sexta-feira, 10 de julho de 2015

Terceira Quinzena da Mulher Negra começa dia 16 de julho

Representantes de diversas instituições organizam a programação da quinzena (Foto: Edna Medeiros/Secom)
Uma extensa programação está sendo montada para a celebração da Terceira Quinzena da Mulher Negra, que será realizada de 16 a 31 deste mês. A ação visa tornar visível a situação das mulheres negras e expor as dificuldades de promover a acessibilidade delas às políticas públicas. A quinzena é alusiva ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho. A data é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe. Segundo a chefe do departamento de Promoção de Igualdade Racial e Diversidade Religiosa da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Almerinda Cunha, o evento propõe uma série de atividades que vão tratar as especificidades de cada problema que envolve as mulheres negras e demandam políticas públicas.
“Infelizmente no Brasil a cidadã negra apresenta menor nível de escolaridade, trabalha mais e com rendimento mínimo. As poucas que conseguem romper as barreiras do preconceito e da discriminação racial e ascender socialmente necessitam se empenhar mais e abdicar de outros aspectos de suas vidas, como lazer, relacionamento e maternidade”, afirma Almerinda.
Mesa-redonda com jornalistas negras, Exposição fotográfica intitulada “Mulheres Negras de Rio Branco”, Encontro de Mulheres Negras de Brasileia e Xapuri, Oficina de Beleza Afro em Bujari, Roda de conversa com mulheres das comunidades tradicionais de matriz africana, Encontro de Mulheres Negras: lutas, conquistas e desafios, e diálogo com a Segurança Pública sobre a juventude negra com recorte de gênero estão programados para acontecer durante a quinzena. Participam da organização do evento secretarias estaduais e municipais, movimentos sociais e a Universidade Federal do Acre (Ufac).
Fonte: Agencia AC

Lançamento do Projeto Memória Lélia Gonzalez – O Feminismo Negro no Palco da História

folder seminario SPO Geledés – Instituto da Mulher Negra e a Rede de Desenvolvimento Humano (REDEH) em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB) e o Comitê Impulsor de SP da Marcha de Mulheres Negras convidam para o lançamento do  Projeto Memória Lélia Gonzalez – o feminismo negro no palco da História.
O evento será no dia 15 de julho de 2015, das 17H30 às 21H30, no Centro Cultural Banco do Brasil/São Paulo, Rua Álvares Penteado, 112 – Centro.
Neste dia exibiremos o vídeo documentário e a exposição Lelia Gonzalez – o feminismo negro no palco da História, e o evento contará com a presença de Rubens Rufino, filho de Lélia Gonzalez; Schuma Schumaher, coordenadora do Projeto; Sueli Carneiro, autora do texto e de representantes da Fundação Banco do Brasil.
Durante o evento faremos um Tributo à Lélia Gonzalez (com pequenos depoimentos de amiga/os sobre Lélia Gonzalez), que já tem as presenças confirmadas de Hélio Santos, Dulce Pereira, Albertina Costa, Lenny Oliveira, Milton Barbosa. Encerraremos com um coquetel e autógrafos da autora.

Festival In-Edit Brasil

Elza Debates, sessões ao ar livre, encontros com diretores, shows, feira de zines e vinis fazem parte da programação que começa nesta quarta-feira, em São Paulo, e no dia 14, em Salvador


James Brown, Elza Soares, Alice Cooper, Carlos Imperial, Elliott Smith, Racionais MC's, The Clash, Premeditando o Breque, Paco de Lucía e outros artistas estarão juntos nas telas do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, de amanhã (1°) ao próximo dia 12, em São Paulo, e de 14 a 19 de julho, em Salvador. A 7ª edição da .--------------------mostra promove sessões ao ar livre, encontros com diretores, shows, apresentações de DJs, feira de zines e de vinis e uma sessão de Cinema da Vela no CineSesc, com debates informais entre cineastas, artistas, jornalistas, produtores e público.
A programação de São Paulo será aberta nesta quarta-feira com o filme Paco de Lucía: La Búsqueda, de Curro Sánchez. O documentário inédito no Brasil foi dirigido e produzido pelos filhos de Paco, que refazem a trajetória de um dos maiores nomes da guitarra flamenca. Entre os filmes brasileiros, o destaque é a estreia nacional de Sem Dentes: Banguela Records e a Turma de 1995, dirigido por Ricardo Alexandre. O jornalista conta a história do selo independente criado pelos Titãs e pelo produtor Carlos Eduardo Miranda, que lançou bandas como os Raimundos, Mundo Livre S/A, Little Quail & The Mad Bird, Maskavo Roots e Graforreia Xilarmônica.
Cinco longa-metragens participam da competição nacional nesta edição do festival: Eu Sou Carlos Imperial, de Renato Terra e Ricardo Kalil, que mostra a figura de um dos pioneiros do rock no país; My Name is Now, Elza Soares, de Elizabete Martins Campos, que faz um retrato da cantora; Samba e Jazz, de Jefferson Mello, traça um paralelo entre o samba do Rio de Janeiro e o jazz de Nova Orleans por meio do carnaval; Yorimatã, do diretor Rafael Saar, sobre a dupla Luli e Lucina; e Premê, Quase Lindo, de Alexandre Sorriso e Danilo Moraes, que trata sobre a banda Premeditando o Breque, ícone da vanguarda musical paulistana.
Na mostra Panorama Brasil, Brasil.Doc e Curtas, o festival exibe 19 documentários, entre eles Os Guardiões do SambaSamba LumièreSete CoraçõesSintonizahReverberações – Itamar Assumpção e Racionais MC's – 25 Anos no Movimento.
Entre os documentários internacionais, o destaque é do inédito Mr. Dynamite: The Rise of James Brown, de Alex Gibney, produzido por Mick Jagger, que conta o início da carreira de Brown até seu envolvimento com a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.
O festival promove ainda shows da Banda Autorama (4 de julho, no Olido), de Tony Bevan e Mauricio Takara (7 de julho, na Matilha Cultural) O Terno (9 de julho, também na Matilha) e Premeditando o Breque (10 de julho, no Centro Cultural São Paulo-CCSP), além de feira de zine e de discos e sessões ao ar livre na Cinemateca.
O evento também realiza bate-papos com os diretores Elizabete Martins Campos, Rafael Saar, Jeferson Mello, Ruth Slinger, Alexandre Sorriso e Danilo Moraes. One9, que dirigiu Nas, Time is Illmatic, conversa sobre música e cultura hip hop com Rodrigo Brandão, da banda Mamelo Sound System, no dia 5 de julho, às 18h30, na Matilha Cultural.
Confira a programação completa do festival no site da mostra.
In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical
Quando: de 1º a 12 de julho
Onde: no Cine Olido, no CCSP, na Matilha Cultural e Cinemateca
Quanto: valores dos ingressos variam conforme o local de exibição
Mais informações: www.in-edit-brasil.com

Exposição no Rio de Janeiro Reflete Sobre Empoderamento da Mulher Negra

'Soul Black', de Nina Franco, é uma mostra de arte, política e poética sobre questões de identidade étnica e de gênero. Fotografias e textos confessionais ficam em cartaz até 26 de julho no Sesc Ramos
“Dupla jornada de trabalho, má remuneração, machismo, sexismo, abuso sexual, físico e moral, violação de direitos fundamentais, morte etc. Esses são os frutos que a sociedade patriarcal oferece às mulheres. Além de nos alimentarmos desses frutos, nós, mulheres negras, somos obrigadas a complementar nosso cardápio com um bocado de racismo”. Este é o trecho de uma das cartas que fazem parte da exposição Soul Black, da artista Nina Franco, carioca que atualmente vive na Grécia.
A mostra, em cartaz até 26 de julho no Sesc Ramos, no Rio de Janeiro, convida os visitantes a uma profunda reflexão sobre identidade étnica/racial e de gênero a partir de fotos e depoimentos de mulheres negras. Nina mescla experiências individuais dessas mulheres para refletir sobre questões sociais importantes: o machismo e o racismo.
Não é à toa que as modelos foram fotografadas de costas: ao contemplar as fotos e as mulheres, não é necessário ver seus rostos para identificar-se com elas. A exposição pretende fazer com que se reflita sobre a invisibilidade das mulheres negras na sociedade brasileira. Por isso é um trabalho de arte, política e estética.
“Nesta série, eu analiso a representação do corpo feminino pela fotografia e pelas cartas, que são baseadas em uma questão: 'Como você se sente sendo uma mulher negra em um país patriarcal e racista?'. Os parágrafos dessas cartas parecem ser monólogos, por isso decidi não mostrar os rostos. Embora cada pessoa tenha uma experiência própria, a história das mulheres negras é a história de todas”, afirma Nina em seu site.
Soul Black, de Nina Franco
Quando: até 26 de julho de 2015
De terça a sábado, das 9h às 17h
Onde: Sesc Ramos
Rua Teixeira Franco, 38, sala 6, Ramos, Rio de Janeiro (RJ)
Quanto: grátis

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Polícia Identifica Suspeito de Ataques Racistas Contra Maria Júlia Coutinho


De Maju Coutinho a Sheron Menezzes: as negras que estão roubando a cena na telinha Zé Paulo Cardeal/TV Globo/DivulgaçãoPor Mônica Aguiar 

Apresentadora do tempo, foi alvo de ofensas raciais em rede social na semana passada. 

A polícia identificou um adolescente de 15 anos suspeito de publicar ofensas raciais contra a jornalista e apresentadora Maria Júlia Coutinho. Segundo a Polícia Civil, o garoto mora na cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Ele foi ouvido na delegacia na segunda-feira.  Ele vai responder por ato infracional e pode sofrer medida socioeducativa devido às agressões que fez via Facebook. A polícia está tentando identificar outros envolvidos no caso. A investigação rastreou imagens com as mensagens ofensivas e fez buscas nas redes sociais para identificar as páginas dos envolvidos. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), instaurou inquérito para investigar o crime de prática de discriminação ou preconceito de raça. O caso motivou uma campanha em defesa da jornalista em várias redes sociais. 
O que tudo indica  que estamos iniciando o processo de mudanças da imagem das mulheres negras, deixando de interpretar apenas papéis de empregadas ou escravas, passando a ocupar os núcleos mais importantes das novelas brasileiras.  Mas não é uma tarefa fácil  diante a realidade atual. São  poucas aparições perto da representação geral . Convivemos ainda com  Lei que tipifica o racismo, possibilitando a punição da pratica do racismo com medidas sócio educativas, com ações que atuam como política nacional de promoção da igualdade racial e deparamos com o não cumprimento do  Estatuto da Igualdade Racial  . O excesso de interpretações das leis que punem os racistas, a  falta de  ação de combate ao preconceito e racismo velado  existente nos vários campos profissionais, cria de forma cruel dificuldades que limitam os espaços para população negra,  nesta, em maior escala,  o da mulher negra. Isto sim, é um fator que deve-se  considerar diante a atual conjuntura brasileira, diante os ataques racistas que mulheres negras vem sofrendo em papel quando protagonistas.  
 Entre iniciantes e veteranas, protagonistas e coadjuvantes, Retratos da Fama mostra as histórias e as lutas das Mulheres Negras  que estão no ar. O preconceito ainda existe, mas a opinião delas é unânime: estamos avançando!

Para atriz Jeniffer Nascimento 21 anos , em entrevista no jornal Diário Gaucho diz  "questão de perfil para trabalho é um pouco  limitada no Brasil". 


Lucy Ramos -— Achei ótimo fazer uma personagem refinada, não estereotipada. Nós, negros, sempre interpretamos empregados, escravos ou estamos em situação inferior – disse ela à revista Época.
— O bom é fazer algo diferente e encaro isso como um avanço do mercado para nós. Um negro pode, sim, interpretar uma psicóloga.
 Camila Pitanga 

Camila já sentiu na pele o preconceito, e acredita que o assunto é bem abordado nas novelas atualmente. — É cada vez mais natural a gente ver a nossa realidade (dos negros) nas novelas. As contradições que ainda vivemos em relação ao preconceito racial são mais iluminadas. Antes, havia mais tabu. Não havia nem lei (a contra o racismo prevê reclusão a quem comete discriminação) – disse ela ao jornal O Globo.
Fonte e foto: diariogaucho

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