sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Reincidências de racismo

Homem Idoso comete injuria  qualificada de racismo contra vigilante ao chama-lo de 'Macaco'.  A vítima registrou boletim de ocorrência em São José do Rio Preto (SP). O Idoso  ja foi condenado por  prática de racismo com o vigilante,  em outubro do ano passado .

Vigilante de São José do Rio Preto (SP) registrou boletim de ocorrência por injúria racial após ter sido chamado de “macaco” por um idoso de 61 anos nesta quarta-feira (3). A vítima estava no banco para receber uma indenização do homem, que já havia o insultado anteriormente.

De acordo com o boletim de ocorrência, o vigilante afirma que foi ofendido racialmente pelo idoso em outubro do ano passado. O caso foi para o fórum e o juiz estipulou que o acusado pagasse R$ 2 mil em 13 parcelas de R$ 150.

Ao chegar ao banco para depositar o valor, o idoso teria ofendido novamente a vítima, dizendo para a caixa do banco: “Eu tenho problemas com esse vigilante, e da próxima vez que eu vim aqui vou trazer um cacho de banana pra esse macaco, pois negro é uma raça desgraçada”, conforme consta no registro policial.

Segundo a polícia, a vítima ouviu o insulto e resolveu registrar um novo boletim de ocorrência. A polícia diz que o vigilante tem seis meses para dar continuidade à denúncia.

Fonte: G1


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Grupo Maracatu Baque Mulher reafirmam "O Poder Feminino" no Carnaval 2018

Fotos: Movimento Baque Mulher página facebook : @MaracatuBaqueMulher
Maracatu Baque Mulher, um grupo de maracatu de baque virado, composto somente por mulheres que cantam, dançam e tocam loas (canções) próprias, compostas enquanto instrumento de expressão feminina, luta e resistência pelos direitos das mulheres. 

O Bloco Baque Mulher, se prepara mais uma vez, agora para seu décimo Carnaval, promovendo uma campanha de conscientização e valorização da mulher na Nação Maracatu, reafirmando o poder feminino e o papel e valorização das mulheres na sociedade.

 As organizadoras convidam  todas as mulheres para o ensaio que acontece dia 09 , com concentração na rua Moeda, Recife Velho,  após a cerimônia de abertura do carnaval .

HISTÓRIA E RESISTÊNCIA MARCAM 
A TRAJETÓRIA


Em 2008 nascia o Maracatu Baque Mulher . Fundado pela Mestra Joana Cavalcante, a primeira e única mulher à frente de uma Nação de Maracatu, a Nação Encanto do Pina.

Anos e anos de luta para dar continuidade aos trabalhos sociais da Nação de Maracatu Encanto do Pina, Mestra Joana foi se tornando inspiração para outras mulheres que buscavam se empoderar para superar tais amarras em suas comunidades, em seus mais diversos contextos.
 Sendo inspiração, Mestra Joana foi se sensibilizando a necessidade de trazer à tona discussões acerca do papel da mulher no maracatu de baque virado e de como o mesmo pode potencializar mulheres não somente participantes, mas também moradoras da comunidade do Bode e seu entorno, que muitas vezes não se identificam com as expressões culturais em cena justamente por não terem o protagonismo feminino. 

Fotos: Movimento Baque Mulher página
 @MaracatuBaqueMulher
E foi assim que ela, em 2008, idealizou e concretizou o grupo Maracatu Baque Mulher, um grupo de maracatu de baque virado composto somente por mulheres que cantam, dançam e tocam loas (canções) próprias, compostas enquanto instrumento de expressão feminina, luta e resistência pelos direitos das mulheres. Tendo suas raízes fundamentadas nas duas Nações de Maracatu de baque virado da comunidade do Bode, a Nação de Maracatu Encanto do Pina e a Nação de Maracatu Porto Rico Mestra Joana manifesta com o grupo a importância de se refletir sobre todos os tipos de violência contra a mulher, seja psicológica, verbal ou corporal, sobre o racismo contra a mulher negra, sobre a valorização das matriarcas nas tradições da religião de Matriz Africana e Indígena, sobre o poder feminino e o legado das mulheres mais velhas que lutaram por direitos básicos que hoje nos beneficiamos e, ainda, sobre o papel da mulher nas manifestações culturais. 

Desde então, mulheres componentes dessas duas nações e de grupos filiados de outros estados, tem se identificado com a proposta somando forças ao movimento que hoje conta com mais de 200 batuqueiras, sendo que a maioria se concentra em Recife, mas outras tantas se encontram difundidas por todo o Brasil.

Fotos: Movimento Baque Mulher página
 @MaracatuBaqueMulher
 Por isso, acredita-se que cada vez mais o grupo Baque Mulher tem ampliado sua rede de intervenção, se tornando um movimento social de alcance nacional e que tem suas ações realizadas em cidades do norte ao sul do país. Para participar do movimento é fundamental entender a proposta e quais os fundamentos que compõem o Baque Mulher. Segundo Mestra Joana, as integrantes do Baque Mulher tocam as Nações do Pina: Porto Rico e Encanto do Pina. Outro aspecto importante para a Mestra é o uso da saia, maquiagem e cabelo solto com as cores rosa e laranja, como forma de resistência e legitimidade. O Baque Mulher traz em sua essência a força dos orixás e da Jurema Sagrada. 

Em fevereiro de 2016 nascia mais uma grande ação: Mestra Joana e o Baque Mulher articularam o coletivo Feminista do Baque Virado, que tem por objetivo alinhar posicionamentos e fomentar a partir do maracatu de baque virado projetos voltados para o empoderamento feminino. 

Assim, membras do Baque Mulher espalhadas de norte ao sul se veem motivadas a realizar ações em suas próprias comunidades, em suas escolas, em suas cidades, sempre apoiadas nos fundamentos do Baque Mulher e sob orientações de Mestra Joana. 

Texto: Soraia Melo, Mariana Bianchi, Mestra Joana e Nayara Lira
Projeto Gráfico e Diagramação: Nayara Lira, Mestra Joana

Maracatu Baque Mulher Desfile Oficial Carnaval 2018

DESFILE OFICIAL DO BAQUE MULHER CARNAVAL 2018

PODER FEMININO 
DIA 09 DE FEVEREIRO SEXTA-FEIRA 
CONCENTRAÇÃO NA RUA DA MOEDA RECIFE ANTIGO 
Informações com:(81) 9.9786-2207 (Mestra Joana) Zap 
Mestra.joana@gmail.com

https://www.facebook.com/pg/MaracatuBaqueMulher/videos/?ref=page_internal


Banda de rua do Rio toca carnaval sem assédio

O primeiro bloco de samba feminista do Rio de Janeiro está se recuperando de uma campanha para um carnaval seguro. Eles esperam esmagar a noção de que a maior festa do ano não é um lugar para uma mulher decente, informa Clare Richardson. Ela não tinha um osso musical em seu corpo, mas isso não impediu Renata Rodrigues de iniciar uma banda de rua de samba no Rio de Janeiro há dois anos. 

Quando os 40 anos viram uma publicação viral do Facebook mostrando um homem com sinal de leitura, "eu não mereço mulheres que se deslocam", ela ironizou a mensagem fundando um bloco feminino de carnaval chamado Mulheres Rodadas ou "Mulheres que Get Around "- um duplo sentido descrevendo como a banda  leva pacotes de foliões dançando  por milhas em toda a cidade durante as festividades anuais. O bloco foi concebido como uma piada entre alguns amigos, mas Rodrigues diz que quase uma centena de pessoas apresentaram o seu primeiro ensaio. Agora eles têm milhares de seguidores.

Este ano, as Mulheres Rodadas estão se preparando para o segundo Carnaval , promovendo uma campanha de conscientização sobre o assédio sexual usando o hashtag #CarnavalSemAssedio, ou "Carnival Without Harassment". Rio é notório por suas atitudes sexualmente liberais, que atingem seu ápice durante os desfiles de rua do Carnaval. Estranhos que bloqueiam os lábios nas ruas fazem parte da tradição. Mas o ambiente gratuito para todos também abre a porta para assédio sexual desenfreado. As mulheres são tateadas, reprimidas pelos cabelos ou braços, e se beijaram à força contra a vontade deles.

Mas os brasileiros têm pouca simpatia pelo problema. Uma pesquisa realizada em 2016 pela empresa de pesquisa baseada em São Paulo Data Popular mostrou que 61 por cento dos homens pensam que as mulheres solteiras que frequentam o Carnaval não devem se queixar de assédio sexual e 49 por cento concordaram que um bloco de carnaval não era um lugar para uma mulher decente.

"Carnaval sem assédio" visa conscientizar que ambas as partes envolvidas em celebrações de carnaval desinibidas devem concordar com o contato sexual. As Mulheres Rodadas esperam que ao educar membros de outros blocos que não significa não, eles podem ensinar aos espectadores a se proteger e lidar com casos de assédio.

A idéia de que o Carnival serve como um grande equalizador ao unir as pessoas, independentemente do gênero, raça ou classe, mascara o sexismo e o racismo profundamente arraigados. As imagens da mulher negra lasciva vestindo nada além de penas e lantejouas são transmitidas ao redor do mundo. Nas casas brasileiras, a hiper-sexualização das mulheres negras é encarnada por uma mulher escolhida anualmente para ser a Globeleza - um portão de "Globo", a emissora brasileira que patrocina o concurso e a " beleza ", a palavra portuguesa para a beleza. Ela é sempre uma mulher negra nua pintada com brilho. Durante a temporada de Carnaval, a Globeleza parece torcer-se na TV durante os intervalos comerciais, completa com tiros de crotch em close-up.

Várias das músicas de carnaval mais queridas também refletem atitudes antigas, com letras racistas e sexistas sobre mulatta (mulheres mestiças), como O Teu Cabelo Nao Nega ("Seu cabelo não a negou").

Uma violação a cada 11 minutos

O problema é muito mais profundo do que o assédio e muito além do Carnaval; O Brasil tem taxas chocantes de violência sexual . De acordo com um relatório de segurança pública a partir de 2014, uma pessoa é estuprada a cada 11 minutos no Brasil, e o número real, incluindo casos não relatados, provavelmente é muito maior. O país também possui uma das maiores taxas de homicídios contra as mulheres no mundo. Mesmo que os assassinatos de mulheres brancas tenham diminuído, o número relatado para as mulheres negras disparou.

Mais mulheres em papéis masculinos

Daiane Monteiro, de vinte e nove anos, estava desfrutando de uma bebida em um café quando as Mulheres Rodadas passaram a caminho de um show de sexta-feira algumas semanas antes do início oficial do Carnaval. Monteiro, que toca um instrumento de sino chamado agogo em uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio, gostou da idéia do grupo, mas diz que não pensa que o assédio sexual é um problema tão grande no Rio de Janeiro. Ela aponta para a inclusão crescente das mulheres em papéis masculinos tradicionais no Carnaval - como tocar instrumentos pesados ​​como os tambores de surdo - como um desenvolvimento positivo.

"Como mulheres, temos a liberdade de mostrar nossos corpos se quisermos", disse Monteiro. "Agora podemos até jogar nas escolas de samba. No passado, era mais uma atividade masculina".

"As mulheres estão em todos os lugares dentro dos blocos e escolas de samba, mas não se tornam professores de música, não conduzem as bandas e não tomam decisões", diz ela.

Raquel Fialho, de trinta e seis anos, interpretará o xequere , uma cabaça vazada coberta de grânulos coloridos, com as Mulheres Rodadas no Carnival pela primeira vez este ano. Ela tem praticado com o grupo desde que viu sua estréia em 2016.
"Eu os vi no ano passado e fiquei encantado", diz Fialho. "Foi tão forte, bonito e colorido".

Fialho sabe que as tradições do Carnival têm décadas de história e as atitudes em mudança serão um longo processo.
"Não podemos esperar mudar idéias em apenas alguns anos", diz ela.

Muitos no Brasil também temem que os direitos conquistados pelas mulheres correm riscos sob o presidente Michel Temer, que lidera o governo mais conservador do Brasil desde o fim de sua ditadura militar. Quando Temer anunciou seu primeiro gabinete depois de assumir o cargo de presidente interino após a suspensão de Dilma Rousseff no cargo, não apresentou nenhuma mulher. Ele também aboliu o ministério das mulheres, a igualdade racial e os direitos humanos e transferiu suas responsabilidades para o ministério da justiça.

Rodrigues diz que as Mulheres Rodadas e sua campanha anti-assédio são necessárias agora mais do que nunca.
"Nosso grupo começou como uma piada, mas na verdade é muito sério", disse Rodrigues. "O carnaval é talvez a demonstração mais importante no Brasil".

Fonte:riostreet

Apresentador da NBC acusado de assédio será substituído por mulher

Washington - Uma mulher substituirá o famoso apresentador de televisão americano Matt Lauer, despedido após ser acusado de assédio sexual, informou nesta terça-feira a rede NBC New


Hoda Kotd que ocupa o posto de Matt Lauer desde sua saída em novembro, será oficialmente  apresentadora do programa matutino "The Today Show" ao lado de Savannah Guthrie, que acompanhava Lauer.
"Deve ser a decisão mais popular tomada pela NBC News", escreveu Guthrie no Twitter.

Kotb, uma egípcia-americana de 53 anos, é uma premiada jornalista contratada pela NBC em 1998 como correspondente.
A decisão de manter duas mulheres na bancada do programa rompe com a típica formação homem-mulher de apresentadores dos programas matutinos de notícias e acontece em meio aos escândalos de abusos sexuais envolvendo personalidades de todos os sectores da sociedade.
    As denúncias de má conduta sexual sacudiram o sector do entretenimento americano, acabando com as carreiras do produtor Harvey Weinstein, do actor Kevin Spacey e do apresentador da CBS News Charlie Rose, entre outros.
             Com um salário anual de 25 milhões de dólares, Lauer entrevistou os quatro últimos presidentes dos Estados Unidos e apresentou alguns dos eventos mais importantes do mundo durante mais de duas décadas, incluindos vários Jogos Olímpicos e os atentados de 11 de Setembro.

Lugar de mulher também é fazendo cerveja

Por Laura Aguiar Mestre-Cervejeira 
O preconceito relacionado à mulher no meio cervejeiro aparece de diversas formas, das mais claras às mais sutis. Já ouvi comentários do tipo:
- "você não tem cara de cervejeira" (fico me perguntando qual será a cara padrão de uma cervejeira);
- "ah tá, você é cervejeira...isso quer dizer que você gosta de tomar cerveja, né?!" (porque é claro que, como mulher, você não pode entender mais de cerveja do que eu que sou homem);
- "para o paladar feminino, qual a melhor cerveja?" (o que seria paladar feminino? Eu sei do meu paladar, não posso falar pelo de todas as mulheres);
- "algumas atividades na cervejaria são pesadas demais para mulher" (mulheres e homens podem ou não ter força para uma função ou outra);
- "mulher tem mais jeito para a área de qualidade, pois são mais detalhistas, e homens para a área de processo, que é mais técnica" (existem mulheres que não são detalhistas e amam a área técnica, simples assim).
Este é apenas um retrato do universo cervejeiro que, assim como todos os outros, é um reflexo da sociedade.
As pessoas que fazem parte dele, seja trabalhando na indústria, produzindo por hobby ou só pelo prazer de beber, contribuem, cada uma do seu jeito, para a construção desse universo no dia a dia. Os valores, opiniões, gostos e, infelizmente, preconceitos de cada um influenciam o meio como um todo. O País ainda é muito machista, e o universo cervejeiro também é.
Eu trabalho com cerveja há mais de dez anos e há sete sou mestra-cervejeira formada. É minha paixão. 
Apesar disso, em diversas situações, de conversas de bar a fóruns cervejeiros, fui testada por homens que, quando ficavam sabendo que sou cervejeira, queriam ter certeza de que eu entendia mesmo do assunto.
Perdi a conta de quantas vezes me vi obrigada a atestar a minha capacidade. É cansativo ser desafiada só por ser mulher. Tenho a sorte de trabalhar em um lugar que me respeita por quem sou e onde nunca me senti discriminada, mas sei que situações como essa não são regra.
É chocante ver que, em 2017, ainda não esteja claro que as características diferentes que podem existir entre as pessoas não dependem de gênero. Somos indivíduos; é natural (e bom) que não sejamos todos iguais.
A diversidade, quando respeitada, contribui para o amadurecimento da sociedade inteira. Generalizações, por sua vez, só fortalecem uma cultura de exclusão. Os estereótipos de gênero (assim como outros) limitam as nossas vidas e escolhas ao dizer quais espaços nós mulheres podemos ocupar e quais não podemos.
Por outro lado, vejo cada vez mais mulheres vencendo as barreiras sociais que nos são impostas e os preconceitos que estão arraigados na nossa cultura e na nossa criação.
Mulheres, muitas vezes, são educadas para aceitarem o machismo e, por isso, nem sempre conseguem perceber como estão sendo impactadas por ele. Outras vezes, apesar de sentirem o preconceito, não conseguem espaço para se manifestarem contra ele.
Hoje, vejo muitas mulheres que conseguem não só perceber o machismo, mas também lutar para que cada vez menos outras mulheres sofram por causa dele. Não é fácil.
O pensamento machista tende a ridicularizar as iniciativas daqueles que querem lutar contra o problema. Escuto muitos comentários de pessoas que ridicularizam projetos voltados à inclusão e busca de igualdade entre homens e mulheres, que falam em "vitimização", "frescura" ou "mimimi", mas fico feliz em ver que, apesar das dificuldades, nós estamos nos unindo e liderando discussões sobre o assunto.
Hoje, por exemplo, participo de um projeto incrível chamado "Goose Island Sisterhood". A Sisterhood (como carinhosamente chamamos) é uma confraria feminina feita exclusivamente por mulheres, idealizada pela minha amiga e sommelière de cervejas Beatriz Ruiz. Ela busca falar sobre cerveja e empoderamento feminino, discutindo o nosso espaço no meio e na sociedade por meio da produção da bebida.
Iniciativas como essa são importantes para quebrar os preconceitos que ainda persistem e aproximar cada vez mais mulheres do universo cervejeiro, reafirmando que ele também é nosso.
Sei que ainda temos pela frente um caminho longo a ser percorrido para que a igualdade de condições entre homens e mulheres seja alcançada, mas os primeiros passos já estão sendo dados, e isso me enche de esperança e orgulho.
Nós estamos conquistando nosso espaço e sendo protagonistas na transformação desse mercado. São vitórias nossas não sermos mais objetificadas nos comerciais de cerveja e estarmos cada vez mais presentes na sua produção. É isso que me motiva a seguir na luta pela desconstrução desses preconceitos.

Quem é Laura Aguiar  : Formada em Engenharia de Alimentos, Laura Aguiar entrou na Ambev como estagiária em 2007 na Maltaria Navegantes em Porto Alegre-RS. No ano seguinte foi contratada através do Programa de Talentos na área de processo e durante esse ano trabalhou na cervejaria Águas Claras em Viamão-RS. Em 2009, fez o curso técnico em cervejaria no SENAI na cidade de Vassouras-RJ e na sequência foi para os Estados Unidos fazer o curso de mestre-cervejeira na Universidade da Califórnia em Davis. Quando retornou ao Brasil foi para Anápolis trabalhar como staff de processo cerveja na cervejaria Cebrasa. A unidade era muito antiga e ela teve a oportunidade de participar da sua modernização. Depois dessa implantação foi para Cuiabá assumir o desafio de ser Gerente de Qualidade. Por fim, em 2013 foi trabalhar na área de desenvolvimento da Ambev, inicialmente como especialista de desenvolvimento de cerveja e posteriormente como gerente corporativa da área sensorial e de ciência do consumidor cargo que ocupa ainda hoje. Além dos cursos já citados, Laura é Sommelière de Cervejas, Especialista em Projetos e Especialista em Marketing.

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