sexta-feira, 24 de março de 2017

Campanha Internacional Para Trabalhadoras Rurais é Lançado

Por Mônica Aguiar 

A Campanha é liderada pela FAO abrange a América Latina e o Caribe. Essa é a segunda participação do Brasil na campanha internacional.


Com o objetivo de dar visibilidade às mulheres  que realizam o trabalho rural para o desenvolvimento socioeconômico , com  reconhecimento deste  papel no campo para o desenvolvimento socioeconômico  e sustentável, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) lançou nesta quinta(23), a campanha internacional  #MulheresRurais, mulheres com direitos

A iniciativa acontece em toda América Latina e Caribe, e  segue até 25 de novembro dia internacional de combate à violência contra a mulher, tem como referência os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e  apresenta mais de 170 metas aos países que pertencem à Organização , marcando  o ano de 2030 como data limite para conclusão e resultados positivos frente aos objetivos propostos.  Desta espera se que a  troca de experiências entre os países envolvidos, proporcione um diálogo sobre as políticas públicas desenvolvidas no setor,  visando o acesso à informação para incentivar o despertar do empoderamento das mulheres que vivem e trabalham com a terra.

Durante a campanha estão previstas diversas ações, entre elas os mutirões de documentação do Programa Nacional de Documentação da Mulher Rural :com  emissão de documentos civis e trabalhistas das mulheres que vivem no campo.  De acordo com a coordenação de políticas para Mulheres Rurais, Juventude, Povos e Comunidades Tradicionais, em 2016, o PNDTR beneficiou mais de 86 mil mulheres, através da execução de 530 mutirões itinerantes e emissão de mais de 176 mil documentos. Para 2017, a meta é chegar a 100 mil mulheres atendidas, com a realização de 600 mutirões.

A iniciativa ainda conta com a colaboração de parceiros internacionais como a Unidad para el Cambio Rural de Argentina (UCAR) e a Agência de Implementação da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ). Também contribuirão entidades brasileiras como a Confederação Nacional dos Municípios (CNM); a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM); ONU Mulheres; o Observatório de Gênero; o Ministério do Meio Ambiente (MMA); a Coordenação Nacional de Comunidades Quilombolas (Conaq); o Centro de Trabalho Indigenista (CTI); a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater); a Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer); e a Rede de Políticas Públicas e Desenvolvimento Rural na América Latina (Rede PP-AL).
O conteúdo institucional da campanha será divulgado em quatro línguas (português, espanhol, francês e inglês) com o objetivo de chegar a diferentes partes do mundo. pretendendo chegar a diferentes partes do mundo.

DADOS

Mais de 14 milhões de mulheres que estão nas lavouras, comunidades quilombolas e indígenas, nas reservas extrativistas são protagonistas da agricultura familiar no Brasil, 45% dos produtos são plantados e colhidos pelas mãos femininas. Segundo o Censo Agropecuário de 2006, 12,68% dos estabelecimentos rurais têm mulheres como responsáveis, bem como 16% dos estabelecimentos da agricultura familiar.

Segundo dados do Censo 2010, as mulheres rurais são trabalhadoras, responsáveis, em grande parte, pela produção destinada ao autoconsumo familiar e contribuem com 42,4% do rendimento familiar. O índice é superior ao observado nas áreas urbanas, de 40,7%.
Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), as mulheres rurais cumprem uma série de funções-chave para a segurança alimentar regional, mas enfrentam altas taxas de pobreza, insegurança alimentar e obesidade. Além disso, têm menos acesso aos recursos produtivos como terra, água, crédito e capacitação, fatores que impedem que as mulheres rurais da América Latina e do Caribe desenvolvam todo o seu potencial.


Programas já Lançados para Trabalhadoras Rurais no Brasil 


  • Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) 
  •  Programa de Organização Produtiva 
  • Documentação da Trabalhadora Rural  e Expresso Cidadã
  • Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) 
  • Pronaf Mulher 
  • Programa Nacional de Crédito Fundiário 
  • Crédito Apoio Mulher 
  • Apoio econômico a cooperativas femininas –
  • Territórios da Cidadania 

Fontes: MDA/folhape
 Fotos: Internet 

terça-feira, 21 de março de 2017

REFLEXÃO : 21 de Março - Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial

Por Monica Aguiar

O Brasil é um grande produtor de atos institucionais que sustentam as desigualdades, explícitas na atual conjuntura política e econômica. As mazelas raciais se revelam expondo o nível de relação desumanizada, preconceituosa, discriminatória, intolerante e violenta em todos os âmbitos .

Durante toda linha histórica de formação da sociedade brasileira, os negros e as negras foram destituídos(as) do aceso aos bens sociais e fundamentais, forçados a integrar-se  no processo de aculturação euro-ocidental. Ressaltando-se o caráter miscigenador da sociedade brasileira: um povo mestiço, misturado, tolerante. Desde que não resgatasse a  origem do povo negro, africano.
O mito da democracia racial institucionalizado existente no Brasil, provavelmente ainda é um dos mais poderosos mecanismos ideológicos de dominação já produzidos no mundo.

A assertiva delatada repetida vezes por militantes do movimento negro, de mulheres negras, sobre genocídios, desigualdades sociorracial, mesmo com toda resistência  existente, em recentes períodos da conjuntura política brasileira, setores da sociedade e órgãos governamentais  se movimentaram de alguma forma para debater e desnudar as tão faladas sequelas e assimetria do racismo brasileiro.

Mas o racismo nesta atual conjuntura política esta muito presente. Altíssimos índices de desemprego que atinge diretamente o povo negro e as mulheres negras.  As desigualdades nas  relações  salariais predominante entre os trabalhadores e principalmente as trabalhadoras negras, reforçadas por condutas institucional que desqualifica o papel das mulheres no mercado de trabalho e principalmente no desenvolvimento econômico do pais, reforçando prática da  negação da identidade étnica, fomentada pelo  desmantelamento de conquistas obtidas pelo povo negro. 

Somos nós, o principal alvo na reta desta atual linha da historia.  Mesmo com os nossos paralelos de resistências e luta, que iniciaram todo o processo de exercício pleno da cidadania e afirmação da nossa identidade étnica racial negra, a valorização e inclusão da nossa mão de obra, o resgate da verdadeira história e reintegração das nossas terras, somos alvo direto nesta conjuntura política.
Entretanto, o Estado atual, vem demostrando diariamente com suas intervenções no Congresso e Senado, aversão as conquistas obtidas pelo povo negro. Tais conquistas obtidas, ameaça este poder estabelecido que por sua vez, apresenta muita competência em sufocar as resistências de caráter coletivo.

Neste quadro de perdas das conquistas, as mulheres negras, exército de grandes lideranças, que sofrem com ataques diuturnamente racistas, invisibilizados e naturalizados nos meios de comunicação arcaicos que sustentam esta atual estrutura política, tem se apresentado distinta,  traduzindo pautas históricas em  ação política anti-racista. Protogonistas de um novo formato de combater o racismo  e todas as suas formas de preconceitos e discriminações existentes.  


Várias datas marcam a historia de nossa resistência, e abominação ao racismo.  Uma delas  instituída  em 1960, de 21 de Março, pela ONU. A razão? Em memória do Massacre de Shaperville, ocorrido na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Onde 20.000 negros que protestavam pacificamente, contra a Lei do Passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. O exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos.

Sendo, 21 de Março -  Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. Tem apenas 57 anos, a instituição desta data.



segunda-feira, 20 de março de 2017

Presença Política da Mulher nas Américas

  • O relatório destaca a tendência negativa vivida no governo brasileiro, que em 2014 tinha uma participação de 25,6% das mulheres nos ministérios, um índice que caiu para 15,4% em 2015, em 2017  apenas com duas mulheres.  
  • Nicarágua e Canadá lideram a classificação quanto ao número de ministérios comandados por mulheres, com mais ministras do que ministros

No dia 1º de janeiro de 2017, a presença de mulheres nos postos de responsabilidade política na região chegava a 25%, um recorde histórico, e superior aos 22,4% registrado em 2015, quando o último estudo desse tipo foi realizado.

Nicarágua e Canadá lideram a classificação quanto ao número de ministérios comandados por mulheres, com mais ministras do que ministros.
No mundo todo, apenas outros quatro países repetem a mesma receita: Bulgária, França, Suécia e Eslovênia.
O Peru, com 36,7% dos cargos ministeriais ocupados por mulheres, a Colômbia (35,3%) e o Chile (34,8%), vêm na sequência do ranking nas Américas.
No fim da lista estão o Belize, com nenhuma ministra, apesar das nomeações para o governo ainda não terem se encerrado. 
O  Brasil, que tem apenas Luislinda Valois no Ministério de Direitos Humanos e Grace Maria Mendonça na Advocacia-Geral da União. O relatório destaca a tendência negativa vivida no governo brasileiro, que em 2014 tinha uma participação de 25,6% das mulheres nos ministérios, um índice que caiu para 15,4% em 2015. Na data quando a pesquisa foi realizada, já no governo do presidente Michel Temer, apenas Grace Mendonça ocupava um posto com status de ministério.

Quanto aos parlamentos, o destaque é o caso da Bolívia, país no qual as mulheres ocupam 53,1% das cadeiras na câmara baixa, o segundo maior índice do mundo, e 47,2% na câmara alta.

Nas primeiras posições também estão três países latino-americanos com sistema parlamentar unicameral: Cuba (48,9%), Nicarágua (45,7%) e Equador (41,6%).
Já no fim da lista estão Haiti e Belize, países com menor presença da mulher dos parlamentos no mundo.

O progresso da representação política das mulheres nas Américas contrasta com a estagnação vivida atualmente em escala global.

A melhoria ocorre apesar de a América Latina ter perdido duas de suas líderes mais poderosas após o impeachment sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff e o fim do mandato da ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Atualmente, a chilena Michelle Bachelet é a única chefe de Estado ou de governo nas Américas, e uma das 17 que havia em todo o mundo no dia 1º de janeiro de 2017.

A jovem ministra Nyan Gadsby,
de Des. Com.,
 Cultura e Artes de Trinidade e Tobago

Lembrando que : 

 Em alguns países, há ministérios voltados especificamente para mulheres: Chile, Peru, Venezuela, Paraguai, Haiti, Canadá e República Dominicana. Em outros, como Dominica, onde há um ministério de “Família e Gênero” e na Jamaica, onde há de “Cultura, Gênero, Entretenimento e Esporte”, existem em conjunto com outros assuntos, mas estão na titulação da pasta.

Ao analisar o quadro geral das Américas a maioria das mulheres estejam locadas em pastas da Saúde, Educação ou com temáticas sociais, muitas das quais estão ligadas à Gênero, há participação delas também em outras temáticas. 
No Uruguai e em Trinidad e Tobago, elas comandam a pasta de Minas e Energia, por exemplo, enquanto em Barbados, Canadá, Suriname e na Colômbia mulheres são ministras das Relações Exteriores. 
No país da América do Norte, também há mulheres ministras de pastas como Assuntos Indígenas, Justiça, Procuradoria-Geral e Serviços Públicos, Desenvolvimento Internacional, entre outros.

Por: EFE/ EXAME/OUTROS

domingo, 19 de março de 2017

75% da População quer Prioridade para Políticas de Promoção da igualdade para Mulheres nas Cidades

Foto:Rede de Mulheres 
De acordo com o estudo, são 81% as mulheres que consideram muito ou extremamente importante a igualdade no mercado de trabalho, enquanto 73% dos homens têm a mesma opinião.

8 em cada 10 mulheres querem municípios mais igualitários, aponta pesquisa Ibope/ONU Mulheres que traz um inédito indicador de demanda por equidade de gênero nas cidades. Condições de trabalho e salários, educação, participação política e espaços em esferas de governo são bases para indicador desenvolvido no estudo.

Realizada no contexto da Agenda Cidades 50-50: Todas e todos pela igualdade, a pesquisa apresenta informações estratégicas sobre a importância das políticas públicas municipais para a promoção da igualdade de gênero. Os resultados indicam o nível de prioridade que os atuais prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras devem conferir a diversas áreas avaliadas em nível macro e a partir de questões específicas.

O estudo mostra que 75% dos brasileiros e brasileiras consideram de grande ou extrema importância que gestores, gestoras, legisladores e legisladoras desenvolvam políticas de promoção da igualdade entre mulheres e homens. Considerando-se apenas as mulheres, esse número cresce para 78%, enquanto que entre os homens é de 71%.

Para chegar ao inédito indicador de demanda por equidade de gênero nas cidades, as pessoas entrevistadas responderam sobre que grau de importância vereadoras, vereadores, prefeitas e prefeitos devem dar a três dimensões: mesmas oportunidades de acesso e desenvolvimento na educação e na cultura; no mercado de trabalho e mesmos salários; e de atuação nos partidos políticos e nos governos.

Para 77% são muito/extremamente importantes políticas públicas que incentivem as mesmas oportunidades de acesso e desenvolvimento na educação e na cultura. 78% consideram muito ou extremamente importantes que as prefeituras e câmaras municipais promovam políticas que incentivem o acesso de mulheres e homens as mesmas oportunidades de trabalho e mesmos salários. E 69% consideram muito/extremamente importantes que prefeitos/as, prefeitas, vereadoras e vereadores promovam políticas visando assegurar oportunidades iguais de atuação em partidos políticos e governos para mulheres e homens.

08 em cada 10 mulheres querem cidades mais igualitárias – Se 3 em cada 4 brasileiros e brasileiras consideram fundamental a construção de cidades mais igualitárias, a análise dos dados segmentados por sexo evidencia como as mulheres tenderão a cobrar mais reconhecimento e garantia de direitos às novas gestões das prefeituras e legislativos municipais. A pesquisa indica que prefeitas, prefeitos, vereadoras e vereadores devem olhar com muita atenção as demandas das mulheres, que têm estado à frente de manifestações de rua, ocupações de escolas e são mais de metade da força de trabalho no país. De acordo com o estudo, são 81% as mulheres que consideram muito ou extremamente importante a igualdade no mercado de trabalho, enquanto 73% dos homens têm a mesma opinião.

Os mesmos percentuais (81% das mulheres e 73% dos homens) avaliam que o “acesso e desenvolvimento na educação e na cultura” são muito/extremamente importantes na garantia de igualdade de gênero.

E 72% das mulheres e 65% dos homens percebem como muito/extremamente importante o desenvolvimento de políticas de incentivo à participação das mulheres em igualdade de condições e oportunidades nos partidos políticos e governos.

Ao aplicar-se um recorte por raça/cor, os números encontrados são semelhantes. Para 75% dos brancos e brancas, 74% dos negros e negras (pretos, pretas e pardos e pardas) e 78% das pessoas que se autodeclaram de outra raça/cor (amarelos, amarelas e indígenas, por exemplo) o desenvolvimento de políticas públicas de igualdade de gênero tem muita/extrema importância.

Indicador inédito – Além de conhecer o grau de importância e de urgência atribuído pela população a políticas públicas municipais que assegurem igualdade às mulheres e homens, pela primeira vez uma pesquisa de opinião apresenta um ‘indicador de demanda por igualdade de gênero’.
O indicador é dado por três dimensões de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de gênero: oportunidades e desenvolvimento na educação e na cultura; oportunidades de acesso ao mercado de trabalho e aos mesmos salários; e possibilidades de atuação em partidos políticos e nos governos.

Para a socióloga e especialista em pesquisa de opinião Fátima Pacheco Jordão, “esse é um resultado da maior importância, que merece destaque, pois com todas as desigualdades historicamente consolidadas para pessoas com diferentes condições de raça e etnia no Brasil, a pesquisa demonstra que prevalece uma alta e homogênea demanda por igualdade de gênero. Em um país racista como o nosso, a desigualdade de gênero é uma preocupação importante para 3 em cada 4 brasileiros. Esse dado reforça a necessidade de debater e propor políticas para tornar as cidades mais igualitárias especialmente para as mulheres negras, que sofrem mais os efeitos das discriminações”.
Fátima Jordão, que é conselheira do Instituto Patrícia Galvão, explica que “quando não há diferenças entre os segmentos evidencia-se que o problema é de percepção generalizada. Logo essas questões ganham um peso político muito grande para prefeitos e vereadores se debruçarem”.


Metodologia da pesquisa - 2.002 entrevistas com homens e mulheres de 16 anos ou mais em 143 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais. 
Campo realizado entre 16 e 20 de fevereiro de 2017.


Cidades 50-50:  é liderada pela ONU Mulheres e conta com a parceria do Tribunal Superior Eleitoral, do Instituto Patrícia Galvão – Mídia e Direitos e o Grupo de Pesquisa Demodê, da Universidade de Brasília. 

Fonte: ONUMULHERES/Ag.Pat. Galvão



quinta-feira, 16 de março de 2017

Iª Conferência Nacional de Voluntárias TomoJuntas, começa amanhã, 17 , em Salvador

por Mônica Aguiar 

A Ong  TamoJuntas,  realizará sua primeira Conferência nacional  de voluntárias, nos dias 17 a 18 de março, em Salvador, com presenças confirmadas de 14 Estados: Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Pará, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. 
Estados onde a ONG esta articulada.

O encontro parte da grande demanda de serviços já prestados, da complexidade dos casos acolhidos, da necessidade de atenção multidisciplinar organizativo nacional das voluntárias, do debate das  múltiplas formas de  violência contra mulher e a  formação  e fortalecimento dos  laços e ações  em torno da articulação existente nos estados.

O encontro terá transmissão ao vivo, sua  abertura contará com monologo: "Retalhos" de Amanda Shapovalove,  exibição de vídeo,"Cenas da Cidade Tamojuntas" e lançamento da "Revista Themis" edição março/17, que aborda  gênero, justiça e direitos humanos .  

Com compromisso de garantir uma ação nacional para as mulheres presente na Conferência, na programação do dia 18,  esta previsto mutirão de atendimento  no Quilombo Zeferina, entre 14 e 17 horas , aberto ao público.

O Quilombo Zeferina é uma organização de mulheres negras feministas, existente desde a década de 90, carrega o nome Quilombo Zeferina em homenagem a guerreira negra quilombola da comunidade.

Na Conferencia também estão garantidas as presenças da Defensoria publica ( NUDEM), Ministério Público (GEDEM), a SPMJ Secretária de Mulheres do Município de Salvador.  

Síntese da Programação
17/03 - Abertura, credenciamento e mesa:- Funcionamento da Rede da Violência Contra Mulher/  Lançamento da Revista Themis  
18/03 - Mesas: - A importância do acompanhamento multidisciplinar para combater a violência contra mulher / Leitura do Manuel de Voluntárias/ Mulheres vulnerabilidade e as diversas faces da violência e intervenções artísticas.


O TamoJuntas é um coletivo feminista dedicado a atender mulheres vítimas de violência, composto  por advogadas, assistentes sociais, psicólogas e pedagogas, lutando contra o machismo, por justiça, direitos e empoderamento.

http://tamojuntas.org.br/


HISTÓRIA

O TamoJuntas nasceu  a partir do desejo de três advogadas Laina Crissóstomo, Carolina Rola, Natasha Barreto e Aline Nascimento,  de prestar auxílio às mulheres vítimas de violência do ponto de vista jurídico.

A advogada feminista negra Laina Crisóstomo é atualmente presidenta da organização.  
“A gente começou a partir de uma perspectiva jurídica, mas a gente ampliou isso entendendo que essas mulheres vítimas de violência precisam, na verdade ter , além de uma escuta social, também  ter um acompanhamento multidisciplinar”, explica Laina.


Para a advogada Laina Crisóstomo, é difícil dizer que alguma mulher nunca tenha sofrido nenhum tipo de violência, considerando o machismo sustentado pelo patriarcado. 
“Para quem não tinha essa percepção, começar a ouvir as histórias nos deu a dimensão de que todas nós já vivemos, por exemplo, um relacionamento abusivo e nem nos dávamos conta. 
“Isso é uma coisa que faz a gente ter mais vontade ainda de atuar nessa perspectiva voluntária, em prol de uma sociedade mais justa, mais equânime”. conclui.

A ONG do TamoJuntas,  funciona em uma sede emprestada em Salvador, tem multiplicadores em outros estados.  Todo o atendimento é gratuito.
A Ordem dos Advogados do Brasil reconhece o trabalho desenvolvido por ser pro bono, ou seja,  voltado para pessoas que realmente não têm condições financeiras de pagar.


Iª Conferência Nacional de Voluntárias TomoJuntas
  • Local do encontro: Espaço Bavha
  • Rua Alagoinhas, 362, Rio Vermelho -  Salvador – BA
  • Email :tamojuntassempre@gamail.com
  • Watsapp: 71 992256245
  • FACE TAMOJUNTAS: https://www.facebook.com/events/1869561689929103/
Fontes: Tamojuntas 

terça-feira, 14 de março de 2017

Ativistas dos movimentos de mulheres e feministas são homenageadas pela ONU

Mulheres negras, indígenas, brancas, lésbicas, jovens, rurais, com deficiência, trabalhadoras domésticas, trabalhadoras de empresas, políticas e artistas são as indutoras iniciais da ciranda virtual “Por um planeta 50-50 em 2030: um passo decisivo pela igualdade de gênero”, iniciativa global da ONU Mulheres em apoio à Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável

No mês de março,  Dia Internacional das Mulheres, ativistas dos movimentos de mulheres e feministas defendem seus direitos humanos, a igualdade de gênero e a eliminação das opressões de raça, etnia, orientação sexual, acessibilidade e outras formas de inclusão. Em meio às diversas bandeiras de luta por direitos, a ONU Mulheres Brasil homenageou, a liderança das ativistas brasileiras que constroem um planeta inclusivo e igualitário, colocando-se na arena política de reflexão, negociação e ação em prol da igualdade de gênero.
Lucia Xavier Criola 
Mulheres negras, indígenas, brancas, lésbicas, jovens, rurais, com deficiência, trabalhadoras domésticas, trabalhadoras de empresas, políticas e artistas são as indutoras iniciais da ciranda virtual “Por um planeta 50-50 em 2030: um passo decisivo pela igualdade de gênero”, iniciativa global da ONU Mulheres em apoio à Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.
A ciranda virtual Planeta 50-50 se iniciou com a embaixadora da ONU Mulheres Brasil, Camila Pitanga, num ciclo inclusivo de um conjunto de militantes dos movimentos sociais: Lúcia Xavier (Articulação de ONGs Mulheres Negras Brasileiras), Sônia Guajajara (Acampamento Terra Li
Creuza Oliveira
(Fed. Nac. das Trabalhadoras Domésticas),
vre e Associação dos Povos Indígenas do Brasil), Schuma Schumaher (Articulação de Mulheres Brasileiras), Creuza Oliveira (Federação Nacional das 
Trabalhadoras Domésticas), Alessandra Lunas (Confederação das Trabalhadoras e Trabalhadores na Agricultura/Marcha das Margaridas), Heliana Hemetério (Liga Brasileira de Lésbicas), Adriana Dias (Comitê Deficiência e Acessibilidade da Associação Brasileira de Antropologia), Margaret Groff (Itaipu Binacional, Prêmio WEPs Brasil e Rede de Mulheres Executivas do Pará), a deputada federal Benedita da Silva e a jovem jornalista Juliana Gonçalves (Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver). 
Deputada federal Benedita da Silva
A representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, e as atrizes Juliana Paes, defensora para a Prevenção e a Eliminação da Violência contra as Mulheres da ONU Mulheres, Taís Araújo e Jéssica Ellen completam o grupo inicial da ciranda Planeta 50-50. 
“Convidamos a todas as mulheres, as que estão ou não nas redes sociais, e as organizações sociais a participarem, ao longo do mês de março, dessa iniciativa. A finalidade é reconhecer a diversidade das mulheres e agregar as diferentes identidades e vozes, que precisam ser visibilizadas e ouvidas na construção de um Planeta 50-50, em que as mulheres têm atuado de modo destemido em defesa dos direitos humanos”, afirma Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil. 
Fonte: ONU Mulher/Brasil 

Direitos das mulheres são atacados em todo o mundo

Na média mundial, as mulheres ganham 77% 

dos que os homens ganham


Os direitos das mulheres estão sob ataque em todo o mundo, advertiu nesta segunda-feira (13), o secretário-geral da ONU,  durante a abertura de uma conferência sobre igualdade de gênero na sede das Nações Unidas, em Nova York.
A política do presidente americano Donald Trump de cortar os fundos federais para os grupos que defendem o direito ao aborto, e a decisão da Rússia de reduzir a punição aos responsáveis de violência doméstica estão criando uma sombra sobre a reunião anual da Comissão sobre a Situação da Mulher.
"As mulheres estão sofrendo globalmente novos ataques à sua segurança e dignidade", disse  secretário-geral da ONU na sessão de abertura da conferência.
"Alguns governos estão aprovando leis que diminuem a liberdade das mulheres. Outros estão reduzindo a proteção legal contra a violência doméstica".
"Os direitos das mulheres são direitos humanos e os ataques às mulheres são ataques a todos nós. É por este motivo que devemos responder todos juntos", acrescentou.
A diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, declarou no evento que é "mais urgente do que nunca" proteger os direitos sexuais e reprodutivos.
As Nações Unidas estabeleceram a meta global de alcançar a igualdade de gênero em 2030.
A reunião deste ano está focada no empoderamento econômico das mulheres em um mundo do trabalho em constante mudança, com especial atenção à diferença na remuneração. Na média mundial, as mulheres ganham 77% dos que os homens ganham.
Fonte : A tribuna 

sábado, 11 de março de 2017

Prêmios nacionais de literatura menosprezam mulheres escritoras

Em pesquisa realizada pelo Metrópoles, é possível constatar que mulheres recebem apenas 17% dos troféus nas oito maiores premiações do país

A comunidade literária do país comemorou a volta do Prêmio Bravo! de Literatura, que havia encerrado as atividades em 2013. Porém, ao verificar os finalistas indicados para receber o troféu pelo melhor livro de 2016, um certo desânimo se abateu entre escritores — ou melhor, entre escritoras. Novamente, a premiação deixou de fora as mulheres, optando por três obras criadas por homens.
A predominância masculina do Prêmio Bravo! não é, infelizmente, novidade. O problema é nacional e os números, desalentadores. Levantamento do Metrópoles mostra que, desde 1941, as mulheres receberam apenas 17% dos principais troféus oferecidos pelos oito maiores eventos literários do Brasil.
De acordo com Regina Dalcastagné, professora de literatura da Universidade de Brasília (UnB), há uma crença de que as escritoras produzem “literatura feminina”, como se fosse uma categoria menos relevante. “Há um menosprezo do que é feito por mulheres”, afirma.
A falta de presença feminina nos concursos provocou situações discrepantes. Por exemplo, o baiano Jorge Amado (“Gabriela Cravo e Canela”) foi consagrado em 18 premiações nacionais, enquanto Clarice Lispector (“A Hora da Estrela”) recebeu apenas quatro troféus. A distância entre as produções dos dois escritores não justifica tamanha diferença. 

Indicada ao Nobel de Literatura em 2016, Lygia Fagundes Telles (“Ciranda de Pedra”) recebeu apenas seis prêmios nacionais, enquanto Cristóvão Tezza (“O Filho Eterno”) já garantiu nove condecorações (cinco delas em concursos listados nessa reportagem).



 Outros grandes nomes da literatura nacional, como Cora Coralina (“Estórias da Casa Velha da Ponte”), Hilda Hilst (“A Obscena Senhora D”) e Cecília Meireles (“Romanceiro da Inconfidência”), não tiveram seus trabalhos literários reconhecidos mais do que um par de vezes.

Fonte:Metropoles

Documentário sobre mulheres da periferia é exibido neste fim de semana em SP

por Camila Boehm 

Na semana em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, a estreia do documentário Nós, Carolinas questiona a invisibilidade de moradoras da periferia da cidade de São Paulo. Na última quarta-feira (8), o coletivo "Nós, mulheres da periferia" lançou o filme, que apresenta vivências de mulheres moradoras de quatro regiões diferentes da cidade. A obra entra em circuito durante o mês de março e percorre justamente a periferia da capital.
O nome do filme homenageia Dona Carolina, de 93 anos, uma das entrevistadas e personagem do documentário. Além de fazer menção honrosa à escritora Carolina Maria de Jesus, nome importante da literatura negra e autora do livro Quarto de Despejo - o Diário de uma Favelada.

“Dona Carolina era uma senhora de 93 anos, negra, com uma história de vida muito forte e com um discurso muito forte, então Dona Carolina sempre foi muito especial para a gente. E no meio do ano passado, Dona Carolina faleceu. [Ela] representa muitas histórias, muitas outras mulheres”, disse Regiany Silva, integrante do coletivo que é formado por comunicadoras.
Dona Carolina nasceu na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, perdeu a mãe muito jovem e foi criada pelo pai. Ela também se casou jovem e teve uma filha, que acabou morrendo há cerca de dois anos, com mais de 70 anos, quando ficou sozinha. “[Ela] viveu experiências muito fortes de racismo durante a vida”.
No documentário, ela contou histórias de quando era jovem em Piracicaba e de lugares dentro da cidade em que ela não podia frequentar. “Ela conta que os brancos passavam por dentro de uma praça e os negros tinham que passar por fora. Que tinha um cinema que era só para os negros e um cinema que era só para os brancos, mas que ela era ousada o suficiente para entrar no cinema dos brancos e peitar eles. Ela até fala o documentário – porque todo mundo olhou para ela quando ela entrou no cinema –, ela perguntou 'eu estou cagada ou estou mijada?'”, contou Regiany.

Origem
As mulheres apresentadas no filme fizeram parte do projeto Desconstruindo Estereótipos, realizado pelo coletivo em 2015, em oficinas que tratavam da representação das mulheres moradoras das periferias pela grande mídia. No final daquele ano, o coletivo lançou, no Centro Cultural da Juventude (CCJ), a exposição multimídia Quem Somos - Por Nós, com fotos e pequenos vídeos de entrevistas. Como uma segunda etapa do projeto, o coletivo criou o documentário.
Os dois projetos foram financiados pelo Programa de Valorização às Iniciativas Culturais(VAI), da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo. O circuito de exibição gratuita do documentário inclui os bairros de Cidade Tiradentes e Guaianases, na zona leste; Campo Limpo, na zona sul; Jova Rural e Perus, zona norte; que são os bairros das protagonistas do filme Carolina Augusta, Joana Ferreira, Renata Ellen Soares e Tarcila Pinheiro.
“Esse é o nosso exercício de fazer um retorno ao território. [O circuito] vai para Guaianases, e foi lá que conhecemos a Tarsila. Então, agora, retornamos para Guaianases porque queremos acessar o mesmo público que conhecemos nas oficinas, voltar para esse mesmo território e dar esse retorno. Vamos para Perus, que é onde a Renata mora, que é perto da casa dela, porque é essa vizinhança que a gente quer atingir porque é de lá esse documentário nasceu”, disse Regiany.
No bairro Campo Limpo, o filme será exibido na escola em que uma das personagens voltou a estudar em turma de jovens e adultos, depois dos 50 anos.  "A Joana, no dia de estreia do filme, estava em aula, às 20h, a hora que o documentário foi exibido. A gente queria muito que ela estivesse lá, mas ela não queria perder aula. Então nada mais justo do que o documentário ir lá para o Cieja [Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos], onde a Joana está”, explicou.
Regiany ressaltou a importância dessas mulheres e suas contribuições para a trajetória do coletivo, que vem avançando na linguagem para contras histórias. “Daqui para frente, a gente se sente mais empoderada para contar histórias. Antes a gente começou contando histórias com o que a gente sabia fazer, que é fazer texto. De repente, a gente fez a exposição e viu que a gente podia criar uma exposição, que a gente conseguia. Esses espaços são nossos e a gente tem que ocupar. Estamos muito mais fortalecidas”. O trailer está disponível na página do coletivo no Facebook.
Circuito
11/3, às 15h- Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes - Cidade Tiradentes
16/3, às 20h - Cieja Campo Limpo - Parque Santo Antônio
18/3, às 14h - Biblioteca Cora Coralina - Guaianases
24/3, às 20h - Biblioteca Padre José de Anchieta – Perus

Fonte: Ag.Brasil 

sexta-feira, 10 de março de 2017

PRESIDENTE DO BRASIL DESQUALIFICA AS MULHERES EM CERIMÔNIA

Por Mônica Aguiar 

Não foi uma gafe como muitos estão afirmando. Um discurso politico vindo de um presidente da república, nada mais é que o reflexo da atual sociedade governante, que tem apenas duas mulheres como Ministras . Na sua reforma ministerial, promoveu a extinção dos Ministérios das Mulheres e da Igualdade Racial, ambos foram absorvidos pelo Ministério da Justiça e da Cidadania .

Discurso de dez minutos, realizado em uma atividade institucional do governo, que deveria ser para apontar propostas de combate às desigualdades existentes, mas fez absoluta questão de reforçar e diminuir o papel da mulher na sociedade “Bela, recatada e do Lar”.  

Discurso  conservador, machista e moralista. Vergonhoso! Algo que não acontecia desde o governo Geisel (1974-1979), precedido de  reformas enviadas ao Congresso Nacional,  que afetam diretamente a vida das mulheres, diminuindo ainda mais situação sócio econômica existente de cada uma. 

O então Presidente, não conhece os dados gerais da situação socioeconômica do povo que governa quando afirma que ”Homens e mulheres são igualmente empregados.” 
Afirmação que  destoa completamente das politicas e ações realizadas por Governos anteriores, bem como do diálogo e manifestações históricas que tratam da  igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho com a sociedade. 

..."Essa disparidade entre os gêneros também pode ser observada na análise da renda da  população. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a renda média nacional do brasileiro é de R$ 2.043, mas os homens continuam recebendo mais. Enquanto eles ganham, em média, R$ 2.251, elas recebem R$ 1.762 (diferença de R$ 489)...."

O então Presidente não conhece a densidade demográfica do Brasil  onde : 

As mulheres são a maioria da população brasileira,  98,419 milhões de homens (48,4% do total) e 104,772 milhões de mulheres (51,6%). Dados  Pnad 2014, que  entrevistou 362.627 pessoas, que vivem em 151.291 residências de todas as unidades da federação.

No Sudeste, há quase 4 milhões de mulheres a mais que homens. São 44,3 milhões de mulheres contra 41 milhões de homens somando os quatro Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.
No Nordeste, são 27,1 milhões de homens e 29,1 milhões de mulheres — elas também são maioria com uma folga de 2 milhões. No Sul, existe um equilíbrio: 14,1 milhões de homens e 14,9 milhões de mulheres.
No Norte, a balança também está equilibrada: 8,6 milhões de mulheres e 8,6 milhões de homens. Por fim, no Centro-Oeste, há 7,7 milhões de mulheres e 7,5 milhões de homens — uma leve diferença de 200 mil mulheres a mais.
O presidente também declarou que "o número de mulheres que comandam empresas" mesmo com os dados existentes de sub-representação em cargos executivos de grandes empresas brasileiras e ocupam apenas 11% das 594 vagas do Congresso.


CRÍTICAS 

o Presidente do Brasil recebeu várias críticas no Brasil, e nos principais meios de comunicação internacional.

O então presidente da republica realizou um discurso tosco, preconceituoso, recheado de incorreções e totalmente afastado da realidade brasileira, Michel Temer foi vetor de manutenção e de propagação do machismo. (Leonardo Sakamoto)

O escritor Marcelo Rubens Paiva, por sua vez, chamou Temer de "imbecil". "Que imbecil esse Michel Temer. Quem faz supermercado é mulher? Na minha casa eu que faço. Há muitos anos". Ele disse ainda que "está provado que Temer é um vampiro que nasceu há 200 anos e pensa como se estivesse no século 18"."

O jornalista Josias de Souza escreveu em seu blog que Temer "parece não enxergar a evolução ao redor". "Seu discurso talvez fosse bem recebido pelas Amélias da década de 1940, mulheres que não tinham 'a menor vaidade', cantadas por Mário Lago e Ataulfo Alves. Ao transportar essa mulher com aroma de passado para 2017, Temer produziu uma hedionda anti-homenagem. Perdeu uma excelente oportunidade de perder uma oportunidade."

O colunista da Folha de S.Paulo Bernardo Mello Franco escreveu que "desta vez não há como jogar a culpa no marqueteiro".

  • No Reino Unido, os jornais "Telegraph" e "Independent" escreveram sobre o discurso e suas reações. A reportagem do "Telegraph" lembra que Temer já é impopular no movimento feminista por seu papel no impeachment da primeira presidente mulher do Brasil, por ter abolido o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e por ter assumido o poder com um gabinete inteiramente masculino.
  • O "Independent" publicou um texto baseado em reportagem da agência Associated Press, que diz que "grupos de mulheres estão reagindo com raiva" ao discurso me que o presidente parabenizou as mulheres por "tomarem conta da casa, educarem as crianças e checarem preços no supermercado".
  • O diário deu exemplos de críticas postadas nas redes sociais e citou que nas marchas em celebração do Dia das Mulheres também havia pessoas protestando contra o presidente empossado em agosto, no lugar de Dilma Rousseff.

Fontes: Terra / G1