sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Campanha coleta assinaturas para lei que cria fundo de combate ao racismo

A campanha pela captação de assinaturas para um projeto de lei de inciativa popular que criará o Fundo Nacional de Combate ao Racismo (FNCR) foi lançada na noite desta quinta-feira (21) em Brasília. O fundo será uma forma de financiamento de ações de combate às desigualdades raciais. Os organizadores da campanha pretendem reunir mais de 1,4 milhão de assinaturas e a ideia é apresentá-las ao Congresso Nacional em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.
“O racismo ainda é um dos principais problemas da sociedade brasileira. A sociedade ainda é estruturada de maneira racista e classifica as pessoas, de certa forma, pelo seu fenótipo. Por isso, é necessário ações para combater o racismo”, defendeu Mário Theodoro, coordenador da campanha. 
Os criadores do projeto querem que o fundo tenha uma receita de R$ 3 bilhões até 2030. “O dinheiro é para ser usado no fomento de ações afirmativas, para o apoio de projetos de organização do movimento negro, para promover a igualdade racial”, explica Theodoro.
Os ativistas disseram que os recursos do FNCR deverão ser geridos pela Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e pela Fundação Cultural Palmares. “Nós temos uma legislação de combate ao racismo que não é ruim, mas existe uma dificuldade muito grande de implantar políticas públicas, porque os recursos são escassos”, disse o professor Nelson Inocêncio, que faz parte da campanha.
O valor que os ativistas querem que o fundo tenha como receita viria do Orçamento da União. “É a União que vai encontrar os meios de disponibilizar esses recursos”, disse Inocêncio.
A campanha para a captação de assinaturas começou em Brasília e deve se espalhar pelo país. “Esse projeto não é só para os negros, é para toda a população brasileira, para todos que querem uma sociedade igualitária. Falar em combater o racismo é falar em uma sociedade justa para todos”, defende Neide Rafaeli, professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal.
A possibilidade da sociedade apresentar um projeto de lei à Câmara dos Deputados está prevista na Constituição Federal. Para que a proposta seja votada é preciso reunir assinaturas de pelo menos 1% dos eleitores espalhados entre, no mínimo, cinco estados e com, pelo menos, 0,3% de assinaturas dos eleitores em cada um deles. A assinatura de cada eleitor deve estar acompanhada de nome completo, endereço e número do título de eleitor, com zona e seção de votação.


Projetos garantem direitos de presidiárias grávidas

Projetos em andamento na Câmara dos Deputados (PL 2608/07 e apensados) pretendem garantir tratamento adequado às presidiárias grávidas.
Uma dessas propostas (PL 2608/07), de autoria do deputado Pepe Vargas (PT-RS), determina a transferência de detentas grávidas para unidade hospitalar apropriada quatro semanas antes do parto e assegura cela especial para mãe e filho, até o bebê completar 6 meses.
Ao justificar a proposta, Vargas citou resoluções da ONU que procuram caminhos para o aprimoramento humano do preso e preservam o interesse coletivo de segurança diante do resguardo das garantias e dos direitos individuais.
Outra proposta (PL 2744/11), da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), proíbe o uso de algemas em mulheres grávidas. Esta prática não é rara no país e chegou a ser denunciada pela Pastoral Carcerária.
Em São Paulo, o uso de algemas em presas grávidas foi banido depois que a justiça condenou o governo estadual a pagar 50 mil reais de indenização a uma ex-detenta que, em 2011, foi amarrada antes, durante e após o parto.
Segundo o defensor público São Paulo, Bruno Shimizu, um dos autores da ação em que uma presa foi indenizada, explica que este tipo de tratamento desumano era muito comum no estado.
"Na maioria das vezes, elas ficavam algemadas às macas e com grilhões nos pés também. A justificativa para isto, segundo a Administração Penitenciária, era a de que alguns médicos se recusavam a fazer o procedimento em hospitais públicos sem as algemas ou por conta de determinação da própria chefia de segurança da unidade prisional, como se uma mulher em trabalho de parto significasse algum risco à sociedade ou à segurança pública."
O relator na Comissão de Constituição e Justiça, deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), apresentou parecer favorável à proibição do uso de algemas durante o parto. Cunha ressalta que o fato de uma pessoa estar cumprindo pena não lhe retira o direito à dignidade.
"Algemar uma mulher na hora do parto fere essa dignidade e os mais elementares princípios dos direitos humanos. É um momento de fragilidade e não há qualquer sentido em usar algemas nessa hora."
Depois de votados na CCJ, os projetos que garantem os direitos das presidiárias grávidas precisam ser apreciados em Plenário.
Fonte: EBC

Teste da linguinha será obrigatório a partir de dezembro

Hospitais têm até o fim do ano para começar a fazer o teste da linguinha em todos os bebês nascidos no país. O teste identifica problemas que podem resultar em dificuldades na fala, sucção, deglutição e mastigação. O exame pode verificar inclusive se há a necessidade de cirurgia para corrigir possíveis irregularidades no frênulo lingual, a estrutura que liga a parte inferior da língua à boca.A lei 13.002/14, sancionada em junho, obriga hospitais a fazerem o teste rotineiramente nos recém-nascidos. A medida nasceu de projeto do deputado Onofre Santo Agostini, do PSD de Santa Catarina, que fala da sua importância.
"Muitos não dão valor, mas hoje temos pessoas adultas que têm dificuldade para falar. O teste da linguinha é para verificar a chamada linguinha presa. O próprio médico ou fono vai verificar se a crianças tem a linguinha presa. A linguinha presa dificulta a amamentação, a dicção, várias dificuldades."
A criadora do exame, a fonoaudióloga Roberta Martinelli, diz que corrigir a língua presa já na maternidade pode evitar problemas sérios.
"É uma das maiores causas de desmame precoce inicialmente. E, futuramente, é uma das maiores causas de problemas de fala. É aquele bebê que cansa para mamar, é um bebê que mama de hora em hora porque ele tem fome, porque ele não consegue se saciar numa mamada só, apresenta estalinhos de língua para sugar o peito da mãe e o bico vai escapando da boca do bebê".
A Sociedade Brasileira de Pediatria, por outro lado, argumenta que a língua já é avaliada rotineiramente no primeiro exame físico do bebê e não será necessariamente uma alteração no frênulo lingual que vai gerar consequência imediata para o recém-nascido. A entidade chegou a divulgar um parecer contrário à obrigatoriedade do exame, no início do ano.

Rádio Câmara 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Entre as 500 Maiores Empresas do Mundo Apenas 24 são Presididas por Mulheres

Entre as 500 maiores empresas do mundo, listadas pela Fortune este ano, 24 são presididas por mulheres. Esse é o maior índice da história. Há 16 anos, segundo dados da revista, apenas uma delas não era comandada por homens.  Se o recorte for ampliado para as mil maiores companhias, o índice de mulheres no cargo máximo mais do que dobra: são 51. Apesar de representar apenas 5% do total, as empresas dirigidas por elas geram 7% da receita total das organizações, somadas. 
Com uma receita de 155 bilhões de dólares no ano passado, a Ford, liderada por Mary Barra, ocupa sozinha a 7ª posição entre as gigantes. Os setores que mais têm profissionais do sexo feminino no topo da hierarquia são varejo (9 empresas), alimentos (7) e gás e eletricidade (5).
Resultados
De acordo com dados da Fortune, as companhias dirigidas por mulheres apresentam, inclusive, performance muito superior às que compõem o índice S&P 500, um dos mais importantes das bolsas norte-americanas.  A média de retorno gerado por essas empresas foi de 103,4 % durante o tempo em que as mulheres estiveram no comando. O S&P 500 apresentou uma taxa de retorno média de 69,5% para o mesmo período.  Apesar dos bons resultados, ainda é pequena a porcentagens de mulheres que são presidentes e, ao mesmo tempo, presidentes do conselho de administração das organizações. A fatia é de 31%.
Como elas chegaram lá 
A maioria (82%) das presidentes chegaram ao posto por meio de recrutamento interno e apenas 39% possuem MBA. Grande parte delas (9) são graduadas em engenharia, 7 são economistas, 5 são contadoras, 5 administradoras e 4 psicológas. 
Perfil 
O levantamento mostrou também que, além das responsabilidades e dos estudos, as presidentes das maiores empresas têm aspectos pessoais em comum. Quase todas elas (93%) são casadas e 84% são mães.

Brasileira é eleita a mais criativa do mundo da publicidade

Joanna Monteiro é vice-presidente de criação da FCB Brasil (Foto: Divulgação)
Joanna Monteiro é vice-presidente de criação
da FCB Brasil (Foto: Divulgação)

Joanna Monteiro, da FCB Brasil, figura no topo da lista da Business Insider. Ranking lista 36 mulheres que atuam no negócio da propaganda


A vice-presidente de criação da FCB Brasil, Joanna Monteiro, foi eleita pela publicação americana Business Insider como a mulher mais criativa do mundo da publicidade. A brasileira foi colocada no topo do ranking que reúne 36 mulheres que atuam no negócio da propaganda. Joanna esteve à frente da equipe que no último festival de publicidade de Cannes conquistou o prêmio máximo da categoria Mobile pela campanha "Anúncio protetor”, feita para a Nivea, na qual foram encartados em revistas pulseiras para rastrear crianças na praia. A lista das mais criativas (clique aqui para ler a reportagem na íntegra, em inglês) foi feita a partir de indicações de profissionais de agências e do mercado publicitário e também dos editores da Businnes Insider. "As mulheres estão em menor número nos departamentos de criação de agências de publicidade. Porém, estão muitas vezes por trás de algumas das ideias mais criativas", destacou a publicação. "A Business Insider reconheceu as mulheres mais talentosas da publicidade. Para isso, levou em conta critérios como conhecimento no mercado, tempo de agência, importância dos clientes e, claro, trabalhos extremamente criativos e capazes de captar a atenção mundial. E, cá entre nós, nossa querida Joanna arrebentou", comemorou Aurélio Lopes, presidente FCB Brasil.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

SEMINÁRIO MULHER NEGRA E EMPREENDEDORA

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O Seminário abordará o universo empresarial feminino e negro através de palestra e Talk Show com mediação da jornalista Glória Maria

O evento 

Empreender significa saber identificar oportunidades, agregar valor a elas e  transformá-las em um negócio lucrativo. As dificuldades para empreender enfrentadas pelas mulheres negras afetam suas condições de competitividade, o desenvolvimento socioeconômico e o equilíbrio regional em vários setores da economia baiana. O Seminário Mulher, Negra e Empreendedora, uma realização do Sebrae e da Secretaria de Políticas para Mulheres do Estado da Bahia, aborda este universo empresarial feminino e negro através de palestras, apresentação cultural e um talk show com a jornalista Glória Maria. 

Empresária, participe!

Data: 21 de agosto de 2014
Horário: 8h às 20h
Local: Fiesta Convention Center - Av ACM, 711, Itaigara, Salvador


Programação 

08h00: Credenciamento

09h00: Abertura do Seminário

09h30: Mística de Abertura

Ana Placidino (Coordenadora Nacional Rede KÔDYA)

10h00: O Protagonismo da Mulher Negra no Etnodesenvolvimento

Ana Placidino (Coordenadora Nacional Rede KÔDYA)

11h00: Políticas Públicas para as Mulheres Negras - O Trabalho na Perspectiva da Autonomia Feminin

Patrícia Lima - Advogada

12h30: Intervalo – Almoço Livre

13h30: Case de Sucesso Mulher Empreendedora

Antonia Joyce Venâncio (Empresária - loja Preta Pretinha)

14h30: Oportunidades de negócios para as micro e pequenas empresas nas compras governamentais 

Sebrae/BA

15h30:Moda e Estética Afro: Empreendedorismo e Ativismo Político

Carol Barreto – estilista e professora de Estudo de Gênero e Diversidade da UFBA

16h30: Moda e Confecção
NeGrif e NBlack 

17h00: Intervalo

 
Noite

 18h00: Talk Show Mulher, Negra e Empreendedora
Mediação da jornalista Glória Maria
Convidadas:
  • Dadá (Empresária – Restaurante Tempero da Dadá)
  • Negra Jhô (Hair Stylist, referência em estética afro)
  • Michele Fernandes (Empresária - Boutique de Krioula)
  • Adriana Barbosa (Gestora de Eventos, idealizadora da Feira Cultural Preta)
  • Antonia Joyce (Empresária - loja Preta Pretinha)
20h00: Encerramento – Apresentação cultural das Filhas de Gandhy

Programação sujeita a alteração.

Inscrições

As inscrições são gratuitas (mediante doação de 02 latas de leite que serão doadas às Voluntárias Sociais da Bahia no dia do evento) 

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/ba/cursos_eventos/Semin%C3%A1rio-Mulher,-Negra-e-Empreendedora-%E2%80%93-Salvador%2FB


Curso de História e Cultura Afrodescendente com Inscrições abertas até o dia 25 de Agosto

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Morre Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra do Theatro Municipal do Rio

Mercedes Baptista | Foto: Acervo Google
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Ícone do cenário cultural brasileiro, a bailarina Mereces Baptista morreu na noite desta segunda, 18, no Rio. A informação foi confirmada por Olivier Luciano, o Pelé, - como é conhecido no meio do samba carioca -, presidente da Acadêmicos do Cubango, pela qual em 2008, a bailarina foi homenageada sob o enredo “Mercedes Baptista: de passo a passo, um passo”. Sua história de luta e superação também foi tema do livro “Mercedes Baptista – A criação da identidade negra na dança”, do escritor Paulo Melgaço. Ainda não se sabe a causa da morte da artista.
Sobre Mercedes Baptista:
Mercedes Baptista nasceu em 1921, no município de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro. Ainda jovem, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, exercendo diversas atividades profissionais. Trabalhou em uma gráfica, em fábrica de chapéus e como não podia fugir a regra de grande parte das meninas negras de seu tempo, foi empregada doméstica. Trabalhou, também, em bilheteria de cinema; quando podia, assistia aos filmes; neste período acalentava o sonho dos palcos. Mobilizada por realizar seu sonho, começou a dedicar-se a dança.
As primeiras lições de ballet clássico vieram em 1945. Três anos depois, ela decidiu participar do concurso para o ingresso no Corpo de Baile do Theatro Municipal. Ao longo de sua carreira, sentiu na pele a discriminação que a afastava dos palcos. Sua formação na companhia e escola de dança Katherine Dunham certamente definiu os rumos do trabalho que desenvolveu no Brasil e que a coloca como a principal precursora da dança afro-brasileira.
Na década de 1960, Mercedes uniu sua formação erudita com a valorização da cultura negra, lançando o balé afro. Desbravadora, artista, foi além e junto com os carnavalescos Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona, introduziu a dança clássica no desfile da escola de samba Salgueiro, do Rio de Janeiro, em 1963.
Mercedes Baptista foi a coreógrafa da Comissão de Frente, que dançou o minueto, num cenário composto com a igreja da Candelária ao fundo. O Salgueiro ganhou o Carnaval, com um desfile que se tornou referência, influenciando e mudando o rumo dos desfiles das escolas de samba
O trabalho de Mercedes Baptista foi fundamental para dar uma guinada na dança afro-brasileira. Sua entrada para o Corpo de Baile do Municipal foi cercada de mistério e preconceito, em 1948.
Segundo Mercedes, a seleção consistia em cinco etapas. No dia da última prova para mulheres, ela não foi avisada. Chorou e depois ficou sabendo que iria disputar com os homens. Como tinha facilidade para saltar, a prova não foi difícil e ela conseguiu entrar.
Fonte: Retratorio 

Roupas Africanas II

Roupas no estilo africano para as mulheresO estilo de se vestir das mulheres africanas é reflexo de séculos de cultura.  A maioria das roupas africanos de hoje foram inspiradas nos modelos tradicionais usados pelos africanos há milhares de anos.



Origem dos estilos

Os estilos tradicionais de roupas usadas pelas mulheres africanas representam sua posição social, política e religiosa. As mulheres senegalesas usam tradicionalmente um "boubou", uma túnica bordada, folgada e comprida. As mais velhas usam longos vestidos (grand boubous), sobre calças largas. As mais jovens usam "anangos", que são túnicas mais justas com decote em V e saias feitas de algodão. Na Nigéria os vestidos mais tradicionais são aqueles sem cortes no tecido, e que são envolvidos e pregados em volta do corpo. No sudoeste da Nigéria, as mulheres Yoruba usam "bubas", blusas que tem a parte de trás arredondada ou mais folgado em forma de V. No leste africano, as mulheres usam cangas, que são xales coloridos, tendo na parte do meio um outro tipo de tecido.
Elementos
As roupas tradicionais africanas tem cores brilhantes e tecidos vivos, variando em regiões. As fibras duráveis e naturais são predominantes, porque elas deixam o corpo respirar, e mantém o corpo confortável em dias mais quentes. A seda é um famosa tecido, assim como o algodão egípcio. Os boubous e grandes boubous são geralmente feitos de damasco tingido e são bordados com designs elaborados. Anangos e pequenos boubous podem ser feitos de tiras de pano, feito de tecidos coloridos que são costurados juntos. Dizem que cada cor simboliza um aspecto da cultura africana. Tingimento é uma das técnicas africanas criada pelos Tuaregs, uma tribo do norte da África. Os tecidos feitos por esse processo simboliza a fertilidade.
Tecidos

Aso oke é um tecido tradicional na África que é feito de tiras de tecidos costurados juntos, parecido com uma colcha, antes de ser cortada para virar roupas. O tecido Adire é criado quando um processo de tingimento é usado para marcar um padrão na roupa. O tecido Kanga é usado pelas mulheres suaílis para fazer xales coloridos, e o Kitenge também é feito em um arranjo de cores e padrões, e é usado no peito ou na cintura.




Significado social
As batas ganharam popularidade no Oeste durante o movimento de orgulho negro da década de 60. E agora vive um ressurgimento graças ao imigração africana. As batas mais formais são frequentemente usadas em casamentos, graduações e outras ocasiões formais. O Kaftan e o dashiki também foram adotados pelas mulheres e homens africanos para mostrar solidariedade às suas irmãs e irmãos durante o movimento dos direitos civis no Estados Unidos. Os envoltórios da cabeça também é outro estilo africano que se tornou popular nos anos 60, como uma forma de reconhecer seus ancestrais e seus costumes oeste-africanos.



Fatos pouco conhecidos

Kaftans e dashikis eram roupas masculinas que foram adotadas pelas mulheres. O Kaftan era supostamente a preferida da Cleópatra. Diziam que a rainha do Egito possuia muitos kaftans de seda, decorados com marcas, bordados, pequenos espelhos e amuletos. No casamento tradicional do oeste-africano, o kaftan da noiva é da mesma cor que o dashiki do noivo. O branco é a cor tradicional nesses casamentos, mas roxo ou lavanda (a cor da realeza africana), e o azul (cor do amor), também são cores comuns.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Oficina de fotografia valoriza cultura negra, em Pimenteiras do Oeste, RO

Oficina de fotografia valoriza cultura negra em Pimenteiras do Oeste (Foto: Washington Kuipers/Divulgação)Até o próximo dia 30 de setembro, cerca de 180 alunos de Pimenteiras do Oeste (RO), distante 900 quilômetros de Porto Velho, participam da primeira oficina de fotografia ‘Faces do Quilombo’. O projeto tem por objetivo valorizar a cultura negra do município, observando e registrando, por meio de fotos, as riquezas culturais e locais, a partir da perspectiva dos moradores da comunidade. As oficinas são voltadas para os estudantes das escolas Inácio de Castro e Paulo Freire. Segundo a organizadora da iniciativa, a jornalista Andreia Machado, que é de Vilhena(RO), as duas instituições de ensino foram selecionadas porque são frequentadas, principalmente, por filhos de famílias quilombolas. Ela explica que a escolha da cidade para a realização da oficina também se deu pelo fato de Pimenteiras ter sido fundada por remanescentes do quilombo Quariterê. Além da oficina, será realizada uma exposição fotográfica com os trabalhos dos alunos. “Estaremos mostrando o resultado do trabalho dos alunos nos dias 6 e 7 de setembro, durante o festival de praia no Rio Guaporé. Serão fotos grandes, retratando a realidade da comunidade quilombola”, informa a jornalista. O projeto de fotografia é promovido com apoio da Fundação Palmares e Ministério da Cultura.