segunda-feira, 30 de março de 2015

Ativistas fazem campanha para médico sentar no chão durante o parto

Obstetras, obstetrizes, doulas e enfermeiros obstetras que atendem parturientes de forma  humanizada sentam no chão durante o parto.  Eles explicam que essa é a única forma de observar a evolução do trabalho de parto, examinar a gestante sem incomodá-la e ainda permitir que a mesma fique na posição que considerar mais confortável para parir.
Durante o trabalho de parto e o expulsivo, muitas mulheres preferem ficar agachadas no chão ou sentadas na banqueta para parir de cócoras – uma posição que facilita o nascimento do bebê pois a gravidade ajuda ele a nascer com mais facilidade e evitar lacerações.
Muitos médicos, no entanto, ainda fazem a paciente ficar deitada na cama em posição ginecológica o que não contribui para, por exemplo, aliviar as contrações e o nascimento do bebê. Desta maneira, segundo médicos humanizados, são evitados procedimentos desnecessários e possíveis violências obstétricas, como a episiotomia.
Mães, doulas, obstetrizes e demais ativistas do parto humanizado começaram uma campanha neste fim de semana nas redes sociais após um médico dizer na semana passada em um congresso no Rio que é ‘humilhante’ para um obstetra sentar no chão para atender um parto.  Ele alegou que não estudou tantos anos para ficar no chão.
Com a hasthag  ‪#‎sentandoparaopartonormal mulheres têm publicado fotos dos seus partos com os profissionais que sentaram,  observaram e esperaram a mulher parir seu bebê.
A obstetra Roxana Knobel publicou uma outra foto onde diz que sentada no chão é a melhor maneira de atender uma gestante. “Não consigo imaginar melhor lugar para uma pessoa ‘assistir’ um parto do que sentada no chão, logo abaixo da parturiente. É confortável, é respeitoso, é emocionante, é super prático. É o melhor lugar!”, relata.
A médica Carla Andreucci Polido postou sua foto deitada no chão atendendo uma parturiente com uma lanterna na mão.  “Essa foto é só para dizer que me sentar ou me deitar no chão para assistir um parto, sem tirar a mulher de seu conforto, é um dos melhores aspectos da obstetrícia que pratico. ‘Rebaixar-me’ seria desperdiçar toda minha formação e minha expertise apenas para fazer cirurgias cesarianas com hora marcada”, publicou a médica.

Fonte: Folha UOL

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