terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Mulheres Negras Cientistas que Possibilitaram à Nasa Colocar um Homem no Espaço

Um dos grandes feitos da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) foi fazer com que um norte-americano fosse ao espaço e orbitasse ao redor da Terra em 1962. John Glenn ficou famoso pelo feito, mas os cérebros por trás da operação eram os de três mulheres negras que superaram preconceitos de gênero e raça e fizeram história na ciência. Sabia?

O trio fazia parte de uma equipe apelidada de "computadores humanos", que calculava manualmente equações necessárias para que as viagens espaciais acontecessem.

Katherine Johnson


É a única das três que ainda está viva, com 98 anos. Vaughan morreu em 2008, e Jackson em 2005.
Nascida em 1918, em West Virginia, era possível prever um futuro brilhante para Johnson desde sua infância. Isso porque ela se formou na escola com apenas 14 anos. Sim, cedo mesmo.
Aos 18 anos ela conquistou seu diploma em matemática e francês na universidade de West Virginia State. "Eu tenho prazer em aprender, fico perto de pessoas que possam me ensinar sempre", afirmou em um vídeo divulgado pela Nasa.
Em 1953, ela começou a trabalhar na Naca (Comitê Nacional para Aconselhamento sobre Aeronáutica), a agência antecessora da Nasa. Apesar do grande racismo da época, a agência dava oportunidades a mulheres negras - com salários menores dos de mulheres brancas ou homens. 
Eu conto tudo. Meus passos na rua, os degraus da igreja, o número de pratos que lavo...qualquer coisa que pode ser contada, eu conto." Katherine Johnson
Os EUA viviam um período de grande segregação racial, que só acabou oficialmente em 1964, com a lei dos Direitos Civis. Um pouco antes disso, em 1961, o então vice-presidente Lyndon B. Johnson criou projetos com a Nasa para diminuir a segregação e atrair funcionários afro-americanos para o programa espacial.
Seu trabalho de maior prestígio foi calcular a missão que fez o astronauta John Glenn orbitar a Terra. Inclusive, Glenn se recusou a viajar antes de que Johnson checasse os números do trajeto, que tinham sido alinhados por computadores. 
"Chame a garota, verifique os números. Se ela disser que eles estão bons, eu estou pronto para ir", disse Glenn, antes de embarcar. As contas duraram três dias, de acordo com o diretor do filme, Ted Melfi.
O brilhantismo de Johnson também foi importante para calcular a trajetória do voo do Apolo 11, foguete que levou homens à Lua pela primeira vez em 1969.
Em 2015, Johnson recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração civil dos Estados Unidos, das mãos do presidente Barack Obama. 

Dorothy Vaughn


Vaughan foi uma matemática respeitada e a primeira gerente norte-americana da Nasa.

Nascida em 1910, no Missouri, ela se formou em matemática aos 19 anos na Universidade de Wilberforce. Como Johnson, foi professora antes de entrar para Naca, em 1943.
Segundo a Nasa, a talentosa matemática deixou as escolas durante a Segunda Guerra Mundial para entrar nos laboratórios. 
Ao ser contratada, Vaughan fazia parte de um grupo que contava apenas com mulheres negras que trabalhavam como computadores humanos. Isso porque a agência ainda tinha normas que separavam os funcionários negros e brancos, os banheiros e refeitórios eram diferenciados, por exemplos. 
Vaughn permaneceu na agência após a guerra e foi nomeada como gerente de 1949 a 1958. Com a chegada de computadores eletrônicos, a cientista entendeu que as mulheres que trabalhavam como "computadores humanos" podiam ser demitidas. Assim, ela aprendeu programação e ensinou as colegas para terem opções de emprego.

Mary Jackson


Mary Jackson cresceu na Virgínia e como suas colegas tinha as mais altas notas de sua escola. Ela complementou sua educação ao se formar no Hampton Institute em matemática e física. Após a graduação, ela deu aulas em Maryland antes de entrar para Naca, onde trabalhou por 34 anos.

A matemática iniciou sua carreira no setor segregado da Naca em 1951, com Dorothy Vaughan. Depois de dois anos na área de computação, ela recebeu uma oferta para trabalhar com túnel de vento supersônico, onde ela conseguiu experiência prática na realização de experimentos na instalação e integrou um treinamento que a promovia de matemática para engenheira.
Os estagiários precisavam fazer um curso de pós-graduação em matemática e física administrados pela Universidade da Virgínia. Como as aulas eram segregadas, Mary precisou pedir permissão especial para acompanhar as aulas e se juntar aos seus colegas brancos. Ela não só conseguiu, como completou o curso, ganhou uma promoção e em 1958 se tornou a primeira engenheira negra da Nasa.

2 comentários:

Adilson S. Martins Martins disse...

Excelente citação. Fiquei horas lendo tudo que pude pesquisar. Compartilhei estou ansioso para assistir o filme nas Telonas. São informações assim que o mundo está precisando.Parabenizo pela iniciativa e rogo a DEUS que dê mais inspirações e que surjam muito mais noticias iguais a esta.
Saudações Jornalisticas !

As marias Celia Marques. disse...

Muito bom amiga , parabéns pela publicação .Axé .