quarta-feira, 25 de maio de 2016

MISTÉRIO DA CULTURA DE VOLTA APÓS PRESSÃO AO PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO BRASIL

Por Mônica Aguiar
Ficou a cargo do ministro da Educação, Mendonça Filho, informar que o presidente em exercício Michel Temer decidiu recriar o Ministério da Cultura (Minc). 
Mendonça Filho explicou, em sua conta no microblog Twitter, que a recriação do Ministério da Cultura foi  feita por meio de Medida Provisória e que a posse do novo ministro seria dia (25). 
A decisão de fundir pastas importantes e históricas, como o Ministério da Cultura dentro da  Educação, reduzindo-a uma simples secretaria nacional,  bem como Secretária Nacional  das Mulheres e Seppir - Igualdade Racial,  que tinham status de ministérios ao Ministério da Justiça, foi tomada com base no princípio político adotado por  Michel Temer ao assumir a redução de ministérios como corte dos gastos públicos. 
O corte da Cultura, contudo, foi alvo de protestos e críticas por parte da classe artística, sociedade organizada que defende a cultura,  servidores do Ministério da Cultura e empresários do área,  que gerou uma série de protestos.  Foram 18 capitais que registraram ocupações em prédios públicos ligados ao Ministério da Cultura, além de manifestos assinados em todo Brasil por diversos setores.
No Festival de Cannes, na França, o elenco do filme brasileiro Aquarius chamou a atenção da mídia internacional após exibir cartazes no tapete vermelho alegando que o Brasil está sofrendo um golpe de Estado.
"O MinC é nosso. É uma conquista do Estado brasileiro. Não é de nenhum governo", disse Caetano Veloso, ao abrir sua apresentação.

A cantora Daniela Mercury classificaram o retorno da pasta como uma "vitória".


A Sambista, cantora, compositora e Dep. Estadual por São Paulo, leci Brandão manifestou sua indignação  Lamentou em tribuna, dia  (18),  o retrocesso imposto ao Brasil após o golpe que afastou a presidenta Dilma e endossou  a carta dos artistas em repúdio a atitude do governo interino . Ressaltou a coragem e a resistência do povo diante da situação política atual. "Eu acredito no povo consciente, acredito na juventude corajosa e na força da diversidade que ainda existe neste país", disse Leci.
Na tentativa de amenizar também as criticas de cunho internacional, por não ter nomeado nenhuma Mulheres e nem  Negros em seu  governo interino, fez convite a cinco mulheres para aceitar o comando da pasta da cultura, que negaram aceitar o convite : a antropóloga Cláudia Leitão, a consultora de projetos culturais Eliane Costa, a atriz Bruna Lombardi, a cantora Daniela Mercury e a jornalista e apresentadora Marília Gabriela. 
Desfazendo a decisão politica equivocada nomeou  então como ministro interino, o carioca Marcelo Calero . 
Em conversa com líderes  com partidos que apoiam o Governo interino, dia (24),  afirmou que todos podem errar e que tomadas de decisões equivocadas podem ser desfeitas . 
Sera? 
Foi a primeira vez desde o governo ditatorial de Geisel que o Brasil ficou sem uma pasta exclusiva para a Cultura. 

Mais de 15 mil pessoas vítimas de tráfico de seres humanos: 76% são mulheres

Resultado de imagem para Mais de 15 mil pessoas vítimas de tráfico de seres humanos: 76% são mulhereAumentou o número de crianças aliciadas pelas redes de tráfico de seres humanos, segundo o relatório da Comissão Europeia que identifica os desafios nesta matéria. Ao todo, neste relatório de 2013-2014, estão registados 15.846 homens, mulheres, moças e rapazes, vítimas de tráfico de seres humanos, mas admite-se que, tendo em conta a complexidade do fenômeno, o número real possa ser muito maior.
O relatório diz que o tráfico para exploração sexual continua a ser o mais comum (67% das vítimas), depois o tráfico para exploração laboral (21% das vítimas). A maior parte são mulheres (76%) e crianças (15%).
Relatório: crianças vítimas dos traficantes
O relatório identifica um aumento acentuado de crianças vítimas de traficantes de seres-humanos e há também mais vítimas com deficiência e vítimas de etnia cigana. Por outro lado, há uma relação entre estas redes criminosas e o contexto da atual crise de migração, assim como o aumento da utilização da internet e das novas tecnologias para o recrutamento de vítimas.
O relatório diz que 65% das vítimas são cidadãos da União Europeia, sobretudo, da Bulgária, Hungria, Holanda, Polônia e Romênia. De fora da União estão identificados como países de origem das vítimas: China, Marrocos, Nigéria e Vietnã.
A Comissão Europeia reforça a necessidade dos Estados-membros implementarem o protocolo contra o tráfico de seres humanos, para aumentar a investigação e ações penais contra os autores, e garantir maior proteção das vítimas.
Fonte: Rádio Vaticano / Ag. Patricia Galvão 
Foto: Internet 
Edição Mônica Aguiar 

terça-feira, 17 de maio de 2016

Aprovado em BH Lei que Multará quem Proibir Mãe de Amamentar em Lugares Público

Mamães estão proibidas por lei de dar de mamar aos filhos em público? (foto: Reprodução/Facebook)Foi aprovado na Câmara Municipal de Belo Horizonte , lei que multará quem proibir mães de amamentarem em lugares público. A lei 1510/2015 de autoria do vereador Gilson Reis (PCdoB) prevê multa de R$500,00 a estabelecimentos que descumprirem a legislação e constrangerem as mães com bebês em período de amamentação.
“Um mãe jamais deveria sofrer qualquer tipo de constrangimento por alimentar o seu bebê. Já é fato científico que o leite materno é o melhor alimento para o bebê e que reduz sensivelmente a mortalidade infantil além de prevenir doenças e aumentar o QI da criança e melhora até seu desempenho na escola. Porém muitas mulheres não se sentem a vontade para amamentar em lugares públicos, devido a rejeição social, e institucional, de alguns lugares que chegam a expulsar, absurdamente, mães que enquanto amamentam. É uma vergonha precisar de uma lei para punir um ato que reprime algo tão orgânico e saudável para a vida da mãe e da criança”, declarou Vereador Gilson Reis  .
Na justificativa do projeto lei (1510/2015), foi descrito os  acordos internacionais que garantem o direito ao aleitamento entre eles a “Declaração de Innocenti” documento criado em 1990, em um encontro organizado pela OMS e UNICEF que proteger a mulher que amamenta no trabalho.
A noticia foi comemorada por mães que lutam pelos direitos das mulheres. “Essa lei é extremamente fundamental. Não sei o que dizer de tanta felicidade. É como se fosse o nascimento de um filho de tanta alegria porquê ela é necessária!. Existem varias mulheres hoje que são barradas, descriminadas por desconhecidos, por familiares e a amamentação é uma questão de saúde publica”, comemora Gabrielle Faria, Coordenadora do Grupo Gestar – Grupo de apoio a mulher e gestante e Facilitadora da Hora do Mamaço.
Fonte:Vereador BH Gilson Reis  

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Mulheres e Negros Perdem Ministérios que Terão Denominações Diferentes

por Mônica Aguiar 

O retrocesso garantido pelo atual governo tem como principal  destaque nos meios de comunicação do mundo,  " ...Somente homens e brancos formam o gabinete de um presidente no Brasil".... 

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou no dia (13) que o ministério do presidente interino Michel Temer não tem mulheres em sua composição porque os partidos não as indicaram. O novo governo tem sido criticado pela falta de diversidade, com a ausência de mulheres e negros no primeiro escalão.

    “Tivemos essa composição feita a partir das sugestões dos partidos. Tentamos de várias formas, na parte que dizia respeito à disponibilidade do presidente Michel Temer, em várias funções, buscar mulheres, mas, por razões que não vêm ao caso aqui discutirmos, não foi possível”, disse Padilha, após a primeira reunião ministerial do novo governo no Palácio do Planalto.

    Segundo Padilha, as secretarias que perderam status de ministério, mas que serão incorporadas às pastas, terão mulheres nomeadas. “Vamos, sim, trazer mulheres a participar do governo em postos que ontem eram ministério, mas que hoje terão as mesmas atribuições com a denominação diferente”.

    A decisão de se rodear por auxiliares apenas homens  provocou fortes críticas ao peemedebista. Isso também representa uma quebra de paradigma quando comparado com o governo de Dilma.

    O jornal britânico The Guardian descreveu o ministério de Temer como "muita testosterona e pouco pigmento". Segundo o diário, a composição do novo governo mostra que "velha elite do Brasil está novamente no comando".

    Resultado de imagem para grupo de  mulheres esplanada dos ministerios com a policia na saida de dilmaUm grupo de mulheres já temendo o esvaziamento das pastas e perdas de conquistas importantes por parte de Michel Temer, entrou em confronto com a polícia no  (11) à noite, na Esplanada dos Ministérios, durante a sessão do Senado que debateu o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.  As mulheres que participavam da Conferência Nacional de Politicas para Mulheres chegaram à Esplanada marchando e ficaram frente a frente com  a PM, no lado esquerdo da barreira que separa manifestantes contrários e favoráveis ao afastamento de Dilma do cargo. Por trás delas, manifestantes dispararam rojões e atiraram objetos em direção aos policiais, que reagiram com gás de efeito moral, dispersando o grupo.

    A imagem de Dilma Rousseff durante seu discurso ao deixar o cargo, cercada de colaboradores, boa parte deles mulheres, destoa do governo que tomou posse .

    A questão da presença de mulheres na política brasileira, a visibilidade,  o sexismo, a violência contra a mulher, a falta de oportunidades, desigualdades salariais,  não é novidade no país durante décadas. No entanto, tais temas ganharam espaços com ações politicas  positivas  e transversais  nos governos Lula e Dilma Rousseff. 

    Mas o que tudo indica,  que este Governo, impetrado pelos conservadores do Legislativo, do Senado e Alguns do Judiciário, querem garantir de qualquer forma o retrocesso para mulheres,  abertamente justificativas e de maneira infundada pelo próprio Temer, da ausência da mulher no seu governo. Neste processo   reafirmam  velhos conceitos com mecanismo de sustentação para uma estrutura patriarcal,  retrocedem com o que existia consolidado para desenvolver politicas públicas para as mulheres brasileiras. 



    Lembrando 

    A primeira mulher assumir o comando de uma pasta do primeiro escalão, a ministra da 
    Educação Esther de Figueiredo Ferraz, do governo de João Figueiredo (1979-
    1985), todos os presidentes sempre tiveram colaboração feminina em algum momento. 
    Sarney contou com apenas uma ministra; Collor e Itamar, duas, cada um; já Fernando 
    Henrique Cardoso, ao longo de seus dois mandatos, teve quatro ministras; Lula, também 
    em oito anos, reuniu dez mulheres na equipe. Já Dilma Rousseff, quando assumiu seu
     primeiro mandato, empossou outras dez mulheres. Sem contar ministras interinas, 14
     mulheres ocuparam os gabinetes da administração de Dilma.





    Escritora Clarice Lispector, tem Estátua Inaugurada no Rio

    Por Alana Granda 

    A emoção de estar tão próxima da escritora pela qual ficou encantada quando tinha 14 anos de idade levou às lágrimas. a educadora ambiental Elisabeth Carvalho. Ela saiu cedo de Vila Isabel, na zona norte da cidade, com a mãe, Léa, para conhecer a estátua de Clarice Lispector – inaugurada nesse sábado (14), no Leme, zona sul do Rio de Janeiro.
    “É uma paixão de tantos anos”, destacou. Aos 14 anos, Elisabeth gravou parte da obra de Clarice intituladaUma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres. “[O livro] fala que a gente deve viver, apesar de. E ultimamente, eu estou repetindo isso muito, que a gente deve viver, apesar de; que a gente deve amar, apesar de”, contou Elisabeth.

    Fernando Frazão/Agência Brasil


    A ideia de homenagear Clarice Lispector, que morou no Leme durante 12 anos, partiu da professora de literatura Teresa Monteiro, biógrafa de Clarice, e foi encampada, entre outras pessoas, pela atriz Beth Goulart, que representou a escritora no teatro. Juntas, elas fizeram um abaixo-assinado para que a estátua de Clarice, com o cachorro Ulisses, fosse erguida. “Foi um conjunto de forças, união de várias pessoas”, conta Teresa.

    Quando o artista Edgar Duvivier foi convidado para esculpir a estátua, como não havia patrocínio, ele produziu 40 miniaturas de Clarice com o cachorro que foram vendidas para admiradores da escritora, conseguindo assim o dinheiro necessário. “Hoje, nós temos a estátua de Clarice e de Ulisses. Está sendo um sucesso”.

    A professora Teresa Monteiro promoveu por nove anos o passeio guiado O Rio de Clarice, que percorria os caminhos da escritora pela cidade, da Tijuca ao Leme. No Jardim Botânico, Teresa conseguiu criar o Parque Clarice Lispector, onde os bancos homenageiam a escritora ucraniana, naturalizada brasileira, com frases de sua autoria, entre as quais "Sentada ali no banco, a gente não faz nada: fica apenas sentada deixando o mundo ser".

    Teresa mudou-se para o Leme há dois anos e pretende retomar os passeios guiados a partir de julho, após entregar à editora o livro que está finalizando sobre os caminhos de Clarice Lispector na cidade. Como a estátua é mais um incentivo, ela espera que os passeios voltem a ser frequentes. No Leme, o passeio começa na banca de jornal do Zé Leôncio, na Rua Gustavo Sampaio, 223, também conhecida como Sebo Clarice Lispector, e segue até o Caminho dos Pescadores Ted Boy Marino, onde a estátua foi colocada.
    “O projeto não visa só a cultuar a memória da escritora Clarice Lispector, mas a fazer esse vínculo com a cidade, com a cidadania”, ressaltou Teresa. Para a biógrafa, a estátua da autora significa trazer cultura para as pessoas, com ações educativas. “É muito mais amplo; é o olhar do cidadão; é colaborar para a cidade ter mais arte.”

    Clarice Lispector
    Nascida na Ucrânia em 1920, Clarice Lispector é considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século 20. Seu primeiro romance – Perto do Coração Selvagem – foi publicado em 1944. No ano seguinte, a escritora ganhou o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras (ABL).
    Em 1960, publicou seu primeiro livro de contos, Laços de Família, seguido de A Legião Estrangeirae de A Paixão Segundo G. H., considerado um marco na literatura brasileira. Reconhecida pelo público e pela crítica, em 1976, recebeu o prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto de sua obra. No ano seguinte, publicou A Hora da Estrela, seu último romance, que foi adaptado para o cinema, em 1985. Clarice Lispector morreu de câncer, na véspera de seu aniversário de 57 anos.

    Fonte e foto : EBC

    quarta-feira, 11 de maio de 2016

    MULHER NA POLÍTICA . DE QUEM E PARA QUEM

    Por Mônica Aguiar

    De maneira geral,  as mulheres tem acompanhado a atual conjuntura política. Sabem do sofrimento que a Presidente Dima Rousseff vem enfrentando e seu grau de  intensidade,  do ódio manifestado com naturalidade por alguns setores da imprensa brasileira,  mantenedores da ideologia que não compete a uma mulher ocupar espaços públicos de liderança, e que sua vida cotidiana deve ser bombardeada com valores de uma determinada regra preconceituosa e discriminatória,   anulando quaisquer  exercício no  Estado Democrático e de Direitos . 

    Em ampla maioria, os homens ocupam os espaços de poderes e não suportam estar sob o comando de uma mulher. Acreditam que lugar da mulher não é nos partidos políticos, tampouco sozinhas ou mesmo inseridas no mercado de trabalho com função de chefia.  Parcela significativa dos homens esperam que as mulheres apenas ocupem funções auxiliares, desde que estas não sejam deliberativas e determinantes. 

    Não avistar ou analisar positivamente ações ou realizações de uma mulher que esta em função política governamental é um fato naturalizado no Brasil. Os conservadores  questionamentos  dão foco na desqualificação da  competência de uma mulher que atua na política, isto por qualquer problema que surja,  independente da esfera federativa. 

    Temos vivido nestes últimos meses no Brasil, neste  processo cruel, desumano  e golpista, denominado pelos conservadores de impitimamrequintes de  crueldade com atributos perniciosos, na tentativa de coagir o sentimento de ódio e MEDO na sociedade.  
    Praticam com naturalização o pré-julgamentos  produzindo  imagem pejorativa na vida privada da mulher, sem ter o menor pudor de separar  vida pessoal, atuação política e governabilidade. 

    Fato este, não ocorrido ao longo da história politica quando se trata de um homem que esta governante,  independente do partido político. Para poupá-lo de um desgaste, e um julgamento impresumível por parte da sociedade, considera-se desde o cenário econômico e político, até as diferenças ideológicas de forma séria e serena, de modo não afetar a sua ilustre e determinada e definida  por eles dignidade.

    Em breve teremos o resultado tão sonhado para estes  homens  de tais  infestações cruéis, a apatia da mulher com a vida política, diminuindo ainda mais a presença da mulher nos espaços públicos políticos. E ainda ratificam esta cruel “conquista”,  dando  ampla publicidade “Bela ,  recatada e do lar”. 

    A interpretação, dos interesses pessoais de quem julgam, é suficiente para declinar quem não afiança as estruturas dominantes. Constituído-se em  formato novo, esta violência contra mulher vem desencadeado por parte de alguns  homens reações distintas de agressões, com constatações explicitas de danos morais lançadas principalmente por este setor anacrônico que desenvolve e tem o domínio da comunicação no Brasil.

    Neste momento da conjuntura politica brasileira, lançam como prêmio da banalização das leis, a substituição de  uma governante democraticamente eleita, “ O TROFÉU”. Apresentam propostas de mudanças ministeriais, que diminuirá significativamente as conquistas históricas das mulheres na estrutura governamental.  Julgam ser donos da verdade na política, incapaz de perceber o seu entorno. Ignoram tudo, desde a capacidade intelectual ate  política da mulher.   

    Tem a coragem de tratar com muita "naturalidade" as mulheres como propriedade, colocando e reafirmando a condição imposta de incapaz. Formulam novos conceitos  para JUSTIFICAR A SUSTENTAÇÃO DA ESTRUTURA PATRIARCAL .

    segunda-feira, 9 de maio de 2016

    Seminário Internacional sobre Igualdade de Gênero e Economia, Começa Hoje em Brasília

    Encontro reunirá especialistas brasileiras, uruguaias e moçambicanas sobre políticas macroeconômicas e sociais para redução da pobreza e inclusão social por meio do empoderamento das mulheres



    As mudanças nas economias mundial e brasileira para garantir os direitos das mulheres e enfrentar as desigualdades estarão em evidência, nos dias 9 e 10 de maio, durante o Seminário Internacional Transformar Economias, Realizar Direitos: Oportunidades e Desafios para a Igualdade de Gênero. O encontro reunirá gestoras públicas do Brasil e especialistas brasileiras, uruguaias e moçambicanas, na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em Brasília.
    O evento fará o intercâmbio de boas práticas e experiências exitosas nas políticas macroeconômicas e sociais brasileiras e internacionais, voltadas à superação da pobreza e redução das desigualdades e à promoção da inclusão social e de mecanismos que promovam direta ou indiretamente o empoderamento e a autonomia social e econômica das mulheres.
    O seminário será aberto na segunda-feira (9/5), às 9h, pela diretora regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe, Luiza Carvalho; pelas ministras do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campelo; e das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, Nilma Gomes; pelo diretor da Agência Brasileira de Cooperação, embaixador João Almino; pela diretora de Formação Profissional da Escola Nacional de Administração Pública, Stela Reis; e pelo coordenador residente das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic.
    Economia e direitos humanos das mulheres – Após a inauguração do seminário, a diretora da ONU Mulheres para Américas e Caribe, Luiza Carvalho, fará a apresentação do relatório global da entidade “O Progresso das Mulheres no Mundo – Transformar as Economias, Realizar Direitos 2015-2016”.
    O documento evidencia como as economias falharam em garantir às mulheres o seu empoderamento e o pleno exercício dos seus direitos econômicos e sociais tanto em países ricos como em países pobres. Aponta, ainda, que a transformação das economias para fazer com que os direitos das mulheres se tornem realidade é possível mediante a formulação de políticas econômicas e de direitos humanos que promovam mudanças de grande alcance.
    No mundo, somente metade das mulheres faz parte da força de trabalho em comparação com os ¾ dos homens. A participação das mulheres da América Latina e Caribe no mercado de trabalho teve o maior aumento entre todas as regiões em âmbito global: de 40 a 54% entre 1990 e 2013; mas está muito distante da participação dos homens (80%). Na região, 59% dos empregos das mulheres são gerados no mercado informal, sem amparo na legislação trabalhista nem proteção social. Além disso, 17 em cada 100 mulheres latino-americanas economicamente ativas são trabalhadoras domésticas remuneradas.


    Brasil: protagonismo em políticas para as mulheres – O Brasil é um dos países em destaque no relatório global da ONU Mulheres devido ao seu papel na geração de trabalho decente para as nas últimas duas décadas. São pontos em destaque o aumento da formalização de direitos trabalhistas por meio da carteira assinada e o ganho real de 76,5% das mulheres brasileiras no salário mínimo.

    O protagonismo do país em políticas para as mulheres resultou a elaboração do Encarte Brasil “Mais igualdade para as mulheres brasileiras: caminhos de transformação econômica e social” ao relatório global da ONU Mulheres, sendo editado pela ONU Mulheres Brasil e pelos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MSD) e das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos.
    O Encarte Brasil revisa a estratégia do governo brasileiro de redução das desigualdades sociais com foco em gênero, raça e etnia impacto positivo na vida das mulheres por meio de iniciativas inclusivas, tais como o programa Bolsa Família, Plano Brasil Sem Miséria, Programa Nacional de Documentação, Programa Minha Casa, Minha Vida, Brasil Carinhoso, Programa Luz para Todos, Rede de Assistência Social, Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça para empresas, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e políticas sobre envelhecimento populacional e cuidados.
    Painelistas – Na tarde do primeiro dia do evento (9/5), estão programados dois painéis. O primeiro deles “Mulheres e mercado de trabalho no século XXI”, com exposições de Tatau Godinho, secretária de Direitos do Trabalho e Autonomia Econômica do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos; da pesquisadora Alma Espino, da Facultad de Ciencias Económicas y de Administración – Udelar (Uruguai); e representante do governo de Moçambique. A moderadora será Rosane da Silva, do Ministério do Trabalho e Previdência Social.
    O segundo painel “A previdência rural e a inclusão das mulheres do campo” terá apresentações de Alessandra Lunas, representante da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura (Contag); de Alexandre Valadares, especialista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); e de Carolina Barbieri do Ministério do Trabalho e Previdência Social. A moderação está a cargo de Celia Watanabe, diretora de Políticas para as Mulheres Rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
    No segundo dia do seminário (10/5), acontecerá o painel “A consolidação das políticas sociais como ferramenta de redução das desigualdades”. A primeira mesa ocorrerá, das 9h às 10h15, com as participações da pesquisadora Walkiria Rego; de Janine Mello, representante da Casa Civil da Presidência da República do Brasil; e de representante do governo de Moçambique. Na segunda mesa, programada para 10h30 às 11h45, estão previstas as apresentações de Laís Abramo, diretora da Divisão de Desenvolvimento Social da Comissão Econômica da ONU para América Latina (Cepal); a professora Célia Kerstenetzky, diretora do Centro de Estudos sobre Desigualdades e Desenvolvimento da Universidade Federal Fluminense (UFF); e de representante de Moçambique. A moderação será feita por Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.
    Logo após, a pesquisadora Alma Espino, da Facultad de Ciencias Económicas y de Administración – Udelar (Uruguai), fará a palestra magna “Avanços e desafios para a equidade de gênero sob uma perspectiva macroeconômica: o papel das políticas de desenvolvimento econômico e social”. A exposição será feita das 12h15 às 13h15, seguida pelo debate ações futuras e encerramento do seminário.
    Data: 9 de maio de 2016 (segunda-feira)
    Horário: das 9h às 18h

    Coquetel: 9 de maio de 2016 a partir das 18h na ENAP
    10 de maio de 2016
    Horário: das 9h às 13h45
    Local: Auditório da Escola Nacional de Administração Pública (SAIS Área 2A, s/n) – Brasília/DF
    Confira aqui a programação do evento.

    Fonte: ONU Mulheres