quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Mulheres são menos de 1% de Candidatas a Prefeitas nas Eleições de 2016 no Brasil

por Mônica Aguiar 

As mulheres continuam sendo  maioria das votantes em 2016, representando a metade do eleitorado brasileiro. Em outubro de 2011, as mulheres já representavam 51% dos votantes e nas eleições, em 2010, as mulheres já tinham 5 milhões de votos a mais que os homens.

Observando os dados do TSE neste ano, as mulheres somam o total de 31,18% de candidaturas aos cargos de prefeitas, vices e vereadoras, — ficando acima do limite da lei, que exige um mínimo de 30% do total dos pleitos das candidaturas femininas .  Destas eleições, 155.587 (31,60%) são do sexo feminino, e 336.819 (68,40%) são homens.

Apesar desta aparente  vitória numérica, existe uma realidade muito desigual entre homens e mulheres na disputa eleitoral e política. 

Basta ver o percentual de homens que  estão engajados diretamente na vida política,  os que são candidatos a prefeitos, as diferenças entre os percentuais aplicados para desenvolvimento da campanha destes homens e das mulheres, bem como,  observar que as reservas específicas, são apenas de no mínimo 5% e no máximo 15% dos recursos do Fundo Partidário destinados ao financiamento das campanhas eleitorais para aplicação nas campanhas das candidatas . 

Observando os dados do TSE, vejo o que a ampla maioria dos partidos políticos, prevalecem candidaturas masculinas, sendo o dobro dos  30%, garantidos para as mulheres . E ainda estão comemorando. 


Partidos grandes, que carregam  bandeiras específicas,  tem em sua estrutura secretarias de mulheres atuantes, com acento nas direções partidárias  executivas nacionais, e estão organizados em  quase todos municípios do pais, não fizeram o menor esforço para garantir dentro dos  30%  estipulados pela Lei, mulheres candidatas a prefeitas .


Quando avaliamos os números de candidatas prefeitas  a situação fica alarmante, pois 70% das cidades brasileiras não tiveram  mulheres  concorrendo à prefeituras. (dados da socióloga Fátima Pacheco Jordão). 

Dados do TSE,  demostram que as mulheres que concorrem a cargo  de prefeitas  somam  0,43 igual a  2.149 e vice prefeitas 0,60% igual a  2.988 candidatas. Ou seja menos de 1% são candidatas a prefeitas e vice neste pais . 
Somente na disputa para os cargos de vereador em todo o país, essa proporção é maior: 32,79% são candidatas. 

Então vamos comemorar quais percentuais obtidos ? 


Entre os partidos, o com o percentual mais alto é o Partido da Mulher Brasileira (PMB), com 43% dos candidatos mulheres – ou 1.923 das 4.477 pessoas participando das eleições pela sigla. Ele é seguido por PSTU (39,4%), PT (33,4%) e Partido Novo (32,6%).

Diante os dados desiguais,  surge as mulheres mais jovens entre 18 e 19 anos, que conseguem alcançar um maior Índice nas candidatas 59,14%  . ( dados do tse.jus.br) 


Vejam a representatividades  das mulheres candidatas em  alguns partidos:  


DEM 68,40% homens contra 31,60% de mulheres 

PCdoB 67,79 Homens contra 32,21
PCO  70,42 homens e  29,58 mulheres  
PDT  69,68 homens e  30,32  mulheres 
PEN 68,50 homens e 31,50  mulheres 
PMDB 68,42 homens e  31,58 mulheres 
PPS 69,55 homens e 30,45  mulheres 
PR 69,04 homens  e 30,96 mulheres 
PSB 69,44 homens  e  30,56 mulheres 
PSDB 68,93 homens e 31,07 mulheres 
PSDC 68,60 homens e 31,40 mulheres 
PSOL 67,56 homens e 32,44 mulheres 
PSTU 61,54 homens e 38,46 mulheres 
PT 66,29 homens e 33,71 mulheres 
PT do B 68,37 homens e 31,63 mulheres 
PTB 68,92 homens e 31,08 mulheres 
PTC 68,20  homens e 31,80 mulheres 
REDE 69,47 homens e 30,53 mulheres 
SD 68,65 homens e 31,35 mulheres 
Vamos aguardar que no futuro próximos,  as mulheres consigam enfrentar os desafios impostos:- econômicos, políticos e estruturais e sejam maioria das representantes eleitas neste pais . 

Fontes: TSE/ G1


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