domingo, 31 de agosto de 2014

Comitê ligado à Unesco discute no Brasil novo livro sobre história da África

Cerca de 21 especialistas do Comitê Científico Internacional se reunirão entre 27 e 30 de agosto na Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, eles vão discutir o conteúdo do IX volume da Coleção História Geral da África.
O Comitê é ligado à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.
Referência
Segundo a agência, a coleção é considerada a principal referência sobre o continente. O novo volume está sendo patrocinado pelo Ministério da Educação do Brasil.
A palestra de abertura acontece esta quarta-feira às 10h, horário de Brasília, e será feira pelo historiador congolense Elikia M’Bokolo. Em seguida, a apresentação da nova obra será feita pelo embaixador do Benin, Olabiyi B. Joseph Yai. As duas conferências e a cerimônia de abertura serão abertas ao público e transmitidas pela internet.
Atualização
A Unesco afirma que o objetivo do novo volume é atualizar a coleção com a história recente, já que os oito volumes anteriores lançados pela agência cobrem os períodos da pré-história até a década de 1980.
Segundo a coordenadora do setor de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes, a obra “contribui para disseminar o reconhecimento da importância do continente africano para o mundo, além de estreitar os laços históricos existentes entre a África e os países da Diáspora, entre eles o Brasil”.
Fonte : Rádio ONU em Nova York.

Maioria no eleitorado, mulheres são menos de um terço entre candidatos

 Apesar de representarem mais da metade da população brasileira, as mulheres são menos de um terço dos candidatos nas eleições de outubro. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitorado feminino chega a 74,5 milhões (52,1%) contra 68,2 milhões de homens (47,8%) – 115 mil eleitores não declararam o sexo.
Do total de candidatos, 18 mil são homens (69%), contra 8,1 mil mulheres (31%). Mesmo tendo duas representantes entre os candidatos mais competitivos para presidente da República, as mulheres, numericamente, estão em minoria entre os postulantes, perdendo por 9 a 3.
O número total de candidatos a todos os cargos em disputa nestas eleições – 26,1 mil – chega a mais de um quarto da população de uma cidade média brasileira (100 mil habitantes). A disputa mais acirrada é a de uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal, em que mais de mil pessoas disputam os 24 postos, com uma média de 42,63 por vaga.
Instrução
Dos 26,1 mil candidatos, menos da metade – 45,25% – declarou como grau de instrução o superior completo. Cerca de 30% têm o ensino médio completo, enquanto 1% declarou que apenas sabe ler e escrever.
Na outra ponta, o número de eleitores com curso superior completo é de apenas 5,6% dos 142,5 milhões de pessoas aptas a votar nas eleições de outubro. A maioria – cerca de 30% – declarou ter apenas o ensino fundamental incompleto.
Os negros estão numericamente pouco representados entre os candidatos à presidência da República – apenas uma candidata, Marina Silva, informou ser da cor “preta”, conforme dados do TSE. Os outros 11 declararam-se brancos.
Os da cor branca predominam também na disputa para governador (67,63%), senador (67,93%), deputado federal (58%), deputado estadual (54%) e deputado distrital (50%). Considerando todos os cargos em disputa, os brancos são 55%; os pardos, 35%; os negros, 9,3%; os indígenas, 0,32%; e os que se declararam da cor amarela, 0,46%.
Estado civil
Dos 26,1 mil candidatos,  55,4% declararam ser casados, enquanto o percentual de solteiros é de 30,6%. Os divorciados são 10,4%, enquanto os separados e os viúvos são, respectivamente, 1,89% e 1,72%.
O maior eleitorado do Brasil – 43,4% – está na região Sudeste. O segundo maior colégio é o Nordeste, com 26,8%, e o terceiro é o Sul, com 14,79%. O Norte e o Centro-Oeste têm, respectivamente, 7,6% e 7,1%. Mais de 350 mil eleitores brasileiros votam no exterior.
Nestas eleições, a aplicação da Lei da Ficha Limpa, combinada com algumas inadequações na documentação das candidaturas, produziu a impugnação (isto é, contestação) de mais de 3 mil candidaturas.

Fontes: Ag.Senado/ Patricia Galvão 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Livro “Mulheres de Axé” da Bahia Ganha Tradução e será Lançado na Cidade de Nova Iorque

livroRegistro da trajetória de vida de religiosas de matrizes africanas da Bahia, o livro “Mulheres de Axé”, lançado em 2013, ganhou tradução para o inglês e será lançado na cidade de Nova Iorque, em evento que acontece nos próximos dia 27, 29 e 30. A iniciativa conta com apoio do Governo da Bahia, através das secretarias estaduais da Casa Civil, de Políticas para as Mulheres (SPM), de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Justiça e Direitos Humanos (SJCDH). 
Além do lançamento do livro e apresentação da obra pelo seu organizador, Marcos Rezende, durante os três dias de evento estão previstas diversas atividades, como discussões sobre o Candomblé e a representação de Orixás pelas “Mulheres de Axé”. Também será realizado o debate “Mulheres de Axé – Women of Spirit”, cuja proposta é debater o papel do movimento Mulheres de Axé no Brasil e o Women of Spirit, em Nova Iorque.
Para Marcos Rezende, organizador da obra, este é “um livro que traz, para além de fotografias, os históricos de vida de mulheres, fazendo o mundo ouvir o histórico de luta e redenção’ do povo negro, fortalecendo e reconhecendo a importância das mulheres negras na construção histórica e cultural do Brasil”. E acrescenta: “Essa tradução nos aproxima de uma outra diáspora, do povo negro norte americano, nos reconstrói identitariamente e auxilia na reconstrução dos nossos laços de fraternidade. Estreitar os diálogos fraternos e os laços de solidariedade é um exercício de reconhecimento mútuo e contínuo, uma estrada em direção à africanidade que o escravismo  tentou tomar de nós”.
Livro - A publicação conta a história de 150 yalorixás de Salvador, Região Metropolitana e Recôncavo Baiano.  É uma valorização pela história de luta, ações empreendedoras e de resistência das religiosas para manter viva a tradição do povo negro e das religiões de matrizes africanas. O material destaca o esforço destas lideranças para manutenção das suas comunidades frente às diversas perseguições e invisibilidade histórica das mulheres do segmento.

Condenado Procurador Federal por Racismo na Internet

O Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) obteve a condenação de um procurador federal pela prática de crime de racismo. O réu foi sentenciado a dois anos de prisão e ao pagamento de multa no valor de dez salários mínimos. A pena de prisão foi substituída por uma pena privativa de direitos e multa, também no valor de dez salários mínimos.
O crime aconteceu em 2007, quando o réu, que na época era candidato a concurso público, postou em um fórum de discussões na internet: "Apesar de ser anti-semita, endosso a opinião do MOSSAD; [...] Na verdade, não sou apenas anti-semita. Sou Skinhead. Odeio judeus, negros e, principalmente, nordestinos; [...] Não, não. Falo sério mesmo. Odeio a gentalha a qual me referi. O ARGÜI deve pertencer a um desses grupos que formam a escória da sociedade".
O inquérito foi instaurado por requisição do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação e, durante as investigações, foram realizadas quebras de dados de internet que permitiram a identificação do autor do texto. Em sua defesa, o réu declarou que a postagem era "apenas uma brincadeira", mas o Ministério Público argumentou que brincadeiras com conotação discriminatória tão grave são intoleráveis.
Na sentença, o juiz de direito substituto da 3ª Vara Criminal de Brasília afirmou: "Diferentemente do que o réu, procurador federal, sustentou, não é infame proclamar que ninguém tem o direito de propagar publicamente a 'opinião' de que odeia 'judeus, negros e nordestinos', e de que essa 'gentalha' compõe 'grupos que formam a escória da sociedade'. Propagar por meio de comunicação social esse tipo de 'opinião' configura, sim, o crime de racismo objeto do art. 20, § 2o, da Lei n. 7.716/1989".
Para o promotor de Justiça Coordenador do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação, Thiago Pierobom, essa decisão é muito importante por alertar para as consequências criminais de postagens em redes sociais. "Não é aceitável que se tolerem expressões graves de discriminação e depois se tente justificá-las como atos de brincadeira. Não se brinca de racismo. É necessário criar um cordão sanitário contra todas as formas de discriminação", afirmou.

Estudante de Alagoas Vence Prêmio Nacional Criando Gela Natural para Cabelos


Para Lysia Layane, a experiência na Milset foi exitosa não somente pelo prêmio, mas pela oportunidade de conhecer outras culturas e outros projetos de pesquisas. "Eu aprendi coisas novas; conheci ideias geniais de outros alunos. Foi na Milset onde me dediquei imensamente ao meu projeto, onde pude mostrar o meu desempenho. O esforço não foi apenas meu, mas também da minha professora. Na verdade eu ganhei muito mais que um prêmio, ganhei conhecimento", reforçou a pesquisadora.

Estudante do 9º ano da Escola estadual Izaura Antônia de Lisboa, da cidade de Arapiraca, Agreste alagoano, conquistou o 1º lugar na Exposição de Ciência e Tecnologia da MISELT Brasil, ocorrido na cidade de Fortaleza. Lisya Layne da Silva Santos inventou um gel natural a partir das sementes de linhaça para cabelos cacheados e crespos.
O projeto se destacou em uma das maiores exposições científicas do Brasil, que reuniu pesquisas de alunos do Ensino Fundamental, Médio e Superior, com projetos nacionais e internacionais. De acordo com a professora de química e orientadora do projeto, Nadja Souza, o gel é um produto 100% natural, que não prejudica os cabelos, pelo contrário, fortalece, porque não usa qualquer tipo de produto químico.
Para alcançar o resultado, a aluna precisou de muitos dias de dedicação ao projeto. Todas as quintas-feiras eram realizados os experimentos no laboratório da escola. "Lá, temos alguns equipamentos necessários; no início fomos avançando aos poucos, começamos com a linhaça, depois acrescentamos a amora, a folha da amoreira e outros elementos, até conseguirmos chegar aos resultados apresentados", disse Lisya.
De 2013 pra cá, o projeto sofreu algumas modificações como forma de melhorar o seu aproveitamento. "Quando nós fomos ao Pará o projeto tinha como objetivo produzir um gel ondulador e um alisante a partir das sementes da linhaça e do fruto do melão amarelo, mas preferimos focar apenas no gel ondulador por enquanto", disse a aluna.

Lisya Layne foi premiada com o credenciamento para a ExpoCiências Nacional em novembro, no México, com todas as despesas pagas. Em 2013, este mesmo projeto venceu a categoria de Ensino Fundamental da última edição Feira de Ciências do Estado de Alagoas (Feceal), realizada pela Secretaria Estadual da Educação e do Esporte (SEE).Para a orientadora do projeto, ganhar o 1º lugar na Milset foi uma surpresa em virtude da qualidade e quantidade dos projetos expostos. "Foi uma concorrência muito grande, inclusive de escolas particulares e alunos de outros países", disse Nadja. "Para um estudante, participar de uma feira com a Milset é muito importante, pois melhora seu desempenho em sala de aula e aumenta o seu interesse pela pesquisa", defendeu a professora.
Além de Lisya, foram premiados mais dois projetos de Alagoas na categoria destaque. O 3º lugar ficou com o trabalho "Produção de Pomada e Sabonetes à base de sambacaitá para prevenção, minimização ou cura de afecções cutâneas" dos estudantes Carlos André Lima Silva e Carlos Henrique da Silva, da Escola Estadual Nossa Senhora da Conceição, em Lagoa da Canoa. O projeto foi orientado pela professora Nadja de Souza. Este projeto ganhou credenciamento para Mostra Científica Escola Açaí, no Pará.

Já o 4º lugar foi para o trabalho "Pseudofruto do Anacardium Occidentale como Base para Ração de Aves", da Escola Nossa Senhora da Conceição, orientado pela professora Luciana Tener e executado pelos alunos Deivid Santos de Almeida, 17, e Israel Cândido dos Santos, 18 anos.
As estudantes do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) Samantha Mendonça, 19, e Taísa Tenório, 20, ficaram em segundo lugar na categoria engenharia.

Fontes: G1 / O Nordeste

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Campanha coleta assinaturas para lei que cria fundo de combate ao racismo

A campanha pela captação de assinaturas para um projeto de lei de inciativa popular que criará o Fundo Nacional de Combate ao Racismo (FNCR) foi lançada na noite desta quinta-feira (21) em Brasília. O fundo será uma forma de financiamento de ações de combate às desigualdades raciais. Os organizadores da campanha pretendem reunir mais de 1,4 milhão de assinaturas e a ideia é apresentá-las ao Congresso Nacional em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.
“O racismo ainda é um dos principais problemas da sociedade brasileira. A sociedade ainda é estruturada de maneira racista e classifica as pessoas, de certa forma, pelo seu fenótipo. Por isso, é necessário ações para combater o racismo”, defendeu Mário Theodoro, coordenador da campanha. 
Os criadores do projeto querem que o fundo tenha uma receita de R$ 3 bilhões até 2030. “O dinheiro é para ser usado no fomento de ações afirmativas, para o apoio de projetos de organização do movimento negro, para promover a igualdade racial”, explica Theodoro.
Os ativistas disseram que os recursos do FNCR deverão ser geridos pela Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e pela Fundação Cultural Palmares. “Nós temos uma legislação de combate ao racismo que não é ruim, mas existe uma dificuldade muito grande de implantar políticas públicas, porque os recursos são escassos”, disse o professor Nelson Inocêncio, que faz parte da campanha.
O valor que os ativistas querem que o fundo tenha como receita viria do Orçamento da União. “É a União que vai encontrar os meios de disponibilizar esses recursos”, disse Inocêncio.
A campanha para a captação de assinaturas começou em Brasília e deve se espalhar pelo país. “Esse projeto não é só para os negros, é para toda a população brasileira, para todos que querem uma sociedade igualitária. Falar em combater o racismo é falar em uma sociedade justa para todos”, defende Neide Rafaeli, professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal.
A possibilidade da sociedade apresentar um projeto de lei à Câmara dos Deputados está prevista na Constituição Federal. Para que a proposta seja votada é preciso reunir assinaturas de pelo menos 1% dos eleitores espalhados entre, no mínimo, cinco estados e com, pelo menos, 0,3% de assinaturas dos eleitores em cada um deles. A assinatura de cada eleitor deve estar acompanhada de nome completo, endereço e número do título de eleitor, com zona e seção de votação.


Projetos garantem direitos de presidiárias grávidas

Projetos em andamento na Câmara dos Deputados (PL 2608/07 e apensados) pretendem garantir tratamento adequado às presidiárias grávidas.
Uma dessas propostas (PL 2608/07), de autoria do deputado Pepe Vargas (PT-RS), determina a transferência de detentas grávidas para unidade hospitalar apropriada quatro semanas antes do parto e assegura cela especial para mãe e filho, até o bebê completar 6 meses.
Ao justificar a proposta, Vargas citou resoluções da ONU que procuram caminhos para o aprimoramento humano do preso e preservam o interesse coletivo de segurança diante do resguardo das garantias e dos direitos individuais.
Outra proposta (PL 2744/11), da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), proíbe o uso de algemas em mulheres grávidas. Esta prática não é rara no país e chegou a ser denunciada pela Pastoral Carcerária.
Em São Paulo, o uso de algemas em presas grávidas foi banido depois que a justiça condenou o governo estadual a pagar 50 mil reais de indenização a uma ex-detenta que, em 2011, foi amarrada antes, durante e após o parto.
Segundo o defensor público São Paulo, Bruno Shimizu, um dos autores da ação em que uma presa foi indenizada, explica que este tipo de tratamento desumano era muito comum no estado.
"Na maioria das vezes, elas ficavam algemadas às macas e com grilhões nos pés também. A justificativa para isto, segundo a Administração Penitenciária, era a de que alguns médicos se recusavam a fazer o procedimento em hospitais públicos sem as algemas ou por conta de determinação da própria chefia de segurança da unidade prisional, como se uma mulher em trabalho de parto significasse algum risco à sociedade ou à segurança pública."
O relator na Comissão de Constituição e Justiça, deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), apresentou parecer favorável à proibição do uso de algemas durante o parto. Cunha ressalta que o fato de uma pessoa estar cumprindo pena não lhe retira o direito à dignidade.
"Algemar uma mulher na hora do parto fere essa dignidade e os mais elementares princípios dos direitos humanos. É um momento de fragilidade e não há qualquer sentido em usar algemas nessa hora."
Depois de votados na CCJ, os projetos que garantem os direitos das presidiárias grávidas precisam ser apreciados em Plenário.
Fonte: EBC

Teste da linguinha será obrigatório a partir de dezembro

Hospitais têm até o fim do ano para começar a fazer o teste da linguinha em todos os bebês nascidos no país. O teste identifica problemas que podem resultar em dificuldades na fala, sucção, deglutição e mastigação. O exame pode verificar inclusive se há a necessidade de cirurgia para corrigir possíveis irregularidades no frênulo lingual, a estrutura que liga a parte inferior da língua à boca.A lei 13.002/14, sancionada em junho, obriga hospitais a fazerem o teste rotineiramente nos recém-nascidos. A medida nasceu de projeto do deputado Onofre Santo Agostini, do PSD de Santa Catarina, que fala da sua importância.
"Muitos não dão valor, mas hoje temos pessoas adultas que têm dificuldade para falar. O teste da linguinha é para verificar a chamada linguinha presa. O próprio médico ou fono vai verificar se a crianças tem a linguinha presa. A linguinha presa dificulta a amamentação, a dicção, várias dificuldades."
A criadora do exame, a fonoaudióloga Roberta Martinelli, diz que corrigir a língua presa já na maternidade pode evitar problemas sérios.
"É uma das maiores causas de desmame precoce inicialmente. E, futuramente, é uma das maiores causas de problemas de fala. É aquele bebê que cansa para mamar, é um bebê que mama de hora em hora porque ele tem fome, porque ele não consegue se saciar numa mamada só, apresenta estalinhos de língua para sugar o peito da mãe e o bico vai escapando da boca do bebê".
A Sociedade Brasileira de Pediatria, por outro lado, argumenta que a língua já é avaliada rotineiramente no primeiro exame físico do bebê e não será necessariamente uma alteração no frênulo lingual que vai gerar consequência imediata para o recém-nascido. A entidade chegou a divulgar um parecer contrário à obrigatoriedade do exame, no início do ano.

Rádio Câmara 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Entre as 500 Maiores Empresas do Mundo Apenas 24 são Presididas por Mulheres

Entre as 500 maiores empresas do mundo, listadas pela Fortune este ano, 24 são presididas por mulheres. Esse é o maior índice da história. Há 16 anos, segundo dados da revista, apenas uma delas não era comandada por homens.  Se o recorte for ampliado para as mil maiores companhias, o índice de mulheres no cargo máximo mais do que dobra: são 51. Apesar de representar apenas 5% do total, as empresas dirigidas por elas geram 7% da receita total das organizações, somadas. 
Com uma receita de 155 bilhões de dólares no ano passado, a Ford, liderada por Mary Barra, ocupa sozinha a 7ª posição entre as gigantes. Os setores que mais têm profissionais do sexo feminino no topo da hierarquia são varejo (9 empresas), alimentos (7) e gás e eletricidade (5).
Resultados
De acordo com dados da Fortune, as companhias dirigidas por mulheres apresentam, inclusive, performance muito superior às que compõem o índice S&P 500, um dos mais importantes das bolsas norte-americanas.  A média de retorno gerado por essas empresas foi de 103,4 % durante o tempo em que as mulheres estiveram no comando. O S&P 500 apresentou uma taxa de retorno média de 69,5% para o mesmo período.  Apesar dos bons resultados, ainda é pequena a porcentagens de mulheres que são presidentes e, ao mesmo tempo, presidentes do conselho de administração das organizações. A fatia é de 31%.
Como elas chegaram lá 
A maioria (82%) das presidentes chegaram ao posto por meio de recrutamento interno e apenas 39% possuem MBA. Grande parte delas (9) são graduadas em engenharia, 7 são economistas, 5 são contadoras, 5 administradoras e 4 psicológas. 
Perfil 
O levantamento mostrou também que, além das responsabilidades e dos estudos, as presidentes das maiores empresas têm aspectos pessoais em comum. Quase todas elas (93%) são casadas e 84% são mães.

Brasileira é eleita a mais criativa do mundo da publicidade

Joanna Monteiro é vice-presidente de criação da FCB Brasil (Foto: Divulgação)
Joanna Monteiro é vice-presidente de criação
da FCB Brasil (Foto: Divulgação)

Joanna Monteiro, da FCB Brasil, figura no topo da lista da Business Insider. Ranking lista 36 mulheres que atuam no negócio da propaganda


A vice-presidente de criação da FCB Brasil, Joanna Monteiro, foi eleita pela publicação americana Business Insider como a mulher mais criativa do mundo da publicidade. A brasileira foi colocada no topo do ranking que reúne 36 mulheres que atuam no negócio da propaganda. Joanna esteve à frente da equipe que no último festival de publicidade de Cannes conquistou o prêmio máximo da categoria Mobile pela campanha "Anúncio protetor”, feita para a Nivea, na qual foram encartados em revistas pulseiras para rastrear crianças na praia. A lista das mais criativas (clique aqui para ler a reportagem na íntegra, em inglês) foi feita a partir de indicações de profissionais de agências e do mercado publicitário e também dos editores da Businnes Insider. "As mulheres estão em menor número nos departamentos de criação de agências de publicidade. Porém, estão muitas vezes por trás de algumas das ideias mais criativas", destacou a publicação. "A Business Insider reconheceu as mulheres mais talentosas da publicidade. Para isso, levou em conta critérios como conhecimento no mercado, tempo de agência, importância dos clientes e, claro, trabalhos extremamente criativos e capazes de captar a atenção mundial. E, cá entre nós, nossa querida Joanna arrebentou", comemorou Aurélio Lopes, presidente FCB Brasil.