“Com menos de 20% dos assentos parlamentares do mundo ocupados por mulheres, é claro que os partidos políticos precisam fazer mais – e devem ser incentivados nesses esforços – para apoiar a capacitação política das mulheres”, disse Helen Clark, Administradora do PNUD, durante a 56ª Comissão sobre o Estatuto das Mulheres, realizada na última semana de fevereiro em Nova Iorque.
O Brasil foi cobrado pelos peritos que fazem parte do Comitê das Nações Unidas para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) pela baixa proporção de mulheres ocupando cadeiras no Congresso Nacional. Apesar de o país ter hoje mulheres em pontos chaves da administração federal, a atual bancada feminina na Câmara dos Deputados representa apenas 8,77% do total da Casa (45 deputadas). No Senado, apenas 12 das 81 cadeiras são ocupadas por mulheres.
O guia alerta que embora várias convenções internacionais garantam o direito das mulheres de participar da vida política, no interior dos partidos políticos elas tendem a ser sub-representadas em posições de poder ou acabam atuando em papéis coadjuvantes. Outra constatação é a de que a falta de acesso a redes estabelecidas de influência e a limitação de recursos são alguns fatores que ajudam a entender porque a proporção de mulheres nos altos escalões dos partidos políticos têm se mantido bem abaixo da participação dos homens em todo o mundo.
O guia cita vinte exemplos de países que tomaram medidas positivas para alterar esse cenário, aumentar a participação política das mulheres e a inclusão no processo eleitoral.
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Fonte : SPM
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