terça-feira, 14 de maio de 2019

Rihanna se torna a 1ª Mulher Negra a liderar uma corporação de luxo

Foto Internet

Por Mônica Aguiar

Rihanna coloca a mulher negra em pauta novamente no mundo e constroem novo marco na história da moda e tudo começou com lançamentos da Fenty Beauty, com as lingeries para todos os corpos da Savage.

O anuncio do lançamento feito no dia 10, será uma grife de roupas, sapatos e acessórios de luxo. 
A label se chamará Fenty em parceria com a LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton e terá sede em Paris. 

Com este feito Rihanna, se torna a primeira mulher a criar uma linha original na empresa e a primeira mulher negra a liderar uma grife dentro dela também.

A novidade é uma parceria com a gigante francesa do setor de luxo LVMH, simplesmente uma das corporações mais poderosas da moda, controlada pelo bilionário Bernard Arnault, que é proprietário das maisons Dior, Louis Vuitton, Fendi e Givenchy.

Um grande dia para a cultura. Obrigada, Mr. Arnault, por acreditar nessa garotinha que veio do lado esquerdo de uma ilha e por me dar a oportunidade de crescer com você na LVMH. Essa é a prova de que nada é impossível”.


Leia que permite aplicação de medida protetiva de urgência, pela autoridade judicial ou policial sem aval da Justiça é sancionada.


Em pleno 13 de maio,  foi sancionada Lei 13.827, aprovada pelo Congresso que permite à polícia afastar uma mulher vitima de violência domestica ou familiar de perto do agressor sem necessidade de aguardar uma decisão da Justiça quando a cidade não for sede de comarca judicial. Atualmente, 83% da população vivem em municípios que são sede de comarca judicial, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O texto publicado nesta terça-feira (14), no "Diário Oficial da União", permite que, nesses casos, o delegado ou, na ausência dele, outro policial estabeleça o imediato afastamento do agressor. Mas a medida deve ser comunicada à Justiça em 24 horas, que decidirá pela manutenção ou revogação dela. O Ministério Público deverá ser comunicado.
Conforme a lei atualmente em vigor, a mulher vítima de violência pede proteção à Justiça e, somente após a análise de um juiz, é que as medidas podem ser aplicadas, o que leva em média 48 horas.

O texto, que modificou  a lei Maria da Penha, passou pela Câmara dos Deputados em agosto do ano passado e foi aprovado no Senado em abril deste ano.

Da Redação nova 

De acordo com o novo texto, "verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus dependentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida":
  • pela autoridade judicial;
  • pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ou
  • pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da denúncia.
Em 2017, o então presidente  vetou uma iniciativa semelhante. Um dos argumentos foi o de que o item poderia ser futuramente questionado no Supremo Tribunal Federal (STF) e enfraquecer a Lei Maria da Penha, pois permitiria a policiais invadir a competência da Justiça.

Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Defensoria Pública e o Ministério Público haviam se manifestado contra o texto que acabou vetado por Temer. Eles temiam que a medida fosse questionada no STF e levasse ao enfraquecimento da Maria da Penha.

Fonte: G1

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Comissão (CCJ) deve votar hoje relatório sobre a restrição total ao aborto seguro e legal


Projeto patrocinado por bancada religiosa que se antecipar ao STF, que prevê julgar tema em breve

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado prevê votar nesta quarta-feira o relatório da senadora Selma Arruda (PSL-MT) favorável à PEC 29/2015, que coloca na Carta Magna a proibição do aborto em casos que já estão previstos em lei. Batizada pela bancada evangélica de PEC da Vida, na prática a proposta pode proibir ou dificultar o acesso ao aborto seguro e legal.

Apesar de a relatora ter aberto exceção nos casos de risco de morte para a mãe ou gravidez decorrente de estupro, ambos já permitidos pela legislação atual, ela retirou do texto a terceira possibilidade legal, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal em 2012 e que abrangia o aborto em caso de feto anencéfalo. Organizações temem ainda que a comissão opte por uma versão ainda mais restritiva da proposta, considerada um retrocesso na área de saúde e dos direitos reprodutivos da mulher.

A PEC, de autoria do ex-senador evangélico , foi desarquivada em fevereiro deste ano pelo senador do  (Podemos-CE), que é militante antiaborto, fundador do grupo Movida, que se dedica a erradicar o aborto em qualquer possibilidade.

Com esta atitude pretendem  blindar a Constituição de novas exceções à proibição do aborto, como no caso dos fetos anencéfalos. Caso o texto seja aprovado na CCJ a matéria vai para o plenário, onde é necessário uma votação mínima favorável de 60% dos senadores em dois turnos. Após ser aprovada, a matéria é enviada para tramitação na Câmara.

A frente antiaborto quer se antecipar a uma série de decisões que o STF terá de tomar em breve. A Corte deve julgar ainda este ano uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que permite o término da gestação em casos de mães portadoras do zika vírus, doença que pode causar em fetos a microcefalia (quando o perímetro cerebral menor do que o normal). Existe também outra ação que libera o aborto em qualquer situação até a 12ª semana de gestação. O objetivo da bancada religiosa e antiaborto é votar a PEC 29 antes que a Corte se manifeste com relação a estes casos.

Colocando lenha nos recentes embates entre o STF e o Congresso, tramita na Câmara um Projeto de Lei que permite enquadrar ministros da Corte por “usurpação de competência” do poder do Legislativo. Girão se aproveitou da onda conservadora que tomou conta do Congresso fortalecida pela eleição do atual Presidente do Brasil para  resgatar a matéria de autoria de Malta. De acordo com ele, os casos excludentes previstos em lei serão respeitados, mas durante a tramitação o texto pode mudar.

A relatora afirma que “o direito à vida desde a concepção é o [direito] principal de todos os direitos humanos”. Este é justamente o trecho que a senadora propõe inserir no artigo 5º da Constituição –que fala sobre a inviolabilidade do direito à vida, mas não precisa quando ela começa. A própria ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a pastora Damares Alves, já se manifestou contra o aborto: “Sou contra o aborto em qualquer circunstância. Todos sabem, todos conhecem”.

 Fonte : Elpais 

MINISTÉRIO DA SAÚDE VETA USO DO TERMO ‘VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA’

Orientação causa reação entre especialistas e grupos de defesa das mulheres
O Ministério da Saúde emitiu um despacho em que defende abolir de políticas públicas e normas o uso do termo “violência obstétrica”, citado frequentemente para definir casos de violência física ou psicológica praticados contra gestantes na hora do parto.
A medida, que indica uma mudança de posicionamento da pasta, tem gerado reação entre especialistas e grupos de defesa das mulheres.
Nos últimos anos, o debate em torno de casos de violência obstétrica ganhou força no país em meio a campanhas a favor do parto normal e do atendimento humanizado —algumas delas abraçadas pelo próprio Ministério da Saúde.
Texto publicado pela pasta em 2017, por exemplo, já citava a existência do problema. “Você sabe o que é violência obstétrica? Pois saiba que até mesmo muitas vítimas desse tipo de abuso também não. Esse tipo de violência atinge boa parte das mulheres e bebês em todo o país.”
Em seguida, o próprio Ministério da Saúde passava a definir a violência obstétrica como aquela que ocorre na gestação ou parto, podendo ser “física, psicológica, verbal, simbólica e/ou sexual, além de negligência, discriminação e/ou condutas excessivas ou desnecessárias ou desaconselhadas, muitas vezes prejudiciais e sem embasamento em evidências científicas”.
Entre os exemplos, estão restringir o direito de acompanhante e ao alívio da dor, impedir que mulher se movimente, beba água ou coma alimentos leves durante o trabalho de parto e realizar episiotomia (corte feito entre a região do ânus e da vagina durante o parto normal) quando não há indicação. Entram na lista também ameaças, piadas ou frases desrespeitosas como “na hora de fazer não reclamou”.
Despacho emitido na última sexta-feira (3), porém, adota outra orientação.
No documento, o ministério diz avaliar que o termo “tem conotação inadequada, não agrega valor e prejudica a busca do cuidado humanizado no continuum gestação-parto-puerpério.”
A justificativa, informa, estaria na definição do termo violência pela Organização Mundial de Saúde, que “associa claramente a intencionalidade com a realização do ato, independentemente do resultado produzido.”
“Percebe-se, desta forma, a impropriedade da expressão ‘violência obstétrica’ no atendimento à mulher, pois acredita-se que tanto o profissional de saúde quanto os de outras áreas não têm a intencionalidade de prejudicar ou causar dano”, informa.
No despacho, a pasta afirma ainda trabalhar para qualificar o cuidado das mães e diminuir os índices de mortalidade materna e infantil. Por conta disso, defende adotar estratégias para abolir o uso da expressão “com foco na ética e na produção de cuidados em saúde qualificada”.
A divulgação do posicionamento, no entanto, tem gerado polêmica entre especialistas e grupos em defesa das mulheres.
Para a médica Sônia Lanksy, que foi uma das coordenadoras regionais da pesquisa Nascer no Brasil, da Fiocruz, que entrevistou mais de 23 mil mulheres sobre a assistência ao parto no Brasil, excluir o uso do termo pode soar como uma forma de censura institucional.
Ela lembra que o termo violência obstétrica está consolidado em literatura científica —neste sentido, diz, não haveria como aboli-lo. Alguns países, como Venezuela e Argentina, possuem legislações sobre o tema desde 2007.
“Não há como cercear a liberdade de informação e como as mulheres identificam esse tipo de violência. É um problema de grande relevância em saúde pública. O ideal seria discutir porque esse incômodo tão grande e esclarecer que não é dirigido a ninguém em específico mas à situação da violência obstétrica. É uma violência estrutural”, diz.
Segundo ela, dados da pesquisa dão pistas do tamanho do problema no país.
Um exemplo é que, entre as entrevistadas que tiveram parto normal, 53,5% sofreram episiotomia —enquanto registros na literatura apontam que esse procedimento seria necessário em menos de 10% dos casos. Outras 36% sofreram manobra de Kristeller, pressão no útero para saída do bebê, a qual é contraindicada pelo Ministério da Saúde.
Também foi alto o índice de mulheres sem acesso à presença contínua de acompanhante, assegurada por lei.
Para Débora Diniz, do Instituto Anis Bioética, Direitos Humanos e Gênero, organização que atua em defesa dos direitos das mulheres, o novo posicionamento do ministério representa uma tentativa do governo de negar a existência do problema.
“A retirada dessa palavra de uma política de governo é uma tentativa de silenciar o que acontece nesse momento da vida das mulheres. É o mesmo que ignorar e considerar que isso não existe”, afirma.
Segundo ela, a medida deve trazer impacto às mulheres vítimas desse tipo de violência. “É um documento que tem um impacto simbólico muito importante, de o Estado dizer que não reconhece essa experiência e a forma como você a expressa. É também um sinal de onde estão as prioridades do Ministério da Saúde no cuidado das mulheres”, diz.
Em nota, o Ministério da Saúde diz que o posicionamento foi feito a pedido de entidades médicas e segue pareceres destas entidades.
Um exemplo é um documento do Conselho Federal de Medicina, emitido no ano passado e que passou a recomendar que a expressão não fosse utilizada, por considerar que seu uso “tem se voltado em desfavor da nossa especialidade, impregnada de uma agressividade que beira a histeria, e responsabilizando somente os médicos por todo ato que possa indicar violência ou discriminação contra a mulher.”
À Folha o relator, Ademar Carlos Augusto, diz ter elaborado o documento devido à proliferação de propostas de leis sobre violência obstétrica.
“O que a gente percebe é que existe um movimento orquestrado de algumas instituições de trazer para o médico obstetra a responsabilidade pela situação caótica que está a assistência à gestante”, diz ele, para quem a definição tem “viés ideológico”.
“Essa discussão veio importada de países com viés socialista, e o Brasil também adotou”, diz, em referência às leis da Argentina e Venezuela.
Ainda segundo Silva, além da interpretação pejorativa, há risco de superdimensionar o problema. “Tudo isso são discursos que a gente, quando vai para a prática, [vê que] não correspondem à realidade”, diz ele, para quem os casos estão relacionados não a uma situação específica, mas à desorganização do sistema de saúde como um todo.
Já para Aguinaldo Lopes da Silva, vice-presidente da Febrasgo (federação que reúne associações de ginecologistas e obstetras), é preciso reconhecer que há problemas na assistência às gestantes do país. A adoção de outro termo, diz, seria apenas para deixar de vinculá-los apenas aos obstetras.
“Não negamos que o problema exista. Somos contra qualquer tipo de violência contra a mulher em qualquer situação. A grande questão é atribuir uma relação ao obstetra em situações em que isso ocorra”, diz.
No ano passado, no entanto, a federação publicou um documento que reconhecia o uso do termo.
“Assumir a violência obstétrica como uma realidade a ser enfrentada não enfraquece os obstetras como categoria profissional. Ao contrário, a fortalece, uma vez que os profissionais de saúde também estão expostos a prejuízos oriundos da mesma estrutura que sustenta a institucionalização de práticas violentas contra as mulheres”, dizia o parecer assinado pela presidente da Socego (Associação Cearense de Ginecologia e Obstetrícia), Liduina Albuquerque Rocha de Souza.
“Como médicos obstetras temos uma grande oportunidade em mostrar as mulheres que estamos ao lado delas na busca por uma assistência obstétrica de qualidade.”
Fonte: Agencia Patricia Galvão 

quinta-feira, 2 de maio de 2019

DIA TAMBÉM DAS TRABALHADORAS . O QUE COMEMORAR?

Por Mônica Aguiar 

O Brasil apresentou muitos avanços, em vários setores e área trabalhistas. Conquistas das mulheres, dadas em passos lentos, com muita resistência principalmente  dentro das casas legislativas do pais, que são compostas por maioria de homens .  

Devemos lembrar 

Até a Constituição de 1988, o ordenamento jurídico brasileiro tendia por ‘proteger’ o trabalho domestico da mulher. Somente em 1989 o trabalho noturno da mulher foi autorizado.
O artigo 380 da CLT condicionava a autorização para o trabalho da mulher, nas hipóteses de força maior e excesso de produção, além da apresentação de atestado médico (que provaria a possibilidade de trabalhar sem agredir à saúde), a apresentação pelos empregadores, de atestado de bons antecedentes e capacidade física e mental.
A mulher negra sempre sofreu com o peso da herança colonial, onde o sistema patriarcal apóia-se solidamente no racismo tirando e negando todas as possibilidades de oportunidades, igualdade e equidade no trabalho.

Quando analisamos e traçamos relação de trabalho, relação família, organizações sociais, governo, política, relações humanas cotidiana e inserção da população feminina negra, encontramos dados alarmantes de desigualdades e a distância entre brancos e mulheres negras no mercado de trabalho formal e na sociedade.

Dificuldades 
As Mulheres e homens têm acesso praticamente igual na  educação, mas quando se fala em política e economia, os homens tem  vantagens consideráveis.  A mulher ganha menos, mesmo sendo a maioria com curso superior.  A dificuldade de inserção da mulher fica ainda mais acentuada quando essa trabalhadora é preta ou parda.

O Relatório da Organização Internacional do Trabalho de 2018, aponta para responsabilidades que as  mulheres tendem a ter em maior escala, em cuidar da família e uma piora no  nível de emprego.

Este número crescente de  desemprego, onde para cada dez homens empregados, apenas seis mulheres estão  empregadas, tem como consequência o aumento da vulnerabilidade da vida das mulheres em todos os aspectos, sociais, políticos e econômicos. 

Com esta situação econômica e politica que se encontra o Brasil, para muitas especialistas a situação das mulheres tendem a piorar.

Segundo dados divulgados no final de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil gira em torno de 12,7%, o que afeta cerca de 13,4 milhões de pessoas. 
A falta de emprego, também  faz com que muitas pessoas se submetam a subempregos ou empregos parciais.  Em maioria estão as mulheres. Trata-se da maior taxa desde maio de 2018. 
Segundo o IBGE, número de subutilizados atingiu o recorde de 28,3 milhões de pessoas.
O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas), os desalentados (que desistiram de procurar emprego) e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos.
Na análise por setor, as maiores quedas no número de ocupados foram na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com menos 332 mil pessoas, seguido por construção (perda de 228 mil pessoas), comércio (menos 195 mil pessoas), serviços domésticos (menos 112 mil pessoas ) e indústria (menos 110 mil pessoas).
população ocupada no país somou 91,9 milhões de pessoas, queda de 0,9% (meno 873 mil pessoas) em relação ao trimestre de outubro a dezembro.
O desemprego aumentou principalmente entre a população de baixa renda e com  baixa escolaridade.


As Mulheres negras estão 50% mais suscetíveis ao desemprego do que outros grupos, segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada em 2018 e a taxa de desemprego entre mulheres negras é 80% superior à do início da crise; entre homens brancos, a variação no período foi de 4,6 pontos percentuais.

 A parcela mais jovem da população, sofre mais com essa situação.  Segundo os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-Contínua), 27,2% dos jovens entre 16 e 24 anos estão desempregados, número maior que a média para a população geral. A queda no número de vagas disponíveis para os jovens ficou registrada também em todo ano passado.
 
Existe uma falta de 
entendimento da importância de ações e  investimento financeiro para colocar e recolocar  as mulheres no mercado de trabalho pelo atual governo.  
As mulheres estão com  mais que o dobro de chances de serem, trabalhadoras familiares não remuneradas em um futuro bem próximo.

As mulheres poderão voltar a estar, e em grande escala,  sujeitas a condições de empregos vulneráveis, sem contratos escritos, respeito pela legislação trabalhista ou acordos coletivos, dependendo o que se aprovar nesta reforma da previdência . 

O atual Ministério da Mulher da família e dos Direitos Humanos, vem  se preocupando  com ações e agendas insignificantes, o que não   condiz com a realidade das mulheres brasileiras, que são a maioria na nossa sociedade, somando 51,12 da população.
Embora a mulher tenha conseguido conquistar um pouco de espaço no mercado de trabalho nas últimas décadas, acesso à educação e profissionalização, a luta pela igualdade de oportunidades entre homens e mulheres e fim da violência contra a mulher nos locais de trabalho estão longe de acabar. Isto já estar sendo observado por toda sociedade, devido às confusões e interpretações infundadas que a Ministra Damares tem dado sobre políticas de Estado para mulheres.

A Ministra chegou a afirmar em audiência na Câmara Federal “Que todas mulheres devem ser submissas, abaixar a cabeça para o patrão, para o agressor, para os homens que estão aí” .
Ao mesmo tempo se contradiz , afirmando  que não estava querendo disser o que acabara de afirmar.  Mas dentro da minha concepção cristã, sim, no casamento, a mulher é submissa ao homem. É uma questão de fé. Isso não me faz menos capaz de dirigir este ministério. Não me faz mais incompetente. É uma questão de fé lá dentro do meu segmento.”
Esta fala é de fato a demonstração da falta de competência técnica, republicanismo, desrespeito a Constituição Brasileira, tratados e convenções por parte da ministra Damares, onde aponta  como base na gestão pública sua fé pessoal .  Mas não em nome das cristãs do Brasil.  
O Brasil, apesar de ter construído  vários planos e ação de combate às desigualdades sofrida pelas mulheres, em várias áreas do mercado de trabalho,  importantes para democracia e crescimento da economia brasileira,  existe uma enorme chance do retrocesso de muitas  conquistas ao deixar de ser consideradas ações  especificas como políticas de Estado.

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