terça-feira, 10 de outubro de 2017

Mulheres são mais propensas a compartilhar


Estudo revela que centro de recompensa no cérebro feminino recebe mais impulsos de bem-estar ao dividir do que homens. Cientistas alegam que diferenças de comportamento não são congênitas, mas fruto de padrões sociais. Mulheres são mais propensas do que homens a compartilhar, pois o gesto ativa com maior intensidade o centro de recompensa do cérebro delas do que do deles, aponta um estudo neurológico suíço publicado nesta segunda-feira (09/10) na revista científica Nature Human Behavior. 

No estudo, pesquisadores bloquearam a atividade no centro de recompensa (núcleo accumbens) com o uso de medicamentos. As mulheres então agiram de forma mais egoísta em testes comportamentais, enquanto os homens se tornaram mais generosos. Os cientistas acreditam que o comportamento distinto entre os sexos se deve a paradigmas ditados pela sociedade.

A equipe de pesquisa da Universidade de Zurique, liderada pelo cientista Alexander Soutschek, realizou um teste comportamental com 21 homens e 19 mulheres, enquanto eles passavam por uma ressonância magnética.

Os participantes tinham de decidir se prefeririam receber uma soma maior de dinheiro para si ou uma quantia menor compartilhada com um participante anônimo. Os participantes decidiam por uma das duas variantes ao pressionarem teclas de seta num teclado. Estudos anteriores também indicaram que as mulheres compartilham dinheiro com mais frequência do que os homens neste teste padrão.

Durante o experimento, os pesquisadores analisaram a atividade do corpo estriado, uma região no centro do cérebro que é responsável pelo processo de avaliação e recompensa e é ativada em todas as tomadas de decisões. A região do cérebro provoca sentimentos positivos ao desencadear a liberação de hormônios de bem-estar, como a endorfina.

O corpo estriado estava particularmente ativo nas mulheres quando compartilharam, segundo os cientistas. Nos homens, por outro lado, estava mais ativo quando tomaram decisões egoístas.

Aspectos culturais

Para verificar os primeiros resultados, a equipe de cientistas realizou um teste de comportamento diferente com outros 65 participantes, sem examinar o cérebro. Desta vez, foi analisado se o comportamento muda quando a atividade do corpo estriado é suprimida por medicação. Metade do grupo recebeu a substância amissulprida, um fármaco antipsicótico antagonista seletivo da dopamina, responsável pela ativação do sistema de recompensas. A outra metade do grupo recebeu um placebo.

No grupo que recebeu o placebo, a maioria das mulheres (51%) decidiu compartilhar o dinheiro. No grupo que recebeu a droga amissulprida, apenas 45% das mulheres repetiram o gesto. Já nos homens, o comportamento social melhorou: sem a medicação, 40% dos homens optaram por dividir o dinheiro, contra 44% com a droga.

Ao todo, porém, os participantes de ambos os sexos se mostraram mais propensos a compartilhar quando têm a informação de que o recebedor anônimo é alguém que eles conhecem.

Os pesquisadores conseguiram, portanto, comprovar neurologicamente pela primeira vez que o cérebro masculino é mais propenso a recompensar decisões egoístas, enquanto o cérebro de mulheres tende a recompensar escolhas sociais.

Essa característica, segundo os cientistas, não é congênita. O centro de recompensas está fortemente ligado aos processos de aprendizagem no cérebro. "A diferença de gênero que observamos em nossos estudos pode ser explicada pelas diferentes expectativas culturais de homens e mulheres", disse Soutschek.

O centro de recompensas no cérebro é considerado um estímulo importante para a ação humana. Comportamentos que ativam o centro e criam sensações positivas e de bem-estar são mais buscados. O mecanismo, porém, também pode ser viciante depois de repetições. Dependendo de qual comportamento é repetido, pode causar um efeito negativo – como no caso do vício no jogo. O mecanismo também deve explicar o vício em drogas, já que estas também ativam o centro de recompensas.

PV/dpa/ots

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Crise Cognitiva ? Rosiane Rodrigues

Por Mônica Aguiar

Eu tenho lido várias reflexões nas mídias sociais  sobre a atual  conjuntura política, econômica  e social do povo negro brasileiro. 
Entre elas podemos destacar pontos importantes, pois falam das amarras que estão sendo constituídas, onde o retrocesso passa ser visível e palpável a cada dia no Brasil. 

Perdas e mais perdas de conquistas.  Resoluções que foram utilizadas na época da ditadura voltam reformuladas e  justificada por uma nova concepção de democracia, avocada da Constituição.
Nestes tantos e tantos desarranjos, estamos vendo  teatros serem fechados por determinação judicial; Lei sendo votada no Congresso Nacional, que tira o direito de fazer criticas nas redes socais aos candidatos no próximo pleito eleitoral.

Neste sentido , estou hoje, 06/10/17, reproduzindo uma reflexão. A primeira de tantas que estarei reproduzindo semanalmente....

Esta reflexão é de Rosiane Rodrigues do Rio de Janeiro. Mulher negra , jornalista, historiadora, escritora .  Religiosa de matriz africana.   

Apreciemos............


Por  Rosiane Rodrigues 

A crise não é apenas ética. Ela é cognitiva. 

Não entender o que está acontecendo é parte do plano - que promove os muitos golpes diários. Neste momento 'barata voa', quando as nossas ficções de democracia e laicidade estão desmoronadas, manter a lucidez e a coerência não é tarefa fácil. 

Vamos enfrentar o racismo - desde que a gente não mexa nas estruturas que mantém o operam o racismo. 

Vamos enfrentar o genocídio - desde que não ataquemos os seus alicerces. 

Vamos exigir laicidade - desde que não combatamos a promiscuidade das relações espúrias entre igrejas e Estados. 

Vamos seguindo, com nossas mentes colonizadas, fazendo o jogo do colonizador - que nos convenceu que um dia tivemos liberdade, que somos iguais (esta é a melhor ficção que eles inventaram!) e que a fraternidade - ahahahahah que nos retorna em forma de esmolas o que nos foi roubado, constituída na prática 'cristã' que apazígua os ânimos - se mantenha como pilar das nossas lutas.

Bom dia, Lock! Bom dia, Montesquieu! Bom dia, Voltaire! Vocês fizeram um excelente trabalho.

Livros de Ficção Científica Escrito por Mulheres



Octavia Butler foi a primeira autora negra de ficção científica a ser reconhecida mundialmente.
Escreveu vários livros feminista, tendo com o tema, geralmente, racismo e preconceito

Pare o que você está fazendo agora e pense em três escritores de ficção científica. 
Pensou? Pois bem, Isaac Asimov, Philip K. Dick e George Orwell provavelmente aparecem nesse breve exercício de memória. Isso traz a tona uma informação meio óbvia, mas que merece ser ressaltada: a literatura de ficção científica é um campo ainda dominado por homens. Em sua maioria, homens brancos com uma visão restrita de mundo.
Isso não significa que as mulheres estão fora desse área de atuação.
Pelo contrário, a história da literatura de ficção científica e de seus subgêneros (cyberpunk, space opera, distopia, viagem no tempo e invasão alienígena) é povoada por grandes escritoras, mulheres que pensaram outras realidades sob cenários surpreendentes e, por meio de suas narrativas, desencadearam reflexões sobre questões sociais como feminismo, política e religião.
Aqui estão 7 escritoras que se aventuraram com sucesso pela ficção científica. Com obras premiadas e carreiras consagradas, elas mostram que esse gênero literário pode ser ainda mais rico e diverso do que você imaginava.

Octavia E. Butler

Filha de uma empregada doméstica e um engraxate, a norte-americana Octavia Butler foi a primeira autora negra de ficção científica a ser reconhecida mundialmente. Ela escreveu contos, ensaios e 15 livros ao longo de sua carreira. Por eles, recebeu mais 20 indicações e diversos prêmios, incluindo Nebula e Hugo - duas das mais prestigiadas honrarias de ficção científica e fantasia. Seu romance mais emblemático, Kindred, acaba de ser publicado no Brasil pela editora Morro Branco depois de 40 anos do lançamento original. A trama é sobre Dana, uma mulher negra que nos anos 70 vive sucessivos episódios de volta no tempo, para os EUA dos início do século 19. Questões de raça e gênero permeiam o livro que já vendeu mais de meio milhão de cópias e que tornou Octavia conhecida como a "Grande Dama da Ficção Científca".

Charlotte Perkins Gilman

Charlotte Perkins Gilman (1860-1935) é uma escritora com obra consagrada, cujos livros trazem o feminismo como espinha dorsal. A obra mais conhecida norte-americana é O Papel de Parede Amarelo, título que se tornou leitura obrigatória em diversas escolas de Ensino Médio nos EUA. Mas aqui, vale ressaltar outro grande título de seu currículo: Herland - A Terra das Mulheres, lançado em 1915 no periódico The Forerunner, publicada Brasil pela editora Francisco Alves e encontrada hoje apenas em sebos. Considerado uma "distopia feminista", o livro conta a história de três rapazes americanos que fazem uma expedição a um país desconhecido (Herland, do título) composto apenas por mulheres e meninas há mais de 2000 anos. Com a imagem cristalizada do ideal de mulher que conheciam, eles se surpreendem com o que encontram nesse novo lugar. Nesse lugar, não há mais guerras e violência e a reprodução assexuada é o que regra as vidas.

 Ayn Rand


Política, filosofia e o conceito de individualismo se entrelaçam na obra de Ayn Rand. Escritora russa de origem judaica, Ayn fugiu da Revolução Comunista de 1917 e se instalou nos Estados Unidos em 1926 onde construiu uma carreira de sucesso como escritora, dramaturga e roteirista. Uma de suas obras mais célebres é A Nascente, que conta a história de Howard Roark, um jovem que se recusa a seguir os padrões de uma sociedade que não compreende seu modo independente de pensar e agir. Roark não abre mão de seus valores e longe da faculdade, acaba pagando um preço alto que envolve desemprego, pobreza e humilhação pública. A trama traz a tona uma ideia que a autora defendeu durante toda a sua trajetória: a de que o homem nasce livre e pode fazer o que desejar.

 Mary Shelley

Nascida em Londres, Mary Shelley (1797-1851) foi pioneira na ficção científica antes mesmo da consolidação do gênero literário com esse nome. Sua obra mais conhecida é Frankenstein, publicada em 1818 e adaptada incontáveis vezes para o teatro, cinema e televisão. O livro conta a história de Victor Frankenstein, um jovem estudante de ciências naturais que, mexendo com tecidos mortos, descobre a fórmula da criação de um ser consciente. Essa descoberta dá origem à Criatura. Victor rejeita o ser que criou e recebe como retribuição o ódio da Criatura - que passa a aterrorizar todos os seus familiares. Frankenstein é a obra-prima de Mary, mas não o único título de sua carreira. Ela escreveu outros romances, livros de memórias e também colaborou com contos e ensaios para publicações como Keepsake e Westminster Review.

Suzanne Collins

Nascida em 1962 em Connecticut, nos EUA, a escrita americana Suzanne Collins trabalhou como roteirista de diversos programa infantis antes de escrever Jogos Vorazes, título infanto-juvenil que se tornou fenômeno em todo o mundo no final dos anos 2000. A trama do livro se passa em um futuro distópico onde adolescentes são forçados a participar de um jogo de vida ou morte transmitido pela televisão. A ideia para livro surgiu em um dia que Suzanne estava em frente à TV. Em um canal, ela viu um grupo de competidores de um reality show. No outro, imagens gravadas na Guerra do Iraque. A combinação dos dois temas recebeu ainda influência do mito de Teseu e o Minotauro. O resultado? Sucesso. Como se sabe, o título foi o primeiro de uma trilogia, adaptada posteriormente - e também com sucesso - para o cinema.

Ursula K. Le Guin


No planeta Gethen, todos os habitantes são "ambissexuais". Isso signifca que são todos ao mesmo tempo homens e mulheres. Não há gênero em Gethen e, consequentemente, não há também machismo. A manifestação biológica ocorre somente nos períodos de procriação, quando os todos podem escolher o sexo que vão assumir. Diferente de todos os habitantes, o protagonista Genly tem gênero definido e pode acasalar a qualquer momento. No contexto de Gethen, isso faz dele uma aberração. Em linhas gerais, é essa trama de A Mão Esquerda da Escuridão, publicado em 1969 e considerado a obra-prima da escritora Ursula K. Le Guin. Hoje com 87 anos, a escritora foi a primeira mulher a conquistar os maiores prêmios da ficção científica (Hugo e Nebula). A obra vasta da norte americana reúne 21 romances, 12 livros de poesia, 13 títulos infantis, além de coletâneas de contos, críticas e roteiros.

 Margareth Atwood


Em um futuro próximo, os EUA vivem sob uma ditadura militar, uma teocracia. Os direitos das mulheres são retirados e elas são divididas entre férteis e inférteis. As férteis são mantidas na casa dos comandantes do governo, onde uma vez por mês são estupradas por eles. Essas mulheres agora precisam trazer novas vidas ao país, que passou a se chamar "Gilead". Temas atuais como a opressão sofrida pelas mulheres e o fundamentalismo cristão na política se combinam em O Conto de Aia, romance distópico de Margareth Atwood, lançado em 1985, que voltou aos holofotes neste ano após a premiada adaptação para a TV pelo serviço de streaming Hulu. Considerada um dos principais nomes da literatura contemporânea em língua inglesa, a canadense tem títulos reverenciados não só dentro da ficção científica. Margareth coleciona mais 50 livros no currículo, entre reunião de contos, poesias, títulos infantis e de não-ficção.
Fonte texto : HuffPost Brasil  / Fotos: MONTAGEM/GETTY/DIVULGAÇÃO

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Centenas de Mulheres são Esterilizadas de Maneira Inadequada no Peru

Um grupo de coletivos sociais e organizações não governamentais (ONGs) pediu nessa terça-feira (3) à Promotoria do Peru para acusar o ex-presidente Alberto Fujimori, atualmente preso, por crimes contra a humanidade por ter esterilizado de maneira inadequada ou forçada mais de 236 mil mulheres durante seu governo. A informação é da Agência EFE.

Segundo o relatório entregue pelo Estudo para a Defesa dos Direitos da Mulher (Demus) ao promotor Luis Landa, 211 mil mulheres receberam informações incompletas sobre o processo e as consequências da ligadura de trompas. Mais 25 mil que passaram pelo procedimento não sabiam que ele era irreversível.

As estimativas têm como base o estudo Política de esterilizações com informações incompletas: Peru 1995-2000, do economista Silvio Rendon, da Universidade de Nova York, e as investigações de Camila Gianella, do Instituto CHR Michelsen da Noruega.
O Demus afirma que o relatório contém provas que não tinham sido consideradas até então pelos promotores para mostrar o caráter irregular ou forçado das esterilizações, como por exemplo o considerável número de procedimentos feitos em mulheres menores de 25 anos, analfabetas e indígenas.
María Ysabel Cedano. Lesbiana feminista socialista
defensora de derechos humanos

De acordo com os dados do relatório, 11% das mulheres esterilizadas entre 1995 e 2000 tinha menos de 25 anos, idade na qual a ligadura de trompas não é recomendada como método contraceptivo. Entre as indígenas, o percentual é de 15,6%.

A ONG responsabilizou Fujimori por enviar ao Congresso a Lei Nacional de População de 1996, que descriminalizava as ligaduras de trompas e as vasectomias como método contraceptivo, o que permitiu que só no ano seguinte fossem realizadas no país 100 mil esterilizações.

A diretora do Demus, María Ysabel Cedano, fez críticas a Landa. Segundo ela, já se passaram nove meses desde que as denúncias foram feitas e não houve um pronunciamento do promotor.
"Existem evidências suficientes para que o Ministério Público o denuncie, e o Poder Judicial examine e julgue", disse ela durante entrevista coletiva, acompanhada por um grupo de mulheres que se declaram vítimas de esterilizações forçadas.
Esses procedimentos ocorreram dentro da execução do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva e Planejamento Familiar 1990-2000.
A Defensoria do Povo constatou que foram feitas 272.028 operações de ligadura de trompas e 22.004 vasectomias entre 1996 e 2001, quase todas em pessoas de classes baixas e de regiões rurais. Não se sabe quantas foram feitas de modo irregular.
Do total, mais de 2 mil mulheres denunciaram que foram esterilizadas sem consentimento ou sem ser devidamente informadas sobre o procedimento.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) determinou que o número de mulheres afetadas é muito alto e que pelo menos uma delas morreu em consequência dessas práticas.
Fujimori cumpre pena de 25 anos de prisão por violações de direitos humanos, como autor imediato, com domínio do fato, dos massacres de 1991 e 1992, quando 25 pessoas foram mortas pelo grupo paramilitar Colina, e pelo sequestro de um empresário e um jornalista em 1992.

Fontes: R7/AG.Brasil/
Foto   e legenda : Twitter   María Ysabel Cedano

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Câncer de mama na Mulher Negra

Estudos entre 2009 e 2014 ja revelavam o risco de câncer de mama em mulheres negras em diversos países 

Outubro é o mês dedicado à conscientização do câncer de mama, que é um dos mais comuns cânceres mais comuns em mulheres, representando 25% de todos os casos de câncer no mundo. Globalmente, são diagnosticados aproximadamente 1,7 milhões de novos casos dos quais meio milhão vão a óbito  . (Emanuelle Goes -  em seu Blog  população negra e saúde) . 

O estudo “Jewels in our Genes”, realizado pela Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, ja revelou três regiões anormais de DNA em mulheres afrodescendentes compartilhados por membros da mesma família. Essa descoberta levanta a hipótese de existir genes de câncer de mama ainda não descobertos e relacionados à raça. O câncer de mama hereditário corresponde de 5 a 10% dos casos da doença.
Os pesquisadores afirmaram que se essas mutações forem exclusivas dos afrodescendentes pode explicar o risco aumentado presente nas mulheres negras na pré-menopausa quando comparado a outros grupos. Os pesquisadores consideraram ainda que há mais genes anormais associados ao câncer de mama que os já conhecidos BRCA1 e BRCA2.
A pesquisa foi realizada entre os anos de 2009 e 2014 e examinou o DNA de 106 famílias de afrodescendentes norte-americanos. Entre os participantes estavam 179 mulheres diagnosticadas com câncer de mama e 76 de suas irmãs que nunca tiveram a doença. Esse estudo é semelhante à pesquisa feita em 1990 com mulheres de ascendência europeia, que levou à descoberta dos genes BRCA1 e BRCA2, que aumentam consideravelmente o risco de desenvolver câncer de mama e ovário.

Embora as mulheres afrodescendentes possam ter mutações BRCA, há suspeitas de outras mutações ligadas ao câncer de mama nessa população específica, por isso esse estudo mostra-se fundamental para a tomada de decisões no que diz respeito à prevenção do câncer de mama em populações específicas.
As mulheres afrodescendentes têm maior incidência de câncer de mama na pré-menopausa e uma taxa de mortalidade maior quando comparadas a outros grupos, como mulheres com ascendência europeia. 

Esse estudo é particularmente importante para as brasileiras, uma vez que 61% dos brasileiros brancos têm herança indígena ou africana.

Cerca de 58 mil mulheres no Brasil são vítimas do câncer de mama, segundo o Instituto Nacional do Câncer - INCA. Na região sul, 25% são acometidas pela doença, quase um quarto da população.
A cada 10 minutos, estima-se que uma mulher seja diagnosticada com a doença. Segundo pesquisas, aproximadamente 50% das pacientes atendidas pelo serviço público descobrem a doença já em estágios mais avançados, também conhecido como metastático. 

Pesquisa recente realizada pela Cancer Research UK (Pesquisas sobre Câncer do Reino Unido) e pela Public Health England (Saúde Pública da Inglaterra), as mulheres negras na Inglaterra têm quase o dobro de chances de serem diagnosticadas com câncer de mama em estaǵio avançado.
A incidência de descoberta da doença em seu último estágio é de 25% em mulheres de origem africana, 22% em mulheres de origem caribenha e apenas 13% em mulheres brancas.
Especialistas afirmam que a razão principal disso é o baixo conhecimento dos sintomas e triagem. De acordo com o Cancer Research UK, há menos probabilidade de mulheres negras irem fazer uma mamografia quando convidadas pelo NHS (o Serviço Nacional de Saúde do país).

O Outubro Rosa é o mês de conscientização sobre o câncer de mama. Ele é internacional, já que o problema ocorre com mulheres do mundo todo. É importante ensiná-las como elas podem se prevenir e fazer o auto-exame.



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