segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Encontro Estadual "A Procura da Batida Perfeita"

Seminário : Somos Africanos ?

Centro de Estudos e Pesquisas Mário Gusmão realiza seminário para discutir os novos rumos do negro no Brasil
Estão abertas, até o dia 9 de dezembro, as inscrições gratuitas para o Seminário “Somos Africanos? - Novo Pensamento Negro”, que acontece na Biblioteca Central dos Barris, de 13 a 15 de dezembro. O evento pretende discutir questões de identidade e as novas demandas dos negros, os desafios
 do mercado após algumas conquistas e a instituição dos marcos regulatórios previstos em lei no Brasil.
Presenças da escritora Ana Maria Gonçalves, autora do premiado livro “Defeito de Cor” (Melhor Romance Brasileiro de 2007, pela Casa de Las Américas); Zulu, Ex-Presidente Fundação Cultural Palmares; a Senadora Lídice da Mata; e o documentarista e cineasta Joel Zito Araújo.




PRAZOS
Inscrições pelo site: http://www.cemag.org.br/somosafricanos
De 30 de novembro a 09 de dezembro.
Resultado: 10 de dezembro (pelo site)

2ª Caminhada "Liberdade e Respeito Religioso"



A Associação de Terreiros da Liberdade e Adjacências - Egbé Axé realiza no próximo domingo (16/12), às 8hs , com saída no Largo da Lapinha , a sua  II Caminhada pela Liberdade e Respeito Religioso em Salvador. Criado em 2011 , a Associação de Terreiros da Liberdade e Adjacências - Egbé Axé completa um ano de existência fazendo diferença no bairro da Liberdade com cerca de 220 entidades religiosas de matriz africana  já associadas e é dirigida pela Yalorixá Diana de Oxum , neta do Gantois. A associação encerra o ano de 2012 com um ciclo de atividades significativas para as mulheres , jovens e crianças do axé dentro de um dos bairros mais negros da capital baiana - a Liberdade. O objetivo é levar aos  terreiros associados ao Egbé Axé os mais diversificados cursos de capacitação e qualificação  profissonal  para que estas mesmos associados (mulheres , jovens e crianças) sejam multiplicadores de seus direitos previstos por lei dentro de seus terreiros.
Tendo como principais ações afirmativas a realização de seminários , encontros , cursos e ciclo de palestras para o fortalecimento do papel da mulher de axé na sociedade e a qualificação profissional dos seus filhos de santo , o Egbé Axé tem atualmente  parceiros como a Prefeitura Municipal de Salvador , através da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR) , a Superintendência de Políticas para Mulheres de Salvador (SPM) , o Instituto Odara , a Rede de Mulheres pelo Fortalecimento de Políticas e Controle Social em Salvador , o Serviço Social do Comércio (SESC - Ba), Coordenadoria Ecumênica de Serviço em Salvador (CESE) , Assessoria de Promoção da Equidade Racial em Saúde -  ASPERS, além de empresários do comércio local como a Loja Moda Africana , Madá Negrif , Presente de Mulher , Belezza Black entre outros.
Certos de que a qualificação através da educação é o remédio mais forte no combate a Intolerância Religiosa e a Violência contra as mulheres , jovens e crianças moradoras de Salvador , o Egbé Axé espera por vocês , vestidos de branco,neste segundo ano de luta em prol dos direitos do povo de santo em Salvador.

Serviço:
II Caminhada pela Liberdade e Respeito Religioso do bairro da Liberdade
Dia 16/12 às 8hs
Onde :Saída do Largo da Lapinha até o bairro Guarani
Quem : Todo o Povo de Santo  Salvador e Terreiros Associados Egbé Axé



UNICEF certifica 399 municípios do Semiárido e da Amazônia pelos avanços alcançados nas áreas da infância e adolescência


 O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou, nesta quinta-feira, durante cerimônia no Museu Nacional, em Brasília, os municípios certificados com o Selo UNICEF Município Aprovado Edição 2009-2012. O Selo é uma iniciativa do UNICEF, em parceria com a Petrobras e a Rede Energia.

Confira os municípios que conquistaram o Selo UNICEF Edição 2009-2012 na

O Selo UNICEF Município Aprovado busca fortalecer as políticas públicas municipais que garantem os direitos da infância e adolescência. Ao todo, 399 municípios do Semiárido (AL, BA, CE, ES, MA, MG, PB, PE, PI, RN e SE) e da Amazônia Legal Brasileira (AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR e TO) foram reconhecidos pelos seus avanços na melhoria das condições de vida das crianças e dos adolescentes. No Semiárido, foram certificados 279 municípios, e 120, na Amazônia. Esses números correspondem a 22% do total dos 1.799 municípios que aderiram ao Selo em 2009.
Durante a cerimônia, também foram renovados o 
Os dois compromissos buscam somar forças entre governo federal, governos estaduais, organizações da sociedade civil, organismos internacionais e empresas privadas para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio no Semiárido e na Amazônia.
Estiveram presentes no evento o representante do UNICEF no Brasil, Gary Stahl; a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello; a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário; e a ministra de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros; os governadores Cid Gomes, do Ceará; Ricardo Coutinho, da Paraíba; Eduardo Campos, de Pernambuco; Wilson Martins, do Piauí; Rosalba Ciarlini, do Rio Grande do Norte; e Confúncio Moura, de Rondônia; e o senador Cristovam Buarque, do Distrito Federal, além de prefeitos, conselheiros de direitos e articuladores municipais.
A partir da próxima semana, os municípios receberão os troféus e os certificados de reconhecimento e participação em cerimônias organizadas em cada uma das capitais dos Estados envolvidos.

Avanços no Semiárido – Além de fortalecer a gestão local e a participação social, o Selo avaliou a melhoria da situação da Saúde, Educação e Assistência Social nos municípios participantes do Selo.
  • O indicador  que apresentou os maiores avanços foi o percentual de crianças alcançadas pelo Benefício de Proteção Continuada da Assistência Social que estão na escola. De 2008 a 2011, esse percentual passou de 23,2% para 61,3% entre os municípios inscritos no Selo no Semiárido. Aproximadamente 46,6 mil crianças com deficiência ingressaram na escola.
  • A queda da mortalidade infantil entre os municípios inscritos no Selo no Semiárido foi 58% maior do que nos demais municípios brasileiros. De 2007 a 2010, a queda desse indicador para os municípios participantes do Selo foi de 18,4%. Isso significa que 1.836 crianças deixaram de morrer no primeiro ano de vida. Nos municípios certificados, a queda foi ainda maior: 23,3%. No mesmo período, a taxa nos demais municípios do País caiu 11,6 %.
  • O acesso ao pré-natal aumentou 19,4% entre os municípios inscritos no Selo, enquanto nos demais municípios brasileiros o aumento foi de 8,5%. De 2007 a 2010, o percentual de nascidos vivos de mulheres com sete ou mais consultas de pré-natal passou de 42,1% para 50,26%.
  • O abandono escolar caiu 41,2%. De 2007 a 2011, a taxa de abandono no ensino fundamental dos municípios inscritos passou de 7,0% para 4,0%. Nos municípios certificados, a queda foi ainda maior: 48,2%.
  • A distorção idade-série caiu 15% entre os municípios inscritos no Selo. Esse indicador mede a adequação entre a idade do aluno e a série na qual está matriculado. O percentual passou de 50,5% em 2007 para 42,9% em 2011. Nos municípios certificados, a queda foi ainda maior: 17,8%. No mesmo período, a taxa nos demais municípios do País caiu 12,8 %.
  • A taxa de cobertura de Centros de Referência da Assistência Social (Cras) aumentou 15,1% entre os municípios participantes. Passou de 76,1% em 2008 para 87,6% em 2011. Nos municípios certificados, a melhora foi ainda maior: 19,5%.
Avanços na Amazônia – Além de fortalecer a gestão local e a participação social, o Selo avaliou a melhoria da situação da Saúde, Educação e Assistência Social nos municípios participantes do Selo.
  • O percentual de crianças alcançadas pelo Benefício de Proteção Continuada da Assistência Social que estão na escola foi o indicador que mais avançou. De 2008 a 2011, passou de 21,9% para 59,7% entre os municípios inscritos no Selo na Amazônia. Aproximadamente 25,9 mil crianças com deficiência retornaram à escola.
  • A taxa de mortalidade infantil caiu 6,8%, entre os municípios inscritos no Selo na Amazônia, de 2007 a 2010. Isso significa que quase 511 crianças deixaram de morrer no primeiro ano de vida. Nos municípios certificados, a queda foi ainda maior: 12,7%.
  • O acesso ao pré-natal aumentou 16,4% entre os municípios inscritos no Selo na Amazônia, enquanto nos demais municípios brasileiros o aumento foi de 10,1%. De 2007 a 2010, o percentual de nascidos vivos de mulheres com sete ou mais consultas de pré-natal passou de 30,6% para 35,6%.
  • O abandono escolar caiu 47,2%. De 2007 a 2011, a taxa de abandono no ensino fundamental dos municípios inscritos no Selo na Amazônia passou de 6,5% para 3,4%. Enquanto a redução nos demais municípios brasileiros foi de 41,1%.
  • A distorção idade-série caiu 19,4% entre os municípios participantes do Selo. A adequação entre a idade do aluno e a série na qual está matriculado passou de 47,0% em 2007 para 37,9% em 2011. No mesmo período, a taxa nos demais municípios do País caiu 12,6 %.
  • A taxa de cobertura de Centros de Referência da Assistência Social (Cras) aumentou 29,7% para os municípios participantes. Esse indicador passou de 67,4% em 2008 para 87,4% em 2011. Nos municípios certificados, a melhora foi ainda maior: 30,2%.
Texto : UNICEF

Mais presente no mercado, mulher tem menos filhos


Em uma década, as mulheres ampliaram sua presença no mercado formal de trabalho, mas também aumentaram sua jornada. Estudaram mais e passaram a chefiar um número maior de famílias.
Também passaram a ter menos filhos e postergaram a maternidade -o que contribuiu para o envelhecimento da população do país no período.
A tendência de mudança no perfil feminino, já sinalizada em pesquisas anteriores, é confirmada pelos dados da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada ontem pelo IBGE.
Simultaneamente ao crescimento de 43,2% para 54,8% no número de mulheres ocupadas formalmente entre 2001 e 2011, elas adiaram a maternidade, o que ocorreu em todas as faixas etárias da fase reprodutiva.
Na de 25 a 29 anos, 31% não tinham filhos em 2001. Dez anos mais tarde, o percentual subiu para 40,8%. Quanto maior o nível de estudo, mais tardia é a maternidade, segundo o IBGE.
Tal comportamento rebateu na taxa de fecundidade do país, que caiu para 1,95 filho por mulher em 2011, menos do que o necessário para "repor" a população (2,1 filhos) e evitar o decréscimo de habitantes no futuro.
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'NATURAL'
Gabriel Ulyssea, pesquisador do Ipea, diz que "é natural que a maior participação feminina no mercado de trabalho leve ao adiamento da decisão de ter filhos".
"É algo que ocorreu já em países desenvolvidos e estamos vivendo agora no Brasil de modo mais intenso."
Para Márcio Salvato, professor do Ibmec, os dois fenômenos (recuo da fecundidade e inserção no mercado de trabalho) ocorreram em paralelo, decorrentes da maior urbanização do país e do avanço da escolaridade das mulheres.
Mesmo mais instruídas e chefiando um número maior de lares (em sua maioria, sem a presença do pai), as mulheres têm renda correspondente a 73,3% da dos homens.
"Estudos mostram que, comparando os mesmo setores e escolaridade, as mulheres ganham menos. É uma prova da discriminação no mercado de trabalho", diz Salvato.
Ulyssea pondera que em todo mundo, mesmo em países desenvolvidos, o problema do diferencial de salários persiste, embora tenha se reduzido -em 2001, as mulheres brasileiras ganhavam 69% do rendimento masculino.
Apesar de ampliarem sua jornada entre 2001 a 2011, as mulheres continuavam a dedicar menos tempo ao trabalho produtivo do que os homens. Mas, se incluído nessa conta o tempo gasto com afazeres domésticos, a jornada semanal das mulheres tinha dez horas a mais do que a dos homens.
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MERCADO MATRIMONIAL
Outro dado revelado pela pesquisa é que o "mercado matrimonial" está mais restrito para elas: "faltavam" quase 6 homens para cada grupo de 100 mulheres.
Em Salvador e Rio de Janeiro, o problema era mais grave. As regiões metropolitanas com menor deficit de homens eram de Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte.

Fonte e texto : Agencia Patricia Galvão 

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