quinta-feira, 9 de abril de 2015

Ataque terrorista mata 147 em universidade


 147 pessoas, possivelmente todas elas estudantes, morreram em um atentado executado pelo grupo radical islâmico Al Shabaab na universidade de Garissa, no nordeste do Quênia. 

 Segundo o balanço anterior, divulgado pelo ministro do Interior do Quênia, Joseph Nkaiserry, há ainda 79 feridos.

 No amanhecer da quinta-feira, combatentes do Al Shabaab, armados com metralhadoras, invadiram o campus universitário na cidade de Garissa, a 150 quilômetros da fronteira com a Somália, atirando contra estudantes cristãos.
O ataque aconteceu quando muitos estudantes ainda estavam nos dormitórios. Esse é o pior ataque no país desde o atentado contra a embaixada dos Estados Unidos, em 1998, quando 213 pessoas morreram.

“Um homem ordenou que deitássemos no chão e foi o que fizemos. Ele perguntou se éramos muçulmanos e eu respondi ‘sim. Por favor, não nos mate. Somos muçulmanos’”, relatou Nasir Abdurahman, estudante do segundo ano. “Ele perguntou se podíamos recitar a Shahada (a declaração de fé do islamismo) e eu recitei em voz alta. Meus amigos também recitaram em volume alto. Ele disse, ‘vocês podem ir agora’ e indicou o portão da frente para sairmos.” Assim que Abdurahman saiu, ele ouviu disparos de armas e gritos.
 O ministro disse que aproximadamente 500 dos 815 estudantes do Garissa University College foram resgatados. Alguns conseguiram escapar sem ajuda. O chefe da polícia queniana, Joseph Boinet, disse que o Quênia introduziu um toque de recolher, das 18h30 às 6h30, em quatro regiões próximas da fronteira com a Somália, como medida de segurança. Ele afirmou ainda que os extremistas dispararam indiscriminadamente dentro do complexo universitário. O governo queniano também ofereceu uma recompensa de cerca de 215 mil dólares pelo principal suspeito de ter organizado e planejado o ataque. Autoridades de segurança divulgaram uma fotografia de Mohammed Dulyadayn, também conhecido como Mohammed Kuno Gamadheere ou xeique Mohammed, um ex-professor que lecionava sobre o Alcorão e que teria se unido ao extremistas somalianos e chegado a postos de comando. O Al Shabaab assumiu a responsabilidade pelo ataque, realizado nas primeiras horas da manhã, numa região localizada a 140 quilômetros da fronteira com a Somália. O grupo tem ligações com a rede terrorista Al Qaeda e já realizou uma série de ataques em solo queniano, em retaliação ao envio de tropas quenianas para combater o grupo na Somália. Sheikh Abdiasis Abu Musab, porta-voz de operações militares do Al Shabaab, disse que o grupo manteve muitos cristãos como reféns. “Separamos as pessoas, libertando os muçulmanos”, declarou à agência de notícias Reuters.




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