sexta-feira, 24 de abril de 2015

Conselho África, do Instituto Lula é Lançado

5207-mediumO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva empossou nesta quinta-feira (23) os membros do “Conselho África” do Instituto Lula em São Paulo. Lula falou sobre a escalada da relação entre Brasil e África durante seu governo e o governo da presidenta Dilma e enfatizou: “O mundo precisa acabar com o preconceito contra a África”.
Lula afirmou que a constituição do Conselho é muito importante para impulsionar o trabalho do Instituto em promover mais diálogo entre o Brasil e o continente africano. O ex-presidente disse que o importante não é dizer o que cada povo africano tem que fazer, mas sim investir no continente. “O mundo precisa entender que a África é um continente altamente promissor”, afirmou.
“Agora não tem mais só o Lula, o Celso, e a Clara Ant, agora tem um Conselho do Instituto Lula para nos ajudar com as políticas com relação à África”, disse o ex-presidente ao empossar o conselho.
O ex-presidente disse que “o mundo estaria melhor hoje, se em 2009, nós tivéssemos decidido transformar os pobres em consumidores e desenvolvido a África” e que o Brasil tem um compromisso “gigantesco” com o continente africano, “não só econômico”, afirmou.
O diretor do Instituto Lula e coordenador do “Conselho África”, Celso Marcondes, agradeceu os conselheiros empossados e afirmou: “É um conselho bastante eclético e muito importante para manter permanente as discussões sobre a África, entre os nossos colaboradores”.
Veja aqui os participantes do “Conselho África” do Instituto Lula:
  • Alberto Costa e Silva (Historiador, Academia Brasileira de Letras)
  • Alexandra Loras (Jornalista, Consulesa da França em São Paulo)
  • Ana Fonseca (Pesquisadora, Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da Unicamp)
  • Beluce Bellucci (Professor do Centro de Estudos Áfro-Asiáticos, Univ. Cândido Mendes)
  • Bianca Suyama (Pesquisadora do Centro de Estudos e de Articulação da Cooperação Sul-Sul
  • Celso Amorim (Embaixador, Ex-Ministro da Defesa e Ex-ministro das Relações Exteriores/Conselheiro do Instituto Lula)
  • Clara Ant (Diretora do Instituto Lula)
  • Daniel Calazans (Diretor Executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC)
  • Daniel Balaban (Diretor e Representante no Brasil DO Centro de Excelência contra a Fome do PMA)
  • Fátima Mello (Diretora, FASE e REBRIP/GR-RI)
  • Fernando Mourão (Professor, USP e Universidade Independente de Angola)
  • Flávia Antunes (Sócia Senior, Fundação Bill & Melinda Gates)
  • Flávio Carrança (Jornalista, Sindicato dos Jornalistas de São Paulo)
  • Franklin Martins (Jornalista, Ex-ministro da Secretaria de Comunicação/Conselheiro do IL)
  • Kabengele Munanga (Professor de antropologia, FFLCH – USP)
  • Gilberto Schneider (Diretor, Movimento dos Pequenos Agricultores – MAP)
  • Gilberto Leal (Diretor, Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN)
  • Helena Tavares (Mestranda, Universidade de Colúmbia)
  • Iole Ilíada (Secretária de Relações Internacionais, Fundação Perseu Abramo)
  • Ivone Maria da Silva (Secretária Geral, Sindicato dos Bancários de São Paulo)
  • João Bosco Monte (Presidente, Instituto Brasil África
  • João Cesar Belisario (Jornalista, Revista África 21)
  • João Jorge Rodrigues (Presidente, Grupo Cultural Olodum)
  • Jorge L. Chediek (Embaixador Diretor, PNUD)
  • José Vicente (Reitor, Univ. Zumbi dos Palmares)
  • Ladislau Dowbor (Professor titular em Economia e Administração, PUC – SP Pós Graduação)
  • Rômulo Paes (Diretor, Rio+Centro para o Desenvolvimento Sustentável)
  • Luiz Felipe de Alencastro (Professor titular, FGV)
  • Márcia Lopes (Consultora, ex-Ministra MDS/FAO)
  • Marcos Lopes (Consultor em Cooperação Humanitária, FAO)
  • Matilde Ribeiro (Professora Doutora, Unilab)
  • Maya Takagi (Secretária de Relações e Internacionais, EMBRAPA)
  • Gary Stahe (Representante da Unicef no Brasil)
  • Miguel Jorge (Jornalista, Ex-ministro de Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior)
  • Mônica Valente (Secretária de Relações Internacionais, PT)
  • Natalia da Luz (Assistente de Comunicação Pública/Jornalista, ONU/Site Por dentro da África)
  • Paulo Esteves (Professor/Supervisor Geral, PUC-RJ/BRICS Policy Center)
  • Salem Nasser (Professor e Coordenador do Centro de Direito Global da Direito GV)
  • Samuel Pinheiro (Embaixador/Professor, Ex-secretário geral do Itamaraty/Instituto Rio Branco)
  • Suhayla Khalil (Doutora em Relações Internacionais)
  • Tamires Gomes Sampaio (Presidenta do Centro Acadêmico, JCONEN/JPT/Universidade Presbiteriana Mackenzie)

Dia das Meninas nas TICs - Tecnologias da Informação e Comunicação

União Internacional das Telecomunicações defende fim da desigualdade de gênero no setor das Tecnologias da Informação e Comunicação, TICs; Dia das Meninas nas TICs foi celebrado nesta  quinta-feira (23). A data busca encorajar a participação de mais mulheres nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática.
O secretário-geral da UIT, Houlin Zhao, declarou que uma carreira no setor das TICs permite que meninas usem sua criatividade, trabalhem em ambientes internacionais e participem da formação do futuro.

Ciência da Computação

O chefe da UIT afirma que 95% de todos os trabalhos tem algum elemento digital e ter habilidades na área já não é uma vantagem, é simplesmente essencial.
A UIT pede aos governos que incluam técnicas de computação no currículo escolar, porque "garotas que aprendem códigos, desenvolvimento de aplicativos e ciência da computação terão a sua disposição meios poderosos de alcançar a prosperidade econômica".

Estudantes da Área

Segundo a UIT, o número de mulheres estudantes do setor está em queda no mundo todo, o que contribuiu para uma menor participação feminina em empregos na área. A agência prevê um déficit de 2 milhões de postos de trabalho nas TICs, que não serão preenchidos pela falta de profissionais qualificados.
Nos 34 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, incluindo Estados Unidos, Canadá, França e Alemanha, as mulheres representam menos de 20% dos estudantes do setor das TICs.
Na década de 1980, quando a ciência da computação surgiu nos currículos universitários, elas representavam quase 40%.
Aplicativos
A UIT destaca também que apenas 3% das estudantes de mestrado focam nas Tecnologias da Informação e Comunicação, contra 10% dos estudantes homens.  A desigualdade de gênero reflete também no total de profissionais mulheres da área, que nos países da Ocde chega a 20%.
Na Europa, as mulheres representam apenas 9% dos criadores de aplicativos para smartphones ou tablets. Também no continente, 19% dos postos de gerente nas TICs são ocupados por mulheres, mesma taxa das empresárias do setor.  Os dados são da Comissão Europeia.
A agência destaca que o dia está sendo comemorado em centenas de países, inclusive na sede da UIT na Suíça. Algumas empresas que participam dos eventos são: Cisco, Lego, Microsoft e Novartis.
Segundo a UIT, o Dia das Meninas nas TICs já virou um "movimento global", com 3,5 mil eventos organizados em mais de 140 países, com a participação de 111 mil garotas, desde a criação da data há cinco anos.

Fonte/texto : EBC

Lançamento da revista Elas por Elas 2015





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A revista Elas por Elas, publicação anual de gênero do Sinpro Minas, chega em sua 8ª edição, que será lançada no dia 24 de abril, às 20 horas, no auditório do Sindicato, durante a cerimônia de entrega da Comenda Clara Zetkin. A condecoração, criada pelo Sindicato dos Professores em 2012, homenageia mulheres que contribuem para dar visibilidade, mobilizar e fortalecer a luta pelos direitos, participação política e emancipação das mulheres.

 Lançamento da 8ª edição da revista Elas por Elas e entrega da Comenda Clara Zetkin

 Dia 24 de abril – sexta – 20 horas
Sinpro Minas (Rua Jaime Gomes, 198 – Floresta – BH)

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O Feminismo Tem Pele Negra


Por Giulia Ebohon e Ana Julia Gennari

Mulher Negra. Cada uma dessas palavras cria uma realidade para aqueles a quem se referem. Essa realidade não é estática, se materializa em união com todo o contexto social e histórico em que estamos inseridos. Define, sobretudo, o modo como as relações irão se estabelecer neste ambiente.
  Ser mulher implica em uma série de imposições determinadas por uma sociedade com raízes patriarcais, que relegam, portanto, a nós, um papel secundário ao do homem. Essa realidade revela uma disparidade entre pessoas identificadas pelo gênero masculino e feminino, na qual o primeiro se sobrepõe ao segundo.
Ser negra também cria toda uma realidade, que infelizmente é determinada por uma sociedade onde a discriminação racial é institucional e o racismo - embora maquiado pela ideia de democracia - se instaura feroz nas periferias e em ambientes onde a escassez de negros é gritante.
Diante dessa desigualdade de oportunidade e do cerceamento da liberdade de ser, erguem-se resistências, movimentos de contrapartida, que desafiam os pilares que sustentam essas condições. O feminismo surge em oposição às heranças do patriarcalismo, é um movimento político e social que visa garantir a igualdade de direitos entre homens e mulheres, ou seja, garantir que a participação de ambos na esfera social e pública seja equivalente.
No entanto seria um erro enxergar homogeneidade em um movimento protagonizado por mulheres, uma vez que fatores como classe social e raça se interseccionam à questão de gênero, criando demandas diferentes para casa uma delas.
Sueli Carneiro, escritora e diretora do Geledés - Instituto da Mulher Negra, enfatiza em seu artigo: Enegrecer o Feminismo: A situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero, que as demandas das mulheres negras são distintas das mulheres brancas também em função da experiência histórica que cada uma viveu. Enquanto as primeiras trabalhavam no casarão ou nas fazendas, as segundas ocupavam as ruas exigindo participação no mercado de trabalho.
Hoje dados ainda revelam as discrepâncias entre mulheres brancas e negras em todas as esferas sociopolíticas do Brasil. Uma pesquisa realizada em 2003 pelo Ministério da Saúde revelou indicadores de saúde diferenciados da população brasileira segundo o critério raça/cor. Seu resultado demonstrou que 62% das mulheres brancas ouvidas realizaram sete ou mais consultas de pré-natal, enquanto apenas 37% das mulheres negras passaram pelo mesmo número de consultas. Não por coincidência, a morte materna - causada principalmente pela hipertensão arterial durante a gravidez - é mais frequente entre mulheres negras.
Para além disso, o risco de uma criança negra morrer antes de completar 5 anos por causas infecciosas e parasitárias é 60% maior do que o risco de uma criança branca falecer pela mesma razão, enquanto o risco de morte por desnutrição é 90% maior entre crianças negras do que entre as brancas.
O direito universal à saúde é previsto na Constituição Federal brasileira, porém fica clara a ineficácia de tal universalidade do texto de lei, quando nos são apresentados dados como os do Relatório anual das desigualdades raciais no Brasil; 2009-2010 - que demonstram que os negros representam cerca de 60% daqueles que, por motivos diversos, não conseguem atendimento no SUS, sendo os maiores percentuais os relativos às mulheres negras.
A situação não é melhor quando falamos sobre feminicídio; uma pesquisa do IPEA mostrou que a taxa de feminicídios no Brasil foi de 5,82 óbitos por 100.000 mulheres, no período 2009-2011. Estima-se que ocorreram, em média, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia. Dentre esses dados, 61% dos óbitos foram de mulheres negras, que foram as principais vítimas em todas as regiões, com exceção da Sul. Há também uma elevada proporção de óbitos de mulheres negras nas regiões Nordeste (87%), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%).
As estatísticas e índices retratados acima expõem a cor e a classe de uma parcela da população que possui seus direitos sistematicamente cerceados frente a uma discriminação que conta com o respaldo do Estado brasileiro. Essa moldura distorcida, repleta de dificuldades e complicações, de negações e violências, enquadra a vida de inúmeras mulheres negras, e justamente por isso, essas condições devem servir como combustível para um movimento que busca a libertação da mulher.
Se o fim da opressão de raça não for contemplado no feminismo, este não levará a libertação da Mulher Negra, perdendo, assim, sua principal motivação. Por outro lado, enxergar a opressão de gênero e a raça como fatores distintos, que se misturam, pode levar a uma resistência consistente com real potencial para transformação.

 * A Frente Feminista Casperiana Lisandra, coletivo feminista da Faculdade Cásper Líbero, foi criada em 2013, após os debates iniciados na I Semana de Mulher e Mídia. Desde sua criação, é organizada independente e inteiramente por alunas da Faculdade.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Jornal da Carolina do Sul Ganha Pulitzer por Serviço Público sobre Violência contra a Mulher

O jornal The Post and Courier, de Charleston, na Carolina do Sul (EUA), venceu o prestigioso Prêmio Pulitzer na categoria serviço público pela série de reportagens sobre violência doméstica contra mulheres, intitulada "Till Death Do Us Part" (Até Que a Morte Nos Separe).

A série de reportagens traça um panorama das mortes de cerca de 300 mulheres na última década, provocadas pela violência doméstica, e a resposta do sistema judiciário local, que prevê condenações de somente 30 dias de prisão em alguns casos de agressão de mulheres, enquanto a crueldade contra cães pode acarretar em até 5 anos. Segundo a revista Veja, os juízes do prêmio se referiram ao trabalho como "uma fascinante série que provou porque a Carolina do Sul está entre os Estados mais mortais da União para as mulheres". Você pode ler e assistir as reportagens clicando aqui.
Desde que a série foi publicada, os legisladores da Carolina do Sul têm proposto penalidades mais duras para crimes de violência doméstica. O governador Nikki Haley criou uma força-tarefa para investigar o problema. "Ficamos tão apaixonados por este projeto, e nos sentimos tão apaixonados pela diferença que ele pode trazer para a Carolina do Sul", disse P.J. Browning, editor do jornal.

O jornal 'The New York Times' venceu nas categorias reportagem internacional e fotográfica pela cobertura da epidemia de Ebola na África Ocidental, e o St. Louis Post-Dispatch recebeu o Pulitzer de fotografia pelos confrontos de Ferguson, em Missouri.
Os prêmios Pulitzer, concedidos anualmente pela Universidade de Columbia, foram anunciados nesta segunda-feira. As premiações destacam o trabalho na área jornalística, literatura, drama, entre outras categorias nos Estados Unidos.
Outros homenageados incluem a equipe do jornal The Seattle Times pela cobertura de um desabamento fatal, o jornal 'The Wall Street Journal' por "Medicare Unmasked" (Medicare Desmascarado), e a repórter do 'Washington Post' Carol Leonnig pela cobertura de falhas de segurança no Serviço Secreto.

O prêmio na categoria ficção ficou com "All the Light We Cannot See" (Toda Luz Que Não Podemos Ver), de Anthony Doerr, publicado no Scribner.

Estas Mulheres Estão Tomando Conta do Mundo dos Games

Quantas garotas já não escutaram aquela velha ladainha machista de que mulheres não sabem jogar videogame? Com certeza, muitas. Mesmo hoje, elas ainda leem muita abobrinha em fóruns de gamers pelo mundo afora. Mas do mesmo jeito que o público cativo dos jogos eletrônicos vem envelhecendo, e, por consequência tornando-se um consumidor mais abonado, as meninas estão mostrando a que vieram. Os marmanjos que se cuidem!
Segundo a pesquisa Game Brasil 2015, da consultoria Sioux, o público feminino já representa quase metade dos gamers brasileiros. Apresentado na última Campus Party, o relatório mostra que 47,1% dos jogadores no Brasil são mulheres. Os homens somam 52,9%. Só para se ter uma ideia do aumento galopante dessa tendência, o mesmo estudo apontou, em 2013, que as meninas representavam 41% desse mercado consumidor, contra 59% dos meninos.
E elas não participam desse mundo apenas como jogadoras (ocasionais ou profissionais), mas também como desenvolvedoras de games e formadoras de opinião em fansites de seus jogos preferidos. Muitos deles, aliás, apoiados por grandes produtoras, como a Blizzard, por exemplo.
Por conta disso, ouvimos mulheres que provam que essa história de que videogame é coisa de homem já era. Elas mostram que os preconceitos são apenas isso e que garotas podem ser tão fãs de games quanto qualquer marmanjo por aí. Aliás, elas são agentes ativos nessa virada de jogo.

Thais Weiller, 28 anos, nasceu em Maringá (PR) e hoje vive em Manaus (AM). É produtora e game designer nos estúdios Black River Studio e JoyMasher.
Quando e como foi seu primeiro contato com games?
Meu primeiro contato foi com um Atari 2600, jogando Pitfall! e River Raid aos 2 ou 3 anos de idade. Lembro vagamente desse período, o que me lembro mesmo é de aos 6 ou 7 anos jogar Lion King, Aladdin e Mogly no 486 de casa e jogar Wolfstein e Doom com meu pai nessa mesma época.

Quais são seus jogos preferidos? Por quê?
Sempre acho difícil responder essa pergunta, todos os jogos tem seus méritos e seus defeitos. Mas se estamos falando de um tão bom que meu objetivo de vida é fazer um jogo que seja comparável a, nem que parcialmente, esse jogo é Super Metroid.

Quando e por que você decidiu trabalhar com games?
De tudo que já fiz na vida, trabalhar com jogos é o que parece mais certo para mim. Me sinto feliz com o trabalho e adoro as pessoas com quem trabalho.

Você acha que essa área é machista?
O mundo é machista. É difícil para eu dizer, depois de cinco anos trabalhando só com isso. O desenvolvimento de jogos é uma área onde há machismo sim, mas também é uma área que luta contra isso ativamente.

Quais você considera as principais barreiras para que as mulheres possam se igualar em número com os homens nesse mercado?
A principal barreira está se rompendo nesse exato momento. Nos últimos 20 anos, a indústria de jogos se focou muito em um público masculino. Na última década a audiência era majoritariamente masculina. Os desenvolvedores começam como jogadores, e se a maioria dos jogadores é homem, é natural que acabe se formando mais desenvolvedores homens. Acontece que nos últimos anos, mais jogos focados em um público misto ou até focando majoritariamente em mulheres começaram a aparecer. Hoje, a ESA (Entertainment Software Association) estima que 50% dos jogadores no mundo são mulheres. Se esse número continuar estável, nos próximos anos vamos ter mais mulheres no desenvolvimento, quiçá chegar até a um meio a meio!

Valeria Bertozi Lucchesi, 37 anos, nasceu em Recife (PE) e hoje vive em São Francisco (EUA). É gerente de desenvolvimento na Electronic Arts.
Quando e como foi seu primeiro contato com games?
A primeiríssima memória que tenho é jogando Pong numa TV preto e branco. Quando eu tinha mais ou menos 10 anos, minha irmã e eu ganhamos um Odyssey de Natal. Joguei muito Come-Come (Pacman) e Abelhas Assassinas naquele console.

Quais são seus jogos preferidos? Por quê?
Quando criança, Tetris, Hero, Enduro e River Raid eram meus favoritos. Tenho um perfil mais "single player" então hoje em dia tenho preferência por jogos de Action/Adventure. As séries Uncharted e Mass Effect estão no topo da minha lista. Quando se trata de jogos de celular e tablet, sou mais eclética. Gosto de jogos de match-three, trivia, endless runners e city building/combat. Enredo, senso de humor na narrativa, qualidade audiovisual e jogabilidade bem afinada são elementos que me fazem gostar ou não de um jogo.

O que te atrai mais nos games?
Do ponto de vista de consumidora, quem não gosta de jogos, né? São tantas as opções, estilos e gêneros que sempre vai haver um jogo que até os mais "non gamers" vão gostar. Do ponto de vista profissional, eu tenho grande admiração pelo processo de desenvolvimento de jogos. Fazer jogos requer muita dedicação e um leque variado de talentos e especializações, onde arte e tecnologia se encontram pra compor uma experiência interativa e única. É um processo caro, complexo e exaustivo, mas que também pode ser extremamente gratificante.

Quando e por que você decidiu trabalhar com games?
Olha, minha história não é das mais tradicionais, em que eu diria que cresci jogando videogames, fiz faculdade de Game Design, comecei como testadora de jogos e hoje estou em outra função. Na verdade, eu comecei nessa indústria quase que por acaso. Minha formação original é em Publicidade e Propaganda, área na qual exerci a função de direção de arte por quase uma década. Em 2007 eu estava passando por um momento de transição profissional e um grande amigo meu que na época era produtor de um projeto de jogo educativo, estava precisando de ajuda para gerenciar o projeto. Eu me interessei pela oportunidade e então pedi um estágio em produção de jogos. Voilà! Trabalhar naquele projeto foi a melhor introdução à área que eu poderia ter tido. De lá pra cá, trabalhei em estúdios no Brasil e nos EUA e não tenho nenhuma intenção de deixar a indústria de jogos.

Se uma garota hoje pensa em trabalhar com games, que conselhos você daria a ela?
Estude. Especialize-se. Vire expert na função de escolha. Nem todo mundo que faz parte da indústria trabalha diretamente desenvolvendo jogos. A indústria precisa de programadores, artistas, músicos, game designers, áudio designers, produtores, gerentes de comunidade, gerentes de projeto, gerentes de produto, gerentes de marketing, advogados, administradores de empresa, analistas de dados, analistas de social media, publicitários e muitas outras funções. Tem muita oportunidade esperando o profissional certo! Mas independente do que escolher, seja notoriamente competente no que faz. E claro, jogue. Jogue muitos jogos e entenda a dinâmica do mercado consumidor. Por último, eu diria que conhecer um pouco de Anime e Manga [animações e quadrinhos japoneses] também ajuda na hora de fazer amizades no ambiente de trabalho.

Camilla Avellar, 29 anos, nasceu em Recife (PE) e hoje vive em Helsinque (Finlândia). É game designer na Supercell.
Quais são seus jogos preferidos? Por quê?
Meus jogos preferidos são ICO e Harvest Moon Back to Nature. O primeiro porque eu gosto muito da narrativa do jogo e de como os sentimentos dos dois personagens são desenvolvidos. É uma história muito envolvente. O segundo porque é um RPG de fazenda e hoje eu trabalho em um jogo no mesmo estilo, o Hay Day. A experiência com Harvest Moon me ajudou bastante.

Quando e por que você decidiu trabalhar com games?
Comecei um pouco por acaso. Cursava faculdade de design aos 19 anos quando uma amiga começou a trabalhar na Jynx playware, em Recife, e me falou que eles tinham uma vaga que poderia me interessar. Acabei entrando nesse mundo e não saí mais.

Você acha essa área machista?
Nunca senti esse machismo como profissional, mas desde criança a gente escuta que menina não é boa em matemática, física, ciências em geral. Por isso, se você vai para essa área, já começa com um pouco de desconfiança.

O que você acha das personagens femininas nos jogos atualmente?
Acho que o espaço das personagens femininas nos jogos está aumentando. Aquele tipo de heroína feita para agradar os homens, ou a mocinha indefesa que é apenas o interesse romântico do personagem principal estão com os dias contados. E essa mudança vem de baixo. Das muitas meninas que estão começando a desenvolver jogos e que logo estarão arrasando no mercado de trabalho.

Fonte: Brasilpost

terça-feira, 21 de abril de 2015

Obras da única mulher na equipe de Niemeyer em Brasília marcam capital

Marianne Peretti foi a única mulher a integrar a equipe de Oscar Niemeyer que atuou em Brasília (Foto: Breno Laprovitera/Divulgação)Marianne Peretti fez vitrais da Catedral e painéis de prédios do governo. Para a artista, de 87 anos, Brasília tem de manter 'espírito de grandeza'.

 Quem visita a Catedral de Brasília costuma ficar encantado com os vitrais modernistas, coloridos e harmônicos. Em prédios públicos, como o Congresso, Palácio do Jaburu, Memorial JK e Teatro Nacional, esculturas e painéis majestosos estão espalhados pelos salões. Essas obras foram desenhadas e produzidas pela única mulher na equipe de Oscar Niemeyer, a franco-brasileira Marianne Peretti, de 87 anos.  Ela é a responsável pelos vitrais da Catedral, da Câmara dos Deputados, do Panteão da Pátria, do Superior Tribunal de Justiça, do Palácio do Jaburu e do Memorial JK. Marianne também fez o mural do Museu do Carnaval, no Rio de Janeiro, e esculturas e vitrais em Recife, Belém do Pará e Paris. Nascida em Paris de mãe francesa e pai pernambucano, Marianne se mudou para São Paulo já adulta, em 1953, após se casar com um inglês que trabalhava na capital paulista e que conheceu em uma das inúmeras viagens de navio que fazia do Rio para a Europa, e vice-versa, para visitar a família.

Vitral da capela do Palácio do Jaburu, do vice-presidente da República, em Brasília (Foto: Marianne Peretti/ Arquivo Pessoal/Breno Laprovítera)
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Um ano antes, em 1952, ela realizou a primeira exposição na Place Vendôme, na capital francesa, onde morava na época, e contou com a presença do pintor surrealista espanhol Salvador Dalí na abertura. "Tive o prazer de ter ele lá. Era amigo dos donos da galeria e me falou: 'Você não é uma burguesa'. Fiquei extasiada de felicidade."
O gosto pela arte está presente na vida de Marianne desde criança, mas o trabalho com vitrais e obras em escalas monumentais se deu por acaso. "Eu pintava. Teve uma hora que deixei a arte de lado, mas não vi que não dava. Eu tinha uma filha quando me separei. Para nos sustentar, fazia vitrines de joias da H. Stern de São Paulo. Tinha que montar tudo direitinho, harmonizar as peças e criar. Logo comecei a fazer as vitrines para toda a rede. Trabalhei durante oito anos com isso. Mudei de emprego depois, criava estandes para exposições. Foi aí que comecei a ter contato com coisas grandes. Eu amei."
Eu simplesmente bati na porta dele [Niemeyer] e disse que gostaria de trabalhar com ele. Depois de três meses, voltei ao Rio e o encontrei de novo. Ele deve ter gostado muito de mim, porque já me deu um monte de trabalho, todos de Brasília"
Marianne Peretti, artista plástica
Conhecendo Niemeyer
Para conhecer e conversar com Niemeyer, Marianne diz ter sido "cara de pau". Ela ficou impressioanda com os traços do arquiteto ao ler uma reportagem em 1971 sobre um prédio projetado por ele em Milão, na Itália.
"Achei o desenho dele maravilhoso. Gostei tanto que pensei: 'Tenho que ver esse prédio imediatamente'. Peguei um avião no dia seguinte e fui para Milão."
No retorno a Recife, no mesmo ano, ela teve de fazer uma escala no Rio e então aproveitou a oportunidade para se apresentar a Niemeyer. "Aviões grandes não pousavam em Recife. Tinha que pegar um menor no Rio. Eu simplesmente bati na porta dele e disse que gostaria de trabalhar com ele. Depois de três meses, voltei ao Rio e o encontrei de novo. Ele deve ter gostado muito de mim, porque já me deu um monte de trabalho, todos de Brasília."
Interior da Catedral de Brasília (à esq.) e Marianne planejando vitrais do local (Foto: Marianne Peretti/ Arquivo Pessoal/Breno Laprovítera e Jarbas Jr)Desenvolvimento das obras
As obras de Brasília foram "pensadas" no Rio de Janeiro, onde Marianne morava. A artista viajava para a nova capital quinzenalmente para desenvolver e acompanhar os trabalhos. Quando pisou em Brasília, a capital já havia sido inaugurada, mas continuava em construção.
"Foi extenuante. A Catedral é minha obra favorita, mas foi a que mais me cansou. Era tudo muito grande e deu muito trabalho, cansaço e responsabilidade. Eu não morava nem nunca morei em Brasília, passava pequenas temporadas apenas. Em relação à cidade, me lembro da sensação de grandeza e gostei muito. Só que faltava alguma coisa e eu acho que dei isso. Tinha muito barro vermelho também."
Os vitrais da Catedral refletem uma característica da obra da artista plástica: a combinação entre grandeza, leveza e transparência das peças. "Eu não penso como fazer, eu simplesmente faço. Não tem preparação. Quem manda é o lugar e o tamanho. Para quem, onde... Tem gente que não gostava dos meus vitrais. Tem gente que falou que ia embora de Brasília. Eu disse então: 'Pode fazer suas malas'. Estava nem aí. Recebo até hoje carta elogiando a Catedral."
Da esquerda para a direita: Marianne Peretti, Athos Bulcão, Alfredo Ceschiatti, Oscar Niemeyer, José Sarney e Burle Max (Foto: Marianne Peretti - A ousadia da invenção/Arquivo Pessoal) 

Apesar de ter sido a única mulher a trabalhar em Brasília com Niemeyer, Marianne diz nunca ter sofrido preconceito por parte dos colegas. "Eram normais, não eram desagradáveis."



Nas palavras de Niemeyer

Oscar Niemeyer deu liberdade para Marianne trabalhar e falava que se emocionava ao ver a artista debruçada sobre as folhas de papel vegetal, elaborando as obras. Para ele, os feitos são comparáveis aos da Renascença e reconheceu isso em uma carta escrita à mão.
 "Marianne Peretti é uma artista de excepcional talento. Os vitrais maravilhosos que criou para a Catedral de Brasília são comparáveis, pelo seu valor e esforço físico, às monumentais obras da Renascença. Sua preocupação invariável é inventar coisas novas, influir com seu trabalho no campo das artes plásticas."

Filosofia
Entre idas e vindas pelo Brasil, a artista não acredita que mudanças de endereço tenham influenciado a maneira dela de se expressar. "Eu sou sempre a mesma pessoa. Isso não importa. Pode ser que tenha alguma coisa, mas você tem sempre as mesmas ideias."
Além dos vitrais e painéis, outros "xodós" de Marianne são as esculturas, os nanquins e os desenhos para livros que criou. Em 1959, ela participou da 5ª Bienal de São Paulo e ganhou um prêmio no evento com a capa do livro "As palavras", de Jean-Paul Sartre.
"Não tenho uma preferência. Adoro eles, porque, em geral, são grandes. Só quero que me deêm espaço para trabalhar. Hoje tenho uma equipe que me ajuda e um jardim grande em casa. Gosto muito disso tudo."
 Para Marianne, a capital se destaca de todas as outras cidades pela "escala monumental das obras". "É a marca da cidade. Me sinto bem e espero que as outras pessoas também. É uma capital pensada por gente muito interessante, com visão de grandeza. Tem que manter esse espírito."
Um dos pontos negativos apontados por ela é o aumento não planejado da população brasiliense. Pensado para 500 mil habitantes, o Distrito Federal conta com quase 2,5 milhões de pessoas. "Não sei como é atualmente, muda muito, mas sei que tem muito mais gente do que o imaginado. É importante guardar a ideia original e o gramado da Esplanada. Tem muito show, evento e carro, né? Tem que guardar a beleza do lugar."

Fonte e foto: G1

Tenista Pernambucana Teliana Pereira fez história ao ganhar em Bogotá

 Por Mônica Aguiar 

 Teliana Pereira dá 1º título ao país em 
torneios da WTA desde 1988

Teliana Pereira - Foto: reprodução/repubblica.it

Após 27 anos de jejum, o tênis brasileiro celebrou neste domingo (19) a vitória da pernambucana Teliana Pereira em Bogotá, quebrou tabu que perdurava por 27 anos, desde 1988, uma mulher do país não vencia um torneio do WTA. 
A brasileira derrotou a cazaque Yaroslava Shvedova por 2 a sets a 0, sendo que o segundo set foi de 6 a 1.
A atleta chorou e disse que era o melhor dia de sua vida. “Não tenho como descrever esse momento. Só tenho a agradecer a todos que sempre estiveram ao meu lado me dando forças. "Não tenho palavras, dia mais especial da minha vida” disse a tenista. Aos 26 anos de idade, Teliana ocupava a 130ª posição no ranking da WTA. Sua melhor colocação tinha sido em 2013, na 87ª. 
  Com o resultado, a tenista retorna ao grupo das 100 melhores jogadoras do mundo. Teliana, que já havia chegado outras duas vezes em semifinais de torneios do mesmo porte -em 2013 também em Bogotá e em 2014 no Rio.

Desde 1988, com Niege Dias campeã em Barcelona, na Espanha, o Brasil não tinha uma tenista em final de WTA. 

TELIANA
Teliana Pereira Trofeu WTA Bogota Final 18/04/2015 

Natural de Águas Belas (PE), Teliana mudou-se com a família para o Paraná ainda criança. Ela iniciou sua carreira profissional em 2005 e, em 2007, conquistou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos do Rio, ao lado de Joana Cortez, nas duplas.

Em 2013, ela se tornou a primeira brasileira a alcançar a semifinal de um WTA desde 1989. Ainda naquele ano, se tornou no top 100 na WTA (seu melhor ranking foi a 87ª colocação).
Em 2014, Teliana conseguiu disputar pela primeira vez na carreira a chave principal de todos os Grand Slams e chegou a ganhar uma rodada em Roland Garros, na França.

Fontes: brasileiros.com/ UOL 
Foto Internet 

sábado, 18 de abril de 2015

Índias! Nossas vidas, nosso caminho

Por : Olinda Muniz (Clairê Pataxó Hã-hã-hãe)

Para nós mulheres indígenas os desafios surgem muito cedo, pois com o casamento a comunidade espera que nós sejamos boas esposas, cuidando da casa e dos filhos. Porem, se uma mulher quer seguir um rumo diferente na sua vida, tem que enfrentar alguns preconceitos, pois a comunidade questiona porque uma mulher casada procura um modo diferente pra sua vida. Atualmente essa perspectiva vem mudando, mas a comunidade ainda tem aquele pensamento de que os homens devem sustentar a família.
Assim o papel da mulher fica basicamente voltado para a família, dando apoio emocional, afetivo e moral. Porém, a cada dia que passa, nós mulheres estamos conquistando nosso espaço dentro da aldeia e devido a nossas novas posições precisamos ter formação acadêmica, melhorando cada vez mais nossas capacidades.
 Hoje na minha aldeia o numero de mulheres que estão buscando uma educação escolar melhor é maior que o dos homens,
A mulher tem e sempre teve uma influencia muito grande nas decisões internas nas aldeias, só que isso não transparece muito para toda a comunidade. Como acontece, parece que só os homens são importantes nas decisões e ações que são fundamentais para a comunidade, mas a mulher com certeza sempre influencia ou toma a decisão diretamente. Hoje nesse nosso dia eu quero dar parabéns a todas nós mulheres principalmente nós mulheres indígenas, pois estamos buscando o que queremos para melhorar nossas vidas. Sei como é difícil para nós seguirmos caminhos que muitas vezes nos afastam um pouco dos nossos filhos, de nossa família, mas isso faz parte de assumir mais responsabilidades, e lembremos que quando conquistamos mais espaço passamos a ser mais vitoriosas por conseguirmos conquistas que melhoram a vida de nossa família e de toda a nossa comunidade. 

Foto de India com Seios de Fora é desbloqueada !

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Facebook anunciou na noite de hoje (17) que voltou atrás e desbloqueou a foto de índia com seios expostos no perfil do Ministério da Cultura (Minc) na rede social. “Não é fácil encontrar o equilíbrio ideal entre permitir que as pessoas se expressem criativamente e manter uma experiência confortável para a nossa comunidade global e culturalmente diversa”, disse em nota a assessoria de imprensa da rede social.

O Minc divulgou hoje a tarde que iria entrar com ação na Justiça contra o bloqueio da foto do casal de índios botocudos e levar o assunto a cortes internacionais. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que a “censura” foi um desrespeito à legislação brasileira, inclusive à Constituição Federal.

A foto de 1909, feita por Walter Garbe, foi colocada na página do Minc no Facebook na quarta-feira (15), por volta das 15h, em notícia sobre o lançamento do Portal Brasiliana Fotográfica. Horas depois a rede social a retirou do ar alegando que ia contra políticas internas.

Segundo o ministério, ao tomar conhecimento do bloqueio da fotografia na manhã de quinta-feira (16), o MinC entrou em contato com o Facebook, alertando para a ilegalidade e solicitando o imediato desbloqueio da fotografia. No entanto, a empresa manteve a decisão de censurá-la, argumentando, segundo a pasta, que não está submetida à legislação nacional e que tem regras próprias que adota globalmente.

Segundo a nota, a rede social respeita as leis locais, mas tem limitações com nudez. “Estamos sempre abertos ao feedback e ao debate para melhorar nossos padrões da comunidade”, disse a nota.

Fonte:EBC