segunda-feira, 19 de junho de 2017

França elege número recorde de mulheres, e uma das primeiras mulheres de origem africana deputada para o Parlamento

Por Mônica Aguiar 

O eleitorado da França decidiu neste domingo, 18, renovar mais de dois terços de sua Assembleia Nacional, a principal casa do legislativo, concedendo ao presidente Emmanuel Macron uma maioria sólida para seu partido, a República Em Marcha (REM, centro) . 

Apenas estes dois partidos apresentaram lista de candidatos equilibrada em termos de gênero. 

O resultado deste equilíbrio se concretiza em um número recorde de mulheres eleitas para o Parlamento, provocando um cenário de profunda mudança na classe política da França e com poucas personalidades da Assembleia Nacional reeleitas . 

Metade dos novos deputados  nunca ocuparam cargos legislativos , são jovens e de origem  da sociedade civil. 

Dos 577 novos deputados eleitos, 233 são mulheres, superando o recorde anterior de 155 estabelecido na eleição passada.


Laetitia Avia, que se tornou neste domingo (18) uma das primeiras mulheres de origem africana eleita deputada, pela 8ª circunscrição de Paris. Aos 31 anos, a advogada filha de togoleses e vinda de um bairro periférico, era candidata pela primeira vez.
Com isso, a França saltou da posição 64 para a 17 no ranking mundial de representação feminina parlamentar e para o 6º lugar na Europa, superando o Reino Unido e a Alemanha, de acordo com dados da União Interparlamentar compilados no início de junho.
A República em Marcha, que conquistou uma maioria dominante nas eleições de domingo, tem a maior proporção de mulheres eleitas, com 47 por cento.
"Pela primeira vez sob a Quinta República (pós-guerra), a Assembleia Nacional será profundamente renovada — mais diversa, mais jovem", disse a presidente em exercício do partido, Catherine Barbaroux.
"Mas acima de tudo, me permita desfrutar, porque esse é um evento histórico para a representação das mulheres na Assembleia Nacional".

Relembrando 

Foram, 248 mulheres vitoriosas no primeiro turno, realizado no domingo (11), contra 329 homens, um desempenho feminino inédito de 43%.
A maioria delas representantes do partido de Macron e da França Insubmissa, o movimento de esquerda radical de Jean-Luc Mélenchon.  As duas siglas foram as que mais respeitaram as regras de paridade impostas pela legislação eleitoral. 

Fontes: R7/Extra/exame/internacionalestadão/vozesdomundo

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