Notícia diária do Mundo sobre a Mulher Negra - Agendas, Lutas e conquistas. Visibilidade do protagonismo
segunda-feira, 4 de abril de 2011
73% aprovam a presidenta Dilma Rousseff, diz CNI/Ibope
Dilma Rousseff recebeu a melhor avaliação de início de governo dos últimos 12 anos, quando a pesquisa CNI/Ibope começou a ser feita: 56% dos entrevistados avaliam o governo Dilma como ótimo ou bom. Esse índice é superior à aprovação do início do primeiro mandato do ex-presidente Lula – que em 2003 era de 51% –, e do início do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, em 1999, cujo índice era de 41%. Apenas 12% dos entrevistados desaprovaram Dilma, enquanto 14% se mostraram indecisos.
No combate à fome e à pobreza, uma das principais bandeiras do governo petista, a avaliação positiva do governo Dilma somou 61%; 58% também avaliam como positivas as ações do governo contra o desemprego.
Entretanto, quando se avalia a aprovação do governo, Dilma Rousseff tem 73%, praticamente empatada com Lula, no primeiro mandato, em 2003, que tinha 75%.
O governo Dilma recebeu avaliação negativa dos entrevistados em três setores: segurança pública, saúde e cobrança de impostos. Em relação à saúde, 53% desaprovam as ações do governo contra 41% que aprovam.
Expectativa positiva
Os índices positivos superam os registrados pela pesquisa Datafolha, divulgada em 20 de março. Segundo o Datafolha, Dilma foi aprovada por 47% dos brasileiros - igualando-se ao recorde registrado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mesmo período do seu segundo mandato.
Ainda segundo a pesquisa CNI/Ibope, 68% acreditam que o governo Dilma será ótimo ou bom. A confiança também é muito alta: 74% confiam na presidenta, contra 16% que não confiam; outros 10% não responderam.
Fonte : Agência Patricia Galvão
Movimento de mulheres tem críticas a programa para gestantes lançado por Dilma
O Programa Rede Cegonha, lançado pela presidenta Dilma Rousseff, foi considerado um "retrocesso em relação aos avanços ocorridos no setor" por ativistas de movimentos de defesa dos direitos das mulheres.
“Voltamos a uma visão materno-infantil da saúde das mulheres, quando já considerávamos que a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, surgida em 1983, parecia estar consolidada”, afirmou a cientista política Telia Negrão, secretária executiva da Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, em nota distribuída à imprensa.
Para Telia Negrão, o programa "não abrange o conjunto de causas que leva as mulheres brasileiras a adoecer e morrer durante a gestação, o parto e o puerpério”.
“Voltamos a uma visão materno-infantil da saúde das mulheres, quando já considerávamos que a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, surgida em 1983, parecia estar consolidada”, afirmou a cientista política Telia Negrão, secretária executiva da Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, em nota distribuída à imprensa.
Para Telia Negrão, o programa "não abrange o conjunto de causas que leva as mulheres brasileiras a adoecer e morrer durante a gestação, o parto e o puerpério”.
Vítimas de violência sexual
Ainda segundo a organização, a presidenta não avançou no atendimento às vítimas de violência sexual. Os casos de abortos inseguros, de acordo com a nota, poderiam ser evitados se as mulheres tivessem maior acesso a serviços como acolhimento a vítimas de violência sexual e anticoncepção de emergência.
Ainda segundo a organização, a presidenta não avançou no atendimento às vítimas de violência sexual. Os casos de abortos inseguros, de acordo com a nota, poderiam ser evitados se as mulheres tivessem maior acesso a serviços como acolhimento a vítimas de violência sexual e anticoncepção de emergência.
A Rede Feminista vai solicitar ao Ministério da Saúde um prazo maior para o debate da proposta, que tem orçamento previsto de R$ 9 milhões.
MEC e MDS lançam edital para projetos sociais de extensão universitária
O Ministério da Educação lançou edital de convocação às instituições de ensino superior federais e estaduais para apresentar propostas de programas e projetos de extensão universitária. A iniciativa ocorre em parceira com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e mais 11 órgãos do Governo Federal. As propostas ao edital, que tem validade até 31 de dezembro de 2012, devem ser apresentadas até 11 de abril de 2011.
Os projetos e programas têm 13 linhas temáticas e abordam os seguintes temas: educação; tecnologias para o desenvolvimento social; cultura e arte; pesca artesanal e aquicultura familiar; promoção da saúde; desenvolvimento urbano; desenvolvimento rural; redução das desigualdades sociais e combate à extrema pobreza; geração de trabalho e renda por meio de apoio e fortalecimento de empreendimentos econômicos solidários; preservação do patrimônio cultural brasileiro; direitos humanos; promoção da igualdade social e mulheres e relações de gênero.
As instituições de ensino superior federais e estaduais poderão concorrer ao financiamento de até R$ 50 mil por projeto e de até R$ 150 mil por programa. As propostas devem ser elaboradas por meio da plataforma eletrônica publicada no endereço sigproj.mec.gov.br. Os projetos e programas aprovados terão execução máxima de 12 meses.
Mais informações
Fone (61) 2022-8185
sigproj.mec.gov.br - proext@mec.gov.br - proext@mec.gov.br
Pré Conferência de Cultura Afro-Brasileira
Hojé dia 4 de abril, no Espaço Cultural Renato Russo, 508 Sul, ocorrerá a Pré Conferência de Cultura Afro-Brasileira. Nela serão eleitos delegadas e delegados e serão elaboradas propostas a serem encaminhadas para a Plenária Final. Pelas regras do evento, a cada dez pessoas presentes, serão escolhidas uma delegada ou um delegado.
Os organizadores ressaltam que as estatísticas demonstram que população negra do DF chega a quase 50% e está presente em todas as Regiões Administrativas. A cadeia produtiva da cultura no DF está cercada por artistas, intelectuais e gestoras/es negros, trabalhando, ou não, com o recorte racial.
Destacam também que no ano de 2010 aconteceram três grandes conferências, que foram importantes para essa área da política social, a Conapir, Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, a Conferência Nacional de Cultura Afro-brasileira e a Conferência Nacional de Comunicação. Esses eventos serviram para dar um forte impulso à temática e servirão de marco para os debates sobre a cultura afro-brasileira.
A Conferência de Cultura do Distrito Federal será realizada de 28 de abril a 1 de maio.
Mais informações:
http://www.conferenciaculturadf.blogspot.com
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