segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Bancada feminina cobra respeito a cota nas eleições

Senadoras e deputadas buscam formas de estimular a participação da mulher na política e de ampliar a representatividade legislativa. Ministério Público pune legendas que descumprem cota mínima de 30%.
O incentivo ao aumento da participação feminina na política e o receio de diminuição no número de mulheres parlamentares foram questões debatidas ontem por senadoras, deputadas e representantes do Executivo e do Judiciário em reunião da campanha Mulher, Tome Partido. A campanha, iniciativa conjunta do Senado e da Câmara, foi lançada em setembro com o objetivo de incentivar a filiação feminina. Segundo a procuradora da Mulher do Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o foco agora é minimizar as dificuldades de acesso das mulheres à política, conscientizá-las sobre a importância da representatividade feminina e garantir maior número de candidaturas. Vanessa lembrou que a minirreforma eleitoral (PLS 441/2012), aprovada no ano passado, prevê campanha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para incentivar a participação feminina. A senadora disse que já falou sobre o assunto com o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio. A vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, informou que o Ministério Público vem punindo alguns partidos pelo pouco espaço cedido a mulheres. Hoje, a cota legal é de pelo menos 30% de vagas. Segundo Ela, muitos partidos têm usado “mulheres fantasmas” só para cumprir a cota. Cartilha de incentivo A subsecretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Vera Soares, informou que a secretaria pretende lançar dia 18 de março, no Congresso, uma cartilha de incentivo à participação feminina na política. Vera considera essencial a presença de homens deputados, senadores e candidatos no dia do lançamento. Segundo ela, pesquisa do Ibope revelou que oito em cada dez brasileiros acreditam que deveria ser obrigatória a participação paritária de mulheres e homens nas Casas legislativas. Para a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), a briga prioritária da bancada feminina deve ser buscar a aprovação da PEC 590/2006, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que garante a representação proporcional de cada sexo na composição das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado e de cada comissão. Erundina reconheceu o esforço do governo e da bancada feminina no Congresso, mas admitiu que há pouco impacto concreto na construção de maiores espaços políticos para as mulheres. Na análise da deputada, os avanços podem não ocorrer pelo distanciamento das mulheres eleitas com os movimentos sociais. A deputada Erika Kokay (PT-DF) criticou a “onda de conservadorismo” que pode comprometer a luta da mulher por maior participação. De acordo com a deputada Iara Bernardi (PT-SP), as candidaturas femininas costumam ter as condições mais precárias. Ela cobrou mais ações do governo e lembrou que os partidos precisam apoiar essas candidaturas, inclusive financeiramente.
O incentivo ao aumento da participação feminina na política e o receio de diminuição no número de mulheres parlamentares foram questões debatidas ontem por senadoras,deputadas e representantes do Executivo e do Judiciário em reunião da campanha Mulher,Tome Partido.A campanha, iniciativa conjuntado Senado e da Câmara,foi lançada em setembro como objetivo de incentivar afiliação feminina. Segundo a procuradora da Mulher do Senado, Vanessa Grazziotin(PCdoB-AM), o foco agora é minimizar as dificuldades de acesso das mulheres à política,conscientizá-las sobre a importância da representatividade feminina e garantir maior número de candidaturas.Vanessa lembrou que a minirreforma eleitoral (PLS441/2012), aprovada no ano passado, prevê campanha do Tribunal Superior Eleitoral(TSE) para incentivar a participação feminina. A senadora disse que já falou sobre o assunto com o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio.A vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, informou que o Ministério Público vem punindo alguns partidos pelo pouco espaço cedido amulheres. Hoje, a cota legal éde pelo menos 30% de vagas.Segundo Ela, muitos partidos têm usado “mulheres fantasmas”só para cumprir a cota.Cartilha de incentivo A subsecretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres(SPM), Vera Soares, informou que a secretaria pretende lançar dia 18 de março, no Congresso, uma cartilha de incentivo à participação feminina na política. Vera considera essencial a presença de homens deputados, senadores e candidatos no dia do lançamento.Segundo ela, pesquisado Ibope revelou que oito em cada dez brasileiros acreditam que deveria ser obrigatória a participação paritária de mulheres e homens nas Casas legislativas.Para a deputada Jô Moraes(PCdoB-MG), a briga prioritária da bancada feminina deve ser buscar a a provação da PEC 590/2006, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP),que garante a representação proporcional de cada sexo na composição das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado e de cada comissão. Erundina reconheceu o esforço do governo e da bancada feminina no Congresso, mas admitiu que há pouco impacto concreto na construção de maiores espaços políticos para as mulheres. Na análise da deputada,os avanços podem não ocorrer pelo distanciamento das mulheres eleitas com os movimentos sociais.A deputada Erika Kokay(PT-DF) criticou a “onda de conservadorismo” que pode comprometer a luta da mulher por maior participação.De acordo com a deputada Iara Bernardi (PT-SP), as candidaturas femininas costumam ter as condições mais precárias. Ela cobrou mais ações do governo e lembrou que os partidos precisam apoiar essas candidaturas,inclusive financeiramente.

Fonte : Ag. Senado 

Entidades esportivas resistem em punir clubes que cometeram racismo

GENEBRA - No dia 4 de julho de 2013, jogadores da seleção das Filipinas saíram de campo humilhados. Não pelo resultado no placar, mas por terem sido alvo de gritos de "escravos" por parte dos torcedores da seleção de Hong Kong, uma cidade onde filipinos fazem trabalhos domésticos. No último dia 22 de novembro, jogadores negros do Olympique de Marselha foram insultados pelos torcedores do Ajaccio. No dia 6 de setembro, o brasileiro Eduardo da Silva, que joga pela seleção da Croácia, teve de ouvir cantos racistas por parte dos torcedores da Sérvia.
Se cada caso como o de Tinga, volante do Cruzeiro, é um drama pessoal, que afeta famílias e deixa jogadores revoltados, a realidade é que os incidentes racistas no futebol ganham proporções inéditas.
Para cartolas e especialistas ouvidos pelo Estado, parte da culpa está no fato de as entidades esportivas terem levado anos para se dar conta do problema. Ao mesmo tempo, a Europa presencia o fortalecimento de grupos extremistas, enquanto aumenta a pressão de patrocinadores contra medidas de punição que acabem causando prejuízos financeiros.
Em maio de 2013, novas leis foram aprovadas na Fifa para punir de forma mais severa os clubes. Pela primeira vez, a entidade estipulava que federações pelo mundo poderiam expulsar clubes de competições, rebaixar times e retirar pontos.
Mas, quase um ano depois, o que se nota é a resistência de cartolas e das lideranças do esporte em punir os clubes.
Apenas em 2013, organizações esportivas como a Fifa e a Uefa receberam pelo menos 107 denúncias de casos de racismo e discriminação no mundo. Mas isso seria apenas a ponta de um iceberg e entidades alertam que mais de 1,1 mil jogos foram palco de discriminação.
Para Piara Powar, secretário-geral da entidade de combate ao racismo no futebol, a Fare, o problema é de fato "muito profundo" e, pelo menos na Europa, ganhou uma dimensão nova diante da crise econômica dos últimos cinco anos. Para ele, até maio de 2013 existia, de fato, uma dificuldade no combate ao racismo no futebol, já que as penas e multas eram dadas sem qualquer tipo de padrão. "Falava-se muito e quase nada era feito", disse. Entre 2002 e 2012, por exemplo, apenas oito casos foram punidos realmente na Europa por conta do racismo.
Outro sério problema vinha do fato de que as multas por racismo chegavam a ser inferiores às penalidades impostas por violações de contratos comerciais. Tanto a Fifa quanto a Uefa garantem que, a partir de agora, tudo será diferente e que, com as novas leis, clubes poderão ser realmente punidos. Ainda assim, um levantamento das 18 punições aplicadas desde maio mostra que nenhum clube foi rebaixado. 



Mulheres sírias querem participar de negociações de paz

Grupos de mulheres sírias disseram nesta segunda-feira que querem que o mediador internacional Lakhdar Brahimi permita que tenham um papel nas negociações de paz que devem começar na próxima semana.
Elas disseram que as mulheres deveriam fazer parte de pelo menos 30 por cento de todas as equipes de negociação na conferência Genebra 2, que discutirá meios para acabar com a guerra da Síria a partir de 22 de janeiro, na Suíça.
Suas reivindicações incluem garantir que qualquer eventual Constituição deve garantir igualdade de cidadania ao povo sírio "em toda a sua diversidade e filiações" e garantir a igualdade de homens e mulheres, penalizando todas as formas de discriminação e violência contra as mulheres.
Quatro representantes do grupo de mulheres sírias vão se reunir na terça-feira com Brahimi para discutir sobre como colocar em prática as exigências, sendo que já fizeram uma consulta com ele, disse a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.
"Sua mensagem foi de que, se estas demandas são das mulheres sírias e são coerentes e concordam, ele irá levá-las adiante", disse a diretora-executiva à Reuters.
As quatro mulheres foram escolhidas entre outras 47 mulheres que elaboraram as demandas em uma reunião de três dias em Genebra, um grupo que incluía representantes das mulheres sírias dentro e fora do país.
"Acho que podemos dizer que representamos a maioria, dentro e fora do país", disse Sabah Alhallak, uma das quatro.
Ela disse que grupos de mulheres têm trabalhado nos princípios de uma nova Constituição desde 2011, tendo em vista os problemas surgidos em outras revoluções da "Primavera Árabe".
"As mulheres estavam olhando para o que aconteceu na Tunísia, no Egito e na Líbia, e houve um monte de lições para nos preparar e ver o que estava vindo em nossa direção." 

Rafif Jouejati, uma das quatro representantes e porta-voz dos comitês de coordenação local da Síria, disse que se Genebra 2 fracassar, grupos de mulheres vão fazer pressão pela paz em Genebra 3, 4 ou 5. "Somos advogadas, engenheiras e professoras, somos donas de casa e enfermeiras e outras profissionais da área médica, que são 50 por cento da sociedade", disse ela. 
"Se Genebra 2 não funcionar, vamos empurrar os homens que estão fazendo guerra para fazer a paz." 

(Reportagem de Tom Miles)

Estudo aponta : Mulheres encontram muitas dificuldades nos setores da ciência e da alta tecnologia

Estudo diz que norte-americanas têm 45% mais probabilidade de abandonar a área dentro de um ano do que seus colegas homens,  44% das mulheres americanas entrevistadas acham que são julgadas com base em critérios de liderança basicamente masculinos e obrigadas a assumir uma conduta difícil entre agressividade e assertividade que, com frequência, arruínam as suas carreiras.

WASHINGTON – A dificuldade para se ter mais mulheres trabalhando nos setores da ciência e da alta tecnologia vem merecendo muita atenção atualmente nos Estados Unidos. Um novo programa de orientação para mulheres que querem ser cientistas acaba de ser lançado e, durante o Super Bowl, foram veiculados anúncios de brinquedos educativos desenhados para mulheres.
Mas manter as mulheres nesses campos de atividade e ajudá-las a chegar ao topo pode ser um grande desafio. De acordo com estudo divulgado semana passada pelo Centro para Inovação de Talentos (CTI), grupo de pesquisa fundado pela economista Sylvia Ann Hewlett, as mulheres norte-americanas que trabalham nos setores de tecnologia e ciência têm 45% mais possibilidade de abandonar o setor no prazo de um ano quando comparadas a colegas do sexo masculino.
Além disto, segundo um terço dos líderes do alto escalão – tanto homens como mulheres –, que trabalham nas áreas de tecnologia, engenharia e ciências, uma mulher nunca chegaria a um alto cargo em suas empresas. “Mesmo aqueles que ocupam altos cargos na empresa e que estariam em posição de realizar mudanças dentro da companhia, favorecendo as mulheres, não acham que podem fazer alguma coisa”, disse Laura Sherbin, diretora de pesquisa da CTI. Neste caso, “o que resta?”, pergunta.
O estudo é uma atualização de outro realizado em 2008 pelo CTI sobre mulheres que trabalham no setor de alta tecnologia. Este também havia concluído que há um êxodo das mulheres nestas áreas.
O levantamento mais recente foi feito com 5.685 adultos formados em universidades com experiência em alguma empresa de tecnologia, engenharia ou ciências, no setor privado; 2.349 dos entrevistados eram mulheres.
Países emergentes. Uma diferença fundamental entre os dois estudos é que a pesquisa este ano também examinou as experiências de mulheres que trabalham em empresas de ciência e tecnologia em países emergentes. Os resultados nestes países também foram decepcionantes. Mais de um quarto das mulheres nos Estados Unidos que trabalham nesses setores consideram que suas carreiras estão estagnadas, ao passo que na Índia a proporção de mulheres com essa sensação é de 45%.
Nos Estados Unidos 32% das mulheres que trabalham em empresas de tecnologia e ciência afirmam que provavelmente deixarão o emprego no prazo de um ano. A porcentagem é praticamente a mesma na China.
De acordo com o estudo, preconceitos de gênero também são um fator pelo qual as mulheres acham que não conseguirão avançar na carreira ou preferem deixar as empresas em que trabalham. Um terço das mulheres americanas trabalhando em empresas em áreas “científica, de engenharia e de alta tecnologia” sentem-se excluídas das redes sociais nos seus empregos (na Índia são 53%). Por outro lado, 72% das mulheres nos Estados Unidos e 78% no Brasil acham que existe preconceito nas avaliações sobre seu desempenho.

Agressividade

Finalmente, 44% das mulheres americanas entrevistadas acham que são julgadas com base em critérios de liderança basicamente masculinos e obrigadas a assumir uma conduta difícil entre agressividade e assertividade que, com frequência, arruínam as suas carreiras.
Embora isso ocorra em muitos locais de trabalho, “é levado ao extremo nesses campos de atividade”, disse Laura Sherbin. Quando os líderes são todos homens, é muito difícil para uma mulher parecer, agir e se comportar como o líder que ela sucedeu.
Apesar de todas as notícias desencorajadoras, existem alguns pontos positivos. No estudo realizado este ano, poucas mulheres disseram que se sentem solitárias em suas equipes. Mais de 80% em cada país afirmaram que adoram seu trabalho. Mais da metade das mulheres nos Estados Unidos e uma grande maioria nos mercados emergentes, afirmaram ter ambições de chegar ao topo.
Além disso, a pesquisa mostrou que sua intenção de deixar estes setores, “claramente não é porque temem o trabalho duro”, concluiu Laura Sherbin. “Elas acham que sua carreira está estagnada e este sentimento se transforma numa total falta de esperança”, concluiu a pesquisadora.

Fonte: ESTADÃO

I Chamada para projetos de Organizações Afro-Brasileirasda Sociedade Civil

O Baobá - Fundo para Equidade Racial (doravante, o Fundo Baobá) tem o prazer de lançar a I Chamada para projetos de organizações da sociedade civil (OSCs) afro-brasileiras, direcionada a grupos e organizações que desenvolvem projetos pró-equidade racial no Brasil.

Criado em 2011, o Fundo Baobá é uma organização sem fins lucrativos cujos objetivossão: mobilizar pessoas e recursos, no Brasil e no exterior, para apoiar projetos pró-equidade racial de organizações da sociedade civil (OSCs) afro-brasileiras; e promover a filantropia para a justiça social no país. O Fundo Baobá também visa apoiar esforços que contribuam para a sustentabilidade político-financeira destas OSCs e para a manutenção de sua contínua capacidade de implantar projetos efetivos.

Esta chamada de projetos tem o generoso apoio da Fundação Kellogg e da Fundação Tides.


Objetivo do Concurso:
Apoiarorganizações pequenas e médias da sociedade civil (OSCs) afro-brasileirasna implementação de projetos que ampliem a promoção da equidade racialno Brasil.

Público Alvo:

OSCsafro-brasileiras, ou seja, organizações sem fins lucrativosqueestejam empenhadas napromoção de direitos baseados nas políticas públicasedireitos cidadãospara homens,mulheres e jovensafro-brasileiros.Algumas dessas organizaçõescomumente encontradasno Brasilincluem:
- Organizaçõesde mulheres negras
-Organizações dajuventude negra
- Organizações LGBT negras
-Organizações não governamentais negras(ONGs)
-Organizações negrasde base comunitária(OBCs)
-Organizações de basee movimentos sociais negros
- Organizações culturais negras
-Organizações das religiões de matriz africana (Comunidades de Terreiros)
-Quilombos
-Pequenos grupos negros de produção

Eixo temático para a apresentação de propostas:

Projetos que fortaleçam as organizações e garanta direitos da população negra.


Temas
• Acesso a terra;
• Acesso à infraestrutura em comunidades rurais e urbanas (água, luz, esgoto, asfaltamento, etc.);
• Ampliação das possibilidades de educação formal e não formal;
• Valorização e difusão de bens culturais materiais e simbólicos (produção artística – música, dança, canto, literatura etc.; práticas culturais tradicionais e inovadoras);
• Ampliação da qualidade de vida e promoção de ações preventivas na área da saúde;
• Livre exercício da sexualidade e dos direitos reprodutivos;
• Formação política, incidência em espaços de poder e controle social;
• Melhoraria das condições socioeconômicas da população negra do Brasil;
• Empreendedorismo;
• Diálogo inter-geracional nas organizações e entre organizações afins, e diálogos feministas e ou de gênero.

Atividades desejadas

• Capacitação e difusão dos direitos cidadãosgarantidos direcionadas à população negra nos temas mencionados;
• Reivindicação de direitos garantidos para a população negra, ainda sem regulamentação ou cujo exercício seja reduzido;
• Articulação entreas OSCsafro-brasileirase OSCs de mulheres negras e com redes de organizações da sociedade civil (OSCs) afro-brasileiras e/ou de mulheres negras, entre si ou com outros grupos;
• Fortalecimento das organizações da sociedade civil (OSCs) afro-brasileiras como OSCs de mulheres negras, LGBT, quilombolas e de comunidades de terreiro, entre outras, a fim de fazer valer o seudireito de ser ouvidoepara fortalecerseu processo de tomada de decisão;
• Campanhas pelos direitosdos afro-brasileiros.

O que NÃO financiamos

• Projetos ligados a partidos políticos ou de formação/ensino religioso. Isso não inclui projetos em áreas como educação ambiental ou combate à intolerância religiosa, entre outros, no âmbito das religiões de matriz africana;
• Compra ou reforma deedifícios, propriedades, escritórios, instalações, sede,etc.;
• Compra de veículos automotores, telefones e/ou rádios e passagens para os Estados Unidos;
• Atividades relacionadas à advocacy (exceto campanhas informativas), lobby, formulação de políticas públicas;
• Bolsas de estudo;
• Apoio a indivíduos, eventos ou viagens isoladas que não estejam relacionadas aos projetos selecionados;
Condições necessárias para participar

• O projeto deve ser apresentado por uma OSC afro-brasileira que trabalhe com projetos pró-equidade racial;
• A organização necessita estar formalmente registrada como sem fins lucrativos. Os recursos solicitados pelos os grupos podem incluir gastos com a atualização de documentos.
• É necessário preencher o formulário para solicitação de financiamento que se encontra em anexo e enviá-lo ao endereço postal do Fundo Baobá. Valerá a data de postagem.

As propostas enviadas quenão cumpramestes requisitosnão serão consideradasna chamada.

Responsabilidade das entidades apoiadas

1. As organizações se comprometem a entregar à instituição avaliadora um relatório narrativo e financeiro, durante a execução e ao final da implementação do projeto.

2. As organizaçõesapoiadas se comprometem a fornecer informações atualizadas sobre o cumprimento do objeto e sobre as atividades realizadas no projetoao Fundo Baobá, caso a instituição avaliadora entre em contato solicitando tais atualizações.

3. A doação terá que ser devolvida, caso seja identificada irregularidade no cumprimento dos objetivos explicitados no projeto, ou seja, uso inadequado dos recursos, falta de transparência na prestação de contas, descumprimento deste Edital e/ou de qualquer cláusula do Contrato que deverá ser assinado entre a organização selecionada e a instituição avaliadora.

4. Em nenhuma hipótese será permitida a transferência do projeto ou dos recursos à outra organização, sem a expressa autorização por escrito do Fundo Baobá.

5. Casoa organização se dissolvaou opte por mudanças que afetem a execução do projeto, antes de tê-lo executado totalmente, deve avisar imediatamente ao Fundo Baobá para que sejam tomadas as providências necessárias.

Acompanhamento dos projetos

A partir da seleção, as organizações podem e devem contatar o Fundo Baobá sempre que surgir uma dúvida ou dificuldade, incluindo mudanças na coordenação do projeto.
Os projetos serão acompanhados através dos relatórios narrativos e financeiros enviados pelas organizações selecionadas ao Fundo Baobá. Ocorrerão também visitas, previamente agendadas, de membros da equipe do Fundo Baobá ou consultoras (es) indicadas pelo Fundo. As visitas podem acontecer após o encerramento do projeto.
Seleção

A seleção dos projetos caberá unicamente à Comissão de Seleção, formada por representantes indicados pelo Fundo Baobá. Só é possível apresentar 01 (um) projeto por organização.

As propostas serão avaliadas nos aspecto técnico e administrativo. As organizações pré-selecionadas no aspecto técnico, serão solicitadas a apresentar seus documentos legais (Estatuto Social, CNPJ e etc.) para a conclusão do processo seletivo.

Os projetos selecionados deverão ter valor máximo de R$ 50.000 (cinquenta mil reais).
O recurso será repassado a cada projeto selecionado em duas parcelas: a primeira na assinatura do contrato e a outra parte após a aprovação do relatório narrativo e prestação de contas parcial.

Prazos

1)Os projetos devem prever duração total de 12 meses.
2) Período de vigência do concurso: de 15 de janeiro a 07 de março de 2014
3) Divulgação dos resultados: 01 de julho de 2014

Meio de divulgação do resultado do concurso

As organizações selecionadas para receberem a doação serão contatadas por e-mail ou telefone e seus nomes serão divulgados na data marcada neste edital nas mídias sociais do Fundo Baobá, a partir de 01 de julho de 2014. Os demais projetos não selecionados, não serão notificados, nem devolvidos.

Disposições gerais

Integrantes do Comitê de Seleção e dos órgãos diretivos do Fundo Baobá (Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal etc.), assim como toda a equipe do Fundo, não podem apresentar projeto nesta Chamada.

Endereço para envio da correspondência

Baobá – Fundo para Equidade Racial
Rua da Aurora,325 sala 103 – Boa Vista
Recife - PECEP: 50.050-010


Contato responsável: Cristina Lopes (clopes@baoba.org.br)

Observação Importante: NÃO serão aceitas propostas enviadas via correio eletrônico.

Fonte: Baobá

MAIS LIDAS