Os vídeos de uma mineirinha de oito anos viraram hit na internet e já somam mais de 100 mil visualizações. Com uma autoestima inabalável, Carolina Monteiro ama seu cabelo crespo e dá dicas para outras crianças de como lidar com os comentários preconceituosos.
Notícia diária do Mundo sobre a Mulher Negra - Agendas, Lutas e conquistas. Visibilidade do protagonismo
terça-feira, 14 de abril de 2015
Menina de oito anos combate o preconceito em vídeos da internet
Os vídeos de uma mineirinha de oito anos viraram hit na internet e já somam mais de 100 mil visualizações. Com uma autoestima inabalável, Carolina Monteiro ama seu cabelo crespo e dá dicas para outras crianças de como lidar com os comentários preconceituosos.
Mulher dá à luz quíntuplos em São Paulo
Mulher ganhou cerca de 10 kg na gravidez e fez cesárea nesta segunda feira (13)
A vendedora Karina Bárbara Barreira deu à luz cinco bebês na manhã
desta segunda feira (13) no Hospital Sepaco, em São Paulo, com 27
semanas de gestação, pouco menos que sete meses.
Karina e o marido João Júnior (36) são de Santos, mas tiveram de vir a
São Paulo para a realização da cesárea, pois o hospital do litoral sul
de São Paulo não poderia dar o suporte necessário para esse tipo de
procedimento.
De acordo com Raymundo Nunes, médico coordenador do
Hospital Sepaco, mãe e bebês passam bem, mas estão na UTI (Unidade de
Tratamento Intensivo) por precaução.
— Todos estão bem, mas como os bebês nasceram prematuros e muito pequenos, optamos por colocá-los na UTI.
Segundo o médico, nasceram quatro meninas e um menino, todos saudáveis.
O primeiro a nascer foi o menino, com 1,185 kg. As quatro meninas
tinham pesos de 0,715g, 0,625g, 0,905g e 0,930g. Duas crianças respiram
com a ajuda de aparelhos. Nunes afirma que os bebês devem ficar na UTI
por aproximadamente dois meses, para que ganhem peso e consigam
desenvolver órgãos essenciais como os pulmões. O médico ainda diz que
Karina deve permanecer internada enquanto os bebês não forem liberados,
para que ela possa amamentá-los enquanto eles estão na UTI.
Fonte :R7
Almanaque feminista é lançado online
Com a proposta de ajudar mulheres de todas as idades a entenderem
o feminismo e como o movimento as beneficia, deixando de lado
preconceitos comuns contra a causa, instituições feministas lançam o
Almanaque D’Elas, disponível gratuitamente online
O preconceito contra feministas ainda é muito comum. Por isso, devido
aos equívocos e ataques direcionados ao movimento, muitas mulheres
acabam não percebendo que, em muitos casos, seus ideais de igualdade são
os mesmos ideais pelos quais lutam as feministas.
Pensando nisso, a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e
Reprodutivos, a Casa da Mulher Catarina e o Fundo Social ELAS lançaram,
no dia 30 de Março, o Almanaque D’Elas – uma proposta acessível e divertida para que o público compreenda o que é o feminismo e suas reivindicações.
“O Almanaque D’Elas traz o mundo do feminismo para quem tem sede de
informação de qualidade, sem perder o bom gosto e o humor. Quer conhecer
a trajetória de feministas históricas no mundo? Quem foram as mulheres
que mudaram o mundo para melhor? Quer saber mais sobre as conquistas
feministas no campo dos direitos humanos, direitos civis e direitos
fundamentais? Está tudo aqui, em uma linguagem acessível, objetiva e
gostosa de ler”, explica o portal da Rede.
A publicação, que será distribuída para 12 estados brasileiros entre várias regiões do país, também está disponível online e pode ser baixada gratuitamente para que se torne ainda mais acessível a todos os públicos.
Além do texto introdutório “Você é feminista ou sabe o que é
feminismo?” de autoria da escritora Clara Averbuck, o Almanaque conta
com tirinhas, piadas, ilustrações divertidas, jogos e fatos históricos
sobre os movimentos de mulheres no Brasil.
Para ler e fazer o download do Almanaque D’Elas, basta acessar a página da Rede Feminista de Saúde.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Ataque terrorista mata 147 em universidade

147 pessoas, possivelmente todas elas estudantes, morreram em um atentado executado pelo grupo radical islâmico Al Shabaab na
universidade de Garissa, no nordeste do Quênia.
Segundo o balanço anterior, divulgado pelo ministro do Interior do Quênia, Joseph Nkaiserry, há ainda 79 feridos.
No amanhecer da quinta-feira, combatentes do Al Shabaab, armados com metralhadoras, invadiram o campus universitário na cidade de Garissa, a 150 quilômetros da fronteira com a Somália, atirando contra estudantes cristãos.
O ataque aconteceu quando muitos estudantes ainda estavam nos dormitórios. Esse é o pior ataque no país desde o atentado contra a embaixada dos Estados Unidos, em 1998, quando 213 pessoas morreram.
“Um homem ordenou que deitássemos no chão e foi o que fizemos. Ele perguntou se éramos muçulmanos e eu respondi ‘sim. Por favor, não nos mate. Somos muçulmanos’”, relatou Nasir Abdurahman, estudante do segundo ano. “Ele perguntou se podíamos recitar a Shahada (a declaração de fé do islamismo) e eu recitei em voz alta. Meus amigos também recitaram em volume alto. Ele disse, ‘vocês podem ir agora’ e indicou o portão da frente para sairmos.” Assim que Abdurahman saiu, ele ouviu disparos de armas e gritos.
O ministro disse que aproximadamente 500 dos 815 estudantes do Garissa
University College foram resgatados. Alguns conseguiram escapar sem
ajuda. O chefe da polícia queniana, Joseph Boinet, disse que o
Quênia introduziu um toque de recolher, das 18h30 às 6h30, em quatro
regiões próximas da fronteira com a Somália, como medida de segurança.
Ele afirmou ainda que os extremistas dispararam indiscriminadamente
dentro do complexo universitário. O governo queniano também
ofereceu uma recompensa de cerca de 215 mil dólares pelo principal
suspeito de ter organizado e planejado o ataque. Autoridades de
segurança divulgaram uma fotografia de Mohammed Dulyadayn, também
conhecido como Mohammed Kuno Gamadheere ou xeique Mohammed, um
ex-professor que lecionava sobre o Alcorão e que teria se unido ao
extremistas somalianos e chegado a postos de comando. O Al
Shabaab assumiu a responsabilidade pelo ataque, realizado nas primeiras
horas da manhã, numa região localizada a 140 quilômetros da fronteira
com a Somália. O grupo tem ligações com a rede terrorista Al Qaeda e já
realizou uma série de ataques em solo queniano, em retaliação ao envio
de tropas quenianas para combater o grupo na Somália. Sheikh
Abdiasis Abu Musab, porta-voz de operações militares do Al Shabaab,
disse que o grupo manteve muitos cristãos como reféns. “Separamos as
pessoas, libertando os muçulmanos”, declarou à agência de notícias
Reuters.
terça-feira, 7 de abril de 2015
Pesquisa Indica que o Rio Recebeu 2 milhões de Escravos Africanos
| (Foto: Agência O Globo / Márcia Foletto) |
O número é o dobro do que era estimado: a tese é baseada em banco de dados criado pela Universidade de Emory, em Atlanta
Entre 1500 e 1856, a cada cinco pessoas no mundo que foram
escravizadas, uma colocou os pés no Rio de Janeiro. Foi na região do
Porto, onde hoje estão as avenidas Venezuela e Barão de Tefé, que
atracou boa parte dos navios negreiros vindos da África, trazendo,
inclusive, corpos de quem não resistiu à viagem. Por muito tempo,
imaginou-se que pouco mais de um milhão de escravos desembarcaram na
cidade — e mais 2,6 milhões teriam sido levados para outros pontos do
litoral brasileiro. Agora, estudiosos afirmam que o número relativo ao
Rio é muito maior que o estimado por vários historiadores. A tese é
baseada em um minucioso banco de dados criado pela Universidade de
Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos: o arquivo reúne registros
portuários feitos ao longo de três séculos e meio. O trabalho está
hospedado no site slavevoyages.org e ganhará,
dentro de algumas semanas, tradução para o português pela Casa de Rui
Barbosa, em Botafogo. Segundo o novo levantamento, cerca de 2 milhões de
escravos chegaram ao Rio.
— O cálculo anterior, adotado por vários historiadores, era de
autoria de Maurício Goulart, que publicou “Escravidão africana no
Brasil’’, em 1949. Na obra, ele afirma que o Brasil recebeu 3,6 milhões
de escravos. A estimativa de desembarque de pouco mais de um milhão no
Rio foi baseada em registros feitos na região do Cais do Valongo entre
1758 a 1831. Houve outros pontos de desembarque no estado, e levantamos
documentos referentes ao transporte de escravos em oito idiomas, datados
de períodos anteriores e posteriores àquele de 73 anos que, até então,
era o único considerado por estudiosos. Agora, temos um número mais
preciso — diz Manolo Florentino, único brasileiro que participou do
projeto. — Na pesquisa da Universidade de Emory, 90% dos dados relativos
à Região Sudeste se aplicam ao Rio, principal porta de entrada de
navios negreiros no país.
No estudo, foram catalogadas 35 mil viagens, que revelam um fluxo de
10,7 milhões de escravos em todo o mundo. Pesquisadores checaram
documentos de vários países, incluindo Estados Unidos e Inglaterra, além
do próprio Brasil e de nações do continente africano. Muitas vezes, não
havia registro de chegada de um navio negreiro ao Rio, mas sua partida
rumo à cidade estava documentada, por exemplo, em Portugal. E, além do
Cais do Valongo, Copacabana e Botafogo e outros pontos do Centro
serviram como locais de desembarque, mesmo que em escala pequena.
De acordo com a pesquisa, cerca de 4,8 milhões de escravos chegaram
ao litoral brasileiro. Outro número que chama a atenção, divulgado pela
primeira vez, é o de total de vidas perdidas nos deslocamentos entre
continentes — pelo levantamento da Universidade de Emory, cerca de 300 mil escravos morreram a caminho do Rio.
Os números da pesquisa podem ser ainda maiores. Estamos preparando
uma atualização para os próximos anos — afirma o historiador David
Eltis, coordenador do trabalho.
Interessados podem acessar o site do projeto e, por meio de recortes
históricos, pesquisar os períodos mais intensos do tráfico de escravos.
Nos três primeiros séculos da colonização portuguesa, por exemplo, a
Bahia recebeu 15% a mais de escravos que o Centro-Sul (na época, o
Sudeste estava inserido nessa região). O panorama mudou depois de 1763,
quando o Rio se tornou sede do governo geral.
O historiador Marcus Dezimone, professor da Universidade do Estado do
Rio de Janeiro (Uerj), explica que o apogeu da produção de ouro na
capitania de Minas Gerais, em meados do século XVIII, fez o Rio se
tornar um lugar estratégico para receber escravos da África e enviá-los
às minas:
— Tínhamos uma ideia da época em que o Rio ultrapassava a Bahia em
número de escravos, mas a pesquisa da universidade americana é
importante porque apresenta clareza sobre esse perído. A partir da
segunda metade do século XVIII, o número de escravos recém-chegados da
África cresce no Rio e se estabiliza na Bahia. Nenhum lugar do Brasil
servia tão bem à recepção de escravos como a cidade.
Os países que mais enviaram escravos ao Rio foram Congo e Angola — no
século XVIII, chegaram 720 mil. Depois de 1780, com o declínio da
atividade mineradora no Brasil, boa parte deles foi levada para o Vale
do Paraíba, no interior do estado, onde, mais tarde, teve início uma
grande expansão das lavouras de café.
A pesquisa também traz um importante esclarecimento sobre a
escravidão no século XIX: o Rio importou mais escravos do que Cuba para o
trabalho nas lavouras de café. Entre 1831 a 1840, a estimativa é que
desembarcaram por aqui 239 mil, contra 186 mil na ilha. O escritor e
pesquisador Tâmis Parron, autor de “A política da escravidão no Império
do Brasil’’, elogia o trabalho e destaca que, antes, esse fluxo só era
dimensionado por questões geográficas.
— As análises sempre penderam para o Rio pela posição da cidade em
relação ao continente africano. Era mais barato para o traficante de
escravos chegar ao porto carioca do que ir para Cuba — diz Parron.
‘LEI PARA INGLÊS VER’
Outro período que carecia de informações mais detalhadas sobre a
chegada de escravos ao Rio era o pós-1831 — ano de criação da Lei Feijó,
que proibia o tráfico negreiro no Brasil. Pesquisando o site,
constata-se que, num primeiro momento, a iniciativa deu resultado. Em
1831, chegaram 900 escravos à cidade, contra 31 mil um ano antes. No
entanto, a partir de 1832, voltou a um ritmo galopante. Com a pressão
britânica pelo fim da exploração humana, surgiu a expressão ‘‘lei para
inglês ver’’. Entre 1835 e 1850, aproximadamente 564 mil escravos
chegaram ao Rio ilegalmente, de acordo com a Universidade de Emory.
Ao mesmo tempo em que o Rio ganha um importante banco de dados para
entender melhor seu passado, a cidade vive a expectativa de ver o Cais
do Valongo transformado em Patrimônio Cultural da Humanidade. O
antropólogo Milton Guran coordena uma equipe multidisciplinar que, em
setembro, enviará para a Unesco um dossiê para a candidatura.
— No ano em se completam 450 da fundação da cidade, damos um passo na
reconciliação com nossas raízes. O Rio nasceu indígena e ganhou batismo
português, mas sua base étnica é composta pela negritude, que foi
fundamental para nossa formação cultural.
Fonte e texto : O Globo Renan França
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