segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Estudante de Medicina Desabafa Depois de Acompanhar um Parto Realizado com Violência por Professora

por RITA LISAUSKAS

"Chorei de raiva e FRUSTRAÇÃO no quarto dos internos" 

 “Menina de 16 anos, grávida pela primeira vez, chega à maternidade, com contrações ritmadas e sete centímetros de dilatação. Não se  queixava de dores fortes, apenas desconforto e certo cansaço. Andamos pelos corredores, do lado de fora da sala do pré-parto, das 23h até meia-noite. 

Tudo corria bem, eu fazia massagens na sua região lombar quando, de repente, a médica plantonista apareceu no local para atender outra paciente que estava na mesma sala, já que não há pré-parto individual. Ignorando o meu relato de que a paciente estava evoluindo super bem prescreveu ocitocina* (hormônio usado para estimular as contrações) diretamente no soro, sem uso de bomba de infusão, a correr, sem um controle preciso do número de gotas, apesar de a paciente e a mãe dela terem dito que não queriam. “A obstetra aqui sou eu!”, disse.  

A paciente começou a sentir contrações dolorosas, ficando impossibilitada de caminhar. A obstetra mandou ela se deitar na cama, para novo exame de toque, dizendo “Ah, você está fazendo é fiasco!” e rompeu a bolsa da parturiente. Líquido claro. 
Os batimentos cardíacos do bebê estavam ótimos, eu captava com o sonar a cada dez minutos, preocupada com tanta ocitocina.  
Eu tentava argumentar com a obstetra: “Dra, ela estava com contrações efetivas, ritmadas.” Mas ouvi: “Agora são meia-noite e meia. Vamos acabar com isso já!” E repetiu a pérola: “Quem é a obstetra aqui? É tu?” Bom, lá pelas duas da manhã, a paciente já estava com dilatação total, mas o bebê ainda estava alto. 

E a “Dra” tascou outro soro com ocitocina na moça, sob protestos da paciente, da mãe, que era sua acompanhante, e meus. 

Na sequência levei uma super bronca porque deixei a paciente beber água. Bom, quando o bebê desceu e estava quase nascendo, a doutora, com gestos rudes, fez a paciente levantar-se do leito e me pediu para levá-la para a sala de parto, a cerca de dez metros dali. 
Disse para eu me paramentar, porque seria eu que daria assistência àquele parto. Minha colega estagiária, também interna, fazia o acompanhamento dos batimentos cardíacos do bebê que estavam ótimos, em 140 por minuto, e posicionamos a paciente deitada, em litotomia.  
A cabeça do bebê vinha descendo lentamente, mas descia. Os batimentos do bebê continuavam excelentes. Mas a obstetra, impaciente, gritou para minha colega realizar manobra de Kristeller* (manobra proibida, por ser perigosa para mãe e bebê, que consiste na aplicação de pressão na parte superior do útero com o objetivo de facilitar a saída do bebê). 
Ela se negou e eu disse para ela que nós não realizávamos aquilo. A médica brigou conosco, xingou todo mundo e mandou a enfermeira subir na escadinha e fazer. A enfermeira quase montou na paciente, que berrava para que parassem. A menina dizia que doía muito e que não conseguia respirar. “Cala a boca!”, gritou a obstetra. E subiu na paciente também.
Eu dizia que não tinha necessidade daquilo, que o bebê estava descendo. Foi um pandemônio.  A obstetra se enfureceu, tirou-me de campo e fez episiotomia* (corte entre a vagina e o períneo da mulher, também abolido por muitos médicos humanizados, para “facilitar” a saída do bebê).
Minha colega auscultou novamente o bebê: os batimentos cardíacos estavam ótimos, 136 por minuto.
Não contente, a médica pediu para a enfermeira trazer o fórceps. Quando ela colocou, a paciente berrou de dor. E o corte, já enorme e feito contra a vontade de paciente, aumentou ainda mais, como um rasgo.
A médica puxou o bebê com o fórceps, desnecessariamente ao meu ver, porque o bebê descia, ainda que lentamente, era só ter paciência já que os batimentos cardíacos mostravam que tudo evoluía bem, não havia sofrimento fetal. Até o dorso do bebê estava à esquerda, como manda o figurino.
A médica olhou para mim, ao final e disse: “Você que ficou aí parada, sutura aqui a episiotomia!”. Levei mais de uma hora para suturar aquele corte.
Eu e minha colega anotamos tudo no prontuário. A “doutora” não gostou do nosso registro e “passou a limpo o prontuário”, fazendo nova folha de registro! E foi dormir.
Para completar ainda recebi bronca por “ter deixado a familiar entrar”. Quando retruquei dizendo que é lei federal, ouvi: “Mas eles não sabem!”
A minha paciente chorou e a mãe dela disse: “É assim mesmo, filha”. Eu disse que não, não era, que não precisava ser assim, horrível, enquanto suturava aquele corte profundo, enorme, que ia até quase a nádega da moça.
Quando solicitei à enfermagem gelo perineal, para reduzir o edema, elas disseram: “Só se a Dra. prescrever!” Daí me humilhei na frente da obstetra para conseguir que fosse colocada a compressa de gelo. Consegui, mas ouvi que tinha sido bom “para ela ver que pôr filho no mundo não é brincadeira!”
Daí eu entendi que ela fez tudo isso porque a moça tinha apenas 16 anos.
Também doeu ver que as pessoas não têm consciência de que isso é violência, mesmo depois de alertamos, eu e minha colega.
A mãe dela disse, no fim: “Olha, doutoras, eu não vou denunciar a médica porque a gente precisa dos médicos! A gente nunca deve fazer uma coisa dessas com quem cuida da gente!”

Foi de partir coração ouvir isso. A minha colega e eu choramos de raiva, de frustração, de tudo, no quarto dos internos. Esse foi o caso mais criminoso e horrível que eu assisti, o parto mais violento.”

*Explicações sobre os termos foram feitas pelo blog, sob supervisão da médica.
Raquel*(nome trocado), 30 anos, é estudante de medicina e só permitiu que esse relato fosse publicado no blog se a identidade dela, do hospital e da obstetra fossem mantidas em sigilo. A profissional em questão é professora no curso de medicina e ela, claro, teme represálias.



Fonte: Estadão 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Calendário Lançado Quebra Paradigmas após 53 anos, com Mulheres Poderosas

Nada de modelos sensuais na edição do calendário 2016 da fabricante de pneusPirelli. Pela primeira vez em 53 anos, a marca decidiu quebrar paradigmas. São 13 mulheres de notáveis conquistas profissionais, sociais, culturais, esportivas e artísticas, escolhidas por suas carreiras inspiradoras, por suas realizações e que são exemplo de empoderamento. A responsabilidade de retratar essa mudança no conceito do calendário ficou nas mãos da fotógrafa Annie Leibovitz.
“Eu queria que as imagens mostrassem as mulheres exatamente como elas são, sem nenhuma pretensão”, explicou a fotógrafa.





Janeiro: Natalia Vodianova - Natalia é modelo, apresentadora e fundadora da Naked Heart Foundation, organização que apoia famílias que têm crianças com necessidades especiais na Rússia.

Ela entende bem esse universo, pois sua irmã Oksana tem autismo e paralisia cerebral.











Fevereiro: Kathleen Kennedy -  Kathleen é produtora norte-americana de cinema e presidente da Lucasfilm. Com mais de 60 trabalhos realizados, tem 120 indicações ao Oscar. Entre as suas produções estão Star Wars, E.T. e a franquia Jurassic Park.













Março: Agnes Gund  Presidente emérita do Museu de Arte Moderna de Nova York e filantropa. Desde 2011, ela integra o  Conselho Nacional de Artes dos Estados Unidos à convite do presidente Barack Obama.
Na foto, Agnes está com sua neta Sadie.













Abril: Serena Williams é considerada a terceira maior campeã da história do esporte e segundo Associação Feminina de Tênis, a melhor tenista do mundo.
















Maio: Fran Lebowitz Quando foi chamada para fazer parte da série de fotos do calendário, a escritora americana de 65 anos achou que fosse um trote.
















Junho: Mellody Hobson  -  46 anos, é presidente do grupo Ariel Investments e integra o conselho diretor dos estúdios Dreamworks. Esta mulher inspirou inclusive a personagem Coutney Page da série The Good Wife, uma CEO poderosa e influente.

















Julho: Ava DuVernay  - foi a primeira mulher negra a ganhar o prêmio de Melhor Diretora no Festival de Sundance com Middle of Nowhere, de 2012. Ela também foi a primeira diretora negra a ser indicada para um Globo de Ouro e para o Oscar com o filme Selma.
















Agosto: Tavi Gevinson - 19 anos, já apareceu na lista da revista Forbes de personalidades mais influentes antes dos 30 anos em 2011 e 2012. E a revista Time a considerou uma das 25 jovens mais influentes do mundo em 2014. Toda essa notoriedade se deve pelo blog de moda e comportamento Style Rookie iniciado quando ela tinha apenas 12 anos. Hoje, o blog é uma revista sobre cultura pop e feminismo.















Setembro: Shirin Neshat  A artista visual iraniana de 58 anos tem exibições que já rodaram o mundo. Os filmes e séries de fotos de Neshat problematizam a posição da mulher muçulmana. Ela já recebeu prêmios por seu trabalho e foi jurada do 63° Festival de Cinema de Berlim, em 2013.













Outubro: Yoko Ono Ainda hoje é possível que muitas pessoas não conheçam o trabalho artístico de Yoko Ono. Em 1971, John Lennon já afirmava que ela era uma “das mais famosas artistas desconhecidas do mundo”. As obras de arte da artista plástica de 82 anos, são marcadas pela vanguarda e pelas provocações. Ela também é uma figura singular no mundo da música e nos movimentos feministas e de paz.












Novembro: Patti Smith - De acordo com a revista Rolling Stone, Patti Smith é uma das maiores cantoras, poetisas e compositoras norte-americanas e a 47° maior artista de todos os tempos. A cantora de 68 anos é conhecida pelo ativismo político libertário, posicionando-se, por exemplo, contra a guerra do Iraque.
“Não faço ideia de como o público tradicional vai receber isso, mas acho que eles devem admirar essa mudança ousada. Vamos ver.”, disse Patti Smith em entrevista para a revista Vogue.












Dezembro: Amy Schumer  é uma comediante norte-americana de 34 anos, que ganhou destaque com a série Inside Amy Schumer em que é protagonista, criadora e roteirista. Na série, que é uma mistura de programa de enquetes e stand up, ela brinca com o papel da mulher na sociedade e os padrões de comportamento. A comediante foi indicada em sete categorias do Emmy Awards em 2015 e ganhou o prêmio de Melhor Programa de Esquetes.












A primeira página

A atriz Yao Chen é a primeira chinesa a estampar a capa do calendário Pirelli, de acordo com o site People’s Daily. Ela foi escolhida pelo fato de usar sua influência para falar de assuntos importantes. Primeira chinesa Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariadoda ONU para refugiados.









Mulheres incríveis

A proposta foi alcançada com êxito: mulheres incríveis, fortes e inspiradoras, que passam a mensagem de empoderamento, pois têm em destaque suas realizações em vez de seus corpos.
Um detalhe, porém, é
que somente clientes importantes da Pirelli ou celebridades irão ganhar esse calendário de brinde.

Fontes: brasilpost,nexojornal,awebic

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

12 Livros Escritos por Mulheres Negras para Ler em 2016

Por Jarid Arraes e Bianca Gonçalves
De romance à ficção científica, passando por poesia e desbravando histórias de grandes guerreiras como Dandara dos Palmares, uma lista de livros escritos por autoras negras para conhecer neste ano
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Com novos desafios e cronogramas literários para o ano de 2016, surge a oportunidade de reflexão: quantos dos livros que você leu ou pretende ler neste ano foram escritos por mulheres negras? Quantas autoras negras você conhece? Neste breve momento de questionamento, é possível apontar algumas lacunas literárias, como a falta de divulgação de escritoras negras ou o fato de serem menos publicadas por editoras e pouco convidadas para eventos literários. A causa disso certamente não é a qualidade literária; seria, afinal, de um imenso racismo afirmar que mulheres negras produzem literatura de qualidade inferior. Há diversas escritoras incríveis que merecem muito reconhecimento. Na lista abaixo, você pode acompanhar 12 sugestões de livros que foram escritos por mulheres negras, incluindo um bônus para refletir um pouco mais sobre a literatura negra. Confira:
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O Alegre Canto da Perdiz – Paulina Chiziane - Primeira mulher de Moçambique a publicar um romance, Paulina Chiziane conta nesse livro a história de Delfina e Maria das Dores, mãe e filha, mas também a história de muitas mulheres africanas e dos impactos da colonização. Seu livro retrata conflitos profundos e questões como a miscigenação na África, prostituição e até mesmo a loucura feminina. Chiziane tem oito livros publicados.  Onde comprar: livrarias físicas ou virtuais.

Bará na trilha do vento – Miriam Alves - O primeiro romance da escritora paulista Miriam Alves apresenta a protagonista Bárbara, apelidada de Bará, em situações que acontecem antes do seu aniversário de 7 anos. Com bastante poesia, o livro fala de ancestralidade negra e também das dificuldades enfrentadas pela família da protagonista, que é moradora da Vila Esperança, dando evidência à presença da orixá Iansã, que é sincretizada no Brasil como Santa Bárbara. Onde comprar: envie 

email para equipemiriamalves@yahoo.com.br fazendo seu pedido.


Hibisco Roxo – Chimamanda Ngozi Adichie - Em primeira pessoa, a adolescente Kambili mostra as consequências terríveis da religiosidade fanática de seu pai, Eugene, um homem muito rico, dono de fábricas e de um jornal progressista na Nigéria. Com sua família sendo gradativamente destruída pelo comportamento violento e abusivo do seu pai, Kambili ainda se apaixonada por um padre e vive a experiência de trocar uma vida de riquezas pela simples casa da tia, professora universitária em tempos de crise. Onde comprar: livrarias físicas ou virtuais.

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Jazz – Toni Morrison - Jazz é um romance histórico que forma a segunda parte da trilogia Dantesque, de Toni Morrison, ganhadora do Nobel de Literatura em 1983. A maior parte da história se passa em Harlem nos anos 20, mas a narrativa se estende até meados do século 19 no sul dos EUA a medida que os passados dos personagens são explorados. Onde comprar: livrarias físicas ou virtuais.

.Kindred – Octavia Butler - Best Seller da autora de ficção científica Octavia Butler, Kindred mistura viagens no tempo com histórias sobre a escravidão nos EUA. O romance fala de uma jovem afro-americana que viaja no tempo e conhece o dono dos escravos que eram seus ancestrais. Presa no passado, ela precisa garantir a sua própria existência no seu tempo. Onde comprar: disponível somente em inglês, é possível encontrá-lo em ebook.
.As Lendas de Dandara – Jarid Arraes - Misturando fantasia e história do Brasil, a escritora e cordelista Jarid Arraes conta a vida de Dandara dos Palmares, conhecida como companheira de Zumbi dos Palmares, mas sobre a qual não há registros históricos. Na obra, Dandara é criada pela orixá Iansã e é enviada ainda bebê ao Brasil com a missão de liderar seu povo contra a escravidão. O livro conta com dez ilustrações feitas por Aline Valek. Onde comprar: no site www.aslendasdedandara.com.br
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Os Nove Pentes D’África – Cidinha da Silva - O livro infanto-junvenil Os Nove Pentes D’África conta a história do escultor e contador de histórias Francisco Ayrá, que partilha com seus netos nove pentes, como do amor, perseverança e generosidade, perpetuando seus saberes a novas gerações. Onde comprar: livrarias físicas e virtuais.

Olhos d’água – Conceição EvaristoEm Olhos D´água, a autora Conceição Evaristo fala sobre a violência e a pobreza que acometem a população negra no Brasil. Estão presentes na narrativa uma pluralidade de mulheres; mães, filhas e avós, que diferem em idade, mas compartilham os mesmos desafios. Onde comprar: em livrarias físicas e virtuais.

Só as mulheres sangram – Lia Vieira - Só As Mulheres Sangram é coletânea de nove contos sobre o cotidiano das mulheres negras no Brasil, mostrando seus dilemas, dramas e anseios em lugares como a favela, a rua ou o presídio. Onde comprar: no site da editora www.nandyalalivros.com.br
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Terra fértil – Jenyffer Nascimento - Terra Fértil é um livro de poesias da autora Jenyffer Nascimento. Em suas poesias, a autora fala sobre diferenças sociais e sobre a sua própria origem como mulher negra. Onde comprar: na loja virtual da Mijiba www.mjiba.com.br/lojavirtual

Um defeito de cor – Ana Maria GonçalvesO livro conta a história de Kehinde, uma mulher africana que é capturada e transportada como escrava para o Brasil. A narrativa fala de sua história pessoal escrita em primeira pessoa, misturada com fatos históricos do período colonial no Brasil. Onde comprar: livrarias físicas e virtuais.

Bônus: Vozes marginais na literatura – Érica Peçanha- Pesquisa de mestrado da autora Érica Peçanha, Vozes Marginais na Literatura fala do movimento literário que acontece na periferia de São Paulo. O livro é dividido em seis capitulos que buscam compreender o fenômeno da Literatura Marginal. Onde comprar:livrarias físicas e virtuais.

Espetáculo em Florianópolis Retrata Preconceito Vivido Pela Mulher Negra

Apresentações ocorrem nesta quarta (24) e quinta (25) no Sesc Prainha. 'Preta-à-Porter' é apresentado pelo Coletivo NEGA, da Udesc, há 4 anos.

Espetáculo aborda o preconceito enfrentado pela mulher negra na sociedade (Foto: Coletivo NEGA/Divulgação)


Foi nesta quarta (24) e quinta-feira (25), que o Coletivo NEGA, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), apresentou o espetáculo Preta-à-Proter no Sesc Prainha, em Florianópolis.   No projeto Preta-à-Porter, o grupo se baseia em histórias pessoais das atrizes e dos problemas cotidianos enfrentados pela população negra, explorando a vivência das mulheres negras que estão e já passaram pelo elenco . A performance nasceu há quatro anos e mais de 20 atores já passaram pelo espetáculo. As cenas modificam-se sempre que necessário, de acordo com as inquietações e demandas poéticas e políticas. O Coletivo NEGA é um grupo de artistas afro-descendentes cuja prática teatral contemporânea se fundamenta em expressões e manifestações culturais de origem africana.
Fonte e foto G1