terça-feira, 22 de agosto de 2017

Multiplicam-se doações a grupos antirracismo após atos em Charlottesville

As doações para a Anti-Defamation League (Liga Antidifamação, em tradução livre, ADL), uma das mais antigas organizações de luta contra o racismo e o antissemitismo, se multiplicaram após os episódios de violência em Charlottesville, indicou o grupo nesta segunda-feira.
De acordo com Betsaida Alcantara, porta-voz da ADL, doações como a de James Murdoch, chefe da matriz da emissora conservadora Fox News, que há dias anunciou uma doação de um milhão de dólares, e de empresas como Apple, Uber e MGM Resorts contribuíram para aumentar em "1.000%" as somas recebidas na semana passada em relação à média semanal desde o início do ano.
A ADL, cuja sede fica em Nova York, não afirmou o montante do aumento.
O grande banco J.P. Morgan se somou nesta segunda-feira aos doadores, ao anunciar que doará um milhão de dólares que serão divididos entre ADL e o Southern Poverty Law Center, um centro de estudos sobre movimentos extremistas, segundo meios de comunicação americanos.
"Os acontecimentos de Charlottesville aumentaram a urgência de enfrentar o ódio, a intolerância e a discriminação onde quer que existam", declarou a CNN Peter Scher, encarregado na instituição de responsabilidade empresarial.
Os doadores pretendem apoiar a organização após os atos de violência durante uma marcha neonazista nesta cidade universitária do estado da Virgínia. Uma mulher morreu e outras 19 pessoas ficaram feridas por supremacistas brancos, e o presidente Donald Trump foi fortemente criticado por não condenar explicitamente a extrema direita.
O Centro Simon Wiesenthal de Los Angeles, organização de luta contra o racismo e o antissemitismo, também recebeu importantes doações, como a do ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger.
Este último disse que doou 100.000 dólares em uma mensagem muito compartilhada nas redes sociais, na qual denunciou a ideologia nazista. Também prometeu uma camiseta em benefício da associação, na qual aparece o protagonista de "O Exterminador do Futuro" convocando todos a "acabar com o ódio"



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Candidata do Piauí vence Miss Brasil e se torna a terceira negra a obter título

A nova Miss Brasil é negra, representa o estado do Piaui . 
Na noite deste sábado (19), Monalysa Alcântara foi coroada no maior concurso de beleza nacional, entre 26 competidoras, agora representará o país no Miss Universo.
Monalysa é a terceira mulher negra a receber o título na historia do concurso brasileiro.   
Em uma das frases, as pretendentes ao posto precisam responder algumas perguntas, foi aí que a representante do Piauí mostrou a que veio.
 “Minha super estratégia será ser eu mesma: uma mulher nordestina, que passou por diversas coisas, muitas dores que fizeram ser quem eu sou hoje. Vou ser eu mesma. Não tem segredo”, afirmou, quando questionada sobre como representará a beleza brasileira internacionalmente. 
Mas a atenção maior foi dada quando afirmou que é preciso combater preconceitos e o machismo .
Monalysa ainda falou sobre as dificuldades das mulheres negras enfrentam na sociedade, e se colocou pronta a ajudar a romper as barreiras existentes. 
 “Através da minha história, vou ajudar as mulheres negras a se acharem mais bonitas e mostrar que elas são capazes de seguirem seus próprios sonhos, assim como eu segui o meu”, disse
Em 2016, a vencedora foi a candidata do estado do Paraná, Raissa Santana, segunda negra a ganhar a competição.
A nova Miss Brasil tem 18 anos e é estudante de administração,  tem 1,77 m, 57 kg, cintura 69 cm, quadril 95 cm e busto 87 cm.
 Segundo a organização do concurso, Monalysa gosta de estar entre amigos e com a família, viajar para lugares com beleza natural como cachoeiras e praias. Uma curiosidade sobre Monalysa é que ela sonhava em ser cantora.
Fonte:Agorams/Folha/Globo

Machismo é questão de saúde pública, dizem mulheres reunidas em Brasília

A 2ª Conferência Nacional de Saúde Pública das Mulheres termina em Brasília com propostas para melhorar o atendimento para a população feminina do país

A 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres (CNSM) terminou neste domingo (20/8), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, com uma mensagem clara: machismo mata e adoece, e, por isso, deve ser visto como uma questão de saúde pública. Outro recado dado em alto e bom som pelas 1,8 mil delegadas presentes foi a disposição de cobrar do governo ações concretas que enfrentem o problema e melhorem o atendimento na rede pública para a população feminina. 

“Este governo vai ter muita dificuldade com as mulheres”, avisou a responsável pela Comissão de Relatoria da 2ª CNSM, Francisca Valda da Silva, referindo-se ao conjunto de propostas debatidas desde a quinta-feira, quando o ministro da Saúde, Ricardo Barros, abriu o evento sob vaias.

Quase 320 propostas devem integrar o relatório final da conferência, reunindo demandas apresentadas desde o começo do ano em conferências municipais, estaduais e, agora, referendadas em Brasília. Em 22 de setembro, a Comissão Nacional Organizadora se reunirá para produzir o relatório final, que será apresentado em outubro ao Conselho Nacional de Saúde (CNS).
  
“As mulheres têm que lutar por um atendimento melhor. O que fizemos aqui, durante a conferência, foi só mostrar como tem que ser esse atendimento”, comentou a coordenadora-geral do evento, a catarinense Carmem Lucia Luiz, que representa no CNS a União Brasileira de Mulheres (UBM) e é enfermeira sanitarista com 33 anos de experiência. “Acredito que, no mínimo, tem de ser um atendimento que considere o segmento ao qual cada uma pertence, um atendimento mais integral, que veja a mulher como um todo, que considere e respeite a diversidade da nossa realidade.”

Machismo 


Para os presentes, está claro que a questão de gênero está intimamente ligada à saúde. As relações desiguais, com a desvalorização da mulher, favorecem violências física ou psicológica, que causam depressão, condições de subsistência inadequadas, lesões corporais e morte. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) presentes no Mapa da Violência 2015 - Homicídios de Mulheres no Brasil, para cada grupo de 100 mil mulheres brasileiras, eram 4,8 assassinatos, número que é o quinto pior entre os dados de 83 países. Em 33% desses feminicídios, ou 1.583 casos, parceiros ou ex-parceiros foram os autores — são quatro dessas mortes por dia no país.
  
“Machismo mata, causa doença, vira depressão, ou seja, é problema de saúde, sim”, diz o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Arantes. “Por isso é importante uma política pública para o enfrentamento do conjunto das iniquidades”, argumenta o responsável pelo órgão do Ministério da Saúde (MS) que dá diretrizes para o Sistema Único de Saúde (SUS). Essas três instit uições estão à frente da organização da conferência, que terminará amanhã (domingo), com a apresentação de um relatório com propostas para atualização da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher.

A 2ª Conferência Nacional de Saúde da Mulher foi iniciativa conjunta do CNS, do Ministério da Saúde (MS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira CNSM foi em 1986. Naquele ano, o MS fazia pela oitava vez a Conferência Nacional de Saúde, que se repete a cada quatro anos e já chegou à 15ª edição. Também a Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e a Conferência Nacional de Saúde Indígena são quadrienais e, respectivamente, já se repetiram cinco e seis vezes. “Isso, o número de edições, é revelador do quanto o problema do machismo institucional não é visto, não está sendo olhado”, aponta Arantes. “Se entende como automático que, daqui a quatro anos, terá outra conferência para mulheres.”

Fonte e foto :Correio Brasiliense

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Iº Festival de Música Autoral "Capivara TeleCaster"

Pôr Mônica Aguiar 

“Capivara TeleCaster , encontro de resistência” . São as palavras cantor e compositor  Vicente Paulo Vieira, 49 anos, 30 anos de profissão, da banda Imagem Pública, um dos organizadores do 1º Festival de Música Autoral " Capivara TeleCaster", acontece amanhã 19, em Belo Horizonte, no Centro de Referência da Juventude.

O projeto reúne nove bandas independentes do cenário do rock n’ roll: Imagem Pública, Eletrolise, Aknus, Sociedade Primata, Áspro, Auto Regimento, Reis & Trapos, Macruxa e O Plano.

Ainda de acordo com Vicente, o Festival tem como objetivo divulgar os trabalhos das bandas autorais. "Queremos que o público que não conhece, tenha a oportunidade de conhecer o nosso trabalho, contando sempre com as pessoas que nos acompanha. Existe muita música autoral de qualidade em Belo Horizonte. Estamos unindo para mostrar o novo”.

Músico Vicente Paulo Vieira
O nome escolhido para o Festival Capivara é uma homenagem ao animal capivara, símbolo de resistência em Belo Horizonte.  O projeto também perpassa por críticas sociais e pelas pessoas que fazem parte desta resistência, com o intuito de provocar a reflexão sobre a sociedade buscando a liberdade e vai acontecer de forma independente. Completa Vicente.  

As dificuldades de acessar a Lei de Incentivo a Cultura também é uma reflexão no Iº Festival. A Lei foi criada para estimular a produção cultural no país, sobretudo de artistas e grupos independentes, e os novos valores culturais encontram grandes dificuldades diante tão poucos recursos e tantas diversidades na competição e nas regras de apresentação dos projetos que podem ser periódicos.  

A LEI
Criada em 1991, a Lei de Incentivo à Cultura, mais conhecida como a Lei Rouanet, é conhecida por sua política de incentivos fiscais para projetos e ações culturais: por meio dela, cidadãos (pessoa física) e empresas (pessoa jurídica) podem aplicar nestes fins parte de seu Imposto de Renda devido. 

Serviço
·        19 de agosto 
·        12 horas às 17 horas
·        Centro de Referência da Juventude - CRJ (Rua Guaicurus, 50 - Belo Horizonte/Centro) Ao lado da Praça da Estação.
·        ENTRADA FRANCA

·        Contato 997181256 Vicente Paulo 

h Fotos: https://www.facebook.com/events/1870668549928094/permalink/1870670023261280/


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Reforma política não contempla a inclusão de mulheres

Ocupando apenas 10% das cadeiras do Parlamento, exclusão pode aumentar com o chamado Distritão.

O relatório final da reforma política,  não traz uma linha, sequer, sobre a necessidade de aumentar a representação das mulheres no Parlamento. Deputadas apontam que o modelo eleitoral chamado distritão, aprovado em destaque na semana passada, deve contribuir para a manutenção da exclusão. 
"As mulheres são maioria da população. Somos apenas 10% da representação, aqui. Então, está claro que esse modelo exclui as mulheres do parlamento", diz a deputada federal Luiza Ferreira (PPS-MG), sobre o atual modelo em vigor. Em entrevista ao repórter Uélson Kalinovski, para o Seu Jornal, da TVT, ela diz que ela diz que, com o distritão, a exclusão das mulheres deve ser ainda maior, bem como das demais minorias. "Vai concentrar o voto naquelas grandes personalidades, em quem tem recursos para fazer campanha nos estados inteiros."
A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) defende que, no momento em que o texto da reforma for levado ao plenário da Câmara, seja colocada em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 134/15 que reserva percentual mínimo de representação para mulheres.
Segundo a proposta, seriam garantidos a elas 10% das cadeiras na primeira legislatura, 12% na segunda e 16% na terceira. Além disso, ao menos as bancadas de cada estado deveriam ter pelo menos uma mulher. "Hoje, nós temos cinco estados que não tem nenhuma mulher", destacou a deputada.
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=1724716

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