sábado, 10 de junho de 2017

História em quadrinhos mostra período da vida de Frida Kahlo

A artista ganhou uma versão de sua vida ilustrada

Por Rafaela Polo

Você já conhece a pintora Frida Kahlo. Ela ficou conhecida por seus quadros, fotos e até por sua aparência no mundo todo. Uma mulher forte que merece ser lembrada. Pois bem, a mexicana ganhou uma história em quadrinhos contato um pedaço de sua história.
A narração conta a época em quem a artista estava começando a sua carreira e recebia em sua casa Leon Trotsky, que foi forçado a se exilar no final da década de 1930. Ela e o Marido, Diego, receberam Leon e sua esposa na famosa Casa Azul e tiveram dias intensos em sua presença.
Só por essa história ilustrada, já conseguimos perceber que Frida tinha um temperamento forte e nenhum medo de correr atrás dos seus sonhos de verdade. Ela saiu do México, foi para os Estados Unidos, para a França, largou do marido e investiu em seu talento. Tinha certeza que seria uma grande artista, mas não deixou de se esforçar para encontrar seu espaço.
Eu, como vocês já sabem, adoro um graphic novel. E acho que incrível que atualmente a gente consiga achar tantas histórias diferentes narradas dessa forma. Vale a pena aproveitar!
fonte:Mdemulher

terça-feira, 6 de junho de 2017

Taxa de homicídio sobe entre mulheres negras. Revela Atlas da Violência 2017.

Números divulgados pelo Atlas da Violência 2017 mostram que racismo e diferenças regionais impulsionam estatísticas referentes a mortes de mulheres.

Os números mais recentes sobre a violência contra mulher  no Brasil foram revelados pelo  Atlas da Violência 2017 nesta segunda-feira (5). O estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que entre 2005 e 2015, houve um aumento de 7,5% na taxa de homicídio de mulheres no Brasil – entre 2014 e 2015, no entanto, houve uma retração.

No intervalo analisado pelo relatório, o número de morte de mulheres saltou de 3.887, registradas em 2005, para 4.621, em 2015. No primeiro ano analisado pelo Atlas, verificou-se uma proporção de 4,1 mortes a cada 100 mil habitantes, enquanto no último ano notou-se uma taxa de 4,4.

Apesar do cenário desanimador, no último ano do período analisado pelo Atlas houve um pequeno avanço na realidade da brasileira, com retração de 5,3% da taxa de homicídios de mulheres.
Contudo, o relatório mostrou que a variação na taxa de violência letal contra o gênero segue diferentes direções,  principalmente entre mulheres negras e não afrodescendentes e entre as Unidades Federativas (UF’s) do país.

Para a conclusão do Atlas, foram analisados dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, referentes ao intervalo de 2005 e 2015 . Depois eles foram cruzados com registros policiais publicadas no 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do FBSP.

Racismo como violência

Dados da pesquisa mostram que apesar dos avanços, a garantia de vida para a mulher negra ainda é difícil no Brasil.

Enquanto a mortalidade de mulheres não negras teve redução de 7,4% no intervalo analisado – atingindo 3,1 casos para cada 100 mil mulheres –, o número de mortes de negras aumentou 22% no mesmo período – chegando a 5,2 ocorrências para cada 100 mil mulheres.

O que também se verificou foi o crescimento na proporção de mulheres negras que morreram no Brasil entre o total de mulheres vítimas de mortes por agressão.

O percentual passou de 54,8%, em 2005, para 65,3%, em 2015. “Trocando em miúdos, 65,3% das mulheres assassinadas no Brasil no último ano eram negras, na evidência de que a combinação entre desigualdade de gênero e racismo é extremamente perversa e configura variável fundamental para compreendermos a violência letal contra a mulher, no país”, aponta o Atlas.

Contrastes regionais

Além da questão do racismo, o relatório mostra que os avanços apresentado nos último anos não são verificados de forma homogênea pelo Brasil e aponta um contraste regional em tais mudanças. Das 27 UF’s do país, apenas 18 apresentaram diminuição na taxa de homicídio de mulheres.

Enquanto estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul apresentaram queda de de 35,4% e 27,1%, respectivamente, unidades como Maranhão e Sergipe exibiram variação positiva de 130% e 117,4% na taxa de homicídio de mulheres nos últimos 11 anos.

Feminicídio

Apesar dos números alarmantes revelados sobre a violência contra a mulher, ainda não é possível identificar as vítimas que correspondem a casos motivados pelo gênero porque a Lei do Feminicídio é muito recente – a Lei nº 13.104 foi sancionada em março de 2015. “Com base nesses dados do SIM não é possível, contudo, identificar que parcela corresponde às vítimas de feminicídios, uma vez que a base de dados não fornece essa informação”, indica do estudo.



Atlas da Violência 2017

http://www.ipea.gov.br/portal/images/170602_atlas_da_violencia_2017.pdf

Lançamento do Livro Heroínas Negras Brasileiras lota a livraria Blooks

Ela é Jarid Arraes, autora de um dos livros mais esperados deste ano: Heroínas Negras Brasileiras. Onde conta, em 15 cordéis, a história de mulheres que foram muito importantes para a história do Brasil.
Neste livro é contada poeticamente a história de: Antonieta de Barros, Aqualtune, Carolina Maria de Jesus, Dandara dos Palmares, Esperança Garcia, Eva Maria do Bonsucesso, Laudelina de Campos, Luísa Mahin, Maria Felipa, Maria Firmina dos Reis, Mariana Crioula, Na Agontimé, Tereza de Benguela, Tia Ciata, Zacimba Gaba. Histórias que a autora foi conhecendo ao longo de sua procura. Sim, procura, pesquisa, questionamento, inquietação. Pois, na escola ou até mesmo na Universidade não ouvimos histórias de mulheres negras, nem de homens negros a não ser que ele tenha “se tornado um feriado”. Mas e os negros que não se tornaram feriados? E as negrAs que foram silenciadas e invisibilizadas por toda a história do país? 
O lançamento deste livro que é um marco na cultura afrobrasileira aconteceu na Livraria Blooks localizada no Shopping Frei Caneca (São Paulo). No evento, acontecerá uma roda de conversa sobre o tema do livro, estava repleto de mulheres negras e era nítida em seus olhares e sorrisos a alegria por se verem representadas. 
Cada uma das histórias da obra remete às nossas próprias histórias. São vidas comuns, mas de pessoas não comuns, de mulheres especiais. E é assim que cada uma das mulheres negras brasileiras precisam se reconhecer – heroínas – e donas de suas próprias histórias. Vamos nos inspirar no livro, na autora, na ilustradora Gabriela Pires que também fez um trabalho incrível e em cada mulher que conhecermos, pois podemos nos reconhecer e nos fortalecer juntas.
Jarid Arraes nascida em Juazeiro do Norte (PE), mora em São Paulo atualmente e é fundadora do Clube da Escrita Para Mulheres. Ela também contribui escrevendo para a ONG de Direitos Humanos ARTIGO19 e a ONG feminista Think Olga.  A escritora de apenas 26 anos já publicou mais de 60 títulos.
Fonte : todosnegrosdomundo / Foto:Internet

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Música em Lisboa e a presença dos artistas negros

Deu inicio ontem 1º  e termina hoje 2 de junho, em Lisboa, Portugal, o MIL – Lisbon International Music Network, que reúne músicos portugueses e de outros países realizando um grande intercâmbio cultural. E como em Portugal há grande imigração africana, não faltarão artistas negros mostrando seus talentos. Por isso, se fala que terá muita música portuguesa e lusófona, significa que tem origem de países que falam o idioma português.

São mais de 50 showcases e 15 debates que se distribuem por dois dias. As conferências e os debates ganham temas como "Brazil: 210 milhões de pessoas que não conhece, mas devia", "Comece uma banda" ou "Os direitos dos artistas na era digital", ontem no primeiro dia.
Hojé  dia 2 de junho, há conferências com temas ligados à tecnologia e ao progresso, como "A arte da programação" ou "Mercado de Lusofóna 2030".

O MIL é idealizado e organizado pelo programador português Fernando Ladeira Marques, que mora atualmente na França e organiza também, o Paris do Mama Festival, um evento semelhante ao MIL. O evento português foi organizado em duas partes. Na primeira, os músicos, compositores, instrumentistas encontram produtores musicais, gravadoras, empresários e outros profissionais da indústria musical. E nesta, eles têm a oportunidade de fazerem seu Network, ampliando rede de contatos, possibilidades e participando de debates e discussões. A segunda parte consiste em apresentações musicais de vários estilos.

O TNM ficou curioso para saber quem são os músicos negros que estão na programação do evento musical que agita Lisboa e, com certeza, é um marco para o cenário musical mundial. Apresento-lhes alguns deles:

Celeste/Mariposa – Apresenta seu AfroBaile com todo o suingue que contagia a todos para dançarem. O grupo é composto por Katuta Branka, nascido em Cabo Verde, e Wilson Vilares, de origem desconhecida e atual habitante de Lisboa. O som destes dois artistas mistura os estilos musicais de Cabo Verde e de Portugal.

Cachupa Psicadélica - É um projeto musical criado por Lula’s Alternativa Imaginário Cabo-verdiano, nome artístico de Luís Eugénio Gomes. Nascido em Cabo Verde e radicado em Portugal, o cantor convidou o guitarrista timorense Kay Limak e o percussionista português Jorge Machado para comporem o grupo. Para justificar a escolha do nome, o fundador explica “é aglutinador, tudo na mesma panela. É uma garantia de ser um projeto que, sendo do mundo, deixa bem claro onde estão as raízes que não dão o conforto da sombra mas que é a fundação. ‘Psicadélica’ fica ao gosto da jornada de cada ouvinte”. Seu estilo musical é descrito pelos integrantes como “música para fazer fotossíntese” ou “músicas estranhas de cabo verde”, o que nos leva à curiosidade de conhecer seu trabalho – e garanto – é uma grata surpresa.

Selma Uamusse  - A cantora que nasceu em Moçambique e vive em Portugal desde 1988, canta profissionalmente desde os 18 anos. Em suas músicas expressa sua raiz moçambicana desde os instrumentos e o ritmo, ao idioma em que canta, suas vestimentas e perfomances no palco. Sua energia transmite alegria e prazer em ouvir e dançar a música com influência moçambicana mixada a instrumentos eletrônicos. Seus shows também contam com a dança de seus instrumentistas moçambicanos e portugueses para tornar o ambiente ainda mais alegre e multicultural.

Aamar - É DJ e instrumentista e mora em Luxemburgo. Ele irá animar o evento com seu som eletrônico, psicodélico e com forte influência do Soul e Hip Hop. Apesar da pouca idade, ele já participou de vários shows e festivais. Sem contar que arrasa no estilo.

Diron Animal - Como ele mesmo se denomina, é uma verdadeira máquina de fazer dança. O cantor é um dos vocalistas da Banda do Porto que faz uma junção de Kuduro com o hardcore. Inusitado? Pode até ser, mas tenho certeza que não conseguir ficar parado ao ouvir seu som. Em sua apresentação que acontece amanhã no MIL, Diron irá lançar seu primeiro CD solo, chamado Alone. Teremos que aguardar o lançamento para ter acesso ao som completo, mas nesta chamada abaixo já dá pra sentir que vai ser muito animado e dançante, fazendo nosso corpo ser levado pela influência do kuduro.

LOCAIS CONFERÊNCIAS
·       Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva (FASVS)
·       ETIC – Espaço Atmosferas
·       PensãoAmor
·        CML – Sala do Arquivo
LOCAIS ESPECTÁCULOS
Musicbox/ Sabotage/ Lounge/ B.Leza/ Tokyo / Roterdão
DEBATES E CONFERÊNCIAS
Debate | Mercado Português: O Estado Da Arte
Debate | A Arte De Programar
Debate | A Cidade Feliz
Debate | Política E Música Popular Contemporânea: Uma Relação Possível?
Debate | Construir Uma Banda
Debate | Os Direitos Dos Artistas Na Era Digital
Debate | Artistas E Managers: A Reinvenção De Uma Colaboração Em Desenvolvimento
Debate | A Força Criativa Das Editoras Independentes No Mercado Musical
Debate | Música: História E Tendências No Espaço Da Língua Portuguesa
Apresentação | Mercado Lusófono 2030
Apresentação | Brasil: 210 Milhões De Pessoas Que Não Conheces, Mas Devias Conhecer
Fontes: todosnegrosdomundo/maxima/palcodasartes

Violência doméstica: a sua denúncia pode salvar uma vida

Por Júlia Warken
No Brasil, 1 em cada 3 mulheres assassinadas é morta pelo companheiro ou ex-companheiro. E a gente tem que meter a colher, sim!

Por acontecer entre quatro paredes, a violência doméstica é um crime muitas vezes invisível. E não é a toa que o número de denúncias é absurdamente menor do que o total de mulheres que apanham dentro de casa.

Isso precisa mudar, e rápido. No Brasil,  uma em cada cinco mulheres já foi vítima de violência doméstica e, do total de mulheres assassinadas das mais diversas maneiras, uma em cada tres é morta pelo companheiro ou pelo ex. E não pense que essa realidade está presente apenas nas periferias e no Brasil profundo. 
Mulheres de todas as classes sociais apanham, como provou o caso de Luiza Brunet, em 2016. Lirio Parisotto, que espancou Luiza a ponto de quebrar suas costelas, é um dos homens mais ricos do Brasil, segundo a Forbes.

As razões que levam uma vítima de violência doméstica a não denunciar seu agressor são as mais variadas. A promessa de que aquilo não vai mais acontecer, ameaças de morte, a pressão da família em manter o silêncio, dependência financeira e por aí vai. 

“Só quem sofre agressão sabe o que é passar por isso. Ninguém pode apontar o dedo e nenhuma mulher gosta de apanhar”, diz Bárbara Hoelscher, sobrevivente que teve 47% do corpo queimado pelo ex-namorado. 

E é por isso que, de uma vez por todas, a gente precisa quebrar esse pensamento de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. 
Essa ~colher~ pode salvar vidas – tanto a vida de uma mulher, quanto a de seus filhos. Dados do Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) revelam que 78% das mulheres vítimas de violência têm filhos. Desses, 80% presenciam ou sofrem violência junto com a mãe.

E como posso denunciar se não sou a vítima?

Há três caminhos: através do Ligue 180, da delegacia mais próxima (de preferência, a de Defesa da Mulher, se houver uma na sua cidade) ou da Promotoria de Justiça. “Através do Ligue 180 a pessoa não precisa nem se identificar. O importante é falar tudo o que sabe sobre a agressão: dados sobre o tipo de violência, onde essa violência está ocorrendo, o endereço, ou onde essa vítima pode ser localizada etc.”, diz Fabiana Dal’Mas, promotora de Justiça do Grupo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar do Ministério Público de São Paulo.
Segundo ela, através do Ligue 180, a denúncia será encaminhada à Promotoria mais próxima de onde a vítima se encontra. “Aí a gente faz uma triagem. Em casos mais graves, já é requisitado o inquérito policial. Se entendemos que é preciso apurar melhor o caso, a gente manda para a delegacia também, para que haja uma apuração preliminar. Se envolver criança, acionamos o Conselho Tutelar e a Promotoria da Infância e da Juventude. Tentamos fazer esse link com toda a rede”.

Mas e se eu não tiver certeza?

A promotora recomenda que a denúncia seja feita do mesmo jeito. É lógico que ninguém está sugerindo que se façam denúncias levianas e fantasiosas. O ideal é estar de olhos e ouvidos bem atentos quando à suspeita de que alguma agressão esteja acontecendo.
Fabiana também diz que, mesmo se o agressor não for preso (por falta de provas, por exemplo), a denúncia não é em vão. “Só o fato de o réu ser processado, e de ele ter que comparecer em juízo perante uma autoridade (promotor de justiça, juiz ou defensor público), isso serve como fator inibidor para novas agressões. Temos vários casos desse tipo, em que o ciclo de violência é quebrado”.
Mas caso seja constatada lesão corporal (ainda que leve) e fique comprovado que o companheiro da vítima é o responsável pela lesão, aí o réu passa a ser processado pelo Ministério Público. Dessa maneira, a vítima não pode mais retirar a queixa, o que impede que ela seja coagida pelo agressor.

Fonte: Mdemulher
Imagem : 1ª Camilla Loureiro Pereira 
2ª Mônica Aguiar


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