sábado, 14 de fevereiro de 2015

Declaração de Canchungo pede igualdade de direitos para as mulheres na Guiné-Bissau

http://gdb.voanews.com/D8D5C0F7-90B5-4F4C-B5CB-E7216C68A6A0_w268_r1.jpgPlataforma Politica das Mulheres entregou a declaração e pede acção das autoridades.

A Plataforma Política das Mulheres entregou dia 12, a Declaração de Canchungo aos titulares dos órgãos de soberania da Guiné-Bissau  que defende a promoção da igualdade de gênero no país.
De acordo com a Plataforma Política das Mulheres, composta por entidades que promovem e defendem os direitos femininos, o documento insta às autoridades a adaptarem medidas com vista ao aumento da sua participação nas instâncias de tomada de decisões com base numa quota de 40 por cento
O documento recomenda o reforço de mecanismos de sensibilização sobre as consequências da mutilação genital feminina, do casamento precoce ou forçado e a revisão do plano de reforma nos setores da defesa e segurança.
A intenção é que a política reflita o princípio da equidade do gênero conforme a resolução 1325 do Conselho de Segurança.
O índice de analfabetismo nas mulheres ronda os 67 por cento, facto que não irá favorecer as mulheres sobretudo na concorrência aos postos de emprego.
Segundo a Rádio ONU, a conselheira para Assuntos do Gênero da Uniogbis, a força das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Caterina Gomes Viegas, disse, entretanto, que essa não é razão para deixar de acreditar.
"Os aspectos socioculturais jogavam um papel determinante na discriminação da participação das mulheres na política. Então, daí elas mesmas viram através da capacitação, de que têm capacidade, porque fizeram a avaliação da participação dos homens na política na espera da decisão e viram que também há homens analfabetos", disse Gomes Viegas.
No evento, o coordenador adjunto do Sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau Marco Carmignani  destacou os benefícios da maior participação feminina e citou o combate à impunidade e à promoção dos valores da tolerância, paz, igualdade de oportunidades, da reconciliação e da justiça.
Por seu lado, o presidente da Guiné-Bissau José Mário Vaz afirmou que "homem que é homem não bate em mulher", ao falar da criminalização da violência domestica já em vigor no país.
"Não se pode considerar de ambiciosa a exigência de uma quota mínima de 40 por cento para segurar uma representação significativa das mulheres nas instâncias de tomadas de decisão quando elas constituem mais de mais de 50 por cento da nossa população”, defendeu Vaz.

Fonte: Voz da América 

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