segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Morre Carmélia Alves, a Rainha do Baião



A cantora Carmélia Alves, de 89 anos, morreu na noite deste sábado (3) por falência múltipla dos órgãos no Rio de Janeiro. A artista era portadora do mal de Alzheimer. Carmélia foi uma grande referência e um grande sucesso no ritmo do baião, ganhou o título de Rainha do Baião do sanfoneiro Luiz Gonzaga. Em 1950, na época de ouro do rádio, a cantora foi contratada para o elenco de artistas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Entre seus maiores sucessos destacam-se “Trepa no Coqueiro”, “Sabiá na Gaiola” , “Esta Noite Serenou” e “Me Leva”.

Fonte :  Wilson Lima 

KIZOMBÁ - AFRICA DE TODOS NÓS

sábado, 3 de novembro de 2012

Mulheres reconhecem que trabalho doméstico é desgastante e desvalorizado



por Renata Giraldi



As mulheres costumam dizer que cumprem jornadas duplas e triplas diariamente, pois, além da atividade profissional fora de casa, desempenham várias atividades domésticas. Em Brasília, muitas mulheres reclamam que o trabalho doméstico é desgastante e desvalorizado. Independentemente do nível econômico, da idade e da escolaridade, as queixas são semelhantes.
A vendedora de cosméticos Marcela Amaral dos Santos, de 32 anos, casada e mãe de um menino, relata que é obrigada a “fazer tudo em casa” porque não tem dinheiro para pagar uma ajudante. “Em casa, faço as tarefas todas, levo, passo, cozinho. Meu marido até ajuda, mas sou eu quem faço tudo”, disse Marcela. “É um serviço muito desvalorizado porque são várias atividades que não têm reconhecimento. [Sinceramente?] o serviço todo vale R$ 1 mil, no mínimo.”
A dona de casa Maria de Fátima Cardoso Oliveira, de 61 anos, casada e mãe de quatro filhos, disse que nunca trabalhou fora e defende que o trabalho doméstico seja reconhecido, pois ocupa “praticamente todo o tempo” de uma pessoa.
“Nunca trabalhei fora, sempre fui dona de casa. Fazia tudo, lavava, cozinhava. Tudo na casa quem faz sou eu. Meu marido era quem trabalhava, eu mesmo ficava em casa cuidando dos filhos e agora com os netos. A gente em casa faz muita coisa e é o dia inteiro cuidando disso e daquilo, a gente não tem sossego”, disse ela.
A aposentada Maria de Lourdes Bispo, de 65 anos, casada e mãe de quatro filhos, disse que quando trabalhava fora mantinha empregadas em casa, mas agora tem apenas uma diarista duas vezes por semana. “Nos outros dias, a gente vai se virando porque somos só meu marido e eu em casa. Um dia eu cozinho outro dia é ele e vamos indo assim”.
Sem obrigações domésticas fixas, a estudante Letícia Gomes Sampaio, de 23 anos, disse que, em geral, essas atividades são desempenhadas pela mãe, mas reconheceu que vez por outra colabora com ela.
“De vez em quando eu lavo a louça e faço comida”, ressaltou a estudante. “[Acho que] teria de pagar mais do que um salário mínimo, porque é muita coisa e é todo o dia. Lavar roupa, fazer comida e cuidar dos filhos. Acho que esse trabalho vale uns R$ 2 mil [por mês].”

fonte : EBC
 

SPM abre chamada pública para pesquisa acadêmica sobre direitos das mulheres


Estudo científico será viabilizado mediante parceria da SPM com universidades federais para análise de banco de dados da Ouvidoria da Mulher, composto por mais de 5 mil processos. Edital prevê aporte de R$ 100 mil para realização de pesquisa
 
Clique aqui para acessar a íntegra da chamada pública
 
A partir desta quinta-feira (01/11) até 15 de dezembro, a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) estará recebendo propostas para realização de pesquisa sobre a garantia de direitos das mulheres e a evolução das políticas para a igualdade de gênero no Brasil. O material a ser analisado faz parte do banco de dados da Ouvidoria da Mulher, da SPM, composto por mais de 5 mil demandas registradas no período 2003-2012.
 
A pesquisa será viabilizada mediante parceria da SPM com universidades federais. O projeto de pesquisa objeto da chamada públicacorresponde ao montante de R$ 100.000,00 (cem mil reais). O período de contratação é de janeiro a novembro de 2013.
 
As propostas deverão ser entregues ou enviadas até 15 de dezembro de 2012, no endereço abaixo:
 
 Quaisquer esclarecimentos ou informações adicionais deverão ser solicitadas por escrito ao endereço eletrônicopesquisaouvidoria@spmulheres.gov.br especificando no assunto “PESQUISA OUVIDORIA”.
 
Base para a pesquisa - Dentre as atividades a serem desenvolvidas estão: levantar, analisar e categorizar os dados das demandas formuladas à Ouvidoria de 2003 a 2012, partindo do Manual de Tipificação da Ouvidoria; construir banco de dados da Ouvidoria avaliando o atual sistema de dados da mesma e produzindo subsídios para a instalação de um novo sistema de registro de demandas e, inclusive, desenvolvendo manual com instruções para utilização e atividades de capacitação; realizar levantamento sobre os principais marcos político-institucionais do processo de consolidação da política para as mulheres no Brasil com ênfase no Governo Federal, de 2003 a 2012; entre outras detalhadas na íntegra da chama pública.
 
São temas que compõem o acervo da Ouvidoria da Mulher: relações de trabalho, previdência social, comunicação e mídia, enfrentamento à violência contra as mulheres, educação e saúde. As demandas registradas se referem aos seguintes públicos: mulheres negras, mulheres indígenas, mulheres quilombolas, lésbicas, mulheres deficientes, meninas e adolescentes, mulheres rurais e brasileiras no exterior.
 
Acervo Ouvidoria da Mulher - Desde o início das atividades em junho de 2003 até o final de 2011, a Ouvidoria da Mulher recebeu 5.012 casos. A média de demandas recebidas no ano de 2011 foi de 109,3 casos/mês. Todavia, é importante considerar que uma mesma comunicação da demandante pode conter mais de uma demanda (solicitação de informação, reclamação sobre serviço e solicitação de intervenção, por exemplo), dando origem a diversos desdobramentos. 
 
Os casos que a Ouvidoria recebe são, portanto, bastante complexos, pois envolvem uma dimensão que é pessoal da demandante (resposta à sua solicitação, orientação ao problema vivenciado) e uma dimensão político-institucional (análise do conjunto de demandas, elaboração de subsídios para a formulação e avaliação das políticas públicas, trabalho realizado no âmbito da Secretaria de Políticas para as Mulheres). 
 
Os casos recebidos pela Ouvidoria estão arquivados como processos físicos (integralmente) e em forma eletrônica (parcialmente). Todos os mais de 5.000 processos constituem um rico acervo, importante fonte de pesquisas sobre as questões de gênero e políticas para as mulheres. 
 
 
 Fonte: SPM

ONU Mulheres promove debates virtuais com foco em igualdade e violência de gênero


A Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) promove na internet debates abertos ao público com foco na igualdade e violência de gênero. 

As conversas fazem parte de uma série de diálogos para reunir os pontos de vista de diferentes partes interessadas, incluindo a ONU, outras agências de desenvolvimento, governos, setor privado e o público em geral. 

Além da igualdade e violência, os diálogos também incidirão sobre outras questões, como os grupos LGBT e outras minorias, disparidades urbanas/rurais, crianças e jovens com deficiência. Outras formas de desigualdade serão discutidas para avaliar o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) no quadro pós-2015, e identificar opções políticas e respostas para este mesmo período. 

As discussões, em inglês, são abertas ao público após um simples processo de registro. As recomendações e conclusões serão inseridas num relatório durante Reunião de Alto Nível Sobre Desigualdades na Dinamarca, em fevereiro de 2013, e para o Painel de Alto Nível sobre a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, nomeada pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. 

(Clique aqui para acessar o site dos debates)


Fontes: ONU Mulheres

Foto : Mônica Aguiar 

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