sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Parlamentar Moçambicana Considera Positiva Cooperação

Luanda - A nova fase da cooperação parlamentar entre Angola e Moçambique poderá ajudar solucionar problemas que as mulheres e crianças moçambicanas enfrentam, disse em Luanda, a 1ª vogal do Gabinete de mulheres parlamentares daquele país, Valéria Mitelela.


Em declarações à Angop,
agência de notícias, a chefe da delegação do grupo de mulheres parlamentares da Assembleia de Moçambique considerou “positiva” a visita realizada por cinco dias, em Angola, com objetivo de garantir reforço da cooperação existente entre os dois parlamentos.
De acordo com a deputada, esta troca de experiências “boa foi proveitosa” e concluiu que os dois parlamentos tem muitos pontos em comum.

 “acredito que esta nova fase de uma cooperação mais contínua, vai ajudar a dar soluções a alguns problemas das mulheres e crianças moçambicanas”.

A delegação foi recebida, em Luanda, pelo presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, além de se ter encontrado com o grupo de mulheres parlamentares angolanas e com a Associação Angolana de Mulheres de Carreira Jurídica. Para Valéria Mitela, esses laços deverão ser estreitados nas áreas que dizem respeito a legislação sobre a mulher e criança.

No quadro do reforço da cooperação bilateral neste domínio, o líder do Parlamento Angolano visitou, recentemente, a República de Moçambique, a convite da sua homóloga Verónica Nataniel Macamo, tendo sido recebido, na ocasião, pelo Chefe de Estado moçambicano, Filipe Jacinto Nyusi.
Angola e Moçambique partilham laços fraternos e de cooperação bilateral e no quadro das organizações regionais a que pertencem designadamente a CPLP,  PALOP e a SADC.

Fonte e foto : ANGOP


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Mulheres Negras Cientistas que Possibilitaram à Nasa Colocar um Homem no Espaço

Um dos grandes feitos da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) foi fazer com que um norte-americano fosse ao espaço e orbitasse ao redor da Terra em 1962. John Glenn ficou famoso pelo feito, mas os cérebros por trás da operação eram os de três mulheres negras que superaram preconceitos de gênero e raça e fizeram história na ciência. Sabia?

O trio fazia parte de uma equipe apelidada de "computadores humanos", que calculava manualmente equações necessárias para que as viagens espaciais acontecessem.

Katherine Johnson


É a única das três que ainda está viva, com 98 anos. Vaughan morreu em 2008, e Jackson em 2005.
Nascida em 1918, em West Virginia, era possível prever um futuro brilhante para Johnson desde sua infância. Isso porque ela se formou na escola com apenas 14 anos. Sim, cedo mesmo.
Aos 18 anos ela conquistou seu diploma em matemática e francês na universidade de West Virginia State. "Eu tenho prazer em aprender, fico perto de pessoas que possam me ensinar sempre", afirmou em um vídeo divulgado pela Nasa.
Em 1953, ela começou a trabalhar na Naca (Comitê Nacional para Aconselhamento sobre Aeronáutica), a agência antecessora da Nasa. Apesar do grande racismo da época, a agência dava oportunidades a mulheres negras - com salários menores dos de mulheres brancas ou homens. 
Eu conto tudo. Meus passos na rua, os degraus da igreja, o número de pratos que lavo...qualquer coisa que pode ser contada, eu conto." Katherine Johnson
Os EUA viviam um período de grande segregação racial, que só acabou oficialmente em 1964, com a lei dos Direitos Civis. Um pouco antes disso, em 1961, o então vice-presidente Lyndon B. Johnson criou projetos com a Nasa para diminuir a segregação e atrair funcionários afro-americanos para o programa espacial.
Seu trabalho de maior prestígio foi calcular a missão que fez o astronauta John Glenn orbitar a Terra. Inclusive, Glenn se recusou a viajar antes de que Johnson checasse os números do trajeto, que tinham sido alinhados por computadores. 
"Chame a garota, verifique os números. Se ela disser que eles estão bons, eu estou pronto para ir", disse Glenn, antes de embarcar. As contas duraram três dias, de acordo com o diretor do filme, Ted Melfi.
O brilhantismo de Johnson também foi importante para calcular a trajetória do voo do Apolo 11, foguete que levou homens à Lua pela primeira vez em 1969.
Em 2015, Johnson recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração civil dos Estados Unidos, das mãos do presidente Barack Obama. 

Dorothy Vaughn


Vaughan foi uma matemática respeitada e a primeira gerente norte-americana da Nasa.

Nascida em 1910, no Missouri, ela se formou em matemática aos 19 anos na Universidade de Wilberforce. Como Johnson, foi professora antes de entrar para Naca, em 1943.
Segundo a Nasa, a talentosa matemática deixou as escolas durante a Segunda Guerra Mundial para entrar nos laboratórios. 
Ao ser contratada, Vaughan fazia parte de um grupo que contava apenas com mulheres negras que trabalhavam como computadores humanos. Isso porque a agência ainda tinha normas que separavam os funcionários negros e brancos, os banheiros e refeitórios eram diferenciados, por exemplos. 
Vaughn permaneceu na agência após a guerra e foi nomeada como gerente de 1949 a 1958. Com a chegada de computadores eletrônicos, a cientista entendeu que as mulheres que trabalhavam como "computadores humanos" podiam ser demitidas. Assim, ela aprendeu programação e ensinou as colegas para terem opções de emprego.

Mary Jackson


Mary Jackson cresceu na Virgínia e como suas colegas tinha as mais altas notas de sua escola. Ela complementou sua educação ao se formar no Hampton Institute em matemática e física. Após a graduação, ela deu aulas em Maryland antes de entrar para Naca, onde trabalhou por 34 anos.

A matemática iniciou sua carreira no setor segregado da Naca em 1951, com Dorothy Vaughan. Depois de dois anos na área de computação, ela recebeu uma oferta para trabalhar com túnel de vento supersônico, onde ela conseguiu experiência prática na realização de experimentos na instalação e integrou um treinamento que a promovia de matemática para engenheira.
Os estagiários precisavam fazer um curso de pós-graduação em matemática e física administrados pela Universidade da Virgínia. Como as aulas eram segregadas, Mary precisou pedir permissão especial para acompanhar as aulas e se juntar aos seus colegas brancos. Ela não só conseguiu, como completou o curso, ganhou uma promoção e em 1958 se tornou a primeira engenheira negra da Nasa.

A Primeira Astronauta Negra na ISS"Jeanette Epps"

Engenheira será primeira pessoa negra na Estação Espacial Internacional

Astronauta Jeanette Epps será a primeira pessoa negra a participar de uma missão na Estação Espacial Internacional (ISS), informou a Nasa.

Jeanette Epps, física de 46 anos, trabalhou para a CIA e chegará à ISS em 2018 como engenheira de voo, junto com seu compatriota Andrew Feustel, um astronauta veterano, para uma missão de 6 meses em órbita.

A NASA já enviou 14 astronautas negros para o espaço ao longo das décadas, mas nunca nenhum ficou a bordo da ISS como um membro da tripulação. 
Jeanette será a primeira negra e a 13ª mulher a chamar a ISS de casa,  desde que a estação espacial foi fundada em 1998.

A Nasa já teve cinco mulheres e um homem negro como astronautas, e todos participaram em missões de naves espaciais, Jeanette Epps será a primeira na ISS.

Os seis membros da tripulação da ISS realizam missões em órbita de seis meses.

Jeanette Epps,46 anos, é formada em física, doutora em engenharia aeroespacial pela Universidade de Maryland. 
A astronauta já trabalhou também para a CIA durante 7 anos, aprendeu russo para trabalhar com seus colegas da agência espacial da Rússia que integram a tripulação da ISS.

(Com Agência AFP)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Grupos Religiosos Dificultam Planejamento Familiar.

225 milhões de latino-americanas e caribenhas em idade reprodutiva não fazem uso de métodos contraceptivos 

A influência de grupos religiosos e conservadores no desenho e execução das políticas públicas de planejamento familiar prejudicam o acesso das mulheres aos métodos contraceptivos no Brasil. Esta é a conclusão de uma pesquisa realizada em cinco países da América Latina.

O estudo feito pela Federação Internacional de Planejamento Familiar/Região do Hemisfério Ocidental (IPPF/RHO) ouviu 100 especialistas no México, Colômbia, Argentina, Chile e Brasil. O resultado mostra que as brasileiras são as que menos têm acesso às informações sobre métodos contraceptivos. A razão para o mau posicionamento é o conservadorismo associado à religião.

De acordo com a pesquisa, o Brasil possui uma das legislações “mais avançadas” do continente no que se refere ao planejamento familiar e ainda conta com um sistema de saúde que distribui gratuitamente métodos contraceptivos. Mas não há um acompanhamento para descobrir quais melhor se adaptam à vida dessas mulheres.

O acesso às informações e aos métodos contraceptivos permite às brasileiras decidirem sobre a maternidade, se querem ou não ter filhos e em qual momento desejam ser mães, explicou a socióloga Jacqueline Pitanguy, da ONG Cepia, parceira da pesquisa.
“Além de essas políticas reduzirem o índice de gravidez na adolescência e os abortos clandestinos, as mulheres que conseguem planejar a gravidez têm condições de desempenhar um papel mais ativo na sociedade e dar aos seus filhos melhores condições de vida”.

O Brasil também recebeu baixa avaliação no quesito educação sexual nas escolas, pois o tema não é obrigatório nas salas de aula do país. Além disso, as campanhas de saúde sobre sexualidade focam apenas na prevenção de HIV/Aids e no uso de preservativos.
Também foi registrado no estudo que, ao contrário de México e Chile, por aqui não há programas específicos para a atenção de grupos e mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Por fim, a influência religiosa e cultural de profissionais de saúde limita o uso de protocolos e a participação desses profissionais em treinamentos sobre o tema.

Embora a América Latina e o Caribe tenha registrado o maior crescimento mundial em relação à participação das mulheres no mercado de trabalho, de 40% para 54,3%, o aumento do uso de anticoncepcionais foi consideravelmente pequeno, de 66,7% para 67%. Ou seja, 225 milhões de latino-americanas e caribenhas em idade reprodutiva não fazem uso de métodos contraceptivos.

Fonte:marieclare

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

PEC garante presença feminina em listas de indicados para tribunais

Se a PEC for aprovada, poderá  estabelecer a exigência da participação de diversidade de gêneros na composição das listas sêxtuplas e tríplices formadas para indicação de membros do Ministério Público e da advocacia para compor os Tribunais Regionais Federais, os Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios. Objetivo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 43/2016, foi apresentada  pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), e mais 07 senadoras : - Ana Amélia, Fátima Bezerra, Gleice Hoffmann, Lídice da Mata, Regina de Souza, Simone Tabet e Ângela Portela. 
Pela Constituição, só podem compor a lista sêxtupla indicada pelo Ministério Público para os tribunais procuradores com mais de 10 anos de carreira. O mesmo critério vale para a lista sêxtupla de advogados, que ainda devem possuir reputação ilibada e notório saber jurídico. Posteriormente o tribunal forma uma lista tríplice e a envia ao Poder Executivo, que por fim escolhe o nomeado.
A PEC estabelece uma cota mínima de um terço para cada um dos gêneros tanto nas listas sêxtuplas, quanto nas posteriores listas tríplices. Vanessa Grazziotin sublinha que o objetivo é aumentar a presença de mulheres nos TRFs e nos tribunais estaduais.
"Garantimos assim que pelo menos duas das vagas de cada lista sêxtupla sejam preenchidas por mulheres. E o mesmo valerá nas listas tríplices de cada Tribunal, assegurando ao menos uma mulher podendo ser indicada pelo Poder Executivo na vaga que estiver aberta", afirmou.
O texto tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde ainda aguarda a indicação de relator.
Fonte: Senado 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Mulheres perdem mais com a reforma da Previdência

Trabalhadoras terão idade de ingresso equiparada à dos homens, aos 65 anos

As mulheres poderão ser as grandes prejudicadas pela reforma da Previdência. De acordo com as propostas apresentadas pelo Governo Federal em dezembro, a idade mínima para a mulher ter direito a dar entrada em sua aposentadoria será equiparada à dos homens: 65 anos. 
Já os valores de pensões por morte, grande parte destinados a viúvas e a filhas de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) falecidos, sofrerão grande redução, com possibilidade de algumas pensionistas receberem benefícios abaixo do salário mínimo.
Com a uniformidade das regras para homens e mulheres na Previdência Social, a maior prejudicada, segundo os especialistas, é a mulher. Igualar a idade mínima no contexto atual no Brasil significaria um retrocesso nos direitos das mulheres.

“Hoje, se trata de maneira diferente casos diferenciados. Essas distinções não devem ser tratadas com igualdade, pois você gera ainda mais injustiça e aumenta o ‘gap’ de gênero”, afirma a socióloga e cientista política do Ibmec-RJ, Angela Fatorelli.
Apesar das mudanças que ocorreram nos últimos anos, inclusive o aumento da participação feminina no mercado de trabalho, a professora do Ibmec-RJ Angela Fatorelli,  lembra que não se pode negar que a mulher continua trabalhando mesmo após se aposentar. “A diferença de idade seria uma compensação da jornada dupla e do cuidado com a família, que não se encerra com a aposentadoria.”
E, por mais que a última reforma da Previdência seja antiga e considerada “ultrapassada” (e uma reforma seja necessária para dar sustentabilidade ao sistema), a jornada dupla das mulheres brasileiras continua bem atual.
“Hoje, as mulheres podem se aposentar cinco anos mais cedo do que os homens, tanto no regime por idade, quanto no regime por tempo de contribuição. Na reforma apresentada pela equipe do presidente, quanto mulheres devem se aposentar aos 65 anos, com tempo mínimo de contribuição de 25 anos”, explica o advogado previdenciário Celso Joaquim Jorgetti.
Com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 287), a PEC da Previdência, que já tramita no Congresso, as mulheres perderão o benefício atual de redução de cinco anos para dar entrada na aposentadoria por idade, além da redução de cinco anos que possuem na concessão da aposentadoria por tempo de contribuição. 
Isso porque, nos dias de hoje, as mulheres podem requisitar aposentadoria ao comprovarem 30 anos de contribuição, enquanto os homens precisam comprovar 35 anos de contribuição ao INSS.“Sem dúvida, todos os brasileiros serão prejudicados caso as propostas apresentadas sejam aprovadas, mas as mulheres sofrerão as maiores perdas”, afirma Celso Joaquim.
 O tratamento atual dado às mulheres em questões de concessão de benefício previdenciário são fruto da Constituição Federal e de justiça social. 
Tais  medidas , que tramitem uma visão de igualdade, na verdade é um grande  retrocesso de direitos conquistados pelas mulheres.
“A questão de tratar de forma diferente as mulheres ocorre em função do princípio da igualdade/isonomia, tratando igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, nas medidas de suas diferenças. Esperamos que o Congresso vete tais modificações, pois só assim estará garantindo a mulher seus direitos fundamentais relacionados à Previdência”, observa.
O especialista ressalta que a única benesse prevista para as mulheres na reforma está relacionada à regra de transição, onde mulheres com 45 anos ou mais deverão cumprir pedágio de 50% para se aposentar. Para os homens a regra de transição será com 50 anos ou mais.
O professor e autor de obras de Direito Previdenciário Marco Aurélio Serau Junior acredita que a equiparação da idade é uma grande injustiça e está inadequada ao cenário social brasileiro. 
“Vale ressaltar que a equiparação de idade de 65 anos é válida para as trabalhadoras rurais também. E foge totalmente do nosso contexto social, em que as mulheres, além de todas as dificuldades que enfrentam no mercado de trabalho, com salários com valores mais baixos e cargos de menor expressão que os homens, ainda são as responsáveis, na maioria das vezes, pelos afazeres domésticos, criação de crianças e cuidados de idosos. Nesse sentido, a proposta de reforma previdenciária é totalmente inadequada à realidade social brasileira”, argumenta.

Alteração no cálculo
Além de modificar a idade mínima para a aposentadoria e definir o novo tempo de contribuição, a reforma da Previdência também irá alterar a forma de cálculo do valor da aposentadoria.
Celso Jorgetti destaca que, com a reforma, o valor da aposentadoria passará a ser calculado por uma nova fórmula. O benefício vai corresponder a 51% da média dos salários de contribuição, acrescido de um ponto percentual para cada ano que o trabalhador contribuiu. Dessa forma o trabalhador com 25 anos de contribuição e 65 de idade vai se aposentar com renda igual a 76% do seu salário de contribuição. 
“E isso afeta diretamente as mulheres, que no atual sistema precisam atingir 85 pontos (soma da idade e tempo de contribuição) para receber aposentadoria integral”, afirma Jorgetti.

Pesquisa 
De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgada no início de dezembro pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres trabalham cerca de cinco horas a mais que eles por semana.
E o pior: ganham cerca de 30% menos que os homens, uma vez que elas trabalham cerca de seis horas a menos por semana que os homens em sua ocupação remunerada.
Por outro lado, como dedicam duas vezes mais tempo que os homens para as atividades domésticas, o total de horas trabalhadas pelas mulheres é de, em média, 55,1 horas por semana, contra 50,1 horas deles.
Ainda segundo a pesquisa, na última década, os homens permaneceram com uma jornada de apenas 10 horas semanais com os afazeres domésticos — o que prova que aqui pouca coisa progrediu e, apesar dos avanços das mulheres no mundo corporativo nos últimos anos, ainda sobra para elas o cuidado da casa e dos filhos.
Fontes A Tribuna / EXAME.com
Foto:Exame

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Brasil já está pronto para igualar aposentadoria de homens e mulheres?

A proposta do governo de reforma da Previdência prevê regras iguais para homens e mulheres: eles e elas só poderão se aposentar com, no mínimo, 65 anos de idade e 25 de contribuição. Pelas regras atuais, as mulheres conseguem a aposentadoria cinco anos mais cedo que os homens, seja por idade ou por tempo de contribuição. 
Um dos argumentos do governo para acabar com essa diferença, detalhado no próprio texto da proposta, é que as mulheres estão vivendo cerca de sete anos mais do que os homens. Além disso, o governo alega que, ao longo do tempo, elas estão ocupando postos de trabalho que antes eram destinados a eles, apesar de ainda haver desigualdade.
Hoje, a inserção da mulher no mercado de trabalho, ainda que permaneça desigual, é expressiva e com forte tendência de estar no mesmo patamar do homem no futuro.
O governo diz que, no passado, essa diferenciação fazia sentido devido à dupla jornada e à maior responsabilidade da mulher com os cuidados da família, principalmente com os filhos, mas isso estaria mudando.
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística) são citados como argumento.
O contingente de mulheres que se dedicam aos afazeres domésticos de 15 a 29 anos de idade caiu de 88,2% para 84,6% entre 2004 e 2014. Mais do que isso, o número médio de horas semanais dedicadas a essas atividades diminuiu de 23,0 para 20,5 horas no mesmo período.

Igualdade ou desigualdade?

Há dois fatores a serem considerados, na opinião da professora da Bete Adami, da PUC-SP. Por um lado, se pensar que a mulher tem dupla jornada, deveria haver, sim, um privilégio de se aposentar antes. Por outro lado, se a reivindicação é pela igualdade, não deveria haver essa diferenciação, afirma.

As mulheres reivindicam a igualdade, mas, quando ela é colocada em xeque, defende-se a desigualdade. Tendo a ir pela igualdade. A mulher vive mais e tem mais força emocional.
Bete Adami, professora da PUC-SP

Afazeres são 'predominantemente femininos'

A diferença entre homens e mulheres ao longo dos anos caiu pouco, na visão de Sônia Fleury, professora da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da FGV. 
Todos estão cansados de saber que os afazeres [domésticos] são predominantemente femininos. Há um processo muito lento de mudanças.
Sônia Fleury, professora da Ebape/FGV
A especialista diz que as mulheres estão no mercado de trabalho e vivendo mais, mas elas saem do emprego com mais frequência para cuidar de algum familiar doente ou dos próprios filhos.
"Não há políticas públicas como em outros países. Na Alemanha, por exemplo, se é preciso ficar em casa para cuidar de um parente, os profissionais não se desligam do trabalho, nem da Previdência. A Áustria tem um ano de licença-maternidade, e o companheiro também pode tirar um período para cuidar do filho. São políticas para os homens também assumirem os afazeres", diz Fleury.
Para ela, antes de falar em igualdade na aposentadoria, devem ser discutidas ações que favoreçam a mulher a estar no mercado de trabalho, voltar a exercer uma atividade e ter salário igual ao dos homens.
Deve ser pensado antes em quais políticas públicas serão oferecidas para gerar condições igualitárias.

Aposentadoria é 'mais do que cálculos'

O mercado de trabalho e a sociedade ainda são desiguais para a mulher, aponta Patrícia Pelatieri, coordenadora de pesquisa da direção técnica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).Ela diz que a expectativa de vida para elas é maior, mas que as condições não melhoraram.
Elas vivem mais, mas não com saúde. Isso não significa que elas têm mais
 qualidade de vida.
Patrícia Pelatieri, coordenadora de pesquisa do Dieese
Ela cita os mesmos números do IBGE e frisa que a jornada dupla da mulher ficou um pouco menor, mas ainda há grandes diferenças: enquanto elas gastam mais de 20 horas por semana cuidando da casa, os homens gastam 10 horas --ou seja, metade do tempo.
Para Pelatieri, a Previdência deve ir além dos cálculos.
É perigoso transformar tudo em contas que têm de fechar. No papel, é cálculo exato, mas o que tem de se olhar não são só números. São pessoas que devem viver com dignidade na vida ativa e na velhice.

Fonte e Texto: UOL São Paulo 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

RETROSPECTIVA 2016 - MULHERES NEGRAS

Um dos momentos esperados no final do ano são as festas e com elas as expectativas do ano seguinte com as notícias retrospectivas.  Sempre lemos uma história de amor ou lembranças de uma vida inteira, sobre economia, política e assim se vai. 
Este ano de 2016, fica marcado com grandes encontros e desencontros. Perdas significativas na representação das mulheres na política, e nas conquistas obtidas no plano de políticas públicas. Perdas irreparáveis, de direitos conquistados nas relações de trabalho e na educação, e ações positivas nas políticas de gênero.
O ano passado em 2015 realizei a primeira retrospectiva das mulheres negras no Brasil. Desconheço um blog ou um jornal que fez ou faça uma retrospectiva da Mulher Negra no mundo ou aqui no Brasil.
Na verdade, sempre foram muito insuficientes os destaques dado às mulheres negras, com relação seu protagonismo, participação na vida política, na economia, na cultura, na literatura, no desenvolvimento científico e econômico, quando acontecem sempre são em datas específicas. 
Com o passar do tempo encontramos dificuldades, na busca e pesquisas de matérias no Brasil e no mundo sobre o TEMA que é de tamanha grandeza.
Mantenho sem "abrir mão", mudar a redação das chamadas das reportagens, que comprometem a visibilidade e destacam estereótipos com responsabilizações veladas principalmente as mulheres negras de fatos ocorrido no cotidiano.
Tive o cuidado nesta segunda retrospectiva de selecionar as notícias mais acessadas aqui, no Blog Mulher Negra, relevantes para história que com tempo poderão ser apagados.

No mais, desejo todas um feliz ano novo, muitas alegrias e que ano de 2017
 venha com reconquistas.


  1. Exposição "Quilombos do Rio de Janeiro" na Sala Leila Diniz, Fecha 2016
  2. Mulheres Negras Passam por Depreciação no Mercado de Trabalho
  3. Começa Hoje 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres
  4. Racismo Marca final de Mandato da Primeira Dama do Estados Unidos " Michelle Obama"
  5. "Papo de Pretas" - Marca o Debate sobre a Representatividade da Mulher Negra
  6. Jornalista Etiene Martins Cria Canal para Falar Sobre Literatura Negra
  7. Apenas 5 mulheres negras eleitas vereadoras em 2016 em todo Brasil
  8. Vencedora do Miss Brasil 2016 é Negra. Esta edição fica marcada por ter o maior número de candidatas negras da história do concurso
  9. Mulher Feminista Eleita Vereadora Desbanca Políticos Tradicionais, Batendo Recorde de Votação em BH
  10. As mulheres negras não cabem na “democracia” brasileira
  11. Irmandade de Nossa Senhora do Rosário é Atacada em Rede Social por Ex-prefeita de Ribeirão das Neves em Minas Gerais
  12. Mulheres são menos de 1% de Candidatas a Prefeitas nas Eleições de 2016 no Brasil
  13. Feminismo Negro: sobre minorias dentro da minoria
  14. JORNALISTA JOICE HASSELMANN, OFENDE E DISCRIMINA SOCIAL E RACIALMENTE SENADORA NEGRA DENTRO DO SENADO BRASILEIRO
  15. Computadores Para Mulheres Negras
  16. Os Negros Representam Menos de 50% dos Bem Sucedidos no Brasil
  17. MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS SÃO HOMENAGEADAS EM MINAS GERAIS
  18. 25 de julho : Mulheres Negras em Destaque
  19. Eleições municipais 2016, participação feminina
  20. A notícia da homenagem me chegou pelas mãos da ativista mineira, Mônica Aguiar
  21. Ex Ministra Luíza Helena Bairros faleceu esta manhã em Porto Alegre
  22. Afetividade e Autoestima e experiência do Amor na Vida das Mulheres Negras
  23. Nova Lei em defesa da Mulher Em Belo Horizonte é Sancionada
  24. OLHARES FEMININO NO CINEMA NEGRO COMEÇA HOJE NO RIO
  25. Mulheres e Negros Perdem Ministérios que Terão Denominações Diferentes
  26. MULHER NA POLÍTICA . DE QUEM E PARA QUEM
  27. Pioneiras Negras da História - Edição 1
  28. Atrizes de Hollywood Criam Produtora Feminista de Filmes
  29. Mulheres Negras na Faixa de 50 anos Serão Destaque no Carro da Estácio que Pauta a Inclusão dos Negros
  30. Mulheres Negras, da História para os Cordéis.
As matérias poderão ser acessadas no início da página, pesquisar neste blog.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Inciativa Inédita Promovida por Utramg, Qualifica 380 Mulheres em Minas Gerais

Uma iniciativa inédita da Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais (Utramig) garante formaturas para 380 mulheres, de sete municípios mineiros, que passaram por capacitações e qualificação com foco no empreendedorismo das mulheres em situação de vulnerabilidade.

Os cursos do Pronatec/FIC/Mulheres Mil foram pensados a partir das demandas e especificidades de cada Território. As participantes, em sua maioria beneficiária vinculadas ao CADIÚNICO no programa Bolsa Família, foram distribuídas em três módulos para o aprendizado: Básico (Português, Matemática e Informática); Específico (saberes práticos da profissão em ensino) e Educacional Central (direito e saúde da mulher, empreendedorismo e economia solidária).

O presidente da Utramig, Lindomar Gomes, reforça que, o programa Mulheres Mil responde por uma formação educacional e cidadã de mulheres chefes de famílias, beneficiárias do Bolsa Família e vítimas de violência. “Segundo ele, o programa vai ao encontro de uma premissa do governo Fernando Pimentel, de proporcionar oportunidade para mulheres que historicamente foram esquecidos”, aponta. “Isto sim é transformar pessoas esquecidas em protagonistas de sua própria história”, acrescenta.

AS FORMATURAS

As formaturas tiveram início em 17 de dezembro, na cidade de Machacalis, com a turma de Artesão de Biojoias. Na sequência, em Sabará, com as turmas de Assistente Administrativo e de Auxiliar de Confeitaria. No dia (20/12), em Ouro Verde de Minas, a formatura do curso de Doces, dia (22/12), em Ribeirão das Neves com cursos de Assistente Administrativo e Promotor de Vendas e Caratinga (Artesão de Biojoias e Promotor de Vendas).
Nesta quarta-feira, dia 28 de dezembro em Contagem terá, com a formatura dos cursos de Assistente Administrativo e Promotor de Vendas.

Fechando o calendário de 2016, no dia 30 de dezembro (sexta-feira), Piedade de Caratinga apresenta ao mercado as formandas do curso de Preparador de Doces e Conservas.
Araçuaí, Belo Horizonte (Ocupações Rosa Leão e Dandara) e São Francisco estão entre os municípios com formaturas previstas para janeiro, porém ainda com datas a serem confirmadas.
A mobilização das mulheres para novas perspectivas profissionais  conta com a atuação de educadores, por localidade, para estender o Mulheres Mil às participantes e prepara-las para o mercado de trabalho.

De acordo com a diretora de Qualificação e Extensão da Utramig e responsável pelos cursos do Mulheres Mil/Pronatec/FIC, Vera Victer, esta é uma experiência extremamente exitosa, sobretudo por mulheres estarem, a partir dos cursos, iniciando a vida como empreendedoras – individuais, familiares e coletivas.
“São 380 mulheres vinculadas ao CADIÚNICO/Bolsa Família, moradoras de cidades onde grande parte das políticas públicas ainda não chegou. E são justamente mulheres que necessitam dessas políticas para terem seus direitos garantidos”, observa. “Além desse momento de qualificação, elas têm a possibilidade de fazer uma pausa e repensar a sua própria vida, tornando-se protagonistas de seus próprios destinos”, completa.

Sobre a Utramig

Subordinada à Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese)de Minas Gerais, a Utramig acaba de completar 51 anos formando técnicos em seus cursos profissionalizantes. A Fundação de Educação para o Trabalho executa também cursos de qualificação de curta duração, que preparam para as demandas do mercado.
A Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais (Utramig) cuida da execução do programa Mulheres Mil, criado com metodologia específica para promover a formação educacional, profissional e cidadã de mulheres em situação de vulnerabilidade.

Fontes:G1/JB


Exposição "Quilombos do Rio de Janeiro" na Sala Leila Diniz, Fecha 2016

Encerrando o ano de exposições na Sala de Cultura Leila Diniz, o Instituto Dagaz apresenta a exposição “Quilombos do Rio de Janeiro”,  o objetivo da mostra é o de compartilhar a cultura do povo quilombola através de sua culinária.

Os quatro artistas Davy Alexandrisky, Fred Borba, Wallace Feitosa e Lidiane Camilo,  conheceram e fotografaram ao todo 29 comunidades que, juntas, originaram o livro “Cozinha dos Quilombos: Sabores, Territórios e Memórias”. 
Para Lidiane Camilo, uma das fotógrafas presentes na exposição, “a fotografia não é apenas apertar um botão. É conseguir retratar não só, mas principalmente, a emoção. Cada sessão é única e procuro fazer de uma forma personalizada com o estilo e jeitinho de cada personagem fotografado”, declarou Lidiane. Para a presidente do Instituto Dagaz, Marinez Fernandes, os retratos se tornaram tão importantes que são capazes de alterar o olhar das pessoas sobre o cotidiano. 
“A fotografia mudou a forma como lembramos das coisas. Ela oferece instantaneidade e tem a capacidade de capturar eventos reais — uma fatia da realidade. O objetivo dessa exposição é o de deixar marcado, na memória dos visitantes, a forma natural dos quilombolas, capturada em momentos de descontração e espontaneidade. Esperamos que as imagens digam por si e que toquem os sentimentos mais profundos, assim como toda arte”, disse.
A exposição "Quilombos do Rio de Janeiro", começou  dia 22/12 
e encera amanhã 27/01/2017, na Rua Professor Heitor Carrilho, no Centro de Niterói. 
Horário de visitação, das 10h as 17h. 
A entrada é franca.
 
Fontes: Ceert/sãogonçalo