sábado, 25 de junho de 2016

Mulheres Fazem Versão Feminista para Música de MC


Após cantor ser acusado de assédio sexual por uma jornalista, paródia da música “Química” alerta para a naturalização do estupro no país. Assista ao clipe

Após MC Biel ser acusado de assédio sexual por uma jornalista, um grupo de mulheres se reuniu para fazer uma paródia feminista de uma das músicas mais famosas do cantor.
O vídeo, nomeado #QueMico, teve como base a canção “Química” e busca alertar para a naturalização do estupro no país. 
A iniciativa partiu da atriz Barbara Riethe, que aproveitou o escândalo para chamar a atenção para a violência que ameaça as mulheres todos os dias. “Tá apelando, hein? Que que é isso, hein? É machista, hein? Cultura do estupro eu não vou aceitar”, diz o refrão





Transtornos mentais atingem 68% das mulheres encarceradas

Por Renata de Oliveira
Maior vulnerabilidade social faz com que a possibilidade do agravamento da dependência de drogas aumente e contribua para a reincidência criminal
Entre banhos de sol esparsos e celas inadequadas, o sistema penitenciário brasileiro tem tido constantemente a sua capacidade de resolução dos problemas criminais questionada, e dados sobre a ocorrência de transtornos mentais nas penitenciárias colocam em cheque também a sua eficiência na recuperação dos detentos. 
Um estudo do Departamento de Psiquiatra da UNIFESP sobre o tema aponta que, no Brasil, a prevalência de transtornos mentais graves entre os encarcerados é de 5 a 10 vezes maior do que na população geral. Para as mulheres, os números são ainda mais preocupantes. Entre 617 entrevistadas, 68,9% das detentas já tiveram algum tipo de transtorno mental ao longo da vida. 38,4%, desenvolveram os distúrbios no período dos últimos 12 meses, enquanto para os homens o número é de 54% e 19%, respectivamente.
A pesquisa, conduzida há dois anos por Maíra Mendes dos Santos, mestre em Psiquiatria e Psicologia Médica, com 1809 detentos (1192 homens e 617 mulheres), aponta que tímidas melhorias no sistema penitenciário, como a realização de atividades educacionais, que em 2010 atingia 8% e quatro anos depois representava 11% da população dos presídios, não acompanharam o ritmo do encarceramento. A superlotação, falta de higiene, pouca circulação de ar, o aumento no risco de doenças infecciosas e o uso de drogas dentro do sistema não impediram que o número de pessoas presas entre os anos de 2000 e 2014 passasse de 232 mil para mais de 607 mil detentos no país, representando um aumento de 119% na população carcerária. Os números se tornam mais preocupantes quando se observa o quadro do cárcere feminino, que teve um aumento de 567% no mesmo período, colocando o Brasil entre os cinco países com maior população prisional feminina do mundo, segundo dados divulgados pelo próprio Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias em junho do ano passado.
Para José Rodrigues de Alvarenga Filho, especialista em Psicologia Jurídica pela UERJ, muitos dos traumas psicológicos seriam eliminados se as prisões não sofressem com tanta superlotação.
“É um descaso do poder público e da sociedade. Para as pessoas os presos não são humanos”, comentou o psicólogo. “O seu extermínio não é percebido como crime ou fatalidade, porque ele não merece pena ou nova chance. É um sujeito que deve ser eliminado”, completou.
A privação da liberdade pode ser considerada por si só um fator estressante, e as limitações estruturais das penitenciárias dificultam o tratamento de transtornos com a falta de avaliação adequada da situação médica do preso, o que faz com que muitos detentos cumpram sua pena em presídios comuns, prejudicando ainda mais sua reinserção na sociedade.
Mais da metade das cadeias não tem módulo de saúde
O distúrbio mais frequente apresentado em ambos os gêneros foi o relacionado ao transtorno fóbico-ansioso, no qual estão inclusos o pânico, a agorafobia e o transtorno de estresse pós-traumático, que afeta cerca de 40% das mulheres encarceradas e 26,4% dos homens. O segundo maior distúrbio encontrado entre os detentos é o considerado de natureza afetiva, como transtorno bipolar e depressão, apresentada por 36,5% das mulheres e 12,3% dos homens ao longo da vida.
Em seu último levantamento geral em junho do ano passado, o DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional) revela que 63% das unidades prisionais no país não possuem um módulo de saúde para o atendimento dos detentos, o que impossibilita o acesso a qualquer serviço de atenção básica no local. Dados também apontam que há apenas 187 médicos psiquiatras em todo o país responsáveis por cuidar da saúde mental dos presos, sendo que estados como Rio de Janeiro e Roraima não contam com qualquer profissional da área, enfermeiros ou dentistas.
Os transtornos mentais ainda são um grande tabu. Além das poucas pesquisas sobre o assunto, são raros os detentos que espontaneamente relatam sofrer de algum tipo de distúrbio, seja pelo estigma associado a doença mental ou pelo medo de serem transferidos para hospitais de custódia. Estas pessoas também apresentam perfis mais vulneráveis dentro do sistema penitenciário por conta das alterações em seu estado mental, que os tornam mais propensos a comportamentos de risco, envolvimento em brigas, indisciplina, uso indevido de drogas e automutilação.
As cadeias ainda apresentam aspectos singulares de crueldade para as mulheres, que dentro das penitenciárias apresentam cinco vezes mais chances de possuírem algum problema de saúde em comparação com a população feminina em geral. A presidente do ITTC (Instituto Terra, Trabalho e Cidadania), Michael Mary Nolan, afirma que “o presídio não foi pensado para elas”. Além de trazer consigo a questão de gênero, as mulheres se veem em meio a um sistema penal machista, que resulta em uma “tripla condenação”, na perda do emprego, casa e quando são mães, também na guarda dos filhos, que pode ser decidida pelo sistema judiciário.
“Qualquer pessoa que passe pelo presídio volta para a sociedade mais fragilizada. A finalidade da prisão é destruir a segurança de que ela é alguém importante”, comentou Michael.
O sistema não recupera, adoece
O álcool e as drogas também figuram nas estatísticas como um outro fator comum, atingindo 40,8% das mulheres até o momento da prisão, enquanto os homens aparecem com 45%, porcentagem que sobe para 89,9% se levado em consideração os presos em detenção temporária. É possível também notar uma diferença na maneira como os entorpecentes são utilizados por cada um. Enquanto para elas, os ilícitos são uma forma de automedicação para bloquear sentimentos e lembranças traumáticas, para a maior parte dos homens as substancias são vistas como uma curiosidade na busca de uma nova forma de obter prazer.
Dentro do sistema penitenciário, as mulheres que dão à luz durante o cumprimento da pena são bastante afetadas psicologicamente pelo rompimento com o novo filho.
“Quando presas, elas costumam recorrer a comportamentos autodestrutivos, como tentativa de suicídio, falta de cuidado pessoal da saúde física e problemas psicológicos”, contou Maíra, responsável pela pesquisa. “Outro fator complicador é, por questões culturais, maior suscetibilidade de rejeição social, durante o cumprimento e após a pena. Nesse sentido, as mulheres costumam receber menos visitas no presídio que os homens, além de serem abandonadas pelo parceiro”, afirmou.
O acúmulo dos fatores que resultam em uma maior vulnerabilidade social para as mulheres ao longo da vida por conta de experiências traumáticas, como desestruturação familiar, desemprego, violência física, sexual e doméstica, quando combinados com um sistema prisional “adoecedor”, aumentam as chances de agravamento de problemas com drogas e em consequência, para a reincidência criminal.
“É preciso observar que quando se prende uma mulher, se quebra um núcleo familiar. A reintegração é difícil. Se uma mulher tem dificuldade nessa sociedade para avançar, é ainda pior para uma mulher presa”, apontou Michel, o que deixa claro que se hoje as discussões sobre a marcha lenta dos avanços de direitos e cuidados do ser humano ainda são uma rotina, é porque ainda não aprendemos que não há avanços se alguém é deixado para trás.
Fontes: Forum/ CEERT   -   Foto:ITTC

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Mulheres Atrizes no Teatro Brasileiro

Há alguns anos venho estudando o tema “gênero e arte”. Como é ser mulher na arte? Geralmente, o meio artístico é visto como descolado e livre, mas será que é isso mesmo? Então por que não aprendi sobre as artistas na escola? Tem Da Vinci, tem Michelangelo, tem Caravaggio.. .e nenhuma mulher?
Perguntas como essas me levaram a entrar em contato com o trabalho da Professora Heloísa Pontes, da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, por meio do livro “Intérpretes da metrópole”, que analisa a história social e a relação de gênero no teatro e no campo intelectual, de 1940 a 1968.
Como atriz e gestora cultural, me interessei imediatamente pela pesquisa, e logo na introdução me deparei com dois trechos reproduzidos, que transcrevo a seguir:
“As mulheres mandavam no teatro”
Essa frase foi dita pela atriz Maria Della Costa, em uma entrevista concedida ao jornal A Tribuna de Santos, em 26/2/1984, e se referia ao prestígio conquistado pelas atrizes na cena teatral dos anos 40 e 50.
De fato, a Professora Heloísa Pontes discute, em sua pesquisa a construção da autoridade artística das atrizes que conquistaram enorme prestígio na cena teatral desse período: Cacilda Becker, Maria Della Costa, Nydia Licia, Fernanda Montenegro e Henriette Morineau, apenas para citar algumas mulheres que se destacaram na arte de interpretar, encabeçando, muitas vezes, as próprias Companhias de Teatro. Eram as “primeiras atrizes”, que atraíam público, e que hoje nomeiam importantes teatros na cidade de São Paulo.
O teatro antes da década de 40 se apoiava em convenções rígidas. Era super profissional, mas estava engessado, o que fez com que o público migrasse para o cinema. Então, não tinha jeito, era necessário algo novo para quebrar essas convenções tão endurecidas. Bem, tinha que entrar sangue novo nos palcos, gente que não tinha sido formado por essa escola teatral, de preferência gente sem tanto profissionalismo.
O amadorismo, necessário para trazer uma nova roupagem ao teatro brasileiro, começou a ganhar contorno consistente na década de 40. Inicialmente com Alfredo Mesquita, em São Paulo, fundador da Escola de Arte Dramática, EAD, e do Grupo de Teatro Experimental e Paschoal Carlos Magno, no Rio de Janeiro, responsável pelo Teatro do Estudante do Brasil. Ambos traziam vivências na cultura europeia e com a literatura. Tinha também o Grupo Universitário de Teatro, criado por Décio de Almeida Prado e a trupe “Os Comediantes”, responsáveis pela encenação de Vestido de Noiva, do dramaturgo Nelson Rodrigues, considerado o ponto de partida do teatro moderno.
A consolidação dessa transição se deu em 1948 com a criação do TBC – Teatro Brasileiro de Comédia, que virou símbolo do teatro paulista e referência obrigatória nos anos 50. As atrizes ganharam espaço nesse período, pois participaram ativamente da implementação e da sedimentação da novo rotina do teatro moderno. Quer dizer, a mulherada tava junto no começo do movimento, que lembra-se começou como amador. É importante destacar isso porque, o que se observa na história, é que os movimentos nos quais as mulheres tiveram destaque, ou seja, que conseguiram entrar, são movimentos que começaram sem muita importância ou no amadorismo.
Outro fato que deve ser destacado foi a chegada de diversos artistas estrangeiros ao Brasil, muitos exilados pela guerra no continente Europeu, como o encenador polonês Zbigniew Ziembinski, responsável pela montagem histórica de Vestido de Noiva, e Louis Jouvet que chegou ao Brasil com sua Companhia francesa, possibilitando ao público paulista, apreciar o espetáculo com atores da própria companhia de Jouvet, e não com artistas escolhidos aleatoriamente de última hora, algo comum em apresentações de grupos estrangeiros no Brasil.
Assim, a formação desses atores e atrizes, antes nomeados amadores, se deu com os encenadores estrangeiros que chegaram ao Brasil, trazendo indubitavelmente, novidades para a cena do teatro brasileiro. Feita essa breve consideração, transcrevo o segundo trecho que chamou minha atenção:
“Eu poderia ter feito grandes filmes e grandes personagens. Mas esses grandes filmes e grandes personagens não aconteceram na minha geração. Os filmes eram feitos, quase sempre, para personagens masculinos. O Cinema Novo era todo voltado para o homem, as mulheres funcionavam como enfeite de bolo. (…) Os exemplos são vários e incluem os filmes de Glauber Rocha. Ele mesmo dizia – com maior graça, mas com total franqueza- que o mundo tem o lado masculino e o lado negativo. As mulheres fizeram cinema e teatro, sim: Maria Della Costa, Fernanda Montenegro, Cacilda Becker, Nathália Timberg, Tônia Carrero, todas ativíssimas. Mas no teatro do meu tempo, dos meus 20 anos (referência ao teatro dos anos de 1960), qual seria o Teatro de Arena, era assim: Gianfrancesco Garnieri e nós, mulheres, o complemento, a massa.”
Essa declaração foi feita pela atriz Dina Sfat, que estreiou como atriz amadora em 1962, se projetando no teatro paulista em 1963, quando ingressou no Teatro de Arena.
O Teatro de Arena foi fundado pelo dramaturgo e diretor José Renato Pécora, ao sair da Escola de Artes Dramáticas (EAD), de São Paulo. Conforme Décio de Almeida Prado, José Renato ou Zé Renato (homenageado com um importante edital de fomento ao teatro, recém implementado na cidade de São Paulo) “não ambicionava mais do que abrir caminho para os iniciantes na carreira, propondo-lhes uma disposição cênica diferente – atores no centro, espectadores ao redor (…) . O Teatro de Arena ganhou projeção quando Zé Renato reuniu-se com Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Vianna Filho.
O Arena, como é conhecido, trazia em seu repertório, não só uma nova forma de dispor a cena, isto é a não utilização do tradicional palco italiano, mas um cunho social, de esquerda, nacionalista e populista “O sucesso de Eles não Usam Black-Tie, sucesso completo, maciço, de imprensa e bilheteria, restaurou a crença no valor, inclusive comercial, das peças nacionais, com o Arena marchando à frente dos acontecimentos”, palavras do Décio. O espetáculo “Eles não Usam Black-Tie”, foi encenado pela primeira vez em 22 de fevereiro de 1958.
O Teatro de Arena foi e é referência em teatro político no Brasil.
Outros grupos e linguagens emergiram nesse período e muito tem a ser dito sobre esta movimentação na cena teatral brasileira. No entanto, a intenção deste texto é tentar compreender ou apenas levantar possibilidades do motivo das mulheres terem saído da cena brasileira como autoridades do palco. Porque as mulheres deixaram de mandar no teatro ao ponto de Dina Sfat se lamentar de ser atriz em sua época?
Um apontamento possível de ser feito é o momento histórico no qual se deu sua carreira.
Considerando que as atrizes de 1940 a 1950 profissionalizaram-se com os encenadores estrangeiros que aqui chegaram, e que a maioria possuía uma origem social humilde – Cacilda Becker e Cleyde Yaconis, por exemplo, tiveram uma infância paupérrima – pode-se concluir que o ofício teatral não era visto como um meio culto e elitizado, o que permitiu a presença das mulheres. Aliado a este fato, tem-se que a estrutura do teatro desse período, bem como o seu repertório, possuía a figura da primeira atriz, o que possibilitou a projeção das intérpretes.
Esse panorama modifica-se com o Teatro de Arena e com o momento político que o Brasil passaria nas décadas seguintes.
Com o Golpe Militar de 1964, o teatro ainda era um dos poucos lugares em que as pessoas podiam se reunir e ali ter um discurso. Como visto, o Teatro de Arena trouxe um teatro engajado que oportunizava a discussão. Porém, essa pseudo liberdade cessou de vez em 1968, com a implementação do Ato Institucional n.º 5, conhecido como AI 5, que intensificou a censura nos meios culturais.
O país estava amordaçado e era preciso falar.
Leila Diniz 
Nesse contexto, o teatro essencialmente político, também começou a abrir espaço para outras discussões, pautadas em estados psicológicos, e em grupos mais específicos. Pode-se apontar como marco desta abertura, a dramaturgia de Plínio Marcos, que em 1967 estreiou Dois Perdidos numa Noite Suja, que fez enorme sucesso. Plínio trouxe em suas peças as classes sociais esquecidas, a escória de tudo: as prostitutas, os homossexuais, o cafetão. Sem querer o dramaturgo inaugurou um espaço novo, no qual as minorias tiveram sua vez. Foi nesse período também que as dramaturgas começaram a frequentar os palcos brasileiros.
Ainda nesse quadro, aflora o “feminismo organizado”, como movimento de mulheres das camadas médias, na maioria intelectualizadas, que buscavam novas formas de expressão da individualidade.
Eva Todor

A mulher desse período tinha duas ações políticas – a luta contra a repressão e a luta contra as desigualdades entre homens e mulheres. As mulheres tidas como subversivas, não escapavam desta dualidade, já que dentro dos partidos de esquerda encontravam barreiras machistas de seus colegas.
Tônia Carrero e Odete Lara de mãos dadas, marchando com a multidão. Algumas sofreram com a censura dos militares e com o exílio, caso de Leila Diniz e Norma Benguel.

Eva Vilma 
É possível atribuir tal fala ao ofício teatral realizado nos anos 60 e 70. O teatro estava voltado à discussão do cenário político do período. Considerando a fala da professora Heloisa Pontes de que o político é masculino, pode-se supor que esse espaço, portanto, deixou de ser feminino. A discussão política pertence ao mundo dos homens.
Tonia Carrero 
Evidentemente que não se pode esquecer que na época de Dina Sfat as atrizes atuavam também na televisão, o que permitiu a elas fama, não necessariamente autoridade artística.
Odete Lara 
Infelizmente, este espaço de texto e tempo é muito pequeno para encontrarmos respostas concretas e assertivas para tais questões. Deixo essas perguntas que me foram suscitadas quando me deparei com a pesquisa que cito no começo do texto. E torço para que outras surjam.

Texto extraído:  http://lasabuelitas.com/  Fotos: Internet 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Meninas Participaram da Cerimônia de Premiação dos Jogos Olímpicos Rio 2016

Meninas do projeto “Uma Vitória Leva à Outra”, uma parceria da ONU Mulheres com o Comitê Olímpico Internacional (COI), participaram da Cerimônia de Premiação dos Jogos Olímpicos Rio 2016

As meninas do projeto “Uma Vitória Leva à Outra”, uma parceria da ONU Mulheres com o Comitê Olímpico Internacional (COI), participaram da Cerimônia de Premiação dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Durante o evento, realizado terça-feira (14/6) no Parque Olímpico, elas puderam ver de perto a medalha olímpica e conversar o presidente do COI, Thomas Bach.
O projeto, presente em áreas vulneráveis do Rio de Janeiro, tem como objetivo criar espaços seguros para que meninas possam praticar esportes e desenvolver habilidades para suas vidas. 
Atualmente, o programa acontece no município do Rio de Janeiro e vai beneficiar 2.500 meninas. A intenção é que o programa seja expandido para outras cidades e estados brasileiros a partir do segundo semestre de 2016.
No Rio de Janeiro, o programa conta ainda com a parceria das ONGs Women Win, Instituto Bola Pra Frente e Instituto Agenda. E tem o apoio local da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer; Secretaria Municipal de Educação; Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.
Meninas e esporte:Na puberdade, em função das pressões sociais e dos estereótipos de gênero, a autoestima das meninas tende a cair duas vezes mais do que a dos meninos, e 49% das meninas abandonam a prática esportiva, porcentagem seis vezes maior em comparação com os meninos.
Nessa fase da vida, os estereótipos de gênero e a linha que divide o que é considerado adequado às meninas e aos meninos começa a ficar muito mais evidente. Enquanto as meninas são submetidas a um controle e uma vigilância muito mais severa sobre seu corpo e sexualidade, há também uma objetificação muito maior de seus corpos pela sociedade e pelas diversas representações midiáticas. É claro que os meninos também passam por uma série de pressões associadas a modelos perversos de masculinidade e a entrada na adolescência pode ser um processo muito doloroso para eles também. No entanto, em geral, nessa fase, eles são estimulados a ocupar o espaço público e desenvolver suas habilidades de liderança, autonomia e convívio social. Para os meninos, este é um momento de conquista de poder, enquanto as meninas começam a ser cada vez mais limitadas e privadas dessa ocupação e expansão.
Por meio da prática esportiva, as meninas adquirem uma série de habilidades transferíveis para outras áreas da vida, como o ambiente de trabalho e as relações humanas. Por exemplo: aprendem a ter disciplina, trabalhar em equipe, respeitar as regras e jogar de forma justa, manter o foco e a persistência para alcançar metas bem estabelecidas etc. Em outras palavras, seus ganhos “em campo” possibilitam ganhos “fora de campo”.
Aliar a prática de esportes à criação de espaços seguros é fundamental para que as meninas possam se conhecer e se desenvolver livres dos preconceitos de gênero. Nesse sentido, o esporte potencializa o desenvolvimento de autoestima, liderança, conhecimento sobre o próprio corpo e sobre direitos. Investir na liderança de meninas e mulheres jovens por meio dos esportes é uma metodologia efetiva para eliminar as desigualdades de gênero e modificar percepções, atitudes e comportamentos que causam ou justificam a violência.

Fonte, texto e fotos: ONU Mulheres

sábado, 18 de junho de 2016

Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea Inaugura a Exposição PENSÃO ARTÍSTICA

A Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea  inaugurou sábado, dia 11 de junho, a exposição Pensão Artística apresentando o resultado do projeto de residência artística de curta duração com os artistas Dani Soter, Daniela Dacorso, Fabio Carvalho, Heberth Sobral com  curadoria de Marco Antonio Teobaldo. A exposição Pensão Artística integra o Circuito Cultural Rio, idealizado pela Secretaria Municipal de Cultura e pela Prefeitura do Rio, para a programação cultural dos períodos Olímpico e Paralímpico, que vai de maio a setembro de 2016. Depois de ficarem hospedados por cinco dias em um hotel, na Região Portuária do Rio de Janeiro, os artistas e o curador, que também idealizou o projeto, apresentarão em 11 de junho a 9 de julho, o resultado de todo o trabalho que envolveu os moradores da região, lideranças comunitárias locais,  funcionários do hotel  e convidados  que interagiram  no processo de criação das obras. De acordo com o curador, a experiência de convivência e troca com os artistas foi uma espécie de laboratório para que eles pudessem desenvolver seus projetos em um ambiente fora das suas zonas de conforto. Segundo Teobaldo “Tivemos a oportunidade de vivenciar as mudanças urbanísticas da Região Portuária, concentrando nossas percepções sobre as suas consequências na população local e aos milhares de indivíduos que nela transitam diariamente, realizando, ainda,  algumas atividades nos estabelecimentos comerciais e institucionais do entorno, após o horário de visitação nos quartos”.
Dani Soter – Colcha de retalhos para uma cama de casal 

Colcha de retalhos para uma cama de casal – a proposta da artista é encontrar pessoas de passagem, desconhecidos ou não, dentro do quarto do hotel, em sua cama. Apenas uma pessoa foi atendida de cada vez, com hora marcada ou furtivamente, en passant.  Os encontros não tiveram hora para terminar e acabavam quando sentiam, juntos, que já não havia mais nada para ser dito e costurado com os retalhos de roupas usadas. Em seguida, foram reunidas as partes trabalhadas, construindo assim uma narrativa coletiva, onde a voz é a linha e o segredo é o ponto. Mais do que desejar obter um objeto estético, busca-se o resultado da experiência realizada a dois. O espectador torna-se atuante e a obra depende de sua participação. Em Colcha de retalhos para uma cama de casal, é também explorada a questão da intimidade de ambos, sobretudo a do outro, daquele que entra no quarto e senta-se na cama da artista. Curioso de entender o que está se passando ali dentro e desejoso de atravessar fronteiras do espaço privado, o espectador-artista revela seus pensamentos e lembranças ao artista-ouvinte. Este trabalho/performance teve início em Lisboa, em 2010 e a sua narrativa vai crescendo à medida que o público vai participando e contando sua história.

Daniela Dacorso – Retratos  A artista montou um verdadeiro Estúdio fotográfico no seu quarto de hotel, local da residência artística, onde trabalhou uma abordagem receptiva aos visitantes para colher algumas informações sobre o seu perfil (o que faz, onde vive, o que o trouxe até ali, suas dificuldades e seus sonhos, entre outras questões). A partir destas informações, os visitantes foram retratados, dando continuidade à pesquisa da artista sobre tipos comuns da cidade do Rio de Janeiro. O resultado final desta ação será a exposição de um rico álbum de retratos que terá um forte apelo a ancestralidade local, conhecida no passado como Pequena África,  de modo a reafirmar a identidade de cada pessoa fotografada, constituindo uma espécie de mapeamento humano daquele momento do projeto.

Fábio Carvalho – Ocupação Olympia A intervenção urbana Ocupação Olympia idealizada especialmente para o projeto Pensão Artística, consiste na criação de uma série de obras em papel, que remetem à azulejaria portuguesa, com desenhos alusivos a atletas (em particular para as práticas esportivas mais antigas e tradicionais), que foram aplicadas com cola de amido sobre paredes e fachadas da Gamboa. Ao estilo lambe-lambe, a obra assumiu, as vezes,  de azulejos de papel, tendo como referência os azulejos de figura avulsa portugueses, uma vez que a região da Gamboa tem um rico histórico de ocupação portuguesa, sendo a região ainda pontuada por uma série de imóveis antigos cujas fachadas ainda encontram-se azulejadas como no final do século XIX e início do XX. As imagens de esportistas serão misturadas com imagens mais tradicionais das figuras avulsas portuguesas, em particular imagens florais.


Heberth Sobral – Noticiário O artista visual propôs para a residência artística a construção de dioramas com cenários sobre a realidade da Região Portuária e o significativo momento de transformação que vem passando, por conta de sua revitalização para os Jogos Olímpicos. Utilizando um repertório customizado no qual os personagens são bonecos Playmobill, o artista aborda os costumes locais em um simulacro de telejornal, editado pelo artista. Algumas imagens surgirão a partir do estímulo recebido por matérias de jornais, contudo a interação direta do público visitante por meio de depoimentos trouxe mais detalhes para a narrativa construída, potencializando a temática desenvolvida. Cada artista passou por um tipo de experiência distinta, porque seus trabalhos são de naturezas diferentes, mas que sofreram influência das trocas provocadas por esta convivência. É unânime entre os residentes do projeto que a sua forma de perceber aquela região se transformou e abriu uma nova perspectiva para entender este processo tão delicado e importante de transformação da cidade.


CIRCUITO CULTURAL RIO Idealizado pela Prefeitura do Rio, o Circuito Cultural Rio conta com mais de 700 atrações, selecionadas e patrocinadas por meio dos editais da Secretaria Municipal de Cultura, que serão apresentadas em mais de 100 espaços culturais espalhados por toda a Cidade, além dos eventos que acontecem ao ar livre. Com peças de teatro, exposições, shows, espetáculos de dança, atrações circenses, eventos de gastronomia, manifestações de rua, saraus, bailes e afins, o Circuito Cultural Rio vai possibilitar uma experiência integral da diversidade cultural carioca. 

SERVIÇOPensão Artística – exposição dos artistas Dani Soter, Daniela Dacorso, Fabio Carvalho e Heberth Sobral Projeto e Curadoria de Marco Antonio Teobaldo 

Abertura: dia 11 de junho, às 15h Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea

Visitação: 14 de junho a 9 de julho de 2016 De terça à sexta das 13h as 19h e sábados – 10h as 13h LIVRE Entrada franca Local: Rua Pedro Ernesto, 32 – Gamboa Tel. 21 2516-7089 pretosnovos@pretosnovos.com.br 

Fonte: texto: Assessoria de Imprensa

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Menina é Enforcada por ser Negra Dentro de Escola que Estuda

Crianças enforcam menina com corda na escola por ela ser negra
Menina teria sido enforcada por ser negra
Família processará escola depois que a filha passou por momentos difíceis.
A agressão de uma menina negra no estado americano do Texasestá esta gerando um grande debate nos Estados Unidos, por ter sido enforcada com uma corda pelos próprios amigos da classe. Em seguida, ela foi empurrada no chão. 
A atitude de desrespeito teria ocorrido porque a garota é negra. Agora a família, de acordo com informações do jornal 'O Globo' em matéria publicada nesta quarta-feira, 15, quer entrar com um processo contra a escola. Os pais da vítima acusam a instituição de ensino a agir com negligência. O valor da indenização é milionário, podendo chegar a incríveis R$ 10 milhões. 
A menina não teve o nome revelado. A garota está sendo chamada pela imprensa americana como KP. A mãe da vítima diz que a filha sofria constantemente ameaças dos coleguinhas, mas até então o caso era tratado como um bullying, palavra que ganhou repercussão recentemente, quando os abusos realizados contra crianças voltaram a abrir o debate em todo o mundo.
A mãe da menina foi além. De acordo com ela, a Live Oak Classical School sabia que a garota era humilhada pelos colegas, mas decidiu não fazer nada. A família então ficou completamente irritada após saber que sua herdeira havia sido praticamente degolada na escola. As escoriações podem ser vistas na foto que está na capa desta reportagem. A menina tem 12 anos de idade.
Advogados da família confirmam que a motivação para o ato selvagem seria mesmo racismo. O ato teria sido realizado contra a garota quando ela estava visitando um sítio. Três meninos teriam enrolado as cordas de um balanço no pescoço da menina, empurrando ela em seguida. 
No ano passado, a mãe da garota chegou a relatar à direção da escola as ameaças sofridas pela filha. Até um e-mail foi enviado. Este será usado como prova da negligência da instituição. Na ocasião, a menina foi empurrada e chutada quando ensaiava para um peça teatral. "Não vou deixar isso com impunidade", desabafou a mãe da vítima. 
Fonte: Redação (Blasting News) /Ceert

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Conselheiras do conselho nacional de direitos da mulher faz renuncia coletiva

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Dez conselheiras renunciaram ontem (14) aos cargos que ocupavam no Conselho Nacional de Direitos das Mulheres, órgão do Ministério da Justiça. Elas afirmam que saíram porque consideram o governo interino de Michel Temer "golpista, patriarcal e ilegítimo" e não veem perspectivas de diálogo e avanços nas políticas de gênero. 
O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher foi criado em 1985, vinculado ao Ministério da Justiça, para promover políticas que visassem a eliminar a discriminação contra a mulher e assegurar sua participação nas atividades políticas, econômicas e culturais do país.
Uma carta foi produzida para ser entregue ao presidente interino Temer,  onde afirma que o presidente interino não só acabou com o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, como transferiu para o Ministério da Justiça as atribuições da secretária de Políticas para as Mulheres e nomeou para a pasta uma pessoa com uma postura contrária aos direitos sexuais e reprodutivos, agenda historicamente defendida pelas feministas.
Leiam a carta na íntegra 
golpe machistaNós, representantes da Articulação de Mulheres Brasileiras/AMBArticulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras/AMNB, da Marcha Mundial das Mulheres/MMM, da Rede Mulher e Mídia/RMM; da Rede Economia e Feminismo/REF e as Conselheiras de Notório Conhecimento das questões de Gênero, Maria Betânia de Melo Ávila, Matilde Ribeiro, integrantes do CNDM – Conselho Nacional dos Direitos da Mulher vimos anunciar nossa RENÚNCIA ao mandato de Conselheira, pelos motivos abaixo expressados.
Não reconhecemos o governo provisório por considera-lo ilegítimo, resultado de uma coalizão de forças políticas que chega ao poder por meio de um golpe parlamentar-jurídico-midiático, levando ao afastamento temporário da Presidenta Dilma, eleita pelo voto popular, configurando um ataque à institucionalidade democrática;
Desde que assumiu o poder, este governo interino e ilegítimo vem cumprindo um programa ultraliberal, que requenta boa parte do programa eleitoral da coalizão derrotada nas últimas eleições presidenciais, e promove, de maneira ilegítima, mudanças ministeriais que representam uma brutal desestruturação de políticas públicas voltadas para a garantia de direitos, sinalizando o aprofundamento de retrocessos nas políticas de educação, seguridade social, de promoção da igualdade racial e nas políticas públicas para as mulheres, começando pelo desmonte da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres;
O governo interino e ilegítimo colocou no primeiro escalão do poder executivo, somente ministros homens e brancos, de partidos da coalizão golpista, muitos dos quais envolvidos em esquemas de corrupção e com posições marcadamente contrárias ao avanço dos direitos humanos e do desenvolvimento do País, assim como, a ameaça ao Estado Democrático de Direito. E para completar, não só acabou com o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, como transferiu para o Ministério da Justiça as atribuições da Secretaria de Políticas para as Mulheres e nomeou para a pasta uma pessoa com postura contrária aos direitos sexuais e reprodutivos, agenda historicamente defendida pelas feministas.
Soma-se a tantos descalabros deste governo golpista, a tentativa de criminalização dos movimentos sociais e a utilização do aparato repressivo do estado, para reprimir qualquer manifestação organizada, quando o intuito é o de resistir e desmascarar a farsa do impeachment sem crime de responsabilidade, praticando repressão violenta contra as manifestações populares rememorando os tempos da ditadura militar.
Não reconhecemos este Governo e, portanto, com ele não dialogaremos. Acreditamos que a participação nos conselhos de controle social tem como objetivo primordial democratizar o Estado e avançar na garantia de direitos. Em um governo instituído pelo desrespeito à Constituição e ao voto popular e, portanto, à institucionalidade democrática, não existe possibilidade de diálogo.
Não renunciaremos à luta em defesa da Democracia. Permaneceremos nas ruas contra o golpe doimpeachment, defendendo a continuidade do mandato da Presidenta Dilma Roussef e com ela retornaremos após derrotarmos o golpismo, comprometidas com um programa de avanço na implementação dos direitos das mulheres. Estaremos nas ruas, contra a direita, pelos direitos. Golpistas, não passarão! Fora Temer!
Brasília, 06 de junho de 2016.
Conselheiras que assinam :
  1. Schuma Schumaher – Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB
  2. Josanira Rosa Santos da Luz – Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB
  3. Lourdes Andrade Simões -*Marcha Mundial das Mulheres – MMM*
  4. Maria Betânia de Melo Ávila – Notório Conhecimento das questões de Gênero
  5. Matilde Ribeiro – Notório Conhecimento das questões de Gênero
  6. Rachel Moreno – Rede Mulher e Mídia – RMM
  7. Sarah Luiza de Souza Moreira – Rede Economia e
Fontes e fotos: blogdalucia/redebrasilatual 

terça-feira, 14 de junho de 2016

IIIº Destaque Mulher Negra


Por Mônica Aguiar

O Fórum de Mulheres Negras de Minas Gerais, através do Centro de Referência da Cultura Negra de Venda Nova- ( CERCUNVN), Coletivo de Entidades Negras de Minas (CENMG) e Beleza Negra da cidade de Montes Claros, em comemoração ao dia 25 de julho:- dia de luta da mulher negra latina americana e caribenha,  dia nacional de Tereza de Benguela e da mulher negra e dia 31 de julho:- dia internacional de luta das mulheres africanas,  realizara  28 de julho de 20016 em Belo Horizonte, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais,  o 3º Destaque Mulher Negra.

Nesta edição, o objetivo central é celebrar os dias, homenageando mulheres negras de Minas e do Brasil, que atuam nas direções e frentes de sindicatos, centrais, representantes do executivo e parlamento, comunidades tradicionais de matrizes africanas e empreendedoras, acadêmicas, cientistas, polícias: federal, civil e militar dentre outras categoria, bem como mulheres que não são negras, mas fazem a defesa em conjunto com as mulheres negras no que diz respeito às desigualdades raciais, falta de oportunidades, diferenças salariais, visibilidades, estereótipos e violência.
IIº  Edição  Destaque Mulher Negra 

As homenagem são marco com ações positivas,  que garantem a interação e conversas,  entre diversas  mulheres que atuam  em vários setores e categorias da sociedade.

Pretende-se no dia que as homenageadas recebam medalha e diploma, das mãos das coordenadoras do evento,  e de mulheres homenageadas no  Iº e IIº Destaque Mulher Negra, que  passam ser simbolicamente madrinhas das atuais homenageadas.

A Coordenação do evento esta sendo realizada por: Mônica Aguiar militante feminista, blogueira, blog Mulher Negra, colunista, sindicalista, coordenadora Geral do Centro de Referencia da Cultura Negra de Venda Nova e diretora no Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais.

DiKota Djanganga keumzambe : Coordenação Executiva da CEN – Coletivo de  Entidades Negras MG e diretora no Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais.

Vera Nice dos Santos ( Brexó) : Ex-atleta, a primeira negra da primeira equipe profissional de handebol  mineiro,  Coordenadora de Politicas de Promoção da Igualdade Racial e Beleza Negra de Montes Claros,  diretora no Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais.

A primeira e segunda edição foi marcada pelas homenagens realizada as principais lideranças que pautam as especificidades das mulheres negras, organizadas em diversas entidades do estado e nacional no movimento negro e leitura de manifesto estadual com várias reivindicações aos setores do poder publico.

Foto : CERCUVN



quinta-feira, 9 de junho de 2016

Primeira Mulher a Presidir o STJ Laurita Vaz


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) elegeu simbolicamente, a ministra Laurita Vaz para ocupar a presidência da Corte pelos próximos dois anos.  O ministro Humberto Martins foi eleito vice-presidente.
Laurita será a primeira mulher a ocupar a cadeira desde 1989, quando o tribunal foi criado. A posse está prevista para a primeira semana de setembro.
A ministra Laurita foi escolhida depois que a ministra Nancy Andrighi, a mais antiga no STJ, abriu mão do cargo, conforme comunicou em ofício enviado aos colegas. Noronha, pela ordem, seria o vice-presidente, mas ele preferiu ir para a Corregedoria do CNJ.  O critério para ocupar a presidência do tribunal é a ordem de antiguidade. Atualmente, a ministra é vice-presidente do tribunal.
Laurita Vaz nasceu em Anicuns (GO) e começou sua carreira jurídica no Ministério Público do estado na década de 1980. Laurita é especialista em Direito Penal e foi nomeada em 2001 pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Fonte: jaraguanoticias