sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Repórteres mulheres são atacadas em templo da Índia


Beatriz Sanz, do R7, com Reuters

Grupos hindus radicais ameaçaram cometer suicídio coletivo para impedir a entrada das mulheres em um templo tadicional no sul do país.

A Suprema Corte da Índia decidiu no fim de setembro que mulheres em idade de menstruação têm o direito de frequentar templos hindus. Para o Judiciário indiano, a proibição contra mulheres era discriminatória e inconstitucional. A decisão afetou principalmente o templo Sabarimala de Kerala, no sul da Índia.

Desde então, mulheres devotas fecharam o caminho que leva até o templo, afirmando que era importante manter a tradição. Elas impediam qualquer mulher que suspeitavam estar indo para Sabarimala.

Nesta quarta-feira (17), grupos hindus de direita atacaram jornalistas mulheres na colina do, tentando impedir a entrada pela primeira vez em séculos de mulheres entre 10 e 50 anos, apesar da presença de centenas de policiais.

Grupos hindus radicais ameaçaram cometer suicídio coletivo para impedir a entrada das mulheres, uma batalha cultural entre a Suprema Corte, que recentemente emitiu veredictos históricos ao legalizar o sexo gay e o adultério, e organismos tradicionais que ainda têm influência na nação profundamente religiosa.

Os grupos hindus, que incluem o Shiv Sena, ex-aliado do partido Bharatiya Janata do primeiro-ministro, Narendra Modi, dizem que a proibição de acesso a mulheres em idade de menstruar é exigida para apaziguar a principal divindade do templo, Ayyappan, retratada como um deus praticante de yoga que seus seguidores consideram eternamente celibatário.

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Algumas seguidoras vêm sendo impedidas de ir ao local do templo, reabriria pela primeira vez desde o veredicto às 8h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira.

Uma jornalista da CNN News 18 foi agredida por manifestantes, que quebraram as janelas do carro em que ela estava diante da polícia, mostraram imagens do canal.

"Foi chocante os policiais ficarem ali sem fazer nada", disse a repórter Radhika Ramaswamy em uma transmissão do canal. "Os manifestantes tiveram rédea solta e atacaram nosso veículo."

Saritha Balan, uma jornalista da publicação online The News Minute, disse à TV indiana que foi agredida por manifestantes enquanto acompanhava devotos tentando acessar o local, e equipes de câmeras de vários outros canais tiveram seus veículos vandalizados.

Fonte:R7


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Modelos Negras são atacadas com frases racistas no DF

FOTO FACEBOOK : TOP CUFA BRASÍLIA 
Por Mônica Aguiar

Mulheres negras  participavam do concurso dia 13/10 Top Cufa. 
As ofensas foram feitas pelo WhatsApp; Polícia Civil investiga o caso.

Mulheres negras que participavam de um concurso de beleza negra na cidade de  Taguatinga, no Distrito Federal, foram alvos de ofensas racistas, escritas por três homens, em um grupo de WhatsApp  .  

O evento de beleza, exclusivo para moradoras de favelas, contava com a participação de 180 mulheres, de 16 a 25 anos, no Distrito Federal. O Top Cufa chega à 3ª edição .

Imagens das modelos estavam presentes nos comentários racistas que as comparavam com escravas.

 O evento de beleza, exclusivo para moradoras de favelas, era realizado em um espaço aberto ao público dentro do centro de compras. Algumas modelos quiseram desistir do concurso.

Na troca de mensagens, um dos homens, identificado como Alex, escreve que "tá tendo um desfile só de preta aqui no JK [Shopping]" e comenta: "Coisa horrosa". Ele estava no local no momento do evento; a presença dos outros integrantes ainda é incerta.

Em seguida, outro, identificado como Muniz, fala em tom jocoso que Alex tirou uma foto do desfile e encaminha a imagem de escravas enfileiradas, com cestas em cima da cabeça. Um deles contesta a "brincadeira" e um quarto, de apelido Dandan, responde: "Agr o cara é obrigado a achar as preta bonita? [sic]"

 Após ter seus perfis identificados,  foi registrado na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial por volta das 17h desta segunda-feira (15) pelo organizador do evento e presidente da Central Única das Favelas (Cufa) no DF, Bruno Kesseler.

"O que a Cufa faz é combater o racismo. Não vamos deixar que isso passe impune, que as pessoas achem que isso é normal."

"Esse fato nos mostra a importância do nosso trabalho que vem articulando diversas atividades em busca de desenvolvimento e promoção da igualdade."

A delegada responsável pela investigação do caso, Erica Macedo, explicou ao G1 que as ofensas serão interpretadas como racismo e não como injúria racial.

"Eles não atingiram determinada pessoa negra, mas usaram elementos de cor para ofender toda uma coletividade, as mulheres negras de forma geral."

Os suspeitos não foram identificados  e o  caso ganhou grande repercussão na internet redes sociais.

 A CUFA publicou nota de repudio .

Nota de repúdio às manifestações racistas sobre o concurso de beleza Top Cufa
A comissão organizadora do Top Cufa DF repudia com veemência a manifestação de racismo expressa através de conversas em grupos de WhatsApp, divulgadas no último sábado, 13 de outubro, após a primeira seletiva do concurso de beleza Top Cufa DF. O evento, que contou com cerca de 180 candidatas, aconteceu no JK Shopping e foi aberto ao público. A organização preocupa-se ainda com o crescimento de casos de racismo relatados em todo o nosso país. Uma das características do concurso é o recorte territorial, no qual apenas mulheres da periferia podem concorrer, as ofensas em questão foram direcionadas às candidatas negras que participavam da seleção. Todas as medidas cabíveis para a punição dos responsáveis junto a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra Pessoa com Deficiência – DECRIN, já foram tomadas.
A Central Única das Favelas (Cufa) busca, por meio do concurso de beleza e de outros projetos, promover a igualdade racial, além de desenvolver o empoderamento e autoestima das mulheres de comunidades e entorno do DF, tendo como foco a valorização da pluralidade presente em nossa sociedade. Por isso, o concurso conta com duas categorias: Fashion (16 a 22 anos), voltado para jovens que sonham com o universo das passarelas e buscam carreira de modelo, e Street Style (16 a 25 anos), com mulheres que representam toda a diversidade da moda, da cultura e do estilo das ruas.
É importante lembrar que racismo, no Brasil, é crime inafiançável previsto na lei, com pena de até três anos. O artigo 5º da Constituição Federal, inciso 42, prevê que “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”. Já o Código Penal Brasileiro, em seu artigo 140, parágrafo 3, descreve que “Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.
 A pena é de reclusão de um a três anos, mais uma multa.
A organização do evento ressalta ainda que crimes realizados em redes sociais são passíveis de identificação e punição, estar em rede não significa estar invisível ou livre de responsabilidade. A organização do Top Cufa DF lamenta o ocorrido, se solidariza com as candidatas, e reafirma seu compromisso na promoção da igualdade racial por meio de projetos sociais.
Central Única das Favelas do Distrito Federal (CUFA - DF)


 http://topcufadf.com.br/

Fonte: CUFA DF/G1/Metropolis/Africa notícias 

sábado, 13 de outubro de 2018

QUASE UM BILHÃO DE MENINAS E JOVENS NÃO TÊM ACESSO AO ENSINO DE HABILIDADES PARA AS PROFISSÕES DO FUTURO, DIZ ESTUDO

Relatório divulgado nesta quarta pelo Fundo Malala estima que 65% das meninas e mulheres de até 24 anos no mundo atualmente não têm acesso ao ensino de habilidades necessárias para a vida profissional.
Um relatório divulgado quarta-feira, dia  (9), pelo Fundo Malala aponta que 955,6 milhões de meninas e mulheres de até 24 anos atualmente não têm acesso ao ensino e desenvolvimento de habilidades consideradas fundamentais para o mercado de trabalho do futuro. Ao G1, Farah Mohamed, CEO do Fundo Malala, afirmou que deixar de preparar a geração atual de meninas e jovens pode deixá-las vulneráveis a situações laborais precárias no futuro.
Entre as habilidades estão tanto os conhecimentos tecnológicos quanto a capacidade de resolver problemas, que Mohamed diz serem “aptidões necessárias para ter sucesso em um mercado de trabalho que muda rapidamente”.
Segundo o relatório “Força total: por que o mundo funciona melhor quando as meninas vão à escola”, elas podem ser distribuídas em quatro níveis:
  1. Habilidades digitais básicas: Acessar e interagir com tecnologias digitais, como saber se conectar à internet, criar contas e perfis, acessar recursos e informação, ajustar as configurações e gerenciar arquivos
  2. Habilidades digitais genéricas: Usar as tecnologias digitais de maneiras significativas e benéficas; por exemplo: criar conteúdo, se comunicar digitalmente e ter consciência sobre direitos e segurança digitais
  3. Habilidades do século 21: São as habilidades que vão além da alfabetização e dos conhecimentos numéricos básicos, como comunicação, colaboração, resolução de problemas, criatividade e pensamento crítico
  4. Habilidades de alto nível: Usar a tecnologia digital de forma empoderadora e transformadora, como desenvolver aplicativos, gerenciar redes, programação, análise e processamento de dados
“Vários estudos mostram que dar 12 anos de educação para meninas teria consequências que mudariam o mundo. Não tomar medidas e permitir que mulheres e meninas permaneçam sem educação e desempregadas desperdiça seu potencial e impede o progresso econômico global e o desenvolvimento sustentável”, afirmou a CEO do fundo.
O documento recomenda aos líderes do G20, o grupo de países mais ricos do mundo, uma linha de ação para reverter o problema. Segundo Mohamed, isso inclui “aumentar os orçamentos internos para a educação em países em desenvolvimento, aumentar as contribuições de doadores e lançar uma nova iniciativa para dar às meninas as habilidades de que elas precisam para competir com outros trabalhadores”.

Problema é pior nos países mais pobres

O relatório usou como base uma análise de informações feita pelo Instituto de Estudos do Desenvolvimento (IDS), do Reino Unido, que cruzou dados oficiais sobre as matrículas de meninas na educação formal e informações da ITU, a agência das Nações Unidas sobre tecnologias de informação e comunicação para estimar o número, que representa 65% da população mundial feminina com até 24 anos.
Mas o relatório também comparou quantas meninas e mulheres jovens estão nessa situação em quatro grupos de países: os de renda baixa, de renda média-baixa, de renda média-alta e de renda alta.
Os números mostram que, quanto mais pobre é o país, maior a porcentagem de mulheres jovens que, atualmente, não estão sendo preparadas para cumprirem as exigências do mercado de trabalho dos próximos anos:

Exclusão, exploração e desigualdade

Criado pela ativista paquistanesa Malala Yousafzai depois que ela sobreviveu a um atentado promovido pelo Talibã, o Fundo Malala fomenta iniciativas de inclusão de meninas nas escolas.
Em entrevista por e-mail concedida ao G1, Farah Mohamed, a CEO da organização, afirmou que “a educação formal deve ser capaz de equipar as meninas com as aptidões necessárias no século 21 para conseguir empregos que ainda não existem” e que, “se as meninas continuarem a perder oportunidades educacionais, especialmente nos países mais pobres, elas estarão mais propensas a acabar trabalhando e vivendo em condições precárias, inseguras e às vezes exploradoras”.
Ela lembrou que, segundo estimativas da Unesco, nos próximos dois anos 40 milhões de vagas de emprego em todo o mundo não poderão ser preenchidas por falta de trabalhadores qualificados. “Isso significa mais desemprego, mais brechas no mercado de trabalho e crescimento econômico mais lento”.
Para ela, não são apenas as meninas que vão sofrer com esse problema. “Comunidades inteiras, países e o mundo inteiro são afetados quando milhões de meninas não podem ir à escola”, afirma Mohamed. Por outro lado, educar as meninas, defende ela, é vantajoso também para toda a comunidade. “Os benefícios disso vão além do futuro das meninas – nosso mundo funcionará melhor quando todas as meninas estiverem aprendendo e ganhando dinheiro de acordo com seu pleno potencial”, diz ela.
“Em julho, quando estávamos no Brasil, o Fundo Malala e o Banco Mundial publicaram dados que demonstram que, se todas as meninas concluírem o ensino médio, 30 trilhões de dólares seriam adicionados à economia global.”
Fonte: Instituto Patrícia Galvão

Encontro fala sobre"Feminismos, mulher negra e enfrentamentos através da literatura"


Por Danutta Rodrigues, G1 BA

A importância do lugar de fala e o protagonismo para contar e reconhecer a própria história. Esse foi o tom da última mesa desta sexta-feira (12) na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), no recôncavo baiano.

Com o tema “Sobre os corpos que brilham e tudo queimam”, a poeta cuiabana Ryane Leão, e a colombiana radicada na argentina, Margarita García Robayo, falaram sobre feminismos, mulheres negras, momento político brasileiro e os enfrentamentos através da literatura.

A mediação da jornalista Vânia Dias provocou as duas escritoras a compartilhar experiências pessoais e literárias que inspiram e influenciam. “Me reconhecer como mulher negra foi essencial no meu trabalho”, disse Ryane. “O lugar mais belo de escrever é escrever a partir do seu lugar de fala, como mulher, como mulher latino-americana”, afirmou Margarita.

Com a palavra, Ryane Leão:
Ryane Leão  na Flica — Foto: Ricardo Prado



“Se a gente guarda nosso silêncio, ele começa a socar a nossa boca. Não basta escrever a dor pela dor, ela não me interessa. Eu preciso escrever uma coisa que doa, mas que cure também”’

“Eu considero a minha leitura como escrita de transformação. Uma mulher negra que fala não é imbatível. Eu vivo caindo. Uma mulher negra que fala é uma mulher invencível”

“A revolução me interessa por dentro. Porque primeiro eu preciso me entender para depois colocar essa revolução para fora. Eu me entendi como um ser político. Toda mulher negra é política”

“Esse debate político pauta a minha sobrevivência, a minha existência. Eu preciso falar disso dentro da minha literatura”

“Somos pessoas oprimidas e não minorias. Mulheres não são minorias,
 negros não são minorias”

“A poesia dá medo. Eu acredito na poesia como instrumento de transformação. E o afeto é uma ferramenta de construção e de reconstrução valiosa”

Fonte:  G1 (Trechos) 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Eleições 2018 : "Mulheres Negras eleitas no Brasil "


Por Mônica Aguiar 

O número de deputados negros (soma de pardos e pretos, segundo critério do IBGE) cresceu quase 5% na eleição de 2018 na comparação com 2014, mas o grupo continua 
sub-representado na Câmara dos Deputados e nas Casas legislativas 
em relação  ao tamanho da população.  

RIO de JANEIRO : Quatro amigas e ex-assessoras da vereadora Marille Franco assassinada no Rio,  vão ocupar, agora, três cadeiras na Assembleia Legislativa e uma na Câmara.

Talíria Petrone, Renata Souza, Mônica Francisco e Dani Monteiro, eleitas pelo PSOL,  todas militantes,  pautam bandeiras de luta que Marille carregava. Contra genocídio da juventude negra em defesa das mulheres negras.  
Para Talíria, a eleição de mulheres negras, vindas de favelas, é uma resposta política a um ‘crime político’. “As urnas mostraram uma indignação com este momento que vivemos, de retrocesso”. 
A parlamentar também aponta uma sub-representação de mulheres negras no Parlamento.
 Não somos maioria na Câmara, mas somos a maioria do povo”. 

Talíria foi a 9.ª deputada federal mais votada no Estado, somando 107.317 votos válidos, 1,39%). As ativistas Renata (63.937), Mônica (40.631) e Dani (27.982) ocuparam, respectivamente, a 9.ª, 28.ª e 48.ª posições na Assembleia.

 Afora a enfermeira Rejane, eleita na 39.ª colocação, as três deputadas estaduais ligadas à Marielle foram as únicas a se autodeclararem pretas. Na Câmara, além de Talíria, somente a deputada federal Rosângela Gomes afirma-se negra. Ela foi eleita com 63.952 dos votos válidos e ficou na 17ª posição. Após fechamento das urnas, as deputadas estaduais manifestaram-se no Twitter.

“Honramos a memória de Marielle Franco. Sou uma das três mulheres negras do PSOL eleita para a Alerj. Nunca mais estaremos sozinhas nos espaços de poder.”, afirma Renata. 

“Foi só o começo de algo que a gente já começou há muito tempo, de uma nova política que tentaram silenciar e não conseguiram”, pontua Dani. 


Benedita (PT) foi reeleita no Rio Deputada Federal - Política ativista do Movimento Negro e Feminista, Benedita Souza da Silva Santos foi a primeira senadora negra do Brasil. Natural do Rio de Janeiro, Bené, como ficou conhecida, começou a trabalhar desde menina: vendeu limão e amendoim, foi operária fabril e entregava a roupa lavada e passada por sua mãe.

NO PAIS 


BAHIA  


Olívia Santana (PCdoB), de 51 anos, foi a primeira mulher negra eleita para a Assembleia Legislativa da Bahia Com 57 mil votos.



MINAS GERAIS 



Vereadora mais votada de Belo Horizonte em 2016, Áurea Carolina (PSOL) foi eleita deputada federal. Escolhida por 162.740 pessoas, a parlamentar foi a mulher com maior número de votos para o cargo em Minas Gerais.


Andrea de Jesus (PSOL) -  17.689 votos( Mulher Negra de Ribeirão das Neves é  advogada popular/ assessora no Gabinetona de Aurea Carolina Vereadora/ Presidenta da Comissão de Igualdade Racial OAB seccional Neves , Conselheira Municipal do SUAS, da Igualdade Racial, do idoso e da mulher ). 






Leninha ( PT) – 51.407 votos  (Mulher negra, coordenou as pastorais sociais pela Arquidiocese de Montes Claros, economia solidária) 


SÃO PAULO 



Leci Brandão : Eleita pelo PCdoB, Cantora, compositora e umas das mais importantes intérpretes de samba da música popular brasileira.



Erica Malunguinho, primeira mulher trans a ser eleita deputada estadual no País, com 55.223 votos válidos em São Paulo (74ª).



RORAIMA


Advogada Joenia Wapichana será a primeira mulher indígena da história na Câmara dos Deputados. Ela também é considerada a primeira indígena a se formar em direito no país. ela tem 43 anos e coleciona feitos inéditos.




DESIGUALDADES 
O número de deputados negros (soma de pardos e pretos, segundo critério do IBGE) cresceu quase 5% na eleição de 2018 na comparação com 2014, mas o grupo continua sub-representado na Câmara dos Deputados em relação ao tamanho da população. 

Dos 513 deputados eleitos no último domingo (7), 385 se autodeclaram brancos (75%); 104 se reconhecem como pardos (20,27%); 21 se declaram pretos (4,09%); 2 amarelos (0,389%); e 1 indígena (0,19%).

Em relação às eleições de 2014, o número de deputados negros (pretos mais pardos) subiu cerca de 5%, representando 24,36% da composição da Câmara. Em 2014, dos 513 deputados eleitos, 410 se autodeclaravam brancos (79,92%), 81 se diziam pardos (15,78%) e 22 pretos (4,28%). Os negros representavam, portanto, 20,06% dos deputados.

* Em construção. Esta matéria poderá sofre alterações conforme confirmações do TSE.  

Fonte entrevista RIO : ESTADÃO
Fotos: Grupo Whatsapp Nacional Mulher Negra 

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