terça-feira, 22 de julho de 2014

Astrônoma Negra Brasileira Recebe Prêmio Alvin Tollestrup 2014

Marcelle Soares-Santos: contribuição destacadaA astrônoma brasileira Marcelle Soares-Santos recebeu o Prêmio Alvin Tollestrup 2014, concedido pela Associação de Universidades de Pesquisa dos Estados Unidos a trabalhos de destaque feitos por pós-doutorandos no Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), laboratório norte-americano de física de partículas de altas energias. Doutora em astronomia pela Universidade de São Paulo, Marcelle está no Fermilab desde 2010 e foi reconhecida por suas contribuições ao estudo da energia escura. Sua pesquisa de pós-doutorado se concentra no projeto Dark Energy Survey (DES), cujo objetivo é observar 300 milhões de galáxias e usá-las para determinar a evolução da expansão do Universo. “Eu contribuí para a construção e instalação da câmera do DES, a DECam”, diz Marcelle, referindo-se à câmera, peça-chave do projeto, em funcionamento desde 2012 no telescópio Blanco, localizado no Cerro Tololo Inter-American Observatory, no Chile. Sua pesquisa também busca contribuir para esclarecer a questão da energia escura, forma hipotética de energia que estaria distribuída por todo o espaço. “Desenvolvi um método para detectar aglomerados de galáxias e uso esse método para estudo da energia escura”, explica. “Marcelle trabalha com dados para desenvolver novas maneiras de entender a formação do universo”, disse Brenna Flaugher, chefe do departamento de astrofísica do Fermilab.

Fonte: Pesquisa 

Mulheres lançam movimento antidepilação nas redes sociais

O fenômeno, que visa combater o padrão imposto pela sociedade, ganhou até tumblr, em que as participantes postam fotos das próprias pernas peludas.

Faz parte da rotina da grande maioria das mulheres o hábito de manter o corpo depilado. Nos últimos tempos, no entanto, vem ganhando força na internet um movimento contrário à prática, que defende justamente o oposto: que as mulheres mantenham as pernas peludas. O fenômeno, que tenta combater as expectativas de beleza impostas pela sociedade, ganhou até um tumblr, chamado Hairy Legs Club (clube das pernas peludas, em português), que encoraja mulheres a terem autonomia absoluta sobre o próprio corpo.
Nele, milhares de mulheres postam fotos em que aparecem com as pernas completamente peludas, e sem o menor constrangimento. "Este blog é dedicado às mulheres que têm pernas peludas. Vamos deixar nossas pernas vencerem", escreveu a criadora, Sarah, na descrição. Entre as famosas, a ex-BBB Bella Maia e a cantora Pixie Lott já se mostraram contra a depilaçãoEm entrevista ao tablóide "Daily Mail", a blogueira Swankifield, que participa do movimento, aprovou a iniciativa. "Quando parei de depilar minhas pernas, levei um tempo até me sentir confiante com isso. Ver fotos de outras mulheres fazendo o mesmo me ajudou a me acostumar com a ideia", disse. "Acho que posto as minhas fotos agora porque gosto das minhas pernas parecem e de como elas me fazem lembrar que não sou obrigada a fazer com o meu corpo nada que não queira. Estou tão orgulhosa que não sinto mais vergonha dos meus pelos naturais", completou.No espaço, além das imagens, as participantes costumam postar mensagens de apoio, encorajando umas às outras. "Vocês me inspiram tanto... Vocês são estrelas por honrarem a si mesmas", diz uma publicação anônima. "Tenho pernas peludas e, para dizer a verdade, me sinto mais feminina do que nunca", escreveu outra participante no tumblr. "Todos à minha volta acham nojento, mas sinto que é importante para mim deixá-los crescer, não só por mim, em minha trajetória de amor próprio e autoaceitação, mas também pelas outras pessoas que sentem vergonha de si"
Fonte texto G1

segunda-feira, 21 de julho de 2014

25 a 31 de julho Dia D - Dia Nacional de Luta da Mulher Negra

Foto


O Fórum Estadual de Mulheres Negra composto por diversas entidades feministas que atuam em defesa da mulher negra, esta articulando a Marcha Nacional de Mulheres Negras em Minas Gerais e em diversos Estados do país.
JULHO “MÊS DE LUTA DA MULHER NEGRA”, o Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais lança seu calendário de atividades, que acontecera em todo estado das Minas Gerais .

13 de julho: Abertura da Exposição Memórias Memórias Negras !Negras Memórias - BH ( Venda Nova) 

20 de julho - Roda de conversa com Religiosas de Matrizes Africanas no - Vale do Aço
( Coronel Fabriciano, Ipatinga, Timóteo, Acezita, Antônio Dias, Mesquita, Joanézia, Salto Alto) 

25 de Julho - Homenagem as Mulheres Negras do Estado de Minas Gerais e Lançamento do Calendário Oficial do Dia D Montes Claros ( Cidades ibiaí, Taioberas, Francisco Sá, São Francisco, Manga, Nova Lima, Pirapora, Janaubá, Itacambira, Belo Horizonte, Cataguases, Uberlândia, Japonvá, Pedras Maria da Cruz, Pedro Leopoldo, Ubai, Chapada Gaucha, São João da Ponte,Montes Claros, Juramento, Claro das Porções, Capitão Eneias ). 

25 de Julho palestra “Mulher Negra pela Igualdade Racial” – Casa de Cultura de Guaranésia (Prç. Cel. Paula Ribeiro, nº 76, Centro Guaranésia) 

31 de Julho - DIA D 
Ato cultural com divulgação do Manifesto Estadual “NEGRAS, NEGRAS, NEGRAS” 
Lançamento do Manifesto Nacional da Marcha Nacional de Mulheres Negras: Contra o Racismo e pelo Bem Viver! 
Esta atividade tem com objetivo: dar visibilidade ao protagonismo das mulheres negras de Minas Gerais e serão realizadas atividades com distribuições do Jornal Estadual. Cobriremos simultaneamente em várias regiões do Estado das Minas Gerais no mesmo horário.

( Juiz de Fora, Cataguases, Recreio, Montes Claros, Belo Horizonte ,Uberlândia , Guaranésia, Viçosa, Pompeu, Betim, Contagem, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Luzia, Vespasiano, Viçosa, Ouro Preto, Coronel Fabriciano, Além Paraiba) .

sábado, 19 de julho de 2014

III – Encontro Internacional de Mulheres Afro, Ameríndias e Caribenhas



Nós, mulheres e homens, acolhidas, acolhidos desde julho de 2012, pelas matas, as águas e as mentes da Universidade Federal do Amazonas, no Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), celebramos a resistência da Mulher Afro, Ameríndia e Caribenha e exaltamos a luta contra todas as desigualdades de gênero e étnico-raciais como forma de ampliar e fortalecer as organizações de mulheres, compreendidas como fonte de vida e perpetuação dos valores, das culturas e da natureza. E com esse intuito que estamos no terceiro ano consecutivo celebrando este encontro refletindo o tema: Racismo Institucional – Mulher, Poder, Igualdade de Gênero e Direitos dos Povos Originários e Afrodescendentes.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

TRANCINHAS


Lina Efigênia 

Negrinha, pobre, filha primogênita de mãe cozinheira negra e pai pedreiro branco, morando com eles e o irmão na casa destinada a empregadas, quatro cômodos sobre a garagem dupla, bairro “nobre” da Zona Oeste paulistana.
Amizade com meninas brancas e negras, estas em menor número: duas delas também filhas de empregadas domésticas e residentes no emprego, outras duas que moravam mais abaixo, na parte onde a classe social ia diminuindo, a maioria das casas composta por moradias de trabalhadores em ferrovia. E, entre as crianças, não havia conversas sobre cor, sobre raça... éramos apenas crianças, unidas em razão de idade, inocência, sonhos.. mas à uma visão empírica, pragmática, já separadas por algumas questões relativas a esses mesmos temas não falados e, de classe social.
Ah, eu ficava fula da vida quando me chamavam de “negrinha” e, quando queriam me abusar, puxavam as minhas trancinhas, tão doce, terna, amorosa, caprichosa e cuidadosamente feitas pelas mãos, cansadas mas abençoadas da mãe. – Primeiro a gente não gostava, mas, com o passar dos anos, ficava sabendo que esse tempo do puxa, penteia, estica e trança, essa cumplicidade, esses momentos de troca, a mãe trançando e conversando, contando fatos da família, da vida, exercendo com destreza e técnica inconfundíveis esse ofício do trançar, repreendendo a gente por ter deixado as tranças se desmancharem antes do tempo, tinha sido algo extraordinariamente valioso e que não voltaria jamais.
Quando eu perguntava ao pai o porquê do negrinha e da implicância com as trancinhas, recebia a resposta de que “aqui em casa não tem disso não, porque somos todos iguais perante Deus”... Enquanto ele não via diferença, muitos se especializavam em encontrá-las e evidenciá-las em prejuízo das pessoas “de cor”. 
Depois na escola, quando não tinham outro argumento para me atacar, recorriam ao “negrinha” e toca a me provocar puxando minhas trancinhas. Doía as outras crianças desmancharem assim, com despeito, deboche e desprezo, o zelo da minha mãe; não aceitarem nosso traço cultural.
Ah, quanto eu briguei por causa do negrinha e das trancinhas –eu não aceitava passivamente, não, eu reagia! E dá-lhes sopapos, e as empurra, e lhes mostra a língua, e faz careta escancarando a boca com as mãos e levantando os dedos imitando chifrinhos.
Crescendo, as trancinhas foram sendo abandonadas – também, não combinava com os rabos de cavalo das amiguinhas – brancas e negras, eu e as outras “ negrinhas” fazendo de tudo para esticar o cabelo: e passa óleo de não sei o quê, e passa pomada, e recorre ao alisamento por ferro quente; quente mesmo, e a gente nem podia se mexer, senão... txxxxx, o ferro pegava na testa, na orelha, e haja cabelo espichado e com comprimento suficiente para encobrir as queimaduras! E depois a chapinha, as “pastas” de alisamento (eta cheiro horroroso), os “bobs”, o laquê que fazia o danado encrespar... Tudo para parecer o que a gente não era.
E as pessoas dizendo: “ah, mas você não é...preta, você é... moreninha!” com a perversidade travestida de compaixão, de esforço para aceitação, sabe? Como se ser preta fosse algo muito ruim, e que só me aceitavam –ou toleravam-- se eu não concordasse em ser preta!.
O tempo passou e foi um longo período de alijamento da realidade: a maioria absoluta das e dos jovens do bairro, a maioria esmagadora das e dos colegas e amigas e amigos do bairro e da escola, e a quase totalidade das e dos colegas de trabalho na agência de emprego, nas lojas, em vendas e atendimento a clientes e nos escritórios, era branca. Na faculdade o bruta soco no estômago, ao ver a proporção, num curso matutino: a classe com 109 alunos matriculados e, dentre esse total, apenas três negras. Três! Estatisticamente inversamente proporcional= aumento de tempo de escolaridade e diminuição das chances da presença, da ocupação dos espaços. 
Em alguns episódios de discriminação em razão do preconceito, na adolescência, juventude e na maturidade eu reagia, mas não com o mesmo vigor como na infância ao defender minhas trancinhas.
A consciência da desigualdade, da negação de oportunidades por não me adequar ao “perfil” desejado pelas empresas foi despertando, mas eu ainda não compreendia bem, já que não usava mais aquelas lindas trancinhas... 
Integrei-me a organizações sindicais e a organizações sociais de comunicação, de cultura e de defesa dos direitos humanos. Tenho aprendido muito nesta minha caminhada, cônscia de que falta muito mais ainda a aprender e apreender, ressignificar, abarcar, abraçar, testar, conquistar. 
Mas o que eu não consigo aceitar mesmo é o porque de continuarem a puxar as minhas trancinhas, até hoje. Eu reajo, com outro tipo de vigor desenvolvido pela militância e conscientização, reajo sim! Mas tem horas que ainda puxam as minhas trancinhas com tanta força... e eu já não tenho mais as mãos benditas da mãe para refazê-las.
E pensar que muitas vezes a gente reclamava: “ai, tá machucando!”, e outras tantas a gente fugia e se escondia para escapar da sessão de trancinhas...
Que tal eu fechar os olhos e imaginá-la agora aqui, com aquela paciência imensa e aquele desvelo incomensurável, trançando o meu pixaim... ah, juro que desta vez eu não reclamo, vou abrir um baita sorriso e pedir: “Mãe, me faz mais trancinhas, faz?!” 

DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA LATINO AMERICANA


Foto: PROGRAMAÇÃO 

DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA LATINO AMERICANA 

24 de julho 2014 

Reinauguração da Biblioteca Temática Prof. Waway Kimbanda Rufin
Horário: 9:00 horas
Local- Casas das Coordenadorias – Rua : Domingos Português , 347 – Vila Guilhermina (próximo ao Hemo minas)

25  de julho 2014

Homenagens às Mulheres Negras do Estado de Minas Gerais
Horário: 19:30 horas
Local- Plenário da Câmara Municipal de Montes Claros 

Realização: Prefeitura Municipal de Montes Claros 
Secretaria de Desenvolvimento Social/Coordenadoria de Igualdade Racial  
Diretoria de Programas Sociais 

Apoio: Câmara Municipal de Montes Claros 
Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais24 de julho 2014 

Reinauguração da Biblioteca Temática Prof. Waway Kimbanda Rufin
Horário: 9:00 horas
Local- Casas das Coordenadorias – Rua : Domingos Português , 347 – Vila Guilhermina (próximo ao Hemo minas)

25 de julho 2014

Homenagens às Mulheres Negras do Estado de Minas Gerais
Horário: 19:30 horas
Local- Plenário da Câmara Municipal de Montes Claros 

Realização: Prefeitura Municipal de Montes Claros 
Secretaria de Desenvolvimento Social/Coordenadoria de Igualdade Racial 
Diretoria de Programas Sociais 

Apoio: Câmara Municipal de Montes Claros 
Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais

Inscrições abertas para o 10º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero

O edital da premiação foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (20)
Estão abertas as inscrições para a 10ª edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero. O concurso selecionará redações, artigos científicos e projetos pedagógicos de escolas públicas e privadas que tratem dos temas de gênero, mulheres, feminismos, relações raciais, geração, classe social e sexualidade.

 O edital do concurso foi publicado, nesta sexta-feira (20/6), no Diário Oficial da União.
O prazo termina em 28 de novembro de 2014 e os trabalhos devem ser inscritos no site do concurso. A previsão de divulgação do resultado é até 29 de maio e a cerimônia de entrega do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero será realizada até 30 de junho de 2015, em Brasília.
A iniciativa tem como objetivo estimular a produção científica e a reflexão crítica acerca das desigualdades entre mulheres e homens. Os trabalhos que se destacarem receberão premiações, tais como notebooks e equipamentos de informática (para estudantes de ensino médio), bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado, de acordo com as normas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Atualmente, a premiação contempla cinco categorias: estudante do ensino médio; estudante de graduação; graduado, especialista e estudante de mestrado; mestre e estudante de doutorado; e escola promotora de igualdade de gênero. Os autores recebem valores em dinheiro, bolsas de estudos, equipamentos de informática e assinaturas de revistas acadêmicas.
Cada categoria segue pré-requisitos específicos. No caso dos estudantes de graduação é preciso enviar a ficha de inscrição preenchida, currículo atualizado em Plataforma Lattes, artigo científico elaborado pelo estudante durante o curso de graduação, além do resumo do artigo, que deve possuir entre 500 e 1.000 palavras.

Sobre o Prêmio - Após nove edições, o concurso já recebeu mais de 26 mil inscrições e premiou diversas redações e artigos científicos em todas as faixas educacionais consideradas para premjiação. Na 9º edição, foram 2.031 inscrições.
O concurso é uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (MCTI/CNPq), do Ministério da Educação (MEC) e da ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para o Empoderamento das Mulheres e a Igualdade de Gênero.

Assista ao vídeo de divulgação


Fonte: SEPPIR

Festival Internacional de Cinema Feminino chega a sua 11ª edição em 2014.

por Mônica Aguiar 

De 14 a 18 de julho 
Serão exibidos  73 filmes de 31 países, distribuídos em uma Competição Internacional, uma Competição Nacional, e sessões especiais como Programa Infantil, Masculino-Feminino, Dividindo a Conta, Eu gosto é de mulher, Programa Experimental, Programas Especiais Nacionais e Internacionais.

As relações de gênero no campo audiovisual são também tema de um seminário que o Femina promove, de quarta-feira (16) , sexta  (18), das 11h às 14h, também na Livraria Cultura Cine Vitória.
Na Livraria Cultura Cine Vitória, onde, até o próximo sábado (19), 73 produções de 31 países serão exibidas para o público, em sessões a preços populares. A programação do Femina abrange longas, médias e curta-metragens, de gêneros variados, mas que têm em comum o fato de serem dirigidos por mulheres ou de terem temática feminina.
A programação conta com mostras competitivas nacionais e internacionais. Terá também sessões especiais, entre elas: Programa Infantil, com curtas de animação e ficção para o público infantojuvenil; Masculino-Feminino, de filmes dirigidos por homens com temática feminina;Dividindo a Conta, com filmes codirigidos por homens e mulheres: e Eu Gosto É de Mulher, com filmes dirigidos por mulheres e temática lésbica.
O Femina apresenta em sua abertura o filme MEUS SAPATOS VERMELHOS, de Sara Rastegar. Como todos os anos, apresentamos uma Sessão Homenagem a uma personalidade feminina do cinema nacional. Esse ano, temos a honra de prestar uma justíssima homenagem a uma das grandes diretoras brasileiras, LUCIA MURAT, cuja carreira é marcada pela experiência da militância política e por fortes personagens femininas, como no filme que apresentamos A MEMÓRIA QUE ME CONTAM, onde atua como diretora, roteirista e produtora.  
"Completando nossa programação, o Seminário Femina traz esse ano o tema Audiovisual e Relações de Gênero, trazendo três filmes que dialogam com estas questões e ensejando o debate com cineastas e especialistas sobre imagens das mulheres, políticas públicas, inserção profissional, mulheres em contextos de risco e violência e protagonismo feminino. 
Agradecemos a colaboração de todas as pessoas, empresas e instituições que nos apoiaram na realização de mais uma edição, e convidamos a todos para acompanharem as atividades do Femina 2014".

HISTÓRIA 

Ao longo desses anos, o Femina tem promovido o trabalho das mulheres no cinema e na cultura, estimulando o surgimento de novas diretoras e a presença da mulher no mercado de trabalho audiovisual, incentivando a produção de filmes com protagonismo feminino, e principalmente, tem sido um espaço de encontro de profissionais do audiovisual e outras áreas para debaterem a produção feminina e as relações de gênero.
FEMINA – Festival Internacional de Cinema Feminino é realizado pelo INSTITUTO DE CULTURA E CIDADANIA FEMINA, uma organização sem fins lucrativos. O Instituto de Cultura e Cidadania Femina foi fundado para viabilizar a realização de projetos e eventos relacionados ao desenvolvimento, promoção e difusão da igualdade de gênero, social e racial, da educação, da ética, do respeito à diversidade cultural, dos princípios da não-violência, da conscientização cidadã, política e cultural, da defesa da dignidade e dos direitos humanos e de alternativas econômicas solidárias e sustentáveis, através de variadas formas de arte, cultura, educação e informação.

Com uma vasta programação que pode ser conferida em seu site 
www.feminafest.com.br


terça-feira, 15 de julho de 2014

MINAS GERAIS E O DIA D ! "25 de julho dia Nacional da Mulher Negra"

Reunião  Estadual - Assembléia Legislativa
O Fórum Estadual de Mulheres Negra composto por diversas entidades feministas que atuam em defesa da mulher negra,  esta articulando a Marcha Nacional de Mulheres Negras em Minas Gerais e em diversos Estados do pais .
Sendo assim,  estamos encaminhando novamente nosso calendário para conhecimento de todas .
Esperamos que as agendas  sejam acompanhadas: 
13 de julho : Abertura da Exposição Memórias Negras Negras Memórias - BH ( Venda Nova) 
20 de julho - Roda de conversa com Religiosas de Matrizes Africanas no Vale do Aço.  
25 de Julho - Homenagem as Mulheres Negras do Estado de Minas Gerais e Lançamento do Calendário Oficial do Dia D Montes Claros .
Exposição Memórias Negras . Negras Memórias
Venda Nova 
31 de Julho -  DIA D Ato cultural com divulgação do Manifesto Estadual de reafirmação da nossa identidade : NEGRAS, NEGRAS, NEGRAS ! 
Lançamento do Manifesto Nacional da Marcha Nacional de Mulheres Negras : Contra o Racismo e pelo Bem Viver !
A atividade do dia 31 tem com objetivo : dar  visibilidade ao protagonismo das mulheres negras de Minas Gerais e serão realizadas atividades com distribuições do Jornal Estadual . 
Cobriremos simultaneamente todas  regiões do  Estado das Minas Gerais no mesmo horário.
Seminário Estadual Juiz de fora 
  • Aumentar a mobilização/ articulação e fortalecer o processo organizativo de mulheres negras brasileiras tanto no meio rural quanto no urbano;
  • Aglutinar organizações do Movimento Negro, sem dispensar o apoio de outras organizações de mulheres e de todo tipo de organização que trabalhe pela construção da equidade sócio-racial, de gênero e eliminação da homofobia, negrofobia e de todas as demais formas de discriminação e desigualdades. 
É bom destacar, que O protagonismo deverá ser das MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS.

Seminário Planejamento Escola Sindical 
  • JUIZ DE FORA : Calçada Alfredo ( em frente ao Banco do Brasil ) Responsáveis : Vera Frauzino e Zélia Lúcia 
  • CATAGUASES: Prç - Chácara Ana Catarina Resp. Rita Suely , Aline  e Raissa
  • RECREIO: Prç. dos Ferroviários Resp. Ana 
  • MONTES CLAROS : Prç. Dr. Carlos Resp: Vera Brexó
  • Metropolitana  Prç. SETE em Belo Horizonte Responsáveis: Marilsa Nzinga BH, Mãe Rita Contagem,  Lucia Santa Luzia,  Dicota Djanganga BH, Mônica Aguiar BH, Sheila BH, Marisa Capoeira  Betim , Julia Ribeirão das Neves, Juliana Morro do Pilar , Marizete BH , Evere BH , Kátia BH ,
  • UBERLÂNDIA  : a definir  Resp. Conceição Leal e Vanesca 
  • IPATINGA : a definir 
  • ALFENAS : a definir 
  • POMPEU : Prç  Carlos Eloi Resp: Marlucia ( Quilombola) 
  • GUARANÉSIA : Célia Santos 
Várias cidades estão se organizando até o dia 25 de julho, em Minas Gerais 
assim finalizaremos o calendário oficial que sera lançado em Montes Claros com as agendas e locais do DIA D .


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Vinte anos sem Lélia Gonzalez

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Lélia Gonzalez nasceu em 1º de fevereiro de 1935, em Minas Gerais, filha do negro ferroviário Accacio Serafim d’ Almeida e de Orcinda Serafim d’ Almeida Lélia de Almeida González. Era a penúltima de 18 irmãos. Com a mãe indígena, que era doméstica, recebeu as primeiras lições de independência. Mudou-se com a família em 1942 para o Rio de Janeiro, acompanhando o irmão Jaime, jogador de futebol do Flamengo. No Rio de Janeiro, cidade que amava, seu primeiro emprego foi de babá .Não raro se identificava como carioca, foi torcedora incondicional do Flamengo. 
Graduou-se em história e filosofia, exercendo a função de professora da rede pública. Posteriormente, concluiu o mestrado em comunicação social. Doutorou-se em antropologia política /social, em São Paulo (SP), e dedicou-se às pesquisas sobre a temática de gênero e etnia. Professora universitária, lecionava Cultura Brasileira na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio). Seu último cargo na instituição foi de chefa do departamento de Sociologia e Política.
Viúva de Luiz Carlos González, enfrentou o preconceito por parte da família branca do marido.
Através do candomblé, da psicanálise e da cultura afro-brasileira assumiu sua condição de mulher e negra.
Lélia se destacou pela importante participação que teve no Movimento Negro Unificado (MNU), do qual foi uma das fundadoras .Em 07 de julho de 1978 em ato público oficializou a entidade em nível nacional. Para ela,o advento do MNU “consistiu no mais importante salto qualitativo nas lutas da comunidade brasileira na década de 70.”
Ativista incansável, militou também em diversas organizações, com o Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN) e o Coletivo de Mulheres Negras N’Zinga, do qual foi uma das fundadoras. Em Salvador fez-se presente na fundação do Olodum. Sua importante atuação em defesa da mulher negra rendeu a Lélia a indicação para membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). Atuou no órgão de 1985 a 1989. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e disputou vaga na Câmara Federal,em 1982, alcançando a primeira suplência. Foi candidata a deputada federal em 1982. Em 1986, estava no Partido Democrático Trabalhista (PDT), por onde se candidatou como deputada estadual, também conquistando a suplência.
Nos últimos anos, estudava o que ela chamava “negros da diáspora”, dando origem ao conceito de amefricanidade Escreveu Festas populares no Brasil,premiado na Feira de Frankfurt, Lugar de negro, em co-autoria com Carlos Hasenbalg, duas teses de pós-graduação, além de diversos artigos para revistas científicas e obras coletivas. Faleceu vítima de problemas cardíacos no Rio de Janeiro no dia 10 julho de 1994.
As reflexões de Lélia Gonzalez também estão contidas em papers, comunicações, seminários, panfletos político-sociais partidários, entre outros em poder de parentes , amigas e religiosos que possuem a curadoria e direitos autorais de sua obra.
20“Lélia exerceu um papel fundamental na criação e ampliação do movimento negro contemporâneo. Em termos pessoais,seu grande orgulho foi servir como “catalisadora” dos anseios de uma parcela da juventude negra de Salvador, Bahia,no final dos anos 70 .A partir de um ciclo de palestras que ela realizou na cidade,em maio de 1978.Este fato revela o que,para mim,foi o traço mais característico de Lélia: a capacidade ímpar de nos instigar com a exuberância de sua fala, nos inspirar com a luminosidade de sua personalidade”. (Luiza Barros. Extraído do artigo “Lembrando Lélia Gonzalez”. In.: Livro da saúde das Mulheres Negras).

Fonte e texto : GELEDÉS

Foto : Inst. Búzios