quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

STF deve julgar hoje direito ao aborto em casos de infecção por Zika

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve iniciar nesta quarta-feira (7) o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (ADI 5581) que inclui o pedido de interrupção da gravidez como uma possibilidade excepcional para mulheres infectadas pelo vírus Zika. 
O diagnóstico, durante a gestação, está associado a casos de microcefalia e outras malformações fetais – sobretudo quando identificado no primeiro trimestre de gravidez.
O documento foi protocolado e levado à Corte pela Associação dos Defensores Públicos (Anadep), que questiona as atuais políticas públicas voltadas para gestantes e crianças vítimas da epidemia do vírus no Brasil. O principal argumento trata do sofrimento e do impacto emocional a que as grávidas infectadas pelo Zika são submetidas, além da defesa de que o aborto é uma questão de saúde pública e bem-estar.
“A ADI tem grande repercussão e impacto, sobretudo pelos pleitos principais de implementação de políticas públicas de informações, diagnóstico e tratamento integral às mães e crianças atingidas. Como é de domínio público, estamos diante de uma epidemia mundial que exige atuação estratégica e eficaz do Estado brasileiro”, destacou o presidente da Anadep, Joaquim Neto.
A ação também tem o apoio do Instituto de Bioética Anis, coordenado pela pesquisadora Débora Diniz. Para a antropóloga, o Estado brasileiro falhou em proteger as mulheres contra o Zika e elas não podem ser penalizadas por consequências como a microcefalia. O mesmo grupo impetrou ação similar, em 2004, pelo direito ao aborto em casos de bebês com anencefalia. O pedido foi acatado pelos ministros em 2012.
“Essa ação não visa à legalização do aborto no país, porque estamos falando da epidemia. Temos uma situação concreta que bate à porta”, disse. “Claro que, ao lançar a questão do aborto como parte de uma proteção, o debate volta à cena nacional. Esperamos muito que ele volte de maneira mais qualificada e reconheça o intenso sofrimento e risco [que as mulheres] têm ao se manter grávidas contra sua vontade”, completou.

Fonte: Ag. Brasil

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Mulheres Negras Passam por Depreciação no Mercado de Trabalho

Para que a inserção da mulher negras no mercado, não basta esperar mudanças espontâneas: especialistas defendem políticas públicas 

O debate do empoderamento feminino traz à tona dificuldades vivenciadas por mulheres pretas e pardas, no mercado de trabalho no mês da consciência negra e nos 16 dias de ativismo.
Relatório do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que não há muito a comemorar e afirma que as afrodescendentes “enfrentam uma dupla discriminação no mercado de trabalho, de raça e de gênero”. Entre essas mulheres, na capital federal, a taxa de desemprego é a mais elevada, e o valor pago por hora trabalhada é o mais baixo. A exclusão se repete nos demais locais avaliados pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED): Fortaleza, Porto Alegre, São Paulo e Salvador.
Os números foram divulgados na última semana de novembro, e reafirma uma condição que a mulher negra é imposta em ampla maioria.
As mulheres negras ainda são maioria em exercício no trabalho domestico, e tem dois anos apenas que as empregadas domésticas conquistaram direitos trabalhistas.
No DF, 14% das negras e 9,7% das não negras são domésticas. Mesmo entre as profissionais pretas e pardas que tiveram acesso a boa educação e ocupam posições de melhor remuneração, o racismo afeta o dia a dia.
Professora de comunicação e serviço social da Universidade Católica de Brasília (UCB), a doutora em comunicação e pesquisadora de raça e gênero Isabel Clavelin observa que as negras se encontram na base da pirâmide social. “Nas relações de trabalho, isso afeta objetivamente o ingresso, o acesso a promoções, a permanência, o salário. Elas se deparam ainda com outras dificuldades, como assédio sexual e moral.” Essa estrutura é perpetuada, na opinião da pesquisadora, por uma conivência das empresas com o racismo. “As companhias sabem da situação, mas pouco fazem”, diz. Exemplo disso é que as negras são apenas 0,4% das executivas do país, segundo dados do Instituto Ethos sobre as 500 maiores empresas do país.
Dione Moura, professora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC/UnB), analisa que profissionais pretas e pardas enfrentam diversos obstáculos — o primeiro deles, socioeconômico, que leva a piores condições de educação. “Existe ainda uma visão de que elas são menos capazes para o trabalho”, diz a doutora em ciências da informação.

Estética
O racismo o perpassa, inclusive, aspectos estéticos. Em muitos casos, as próprias pretas e pardas têm em mente um ideal de beleza europeu e, em outros, há cobranças para que elas se sujeitem a ele. “Quando a primeira desembargadora negra do Rio de Janeiro — Ivone Caetano — foi tomar posse, um desembargador perguntou se ela participaria da cerimônia com aquele cabelo”, exemplifica frei David Santos diretor executivo da organização não governamental Educafro Educafro.

“O preconceito não é causado pelo cabelo, pelo turbante ou pela roupa, mas pelo que as pessoas acham que isso significa. O brasileiro tem dificuldade de lembrar o período de escravidão, então optou por negar os elementos africanos. Há uma fuga em reconhecer a identidade negra, e as dívidas decorrentes dela. É uma tentativa de apagar essa ancestralidade que foi injustiçada. O mesmo acontece com os indígenas”, analisa Dione Moura.

Soluções
As pesquisadoras Dione Moura e Isabel Clavelin concordam que serão necessárias medidas que responsabilizem as empresas nas relações de desigualdades cometidas. Iniciativas de adesão voluntária em ações afirmativas como o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, são necessárias para combater tais desigualdades. Como as empresas  não enxergam a falta de inserção de trabalhadoras negras como um problema, cabe ao governo trabalhar essa questão de cima para baixo, afirma Isabel.
Na visão da professora Dione Moura entanto, é preciso ter mais políticas públicas efetivas para o mercado de trabalho. Ela cita os Estados Unidos como a nação com ações mais fortes com relação a isso. “Esse país desenhou o perfil das empresas para perceber se elas são inclusivas ou não. Mesmo lá, a solução não foi definitiva (já que essas medidas não acabam com o racismo, mas garantem acesso a melhores condições socioeconômicas): há poucos dias, a primeira-dama Michelle Obama foi alvo de racismo, e isso teve consequências.”

Fonte Correio Brasiliense
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Monica Aguiar 
 Eu acredito que mesmo com uma avaliação muito positiva da conjuntura atual, que a mulher está cada vez mais, conquistando seu espaço no ambiente profissional e participando, pela primeira fez e de forma definitiva, das mudanças ocorridas.
As habilidades e características femininas são pouco valorizadas pela sociedade, a mulher e principalmente a mulher negra é vista ainda como uma mera coadjuvante em determinados segmentos sociais e profissionais, mesmo com exemplos significativos de acesso a posições estratégicas em relação ao trabalho.
processo de reestruturação produtiva, a mão-de-obra feminina tem sido aceita e solicitada. O Crescimento da participação feminina no mercado de trabalho é intenso e diversificado e apesar dos números atuais, não retrocedeu.
As mulheres têm uma significativa participação nas esferas econômicas e entre os empreendedores já representa praticamente a metade neste setor, isto graças ao crescimento na formação acadêmica.
As mulheres estão muito presente no mercado de trabalho formal que inclui indústria, construção, comércio, serviços e agropecuária. Mas sua participação, no entanto, varia com a área, pois a grande parcela permanece condicionada no setor de serviços  e destas, a ampla maioria são as mulheres negras .
Na hora de decidir sobre uma promoção aos empregados ou escolher aquele que irá ocupar um cargo de liderança, as empresas ainda dão preferência aos homens, mesmo que a mulher tenha o mesmo grau de formação.
Quanto aos lares a maioria deles são chefiados por mulheres, quando analisados grupos pretas e pardas, estas estão acima da média nacional e têm maior participação na renda de suas famílias.
Embora sejam as mulheres expressivamente parte da força de trabalho, o contingente feminino tem sido sujeito de limitações, que mascara, e fomentar dificuldades que impedem o acesso de cargos estratégicos, representações de poderes, ascensão na carreira, especialmente no que se refere à dinâmica de conciliação das demandas familiar e profissional.
A desqualificação da imagem da mulher nas peças publicitárias e programas de TVs, enquanto práticas de interação não podem ser mais consideradas ingênuas, natural, desprovida de intencionalidade, servem de fortalecimento das desigualdades, privilegiam manifestações ideológicas racistas e classistas.
O Brasil ratificou a maioria dos instrumentos de proteção no trabalho, mas o contraditório esta presente demostrado através dos dados de desigualdades sociais e econômicas da estagnação das leis que deixa visível que ainda há muito por fazer.
A resolução 156 da OIT determina igualdade de oportunidade e tratamento para homens e mulheres com responsabilidade familiares. Mas a realidade e que parcela significativa dos homens na sociedade espera que as mulheres e perincipalmente as mulheres negras  continuem ocupando apenas funções auxiliares, e desde que estas não sejam deliberativas e ou determinantes.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Personalidades protagonizam nova campanha do Movimento ElesPorElas pela igualdade de gênero

Com um tom incisivo e desafiador, a campanha, criada pela agência Heads Propaganda em parceria com a ONU Mulheres, contam com personalidades brasileiras compartilhando depoimentos pessoais sobre machismo, racismo, transfobia, e diferentes formas de violência, preconceitos e privilégios.

Visando a mobilizar a sociedade a assinar o compromisso pela igualdade de gênero no site www.ElesPorElas.org e discutir questões mais sensíveis enfrentadas pelas mulheres no Brasil e no mundo, a campanha contou com o apoio de dez artistas e atletas brasileiros: Camila Pitanga, Mateus Solano, Sheron Menezzes, Bruno Gagliasso, Marcelo D2, Preta Gil, Lea T, Amanda Nunes, Anselmo Vasconcelos e Erico Brás, que aparecem em filmes, anúncios e peças de mobiliário urbano, indoor media e Internet. O objetivo é ampliar o diálogo sobre os direitos das mulheres e impulsionar os progressos para alcançar a igualdade de gênero.

“Nessa campanha, quisemos ir além de informar sobre a importância de viver livre de preconceitos, de conquistar a igualdade de gênero e garantir os direitos das mulheres e meninas”, disse a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman.
“Cada personagem dessa campanha dá depoimentos reais e sinceros sobre o que vivem (e vivemos) e por que é importante fazer parte desse movimento para mudar a nossa realidade de machismo, racismo, sexismo e homofobia.”

 “Em cada uma dessas histórias, nós imediatamente identificamos a forte presença e as graves consequências do preconceito na nossa cultura, e é por isso que nos tocam tão profundamente. Sabemos que um lugar onde as mulheres usufruem de seus direitos é um lugar onde todas as pessoas usufruem de seus direitos. A nova campanha mostra exatamente isso: que o movimento HeForShe é um movimento de todos e todas nós, para todos e todas nós”, completou Nadine.

Para o diretor de criação da Heads Propaganda, Astério Segundo, a violência contra as mulheres não é um problema apenas delas. “É meu, seu, de todos nós. E a publicidade pode contribuir muito para endereçar esse problema e colocá-lo na pauta da sociedade”, disse.
Os cinco filmes, estrelados por Camila Pitanga, Sheron Menezzes, Preta Gil, Anselmo Vasconcelos e Lea T, foram produzidos pela produtora Delicatessen com direção de Gustavo Leme, para TV e Internet.

“São mensagens muito tocantes e que colocam luz sobre muitas atitudes comuns do dia a dia. Desde o início do projeto, ficamos bastante honrados em poder apoiar essa iniciativa da ONU Mulheres e nos empenhamos ao máximo para traduzir essa importância de conscientizar a sociedade sobre os direitos das mulheres”, destacou Gustavo Leme, diretor dos filmes.

O lançamento oficial da campanha aconteceu em novembro, no marco dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres.

Os vídeos e anúncios serão divulgados online pelos seguintes canais:
Twitter: twitter.com/elesporelas
Facebook: facebook.com/ElesPorElasHeforShe
Instagram: www.instagram.com/elesporelas_heforshe
Os vídeos estão disponíveis para visualização pelo YouTube: Camila Pitanga | Lea T | Preta Gil | Sheron Menezzes | Anselmo Vasconcelos

Sobre o movimento ElesPorElas HeForShe

O movimento de solidariedade ElesPorElas HeForShe foi criado pela ONU Mulheres para reunir pessoas de todos os sexos, gêneros, raças, etnias e classes sociais num esforço global para a remoção das barreiras sociais e culturais que limitam as mulheres e as impedem de usufruir de seus direitos humanos.

Desde seu lançamento em 2014 pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e pela Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, Emma Watson, centenas de milhares de pessoas de todo o mundo — incluindo chefes de Estado, presidentes de empresas, personalidades globais, e pessoas de diferentes estilos de vida e classes sociais — apoiaram o movimento e se comprometeram com a igualdade de gênero.

O movimento HeForShe tem sido o tema de mais de 2 bilhões de conversas nas redes sociais, da realização de milhares de eventos em todos os cantos do mundo, além de já ter recebido cerca de 1 milhão de compromissos na plataforma online www.ElesPorElas.org (ou www.HeForShe.org/pt), que oferece conteúdo para orientar os internautas sobre o que fazer e como divulgar o movimento.


A plataforma online contabiliza compromissos e coleta informação e depoimentos sobre o status da igualdade de gênero em seus países e comunidades, de forma a rastrear o impacto do movimento ElesPorElas HeForShe. Para que essa informação seja acurada e para incentivar o compromisso, o movimento HeForshe busca obter o maior número possível de assinaturas pelo site.

Fonte e texto : ONU Mulheres 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Mulheres vão às ruas da América Latina e outras regiões contra feminicídio

Diferentes manifestações foram realizadas nesta sexta-feira (25) em países da América Latina, para repudiar os feminicídios e dizer "chega" a toda forma de violência de gênero no Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres, lembrado pela ONU.

"Nem uma a menos, nos queremos vivas", repetiam dezenas de milhares de mulheres na capital argentina, onde uma coluna avançou pelo centro da cidade até a histórica Praça de Maio.
Diante dos manifestantes, homens e mulheres, uma enorme faixa com manchas de pintura vermelha lembrou que "a violência contra a mulher sempre mata".

As marchas se repetiram em outros países da América Latina, entre eles Uruguai, Guatemala, Colômbia, Venezuela e Chile.
No Peru, grupos feministas convocaram para marchar de preto no sábado, em Lima, em repúdio à "violência machista".

Segundo a Procuradoria peruana, no primeiro semestre de 2016 foram reportados 35 feminicídios.
Na cidade francesa de Reims, um tribunal correcional julgou nesta sexta-feira 14 maridos violentos em uma audiência temática pelo Dia Internacional.

Na Guatemala, 500 pessoas marcharam para pedir o fim da violência de gênero, que este ano matou 625 mulheres. "Nem uma a menos" e "A gravidez forçada também é tortura" foram algumas das palavras de ordem.
Também houve manifestação em Bogotá, chefiada por Maria Isabel Covaleda, que em setembro passado levou uma surra de seu companheiro. O caso teve grande repercussão e fez dela um símbolo da violência contra a mulher no país.

No Uruguai, o Coletivo Mulheres de Preto marchou pelo centro de Montevidéu. Nos últimos 12 meses, 46 mulheres foram mortas no Uruguai e, em 30 dos casos, tratou-se de violência doméstica, segundo o Ministério uruguaio do Interior.

Em Caracas, também houve uma passeata. Segundo o último informe oficial do Ministério Público, 516 mulheres foram assassinadas em 2015 na Venezuela.
No Chile, milhares marcharam em Santiago com cartazes que pediam "Nunca mais". Neste país, 34 mulheres foram assassinadas e foram notificados 100 ataques graves este ano. O mais impactante foi o de Nabila Riffo, de 28 anos, que perdeu os olhos após ser atacada de forma brutalmente, supostamente por seu ex-companheiro, em maio passado.

"Se alguma de vocês passar pelo que aconteceu comigo, por favor, recorra a algum parente, a algum vizinho, a qualquer pessoa, mas não se deixem intimidar nem ameaçar por nenhum homem", disse em uma mensagem pelas redes sociais.

Na Argentina, uma mulher é morta a cada 30 horas, segundo a ONG Casa del Encuentro.
"Entramos em contato com centenas de coletivos feministas do mundo, coordenando ações, aproveitando a tecnologia para unificar discursos e para caminharmos juntas em direção a um protesto global de mulheres no próximo 8 de março", Dia Internacional da Mulher, disse à imprensa Marta Dillon do coletivo "Ni Una Menos".

Dora Machicado é boliviana, tem 42 anos e há 20 vive na Argentina. Ela integra a organização Alma, que dos bairros marginais da Villa 31 assiste às vítimas da violência de gênero.
"É certo que nas classes médias há mais violência psicológica, mas na vila é mais física", disse à AFP em meio à marcha.

Criticado em 2014 por defender as cantadas de rua, o presidente Mauricio Macri recebeu familiares de vítimas.
"Ni Una Menos" se soma à convocação do novo movimento de mulheres de base chamado "Paro Internacional de Mujeres (PIM, Greve Internacional de Mulheres)", que abarca coletivos de 17 países, entre eles Argentina, Alemanha, Chile, Coreia, Equador, Rússia, Israel, Itália, México, Peru e El Salvador.
Falam sobre crimes de gênero na América Latina, com casos que também alarmam a Europa e os Estados Unidos, onde irão se manifestar contra a eleição do novo presidente Donald Trump, por suas declarações misóginas.

Um dado impressionante revelado pelo "Ni Una Menos" é que 97% de quase 6.000 mulheres de 1.800 localidades da Argentina disseram em uma pesquisa que mais de uma vez foram vítimas de assédio em espaços públicos e privados. A estatística destaca o novo Índice de Violência Machista.
Dillon disse que "o patriarcado estupra, mata e também prende". Organizações sociais e políticas se juntam agora pelo pedido de "libertação imediata" da líder social indigenista Milagro Sala em Jujuy (norte da Argentina).

O movimento feminino converge também na próxima Marcha das Mulheres em Washington, em 21 de janeiro, um dia depois que Trump assumir o cargo.
A relatora especial da ONU sobre violência contra a mulher, Dubravka Simonovic, falou esta semana em Buenos Aires que o país não cumpre como deve as normas de proteção às mulheres e crianças contra a violência de gênero.

Fonte e texto : Terra

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Começa Hoje 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres

por Mônica Aguiar 
Mônica Aguiar
Começa hoje, 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres em vários países do mundo, finalizando no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. 
No Brasil, a campanha tem começo antecipado no Dia Nacional da Consciência Negra, para enfatizar a dupla discriminação sofrida pela mulher negra. 
Uma série de atividades está agendada neste período por feministas de vários setores dos movimentos de mulheres e mulheres negras, no intuito de informar e cobrar dos governantes ações efetivas no combate as mais variadas formas de violência contra as mulheres.

A questão ganhou reforço com a Lei Maria da Penha, em 2006, aumentando a punição dos agressores, e recentemente foi classificada como crime de tortura , são mais de 15 Leis federais existentes de defesa da mulher vitima de violência, uma delas a LEI  13104/2015 - Lei do Feminicidio.

Desde 2009 a pesquisa DataSenado vem realizando varias pergunta às entrevistadas se já ouviram falar da Lei Maria da Penha e sempre registra um elevado percentual de conhecimento sobre a existência da lei: em 2011 eram 98%, e em 2013, 99%. Em 2015, praticamente 100% das entrevistadas declararam saber da Lei. Ao mesmo tempo, em relação aos anos anteriores, menos mulheres acreditam que a proteção à mulher melhorou com a Lei Maria da Penha. Hoje, 56% apontam estar mais protegidas. Em 2013, eram 66%.

Vale lembrar que vários instrumentos foram desenvolvidos com o passar dos anos, mas outros após a condenação do Brasil pela comissão interamericana de direitos humanos pela violação das obrigações referentes à prevenção da violência contra mulher, especialmente a violência doméstica.

A punição da violência contra mulher é uma grande conquista, mas que ainda precisa de avanços.
Chamar para reflexão da sociedade brasileira, setores acadêmicos, profissionais do direito sobre as múltiplas formas de violência que se abatem sobre as mulheres e o descaso com cumprimento das legislações é uma tarefa cotidiana do movimento de mulheres.

A violência contra a mulher não é um fato novo muito pelo contrário, é tão antigo quanto a humanidade. O que é novo, e muito recente, é a preocupação com a superação dessa violência como condição necessária para a construção da humanidade.

Hoje, grupos feministas ainda buscam avanços no que diz respeito aos direitos reprodutivos, muitos países já superaram este tabu, entendendo que os direitos sexuais e reprodutivos da mulher faz parte dos direitos humanos, mas no Brasil existem grandes dificuldades e barreiras, principalmente nas alas conservadoras do congresso nacional que não quer entender o paradigma no campo das politicas vinculadas a reprodução humana e a sexualidade, por uma serie de fatores menos dos direitos invioláveis do ser humano.


Dados da Violência

Os dados do Ligue 180 apontam que 77% das mulheres em situação de violência sofrem agressões semanal ou cotidianamente.
De todas as mulheres do planeta 70% já sofreram ou sofrerão algum tipo de violência em, pelo menos, um momento de suas vidas — independente de nacionalidade, cultura, religião ou condição social (ONU).

Segundo dados de 2012 (do Governo Federal), a cada 5 minutos uma mulher é agredida no país. Em 80% dos casos, o agressor é o marido, companheiro ou namorado.
Segundo dados de 2013 do Ministério da Saúde, 55,3% desses crimes foram cometidos no ambiente doméstico e 33,2% dos assassinos eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas.

Segundo o Mapa da Violência 2015 (disponível aqui), estudo elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), com o apoio da ONU Mulheres e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), o Brasil assume a 5ª posição no ranking de feminicídio, com uma taxa de 4,8 assassinatos por cada 100 mil mulheres; O estudo diz ainda que houve um aumento de 54% em dez anos no número de assassinatos de mulheres negras, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. Homicídio de negras aumenta 54% em 10 anos. 

 As taxas das mulheres e meninas negras vítimas de assassinatos cresce de 22,9% em 2003 para 66,7% em 2013. Houve, nessa década, um aumento de 190,9% na vitimização de negras, índice que resulta da relação entre as taxas de mortalidade brancas e negras, expresso em percentual.

O Instituto Patrícia Galvão divulgou em 28/09/16 vários dados, um dele que , 85% das mulheres brasileiras têm medo de sofrer violência sexual.37% dos homens e mulheres entrevistados concordam que “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”. Entre as mulheres a concordância com essa frase cai para 32%, enquanto que entre homens sobe a 42%. A boa notícia é que a tendência a culpar a vítima aumenta com idade e diminui com mais educação. 91% concordam que “temos que ensinar meninos a não estuprar”.

Instituto Patrícia Galvão recentemente divulgou uma plataforma digital sobre feminicídioDossiê Feminicídio #InvisibilidadeMata, considerando o Mapa da Violência Contra as Mulheres Lançado em 2015.


História

O 25 de Novembro é o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher foi definido no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá, Colômbia.
A primeira edição aconteceu em 1991. Atualmente, mais de 160 países participam do movimento, que tem como objetivo apresentar dados, da violência que as mulheres sofrem em todo o mundo.
Em 1999, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas instituiu 25 de novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em homenagem às “Mariposas”. Ou seja, durante um dia no ano, incitam-se reflexões sobre a situação de violência em que vive considerável parte das mulheres em todo o mundo.

Fotos intenet

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Novembro Negro inicia 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Mulheres


Uma das programações do Novembro Negro, em Salvador, movimentou a noite desta terça-feira (22), durante a última edição de 2016 do projeto Mulher Com a Palavra, da Secretaria Estadual de Políticas Para as Mulheres. O evento marcou, também, o início das atividades da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

Segundo a secretária de Política para as Mulheres da Bahia, Olívia Santana, o estado terá 21 dias de campanha: cinco a mais que o restante do Brasil como forma de focar no combate à violência contra a mulher negra, incluindo o racismo. Santana destacou que, na Bahia, a taxa de feminicídio de mulheres brancas é de 2,4 para cada 100 mil mulheres, enquanto que, entre as negras, o índice sobe para 5,9/100mil.
“Todas as mulheres enfrentam o machismo, mas só as negras enfrentam o racismo, porque nós, mulheres negras, chegamos ao Brasil na condição de mercadoria, não com autonomia e capacidade de decidir a nossa própria história. Então, o movimento feminista é importantíssimo para a história das mulheres. As contribuições que as feministas brancas deram, ao longo dessa história, são fundamentais e incontestáveis”, destacou a secretária ao explicar o surgimento do movimento feminista entre as mulheres brancas europeias.
“Entretanto, é preciso compreender a necessidade de pensar outras dimensões do feminismo e em outras mulheres”, disse ela ao explicar a importância do feminismo negro, já que, afirmou, as mulheres negras têm demandas e necessidades diferentes das não negras”, explicou.
Mulher com a Palavra
A edição do projeto Mulher com a Palavra trouxe, além da secretária, a jornalista mediadora Rita Batista, as cantoras Preta Gil e Mc Carol e a poetisa, atriz e cantora Elisa Lucinda. Com o tema Feminismo Negro, Geração Tombamento e Outras Gerações, a roda de debates foi  composta por maioria de mulheres negras, estudantes ou integrantes de movimentos sociais feministas e do movimento negro.
As convidadas Preta Gil e Mc Carol relataram histórias de racismo das quais foram vítimas e destacaram a importância de a mulher negra – mesmo que com auto-estima e sem se abalar com a situação – denunciar casos de injúria racial ou racismo.
O lugar político da mulher negra foi outro assunto de destaque durante o bate-papo. Todas as integrantes da mesa deram ênfase à importância de a mulher negra ter espaços historicamente ocupados por pessoas brancas, inclusive no universo intelectual e da literatura, como o caso da escritora Elisa Lucinda, também atriz.
“Para a mulher negra, ter o poder da palavra também é fundamental. Porque o Brasil faz uma exclusão permanente de conteúdo, faz as pessoas acreditarem que só queremos [pessoas negras] onde tem samba, que este tipo de debate não é para a gente”, destacou Elisa Lucinda.
Com bom humor, linguagem acessível e irreverência, Mc Carol, natural de Niterói-RJ, contou sua história de vida na periferia da cidade fluminense e sua trajetória até entrar no funk, com letras politizadas, feministas e com aparência que foge dos padrões estéticos impostos pela indústria artística e da moda.
“Sou preta, da favela e gorda. Além disso, 100% feminista”, declarou a artista, que é considerada uma integrante da Geração Tombamento, expressão que representa a juventude negra atual. O grupo vem se politizando sobre seus direitos, sobre a quebra de padrões e na cobrança pela representatividade nos espaços sempre ocupados, até então, por pessoas brancas, sobretudo homens.
Fontes EBC/ Isto E

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Cultura, Infância e Arte Contra o Racismo


Escritora e estudante de Cinema resolveram estimular o debate sobre o tema entre crianças por meio da arte

Por: Luiza Sansão 

O combate ao racismo deve começar cedo e lidar com a diversidade cultural na infância é fundamental. É assim que pensam artistas como a escritora Janine Rodrigues e a estudante de Cinema da PUC Victoria Roque, que resolveram estimular o debate sobre o tema entre crianças por meio da arte.
Para abordar o racismo na infância e a representatividade, ‘Princesas Negras — A história de Nuang’, de Janine, conta a história de uma princesa negra que supera adversidades por meio da força de sua cultura, e o documentário ‘Lápis cor de pele’, de Victória, discute os efeitos da ausência de representações de crianças negras nos meios de comunicação. Seus trabalhos são evidenciados hoje, Dia da Consciência Negra.
“É necessário conversarmos com as crianças sobre isso e principalmente ouvir o que elas têm a dizer. Tenho um trabalho no qual a criança é quem dá encaminhamento à história. Depois disso ela me envia um novo final da história e eu publico um E-book com estes finais que elas criaram. A ideia é mostrar que o que ela pensa é extremamente importante e, mostrar aos educadores o que esta galera está pensando. O aprendizado precisa ser horizontal”, defende Janine Rodrigues, especialista em Educação Infantil.
O projeto Piraporiando, que ela integra, promove oficinas, contação de histórias e produz conteúdos educativos culturais voltados a crianças, com temas sempre voltados à valorização da diversidade e ao combate de preconceitos enraizados na sociedade. “Diversidade é algo real, que está posto. E é lindo. Valorizar isso é importante para que não haja brecha para a propagação de preconceitos e para a manutenção de alguns estereótipos”, afirma a escritora.
Para ela, o entendimento flui quando a criança se sente parte de alguma coisa. “Acredito que as histórias podem causar uma identificação. Mesmo sem perceber, avaliamos o que estamos lendo e fazemos um exercício de reflexão sobre a história. Se tivermos histórias que tratem da diversidade, do racismo, da representatividade e também da naturalidade, sem colocar o negro sempre no mesmo lugar, podemos começar a caminhar no sentido da libertação deste câncer que é o racismo”, afirma. Ela defende mais debates sobre a história do negro. E questiona o motivo de quando se fala da história do negro, o tema é geralmente a escravidão.
Pensando nessas questões e na quebra de estereótipos que a escritora escreveu ‘Princesas Negras — A história de Nuang’, que em 2017 integrará seu próximo livro. A protagonista é “uma princesa linda, da pele negra como a mais maravilhosa pérola negra dos mares e seu cabelo crespo, mais bonito que coroa”, descreve a autora. Nuang é sequestrada e não é salva por um príncipe, mas pela força de sua história, sua consciência.
Victória destaca que desde pequenas as crianças negras são bombardeadas por conteúdos que passam através de desenhos, novelas, programas de TV, quadrinhos, livros e propagandas que praticamente não têm protagonistas negros. “Essa ausência de referências faz com que essa criança cresça achando que a sua vivência é limitada aos poucos papéis em que a população negra é representada. Por mais que essa criança nasça em uma família estruturada, ela está suscetível à mídia, que tem as características brancas/caucasianas como padrão do bom e do ideal estético”, explica Victória. Segundo ela, esses padrões são passados para as crianças negras, que crescem com dificuldades de aceitação e com a autoestima abalada.
Fonte e foto  CEERT


domingo, 20 de novembro de 2016

Mês da Consciência Negra é Marcado em Salvador com Grandes Atividades

Exposições, shows, palestras e peças fazem parte da programação.Dia Nacional da Consciência Negra é comemorado 
em 20 de novembro


O Dia Nacional da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro, mas durante todo o mês, uma série de atividades abordam o tema na capital. baiana Confira abaixo os eventos listados pelo G1.

Black Week

Será realizada de segunda (21) a quarta-feira (23), na Aliança Francesa, em Salvador, a Black Week, Alfaiates e a Moda. O objetivo é revelar profissionais da moda negra, por meio do fomento ao empreendedorismo étnico, dando visibilidade aos seus serviços e produtos.

A cerimônia de abertura ocorre às 18h30, no Teatro Moliere, com oficina de bijuterias e acessórios, pela designer Fátima Dantas, e desfile moda praia, do estilista Marcelo Moura. Os modelos são jovens negros de bairros da capital baiana, como Cosme de Farias, Piedade, Pernambués, Periperi e Liberdade.
A programação conta, ainda, com exposição e feira. Já na terça-feira (22), sempre no mesmo horário, serão promovidas oficinas de torsos e cabelos afro, respectivamente, por Dandara Tolegí e Pretinha do Curuzu. O encerramento da Black Week será marcado pelo desfile de moda candomblé e alta modelagem, pela equede Conceição Aflitos e beneficiários da ACFBA.

Afro Fashion Day

A segunda edição do Afro Fashion Day, evento gratuito, começará no sábado (19), das 9h às 15h, com o Senac Casa Afro Fashion, no Senac Rua Chile, e continua no domingo (20), com a Food Stock especial AFD, das 11h às 20h, na Praça da Sé, centro de Salvador.

O ponto alto será ao pôr do sol com um desfile coletivo na Cruz Caída, com 60 modelos e 10 convidados negros como protagonistas, desfilando a moda criada por 45 marcas baianas. A cantora Larissa Luz será a mestre de cerimônia.
Outro destaque da programação é a exposição Visu no Pelô, com oito imagens de pessoas estilosas que circulam pelas ruas do Centro Histórico. A mostra ficará na entrada da Cruz Caída, dando boas-vindas ao público.

Palestra

As duas próximas edições do Conversando com a sua História irá contar com palestra relacionada à cultura negra. A primeira, que acontece no dia 21, às 17h, irá apresentar o tema “Eu sou negão: Movimento negro, Afro-reggae e axé music”, com os músicos Fabrício Mota e Gerônimo, na Biblioteca Pública dos Barris, em Salvador.

Durante a primeira palestra, os palestrantes serão convidados a falar sobre suas experiências e memórias vividas ao longo de suas carreiras. Fabrício Mota, além de ser músico desde os anos 90, é produtor musical e mestre em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente é músico e produtor da banda IFÁ Afrobeat, cujo material sonoro é produzido a partir de pesquisas sobre as histórias e músicas negras no atlântico.
Gerônimo Santana tocou na Filarmônica de Bom Jesus dos Passos e, no final da década de 60, já se apresentava em alguns palcos da Cidade da Bahia. O cantor já foi percussionista de Dodô e Osmar e Luiz Caldas, além de bailarino afro em excursões internacionais com o Balé Brasileiro da Bahia. O seu trabalho ganhou uma maior dimensão, contudo, por conta da sua carreira como compositor e intérprete de inúmeros sucessos, tais como:  “É d”Oxum”, “Abracei o mar” e “Eu sou negão”.
Já a segunda edição do projeto, no dia 28, no mesmo horário, irá tratar sobre “Artes Plásticas e Identidade Afro- Baiana”, com participação dos artistas Ayrson Heráclito e J. Cunha. Ambas acontecem na Biblioteca dos Barris e são abertas ao público.

Concha Acústica


O cantor e compositor Paulinho da Viola se apresenta em Salvador no dia 25 de novembro, às 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. O show é uma homenagem ao Mês da Consciência Negra e em benefício ao Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira (Muncab).
No show, o artista faz sua homenagem ao gênero musical que vem definindo sua carreira há mais de 50 anos. No ano em que se comemora o centenário da primeira gravação de samba, o cantor e compositor apresenta sucessos de sua carreira, como “Foi um rio que passou em minha vida”, “Coração Leviano” e “Dança da Solidão”, além de sambas de compositores que marcaram sua trajetória profissional, como Candeia, Zé Keti e Lupicínio Rodrigues.

Magary no Parque

cantor Magary se apresenta no Parque da Cidade, no bairro do Itaigara, em Salvador, no domingo (20), a partir das 11h, em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra.

A festa marca também o pré-lançamento do novo álbum do artista 'Chama o Brasil pra dançar'.
A apresentação vai contar com participação de convidados como Gerônimo, Skanibais e Cortejo Afro. Entrada é gratuita.




Preta Brasileira

A cantora Juliana Ribeiro faz o show “Preta Brasileira”, no dia 19 de novembro, às 20h. O espetáculo integra da programação do VII Festival “A Cena Tá Preta”, a convite do Bando de Teatro Olodum.

A apresentação acontece na véspera do Dia da Consciência Negra e propõe exaltar a beleza do protagonismo feminino através de uma proposta multiartística que reúne música, teatro e poesia em canções inéditas e clássicos da trajetória da artista. Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)


Ensaio do Cortejo Afro




A entidade escolheu o mês de celebração da Consciência Negra para iniciar os ensaios de pré-carnaval. A estreia da temporada acontece no dia 28 de novembro (segunda-feira), na Praça das Artes, no Pelourinho. Os ensaios seguirão acontecendo no mesmo local, sempre às segundas-feiras, a partir das 21h.







Década Internacional Afrodescendente na Bahia

O projeto reúne seminários, eventos culturais, mesas de diálogo, e entregas de certificados para povos e comunidades tradicionais nos territórios de identidade baianos, em cumprimento ao Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa. A agenda completa pode ser conferida no site da Sepromi.



 Mesa de debates: 'A estética negra como empoderamento'

Umamesa de debate sobre estética será realizado no dia 18 de novembro (sexta-feira), das 14h às 18h, na Casa da Música, localizada no Parque Metropolitano do Abaeté.
Serão abordados temas como a representividade, consumo, arte, autoafirmação e estética diaspórica. Mediado pela jornalista Donminique Azevezado, o debate terá participação da fundadora do projeto "Bonita Também" Tereza Rocha, a blogueira do "Gata Crespa Cacheada" Aline Silva e Dira Verdiano do site "Ubuntu: Mulheres Negras".A entrada é gratuita.



Festival "A Cena tá preta"

O evento fica em cartaz no teatro do Vila Velha, no Campo Grande, até o dia 27 de novembro (domingo), reunindo teatro, música, moda, dança e cinema. Aprogramação completa pode ser conferida no site do teatro. Os ingressos para as atrações do festival possuem valores variados. Eles podem ser comprados antecipadamente no site Ingresso Rápido ou na bilheteria do Teatro Vila Velha.



Mulher com a palavra


Mais uma edição do projeto “Mulher com a Palavra – Mulheres, Poder e Resistências Culturais” será realizada. Nesta edição, o evento será realizado no dia 22 de novembro (terça-feira), a partir das 20h, no Teatro Castro Alves. Mc Carol e Preta Gil são as convidadas da noite. Elisa Lucinda também fará uma participal especial na ocasião. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (filas A a Z11).


Domingo no TCA

A cantora Larissa Luz é a proxima atração do projeto Domingo no TCA. O show será realizado na data em que se comemora o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro (domingo). Na ocasião, Larissa lança o seu segundo disco solo, "Território Conquistado". Os ingressos para o show custam R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia) e serão vendidos somente no dia do espetáculo, a partir das 9h, com acesso imediato do público.

Escola de samba da Funceb

Uma mostra em homenagem aos 100 anos do samba será realizado por professores e alunos dos ursos Livres da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado Bahia (Funceb), para marcar o Dia da Consciência Negra. As apresentações serão dirigidas por professores das modalidades balé clássico, sapateado americano, dança do ventre, dança de salão, dança moderna, percussão, dança afro, street jaz e método gritlab. O evento é gratuito e acontece no dia 20 de novembro (domingo), às 19h. As senhas de acesso serão distribuídas meia hora antes do início do espetáculo.

Exposição Corpo. Mente. Espiríto.

A mostra, lançada na sede da Faculdade Baiana de Direito, localizada no bairro de Amaralina, reúne imagens dos fotógrafos baianos Shai Andrade, Juh Almeida e Fafá. As fotografias retratam o cotidiano da identidade negra. A curadoria é assinada pela designer Salamanda. A exposição fica aberta para o público até 8 de dezembro das 8h às 18h.

Lavagem 

No domingo (20), as mobilizações, que integram a programação do Novembro Negro, começam logo cedo, às 9h de domingo (20), com a Lavagem da EstátuMarcha e caminhada

A concentração para a 16ª Caminhada da Liberdade, realizada pelo Fórum de Entidades Negras, será às 14h do domingo (20), partindo da Senzala do Barro Preto, no Curuzu, em direção ao Pelourinho. O assunto em destaque é “Juventude, Tradição, Tecnologia e Perspectivas”.
Já a 37ª Marcha da Consciência Negra Zumbi dos Palmares, organizada pela Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), tem como tema “Malês: uma outra revolta na Década Internacional Afrodescendente 2015-2024”, saindo às 15h do Largo do Campo Grande.
As atividades encerram no Terreiro de Jesus, às 19h, com um ato da Convergência Negra, que reúne entidades civis da luta antirracista.a de Zumbi, na Praça da Sé, centro de Salvador.
Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA)

O Museu comemora o Mês da Consciência Negra com uma série de programações temáticas. Até o dia 30 de novembro (quinta-feira), a exposição "Caminhos" do artista plástico Roddolfo Carvalho está aberta para o público dentro do projeto MAMcestralidade. Palestras, oficinas, mesas redondas, saraus e apresentações musicais como a de Lazzo Matumbi também fazem parte da programação.

Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab)

O museu realiza o "Zumbido no Muncab" para comemorar o mês da Consciência Negra. A programação que começa no dia 18 de novembro (sexta-feira) e vai até o dia 7 de dezembro (quarta-feira, reúne exposições de artes visuais, oficina sobre cor da pele, um projeto que aborda ancestralidade negra, mesa de conversa sobre educação e um show de Paulinho da Viola. Todo o evento acontece de forma gratuita no museu, que fica localizado no Centro Histórico - exceto o Show de Paulinho da Viola que será apresentado na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, no dia 25 de novembro (sexta-feira), às 19h.

Fonte /texto /foto G1