sábado, 27 de outubro de 2012

Iº Concurso de Redação " A Importância da Consciência Negra para a Promoção da Cidadania"

Moradores da serra da barriga sofrem com a possibilidade de serem expulsos


por Carlos Martins
Estive na Serra da Barriga dia 22 de outubro visitando o Parque Memorial Quilombo dos Palmares juntamente com uns estudantes de uma escola pública. Infelizmente não foi somente aula de história que tivemos, mas de constatação de como se abandona um patrimônio histórico.
Como se não bastasse o abandono vivenciado pelo Parque Memorial Quilombo dos Palmares a população residente na Serra da Barriga (União dos Palmares/AL) ainda tem que suportar a perseguição do poder público para se retirarem do lugar onde moram a vida inteira.
De acordo com os moradores as alegações para sua saída é que a Serra da Barriga é um patrimônio histórico e precisa ser preservado e as matas precisam ser recuperadas.
Um argumento nobre, mas fora do contexto. Como a Fundação Palmares, Iphan, ou qualquer outro órgão que esteja lidando com essa questão pode usar desses argumentos se são os primeiros a abandonarem a Serra da Barriga?
Esquecem eles que a Serra da Barriga só é patrimônio histórico porque existiu no passado atividades humanas lá? Esquecem eles que os moradores já estão lá muito antes da Serra se tornar patrimônio? Esquecem eles que a identidade das pessoas que moram na Serra não podem ser violadas? Esquecem eles que isso é crime contra a dignidade humana?
A população da Serra da Barriga é formada por uma quantidade de idoso considerável. Isso é evidente quando visitamos o local e procuramos conversar com as pessoas que lá residem. É comum ouvirmos testemunhos dos idosos em relação à sua saída. Segundo eles não conseguiriam viver na "rua" (na cidade). Eles estão tão ligados ao local que lutam para permanecer lá. Alguma semelhança com o passado?
Obviamente todos os brasileiros e brasileiras que conhecem minimamente a história do Quilombo dos Palmares desejam que as matas que rodeiam a Serra sejam recuperadas, como estão sendo mesmo com a presença dos moradores. Diga-se de passagem, com o trabalho dos agentes florestais que atuam na serra houve um processo de reeducação ambiental de forma que os moradores, hoje, já entendem a necessidade da preservação das matas. No entanto, algumas perguntas devem ser respondidas antes de entrar nessa questão.
Por que ninguém mexe nas  terras particulares da Serra da Barriga? Por que a Fundação Palmares, o Iphan, o Ministério Público Federal não tombam as terras particulares que ainda existem na Serra? Por que esses órgãos não transformam em patrimônio histórico as terras que estão ao redor da Serra? Em Maceió, tem áreas verdes importantes e até manguezais sendo destruídos para serem transformados em condomínios para os ricos esbanjarem sua luxuria. Mas os moradores da Serra da Barriga não podem plantar sua macacheira (aimpim ou mandioca) para sua subsistência.
Quem mora em Alagoas e sabem de quem são essas terras entendem perfeitamente a situação.
Mas ao invés de ampliar a área tombada, esses órgãos se preocupam em tirar a paz de gente humilde, pobre que além de sofrer com o desprezo do Estado e com as consequências impostos pela pobreza ainda têm que suportar mais uma infelicidade em suas vidas.
Impressiona a grandeza de tanta demagogia e enquanto eles fingem que estão preocupados com a Serra da Barriga perseguindo os moradores que cuidam dela, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares segue abandonado, se destruindo aos poucos e aguardando a reforma "meia sola" prometida pelo prsidente da Fundação Palmares, Elói Ferreira, para o parque não ficar tão feio durante as comemorações do 20 de novembro.
Lamentável. Mas como sempre, estamos atentos...
Fonte: Correio de Alagoas

Filme - Atabaque Nzinga

Educação infantil na perspectiva da Igualdade Racial

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A BANDA AFROPOP A MULHERADA LEVA PARA O PELOURINHO PROJETO TAMBORES PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

   por Mônica Aguiar  

Combater a violência doméstica contra as mulheres em Salvador tem sido a meta do Instituto A Mulherada nos últimos anos, sempre com o apoio institucional do Centro de Culturas Populares e Identitárias. 
Vencedoras do Edital Culturas Populares 2012- Categoria Gênero, instituído pela Secretaria de Cultura do Estado, com o projeto Tambores pelo fim da Violência- Tocar pode, bater não, desta vez a Mulherada vai  brindar o público com música, dança e reflexão nos  próximos dias 03, 13, 17 e 22, das 19 às 23h, na Pç Teresa Batista, no Pelourinho.

Conversando hoje (24),  com  Mônica Kalile a presidenta do Instituto, a Banda Afropop A Mulherada, 
"preparamos um repertório especialmente escolhido pra falar de amor e da defesa de uma vida sem violência , ainda com uma canja de 
convidados especiais. 


Monica Kalile ainda afirma:  " O 25 de novembro é o  Dia Mundial de Combate a Violência Contra a Mulher, uma data  extremamente   importante retrata a luta das mulheres no mundo.  Neste evento,  a data terá sua importância ressaltada. O combate a violência contra as mulheres é pauta de várias atividades projetadas,  a exemplo o programa Tambores pelo fim da Violência- Tocar pode, bater não que ocorre no carnaval e contribui para amenizar os altos índices de violência contra a Mulher existente aqui em Salvador" . 

Nesses quatro dias será distribuídos gratuitamente cartilhas com informações de onde buscar apoio e denunciar e camisetas da campanha.

O Instituto A Mulherada acompanha e trabalha para reverter os números registrados no estado da Bahia, em especial na capital, onde, em 2008 cerca de cinquenta e cinco mulheres foram assassinadas por seus companheiros e mais de 10 mil sofreram algum tipo de violência doméstica. E onde até junho de 2009, a Delegacia Especial de Apoio à Mulher (DEAM) registrou 4.075 ocorrências de violência contra a mulher, de acordo com o Departamento de Crimes Contra a Vida (DCCV).
.O programa TAMBORES PELO FIM DA VIOLÊNCIA – TOCAR PODE, BATER NÃO apoia a implantação da Lei Maria da Penha, criada há seis anos para coibir e punir  a violência doméstica e familiar e reforça a sua importância como instrumento de combate à toda  violência sofrida pelas mulheres nos lares brasileiros. 
. O evento TAMBORES PELO FIM DA VIOLÊNCIA – TOCAR PODE  BATER NÃO faz parte da campanha  pela visibilidade  do tema e pelo fim da violência contra as mulheres no mês de novembro, quando se comemora  o dia Internacional  de Combate à Violência contra as Mulheres (25/11). 

 A referida data tem destaque em outros estados brasileiros com varias ações afirmativas em prol da causa, infelizmente Salvador uma das capitais de maior índice de violência doméstica o tema neste período ainda passa despercebido. 

" Lutar contra a violência doméstica deve ser uma rotina diária, pois a cada 5 segundos uma mulher é vitima de violência  doméstica  no  mundo" .
Mõnica  Kalile




Parceiros :  AVON;    Secretaria Municipal da Saúde;   Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher ; Secretaria Estadual de Políticas para a Mulher;  Ministério Público; Defensoria Pública;  Vara da  Violência Doméstica e familiar contra as Mulheres;  Conselho Municipal e Estadual  da Mulher;   Comissão de Defesa dos direitos das Mulheres da Câmara Municipal;  Comissão de Defesa dos direitos das Mulheres da  Assembleia Legislativa; Coletivos de Mulheres do Calafate;  Cooperativa Arte e Gênero;  Uniart.

  Patrocínio Fundo  Estadual de Cultura – Secretaria de Cultura do Estado da Bahia

  Apoio institucional  Centro de Culturas Populares e Indenitárias 


 INFORMAÇÕES 

 Assessoria de imprensa/A Mulherada
Jornalista : Márcia Leivas
Contato: (71) 81523207
Mônica Kalile (71) 88209529-992559520/ 33275167
.






MAIS LIDAS