sábado, 5 de agosto de 2017

I COLÓQUIO -"REFLETINDO SOBRE O IMPACTO DO RACISMO NA SAÚDE MENTAL"

Este colóquio tem como propósito discutir as dimensões que envolvem a permanência estudantil de negros, indígenas e demais minorias nas universidades públicas no Brasil, a saber: os aspectos legais e econômicos e os aspectos oriundos da socialização para as relações raciais, de gênero entre outras que numa sociedade estratificada como a brasileira se pauta transversalizados pelos racismos e sexismos.

Trataremos a centralidade da humilhação como elemento fundante do processo de expulsão de indivíduos e grupos das agências de ensino, bem como do adoecimento psíquico.
Assim, a permanência não pode ser entendida e atendida com a distribuição de recursos econômicos.

A permanência deverá se qualificar com o reconhecimento das identidades e atenção aos direitos coletivos das diversas minorias políticas e econômicas. Assim, as ações afirmativas, as cotas e a Política de Nacional de Assistência Estudantil são os frutos, sobretudo, da grande luta dos movimentos negros que institui uma mudança significativa na forma de se pensar a educação brasileira incluindo as identidades marcadas por raça/cor, gênero e sexualidades.

Buscamos reunir neste colóquio, interessados e especialistas na área de saúde e racismo, para repensarmos e buscarmos soluções para o enfrentamento das manifestações discriminatórias e segregacionistas no contexto da universidade, instituição que carrega especificidades que podem facilitar e/ou dificultar os processos de superação das desigualdades.

Este evento se estrutura a partir das várias tentativas de superação das desigualdades raciais, de gênero e sexuais realizadas e em andamento na UNIFESP, neste sentido, consolida o curso Reflexões Sobre o Racismo e Saúde Mental enquanto um momento de capacitação e socialização dos projetos de intervenção propostos nos oito pólos junto a essa temática.

Programação Única – 01 de setembro de 2017


8h00 – ACOLHIMENTO
8h30 - MESA DE ABERTURA
9h00 - MESA REDONDA - PERMANÊNCIA ESTUDANTIL NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS:
 ENTRE OS ESPAÇOS DA LEGALIDADE E NORMAS DA SOCIABILIDADE 
11h00/12h00 - CONFERÊNCIA - ENTRE O SEXISMO, RACISMO E HOMOFOBIA: A  HUMILHAÇÃO E O SOFRIMENTO ÉTICO-POLÍTICO
13h30 – MESA REDONDA - A PERSPECTIVA ÉTNICO-RACIAL NA GESTÃO DA SAÚDE 
MENTAL NA ESFERA PUBLICA
15h00 – PAINEL - SUPERANDO O RACISMO NA UNIVERSIDADE: APRESENTAÇÃO DOS PROJETOS DESENVOLVIDOS A PARTIR DO CURSO REFLEXÕES SOBRE O RACISMO E SAÚDE MENTAL
17H00 - LANÇAMENTO DO LIVRO: O RACISMO E O NEGRO NO BRASIL: QUESTÕES PARA PSICANÁLISE - ORGANIZADO POR NOEMI MORITZ KON, MARIA LÚCIA SILVIA E CRISTIANE CURY ABUD (a confirmar)


INSCRIÇÕES: de 02 de agosto a 28 de agosto de 2017

  • LOCAL: Teatro Marcos Lindenberg
  • ENDEREÇO: Rua Botucatu, 862 – Vila Clementino São Paulo



Rio de Janeiro terá delegacia especializada em crimes raciais e intolerância

O Rio de Janeiro vai ganhar uma delegacia especializada em crimes raciais e de intolerância. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (05) pelo Governador, durante reunião com o secretário de estado de Direitos Humanos.
A DECRADI, delegacia de crimes raciais e delitos de intolerância, vai atender casos de intolerância religiosa, racial e de xenofobia, como o caso do refugiado Sírio Mohamed Ali, vendedor ambulante em Copacabana que foi agredido verbalmente e ameaçado enquanto trabalhava nessa quinta-feira.
Átila Nunes destacou a gravidade desses tipos de crimes no estado do Rio de Janeiro e a importância de ter um espaço mais preparado para atender as vítimas.
O secretário disse que a nova delegacia não deve demandar novos recursos financeiros. Agentes da Polícia Civil devem ser deslocados para a unidade, que ainda não tem local definido.
Na próxima semana, o secretário informou que vai se reunir com o chefe da Polícia Civil, Carlos Leba, e o secretário de Segurança do estado, Roberto Sá, para discutir a implementação da delegacia. A previsão é que dentro de um a dois meses a especializada esteja funcionando.

Por Fabiana Sampaio/EBC

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Toma Posse a Primeira Diretora Negra na Faculdade de Direito da UFG

Foi nesta terça-feira (1), que a professora Bartira Macedo de Miranda Santos tomou posse como nova diretora da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (FD/UFG), pelos próximos quatro anos. 
Em discurso emocionado e contundente, a professora enfatizou ser a primeira mulher negra e nordestina a assumir o cargo na universidade.
 “Sou a primeira mulher a dirigir esta casa, mas esse não é o único significado social e político. Sou também a primeira mulher negra, nordestina e comunista a dirigir esta casa”, disse. 
Bartira também fez uma menção especial ao corpo docente, incluindo os professores aposentados, aos servidores e aos estudantes da unidade – estes últimos, segundo a professora, os grandes motivadores de sua candidatura à direção. A nova diretora lembrou das conquistas mais recentes, como a reserva de vagas nos cursos de graduação, e dos desafios a serem enfrentados diante de um momento político conturbado e um cenário de cortes orçamentários.
Em seu discurso, Bartira cobrou dos estudantes uma postura de enfrentamento às desigualdades e às injustiças de uma sociedade patriarcal e capitalista:
“Esse Direito já não nos serve mais. Espero que os alunos, especialmente os cotistas, que serão os juristas do século XXI, não se contentem com esse ponto de vista como se fosse o único e o correto. Precisamos construir um outro Direito, que leve em consideração as contradições e conflitos de classe, que esteja comprometido com os ideais democráticos e republicanos, com os direitos humanos e orientado para a implementação daqueles objetivos que a Constituição Federal nos fala”.
Aos professores, a nova diretora da FD falou da necessidade de se aproximar da sociedade, aprendendo a se comunicar com o povo. 
“Não podemos ser juristas encastelados em uma torre de marfim ou em nossas torres teóricas. Temos que aprender a dialogar com a sociedade. Nessa tarefa, nosso embate muitas vezes não será com o conhecimento, mas com a própria ignorância que a cada dia ganha mais espaço na mídia e nas redes sociais”, ponderou.
Fonte: ASCOM/UFG

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

'Encontro das Pretas' valoriza o empoderamento da mulher negra no ES

Evento reúne este ano mais de 30 expositores, além de palestrantes de outros estados. O encontro começa a partir das 14h de domingo (6)

                                          
Com o propósito de resgatar a identidade da mulher negra no Espírito Santo e incentivar o empreendedorismo, o Clube de Pesca, em Vitória, recebe neste domingo (6) a 4ª edição do 'Encontro das Pretas'.

O evento reúne este ano mais de 30 expositores, além de palestrantes de outros estados. O encontro começa a partir das 14h e a entrada é de graça.

O evento é realizado pelo Instituto das Pretas e vai ter atividades voltadas à reflexão e debate sobre temas que remetem à cultura negra, como ancestralidade e combate ao racismo. Veja as atividades:
  • Workshop sobre tranças e turbantes
  • Bate papo sobre cabelos e cosmética natural
  • Apresentações de dança
  • Contação de histórias
A expectativa desta edição é de reunir aproximadamente 2 mil pessoas

A paulista Eliane Dias é uma das maiores representantes do interesse feminino e negro na atualidade.
Eliane é advogada e produtora do maior grupo de rap do Brasil: o Racionais MC's.
Eliane atua como CEO na produtora Boogie Naipe, colunista na Cult Digital e é Coordenadora do SOS Racismo na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Serviço
Encontro das Pretas
  • Onde: Clube de Pesca Mar e Terra, Av. Dário Lourenço de Souza, 1345 - Santo Antônio, Vitória - ES
  • Data: domingo, dia 08, das 14h às 22h
  • Entrada gratuita
Fonte: G1/Foto  (Foto: Laysa Santiago/ Divulgação)

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Mulheres Negras Conquistam Fórum Permanente de Diálogo na Casa Legislativa do Rio

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), pelo Projeto de Resolução 369/2016, que possui co-autoria do dep. Waldeck Carneiro (PT), aprovou a criação do Fórum Permanente de Diálogo com as Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro na Casa Legislativa. 

O objetivo é estabelecer um canal permanente de diálogo entre a Alerj e os movimentos sociais organizados que representam as demandas, reivindicações e pautas desta parcela da sociedade. 

O Fórum será lançado no Plenário da Assembleia nesta quinta-feira (3), às 9h. "O objetivo é dialogar com o setor para elencar proposições ao Estado do Rio de Janeiro. 

De acordo com Rute Sales, uma das lideranças do movimento negro no Estado do Rio de Janeiro, o empoderamento da mulher negra na sociedade vem sendo engrandecido por meio do fórum. 

“É um forte espaço de debates para a justa luta desta causa”, disse Sales. 

O Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro (FEMN/RJ) foi criado no final dos anos 1980 do século passado como decorrência do processo de mobilização na realização do I Encontro Nacional de Mulheres Negras, realizado em Valença (RJ) em dezembro de 1988.

O FEMN/RJ nasceu com o objetivo de constituir-se em um espaço democrático de discussão e articulação política, para contribuir para o fortalecimento institucional das mulheres negras organizadas em diversos segmentos da sociedade civil. Desde então, o FEMN/RJ tem tido o compromisso de dar visibilidade às conquistas coletivas das mulheres negras e, também, às intervenções de enfrentamento às situações de discriminação racial e racismo que fazem parte, delituosamente, do cotidiano das mulheres negras pelo país.

Fonte:JB

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