sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Mulheres Poderão ser Priorizadas com Planos de Recuperação Países Afetados pelo Ebola

Mulher segura um cartaz explicativo sobre o ciclo de transmissão do ebola. Foto: ONU Mulheres/ Emma VincentSegundo um estudo do Programa da ONU para o Desenvolvimento, as mulheres foram as mais impactadas pelo vírus.

A chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Helen Clark, começou nesta quarta-feira (11) uma viagem à África Ocidental, onde averiguará os esforços imediatos necessários para a recuperação dos países afetados pelo ebola, seguindo o mandato designado pelo secretário-geral da ONU à agência.

Segundo um novo estudo publicado pelo PNUD, os programas devem abarcar as necessidades das mulheres, desproporcionalmente afetadas pelo vírus ebola. Este alto grau de infecção se explica pelo seu papel protagonista como cuidadoras das famílias, trabalhadoras no âmbito da saúde, em rituais e práticas tradicionais e no comércio entre fronteiras.
As disparidades são mais visíveis nas áreas mais afetadas da Guiné. Em Guéckédou, por exemplo, mulheres representam 62% das pessoas infectadas, e em Télémilé, 74%, de acordo com o estudo do PNUD. Além disso, cita que um grande número de mulheres perderam seus meios de subsistência por causa da reduzida produtividade na agricultura, diminuição do comércio e das pequenas atividades de negócio. Por outro lado, o índice de mortalidade materna aumentou dada a falta de cuidados pré-natais.
Como parte da resposta, as iniciativas de recuperação do PNUD são focadas em quatro pilares: oportunidades econômicas e trabalho; recuperação do sistema de saúde, governança resiliente para a recuperação, paz e estabilidade; e gestão de risco para lidar com futuros surtos.
Enquanto isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em sua última atualização, relatou que o número de casos do ebola nos três países mais afetados voltou a subir pela segunda semana consecutiva. A agência também observou que o índice de mortalidade dos casos hospitalizados continua alto – entre 53% e 60%.
“O aumento de casos na Guiné e a ampla transmissão em Serra Leoa mostram os desafios que devemos enfrentar para obter o marco zero de casos”, disse a OMS.
Fonte: ONUBR

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