segunda-feira, 20 de março de 2017

Presença Política da Mulher nas Américas

  • O relatório destaca a tendência negativa vivida no governo brasileiro, que em 2014 tinha uma participação de 25,6% das mulheres nos ministérios, um índice que caiu para 15,4% em 2015, em 2017  apenas com duas mulheres.  
  • Nicarágua e Canadá lideram a classificação quanto ao número de ministérios comandados por mulheres, com mais ministras do que ministros

No dia 1º de janeiro de 2017, a presença de mulheres nos postos de responsabilidade política na região chegava a 25%, um recorde histórico, e superior aos 22,4% registrado em 2015, quando o último estudo desse tipo foi realizado.

Nicarágua e Canadá lideram a classificação quanto ao número de ministérios comandados por mulheres, com mais ministras do que ministros.
No mundo todo, apenas outros quatro países repetem a mesma receita: Bulgária, França, Suécia e Eslovênia.
O Peru, com 36,7% dos cargos ministeriais ocupados por mulheres, a Colômbia (35,3%) e o Chile (34,8%), vêm na sequência do ranking nas Américas.
No fim da lista estão o Belize, com nenhuma ministra, apesar das nomeações para o governo ainda não terem se encerrado. 
O  Brasil, que tem apenas Luislinda Valois no Ministério de Direitos Humanos e Grace Maria Mendonça na Advocacia-Geral da União. O relatório destaca a tendência negativa vivida no governo brasileiro, que em 2014 tinha uma participação de 25,6% das mulheres nos ministérios, um índice que caiu para 15,4% em 2015. Na data quando a pesquisa foi realizada, já no governo do presidente Michel Temer, apenas Grace Mendonça ocupava um posto com status de ministério.

Quanto aos parlamentos, o destaque é o caso da Bolívia, país no qual as mulheres ocupam 53,1% das cadeiras na câmara baixa, o segundo maior índice do mundo, e 47,2% na câmara alta.

Nas primeiras posições também estão três países latino-americanos com sistema parlamentar unicameral: Cuba (48,9%), Nicarágua (45,7%) e Equador (41,6%).
Já no fim da lista estão Haiti e Belize, países com menor presença da mulher dos parlamentos no mundo.

O progresso da representação política das mulheres nas Américas contrasta com a estagnação vivida atualmente em escala global.

A melhoria ocorre apesar de a América Latina ter perdido duas de suas líderes mais poderosas após o impeachment sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff e o fim do mandato da ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Atualmente, a chilena Michelle Bachelet é a única chefe de Estado ou de governo nas Américas, e uma das 17 que havia em todo o mundo no dia 1º de janeiro de 2017.

A jovem ministra Nyan Gadsby,
de Des. Com.,
 Cultura e Artes de Trinidade e Tobago

Lembrando que : 

 Em alguns países, há ministérios voltados especificamente para mulheres: Chile, Peru, Venezuela, Paraguai, Haiti, Canadá e República Dominicana. Em outros, como Dominica, onde há um ministério de “Família e Gênero” e na Jamaica, onde há de “Cultura, Gênero, Entretenimento e Esporte”, existem em conjunto com outros assuntos, mas estão na titulação da pasta.

Ao analisar o quadro geral das Américas a maioria das mulheres estejam locadas em pastas da Saúde, Educação ou com temáticas sociais, muitas das quais estão ligadas à Gênero, há participação delas também em outras temáticas. 
No Uruguai e em Trinidad e Tobago, elas comandam a pasta de Minas e Energia, por exemplo, enquanto em Barbados, Canadá, Suriname e na Colômbia mulheres são ministras das Relações Exteriores. 
No país da América do Norte, também há mulheres ministras de pastas como Assuntos Indígenas, Justiça, Procuradoria-Geral e Serviços Públicos, Desenvolvimento Internacional, entre outros.

Por: EFE/ EXAME/OUTROS

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