quarta-feira, 8 de julho de 2015

Polícia Identifica Suspeito de Ataques Racistas Contra Maria Júlia Coutinho


De Maju Coutinho a Sheron Menezzes: as negras que estão roubando a cena na telinha Zé Paulo Cardeal/TV Globo/DivulgaçãoPor Mônica Aguiar 

Apresentadora do tempo, foi alvo de ofensas raciais em rede social na semana passada. 

A polícia identificou um adolescente de 15 anos suspeito de publicar ofensas raciais contra a jornalista e apresentadora Maria Júlia Coutinho. Segundo a Polícia Civil, o garoto mora na cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Ele foi ouvido na delegacia na segunda-feira.  Ele vai responder por ato infracional e pode sofrer medida socioeducativa devido às agressões que fez via Facebook. A polícia está tentando identificar outros envolvidos no caso. A investigação rastreou imagens com as mensagens ofensivas e fez buscas nas redes sociais para identificar as páginas dos envolvidos. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), instaurou inquérito para investigar o crime de prática de discriminação ou preconceito de raça. O caso motivou uma campanha em defesa da jornalista em várias redes sociais. 
O que tudo indica  que estamos iniciando o processo de mudanças da imagem das mulheres negras, deixando de interpretar apenas papéis de empregadas ou escravas, passando a ocupar os núcleos mais importantes das novelas brasileiras.  Mas não é uma tarefa fácil  diante a realidade atual. São  poucas aparições perto da representação geral . Convivemos ainda com  Lei que tipifica o racismo, possibilitando a punição da pratica do racismo com medidas sócio educativas, com ações que atuam como política nacional de promoção da igualdade racial e deparamos com o não cumprimento do  Estatuto da Igualdade Racial  . O excesso de interpretações das leis que punem os racistas, a  falta de  ação de combate ao preconceito e racismo velado  existente nos vários campos profissionais, cria de forma cruel dificuldades que limitam os espaços para população negra,  nesta, em maior escala,  o da mulher negra. Isto sim, é um fator que deve-se  considerar diante a atual conjuntura brasileira, diante os ataques racistas que mulheres negras vem sofrendo em papel quando protagonistas.  
 Entre iniciantes e veteranas, protagonistas e coadjuvantes, Retratos da Fama mostra as histórias e as lutas das Mulheres Negras  que estão no ar. O preconceito ainda existe, mas a opinião delas é unânime: estamos avançando!

Para atriz Jeniffer Nascimento 21 anos , em entrevista no jornal Diário Gaucho diz  "questão de perfil para trabalho é um pouco  limitada no Brasil". 


Lucy Ramos -— Achei ótimo fazer uma personagem refinada, não estereotipada. Nós, negros, sempre interpretamos empregados, escravos ou estamos em situação inferior – disse ela à revista Época.
— O bom é fazer algo diferente e encaro isso como um avanço do mercado para nós. Um negro pode, sim, interpretar uma psicóloga.
 Camila Pitanga 

Camila já sentiu na pele o preconceito, e acredita que o assunto é bem abordado nas novelas atualmente. — É cada vez mais natural a gente ver a nossa realidade (dos negros) nas novelas. As contradições que ainda vivemos em relação ao preconceito racial são mais iluminadas. Antes, havia mais tabu. Não havia nem lei (a contra o racismo prevê reclusão a quem comete discriminação) – disse ela ao jornal O Globo.
Fonte e foto: diariogaucho

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