibilitando cada vez mais o seu acesso às posições estratégicas.
Em relação ao trabalho, tais mudanças são ainda mais visíveis  devido o processo de reestruturação produtiva e o crescente número de mulheres no mercado de trabalho. A mão-de-obra feminina tem sido cada vez mais aceita e solicitada. O Crescimento da participação feminina no mercado de trabalho foi intenso, diversificado desde os anos 70, não retrocedeu. Em 1970, por exemplo, 18,2  das brasileiras eram economicamente ativa. Vinte anos depois subiu para 39,2% e o número  de trabalhadoras atingem a safra de mais de 22,9 milhões.  Contudo, o  contingente feminino ainda tem sido sujeito de algumas limitações, tem sofrido dificuldades quanto ao seu acesso a cargos que exigem maior qualificação ou que oferecem maiores possibilidades de ascensão na carreira, especialmente no que se refere à dinâmica de conciliação das demandas familiar e profissional.
Existe uma ocupação de diferentes funções na sociedade moderna, mas estas e as conquistas sociais têm sido alcançadas e assimiladas de forma diferente pelas mulheres. O alcance e assimilação das conquistas sociais femininas variam de acordo com a classe social, o grau de escolaridade e principalmente seu grupo étnico/racial.
A mulher vem enfrentando melhor os problemas da sociedade atual. E aos poucos, vem desconstruindo as dificuldades encontradas na dupla e ate na tripla jornada, participando para construção de uma sociedade oportuna, de um mundo melhor e mais equilibrado, no qual desenha um novo papel.
Mas e preciso entretecer os fios da história desse período, resgatar o caráter histórico das nossas bandeiras para transformação do papel socialmente imposto às mulheres. Daí sim, avançaremos ainda mais.
Adotar como desafio: -  nosso papel político perante a construção de toda sociedade, esta é uma tarefa fundamental nas agendas para além das mobilizações, garantir sempre a intervenção,  interlocução política bem como a presença nos espaços de direções das  organizações sociais e partidárias, onde muitos  foram construídos por nós.
Outro desafio são os elos perdidos dos fatos em torno do dia 08 de março, é preciso buscar o aprofudamento histórico, resgatar a importante participação das mulheres E PRINCIPALMENTE DAS MULHERES NEGRAS.   Não nos perdemos de vista.   A luta é nossa luta.   Nossa bandeira.


SOMENTE RECONHECENDO AS DIFERENÇAS ALCANÇAREMOS UMA SOCIEDADE JUSTA, IGUALITÁRIA E OPORTUNA. NOSSAS CONQUISTAS, É O  NOSSO CONBUSTIVEL PARA AJUDAR A GARARANTIR A VITORIA E MANUNTENÇÃO DO NOSSO PROJETO POLITICO !


OUTRAS DATAS  


21 e março
- Dia Internacional para Eliminação da Segregação Racial - Foram instituídos pela ONU em razão do massacre de 70 jovens negros em Sharpeville, África do Sul, em 1960, enquanto participavam de um movimento nacional contra lei que vigorava na época (lei do passe) e contra a prisão dos líderes de um movimento opositor a essa lei.

13 de maio - Dia Nacional de Luta contra o Racismo

25 de Maio - Dia da África - Todo o dia 25 de maio é comemorado o “Dia da África”, e foi neste mesmo dia no ano de 1963, que 32 chefes de estados africanos se reuniram contra a colonização e subordinação que seu continente sofria repetidamente há séculos, vendo suas riquezas naturais e humanas sendo roubadas por povos que se consideravam superiores

28 de maio - Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher - Em 1987, na Costa Rica, realizou-se o V Encontro Internacional Mulher e Saúde, ocasião em que as participantes aprofundaram questões relacionadas à morte das mulheres durante a gravidez, o parto, o pós-parto e decorrente de abortos realizados em condições inadequadas. Como estratégia de combate a essas mortes, com 98% de causas evitáveis, as mulheres decidiram por um conjunto de ações capazes de tornar mais visível a mortalidade materna em todo o mundo. Logo, depois do V Encontro, em uma reunião realizada no dia 28 de maio, oitenta mulheres de várias nacionalidades instituíram o 28 de Maio como Dia de Ação pela Saúde da Mulher.

25 de Julho - Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha - Em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo (República Dominicana), definiu-se que este dia seria o marco internacional da luta e resistência da mulher negra. Desde então, vários setores da sociedade têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero, raça e etnia vivida pelas mulheres negras latino-americanas e caribenhas.


15 de setembro - Adoção da Declaração e Plataforma de Ação de Beijing (ONU, 1995)

28 de setembro - Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe Há duas décadas as mulheres latino-americanas e caribenhas vêm se unindo na luta pelos direitos sexuais e reprodutivos e pela justiça de gênero. No 5º Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe (Argentina, 1990), foi criado o Dia pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe, um tema de unânime e prioritária preocupação. O 28 de setembro foi escolhido como data de referência para essa Campanha que, desde 1993, vem impulsionando ações nos diferentes países da região
10 de outubro - Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher
12 de outubro - Dia Internacional da Mulher Indígena
15 de outubro - Dia Mundial da Mulher Rural

17 de outubro - Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

27 de outubro - Dia de Mobilização Pró-Saúde da População Negra

20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra - Dia de denúncia, protesto e resistência, em memória do martírio e morte de Zumbi dos Palmares, no ano de 1695. Protesto contra a ideologia da democracia racial. Resistência, que está no espírito de Zumbi e presente na esperança do povo negro.