sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Festival Negra América – Cultura e Periferia

Logomarca do festival foi criada por jovens de projetos da Cipó. Imagem: ONG Cipó Comunicação Interativa
O encontro tem o objetivo de promover o intercâmbio entre coletivos artístico-culturais de bairros periféricos de Salvador com coletivos juvenis formados por afrodescendentes de outros países latino-americanos. A ação insere-se dentro das comemorações da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024).

Jovens das cinco regiões do Brasil e de outros três países da América Latina – Argentina, Colômbia e Equador – participarão de 26 a 29 de agosto, na capital baiana, do Festival Negra América – Cultura e Periferia, um encontro com o objetivo de promover o intercâmbio entre coletivos artístico-culturais de bairros periféricos de Salvador com coletivos juvenis formados por afrodescendentes de outros países latino-americanos.
O evento, que ocupará espaços do Subúrbio Ferroviário e Centro Antigo, é apoiado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), caracterizado por enfatizar, como uma das diretrizes principais do seu mandato, o investimento em juventude como chave para o desenvolvimento global.
A expectativa do Festival é que o encontro proporcione o fortalecimento da produção artístico-cultural dos coletivos participantes, além de promover a reflexão sobre a contribuição das manifestações culturais de matriz africana para o desenvolvimento da América Latina. O Negra América tem especialmente o intuito de promover a visibilidade de jovens que residem em bairros populares, como produtores de riqueza cultural para os seus países. A programação completa e as inscrições serão divulgadas em breve.
Negra América é uma realização da CIPÓ Comunicação Interativa e Latitudes Latinas, com patrocínio da OI Futuro e Fazcultura - Lei de Incentivo Estadual à Cultura da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, contando com apoio do Irdeb e UNFPA.http://cipo.org.br/festival-negra-america-faz-panorama-da-producao-cultural-juvenil/
Acontecerão seminários, apresentações culturais, atividades educativas e a construção colaborativa de uma agenda de ações em rede a serem realizadas pelos coletivos juvenis. O Festival Negra América abrangerá diferentes linguagens artísticas, reunindo artistas de música, vídeo, cultura digital, intervenções urbanas, teatro, como uma verdadeira vitrine da produção dos coletivos juvenis.
O encontro será realizado pela ONG CIPÓ Comunicação Interativa e o projeto Latitudes Latinas, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), patrocinado pela Oi e o Fazcultura – Lei Estadual de Incentivo à Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) e conta com o apoio do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia e o projeto Oi Futuro
Serviço
Festival Negra América – Arte e Cultura
Apresentações Culturais, Oficinas, Seminários – Gratuitos
Quando: 26 a 29 de agosto
Onde: Centro Cultural Plataforma, Praça São Brás (Plataforma), Parque São Bartolomeu, Oi Kabum – Escola Arte e Tecnologia
Programação Gratuita
Para mais informações: www.cipo.org.br

Atendimento de Imprensa
Contatos Cipó:
Lola Bê ou Mônica Santana
(71)3503-4477 ou 9118-5501

Contatos UNFPA:
Midiã Santana
(71) 3183-5719
Gabriela Borelli
(61) 3038-9246

Quilombolas E Empreendedores no Rio Grande do Norte.

A dança em louvor a São Gonçalo é um dos momentos mais emocionantes da visita aos Negros Felicianos do Alto. Foto: Banco Mundial/Mariana Kaipper Ceratti
A dança em louvor a São Gonçalo é um dos momentos mais emocionantes da visita
aos Negros Felicianos do Alto. Foto: Banco Mundial/Mariana Kaipper Ceratti
Em todo o Brasil, mais de 2.600 comunidades quilombolas lutam por desenvolvimento
Como muitos adolescentes de comunidades tradicionais na América Latina, as estudantes Maria Paula Teixeira, Juliana Bezerra e Edivânia Costa se equilibram entre dois mundos. Nasceram em um quilombo – nome dado aos assentamentos remanescentes dos tempos da escravidão –, mas estudam na cidade de Portalegre, no Rio Grande do Norte, a 20 minutos dali.
A comunidade onde as meninas nasceram, chamada Negros Felicianos do Alto, ganhou do governo brasileiro em 2007 a certificação de quilombola. Isso deu aos moradores a titularidade da terra, uma luta constante para os descendentes de escravos fugidos, e abriu as portas para que projetos sociais atendessem os moradores. Até então, os Felicianos do Alto viviam quase esquecidos pela sociedade. Agora, aos poucos, eles buscam os objetivos das Nações Unidas para a recém-lançada Década de Afrodescendentes (2015-2024): reconhecimento, justiça, desenvolvimento e fim da discriminação.
Identidade afro
Desenvolvimento, em particular, é um tema que mobiliza os quilombolas deste pedaço do nordeste brasileiro. Quase todos os 80 lares da comunidade rural são apoiados por programas como o Bolsa Família, mas os moradores querem mais. Além da transferência de renda, eles vivem com o pouco que obtêm da agricultura e do artesanato. 
“O Bolsa Família é um incentivo importante, mas não tem o peso de um emprego, que te dá uma autoestima especial”, comenta a artesã Maria Joseília da Silva, 34 anos. 
Os moradores, no entanto, pedem mais. Em breve, novos empreendimentos do projeto RN Sustentável, financiado pelo Banco Mundial, mudarão esta realidade, entre eles uma minifábrica de lingerie e uma marca de moda e artesanato com identidade afro, ambas ideias das quilombolas. Os projetos beneficiarão um milhão de pessoas até 2019, inclusive os moradores de 27 quilombos do estado.
Sonhos maiores
Em todo o Brasil, mais de 2.600 comunidades já são certificadas como quilombolas, segundo o governo federal. Outras tantas se autodeclaram como remanescentes dos acampamentos de escravos fugitivos. Oficiais ou não, elas têm dois traços comuns. Um deles é a cultura riquíssima, com manifestações como a capoeira, o maculelê e a dança em louvor a São Gonçalo, um dos momentos mais emocionantes da visita aos Negros Felicianos do Alto. Já o segundo é a baixa qualidade da infraestrutura e dos serviços públicos, fruto em parte do isolamento dessas comunidades e da maneira como o Brasil lidou historicamente com sua população negra.
O país foi o último da América a abolir a escravidão, em 1888. Quase 130 anos depois, os afrodescendentes formam 14,5% dos pobres e 80% dos jovens assassinados. Já as brasileiras negras têm três vezes mais chances de morrer durante o parto.
Outro dado importante é que o Brasil conta com 50% de pardos e negros (somente negros são 7,6%), embora muitos ainda resistam a se autodeclarar, mesmo em terras como as dos Negros Felicianos do Alto.
“As pessoas tinham medo de se identificar como negras por causa do preconceito. Até pouco tempo atrás, muitos aqui se diziam morenos”, lembra o produtor cultural Aércio de Lima, 25 anos, para quem o reconhecimento é um passo na conquista de sonhos muito maiores.
Fontes: Nações Unidas/ Worldbank 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

MANIFESTO - MULHERES NEGRAS DE MINAS


MANIFESTAM

A luta das mulheres negras mineiras tem sido ininterrupta ao longo da história de existência de nosso estado e de nosso país.
Somos nós as maiores vítimas da profunda desigualdade racial no estado, é sobre nós, que recai todo o peso da herança colonial em que o sistema patriarcal apoia-se solidamente com a herança do sistema escravista.

A interseccionalidade do racismo, sexismo, das desigualdades econômicas e regionais vem produzindo  em nossas vidas um quadro de destituição, injustiça e de  exclusão.
Com a convicção que o racismo introduz uma rigidez ao exercício da nossa cidadania, no desenvolvimento econômico, lançando dificuldades nas intervenções e diálogos com o movimento de mulheres negras, reafirmamos que qualquer avanço apontado para nós mulheres negras, em quaisquer estâncias deste país, seja governamental ou não, deve a nossa luta realizada por nossa própria conta e risco, a fim de alcançar oportunidades e incluir no exercício de nossa cidadania, o acesso ao que nos foi subtraído: - os direitos fundamentais e os bens sociais.
Várias denúncias de desigualdades sofridas foram realizadas e de maneira ininterrupta,  desde a  primeira existência do Fórum Estadual de Mulheres Negras, aos órgãos competentes deste Estado nas Minas Gerais.
Sendo, exigimos que neste momento da atual conjuntura administrativa governamental, reconheçam de fato as nossas especificidades, promovendo através de políticas de Estado, reparatória, o aniquilamento da imensa dívida contraída por este Estado,  com as mulheres negras mineiras em todos os sistemas econômicos da história, na política e vida social.
Entendemos que as ações federativas em exercício, representam um avanço no processo de construção de uma democracia substantiva, garante significativamente várias demandas do movimento negro junto ao Estado brasileiro, mas não devemos esquecer que esta Nação é (co) responsável pelos séculos de escravismo e manutenção de mecanismos de subalternização da população negra – inclusive por meio do racismo  institucionalizado que é o entravo na vida das mulheres negras.
É a partir deste cenário que nós, Mulheres Negras Mineiras, manifestamos nossa apreensão face ao quadro de desigualdades que somos ainda atingidas e submetidas no Estado de Minas Gerais em todas as áreas.
Nós Fórum Estadual de Mulheres Negras entendemos que para cumprir com todos os protocolos, todas as decisões, tratados, legislações específicas, acordos, todos os planos de ação das conferências que o país e que Minas Gerais subscreveu para promover a equidade de gênero, de raça e respeitar os direitos humanos das mulheres, ressalta que somente com as políticas públicas especificas e direcionadas aos setores até aqui excluídos nos mulheres negras, será de fato concretizado a democracia.
Exigimos que os compromissos apontados por nós, em defesa os direitos das mulheres negras em suas diferentes idades, credos, orientações sexuais e  religiões sejam cumpridos em Mina Gerais.
Comparecemos aqui solicitando:

IGUALDADE
  •    A instituição de Lei que obriga em todos os municípios de Minas Gerais a ter nos Conselho da Mulher e Conselho de Promoção da Igualdade Racial , bem como Conselho Estadual da Mulher e Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial de no mínimo 30% de mulheres negras, considerando sua composição total, cumprindo com o disposto aprovado na IIIª Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial.
  •         Cotas em serviços públicos e prestação de serviços em cargos de nível superior;
  •         Elaboração do Estatuto da Igualdade Racial de Minas Gerais;
  •         Criação da Casa de Cultura da Mulher Negra de Minas Gerais. 

31 DE JULHO DE 2015 - FÓRUM ESTADUAL DE 
MULHERES NEGRAS MINAS GERAIS 

  

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Semana Mundial do Aleitamento Materno

Começa dia (1º) a Semana Mundial do Aleitamento Materno, que vai até o dia 7 e tem como tema este ano mulheres que trabalham e amamentam. A iniciativa busca sensibilizar empresas sobre a importância da amamentação, pois a mulher que amamenta falta menos ao trabalho uma vez que seu filho adoece menos. Além disso, o bebê continua recebendo o leite materno, que possui anticorpos que previnem doenças. Além desses benefícios, o aleitamento reduz os índices de obesidade infantil, de infecções digestivas e respiratórias e de alergias alimentares.
Estudos mostram que o leite materno é capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evitáveis em crianças menores de 5 anos. A amamentação também ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia. As chances de se adquirir diabetes ou desenvolver câncer de mama e de ovário também diminuem significativamente para mulheres que amamentam. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que o aleitamento materno comece já na sala de parto e que seja exclusivo e em livre demanda (o bebê mama a quantidade que quer, quando quer)  até o 6º mês e se estenda até 2 anos ou mais. 

Pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que 34% das mães de bebês com menos de um ano e que trabalham fora de casa não amamentam mais a criança. Já entre as mães que não trabalham fora, esse índice é menor, 19%.

De acordo com a legislação brasileira, a licença maternidade pode durar até seis meses mas, para a maioria das trabalhadores, é de quatro meses apenas. Muitas mulheres, ao voltarem ao trabalho, não conseguem continuar amamentando e acabam desistindo. A nutricionista Patrícia Queiroz explica que, com o desmame precoce, normalmente outro leite é introduzido. “É um leite que não tem os anticorpos, a vacina – como a gente chama, que vem do leite humano, que é uma substância viva”.
Ao retornar ao trabalho, para que a amamentação seja mantida pelo menos até o 6º mês de vida do bebê, a legislação (Artigo 396 da CLT) prevê ainda períodos de pausa no trabalho para que a mulher amamente ou retire leite para seu filho. São duas pausas, de meia hora cada uma, que não se confundem com os intervalos normais de repouso e alimentação. A mulher pode, inclusive, combinar com a chefia para chegar meia hora depois e sair meia hora antes do horário de trabalho ou ainda acumular os períodos e tirar uma hora por dia. Para estimular a continuidade da amamentação ao voltar ao trabalho, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançaram em 2010 uma nota técnica com orientações para as empresas instalarem salas de apoio à amamentação. As salas são espaços dentro da empresa onde a mulher pode, com conforto, privacidade e segurança, esvaziar as mamas, armazenando seu leite em frascos previamente esterilizados para, em outro momento, oferecê-lo ao seu filho. Esse leite é mantido em um freezer a uma temperatura controlada até o fim do dia. Cada recipiente é etiquetado e identificando o nome da mãe, a data e a hora da coleta. No fim do expediente, a mulher pode levar seu leite para casa para que seja oferecido ao filho ou pode ainda doá-lo a um Banco de Leite Humano.
Resultado de imagem para mae negra amamentandoComo parte das comemorações da Semana Mundial de Aleitamento Materno, mamaços estão sendo organizados em diversas cidades do mundo. Os mamaços são manifestações para sensibilizar a sociedade sobre a importância do aleitamento materno natural. Estes eventos reúnem mulheres que estão amamentado em um mesmo local e horário para que amamentem pública e conjuntamente seus filhos. Eles surgiram a partir do incômodo de mulheres que se sentiam constrangidas ao amamentarem seus filhos em locais públicos. Além dos mamaços, outra iniciativa também tem ganhado força são as brelfies. O termo mistura as palavras breast (mama, em inglês) e selfie e são, portanto, fotos feitas por mulheres que estão amamentando e que têm o objetivo de mostrar que o aleitamento é algo normal e natural. 
Fonte e texto : EBC  / Foto : Internet

terça-feira, 4 de agosto de 2015

MULHERES NEGRAS DE MINAS PERDE ACENTO NO CONSELHO ESTADUAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL

Por Mônica Aguiar 

Garantir representação da mulher negra nos Conselhos Estaduais da Mulher é saúde é uma das metas, em Minas, do Fórum Estadual de Mulheres Negras 

Foi no dia 31 de julho, dia internacional de luta das mulheres africanas, no SINPRO/MG , que  o Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais reuniu várias lideranças,  de várias regiões do estado,  mulheres negras  com objetivo de aprovar o seu Manifesto,  debater sobre as políticas das Mulheres negras e realizar a primeira homenagem na  modalidade  "Destaque Mulher Negra".

O Seminário contou com a presença da Subsecretária de Mulher no Estado Áurea Carolina e de Iara Viana da Secretaria Estadual da Educação, com as Coordenadoras de Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros Vera Nice e Rosagela Barbosa de Belo Horizonte.

Já a leitura do Manifesto foi realizada pela Dicota Djanganga da Direção executiva da CEN ( Coordenação de Entidades Negras MG) e entregue a representantes Governamentais presente.  
 O evento reuniu palestrantes com visões e experiências diversas sobre a mulher negra no estado  " História e vidas futura " foi o tema central.

Em um painel que contou com as presenças da Dra. Beatriz Coordenadora da UEMG (Leopoldina), Dra. Joana Presidenta da Comissão da Escravidão (Uberlândia) e a sub Secretária de Estado Áurea debateram sobre as desigualdades raciais, papel da mulher negra, sobre a Comissão da Verdade da Escravidão Negra e políticas públicas. 

 Como sempre fizemos em nossa história, devemos promover o Estado Democrático de Direito e a justiça social. E foi atenta a essa realidade de desigualdade e discriminação que, provocados pela sociedade civil organizada foi criada  a Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil. Afirma Dra Beatriz. 

 Garantir representação da mulher negra nos Conselhos Estaduais da Mulher é  saúde  é uma das metas, em Minas , do Fórum Estadual de Mulheres Negras . 

De acordo com a direção do Centro de Referência de Cultura da Mulher Negra de Minas Gerais , já haviam conquistado acento para a mulher negra no Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, dentro da LEI e do seu Regimento interno, resolução  N.º 021/2011, de31 de maio de 2011, mas não se sabe por que tal conquista foi retirada pela recém-criada Sub secretaria de Promoção da Igualdade Racial. De acordo com as dirigentes,   no regimento interno estabelecia a presença da Mulher Negra, não somente da Mulher como foi publicado recentemente.

Será agendada uma reunião com a Frente Estadual de Promoção da Igualdade Racial da Assembleia Legislativa, a comissão de Direitos Humanos, o Secretário Nilmário Miranda e a Subsecretaria de Mulher presente, para tratar do assunto. 

O que ja foi conquistado não se mexe, e que as conversas já apresentadas ao governo sejam garantidas. Afirma Diregintes  do Fórum
Solicita que seja mantido a representação nos conselho do mesmo tamanho do percentual populacional de mulheres negras no Estado , ou na pior da hipótese 30% de mulheres negras . Afirma Vera Nice Montes Claros.

O Fórum deliberou várias agendas com governo em Minas Gerais. O seu manifesto além das reivindicações traz várias demandadas em prol Marcha das mulheres negras.  

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