segunda-feira, 20 de novembro de 2017

No mês da consciência negra, Brasília recebe projetos com a temática

Por 
 Camila Beatriz* Rebeca Borges*

Eventos na capital colocam em pauta debates para promover empoderamento e espaço de discussões relacionados ao Dia da Consciência Negra. Atividades que abraçam causas da mulher negras e de negros LGBT aparecem em destaque nas programações, que variam entre espetáculos teatrais, oficinas, rodas de debate, batalhas de rap e shows.

Vera Veronika participa de Conexões Urbanas
com oficina de empoderamento
Criada há 14 anos, a data foi escolhida para homenagear Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, no dia de sua morte. Os quilombos não foram esquecidos e fazem, inclusive, parte de discursos de luta por direitos dos negros. É por isso que o diretório negro estudantil da Universidade de Brasília (UnB) foi batizado com o mesmo nome. Em outubro de 2017, o Quilombo da UnB completou um ano de existência. Nesse período, o diretório fomentou diversos debates sobre as causas raciais dentro e fora da universidade, incluindo estudantes de outras instituições e até trabalhadores terceirizados em seus eventos.

Neste mês, em homenagem ao Novembro Negro, a proposta do diretório é focar em pautas mais específicas, de acordo com as demandas recebidas pela iniciativa. “Escolhemos falar, principalmente, sobre o rap e sobre o colorismo, além de temas específicos para mulheres negras e para a comunidade LGBT negra”, explica o aluno de Antropologia e integrante do Quilombo Lua Xavier. Atendendo essas demandas, a programação conta com batalhas de rap, como a Batalha das Bixas Pretas, que ocorreu na última semana, e a Batalha das Mulheres Negras, que acontece 23 de novembro.

“Existe hoje uma confusão sobre o que é ser negro, pardo e branco. Acho que isso é justamente o que tem batido na nossa porta”, afirma Lua. Por isso, o Quilombo também realiza, nesta quarta-feira, o debate Colorismo e Identidade Negra. O estudante explica que a intenção do diretório é mostrar que as expressões de cultura negra têm origens, mas que muitas vezes são apropriadas e protagonizadas por pessoas brancas. “Precisamos do nosso espaço para expressar a nossa cultura”, completa.

Representatividade
Fernanda Jacob atua em Pentes, espetáculo que faz
reflexão sobre o cabelo crespo
“A gente está completamente acostumado a ver a figura branca representada na mídia de um país em que a maioria é preta.” A afirmação da atriz Fernanda Jacob ilustra a mesma pauta levantada por Lua e pelo movimento negro: a representatividade. Ela atua no espetáculo Pentes, parte da programação do Céu, primeiro festival nacional de teatro universitário do Distrito Federal, e explica como a questão é abraçada na peça. “Falamos sobre a fuga dos padrões eurocêntricos, que fazem com que, até hoje, as pessoas vejam o cabelo crespo como algo exótico.”
Para Fernanda, é necessário desenvolver o empoderamento na mulher negra, que sofre consequências do machismo e, além dele, do racismo e da discriminação por classe social. A atriz também observa a relevância da data: “Acho que a importância do Dia da Consciência Negra é enfatizar mais ainda a falta dessa consciência racial. Ele serve como um momento em que podemos nos desenvolver artisticamente nas escolas, falar sobre negritude e sobre a nossa mãe África. Se a data não existisse, provavelmente essas atividades não seriam feitas em nenhum dia”.

Causas feminegras
A atriz afirma que a luta contra o racismo não pode ser colocada apenas nas costas do negro. “O branco também deve assumir essa posição e comprar essa briga, senão nada muda.” Com debates similares, o evento Conexões Urbanas ganha primeira edição pensando nas causas feminina e negra. “É algo grandioso se você consegue somar forças para levantar as duas bandeiras juntas”, afirma a idealizadora Débora Carvalho. Ela completa: “A força para nos diminuir é tão grande que, se a gente não se empoderar, o sistema consegue colocar a gente ainda mais para baixo sempre”
Segundo Débora, que é DJ na capital há 18 anos, o maior objetivo do evento é capacitar mulheres. Ao escolher as convidadas que sobem aos palcos, ela explica ter buscado quem fizesse o público de negras se ver representado. O título de uma das atividades do evento dá o recado: “Mulheres donas de si”. Ministrada pela rapper brasiliense Vera Veronika, a atividade oferece oficina de empoderamento feminino. Para Débora Carvalho, o objetivo do projeto é claro: “Queremos mostrar uma perspectiva de futuro em um lugar social melhor, com visibilidade para essas mulheres”.
*Estagiárias sob supervisão de Igor Silveira


Confira eventos para celebrar o Dia da Consciência Negra no DF

» Debate: Colorismo e Identidade Negra
No Instituto Central de Ciências (Universidade de Brasília, campus Darcy Ribeiro, sala BT 620), quarta-feira, às 18h. Entrada franca. Verifique classificação indicativa.

» Batalha da Consciência Negra
No Instituto Central de Ciências (Universidade de Brasília, campus Darcy Ribeiro, sala BT 620), quinta-feira, às 20h. Entrada franca. Verifique classificação indicativa.

» Conexões urbanas
No Estádio Nacional (Eixo Monumental), quinta e sexta-feira, confira programação. Entrada franca mediante doação de livros, brinquedos ou alimentos não perecíveis. Não recomendado para menores de 16 anos.

» Mostra audiovisual de Re-existências Afro-ameríndias
No Instituto Cervantes (707/907 Sul, lt D), terça e quarta-feira, às 19h. Entrada franca. Verifique classificação indicativa.

» Espetáculo Pentes e debate Teatro e Consciência Negra
No Teatro Plínio Marcos da Funarte (Eixo Monumental), segunda-feira, às 10h30, debate Teatro e Consciência Negra; às 17h, espetáculo Pentes. Ingressos a R$ 10 (meia-entrada), R$ 20 (inteira). Classificação indicativa livre.

Fonte: correiobraziliense

Movimentos se organizam em Salvador

Hoje segunda-feira, dia 20 de novembro, dia da consciência negra,   uma série de atividades estão sendo  realizadas em  Salvador  

Marcha
A Coordenação Nacional de Entidades Negras realiza nesta segunda-feira, às 14h, a 38ª Marcha da Consciência Negra Zumbi dos Palmares, partindo do Campo Grande até o Pelourinho. O objetivo é fomentar a reflexão de toda a sociedade, em especial para a população negra, sobre a história do Quilombo dos Palmares e seu último grande líder, Zumbi.

Lavagem da Estátua de Zumbi dos Palmares
Também nesta segunda-feira, a partir das 8h30, na Praça da Sé, Centro Histórico de Salvador, aconteceu a 9ª Lavagem da Estátua de Zumbi dos Palmares. Promovida por organizações do Movimento Negro e outros movimentos sociais, o evento terá ainda o 1º Sarau da Consciência Negra: Pela vida da juventude negra, contra o genocídio.

Caminhada no centro
O Colégio Estadual Ypiranga promove nesta segunda-feir, às 10h, a 1ª caminhada da Educação, Saúde e Igualdade , nas ruas do bairro Dois de Julho. Com o tema "Engana-se quem pensa que a luta acabou", a caminhada segue pelas ruas do bairro, mobilizando estudantes, professores e a comunidade escolar.

Caminhada em São Cristóvão
Organizada pela Escola Municipal do Parque São Cristóvão Professor João Fernandes da Cunha, a Marcha dos Estudantes pela Consciência Negra vai reunir cerca de 800 alunos de unidades escolares da região, como as escolas municipais Osvaldo Godilho, Juiz Oscar Mesquita e 25 de Julho. O evento é na segunda-feira (20), com saída às 8h30 da escola organizadora, localizada na Rua Álvaro Pontes Bahia, 157, e chegada na Praça da Matriz de São Cristóvão

Show
O grupo Performáticos Quilombo leva o grito de poesia, música e resistência para o Palco da Convergência Negra, no Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador. O show começa às 19h desta segunda-feira. O grupo promete mostrar o que a Bahia tem de melhor na vertente afro pop brasileira, numa apresentação musical que interage com outras linguagens artísticas no palco.

Exposição e oficina de turbante
De segunda a sexta (24), a Estação Acesso Norte do metrô de Salvador receberá a Exposição de Fotos Candaces – Espelho Contemporâneo, Rainhas Ancestrais, da historiadora e ativista social Elza Elisa Pereira, que apresenta o empoderamento da mulher negra através de fotografias de mulheres comuns. A mostra faz uma analogia com as candaces - mulheres fortes, mães e rainhas -, representadas, atualmente, por donas de casa, trabalhadoras e mulheres guerreiras.
Durante a segunda-feira, das 14h às 19h, a Estação Acesso Norte também vai receber uma oficina de turbantes, comandada pela turbantista e fundadora da Oro Mi Maió Artes, Dani Santana. A facilitadora da oficina é uma das modelos da exposição Candaces e vai ensinar técnicas para amarrações de turbantes, acessórios marcantes da moda africana. As ações são gratuitas e abertas ao público.

Estética e moda
A loja de confecções afro, Zambi, localizada na Estação da Lapa, vai realizar uma série de ações que buscam a valorização da cultura negra sob o ponto de vista estético e da moda. A partir das 14h desta segunda-feira, serão promovidas oficinas de maquiagem e de confecção de turbantes, além de desfiles com roupas e acessórios da Zambi. A programação será encerrada com uma apresentação de teatro que vai contar a história de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e um dos maiores nomes da resistência contra o regime escravocrata no Brasil Colônia.

Cultura afro
O Shopping Center Lapa recebe o CulturAfro, projeto que irá mostrar o protagonismo cultural e artístico da população afro-brasileira. A programação de quatro horas inclui oficina de turbante, papo literário e uma apresentação especial do Rei e da Rainha Azevich da Escola Municipal Cônsul Schindler.
A cultura africana ganha espaço no evento com a exposição fotográfica “Traços 2017”, do Fotógrafo Alex Dantas, que ressalta a beleza da mulher baiana dentro de uma perspectiva cultural africana, evidenciando raízes, cores e elementos da estética negra.
A programação contará ainda com uma apresentação do Movimento Cultural Musa Negra da Bahia e uma aula pública com o tema: Conhecendo a Nossa História, com a Professora Mestre Eliane Boa Morte. O CulturAfro acontecerá das 15 às 19h, na praça de alimentação do shopping.

Fonte: G1


Movimentos Organizam 14ª Marcha da Consciência Negra em São Paulo

Militantes vão para ruas hojé,  reivindicar um novo projeto político para a população preta. Concentração será na Avenida Paulista, centro da capital paulista
Um novo projeto político, participativo e promotor da inclusão, é a principal reivindicação da 14º Marcha da Consciência Negra, hoje segunda-feira (20). A concentração em São Paulo será a partir das 13h, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, de onde a manifestação segue em passeata até o Teatro Municipal, também no centro da capital.
                            
Sandra Mariano, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), afirma que o dia será de celebração, mas também de muita luta. "Vamos às ruas contra o genocídio da juventude e todos os retrocessos que o governo golpista vem implementando no país. Não podemos esquecer também do prefeito João Doria e do governador Geraldo Alckmin, que têm o mesmo projeto de Temer", afirmou.


Já a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB) lembra que é preciso construir um novo projeto político no país, com a participação da população negra. "Vamos dar um basta ao racismo, a intolerância e ao preconceito. Vamos mostrar o que queremos. Exigimos respeito, cidadania e mais espaço de poder."

Ativistas também afirmam que o momento é sensível, porque, após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, diversos retrocessos e ataques a direitos da população já ocorreram.
"Nesse dia, o povo negro unido irá marchar contra o genocídio, contra o racismo. A gente sabe que o povo negro é a principal vítima do Estado. Com o golpe, as coisas só pioraram", lamenta Adriana Moreira, da Frente Alternativa Preta (FAP). "Num ano de retirada de direitos, é muito importante a gente construir uma grande mobilização para barrar as reformas genocidas de Temer", acrescenta Beatriz Nascimento, integrante do mesmo movimento.
Nas redes sociais, circula uma convocação para o ato. O texto para que negros e não negros compareçam, já que a luta antirracista é universal pode ser lido abaixo:
Neste 20 de novembro de 2017, nós, povo negro, vamos às ruas marchar por uma sociedade mais justa para todas e todos. Nossa luta é contra contra o racismo, o genocídio do povo negro, o feminicídio, o machismo, o etnocídio, a LGBTfobia, o racismo religioso, o encarceramento em massa e todas as formas de violência eviolação dos direitos humanos, contra o golpe que tem promovido a retirada de nossos direitos.
Também convocamos você que se considera negra ou negro, assim como você que, independentemente de sua cor, se solidariza com a luta antirracista em nossa sociedade. Vivemos ainda hoje uma abolição inconclusa, na qual Estado e as elites historicamente dominantes de nosso país apenas tiraram negras e negros das senzalas das fazendas para nos jogar nas periferias e favelas. O tempo todo, a grande mídia e o discurso das classes dominantes se esforçam para mostrar que essa realidade pertence ao passado, mas a herança escravista traz grandes consequência negativas para a vida de toda a população brasileira – na economia, saúde educação, trabalho e muitas outras questões de nossa sociedade.
Nestes espaços para onde foi jogada a população negra, ao mesmo tempo que se nega toda espécie de direitos para os cidadãos se concentram todos os mecanismos de violência e controle, especialmente aqueles encabeçados pela força policial. Assim como nos tempos de escravidão, a polícia age não para garantir segurança mas para controlar as vítimas dessa sangria promovida por ricos e poderosos do país.
Mas a população negra resiste. E a Marcha de 20 de novembro simboliza nossa luta histórica! E nesta edição em especial queremos mostrar porque ainda hoje ela se faz tão necessária para todos e todas que aspiram uma sociedade mais justa.
Fonte: redebrasilatual/ movimento negro e entidades organizadoras

CARTA PROTESTO DO GRUPO “AFROLAJE”- Não amordacem a nossa cultura!

A Associação Cultural AFROLAJE há 05 anos tem valorizado a cultura afro-brasileira, promovendo roda cultural com JONGO, CAPOEIRA ANGOLA, SAMBA de RODA e outras manifestações afins, todo último domingo de cada mês, na Praça Agripino Grieco, no Méier. Estamos na praça pois acreditamos que a cultura popular brasileira deva estar acessível a todos e o Méier é um bairro rodeado de comunidades carentes, cujos moradores não possuem recursos para acessar bens culturais pagos. Por isso nossa roda é gratuita!

Além disso, o Méier é o bairro onde o Afrolaje nasceu e fincou as suas raízes nesses 05 últimos anos. Aqui ampliamos nossos laços afetivos agregando e compartilhando momentos com pessoas e grupos das mais variadas vertentes culturais, sociais e econômicas. 

Apesar de toda a nossa trajetória, neste mês de novembro, mês de comemoração da “Consciência Negra”, estamos sendo impedido de realizar a nossa tradicional Roda de Jongo, por conta da nova política burocrática adotada pela prefeitura. Neste mês também prevíamos a participação de mestres quilombolas e do “Coletivo Cinegrada”, que nos proporcionaria um cine debate sobre racismo. 

No lugar do Jongo e do debate sobre racismo, a praça vai receber um evento de Rock. Isso em pleno mês da “Consciência Negra”. Lembrando que outros irmãos de atividades também estão passando pela mesma dificuldade. Importa esclarecer que apoiamos todos os tipos de manifestações culturais e este protesto não é contra o Rock ou roqueiros, mas sim contra o cancelamento da tradicional roda de jongo que acontece mensalmente na praça Agripino Grieco nos últimos 5 anos. 

Após diálogo com a prefeitura, foi sugerido deslocarmos a roda para a “Praça do Trem”, no Engenho de Dentro, sob a promessa de fornecimento de ponto de luz e banheiro químico para a realização do nosso evento. Porém, mais uma vez a prefeitura mostrou o seu descaso com a cultura afro brasileira! Além de não cumprirem o combinado, outro evento foi marcado também na “Praça do Trem” para o mesmo dia e horário em que a prefeitura havia nos concedido o espaço.

 Infelizmente, os fatos demarcam o desprezo da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro com a cultura afro-brasileira. Tal descaso se dá num contexto de intensificação da intolerância religiosa, cultural e política com o povo preto, que tem visto as suas formas de viver, crer e se alegrar desprezadas e até mesmo criminalizadas. Agora o que fazer?


AGREGAR E RESISTIR!

Rio de Janeiro, 18 de novembro de 2017.


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Mulher negra graduada no Brasil recebe 43% do salário de homem branco

As mulheres negras têm a menor renda entre as trabalhadoras 

com ensino superior, segundo estudo.



Luiza BelloniRepórter de Notícias e Viral no HuffPost Brasil


Ser mulher negra no Brasil é estar mais suscetível à violência doméstica, preconceito racial e ainda ganhar cerca de 43% menos que um homem branco, mesmo ambos com graduação.
De acordo com o estudo "O Desafio da Inclusão", elaborado pelo Instituto Locomotiva, com dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), as mulheres negras têm a menor renda entre os trabalhadores com ensino superior.

Enquanto a renda média do homem branco que têm superior completo é de R$ 6.702, o homem negro graduado ganha R$ 4.810 -- 29% menos que o branco. Já a mulher branca, também graduada, ganha uma média salarial de R$ 3.981 e, por último, a mulher negra com ensino superior ganha salário médio de R$ 2.918, 27% menos que a mulher branca.

Tal desigualdade salarial entre brancos e negros e entre os sexos representa um prejuízo bilionário. Segundo o Locomotiva, todos os anos, são desperdiçados R$ 808,83 bilhões que poderiam estar no mercado.

Além do salário menor, os negros no Brasil também enfrentam uma série de barreiras para se inserirem no mercado de trabalho. Mais de 90% dos entrevistados nunca fizeram um curso de idioma e 60% nunca receberam nenhum tipo de qualificação profissional.

O velho racismo camuflado
Apesar de 93% dos brasileiros concordarem que "existe racismo no Brasil", apenas 3% declararam abertamente que preferem evitar conviver com negros.
Parte deste preconceito está estampado na TV e na publicidade brasileira. Mesmo sendo maioria da população, mais de 90% dos protagonistas de campanhas publicitárias são brancos.

Além disso, 72% dos brasileiros negros afirmam que as pessoas que aparecem nas propagandas costumam ser muito diferentes deles e apenas 6% dos negros se sentem adequadamente representados na TV.

"Vejam, não estamos falando de nicho ou segmento, mas da maioria da população brasileira, já que 55% dos brasileiros se identificam como negros. A disparidade salarial entre brancos e negros causa uma perda de R$ 808 bilhões por ano ao mercado", afirmou o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles.


MAIS LIDAS