segunda-feira, 22 de julho de 2013

Festival sobre a mulher negra da África, América Latina e do Caribe começa hoje em Brasília

Latinidades 2012
Acontece em Brasília, a 6ª edição do Latinidades - Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. O evento busca dar visibilidade à temática dos direitos das mulheres negras e marca a celebração do 25 de julho, Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A edição deste ano tem como tema A Arte e a Cultura Negra.
O festival começou dia (19) com um show musical e avia  até o próximo dia 27, com : - palestras, oficinas, lançamentos de livros e pesquisas. A coordenadora do Latinidades, Jaqueline Fernandes, explica que o evento é o momento de reunir mulheres negras de diferentes estados e países e tratar de questões específicas da realidade do grupo. “Os piores índices de acesso a políticas públicas diz respeito às mulheres negras em geral. Por isso, a necessidade de fazer esse recorte, discutir a situação da mulher negra na América Latina e no Caribe”, disse.
Ao longo dos próximos dias serão realizadas oficinas de dança e penteado afro e de arte e gastronomia africana. Hojé  segunda-feira (22) haverá a primeira mesa de debates com o tema Políticas Públicas para a Cultura Negra. Também estão entre os assuntos em debate o empreendedorismo e a economia criativa. Na terça-feira (23), está prevista a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar de ações afirmativas.
Participantes da Colômbia, de Cuba, da África do Sul, Nigéria, do Congo, Zimbabue, da Holanda e dos Estados Unidos também marcarão presença no festival. De acordo com a organização do Latinidades, no ano passado, a 5ª edição do evento reuniu 50 mil pessoas e a expectativa para esse ano é ampliar o público.

Fonte: EBC

Seppir deve entregar proposta sobre cotas para negros em concursos públicos até fim do ano

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) deve entregar até o fim deste ano, à Presidência da República, uma proposta de decreto presidencial para regulamentar as cotas para negros nos concursos públicos federais, de acordo com o que prevê o Estatuto da Igualdade Racial. Após reunião entre a presidenta Dilma Rousseff e 19 segmentos do movimento negro do país, a ministra da Seppir, Luiza Bairros, disse que o objetivo é buscar segurança jurídica para a medida.
“Hoje a presidenta reafirmou a posição que ela tem de que a questão das ações afirmativas, e mais especificamente a das cotas, constitui um elemento central da luta pela promoção da igualdade no Brasil”, disse a ministra. “Agora, dentro do governo, o que nós temos que buscar em relação às cotas no serviço público é toda a segurança jurídica necessária para que essa medida possa ser levada para avaliação final da presidenta.”
O frei David, diretor executivo da Educafro, organização não governamental que tem a missão de promover a inclusão da população negra e pobre nas universidades públicas e particulares, disse que a cota racial no serviço público é o reconhecimento do povo negro, que "há 513 anos [está] sofrendo, querendo inclusão". "Entendemos que a cota no serviço público é o empoderamento de um povo que, quanto mais tiver empoderamento, mais tranquilidade vamos ter e menos violência”, acrescentou.
A ministra disse que a questão da educação foi amplamente discutida no encontro. Um dos participantes da reunião foi o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que defendeu a necessidade de ações afirmativas para o acesso de negros ao ensino superior e também o compromisso com a implementação da Lei 10.639, de 2003, que torna obrigatória o ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas. “Foi tratado como um elemento muito importante para que se combata o racismo e os preconceitos contra as matrizes africanas no Brasil”, relatou Luiza Bairros.
Além dos temas educacionais e do serviço público, a ministra ressaltou a discussão sobre o alto índice de violência contra jovens negros no país. “A questão do extermínio da juventude negra, das mortes violentas entre os jovens negros, foi objeto de comentários da Presidência da República, que chegou, inclusive, a sugerir a formação de um fórum”, disse ela. Segundo ela, o fórum seria coordenado pela Seppir e pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) para discutir com mais profundidade políticas de segurança que levem em conta a situação da juventude negra no país.
Fonte: EBC

Oficina de dança em Brasília resgata cultura afro-brasileira

Um grupo do cerca de 50 pessoas participou de uma oficina de danças afro-brasileiras na Fundação Nacional de Artes (Funarte) em Brasília. O ritmo marcante das pisadas e os movimentos de pernas, quadris e ombros, sempre em roda, tomaram conta do espaço. A oficina foi coordenada pelo grupo Ilú Obá de Min - Educação, Cultura e Arte Negra, de São Paulo, que faz atividades pela primeira vez na capital federal.
A oficina fez parte da 6ª edição do Latinidades – Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, que vai até o dia 27 de julho. A programação trata da cultura afro-brasileira na perspectiva das mulheres negras e traz temas como empreendedorismo, economia criativa, cultura e comunicação, com atividades abertas ao público.
A atividade foi ministrada pela professora de dança brasileira Roberta Viana. Os ritmos apresentados na aula de hoje foram o coco e o cacuriá. De acordo com Roberta, ambos são ritmos brasileiros criados no encontro dos africanos, indígenas e europeus. "Essa oficina tem o intuito de mostrar uma cultura que é nossa, mas com os quais as pessoas não tem contato. A gente quer mostrar a riqueza dos nossos ritmos, da nossa dança. São ritmos que contagiam porque estão na gente", explica a professora.
No final da aula, Roberta incentiva os alunos para que pesquisem mais e para que passem para frente o que aprenderam ali. Para os curiosos e dançarinos de primeira viagem, ela explica o significado da roda, elemento comum nas danças: "A roda é o elemento ancestral, tudo é feito em roda, a roda deixa todo mundo igual, todo mundo olha para todo mundo, todo mundo consegue trocar uma energia. Se a roda está aberta, a energia vai embora, se está fechada e todo mundo está ali junto, a energia se mantém e faz o ritmo".
Entre os alunos participantes estavam alguns que já conheciam os ritmos, como Marco Aurélio Moraes. Pela segunda vez, ele participa de uma oficina como esta. A primeira foi na cidade natal, São Luís (MA), há 12 anos. "É muito bonito", diz ele, que trabalha com dança de salão. "Sonho em fazer uma apresentação com ritmos afros, que comece com o samba. E para isso busco sempre aprender todas as técnicas a que quais tenho acesso".
Já Juliana Lopes não pratica nenhuma dança. O primeiro contato com a dança afro-brasileira foi também em um festival, no ano passado. "É muito difícil ter acesso, são danças muito regionais. A batucada é o que mais me chama atenção".
O grupo Ilú Obá de Min é formado, em sua organização, exclusivamente por mulheres. O objetivo principal é a preservação da cultura africana e afro-brasileira, o protagonismo feminino e a manutenção de antigas tradições na região urbana. O grupo é responsável pelo bloco de carnaval que leva o mesmo nome, que desfila nas sextas-feiras antes do carnaval, na capital paulista. Ele é formado por ritmistas, cantoras e o corpo de dança. Este ano, atraiu 13 mil pessoas, segundo o próprio grupo.

Fonte: EBC

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